sábado, 30 de junho de 2012

A Origem Extraterrestre do Homem

Sanções contra o Irã: EUA “concede alvará” à China

A coisa ‘tá feia. Os chamados “dividendos da Guerra Fria” parecem passado longínquo. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ao que se sabe, prepara-se para um confronto “cara a cara” [1] com seu contraparte russo, Sergey Lavrov, já iniciada a contagem regressiva para a conferência internacional patrocinada pela ONU, a acontecer em Genebra, no sábado. Clinton vai a São Petersburgo, a caminho de Genebra, para o confronto-cara-a-cara mãe de todos os confrontos-cara-a-cara da era pós-Guerra Fria.

Ótimo que Clinton tenha deixado serviço pronto – um “alvará” cômico – em Washington; antes de partir. Clinton decidiu, com muito aplomb, recomendar que o Congresso dos EUA conceda “alvará” [2] à China, na questão das sanções contra o Irã. Para essa sua “determinação”, Clinton considerou que a China “reduziu significativamente” as importações de petróleo iraniano. Só não se sabe como a secretária Clinton teria chegado a conclusão tão intrigante, que a teria levado à tal “determinação”. Mistério. Boca fechada.

O que importa anotar é que Washington está tirando o corpo, escapando como pode, de um confronto cara-a-cara com Pequim. A vida, às vezes, é muito simples: ninguém morde a mão que o alimenta. A última coisa que os EUA querem é guerra comercial com a China.

Os EUA insistiram o mais que puderam, com a China, sobre as sanções contra o Irã. Os mais altos funcionários do governo Obama, inclusive o Secretário de Tesouro, Timothy Geithner, viajaram a Pequim, tentando defender a causa. A China ignorou-os todos. Insistiu que só respeita sanções determinadas pela ONU. O ministro chinês das Relações Exteriores repetiu, ainda semana passada, que as compras de petróleo iraniano são “legítimas”.

E o que dizem os fatos? Dizem que, sim, nos primeiros meses do ano, as compras russas de petróleo iraniano diminuíram, por causa de uma disputa de preços (que, em seguida, foi resolvida).

Os fatos dizem também que as compras russas de petróleo iraniano, isso sim, aumentaram cerca de 40%, a partir de abril: chegam hoje a mais de meio milhão de barris/dia. Os especialistas preveem que as importações chinesas subirão ainda mais, nos meses de junho e julho.

Mas os EUA preferem fingir que não estão vendo. Nesse episódio bizarro, há boa lição, que a Índia bem faria se aprendesse.

Os especialistas indianos não têm motivo algum para rolar pelo chão em pânico, sofrendo preventivamente as penas do inferno, ante o risco de os EUA amaldiçoarem a Índia por causa da questão iraniana. Os EUA não podem dispensar o mercado indiano – sobretudo pelos altos lucros gerados pelas exportações de armas dos EUA para a Índia. Na Índia, os fabricantes norte-americanos de armas sequer participam de concorrências oficiais!

O fato de que há hoje um ex-secretário de Estado dos EUA acampado em Delhi para defender a causa de Wal-Mart mostra bem de que lado sopra o vento. Em que outro lugar do mundo a indústria Wal-Mart poderia sonhar com abocanhar um mercado de $430 bilhões e mantê-lo abocanhado até o final do século 21?

O “alvará” para que a Índia continue a importar petróleo iraniano (já anunciada em Washington na véspera do Diálogo Estratégico EUA-Índia) foi favor que Washington quis assegurar-se, ela mesma para ela mesma, no exclusivo interesse de Washington.

Gílson Sampaio

Mercosul aceita entrada da Venezuela e suspende Paraguai até 2013

MENDOZA, Argentina, 29 Jun (Reuters) – A Venezuela se tornará o quinto membro pleno do Mercosul no fim de julho, afirmou a Argentina nesta sexta-feira, somando as maiores reservas mundiais de petróleo a uma área integrada por alguns dos principais produtores globais de alimentos, enquanto o Paraguai permanecerá suspenso até 2013.

A adesão, que segundo analistas evidencia outra vez a perda de poder relativo dos Estados Unidos na América do Sul, foi anunciada pela presidente argentina, Cristina Kirchner, no fim da cúpula de mandatários do bloco integrado também por Brasil, Uruguai e Paraguai.

“Também foi decidido adotar a resolução de fixar a data para a incorporação ao Mercosul da República Bolivariana da Venezuela que acontecerá em 31 de julho no Rio de Janeiro”, disse a presidente na cúpula realizada em Mendoza, na Argentina.

Também foi ratificada a decisão do Mercosul de suspender os direitos políticos do Paraguai no bloco em represália à decisão do Congresso paraguaio de destituir o presidente Fernando Lugo.

O país, que não será alvo de sanções comerciais, não recuperará a sua participação no bloco “até que aconteça o processo democrático que instale justamente nesse querido país a soberania popular, ou seja, eleições livres e democráticas”, disse Cristina. O Paraguai terá eleições gerais em abril de 2013.

A Venezuela, integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e governada por Hugo Chávez, estava pronta há mais de seis anos para ingressar no bloco econômico sul-americano, mas o Congresso paraguaio mantinha essa possibilidade bloqueada.

Chávez comemorou a decisão, garantindo que constitui “uma derrota para o imperialismo” e “burguesias lacaias, incluindo a burguesia venezuelana que também conectada com a burguesia do Paraguai fez todo o possível para impedir a entrada da Venezuela no bloco”.

A suspensão do Paraguai do Mercosul pela destituição do presidente Lugo permitiu que Argentina, Brasil e Uruguai decidissem pela entrada da Venezuela no bloco.

A presidente Dilma Rousseff disse que espera que as eleições paraguaias sejam “democráticas, livres e justas”.

Ela acrescentou que o Mercosul ainda é “uma das regiões do mundo menos afetadas pela crise” econômica global. Também indicou que no mundo “a segurança alimentar e energética têm cada vez mais relevância”.

Sinal poderoso, mas polêmico

Um diplomata da região disse à Reuters que com a Venezuela, o bloco incorporará uma economia de peso, fortemente demandante e importadora de todo tipo de bens, especialmente alimentos, e serviços, o que tornará sua economia mais conectada com Brasil e Argentina.

A secretária-executiva da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, considerou a adesão venezuelana ao Mercosul como um sinal muito poderoso.

“O Mercosul tem um terço das reservas de água do mundo, um terço das terras cultiváveis, mais de 45 por cento da produção de soja. É uma região muito forte e agora com a integração da Venezuela há expectativa que a integração energética possa ser maior no futuro”, disse Bárcena.

O analista internacional Jorge Castro, do Instituto de Planejamento Estratégico da Argentina, considerou que o anúncio da incorporação da Venezuela põe novamente em evidência a perda de poder relativo dos Estados Unidos na América do Sul.

Mas o deputado uruguaio Daniel Peña, opositor do governo e quem integrou uma delegação de parlamentares em Mendoza, criticou a entrada da Venezuela no Mercosul.

“A Venezuela entra no bloco pela janela. Agora se entende porque suspenderam o Paraguai. É uma bagunça e com legalidade duvidosa”, disse Peña a repórteres.

Forças Terrestre

Mais noticias do OSNI do Mar Báltico

Peter Lindberg, co-proprietário do Ocean Explorer, concedeu uma entrevista para Linda Molton Howe, do site www.earthfiles.com, no dia 20 de junho passado, a respeito do misterioso achado. Abaixo, algumas das declarações importantes sobre o agora mundialmente famoso OSNI:

” Temos um sonar muito sofisticado no veículo subaquático remotamente controlado (ROV) e podíamos ver que isso haviam ângulos retos, linhas e paredes. Tudo em está em 90 gráus. Assim, neste objeto circular, há muitas destas linhas retas e coisas em forma de caixa. Estávamos usando um sonar Blue View acima do objeto maior, mas não funcionado direito e tivemos que desligá-lo.
É por isso que não temos todos os dados do sonar Blue View que esperávamos ter. Alguns dias mais tarde, em um outro projeto submarino, o sonar funcionou o tempo todo, sem nenhum problema.

Quando chegamos próximos o suficiente para ver o objeto através da câmera de vídeo, nossa primeira reação foi que ele era feito de concreto.

…Estivemos trabalhando por muitos nos como mergulhadores comerciais, e temos trabalhado com concreto abaixo da superfície d’água. Ele parecia como o alicerce de uma ponte, ou algo parecido…
…Eu não diria que seja [feito de concreto], mas parece, e enviamos mergulhadores para pegar amostras, a fim de nos assegurarmos sobre radiação. Era 20 vezes mais alta do que o normal, mas não era perigosa de forma alguma…

…Algumas partes [do objeto] parecem muito lisas, como se tivesse sido lixadas pelo gelo de 10.000 anos atrás. Mas da mesma forma, há estas linhas muito retas e ângulos e tudo mais. Também, os mergulhadores estavam nadando vagarosamente sobre o grande objeto circular e de repente passaram sobre um anel de rochas, como uma pequena fogueira da Idade da Pedra, do lado direito…
...Outra coisa é que enviamos para baixo o nosso ROV, somente para ver o que tinha baixo naquela posição… …E quando o ROV estava descendo, de repente um buraco redondo aparece no monitor indo diretamente para dentro da estrutura redonda. Ficamos impressionados e tomamos uma decisão rápida de voltar com o nosso ROV para não perturbar a visibilidade para os nossos mergulhadores.

Assim, tivemos talvez 8 a 10 segundo de vídeo do buraco. Mas quando o mergulhador desceu, sua câmera quebrou. Assim, tudo que temos do buraco [de aproximadamente 25cm de diãmetro] são alguns segundos filmados pelo ROV. Na verdade, parece haver algo fluindo para fora, como água, ou algo assim. Mas isso também pode ser devido à hélice do ROV – não sabemos. Isto também é algo que precisa ser investigado em nossa próxima expedição. E não sabemos se há mais buracos na estrutura circular, ou não.
Peter e sua equipe planejam uma terceira expedição com o sonar Blue View e um sonar Multi Beam. É necessário um processamento de dados especial para montar todas as imagens, para que façam sentido. Isto está sendo feito agora com o material da segunda expedição.

A meta da equipe é produzir uma imagem tridimensional clara do objeto, lembrando que também foi encontrado um segundo objeto menor na região.

Ovni Hoje

“Cada criança palestina um terrorista em potencial”

Uma delegação de 9 eminentes advogados ingleses, liderados por sir Stephen Sadley, ex juiz do mais alto tribunal, concluiu que fatos indiscutíveis demonstravam que Israel violava pelo menos 6 vezes a convenção da ONU sobre os direitos das crianças.

Além disso, o grupo, que incluía a ex procuradora-geral do Reino Unido, lady Scotland, verificou o desrespeito da quarta Convenção de Genebra na transferência de crianças palestinas presas da Margem Oeste para Israel.

Essas conclusões constam do relatório “Crianças sob Custódia Militar” baseado em observações colhidas em visita a Israel e à Margem Oeste no mês de setembro.

O relatório compara o sistema de justiça militar na Margem Oeste com o sistema de justiça civil em Israel. As diferenças entre o tratamento dado às crianças palestinas e as israelenses são chocantes.

Enquanto as crianças israelenses presas são levadas a um juiz num prazo de até 48 horas, o prazo das palestinas é de 8 dias.

48 horas depois de serem presas as crianças de Israel já podem receber seu advogado. Já as palestinas tem de esperar 90 dias.

Tempo para ficarem presas sem acusação: 40 dias para as crianças israelenses e 188 dias para as palestinas.

A idade mínima para as crianças israelenses serem condenadas à prisão é 14 anos. Já as crianças palestinas podem ser condenadas à prisão desde os 12 anos.

Existe uma evidente discriminação. Particularmente triste por ser imposta por um povo que foi discriminado na Europa durante séculos.

Os advogados ingleses se reuniram com autoridades do governo de Israel, advogados, ONGs e membros de agências da ONU. Entrevistaram grande número de ex prisioneiros infantis e soldados. Visitaram tribunais militares e a prisão de Ofer, perto de Jerusalem, que costuma abrigar crianças presas.

O relatório revela que as crianças palestinas eram presas pelos soldados em casa, durante a noite. Com os olhos vendados e os pulsos amarrados eram, então, transportadas de rosto no chão do veículo militar para um centro de interrogatórios.

A maioria delas sofriam agressões físicas e/ou verbais e não eram informadas de seus direitos a um advogado e de não responder perrguntas.

Ás vezes, eram confinadas em solitárias e obrigadas a assinar declarações em hebraico, que elas não entendiam.

Uma vez em custódia, as crianças tinham acesso limitado à educação e acesso extremamente restrito às famílias.

Segundo o relatório: “Cada ano centenas de crianças palestinas ficam traumatizadas, às vezes irreversivelmente… e vivem sob risco constante de punições mais rudes no caso de voltarem a serem presas.”

Manter uma criança confinada em solitária por longos períodos de tempo é considerado tortura pela Convenção dos Direitos da Criança da ONU, da qual Israel é signatário.

Os advogados ingleses ingressaram na ONU contra Israel por estar cometendo este delito.

Um desses advogados, Marianna Hildyard, declarou ao jornal inglês The Guardian:”Israel afirma que é um estado comprometido com a lei e os princípios internacionais. Para dar autenticidade a esta afirmação precisa oferecer a todas crianças palestinas um suporte legal de acordo com a Convenção dos direitos da criança e a lei internacional. Medidas urgentes precisam ser tomadas para eliminar o abismo entre o tratamento das crianças israelenses e das palestinas.”

O relatório “Crianças sob Custódia Militar” conclui fazendo 40 recomendações para que seja alterado radicalmente o tratamento dado às crianças palestinas por Israel.

Reportando-se a um recente relatório sobre esta questão da ONG “Salve as Crianças”, o advogado Greg Davies que o redigiu declarou ao site RT : “Quando se pensa no trauma causado por ser preso no meio da noite e jogado numa prisão, sem ninguém saber onde você está, seria muito difícil para uma criança não sofrer danos psicológicos.”

Davies contou que, embora os membros da sua ONG tenham ficado num tribunal apenas algumas horas, eles assistiram à chegada de uma criança palestina acorrentada pelos pés. “O surpreendente é que eles (as autoridades israelenses) sabiam que nós estaríamos lá naquele dia.”

Aparentemente os israelenses acham legítimo o modo brutal com que tratam as crianças palestinas.

Como um procurador militar de Israel observou ao grupo de advogados: ”Cada criança palestina é um terrorista potencial.”

Era mais ou menos o que os nazistas alegavam quando criticados por eliminar crianças judaicas em lugares como Dachau ou Auschwitz.

Gílson Sampaio

sexta-feira, 29 de junho de 2012

OTAN assassina jornalistas na Síria

Estação de TV Ikhbaruia bombardeada pela OTAN

A guerra quente sempre é antecedida pela guerra contra as mentes. Também aquela contra o Irã e Síria. A 2/6/2012, a Liga Árabe bloqueou os satélites Nelesat e Arabsat para a televisão estatal síria, a fim de impossibilitar a desmoralização da propaganda da OTAN transmitida pela emissora do governo do Qatar, Al Jazeera, e pela Al Arabiya, através de fatos da versão síria.

Guerra contra jornalistas

Ontem de manhã, 27 de junho de 2012, a emissora de televisão Al0Ikhbaryia foi assolada. Forças de segurança, técnicos e três jornalistas da emissora de TV, situada nos arredores da capital Damasco, foram assassinados. As instalações foram totalmente destruídas pela explosão. Este ato leva a assinatura da OTAN e seus mercenários. Olhando todo o conjunto da situação, reconhece-se um claro paralelo com a guerra na Líbia.

O cenário líbio

A 30 de julho de 2011, a OTAN bombardeou entre outros alvos, a emissora de TV líbia Al-Jamahiriyar e assassinou os jornalistas presentes. A OTAN esclareceu na época sem cerimônia, que ela foi obrigada a bombardear a emissora, pois ela tinha transmitido “programas de terror”. A UNESCO protestou contra o ataque da OTAN à estação de TV. Os jornalistas da ARD e ZDF silenciaram-se diante da indignação internacional pelas mortes dos colegas líbios, embora até a Reuters tenha reportado o fato. A diretora geral da UNESCO tinha criticado veementemente o ataque aéreo contra a emissora Al-Jamahiriyar:

A resolução 1738 (2006) do Conselho de Segurança da ONU condena atos de violência contra jornalistas e pessoal de mídia. O ataque aéreo infringiu os princípios da Convenção de Genebra. Tentar silenciar a mídia nunca foi uma solução”. – UNESCO, 2011.

O ataque contra a emissora de TV não aconteceu naturalmente devido à imaginárias “transmissões de terror” – uma das mais grotescas terminologias da propaganda da OTAN, para cobrir com cores sua própria agressão. Tais ações são integrantes fundamentais da condução da guerra psicológica e das preparações para um ataque militar da OTAN. Apenas 3 semanas após o bombardeamento da emissora líbia, aconteceu o ataque contra Trípoli. Foi uma vantagem estratégica dos agressores, pois as emissoras estatais não podiam informar corretamente a população sobre a real situação. Além disso, os habitantes de Trípoli foram desinformados através de SMS (onde a “condução de guerra psicológica” da OTAN recebeu a lista completa dos números de telefone, será abordado posteriormente). Lembremos também da questionável e falsificada transmissão ao vivo da tomada da praça verde em Tripoli, que foi encenada pelos serviçais Trolls e seus sofríveis comparsas, para a Al-Jazeera e Al-Arabia.

Sírios, protejam suas instalações

O governo sírio fez sua tarefa de casa, como o abate do avião turco que invadiu seu espaço aéreo. Ele providenciou que seu espaço aéreo fosse defendido. Agora trata-se de proteger as emissoras de rádio e televisão em solo sírio. A guerra acontece no campo de batalha em solo e no éter.

Imoralidade dos deturpadores de frases

Amassa irresponsável dos jornalistas alemães desconversam sobre a morte de seus colegas sírios, abaixam a cabeça e continuam a redigir frases de efeito repletas de vocábulos dos porões da OTAN (sempre aparecem em ordem trocada: ditador, rebeldes, fortaleza, próprio povo, tirano, massacre… pronto, está redigido um artigo sobre a Síria).
O ataque a seus colegas não vale nada hoje para os jornalistas da ARD e ZDF. Por isso, uma sonora “vergonha!”.

Somente sobre seus cadáveres

Você se lembra da indignação sobre o assassinato do jornalista e agente Gilles Jacquier? Você se lembra da hipócrita comoção sobre a morte dos jornalistas inseridos ilegalmente na Síria, Remi Ochlik e Marie Colvin, a mulher com um tapa-olho? Você se lembra de Paul Conroy, ao qual atribuiu-se atos nobres, mas que era amigo do assassino da Al-Kaida e torturador de Trípoli, Belhadj? Claro! Você conhece os nomes dos jornalistas líbios e sírios? Não?! É claro que você não conhece. Apenas aquilo que a mainstream da OTAN enaltece, transmite e condecora. Tudoque não come na mão da OTAN é declarado selvagem. Esta é a liberdade de imprensa e de opinião do Ocidente. Eles passam sobre cadáveres.

O assassinato dos jornalistas da Al-Ikhbarya também é culpa dos jornalistas do ocidente, co-autores pela reprodução da propaganda da OTAN.

Prova Final

O Sol e Hercólubus

Codex Alimentarius MecDonald feliz!!!

Crise síria:Exclusivo! Guerra a Síria pode estar a caminho.

Turquia mobiliza tanques e baterias anti-aéreas.

Forças sauditas em concentração em massa nas fronteiras com Jordânia e Iraque.Turquia e Síria reforçam suas forças.

A crise síria chega nesta sexta-feira, 29 de junho, no fio da navalha entre uma ofensiva militar ocidental árabe-turca nas próximas 48 horas e um acordo de grande poder para evitá-la.


Fontes militares relataram ao DEBKAfile pesados ​​movimentos de tropas da Arábia Saudita em direção à Jordânia e as fronteiras iraquianas desde quinta-feira durante a noite e até a manhã desta sexta-feira, 29 de junho, depois que o rei Abdullah da Arábia colocou os militares em alerta máximo para juntar a uma ofensiva anti-Assad na Síria. As unidades sauditas estão preparadas com tanques, mísseis, forças especiais aéreas e baterias anti-aéreas para entrar na Jordânia em dois pontos:Uma irá salvaguardar o rei Abdullah da Jordânia contra possíveis represálias da Síria ou do Irã ou do Iraque.

O segundo vai cortar o norte pelo rio Jordão para entrar na Síria a sudoeste, onde uma zona de segurança será organizada em torno das cidades de Deraa, Deir al-Zour e Abu Kemal - todos os centros da rebelião anti-Assad. A região é também o terreno e a casa da tribo Shammar, irmãos dos Shammars da província de Nejd da Arábia.As unidades sauditas implantadas na fronteira do Iraque estão lá para defender o reino contra as incursões em potencial por milícias xiitas iraquianas na passagem para o reino para represálias. As milícias iraquianas estão bem treinadas e armadas e servem sob oficiais das Brigadas Al-Qods, braço externo iraniano da Guarda Revolucionária .Fontes ocidentais do Golfo relatam que Jordânia também está em alerta de guerra.Após a derrubada de um avião turco pela Síria há uma semana, a Turquia continua a construir as suas unidades de fronteira da Síria com armas anti-aeronaves, tanques e mísseis, rebocados por longos comboios de caminhões.

Um oficial do Exército Livre da Síria , o general Mustafa al-Sheikh, informou nesta sexta-feira que 170 tanques do exército sírio da Divisão Mecanizada 17 estavam sendo amontoados perto da aldeia de Musalmieh a nordeste de Aleppo, a 30 km da fronteira turca. Ele disse que eles estavam prontos para atacar todas as forças turcas em passagem para a Síria.Como esses preparativos de guerra avançando, a Secretária de Estado, Hillary Clinton, chegou em São Petersburgo na sexta-feira para negociações cruciais com o chanceler russo Sergey Lavrov. Eles se encontram na véspera do novo Grupo de Ação patrocinada pela ONU que se reúne em Genebra para discutir a proposta da ONU-Liga Árabe do enviado de Kofi Annan para uma recente transição para a Síria. Ele espera por uma solução política que vai afastar a intervenção militar.

Convidado para a reunião são os cinco membros com poder de veto da ONU no Conselho de Segurança e da Turquia e os enviados da Liga Árabe a partir de Qatar, Kuwait e Iraque.
Annan propõe formar um governo de união nacional de transição em Damasco, que inclui a oposição e exclui membros do regime inaceitáveis.Foi amplamente noticiado na quinta-feira que a Rússia concordou com essa fórmula, mesmo que implicasse na expulsão de Bashar Assad do poder. No entanto, Lavrov entrou em cena para corrigir o registro, salientando, em referência à proposta de Annan que Moscou não iria dar o seu apoio a "qualquer interferência externa, ou a imposição de receitas militares na Síria."Esta posição está duplamente visando os movimentos militares intensivos em andamento em toda a Síria.Clinton e Lavrov estão, portanto, prevista para ir ao martelo na questão síria e pinçando. O resultado do encontro não só determinarão o curso das discussões do Grupo de Ação, mas, mais importante, se a aliança ocidental-Árabe-Turca vai em frente com sua operação militar contra a Síria.
A Russo-americana concordância sobre um plano para a remoção de Assad poderia evitar a operação. O fracasso de suas negociações significará um agravamento da crise síria e precipitará a uma intervenção militar ocidental árabe-turca, que de acordo com fontes militares no Golfo está agendada para lançamento neste sábado, 30 de junho.

UND

Incorporação do Navio-Patrulha Oceânico ‘Amazonas’ à Marinha do Brasil

No dia 29 de junho, às 11h, em cerimônia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Fernando Eduardo Studart Wiemer, nas dependências da Base Naval de Portmouth, no Reino Unido, ocorrerá a Incorporação à Armada da Marinha do Brasil do Navio-Patrulha Oceânico “Amazonas”.
O navio, construído pela empresa BAE Systems Maritime – Naval Ships, recebe o mesmo nome da classe em que se enquadra, “Amazonas”, que contará com mais duas embarcações até 2013: Navio-Patrulha Oceânico “Apa” e Navio-Patrulha Oceânico “Araguari”, todos nomes de importantes rios brasileiros. O navio teve sua construção iniciada em 15 de fevereiro de 2008, com o batimento de quilha em 15 de junho do mesmo ano. Foi lançado ao mar em 10 de fevereiro de 2009 e sua construção foi finalizada em setembro de 2010.

As principais características do Navio são:
  • Comprimento Total: 90,5 metros
  • Comprimento entre Perpendiculares: 83 metros
  • Boca Máxima: 13,5 metros
  • Calado de Navegação: 6,0 metros
  • Deslocamento Carregado: 2.060 toneladas
  • Velocidade Máxima com 2 MCP: 25 nós
  • Raio de Ação a 12 Nós: 4.000 milhas náuticas
  • Autonomia: 35 dias
  • Capacidade de Tropa Embarcada: 39 militares
  • Capacidade de Transporte de Carga: 06 Conteineres de 15 toneladas
  • Armamento: 01 canhão de 30mm e 02 metralhadoras de 25mm
  • Sistema de Propulsão: 2 Motores MAN 16V28/33D 7.350 HP
  • Geração de Energia: 3 Geradores CATERPILLAR de 550 kW
  • 1 Gerador CATERPILLAR de 200kW
  • Tripulação: 12 Oficiais, 21 SO/SG e 48 CB/MN
Os Navios-Patrulha destinam-se ao patrulhamento das Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), devendo executar diversas tarefas, dentre elas a de, em situação de conflito, efetuar patrulha para a vigilância e defesa do litoral, de áreas marítimas costeiras e das plataformas de exploração/explotação de petróleo no mar e contribuir para defesa de porto; e, em situação de paz, promover a fiscalização que vise ao resguardo dos recursos do mar territorial, zona contígua e zona econômica exclusiva (ZEE), de repressão às atividades ilícitas (pesca ilegal, contrabando, narcotráfico e poluição do meio ambiente marinho), contribuir para a segurança das instalações costeiras e das plataformas marítimas contra ações de sabotagem e realizar operações de busca e salvamento na área de responsabilidade do Brasil.
O Navio-Patrulha Oceânico “Amazonas” foi projetado e construído para atender às necessidades de fiscalização de extensas áreas marítimas. Devido à sua grande autonomia e capacidade de operar com aeronave orgânica (helicóptero) e duas lanchas, contribuirá com os demais navios da Marinha do Brasil na proteção e fiscalização de nossa “Amazônia Azul”.

Após a incorporação à Marinha, o “Amazonas” será preparado para navegar em direção ao Brasil, o que está previsto para ocorrer na primeira quinzena de agosto deste ano. Em uma viagem de dois meses, o navio suspende de Plymouth, cumprindo o seguinte roteiro: Lisboa (Portugal), Las Palmas (Espanha), Mindelo (Cabo Verde), Cotonou (Benim), Lagos (Nigéria), São Tomé e Príncipe, Natal (RN), Salvador (BA), Arraial do Cabo (RJ) e tem como porto final, na primeira quinzena de outubro, o Rio de Janeiro (RJ).

Poder Naval

Defesa terá R$ 1,527 bilhão do PAC Equipamentos

Brasília, 27/06/2012 – O Ministério da Defesa terá R$ 1,527 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos. Os recursos serão para compra de 4.170 caminhões, 40 carros de combate Guarani e 30 veículos lançadores de mísseis Astros 2020. O repasse do dinheiro foi autorizado, hoje (27), por meio de Medida Provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff em cerimônia ocorrida no Palácio do Planalto. Este programa destinará R$ 8,43 bilhões em 2012 e tem por objetivo estimular a economia brasileira com a ampliação dos investimentos e geração de emprego e renda.

A MP encaminhada ao Congresso Nacional libera R$ 6,611 bilhões do orçamento que estavam contingenciados. Os detalhes do PAC Equipamentos foram divulgados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao justificar que o governo federal toma tais medidas para estimular a economia nacional. De acordo com o ministro, em função da crise europeia, que tem efeitos imediatos na economia mundial, o governo toma “um conjunto de medidas para ampliar os investimentos, estimular a demanda, aumentar a confiança e acelerar o crescimento”.

Conjuntura econômica

Em discurso, a presidenta Dilma lembrou a conjuntura econômica conturbada pela qual o mundo atravessa e a comparou o momento econômico de 2008, iniciado no setor imobiliário dos Estados Unidos. Ela frisou que a crise do fim da década passada perdura e assume novas formas no momento atual.

“Agora, esse cenário nos preocupa, mas não nos amedronta. É importante ter consciência dele para evitar que nesse momento sejam feitas aventuras fiscais. Nenhum país do mundo, hoje, se permite uma política fiscal que não leve em conta, sobretudo, investimentos. Aventuras fiscais é a gente se comportar como se não estivesse acontecendo nada. Nós não nos amedrontamos, mas não podemos fingir que nada está acontecendo”, disse.

E para fazer frente ao momento atual, segundo destacou, o governo vem tomando medidas que incrementem o mercado interno. No discurso, Dilma Rousseff destacou também a importância do programa na destinação de recursos ao Ministério da Defesa para a compra de equipamentos para as Forças Armadas.

“Todas as compras que nós lançamos antes vão atender às necessidades do povo brasileiro. Eu vou citar: os ônibus para transporte escolar; os caminhões e veículos para as Forças Armadas, que têm de ser reequipadas, na medida em que cumprem um papel essencial; as ambulâncias para expandir o Samu; os caminhões e perfuratrizes para poços artesianos, facilitando o combate à seca; as retroescavadeiras, como eu disse, para manutenção das estradas vicinais; os mobiliários para as escolas públicas”, contou.

Compras da Defesa

O Ministério da Defesa receberá R$ 1,527 bilhão para equipamentos militares desenvolvidos a partir de projetos nacionais fabricados no Brasil. Deste total, R$ 342,4 milhões serão para a compra de 40 blindados Guarani. Como o Exército já tinha encomendado 21 unidades do tanque para este ano, o PAC Equipamentos permitirá que outros 19 Guarani sejam acrescidos à lista.

O plano também prevê R$ 246 milhões para adquirir 30 unidades do Veículo Lançador de Míssil – Astros 2020. Os R$ 939,6 milhões restantes serão para compra de 4.170 caminhões de diferentes tipos e modelos destinados ao transporte de tropas e de cargas, baú, basculante, pipa, combate a incêndio e de uso geral. Esses veículos se somarão aos 900 inicialmente previstos, totalizando encomenda de 5.070 caminhões em 2012.

Sobre os equipamentos:

Blindados – O Guarani é um projeto do Exército Brasileiro. Trata-se do primeiro modelo de uma família de blindados a ser produzida no país, em Minas Gerais, pela empresa Iveco. Esses carros de combate anfíbios sobre rodas substituirão, gradualmente, os atuais blindados utilizados pelo Exército (Urutu, Cascavel), que foram fabricados pela Engesa e estão com mais de 30 anos de utilização.

Astros 2020 – Trata-se de um sistema nacional de lançamento de foguetes e mísseis desenvolvido pelo Exército e fabricado pela empresa Avibrás, de São José dos Campos. Sucesso comercial, o lançador sobre rodas já foi exportado para vários países e vai aparelhar unidades de combate da artilharia do Exército. O 2020 é o modelo mais atual do lançador de foguetes terra-terra.

Benefícios – Os dois projetos (blindados e Astros 2020) são projetos estratégicos e estão em consonância com a Estratégia Nacional de Defesa (END). Deverão constar também no Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED), que está em fase de conclusão no Ministério e orientará as aquisições de equipamentos e produtos de defesa até 2030.

Ambos os projetos funcionarão como estímulo à inovação e à produção nacional de meios tecnologicamente avançados. Ou seja, têm o viés de promover efetividade da capacidade de defesa e também de impulsionar a competitividade da indústria nacional nos mercados interno e externo, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

A compra dos caminhões reforçará a mobilidade e a logística das Forças Armadas. Os veículos incrementarão a capacidade das Forças de atuar em situações dentro e fora do meio militar, tais como auxílio da população civil em catástrofes naturais (enchentes, secas etc).

FONTE / FOTOS MENORES: Ministério da Defesa

NOTA DO EDITOR: é louvável a compra de equipamentos como os citados, e que serão destinados ao Exército Brasileiro (o que deve incluir a maior parte dos caminhões), dentro da lógica citada no texto de adquirir “equipamentos militares desenvolvidos a partir de projetos nacionais fabricados no Brasil”. Mas e a Força Aérea Brasileira e a Marinha do Brasi? Não há equipamentos de projeto nacional para equipá-las e que poderiam ser adquiridos? É certo que, como ressaltado, ficariam de fora gastos / investimentos em equipamentos fabricados no exterior, dos quais os de maior visibilidade são navios de escolta ou de apoio para a Marinha e caças para a Força Aérea, para os quais ainda se está em fase de disputa entre fornecedores internacionais, e não nacionais – e há notícias de que esses gastos de equipamentos de origem externa não seriam compatíveis com a crise internacional, vide reportagem de hoje sobre novo adiamento da compra de caças para a FAB (clique para acessar). Mas a corveta Barroso, por exemplo, não é um projeto nacional? Um novo navio da classe não movimentaria encomendas em fornecedores nacionais e o emprego de mão-de-obra nacional num Arsenal que está praticamente sem encomendas de embarcações desde que foi lançada? Bombas e mísseis para a FAB não são projetos nacionais? Não poderiam estar nesse “pacote”, sem prejuízo das encomendas para o Exército?

Forças Terrestres

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Paraguai e Bolívia na escalada golpista dos EUA

O golpe de estado no Paraguai não surpreendeu as forças progressistas da Região. Inseriu-se na actual estratégia da Administrado Obama para a América Latina.

Washington extraiu lições da derrota do golpe de 2001 na Venezuela. A «deposição» do presidente Manuel Zelaya das Honduras ficou a assinalar a substituição dos gorilazos tradicionais por um modelo de golpismo mais sofisticado.

No Paraguai o imperialismo - empenhado numa ambiciosa escalada agressiva que visa a liquidação de todos os regimes que no Hemisfério defendem a soberania nacional - optou novamente por um golpismo palaciano, sem tiros.

Um Senado totalmente controlado por saudosistas da ditadura Stroessner (36 anos no poder) decidiu substituir o presidente Fernando Lugo pelo vice Federico Franco, uma criatura da oligarquia.

Lugo, responsabilizado pelo massacre de Curuguaty, montado pela Policia à sua revelia, nem foi ouvido. O parlamento mandou-o para casa. Tudo se fez em menos de 24 horas.

Documentos do Wikileaks agora divulgados revelam que Franco conspirava há três anos com o embaixador dos EUA. Do diplomata esperava a indicação de uma data oportuna para desfechar o golpe.

A Venezuela, a Bolívia, o Equador, a Nicarágua, a Argentina, Cuba apressaram-se a condenar a deposição de Lugo, declarando ilegítimo o governo fantoche de Federico Franco. Dilma Rousseff tomou também posição ao anunciar a suspensão do Paraguai como membro do Mercosul.

O embaixador do Vaticano dirigiu-se pelo contrário ao corpo diplomático, sugerindo o reconhecimento do governo golpista, atitude esclarecedora da rede de cumplicidades fabricada pelos EUA.

O movimento de solidariedade com Lugo assumiu rapidamente proporções mundiais. Mas a condenação do golpe não reflecte, sublinhe-se, apreço pela pessoa do presidente. Personalidade fraca, Lugo, acossado pela oligarquia, cedo arquivou compromissos assumidos com o povo e submeteu-se a múltiplas exigências de Washington. Permitiu inclusive a instalação da gigantesca base militar americana de Estigarribia, uma mais no anel bélico que ameaça toda a América do Sul. Somente na Colômbia os EUA contam com uma dezena de bases montadas pelo famoso Comando Sul.

Um dos alvos da nova estratégia imperial que visa a eliminar por implosão, sem recurso às armas, governos progressistas considerados «incómodos» é agora a Bolívia de Evo Morales.

Nos últimos dias a situação naquele país andino agravou-se muito. Uma parte da Policia Nacional amotinou-se e assaltou e destruiu as instalações do Servicio Nacional de Investigaciones. Iniciativas como essa, assim como as Marchas de Tipnis, promovidas para impedir a construção de uma estrada, são concebidas, estimuladas e financiadas pelas forças da extrema-direita e pela embaixada dos EUA.
Em poucos anos, a Administração norte-americana contribuiu decisivamente para a instalação de governos de direita na maioria dos países da América Latina.

O Peru e El Salvador já não figuram na lista dos «incómodos». No Paraguai o golpe palaciano será recordado como um êxito da nova estratégia de Obama. A Bolívia está na linha de mira do imperialismo, tal com o Equador. Mas o «inimigo a abater» é a Venezuela Bolivariana.
Nestes dias a solidariedade internacionalista com as forças democráticas do Paraguai é, por isso mesmo, uma exigência no combate á escalada imperialista no Sul do Continente Americano.

O diário Info

Deu no New York Times: CIA arma mercenários contra a Síria

Ainda dúvidas acerca de quem está a combater na Síria?
Eis a ajuda do New York Times: e as dúvidas desaparecem...
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De acordo com funcionários dos serviços secretos árabes e norte-americanos, agentes da CIA estão a operar no sul da Turquia para decidir quais guerrilheiros podem receber armas, através da fronteira, para lutar contra o governo sírio.
As autoridades falam em metralhadoras, granadas, munições e algumas armas anti-tanque que passam através da fronteira com a Turquia com uma rede de intermediários, incluindo a Irmandade Muçulmana, Arábia Saudita e Qatar.
Um alto funcionário americano disse que agentes da CIA entraram no sul da Turquia há várias semanas, em parte para manter as armas fora das mãos dos guerrilheiros aliados à Al-Qaeda ou outros grupos terroristas. A Administração Obama afirma que não está a fornecer armas aos rebeldes, mas também reconhece que os Países que fazem fronteira com a Síria teriam feito isso.
Os esforços dos ilegais da intelligence é o exemplo mais detalhado e conhecido do suporte Americano na campanha militar contra o governo sírio. Também é parte da tentativa de Washington de aumentar a pressão sobre o presidente sírio, Bashar al-Assad, que recentemente aumentou a repressão mortal contra os civis e as milícias que combatem o seu poder. Com a Rússia, que coloca o próprio veto a uma fase mais agressiva contra o governo Assad, os Estados Unidos e os seus aliados têm preferido recorrer à diplomacia e apoiar os esforços dos aliados, armando os rebeldes para forçar a Assad a deixar o cargo.
Com o fornecimento para os rebeldes, os operacionais da intelligence americana na Turquia esperam aprender mais sobre a crescente rede de opositores na Síria e estabelecer novos laços com eles. "Os agentes da CIA estão no lugar e tentam buscar novas fontes e novas pessoas para recrutar", diz um oficial da intelligence árabe regularmente informado pelos colegas americanos.
Funcionários norte-americanos e veteranos da CIA afirmam que a Administração "está a considerar ajuda adicional para os rebeldes, como o fornecimento de imagens de satélite e outros detalhes sobre a posição e a movimentação das tropas do governo sírio. Dizem que a Administração está a ponderar a possibilidade de ajudar a oposição para formar um serviço secreto rudimentar, mas ainda não tomou qualquer decisão sobre essas medidas ou acerca de tornar a ação mais agressiva como o envio directo de agentes da CIA na Síria.
[...]
O Departamento de Estado autorizou 15 milhões de Dólares em ajuda não-letal, tal como suprimentos médicos e equipamentos de comunicação para os grupos de oposição na Síria.
O Pentágono continua a desenvolver uma série de operações militares, a pedido de Obama no início de Março para o planeamento de emergências. Martin E. Dempsey, presidente do Joint Chiefs of Staff (Estado-Maior Conjunto, ndt), disse aos senadores que as opções consideradas incluem pontes aéreas humanitárias, a vigilância aérea do exército sírio, e a criação de uma zona de exclusão aérea.
Além disso, os militares têm elaborado um plano de como as tropas da coligação devem proteger os estoques de armas químicas e biológicas na Síria, caso uma verdadeira guerra civil ameace a segurança.
Mas altos funcionários do governo têm enfatizado nos últimos dias que a opção militar não é considerada. "Nesta altura, qualquer coisa acerca da Síria seria hipotético em casos extremos", disse aos repórteres o general Dempsey.
Desde Março, o que mudou é o fluxo das armas e de munições aos rebeldes. De acordo com os membros do Sirian National Council e outros ativistas, os ataques aéreos cada vez mais ferozes visam combater as forças rebeldes, cada vez mais armadas e coordenadas.
Esses ativistas disseram no mês passado que veículos do exército turco entregaram armas anti-tanques perto da fronteira, donde a seguir foram contrabandeadas para a Síria. A Turquia tem repetidamente negado e tem afirmado que estavam apenas a enviar ajuda humanitária para a oposição, em grande parte nos campos de refugiados perto da fronteira. Mas os ativistas afirmam que os Estados Unidos tinham sido consultados sobre a transferência de armas.
* * * * *
Bastante claro, não é?

Gílson Sampaio

Chuva de Radiação de Fukushima afeta alimentos pelo Mundo

Calote dos Estados Unidos euro dolar falência Financeira

Sete minutos de terror para a NASA: A descida da sonda Curiosity em Marte


Talvez uma nova palavra deveria ser criada para descrever a descida da nova sonda Curiosity no planeta vermelho. Talvez ‘amarcianar’ seria mais apropriado do que ‘aterrissar’.

Mas de qualquer forma, o que vale é a informação, pois em poucos dias, 5 de agosto para ser mais preciso, o Mars Science Laboratory rover da NASA deverá tocar a superfície de Marte, e sua descida não será nada fácil. Na verdade, a NASA deu o nome da descida de ‘Sete Minutos de Terror‘.

“Quando as pessoas assistem a isso, parece loucura” disse Adam Steltzner, engenheiro sênior EDL do Jet Propulsion Laboratory no novo vídeo da NASA que mostra a descida da sonda ‘jipe’.

O vídeo recém lançado mostra exatamente o quão difícil é aterrissar a sonda. De nome Curiosity, a ela deverá rasgar através da atmosfera de Marte, durante um período de sete minutos. Porém, para transmitir à Terra a respeito de seu progresso, demora 14 minutos devido à distância entre os planetas.

“Quando escutarmos pela primeira vez que tocamos o topo da atmosfera, o veículo já estará vivo, ou morto, por pelo menos 7 minutos“, disse Steltzner.

Nesses 7 minutos, os engenheiros da NASA terão que completar uma sequência de procedimentos que devem ser seguidos para evitar o desastre. Primeiro, eles deverão ejetar um para-quedas para diminuir a velocidade de queda, que é de mais de 1,600 km/h naquele momento. Então, deverão liberar o para-quedas, ativar foguetes para diminuir ainda mais a velocidade vertical e, por último, baixar a sonda por um sistema de cordas, para dentro de uma cratera, a fim de evitar que uma nuvem de poeira possa danificá-la.

“Se uma dessas coisas não funcionar direito, o jogo acabou“, diz Tom Rivellini no vídeo.

Curiosity, a espaçonave robótica mais complexa e cientificamente poderosa já construída para explorar a superfície de outro planeta, custou à NASA US$ 2.5 bilhões para construir e foi lançada em novembro passado. Sua missão é a de procurar por compostos orgânicos e sinais passados ou presentes de habitabilidade.

A sonda-jipe, do tamanho de um pequeno carro, está equipada com 17 câmeras, um braço robótico de 2,10 metros, e uma gama de sensores e experimentos científicos.

Ovni Hoje

Governo adia outra vez compra de caças para Aeronáutica

Postergação ocorre porque Planalto alega ser inoportuno gasto de R$ 16 bi em meio à crise

Apesar de o ministro Celso Amorim (Defesa) ter dito no Congresso que o novo caça da Aeronáutica seria anunciado ainda neste semestre, o governo brasileiro enviou carta aos Estados Unidos, à França e à Suécia pedindo a extensão das propostas até 31 de dezembro.

O Brasil, representado pela Aeronáutica, solicita no texto que os três governos e as empresas concorrentes – a Boeing norte-americana, a Dassault francesa e a Saab sueca – mantenham até a nova data os termos, as condições e os valores das propostas concluídas ainda no mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já atualizadas ao menos duas vezes.

Enviado via embaixadas em Brasília, no dia 20 de junho, o documento foi assinado pelo brigadeiro Carlos de Almeida Batista Júnior, presidente da Copac (Comissão Coordenadora do Programa de Aeronaves de Combate), responsável pela avaliação das propostas.

Conforme a Folha apurou, a nova postergação ocorre por ser inoportuno anunciar um gasto que pode chegar a ficar entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões (R$ 12 bilhões e R$ 16 bilhões) em um cenário de crise internacional e baixo crescimento econômico.

Esse é mais um dos recuos do Brasil no processo de renovação dos aviões de caça da FAB (Força Aérea Brasileira). O primeiro programa, chamado de F-X, no governo Fernando Henrique Cardoso, foi suspenso por Luiz Inácio Lula da Silva em 2005.

Programa

Ao ser retomado, o programa ganhou o nome de F-X2 e praticamente começou do zero, até porque as próprias empresas já tinham atualizado sua oferta de aeronaves.

Após a eliminação do Sukhoi russo e do Eurofighter Typhoon europeu, sobraram na disputa o Dassault Rafale, o Boeing F-18 e o Saab Gripen. O F-X2, porém, não teve melhor sorte do que o original F-X. Atravessou todo o segundo mandato de Lula, com direito a disputas entre empresas e governos e alguns vexames do Brasil.

Quando o então presidente francês Nicolas Sarkozy veio ao Brasil para uma solenidade do 7 de Setembro, o governo chegou a anunciar a opção pelo Rafale. Lula, porém, teve de recuar: o relatório final da FAB ainda estava sendo produzido.

Quando concluído e revelado pela Folha, o Planalto e a Defesa foram surpreendidos com o resultado: o sueco ficou em primeiro lugar, o norte-americano em segundo, e o preferido da área política, o francês Rafale, em terceiro e último. O programa então arrastou-se e foi postergado de vez com a eleição da presidente Dilma Rousseff.

Poder Aéreo

quarta-feira, 27 de junho de 2012

CÓDIGO 9

Sérgio Russo mais uma vez nos alerta sobre o Possível atentado terrorista que possivelmente acontecerá em londrés durante as olimpíadas,promovido pelos illuminatis/Elite globalista;Também revela a farsa do 11 de setembro mostrando que a derrubada das torres gêmeas já era esperada a longa data.Sérgio russo também nos alerta novamente sobre os Chemtrails,e como ele é uma chave para o futuro e pretendido mercado de carbono.Veja tudo Aqui nos Domínios do Realismo Fantástico

Não esqueçam de participarem da petição Online contra os Chemtrails:http://www.peticaopublica.com.br/?pi=CHEMTRAL

A MENTIRA DOS PASTORES

Vamos contactar com extraterrestres nas próximas duas décadas, dizem especialistas norte-americanos

Especialistas acreditam que temos as melhores condições para detectar vida fora da Terra

Astrónomos e astrofísicos portugueses consideram a previsão exagerada

Há ou não vida fora do nosso planeta? Ainda não se sabe. Mas actualmente temos as melhores condições para detectar esta possibilidade e também para contactar com extraterrestres, algo pode acontecer nas próximas duas décadas. Isto é o que dizem os especialistas norte-americanos que se reuniram, durante o último fim-de-semana, na conferência SETICon 2, em Califórnia, EUA, avança o jornal espanhol ABC.

O encontro incidiu nas recentes conclusões do telescópio espacial KEPLER, da NASA, dedicado exclusivamente a procurar planetas semelhantes ao nosso e que desde 2009 ‘percorre’ sistematicamente milhares de estrelas ao nosso redor e que já descobriu 2 300 exoplanetas (muitos deles ainda aguardando confirmação) onde não se exclui a possibilidade de qualquer forma de vida.
Segundo alguns dos participantes, o KEPLER permite analisar um grande número de planetas com algumas das condições necessárias para existência de vida.

“Há cerca de 500.000 milhões de planetas lá fora e nós pensamos que há outros 100.000 milhões de galáxias”, afirmou Seth Shostak, astrónomo do projecto SETI, lê-se no referido diário. “Pensar que a Terra é o único lugar onde aconteceu algo interessante é um ponto de vista, no mínimo, ousado”, acrescenta.

Ao Ciência Hoje, Sérgio Sousa, do Centro de Astrofísica, Universidade do Porto, afirma que “é demasiado sensacionalista” prever que em duas décadas entraremos em contacto com vida extraterrestre. “Mas é interessante ver que as pessoas interessadas em contactar extraterrestres estão atentas ao que se passa com os projectos e missões de detecção de planetas extra-solares como o KEPLER”, comenta.

Neste momento, o SETI continua à procura de sinais de vida extraterrestre e a maneira como o faz é procurar “quase aleatoriamente no céu”, na esperança de detectar o tal sinal, refere o astrónomo português.

As missões de detecção de planetas, como o KEPLER, explica, têm ainda “um problema sério” que reside no facto da grande maioria das suas detecções serem ainda “apenas candidatos” a planetas. Estes candidatos têm de ser confirmados por outros instrumentos, como o ESPRESSO, onde Portugal contribui “fortemente” para a sua construção e que “vai permitir encontrar novos planetas e confirmar muitos outros como os detectados pelo KEPLER”.

De acordo com o especialista, “é essencial para o SETI que se identifique os planetas que se encontram na zona habitável, para aumentar significativamente a probabilidade de encontrarem o tal sinal”.

Assim, “em vez de andarem à procura ‘às cegas’, logo que os novos planetas sejam encontrados em zonas habitáveis vão poder concentrar as suas buscas em torno destes planetas”.

José Manuel Afonso, do Centro de Astronomia e Astrofísica, Universidade de Lisboa, também considera “bastante exagerada” a previsão de que haverá um contacto com vida extraterrestre em duas décadas.

“É verdade que os planetas descobertos fora do Sistema Solar são cada vez mais, e que progressivamente, à medida que a tecnologia e as técnicas de observação são melhoradas, somos sensíveis a planetas cada vez mais parecidos com a Terra”, isto é, com uma massa cada vez mais semelhante e a distâncias da sua estrela cada vez mais maiores, de tal forma que é esperado para breve a descoberta das primeiras ‘Terras’ a distâncias da respectiva estrela que permitam a existência de água líquida, explica ao Ciência Hoje.

"Aí passaremos a estar interessados em descobrir sinais de vida, o que de facto poderemos conseguir nos próximos 20 anos. Contudo, o salto para a descoberta de vida inteligente e capaz de comunicar connosco é enorme”, sublinha o investigador do Observatório Astronómico de Lisboa.

“Se os astrofísicos aceitam que a vida poderá ser comum no Universo, isso não nos diz nada sobre a existência de vida inteligente no Universo. E o tempo que demorará a descobrir isso será, quase certamente, muito maior”, conclui.

Ciência Hoje

NoamChomsky, intelectuais e artistas defendem asilo político para Assange

Noam Chomsky, Michael Moore, Tariq Ali, Oliver Stone e Danny Glover, entre outros, entregaram segunda-feira (26) carta à embaixada do Equador em Londres, pedindo que seja concedido asilo político a Julian Assange, fundador do Wikileaks. Os signatários da carta defendem que se trata de um caso claro de ataque contra a liberdade de imprensa e contra o direito do público de conhecer verdades importantes sobre a política externa, além de uma séria ameaça à saúde e ao bem-estar de Assange (no caso de uma extradição para os Estados Unidos).

David Brooks - La Jornada

Nova York - Um amplo leque de intelectuais, artistas, cineastas e escritores de várias partes do mundo solicitaram ao governo do Equador que conceda asilo a Julian Assange, Fundador do Wikileaks, que se encontra refugiado na embaixada desse país em Londres.

Noam Chomsky, Michael Moore, Tariq Ali, Oliver Stone, o ator Danny Glover, o comediante Bill Maher, Daniel Ellsberg, ex-analista militar famoso por divulgar os Papeis do Pentágono durante a guerra do Vietnã, e Denis J. Halliday, ex-secretário geral assistente da Organização das Nações Unidas, entre dezenas de outras personalides, assinaram a carta de apoio ao pedido de Assange de asilo político, a qual foi entregue segunda-feira (26) à embaixada do Equador em Londres.

Afirmaram que por se tratar de um caso claro de ataque contra a liberdade de imprensa e contra o direito do público de conhecer verdades importantes sobre a política externa, e porque a ameaça à saúde e ao bem-estar é séria, pedimos que seja concedido asilo político ao senhor Assange.

O fundador do Wikileaks ingressou na sede diplomática equatoriana a semana passada para evitar sua extradição para a Suécia. Os signatários da carta entregue ontem concordam com o agora fugitivo (rompeu as condições de sua detenção domiciliar ao entrar na sede diplomática) que há razões para temer sua extradição, pois há uma alta probabilidade de que, uma vez na Suécia, seja encarcerado e provavelmente extraditado para os Estados Unidos.

O governo de Barack Obama realizou um processo conhecido como grande júri para preparar uma possível acusação legal criminal contra Assange, ainda que o procedimento seja secreto até emitir sua conclusão. Além disso, meios de comunicação relataram que os departamentos de Defesa e de Justiça investigaram se Assange violou leis penas com a divulgação de documentos oficiais.

Os signatários sustentam que esta e outras evidências mostram a hostilidade contra Wikileaks e seu criador por parte do governo estadunidense, e que se ele fosse processado conforme a Lei de Espionagem nos Estados Unidos poderia enfrentar a pena de morte. Além disso, acusam o tratamento desumano ao qual foi submetido Bradley Manning, o solado acusado de ser a fonte dos documentos vazados para Wikileaks.

“Reivindicamos que seja outorgado asilo político ao senhor Assange, porque o ‘delito’ que ele cometeu foi o de praticar o jornalismo”, afirmam na carta. Assange revelou importantes crimes contra a humanidade cometidos pelo governo dos Estados Unidos. Os telegramas diplomáticos revelaram as atividades de oficiais estadunidenses atuando para minar a democracia e os direitos humanos ao redor do mundo, acrescentam.

A carta, entregue por Robert Naiman, diretor da organização estadunidense Just Foreign Policy, autora da iniciativa, foi acompanhada de outra petição assinada por mais de 4 mil estadunidenses que solicitam que o governo do Equador conceda asilo a Assange.

A íntegra da carta pode ser vista em justforeignpolicy.org/node/1257.

Gílson Sampaio

F-X2: uma nova proposta francesa?

A presidente Dilma Rousseff aproveitará sua viagem à Europa no fim de julho, quando participará da abertura da Olimpíada, para tratar de negócios. De Londres ela segue para a França, onde se reunirá com o presidente François Hollande para discutir a compra de caças para a Aeronáutica. O convite para visitar Paris foi feito por Hollande durante Rio+20. O Brasil negocia com a França, os Estados Unidos e a Suécia a compra de aviões.

A proposta francesa, de caças Rafale, não agradou à maior parte dos negociadores brasileiros, por ser considerada cara e com pouca transferência de tecnologia. Mas Hollande avisou a Dilma de que aquela proposta era do seu antecessor, Nicolas Sarkozy. E pediu a ela que não tome nenhuma decisão antes de ouvir os termos que serão apresentados pelo seu governo.

NOTA DO EDITOR: o Brasil só tem a ganhar com uma nova proposta. Mas não ganharia muito mais com três novas propostas, caso uma nova chance também fosse dada aos outros dois concorrentes?

Poder Aéreo

Segundo grupo paraguaio, Chavez tentou levantar militares contra congressistas

Grupo afirma que líder venezuelano teria buscado convencer Militares a impedir impeachment de Lugo

Em busca de apoio do Brasil para o governo de Federico Franco, uma comissão do Congresso e de empresários paraguaios acusou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de ter tentado levantar os Militares do Paraguai contra os congressistas, para impedir o impeachment de Fernando Lugo, na semana passada.

Os senadores Miguel Saguier (Partido Liberal Radical) e Miguel Carrizosa (Movimento Pátria Querida) e o deputado Davi Ocampo (União Nacional de Cidadãos Éticos) afirmaram que, na quinta-feira, o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, visitou os quartéis paraguaios e propôs aos Militares que cercassem o Congresso para evitar o processo. “As Forças Armadas nos disseram que Maduro pregou a sublevação”, disse Carrizosa. O impeachment foi votado na sexta-feira à tarde.

“Ao contrário do que ocorreu no Brasil no impeachment de Fernando Collor (1992), no Paraguai o presidente não é afastado das funções quando a ação tem início. Lugo continuou chefe das Forças Armadas depois da autorização (da Câmara) para que o Senado o processasse. Ele poderia ter atropelado o Congresso para impedir a decisão dos senadores”, continuou Carrizosa.
Já Saguier, disse que o processo foi legal e sua rapidez ocorreu porque havia o risco de que Lugo ordenasse aos Militares que impedissem a reunião do Senado. “Corríamos o risco de ter dois presidentes: Lugo e Chávez.”
Os três parlamentares paraguaios rejeitaram qualquer comparação do processo de afastamento de Lugo com o golpe que depôs Manuel Zelaya (em junho de 2009), em Honduras.
“Lá, sequestraram o presidente, que estava de pijamas, e o mandaram para outro país. Quem assumiu o governo foi o presidente da Câmara. No Paraguai, o vice-presidente assumiu o governo depois da saída de Lugo. Ele também foi eleito. Se tem alguma semelhança, é com o processo brasileiro”, disse o senador Carrizosa.

Acompanhados de representantes da embaixada do Paraguai no Brasil, os congressistas paraguaios almoçaram com uma comissão da Frente Parlamentar da Agropecuária, que representa cerca de 230 parlamentares brasileiros.

O presidente da comissão, Homero Pereira (PSD-MT), manifestou apoio aos colegas vizinhos e ao novo governo do Paraguai. “Estamos solidários ao novo governo paraguaio. Fomos informados de que todos os ritos foram seguidos e foram respeitadas todas as normas institucionais”, afirmou.

Os paraguaios disseram ainda que “95% da população” é a favor do impeachment de Lugo e lembraram que nas votações que depuseram o presidente, 76 dos 80 deputados e 39 dos 45 senadores apoiaram a sua saída.

Eles afirmaram ainda que o Paraguai passa por um momento de tranquilidade, como se nada tivesse acontecido, e não há censura, estado de sítio ou presos políticos no país.

Brasiguaios. O recém-empossado presidente paraguaio afirmou ontem que se encontrou com uma comissão de brasiguaios – brasileiros emigrados ao Paraguai que possuem terras no país vizinho, nas proximidades da fronteira com o Brasil.

De acordo com Franco, os representantes do setor afirmaram que os brasiguaios expressaram seu apoio “por unanimidade” ao novo governo.

Forças Terrestres

Derrubada de caça turco é um recado

A derrubada de um caça turco por tropas sírias tem servido como uma dura advertência de que seu exército é capaz de montar uma defesa sofisticada contra inimigos potenciais, dificultando uma intervenção no estilo da Líbia.

A Turquia afirmou que não tem planos imediatos para responder ao incidente com uma ação militar. Mas o primeiro-ministro turco advertiu terça-feira que ele havia ordenado os comandantes ao longo da fronteira sul do país para tratar qualquer abordagem militar síria como uma ameaça. Há preocupações crescentes de que a Turquia – juntamente com os Estados Unidos e seus aliados – poderiam ser atraídos para uma guerra regional.

Detalhes do incidente do abate do avião ao longo da costa da Síria ainda estão emergindo, mas autoridades disseram que a Síria reforçou suas defesas aéreas com compras russas depois de caças israelenses destruíram um reator nuclear em construção no deserto sírio quase cinco anos atrás. Pelo menos no papel, as autoridades militares dos EUA disseram que as defesas aéreas sírias parecem ser muito mais robustas do que aquelas encontradas pela OTAN na Líbia e mais forte do que ainda do que no Irã.

Preocupações sobre a capacidade militar síria são apenas uma razão para que a comunidade internacional se recuse a intervir na sangrenta repressão do presidente Bashar al-Assad sobre grupos de oposição.

Mas as autoridades de defesa e analistas militares dizem que derrotar as defesas aéreas da Síria exigiria um esforço militar dos EUA que provavelmente levaria a morte de civis.

Em uma época em que os militares dos EUA ainda está lutando no Afeganistão e se recuperando da ocupação, longa e sangrenta do Iraque, também há resistência dentro do Pentágono para o uso da força em casos em que os interesses nacionais dos Estados Unidos não estão diretamente ameaçados.

“Nós podemos lidar com as defesas aéreas sírias”, disse o tenente-brigadeiro David Deptula da reserva, que supervisionou os esforços de inteligência da Força Aérea no Pentágono. “É muito mais desafiador do que a Líbia. Eles têm alguns dos mais recentes sistemas superfície-ar. Mas antes de abordar a forma como, temos de abordar o porquê. ”

Na esteira do ataque de 2007 por Israel sobre o reator nuclear al-Kibar, a Síria gastou bilhões de dólares para atualizar suas defesas da década de 1960 d 1970. Entre essas compras está o sistema SA-22 Pantsir, que alguns oficiais de defesa especularam pode ter sido usada contra o jato turco.

“O ataque [israelense] levou os sírios à compra de alguns dos sistemas mais capazes dos russos”, disse Douglas Barrie, um membro sênior do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos em Londres.

Muitos analistas de defesa disseram que o sistema da Síria é semelhante às defesas aéreas do Irã em termos de tecnologia, mas sugeriram que a versão síria é mais eficaz porque está concentrada em uma área menor.

Forças Terrestres

terça-feira, 26 de junho de 2012

Rafale Naval é compatível com porta-aviões dotados de rampa

Compatibilidade foi atestada por estudos e simulações de engenheiros da Dassault, segundo site Mer et Marine

Notícia veiculada no site Mer et Marine afirma que o Rafale Naval é compatível com porta-aviões dotados de rampa, condição que pode dar ao caça francês novas oportunidades de exportação. Após estudos e simulações, os engenheiros da Dassault Aviation determinaram que o Rafale M (Marine) é capaz de decolar de porta-aviões sem catapultas, mas com rampa. Para isso, não seria necessária qualquer mudança estrutural com relação aos Rafale da aviação naval francesa, que operam com catapultas a partir do porta-aviões Charles de Gaulle.

Para o pouso da aeronave, no entanto, é necessária uma pista oblíqua com cabos de parada. Por enquanto, apenas a Rússia, China e Índia têm ou terão porta-aviões com rampa e cabos de parada. Se, para os dois primeiros países, a aquisição do Rafale está excluída, para a Índia, no entanto, esta é uma nova oportunidade. Este último país, no momento, planeja equipar seus dois novos porta-aviões, o Vikrant e o Vikramaditya, com os aviões russos MiG-29K. Mas Nova Déli também está em fase de negociações exclusivas com a Dassault Aviation para comprar os Rafale para sua força aérea.

O contrato, que poderá ser assinado nos próximos meses, não inclui aeronaves navais. Mas, se a Índia quiser, poderá ter uma alternativa para o MiG-29K, com a vantagem de padronizar sua frota futura. Por enquanto, nenhum pedido foi feito nesta direção, mas a opção técnica existe, o que é bom saber.

Além da Índia, a capacidade do Rafale para decolar de pista com rampa poderá ser, nos próximos anos, de interesse em outros países, como o Brasil, que quer incorporar dois novos porta-aviões no futuro, não sendo obrigado, assim, a escolher porta-aviões dotados de catapultas. Isso pode ser considerado, uma vez que Rafale já foi proposto para a modernização da Força Aérea Brasileira.

Em tese, qualquer porta-aviões com um deck suficientemente grande para acomodar uma pista oblíqua poderia ser considerado. O ponto técnico mais crítico incide sobre os espaços disponíveis no convés de vôo para acomodar os cabos de parada e o maquinário requerido para seu funcionamento. Os novos porta-aviões britânicos podem ser adaptados, mas, por outro lado, isso é menos evidente para o Cavour italiano, que provavelmente exigiria trabalhos pesados. No momento, os porta-aviões da Marinha Britânica e da Marina Militare Italiana preveem operar as aeronaves de decolagem curta e aterrissagem vertical F-35B. Mas este programa já sofre com muitos atrasos e elevados custos extras, e mesmo o F-35 está apenas iniciando fase de desenvolvimento dos seus sistemas, e essa fase é geralmente considerada como a mais complexa de um projeto aeronáutico.

Poder Naval


Caças: EUA oferecem ‘Air Force One’ de brinde


A demora do governo para definir a compra de 36 aviões de combate e o suposto favoritismo dos franceses Rafale, fizeram os Estados Unidos melhorar substancialmente a proposta para vender ao Brasil seus caças F/A-18 Super Hornet, da Boeing. Segundo fonte da Aeronáutica, os americanos estão dispostos a incluir em sua proposta, sem acréscimos, um Boeing 747-800 novinho para uso da presidenta Dilma.


Poder Aéreo

Rafael Correa na Rede TV,Entrevista de Kennedy Alencar

Chanceler argentino conta os bastidores da queda do presidente paraguaio

"É triste o que ocorreu"

Página 12 – Como a Argentina caracteriza a mudança de governo no Paraguai?

O governo argentino caracteriza que estamos frente a uma quebra da ordem democrática.

Por que, se a destituição de Fernando Lugo se baseou em juízo político?

No Paraguai, foi utilizado um mecanismo previsto na Constituição, mas que foi aplicado de tal forma que feriu não só o espírito desta mesma constituição como de toda a prática constitucional do mundo democrático.

Qual foi a violação?

Praticar uma execução sumária. Dar horas de defesa a um presidente democraticamente eleito. Um tempo menor a um motorista que atravessa um sinal vermelho. É triste ver o que aconteceu no Paraguai. Foi triste ver Lugo despachando em sua mesa, sem papéis, no momento em que o Congresso o destituía.

Os chanceleres da Unasul estavam com ele naquele momento?

Sim. E isso depois de termos buscado todas as alternativas. Mas não encontramos interessa algum na oposição em dialogar conosco e em buscar alternativas à execução sumária de um presidente. O que dizíamos era claro: estávamos ali para respeitar ao mesmo tempo a soberania do Paraguai e os acordos internacionais que todos nós firmamos.

Os textos da Unasul e do Mercosul?

Ambos. E dissemos isso tanto à oposição quanto a Lugo. Não só o Paraguai, mas todos nós estamos obrigados a cumprir os acordos que assinamos.

Em algum momento, os chanceleres da Unasul enxergaram a possibilidade de acordo?

Quando chegamos e falamos com Lugo ainda havia esperança. Mas depois fomos trombando com a realidade. Primeiro, nos reunimos com dirigentes do Partido Colorado, que nos disseram que o governo Lugo era inviável e tinha que partir. Depois, com membros do Partido Liberal e um dos seus líderes nos disse: "O melhor que os chanceleres da Unasul podem fazer é partir".

Qual foi a resposta?

Esta: "Senhor, são 11 da manhã e o juízo começa em uma hora. O que podemos fazer para impedir que a situação não se agrave?" Ele respondeu: "A Constituição define formas de fazer um juízo, não prazos". E eu insisti que se tratava de um chefe de Estado que assumiu com representação popular. (...) Depois insistimos com o argumento de que viriam tempos duros para o Paraguai, porque teríamos que aplicar a cláusula democrática. Mas nada os comovia. Ali se decidiu que eu e Antônio Patriota, o chanceler brasileiro, falaríamos com Federico Franco.

Ele ainda era vice.

Sim. Eu disse: "Falta pouco tempo. O senhor acredita que é justo o que estão fazendo? Pensa que o mundo vai reconhecer a destituição desta maneira como um procedimento correto?" Eu me lembro da sua resposta: "No Paraguai, um vice-presidente tem três tarefas: participar das reuniões de gabinete, fazer a relação com o Congresso e assumir em caso de morte, enfermidade ou destituição do presidente. Vou cumprir a constituição paraguaia." Um de seus assessores lembrou o caso do ex-presidente brasileiro Fernando Collor, que teve licença de seis meses. Perguntamos se dariam esse tempo a Lugo. E eles nos disseram que se não houvesse a mudança a violência começaria no dia seguinte.

Pelo visto, Franco estava muito decidido.

Ele afirmou: "Sou médico e estou acostumado a tomar decisões". Respondi que um médico tenta causar o menor dano possível ao paciente e que ele estava causando o maior prejuízo ao Paraguai e à democracia. No fim, eu e o Patriota nos despedimos calmamente, não sem antes dizer que ele estava concretizando um golpe de Estado.

O Mercosul vai castigar o Paraguai?

O Mercosul vai aplicar todos os tratados que assinamos.

Está prevista a incorporação da Venezuela como membro pleno?

Argentina, Brasil e Uuguai estão interessados no ingresso da Venezuela, como se sabe, mas não creio que uma situação justifique a outra.

Gílson Sampaio

Wikiliaks:EUA previu(?) golpe no Paraguai em 2009

Documento da embaixada dos EUA em Assunção, vazado pelo Wikileaks, tratava de um possível golpe parlamentar contra Fernando Lugo; até agora, o governo de Obama não se pronunciou sobre a mudança de governo no país vizinho

24 de Junho de 2012 às 18:28

247 – O documento é de 23 de março de 2009 e foi vazado pelo Wikileaks. Produzido pela embaixada dos Estados Unidos em Assunção, o memorando previa que Fernando Lugo seria derrubado por meio de um golpe parlamentar – exatamente como aconteceu na última sexta-feira, quando o presidente eleito do Paraguai foi substituído por seu vice Federico Franco.

Enquadrado como “confidencial” por Michael J. Fitzpatrick, o texto diz o seguinte:

“Rumores indicam que o general Lino Oviedo e o ex-presidente Nicanor Duarte estão trabalhando juntos para assumir o poder por meio de instrumentos (predominantemente) legais que deverão afetar o presidente Lugo nos próximos meses. O objetivo: capitalizar sobre qualquer tropeço de Lugo para iniciar o processo político no Congresso, impedir Lugo e assegurar sua supremacia política (...) A revolta relacionada a um programa de subsídios para agricultores por meio de ONGs foi considerada um pretexto para o impeachment antes que Lugo abandonasse o programa. Para um presidente que enfrenta muitos desafios – disputas políticas internas, corrupção e a percepção de que seu estilo de liderança é ineficiente – Lugo deve se preocupar para não cometer um erro, que seria seu último.”

Até agora, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não se manifestou sobre o golpe de Estado no Paraguai. Na Rio+20, o jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, foi cercado por seguranças quando tentou saber da secretária de Estado Hillary Clinton qual é a posição dos Estados Unidos a respeito da crise.

Gílson Sampaio

Governo Único Implante de Chips em Seres Humanos no Brasil

segunda-feira, 25 de junho de 2012

OVNI na Turquia fotografado pelo jornal local

Turquia (24/06/2-12) – Uma equipe do jornal local Rasyonel Haber Gazetesi de Konya, Turquia, fotografou um OVNI numa região turística onde se encontra o Monte Cibele.

As fotos foram encaminhadas para análise com a intenção de certificar que o que está na foto é 100% autêntico. Peritos foram encaminhados ao local para fazer as investigações científicas necessárias.

haber turk      time turk       buscandolado la verdad  VIA  Caminho Alternativo


Editado em 26/06/2012

De acordo com as investigações, o objeto na foto é um poste de luz.




General iraniano: ataque militar seria o fim de Israel

DUBAI (Reuters) - Um general de alto iraniano disse no sábado que uma ação militar israelense contra o programa nuclear do Irã levará ao colapso do Estado judeu, a agência de notícias Fars informou.
A Rodada da semana passada das negociações nucleares entre Irã e potências mundiais em Moscou, não conseguiu garantir um avanço, aumentando temores de Israel poderá tomar ação militar unilateral para frear as atividades nucleares iranianas.

Os dois lados concordaram com uma reunião de acompanhamento técnico em 3 de julho, para salvar o processo do fracasso absoluto.

"Eles não podem fazer o menor dano à revolução (iraniana) e do sistema", disse o brigadeiro-general Mostafa Izadi, vice-chefe do pessoal das forças armadas do Irã, a Fars.
"Se o regime sionista toma qualquer ação (militar) contra o Irã, isso resultaria no fim de seus trabalhos", acrescentou.
" "Se eles agem de maneira lógica, quantidade ameaças como a uma guerra psicológica, mas se eles quiserem agir de maneira ilógica, eles é que serão destruídos."
Izadi comentários são uma aparente resposta às chamadas do Vice-primeiro-ministro israelense Shaul Mofaz 's para sanções mais duras contra Teerã e seu indicativo de que a ação militar ainda era uma opção.
Analistas dizem que as autoridades iranianas usam a retórica como uma forma de alimentar as preocupações do Ocidente de caos no Oriente Médio e à interrupção do abastecimento de petróleo em caso de ação militar.

Durante as negociações em Moscou as seis potências - Estados Unidos, China, Rússia, França, Grã-Bretanha e Alemanha - exigiu o Irã reduzir seu trabalho nuclear e, em particular, pare de enriquecer urânio a níveis que poderiam trazê-la perto de fazer uma bomba atômica.
As exigências incluíam o fechamento da unidade de enriquecimento de urânio subterrâneo de Fordow subterrânea e o transporte de qualquer estoque para fora do país.
Em troca, ofereceu combustível para manter funcionamento do Irã reator médico isótopo, a assistência em matéria de segurança nuclear e um fim a uma proibição de peças de reposição para aeronaves envelhecimento do Irã civil.

O Irã nega o seu trabalho tem fins militares e diz que os poderes devem oferecer alívio de sanções e reconhecer o seu direito de enriquecer urânio antes que ele atenda às suas demandas.

UND

Roubalheira da igreja universal

Nova Ordem Mundial, ONU, Governo Único, Dilma, Comunismo, PT

México e Unasul retiram embaixadores do Paraguai

Fernando Lugo sofreu impeachment relâmpago na semana passada

Após os países membros da Unasul, o México convocou nesta segunda-feira o seu embaixador no Paraguai para consultas devido à destituição do presidente paraguaio, Fernando Lugo. A decisão foi tomada depois de o Mercosul decidir, no domingo, suspender a participação do Paraguai da próxima cúpula do bloco, que será realizada na quinta e sexta-feira na Argentina.

"O embaixador do México na República do Paraguai, embaixador Fernando Estrada Sámano, foi instruído a viajar com o propósito de realizar consultas", afirma um comunicado do ministério das Relações Exteriores. A intenção da ordem é "contar com informação de primeira mão sobre a situação no Paraguai, em consequência do julgamento político que levou à destituição do senhor Fernando Lugo como presidente", completa a nota.

No final de semana, foi a vez dos países que fazem parte da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) - Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela - fazerem o mesmo. A retirada de embaixadores de um país é um claro sinal diplomático de reprovação.

Além de retirar o embaixador venezuelano no Paraguai, o governo de Hugo Chávez interrompeu no domingo o envio de petróleo ao país. "Sentimos muito, mas não apoiaremos, de forma alguma, esse golpe de estado", afirmou Chávez nas cerimônias de comemoração do 191º aniversário da batalha de Carabobo, em que tropas separatistas derrotaram as tropas espanholas. Chávez voltou a classificar de "golpe de estado ilegal e inconstitucional" o julgamento que destituiu Lugo, e disse que "sempre que a burguesia e a direita governam, acontecem essas coisas".

O presidente paraguaio sofreu um impeachment relâmpago entre quinta e sexta-feira passada, após ser acusado pela oposição de 'mau desempenho de suas funções'. Na própria sexta-feira, o vice-presidente Federico Franco assumiu a Presidência.

Veja

EUA 'muito preocupados' por rapidez na destituição de Lugo no Paraguai

Os Estados Unidos declararam nesta segunda-feira estar "muito preocupados" pela rapidez no julgamento político do Congresso paraguaio que destituiu na sexta-feira o presidente Fernando Lugo.

"Estivemos seguindo muito de perto os acontecimentos e continuamos muito preocupados pela rapidez no processo utilizado para este julgamento político no Paraguai", disse à imprensa a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

R7


O que os Estados Unidos podem ganhar com o golpe no Paraguai

A reação de Washington ao golpe “democrático” no Paraguai será, como sempre, ambígua. Descartada a hipótese de que os estadunidenses agiram para fomentar o golpe — o que, em se tratando de América Latina, nunca pode ser descartado –, o Departamento de Estado vai nadar com a corrente, esperando com isso obter favores do atual governo de fato.

Não é pouco o que Washington pode obter: um parceiro dentro do Mercosul, o bloco econômico que se fortaleceu com o enterro da ALCA — a Área de Livre Comércio das Américas, de inspiração neoliberal. O Paraguai é o responsável pelo congelamento do ingresso da Venezuela no Mercosul, ingresso que não interessa a Washington e que interessa ao Brasil, especialmente aos estados brasileiros que têm aprofundado o comércio com os venezuelanos, no Norte e no Nordeste.

Hugo Chávez controla as maiores reservas mundiais de petróleo, maiores inclusive que as da Arábia Saudita. O petróleo pesado da faixa do Orinoco, cuja exploração antes era economicamente inviável, passa a valer a pena com o desenvolvimento de novas tecnologias e a crescente escassez de outras fontes. É uma das maiores reservas remanescentes, capaz de dar sobrevida ao mundo tocado a combustíveis fósseis.

Washington também pode obter condições mais favoráveis para a expansão do agronegócio no Chaco, o grande vazio do Paraguai. Uma das preocupações das empresas que atuam no agronegócio — da Monsanto à Cargill, da Bunge à Basf — é a famosa “segurança jurídica”. Ou seja, elas querem a garantia de que seus investimentos não correm risco. É óbvio que Fernando Lugo, a esquerda e os sem terra do Paraguai oferecem risco a essa associação entre o agronegócio e o capital internacional, num momento em que ela se aprofunda.

Não é por acaso que os ruralistas brasileiros, atuando no Congresso, pretendem facilitar a compra de terra por estrangeiros no Brasil. Numa recente visita ao Pará, testemunhei a estreita relação entre uma ONG estadunidense e os latifundiários locais, com o objetivo de eliminar o passivo ambiental dos proprietários de terras e, presumo, facilitar futura associação com o capital externo.

Finalmente — e não menos importante –, o Paraguai tem uma base militar “dormente” em Mariscal Estigarribia, no Chaco. Estive lá fazendo uma reportagem para a CartaCapital, em 2008. É um imenso aeroporto, construído pelo ditador Alfredo Stroessner, que à moda dos militares brasileiros queria ocupar o vazio geográfico do país. O Chaco paraguaio, para quem não sabe, foi conquistado em guerra contra a Bolívia. Há imensas porções de terra no Chaco prontas para serem incorporadas à produção de commodities.

O aeroporto tem uma gigantesca pista de pouso de concreto, bem no coração da América Latina. Com a desmobilização da base estadunidense em Manta, no Equador, o aeroporto cairia como uma luva como base dos Estados Unidos. Não mais no sentido tradicional de base, com a custosa — política e economicamente custosa — presença de soldados e aviões. Mas como ponto de apoio e reabastecimento para o deslocamento das forças especiais, o que faz parte da nova estratégia do Pentágono. O renascimento da Quarta Frota, responsável pelo Atlântico Sul, veio no mesmo pacote estratégico.

É o neocolonialismo, agora faminto pelo controle direto ou indireto das riquezas do século 21: petróleo, terras, água doce, biodiversidade.

Um Paraguai alinhado a Washington, portanto, traz grandes vantagens potenciais a interesses políticos, econômicos, diplomáticos e militares estadunidenses.

Viomundo