terça-feira, 31 de julho de 2012

Marinha comemora projeto do SN-BR e relembra história do Programa Nuclear

Em comemoração ao início oficial do projeto do submarino de propulsão nuclear brasileiro, a Marinha divulgou video em o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, reconstitui a história do Programa Nuclear naval desde seu início, em 1979, até os dias de hoje.

Ao longo dos 20 minutos, o Comandante resgatou a história do Programa Nuclear da Marinha, e destacou a importância estratégica de um submarino de propulsão atômica para a defesa do país. Também relembrou o acordo de cooperação assinado entre o Brasil e a França em 2008, e fez um apanhado do que foi realizado desde 2009 até 2012, quando foi iniciado oficialmente o projeto de construção do SN-BR.

Outros pontos altos foram os cometários sobre as obras atualmente em andamento – o estaleiro e a base naval em Itaguaí (RJ), inclusive com previsão de inauguração da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) para 19 de novembro deste ano.

O Comandante também ressaltou os benefícios do PROSUB para além das áreas militar e tecnológica – valorização da indústria nacional e movimentação da economia pela Base Industrial de Defesa, e a geração de empregos diretos e indiretos pelas obras previstas dentro do PROSUB. O video na íntegra pode ser assistido clicando no link abaixo:

http://www.mar.mil.br/hotsites/msg_cm/2012/01/cm.html

Poder Naval

Projetos apresentados pelo Exército são importantes

Foto: Brigada de Artilharia Antiaérea/Divulgação

O comando do Exército apresentou à presidenta Dilma três projetos necessários ao país: o primeiro, chamado de Sistema Proteger, é voltado para a defesa de hidrelétricas, refinarias e usinas nucleares. O segundo é o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) e o terceiro é o Centro de Defesa Cibernética (CD Ciber). Os três projetos totalizam investimentos da ordem de R$ 23,83 bi. Com exceção do Sisfron, os outros dois já estão sendo implementados.

Como eu escrevi acima, todos são necessários ao país. O problema que não foi tratado até aqui é que sua implementação exige uma modernização do Exército e do cojunto das Forças Armadas. No caso específico do Exército, implica mudar os objetivos e os currículos dos cursos de formação, desde o de cadetes até os cursos de Estado Maior.

Sem uma mudança dessa natureza continuaremos com um ensino baseado em uma doutrina anterior à redemocratização dos país, voltada para um Exército do século XXI. Ao colocarmos em execução projetos como esses, que exigem Forças Armadas modernas, com um elevado grau de atualização, que trata de cibernética e defesa das fronteiras, certamente haverá um choque com a formação que continua sendo dada, voltada para preparar homens e mulheres de um exército para um país e uma realidade sócio-política que já está superada no tempo.

Os três projetos

O chamado de Sistema Proteger, custará R$ 9,63 bi e será instalado em 12 anos. Seu projeto-piloto foi feito para preservar as instalações da usina hidrelétrica de Itaipu, e também atenderá às subestações e linhas de transmissão do oeste do Paraná. O segundo passo do Proteger é reforçar a vigilância sobre a infraestrutura de empresas estratégicas de São Paulo, São José dos Campos e Rio de Janeiro, onde estão as refinarias de Paulínia, Duque de Caxias (Reduc) e as Usinas Nucleares de Angra dos Reis.

O segundo projeto estratégico em adoção, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), está orçado em R$ 11,9 bi e estará concluído em dez anos. Quanto ao Centro de Defesa Cibernética (CD Ciber), o custo de orçado é de R$ 2,3 bi com o prazo de implantação de quatro anos.
Nesta terça (31.7) será aberta a licitação do projeto piloto do Sisfrom, a ser instalado em Dourados (MS), e que prevê o reforço de 650 quilômetros de fronteiras que dividem Mato Grosso do Sul com Bolívia e Paraguai. Já o CD Ciber, que receberá R$ 120 milhões este ano, passou pelo seu primeiro teste durante a Rio. O Brasil, hoje, é o único país da América Latina a contar com um simulador de defesa cibernético. (Correio do Brasil)

Defesa Net

Guerra santa na Síria e o curso da história

Washington está visivelmente incomodada com a intransigência de Pequim e Moscou no que tenha a ver com a crise síria e a pouca disposição que os dois países mostram, de querer ajudar a justificar ataque direto dos EUA contra o presidente Bashar al-Assad com autorização da ONU. Representantes dos EUA na ONU descreveram vividamente a brutalidade do regime de Assad, em apelo à moral da “comunidade internacional” e mais ainda, é claro, de China e Rússia.

Dmitry Shlapentokh

Nada consegue alterar a posição dos governos desses dois países, e por inúmeras razões. A primeira dessas razões é que não há indignação moral, vinda de Washington, que resista ao teste da história. Washington foi amiga solidária de Josef Stalin, Augusto Pinochet e do Xá do Irã. Washington já demonstrou que não há preconceito ou crime capaz de alterar sua rota, quando a questão são os seus programas geopolíticos. Washington é capaz de conviver e prestigiar ditadores de direita e ditadores de esquerda. Washington nada fez para impedir o início nem o prosseguimento de vários genocídios: do holocausto dos judeus aos massacres de Rwanda.

Mas, simultaneamente, ninguém deve supor que Washington não tenha amigos e aliados estrangeiros vários nessa sua aventura síria. Um desses aliados, que poucos se lembrariam de listar é o Kavkaz Center, principal página de Internet e veículo de contato entre os jihadis do Cáucaso Norte, na Rússia. Recentemente, Moscou intensificou esforços contra essa página, mas o Kavkaz conseguiu safar-se e continua a operar como blog. Os que militam no Kavkaz Center elogiam as boas almas que lutam contra Assad; nas entrelinhas dos elogios, pregam todos os tipos de ações e esforços para derrubar o governo de Assad.

Não é caso isolado. Autoridades do Iraque também informaram que está havendo fluxo constante de jihadis direção à Síria, para unirem-se na luta contra Assad. Não só elogiam a pressão que os EUA fazem contra Assad, mas até pregam e elogiam o envolvimento direto dos EUA nos assuntos da Síria. Implicitamente, pregam entusiasticamente também o confronto contra o Irã. Na verdade, tudo se passa como se o objetivo final de todas essas discussões fosse mesmo um ataque contra o Irã. Mas, por mais que preguem o imediato e total envolvimento dos EUA nos ataques ao governo de Assad, esses jihadis mantêm-se, simultaneamente, como inimigos figadais dos EUA.

Logo depois dos ataques de 11/9, o Kavkaz Center publicou artigo do russo Pavel Kosolapov, islamista converso – ou de alguém que usou esse nome – no qual os norte-americanos eram apresentados como zumbis horrendos, imorais e infiéis, que muito mereciam a dor pela qual passavam naquele momento. O artigo afirmava que os mortos não eram alguns poucos milhares, mas dezenas, senão centenas de milhares; e elogiava os que se haviam mostrado capazes de demonstrar ao mundo o quanto podia ser fácil desmoralizar e praticamente destruir uma super potência, bastando para tanto mobilizar um punhado de inteligentes e abnegados heróis da Jihad islâmica.

Pode-se assumir que essa posição dos jihadis, inclusive dos que estão combatendo hoje na Síria, não é segredo para ninguém em Washington e, especialmente, não é segredo para os conservadores, que exigem urgência absoluta no engajamento dos EUA. Ninguém aí, é claro, está preocupado com ou dedicado a salvar vidas. Seu único objetivo é destruir o “Obamacare” – e pouco lhes importa quantos milhares de norte-americanos morram anualmente por falta de tratamento médico.

O único objetivo que irmana todos esses “democratas” é enfraquecer o Irã. Porque o Irã, não a Síria, a Rússia ou a China, é o principal problema geoestratégico que os EUA enfrentam no Oriente Médio.

Mas até onde pode levar tão estranha associação de incompatíveis? Analistas de fraque e cartola em Washington – acompanhando, provavelmente o dictum de Edward Luttwak, historiador e estrategista norte-americano – creem que Washington pode(ria) derrotar seus adversários, nessa espécie de jogo bizantino.

Para entender o mais provável resultado dessa estratégia, é preciso deslocar-se para onde nasceu o bizantinismo moderno, a Rússia. Ali se pode ver como, há quase um século, desenrolaram-se eventos similares.

Vladimir Lênin, marxista radical que floresceu no mundo político no início do século passado, convencera-se de que massas satisfeitas jamais se levantariam para derrubar a ordem capitalista global; entendia também firmemente que seu partido, o Bolchevique, era fraco demais para combater diretamente contra o regime do czar, cuja derrubada poderia levar à revolução mundial, a partir da qual as massas poderiam estabelecer uma sociedade socialista ideal, global – que adiante se tornaria comunista, e que lembra o califato global, objetivo pelo qual lutam hoje os jihadis.

Na visão de Lênin, os Bolcheviques, apenas um punhado de militantes no início do século 20, só teriam sucesso em seu projeto político se os próprios imperialistas se autodestruíssem ou, no mínimo, se se enfraquecessem eles mesmos. Sem qualquer simpatia ou amizade pelo kaiser alemão, Lênin sonhava com um confronto entre Moscou e Berlin; na verdade, Lênin sonhava com uma guerra global, para fazer avançar seu projeto revolucionário.

Mas não havia grande guerra europeia à vista; as guerras napoleônicas, de havia quase cem anos, já eram passado. E tudo fazia crer, se se pressupunha a sanidade mental dos grandes líderes europeus, que nenhuma grande guerra houvesse à vista. As armas haviam-se tornado destrutivas demais; grandes blocos em aliança contrabalançavam, uns os outros. E os europeus haviam-se construído uma comunidade tão integrada em termos políticos e econômicos, que só um marginal louco como Friedrich Nietzsche, que antevia naquele momento um devastador banho de sangue, acreditaria que os europeus, em pouco tempo, estariam envolvidos em vastíssima guerra continental.

Lênin extravasou sua frustração em carta a Maxim Gorky, afamado escritor russo radical. “Caro Aleksei Maximovich”, escreveu Lênin em 1912 – usando, como é prática na Rússia e em outros países, os prenomes do amigo – “a grande guerra europeia seria um grande estopim para a revolução. Mas, infelizmente, nem Nesse [o tzar Nicolau da Rússia] nem Willy [o kaiser Wilhelm] nos darão tal prazer”.

Verdade é que Lênin (e não era o único) superestimava “Willy” e seus conselheiros. Esses – como fazem hoje os neoconservadores em Washington – acreditavam que a guerra, naquele momento, seria rápida como relâmpago (umablitzkrieg). Então, “Willy”, aproveitando como pretexto o 11/9 que encontrou à mão (o assassinato do arquiduque Franz Ferdinand da Áustria), inventou a I Guerra Mundial.

Mas a guerra não seguiu o roteiro nem o cenário alemães. Há quase um século, os eventos tomaram rumo muito semelhante ao que se vê acontecer hoje no Oriente Médio. A guerra prevista para ser blitzkrieg converteu-se em longa e sangrenta guerra de atrito; os recursos da Alemanha foram incinerados na guerra, numa versão europeia local do que já se vê no horizonte dos EUA: o orçamento militar “sequestrou” todos os recursos da nação.

Com europeus morrendo aos milhões, Lênin via confirmar-se o que previra: o sofrimento das massas reforçou sofrimentos históricos antigos e tornou possível a revolução comunista na Rússia. Berlim também observava os movimentos de Lênin e seus seguidores e – exatamente como Washington faz hoje – supôs que seria fácil manipular aqueles russos radicais para desestabilizar a situação na Rússia, o que levaria a Alemanha à vitória.

Berlin então forneceu meios a Lênin e permitiu que ele e alguns de seus companheiros radicais viajassem para a Rússia em “trens blindados”, quando o Governo Provisório liberal, que emergira da revolução de fevereiro-março de 1917, permitiu que voltassem à Rússia. Esses bolcheviques, como a história ensina, levaram realmente a Rússia a uma nova revolução; e puseram fim à guerra, com o que Lênin chamou de “o tratado obsceno” de Brest-Litovsk.

Berlin, contudo, não teve tempo para beneficiar-se dos frutos de seu estratagema. Os germes da revolução leninista rapidamente se alastraram até a Alemanha e a nova revolução empurrou para o fim a monarquia germânica. Poucas gerações adiante, herdeiros espirituais e políticos de Lênin já entravam com seus tanques em Berlin.

Claro que a história não se repete linha a linha e palavra a palavra, mas os eventos guardam semelhanças estruturais. Os jihadis – do norte do Cáucaso ao Oriente Médio – creem que o colapso de Assad e, melhor ainda, a guerra contra o Irã, obterão o que a guerra dos EUA ao Iraque não conseguiu: incendiar, não só o Oriente Médio, mas com o tempo, todo o planeta. Esse é o cenário de sonho dos jihadis.

Se acontecer, porém, a maré já montante do terrorismo não atingirá só Moscou e Pequim, inimigos que Washington definiu para ela mesma, mas também Jerusalém. Esse é o motivo pelo qual o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não dá sinais de entusiasmo ante o espetáculo do massacre contra Assad.

Pois Washington não dá sinais, sequer, de ouvir as vozes sóbrias que vêm de Jerusalém, não só porque acredita que poderia calá-las facilmente, como no Egito de Hosni Mubarak, apesar de todos os indícios contrários; não só, também, porque Washington inventou que não será afetada pelo caos e pela maré montante do terrorismo e crê firmemente em sua invenção; mas, também, pelas mudanças políticas pelas quais passam os EUA.

À medida que as dificuldades econômicas vão-se tornando evidentes demais para serem ignoradas, as elites norte-americanas sentem que não só sua dominância econômica e geopolítica escapa-lhe por entre os dedos em alta velocidade. Os EUA não são mulher que envelheça com graça e prepare-se para um futuro – nesse caso uma nova ordem global – no qual a riqueza, o american way of living e a influência norte-americana serão bem menos prestigiados, além de bem mais modestos.

O presidente dos EUA Barack Obama e legiões de comentadores continuam a repetir que os problemas atuais são temporários e que, depois, virá novo apogeu. E que “ela” poderia continuar a meter-se em aventuras, em affairs sem amanhã, das quais não ela, mas seu potente e carismático amante jihadi, que além de pote nte e carismático é perseverante, paciente e capaz de sacrifícios – qualidades que os EUA jamais aprenderam a cultivar – será o único beneficiário no longo prazo.

Pode acontecer, pois de a história mover-se em outra direção, completamente diferente da prevista, como aconteceu em 1914, quando pouquíssimos haviam ouvido falar de Lênin e nem Lênin jamais ouvira falar de Stálin, Adolf Hitler e Benito Mussolini, quando praticamente ninguém previu o que fariam em futuro nem tão distante.

Como Georg Wilhelm Friedrich Hegel ensina corretamente, “a coruja de Minerva só abre as asas depois que cai a noite” – quer dizer: só em retrospectiva se conhece o significado dos eventos.

RedeCastorPhoto

Guerra civil síria na capital industrial do país



Bandos mercenários sofrem grandes perdas na Síria

Forças governamentais causaram grandes perdas aos grupos armados que tentam ganhar posições em diferentes províncias do país, informaram neste domingo as autoridades.
No nordeste, na província de Deir Ezzor, fronteiriça com o Iraque, as forças do governo enfrentaram os grupos mercenários na cidade do mesmo nome no bairro Al-Ardi e também em uma área rural de Al-Mayadin, causando-lhes uma grande quantidade de baixas.

Uma tentativa de infiltração de um grupo armado a partir do Líbano pelos povoados de Al-Mathuma e Shahira situados em uma zona de Tal Kalakh, na província de Homs, a 162 quilômetros de Damasco, foi abortada pelas autoridades com o resultado de vários mortos e feridos entre os terroristas.

Enquanto isso, na província sulista de Deraa, a 109 quilômetros da capital, e em Busra al-Sham, bandos armados sufreram grande quantidade de baixas em enfrentamentos com o Exército Sírio.
Por outro lado, os mercenários não conseguiram avançar ao enfrentar as forças governamentais no bairro de Salahedin, em Alepo, a segunda cidade e coração econômico da Síria, depois de iniciada uma ofensiva governamental para eliminar sua presença na zona.
Segundo analistas que se encontram no terreno, os bando mercenários pretendiam conectar o bairro de Salahedin ao de Sahur, para criar um corredor que lhes permitisse receber ajuda desde o exterior, principalmente da Turquia.
Também foi abortada uma tentativa de infiltração de um grupo desde a Turquia em áreas de Idleb, perto de Ain Beida, na jurisdição de Yesser Shoughour, a mais de 350 quilômetros a noroeste do país.

Em outros enfrentamentos nessa região os bandos armados da oposição perderam vários veículos equipados com metralhadoras e outras armas.
Em relação ao conflito na Síria, o jornal britânico Sunday Telegraph informou sobre a presença de combatentes islâmicos no norte de Siria.
Segundo a publicação há elementos procedentes do Paquistão, Bangladesh e Chechênia, além de outros países, confirmando que 40 por centos deles falam inglês e são de nacionalidades desconhecidas.
No sábado (28), a rede de |TV estadunidense CNN revelou que mais de 30 mercenários procedentes da Líbia se transferiram para a Síria para participar na agressão contra este país.
O grupo que ingressou no território sírio é dirigido por Al-Mahdi al-Harati, considerado um dos principais chefes de bandos que derrubaram o governo líbio.

Apelos à intervenção

A forte batida das autoridades síria fez com que vários países ocidentais que apoiam os grupos mercenários manifestassem preocupação pelos fatos, entre eles o presidente francês, Francois Hollande, que solicitou uma una intervenção urgente do Conselho de Segurança da ONU.
O líder do Conselho Nacional Sírio (CNS), Abdel Baset Sayda, que conta com apoio financeiro e militar dos países imperialistas, fez um apelo neste domingo (29) para que países estrangeiros armem ainda mais os mercenários que lutam contra o governo do presidente Bashar Al-Assad.
Ele também reivindicou o apoio dos países árabes ao Exército Livre da Síria (ELS).

Aliança Irã-Síria

Por outro lado, os chanceleres do Irã, Ali Akbar Salehi, e da Síria, Walid Al-Moallem, rechaçaram qualquer intervenção estrangeira na crise do país árabe, e ratificaram apoio ao plano de paz de Kofi Annan.
Os dois ministros de Relações Exteriores mantiveram conversações oficiais em Teerã e chamaram os Estados Unidos, outros países ocidentais e árabes a cessarem a ingerência no conflito sírio e deixarem de apoiar os grupos terroristas da oposição.
Depois de enaltecer o bom nível das relações entre a Síria e o Irã, Salehi ratificou que o Irã “permanecerá sempre junto à Síria”.
Ele acrescentou que a solidariedade seguirá invariável, mais ainda nestes momentos para enfrentar o que considerou como uma uma evidente violação dos direitos de um país e do direito internacional.
Nesse sentido, fontes da chancelaria iraniana assinalaram que os chanceleres também falaram sobre as alternativas para “frustrar o terrorismo apoiado pelos Estados Unidos” e derrotar os bandos armados da oposição, agora com maior ação bélica na cidade de Aleppo.

Os dois chanceleres se pronunciaram também favoráveis a manter em execução as reformas adotadas pelo presidente Bashar Al-Assad “em linha com a materialização de demandas populares mediante o diálogo e a interação como vias para superar os atuais problemas na Síria”.
O chanceler sírio, Al-Moallem, por seu lado, agradeceu a amizade iraniana coa a Síria “em tempos difíceis” e elogiou a postura de princípios frente à interferência de Washington nos assuntos internos de Damasco, assim como no fornecimento de armas e outros recursos à oposição.

O ministro sírio assinalou que o suprimento de armas e munições se faz sabendo que os opositores cometerão atos de sabotagem e terrorismo na Síria, por isso, recriminou alguns governos árabes – que evitou mencionar – pela hostilidade para com seu país e a submissão ao Ocidente.
“Nós, os sírios estamos determinados a derrotar os planos intervencionistas do regime sionista (de Israel) e o Exército sírio enfrentará firmemente os terroristas e instaurará a paz e a estabilidade no país”, enfatizou o ministro árabe.

Em outro momento da coletiva de imprensa, ele sublinhou que a Síria se considera comprometida com o plano de paz de seis puntos do enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, em contraste com a rejeição ao al diálogo por parte da oposição armada.
“Chamamos os partidos de oposição a negociar com o governo, e temos tratado de conversar com eles, mas seus atos terroristas bloqueiam as negociações”, explicou.

Oposição síria pede armas pesadas a países aliados

O líder da oposição no exílio, Abdel Basset Sayda (Ben Job/Reuters)
DUBAI – A oposição síria fez um apelo no domingo a seus aliados estrangeiros para que lhes entreguem armas pesadas para o combate à "máquina de matar" do presidente Bashar al-Assad e disse ainda que em breve vai iniciar conversações para formação de um governo de transição que substitua Assad.

"Os rebeldes estão lutando com armas primitivas. Nós queremos armas que possam parar tanques e aviões. É isso o que queremos", disse o líder da aliança opositora Conselho Nacional Sírio (CNS), Abdelbasset Sida, em entrevista à imprensa.
Sida deu as declarações enquanto rebeldes e forças do governo, apoiadas por tanques e helicópteros, combatiam nas ruas de Aleppo, maior cidade e principal centro comercial da Síria.
Segundo Sida, suprimentos de armas "permitirão aos sírios serem capazes de se defenderem contra essa máquina de guerra".

Ele disse ainda que a oposição iria realizar negociações nas próximas semanas para a formação de um governo de transição, que dirigiria o país entre a eventual queda de Assad e eleições democráticas.
A maioria de seus integrantes viria da oposição, mas alguns membros do atual governo de Assad também poderiam ser incluídos, acrescentou Sida.

"Este governo deve ser apresentado antes da queda (de Assad), de modo que surja como uma alternativa para a próxima fase", disse Sida à TV Sky News Arabia, com sede em Abu Dabi.
'Há alguns elementos no atual regime que não têm sangue nas mãos e que não se envolveram nos grandes casos de corrupção. Nós vamos discutir (a inclusão deles) com outros grupos, mas terá de haver um consenso nacional para aceitá-los.'

No entanto, críticas quanto à legitimidade do Conselho podem complicar seus esforços para formar um governo de transição. O grupo apoia os rebeldes do Exército Sírio Livre, apesar de anteriormente não ter sempre endossado suas ações.
O CNS, organização oposicionista com base em Istambul, tem às vezes dificuldade para superar divisões internas e é acusado de ser inacessível, influenciado demais pela Turquia e não plenamente representativo da oposição.

Mãe de Julian Assange teme pena de morte e torturas se filho for para os EUA

Decisão sobre concessão de asilo político do jornalista australiano por parte do Equador deve sair depois da Olimpíada

Christine Assange, mãe do fundador do Wikileaks, o jornalista australiano Julian Assange, disse neste sábado (28/07) temer que ele seja condenado à pena de morte ou submetido a torturas caso seja extraditado para os Estados Unidos e agradeceu ao governo do Equador por tê-lo recebido em sua embaixada em Londres.

A australiana chegou hoje a Quito para se encontrar na segunda-feira (30) com o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, para tratar do pedido de asilo que seu filho fez ao país sul-americano.

Julian Assange "poderia esperar uma pena de morte ou muitos anos na prisão com torturas, como estão fazendo agora com Bradley Manning", afirmou sua mãe em declaração ao jornal online El Ciudadano, da Secretaria de Comunicação da Presidência.

Manning, um soldado norte-americano de 24 anos, é acusado de ter vazado telegramas diplomáticos confidenciais através do Wikileaks. O jovem está na prisão há mais de dois anos, desde sua detenção nos arredores de Bagdá e, caso seja considerado culpado, poderá cumprir prisão perpétua por colaborar com o inimigo, a mais grave das 22 acusações que pesam contra ele.

Segundo a mãe de Assange, Manning está sendo submetido a torturas na prisão, o que a fez se perguntar: se fazem isso com um cidadão norte-americano, teriam menos escrúpulos ao fazê-lo com um estrangeiro?"

Por outro lado, a mulher reconheceu o bom tratamento que seu filho recebeu na embaixada do Equador em Londres.

"Sou grata pelas condições que o Equador oferece a meu filho em Londres", disse Christine, embora não tenha se aprofundado sobre o pedido de asilo que Julian fez ao governo do país sul-americano.

"Será uma decisão do governo equatoriano. Seguramente, o presidente (Rafael Correa) e seus colaboradores tomarão a melhor decisão", afirmou.

O Equador estuda o pedido de asilo formulado pelo fundador do Wikileaks, que está há mais de um mês em sua embaixada em Londres, onde se refugiou para evitar a extradição para a Suécia.

Julian Assange é requerido pela Justiça sueca, que o investiga por supostos crimes sexuais, embora o australiano tenha negado as acusações.

Para solicitar asilo ao Equador, cujo governo reiterou que tomará uma decisão "soberana" e apegada a sua vocação "humanista", o fundador do Wikileaks alegou sofrer "perseguição".

As autoridades equatorianas pesaram o risco de que Assange seja julgado por razões políticas e possa ser condenado a morte, no caso de ser extraditado para os EUA, onde poderia ser sentenciado por vazar informações diplomáticas desse país.

O Wikileaks divulgou desde 2010 milhares de telegramas diplomáticos confidenciais que revelaram métodos e práticas questionáveis de muitos governos e que envergonharam especialmente os EUA.

Nesta semana, o jornal britânico The Guardian informou que o governo do Equador perguntará aos Estados Unidos se o país planeja processar Assange pelas revelações de seu portal Wikileaks.

Em declaração ao Guardian, o advogado de Assange nos EUA, Michael Ratner, disse que tinha certeza de que seu cliente já havia sido acusado secretamente por um grande júri em Washington ou que o seria após ser extraditado, e duvidou que seu país relate suas intenções ao Equador.

O ativista, de 41 anos, foi detido em Londres em dezembro de 2010. Em 19 de junho, Assange se refugiou na embaixada do Equador em Londres, onde espera a decisão sobre seu pedido de asilo.

A decisão deverá sair depois da Olimpíada. "Tomaremos decisões que não afetem nossa relação com o Reino Unido; pode ser que sejam diferentes da posição do governo britânico, mas seremos prudentes para não afetar os Jogos Olímpicos", afirmou na quarta-feira o chanceler equatoriano.

Opera Mundi

Presidente do Equador suspende publicidade oficial em meios de comunicação privados

O presidente do Equador, Rafael Correa, durante programa televisivo estatal Enlace Ciudadano

Correa disse que "o dinheiro do povo equatoriano não será utilizado em benefício de poucas famílias que controlam a mídia"

Os meios de comunicação privados do Equador não irão mais receber publicidade oficial do governo. A decisão do presidente do país, Rafael Correa, acontece após veículos da oposição acusarem sua administração de "inundar" os jornais com propaganda governamental. Para eles, se tratava de "um atentado à liberdade de expressão".

"De agora em diante, não enviaremos publicidade para a mídia mercantilista", ordenou Correa ao secretário-nacional de Comunicação, Fernando Alvarado, na edição 282 do Enlace Ciudadano, um programa de televisão estatal transmitido aos finais de semana. “Porque não precisamos gastar o dinheiro dos equatorianos para beneficiar o negócio de seis famílias equatorianas”, explicou o presidente para a rede televisiva no último sábado (28/07).

A medida foi imediatamente criticada pelos meios de comunicação locais, como o El Comercio, Diario Hoy, La Hora, Ecuavisa eTeleamazonas, que apontaram "violação dos direitos de informação e de liberdade de expressão", informou o jornal El Tiempo.

Em 16 de junho, Correa pediu aos meios de comunicação para rejeitar a publicidade do governo que fosse indesejada por meio de um comunicado aos órgãos públicos competentes. Em uma entrevista a uma emissora de rádio local, Diego Cornejo, presidente da Associação Equatoriana de Editores de Jornais, respondeu que os veículos não enviariam nenhuma carta renunciando a propaganda porque “isso vai contra a lógica do negócio”. Cornejo ainda acrescentou que o governo poderia retirar seus anúncios caso desejasse.

Como os meios de comunicação admitiram publicamente sua finalidade mercantil, o presidente equatoriano decidiu aceitar a opção de retirar toda publicidade oficial dos veículos privados. “Para que continuar enchendo os bolsos de meia dúzia de famílias, quando nos dizem claramente que colocam seus negócios à frente do direito de comunicação”, disse Correa. “Então, por que com o dinheiro do povo equatoriano vamos beneficiar estes negócios”, acrescentou ele.

Opera Mundi

Como manipular as imagens da Síria

Fraude fabricada pelo jornal austríaco Kronen Zeitung sobre a Síria

por MANUEL M. ALMEIDA

Pelo que se vê, para alguns é certamente fácil: se tira uma foto distribuída por uma agência de notícias que reflete uma cena cotidiana em alguma cidade Síria (se puder com um bebê nos braços, melhor), pegue o Photoshop ou algum programa similar de retoque fotográfico, desapareça com o fundo original e sustitua pelo cenário de um bombardeio. E “voilà”, aqui temos uma cena dramática que dará a volta ao mundo.

A tosca manipulação não é obra de nenhum grupo radical nem foi distribuida através de fórums ou redes de Internet. Foi realizada e publicada, nada mais e nada menos, que pelo ‘Kronen Zeitung‘, o jornal de maior tiragem da Áustria (com uns 3 milhões de leitores diários), e com ela queria ‘ilustrar’ o desespero dos habitantes de Alepo inmersos na guerra que destrói o país.

A foto original foi tirada e distribuída no passado 26 de julho pela agência European Pressphoto (EPA). A manipulação foi publicada dois dias depois.

Isso sim, a fraude sim foi colocada em evidência, uma vez mais, na Rede. Para que logo nos venham com isso de jornalismo ‘sério’ versus ‘os perigos’ da Internet e ou mídia social.

Fonte: mangasverdes.es, visto em Libertad para la Humanidad

Comentário do blog Caminho alternativo:

Essa é mais uma fraude criada pela mídia corporativa controlada pelo movimento sionista. Foi alertado em um artigo que a mídia criaria mentiras e farta manipulação da informação para demonizar a Síria e enganar as pessoas.

Vale lembrar que a mesma tática foi feita na Líbia, as emissoras de TV e Jornais agora ATUAM ATIVAMENTE na guerra, como um exército midiático. Por este motivo, todas as concessões de TV DEVEM ser cassadas imediatamene, pois usam a concessão pública para enganar a população à favor de interesses financeiros de banqueiros e corporações nazi-sionistas em países do Oriente Médio.

Caminho alternativo

Dilma e Mujica criam grupo de alto nível para aprofundar integração entre Brasil e Uruguai

Presidenta Dilma Rousseff durante reunião bilateral com o presidente do Uruguai, José Mujica, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, determinaram hoje (31), durante reunião bilateral no Palácio do Planalto, a criação do Grupo de Alto Nível Brasil-Uruguai, que será encarregado de consolidar um plano de ação para aprofundar a integração entre os dois países. As áreas prioritárias são ciência, tecnologia e inovação, comunicação e informação e integração da infraestrutura de transporte e das cadeias produtivas.

Em comunicado conjunto, Dilma e Mujica afirmaram que a nova etapa do relacionamento bilateral, ancorada no entendimento político e na histórica amizade, deverá ser marcada pela intensificação de iniciativas e projetos concretos de cooperação, com ênfase na busca conjunta do aumento da eficiência e da competitividade sistêmica das respectivas economias, no crescimento com distribuição de renda e na ampliação de oportunidades para todos os brasileiros e uruguaios.

Blog do Planalto

Venezuela se torna membro pleno do Mercosul

Chávez é recebido por Dilma no Palácio do Planalto e anuncia a compra de seis aeronaves da Embraer

A Venezuela firmou hoje (31) um contrato com a Embraer para a compra de 6 aviões modelo E-190 no valor de US$ 270 milhões. O contrato entre a estatal venezuelana Conviasa e a Embraer prevê a opção para a compra de mais 14 aeronaves, podendo alcançar um total de US$ 900 milhões. As primeiras aeronaves serão entregues no final deste ano.

Hugo Chávez, juntamente com os presidentes do Uruguai, José Mujica, e da Argentina, Cristina Kirchner, participará da Cúpula Extraordinária do Mercosul, que oficializará o ingresso da Venezuela no bloco como membro pleno.

Dilma vê Mercosul com maior dimensão após entrada de Venezuela

BRASÍLIA, 31 Jul (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a entrada da Venezuela no Mercosul dá maior "dimensão geopolítica" ao bloco e sinalizou que o Paraguai só será novamente aceito no grupo quando "normalizar sua situação institucional".

A presidente fez as declarações durante declaração conjunta ao lado dos demais presidentes do bloco: Hugo Chávez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai) em Brasília.

"A Venezuela aumenta as potencialidades do bloco, dando-lhe ainda mais dimensão geopolítica e econômica", disse Dilma em sua declaração, após o ingresso do país ser formalizado em reunião extraordinária de cúpula do bloco nesta terça.

A entrada da Venezuela no Mercosul foi aprovado em reunião de cúpula do bloco na cidade argentina de Mendoza no final de junho. Na ocasião também ficou decidida a suspensão dos direitos políticos do Paraguai no grupo regional.

Os líderes do Mercosul entenderam que o impeachment do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo feriu a cláusula democrática do bloco. Na prática, a suspensão do Paraguai abriu espaço para a entrada da Venezuela no Mercosul.

"Nossa perspectiva é que o Paraguai normalize sua situação institucional interna para que possa reaver seus direitos no Mercosul", disse Dilma, destacando que o bloco é contra a imposição de punições econômicas ao país vizinho e que os fluxos comerciais com o Paraguai foram mantidos.
Ingresso da Venezuela no Mercosul fortalece bloco na política internacional
O ingresso da Venezuela no Mercosul, que será formalizado nesta terça (31), em Brasília, tem inúmeros reflexos, mas na política internacional reside um de seus principais impactos. Com a adesão de um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o bloco se fortalece nas negociações internacionais. “Com a matriz energética da Venezuela, o Mercosul e os países que dele fazem parte ganham peso. Na hora em que o bloco negociar na Organização Mundial do Comércio (OMC), terá um reforço importante”, exemplifica Eduardo Manuel Val, professor de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF) que tem o Mercosul como um de seus principais temas de pesquisa.

Para Eduardo Val, o ingresso da Venezuela pode, inclusive, dar mais um empurrão ao pleito brasileiro por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. “É mais do que comércio. Tem um caráter político, é estratégico nas relações internacionais”, afirma.

No comércio, é claro, a entrada do país caribenho tem também grande importância. A união aduaneira faz com que os países cobrem taxas semelhantes do ponto de vista formal, bem como as normas de controle sanitário ou de documentação necessária para o ingresso dos produtos. Isto facilita sobremaneira a interação econômica. “Vai aumentar a circulação de bens e mercadorias e facilitar que empresas participem de projetos e licitações, por exemplo”, explica o professor da UFF.

A Venezuela vai deixar, pouco a pouco, as regras aduaneiras que tinha adotado pelo Pacto Andino, bloco que deixou em 2006 e do qual faz parte a Colômbia, país do qual importa US$ 6 bilhões em matéria-prima por ano, para adotar as normas do Mercosul. “A Venezuela terá melhores condições de fazer isto com seus novos sócios”, afirma Val, embora ressalte que o próprio bloco ainda esteja, aos poucos, harmonizando as normas aduaneiras entre os países-membros. “Não temos toda a característica de mercado comum. Estamos em um processo”.

Além disto, o Mercosul também amplia sua área até o extremo norte do subcontinente, o que pode facilitar, inclusive, o comércio entre o bloco e países da América Central e Caribe. “Os venezuelanos já têm estas redes de comércio e distribuição, as quais poderemos aproveitar”.

Venezuela pode alavancar investimentos em infraestrutura

Lucas Kerr, diretor do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (ISAPE) e estudioso da integração energética regional, concorda com a importância do mercado venezuelano. “Só perde para Brasil, Colômbia e Argentina na América do Sul. Devido ao petróleo, a Venezuela tem superávit comercial com muitos países, até mesmo com os Estados Unidos. Por isto, ela não se importa em ter um grande déficit com o Brasil. Eles compram muitos produtos industrializados de nós”.

Ele afirma também que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) já realizou vários estudos sobre as possibilidade de integração produtiva entre Brasil e Venezuela, o que pode se dar em amplos setores da economia. Além disto, a entrada do país presidido por Hugo Chávez no bloco dá mais confiança ao empresariado dos países vizinhos. “Muitos empresários dizem ter medo de investir na Venezuela, achando que podem ter suas empresas nacionalizadas, por exemplo. O Mercosul impõe uma série de salvaguardas institucionais”.

Kerr espera ainda da entrada da Venezuela no Mercosul maiores investimentos em infraestrutura, por meio do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem) que faz investimentos a fundo perdido nos países membros – está melhorando, por exemplo, a rede que leva a energia de Itaipu até Assunção. “O Brasil põe muito pouco dinheiro no Focem. Era para colocar bilhões e bilhões. O Brasil tem plenas condições de investir os dólares que tem em excesso em infraestrutura na América do Sul. A Venezuela também tem dólares em excesso. Uma das coisas que falta ao Mercosul é investir pesado em infraestrutura. Talveza entrada da Venezuela dê um fôlego a isto”.

Entre os investimentos possíveis, está a retomada do Gasoduto do Sul, um projeto que está paralisado, e que forneceria gás venezuelano a Brasil e Argentina. “Garantiria segurança energética a Brasil e Argentina por bastante tempo. Seria importante especialmente à Argentina, pois volta e meia seu crescimento econômico esbarra na falta de energia”, explica Kerr. Outro investimento possível seria em hidrovias que unissem as bacias do Orinoco e do Amazonas. “As hidrovias ainda são o meio mais barato de transportar mercadorias pesadas”.

O Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, prevê vantagens para a criação de empresas binacionais, o que até hoje não alavancou a criação de nenhuma grande empresa unindo dois países membros. A Venezuela, para Kerr, também poderia alavancar esta integração, ou então aumentar os consórcios entre os países. Neste aspecto, Brasil e Venezuela já têm um importante investimento conjunto, a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que uniu PDVSA e Petrobras.

Kerr ressalta que o apoio do Brasil ao desenvolvimento das nações mais pobres do subcontinente é importante para a própria segurança do país, tendo em vista o tráfico de armas e drogas. “Não adianta pôr polícia na fronteira, tem que haver desenvolvimento. Os Estados Unidos têm mais fronteira com o Canadá que com o México, mas os problemas deste tipo são muito maiores no México”, exemplifica.

Integração de pessoas ocorre, apesar de pouco difundida

“Não é muito divulgado, mas qualquer pessoa do Mercosul tem o direito de trabalhar com carteira assinada nos demais países do bloco. Neste caso, profissionais brasileiros da área petrolífera, por exemplo, poderiam trabalhar lá e vice-versa”, conta Lucas Kerr, elencando como a integração com a Venezuela pode aumentar do ponto de vista da integração das pessoas. “Há, inclusive, a integração das previdências”, complementa.

Além disto, o diretor do ISAPE relata que há integração na área educacional, embora ainda esteja patinando. “Há previsão de validação dos diplomas, mas o MEC é lento nisto. Outro problema é que os currículos escolares não são semelhantes nem dentro dos próprios países, quanto mais em todo o Mercosul”.

Na área do turismo, Kerr também prevê maior fluxo à Venezuela. “A gente esquece, mas a Venezuela faz parte do Caribe. Já é fácil entrar lá, mas a livre circulação de pessoas dentro do Mercosul facilitará ainda mais”. Ainda sobre a circulação de pessoas, Eduardo Val ressalta que já é possível obter um passaporte do Mercosul. “Te facilita a entrada. É documento mais consistente”, ressalta.

O professor da UFF acredita que pode haver um aumento considerável do intercâmbio cultural. “A Venezuela tem uma identidade bastante específica na América do Sul, por estar no Caribe. A troca cultural será riquíssima”, afirma. Val explica que o Mercosul possui protocolos que preveem a realização de eventos, a promoção da cultura dos países membros. “Em Porto Alegre, há a Bienal do Mercosul”, lembra.

Além disto, ele ressalta que a integração econômica também vai facilitar produções culturais comuns. “Há um caminho fantástico para a indústria do entretenimento. Por que não realizar produções audiovisuais conjuntas? Por que não favorecer traduções de obras literárias?”.

Sul 21

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ativistas cercam Parlamento japonês para protestar contra energia nuclear

Cerca de dez mil ativistas protestaram em frente ao Parlamento, em Tóquio.Governo do premiê Noda é pressionado para reativar as outras 52 usinas nucleares desativadas após acidente de Fukushima

Aproximadamente dez mil pessoas protestaram contra o uso da energia nuclear fazendo uma corrente humana em torno do Parlamento do Japão neste domingo (29/07), em Tóquio. Os manifestantes, incluindo aposentados, pressionaram uma cerca de aço levantada ao redor do prédio do Parlamento gritando "não precisamos de energia nuclear" e outras frases.

Usando máscaras anti-gás e roupas de proteção como as dos trabalhadores que descontaminaram a central usina de Fukushima, os manifestantes cercaram o prédio no início da noite, em uma nova demonstração de descontentamento popular após a recente decisão de reativar os reatores

O protesto ocorre no mesmo dia em que Tetsunari Iida, ativista pelo uso de energia renovável em substituição à nuclear foi derrotado em uma eleição local.

Os manifestantes, incluindo aposentados, pressionaram uma cerca de aço levantada ao redor do prédio do Parlamento gritando "não precisamos de energia nuclear" e outras frases. Na principal avenida que levava à assembleia, a multidão rompeu as barreiras e se espalhou pelas ruas, obrigando a polícia a chamar reforços e usar ônibus blindados para reforçar o principal portão do Parlamento.

O protesto aconteceu quando resultados de boca de urna para a eleição de governador na província de Yamaguchi (sul da ilha de Honshu, a principal do país) mostraram que Iida perdeu o cargo de governador para um rival apoiado pelo PLD (Partido Liberal Democrático, na sigla em inglês), da oposição, que promoveu a energia nuclear durante as décadas em que permaneceu no poder, informou a agência de notícias Kyodo.

Iida defende que o Japão abandone a energia nuclear até 2020, e prometera revitalizar a economia de Yamaguchi com projetos de energia renovável. Era conhecido por sua ferrenha oposição a um projeto da companhia de energia Chubu Electric Power de construir uma nova usina nuclear na cidade de Kaminoseki.

A política energética tornou-se uma grande dor de cabeça para o atual primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, que com menos de um ano no cargo luta para manter unido seu Partido Democrático antes de uma eleição geral no ano que vem, que pode ser antecipada.

Parte da multidão passou pela sede da Tepco (Tokyo Electric Power), a empresa que se encontra no epicentro da pior crise nuclear desde o desastre de Chernobyl em 1986. Ela era a responsável pela administração da instalação nucelar de Fukushima-Daichii, que entrou em colapso após a região ter sido afetada por um tsunami seguido de terremoto. Apesar dos desastres naturais, a empresa foi apontada, junto com o governo japonês do ex-premiê Naoto Kan, de negligência e falta de preparação para contingências de segurança em caso de desastres.

Uma vitória de virada de Iida, de 53 anos, teria aumentado as preocupações de Noda, já que o governo tenta decidir sobre uma pasta energética para substituir um programa de 2010 que teria aumentado a participação da energia nuclear no fornecimento de eletricidade em mais da metade até 2030.
Ativistas japonesas tiraram partes da roupa em um protesto bem-humorado contra o uso de energia nuclear

Noda, que aprovou a reativação de dois reatores ociosos este mês, disse que decidiria sobre um novo plano energético de médio prazo em agosto, embora informações da mídia no final de semana tenham indicado que a decisão pode ser adiada.

Sinal de que a mobilização contra a energia nuclear não perde força, no sábado, foi lançado um novo movimento político, os Verdes do Japão ( Greens Japan), que pretende se apresentar nas próximas eleições legislativas.

Opera Mundi

Chávez diz que incorporação da Venezuela ao Mercosul vai gerar mais de 240 mil empregos

Presidente venezuelano embarcou nesta segunda-feira para encontro do bloco sul-americano no Brasil

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, já está a caminho de Brasília. Antes de deixar Caracas, no começo da tarde desta segunda-feira (30/07), ele concedeu uma longa entrevista coletiva. Chávez disse que a incorporação da Venezuela ao Mercosul coloca o país na “perspectiva histórica exata”.

Entusiasmado com a oficialização na próxima terça-feira (31/07), em Brasília, do ingresso da Venezuela no bloco, Chávez disse que a incorporação vai gerar 240 mil empregos. Segundo ele, até dezembro será criado um fundo de 500 milhões de dólares para conceder empréstimos a empresas públicas e privadas venezuelanas, o que estimulará a produção.

No aeroporto de Caracas, o presidente convidou os empresários venezuelanos para participar da comissão presidencial para entrada do país no Mercosul. O grupo é formado pelos ministros Nicolás Maduro, das Relações Exteriores, Rafael Ramirez, do Petróleo e Mineração, Ricardo Melendez, das Indústrias, Jorge Arreaza, da Ciência, Tecnologia e Inovação, e Edmée Betancourt, do Comércio.

Para Chávez, o Mercosul é a oportunidade para os pequenos e médios produtores exportarem para os países da região. "O Mercado Comum do Sul é bom para a classe média, agricultores, camponeses e trabalhadores em geral, porque os produtos locais podem ser exportados para os países do bloco”, ressaltou.

Criado em 1991, o Mercosul tem o objetivo de reforçar a integração regional e promover parcerias entre o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai (suspenso até abril 2013). No Mercosul, Chile, Equador, Colômbia, Peru e Bolívia são países associados. O México e a Nova Zelândia são observadores.

Ato celebra entrada da Venezuela no Mercosul

Nesta terça-feira (31/07), às 14h, movimentos sociais e partidos políticos organizados pelo Comitê Brasil está com Chávez farão um ato em frente ao Itamaraty para saudar a entrada da Venezuela no Mercosul. A atividade também manifestará apoio e solidariedade do povo brasileiro ao presidente Hugo Chávez e à continuidade da Revolução Bolivariana.

De acordo com Alexandre Conceição, integrante da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a eleição presidencial da Venezuela é importante dado o contexto político de transformação vivenciado pelos países da América Latina nos últimos 13 anos.

“Discutir e promover iniciativas de apoio ao presidente Chávez é manifestar apoio à união dos povos na luta contra o imperialismo e em favor da soberania do povo latino-americano mediante a ofensiva do grande capital global”, disse.

As ações da Campanha “Brasil com Chávez” mobilizam a opinião pública contra a tentativa de deslegitimização do governo de Hugo Chávez na Venezuela. “Defender o projeto político do presidente Hugo Chávez, é defender a luta anti-imperialista dos povos da América Latina. Sua vitória possibilita a continuidade de uma política de integração continental que busque solucionar os reais problemas do povo venezuelano e latino-americanos”, completa Conceição.

Opera Mundi

Guerra Síria:Combates entre governo e rebeldes na Síria.Mais Russia e China.

UND: O governo sírio depois do soco que levou alguns dias atrás dos rebeldes quase no coração do poder em Damasco capital síria, onde um terrorista vitimou quatro proeminentes ministros do regime de Assad ( incluindo um cunhado seu ), de pronto bateu a poeira deixada por aquela ação que quase colocou o regime de joelhos e se recompôs.
De lá para cá as forças governamentais sírias vem conseguindo importantes resultados na luta contra os rebeldes sírios, financiados por forças externas que querem ver Assad fora do poder.
É visível no entanto, que não há dentro da oposição síria, ( assim como foi na Líbia ) uma união de pensamentos entre os grupos agregados de oposição,dentro do chamado CNT sírio com sede na Turquia e essa falta de consenso vem se tornando um tiro no pé da própria oposição síria.
As nações estrangeiras que querem se imiscuir nos assuntos internos sírios, estão vendo que o caminho para Damasco, está se tornando cada vez mas Damastico para as pretensões ocidentais, árabes e de seus vassalos rebeldes em atingir algum objetivo com a Síria. A OTAN ao apoiar uma colcha de rebeldes, na Líbia, sabia que as repercussões de uma ação na Líbia não seria tão intensas e custosas do que irem pra cima da Síria que já dá mostras que não será algo nada fácil para alcançarem sucesso.
Mas vamos observando o desenrolar dos acontecimentos sírios que ainda vão trazer novas situações.
Abraços

O plano para se criar um primeiro refúgio seguro em Allepo na Síria é frustado


O Sec. de Defesa dos EUA Leon Panetta comentou nesta segunda-feira 30 de julho em seu caminho para o Oriente Médio que o assalto incrível do exército sírio em Aleppo, centro comercial da Síria, "acabará por ser mais um prego no caixão de Assad." Esta foi uma medida da frustração gerada pela falha por enquanto da proposta apoiada pelo Ocidente e dos árabes a estabelecer um refúgio seguro na região de Aleppo. Ela foi frustrada pela unidade implacável das Divisões 11 e 18 do exército da Síria e partes do 14 com apoio maciço da Força aérea e de artilharia para destruir forças rebeldes.
Quando Panetta, declarou: "Não é uma questão de saber se ele está chegando ao fim, é quando," as forças pro-Assad estão novamente arrancando e liquidando as forças rebeldes em Aleppo, como fizeram em Damasco dez dias antes.

Especialistas militares ocidentais esperam que as forças de Assad para ter mais tempo para subjugar Aleppo depois de Damasco, porque seus oficiais são direcionados para abster-se de derrubar as jóias arquitetônicas e históricas da cidade mais bonita e rica, da Síria, como fizeram em outros lugares. Eles também foram informados para manter baixas civis em baixo a um mínimo.
Todos os mesmos, pelo menos 200.000 cidadãos de Aleppo (quase um décimo dos seus 2,2 milhões de habitantes) foram estimados pela ONU ter fugido da cidade no domingo à noite como as suas casas foram reduzidas a escombros pelo fogo de artilharia pesada. Outros foram fixados nos distritos cercados do sul e oeste onde o alimento e combustível estavam em baixa. Segunda de manhã, o exército sírio invadiu parte controlada de Salaheddin pelos rebeldes . Mas a luta continua em partes de Aleppo e de aldeias vizinhas que acompanharam pela busca implacável dos soldados por rebeldes em fuga.

O fluxo de inchaço de refugiados da Síria para países vizinhos - principalmente através da Turquia - chegou tão longe como o Egito, que relata a chegada de 50.000 desabrigados sírios nos últimos dias.
Segunda-feira, a Arábia e oficiais de inteligência do Qatar, com base na sede do Rebelde Exército sírio livre em Apaydin na região Hatay no sudoeste turco, foram forçados a admitir que o exército de Bashar Assad havia esmagado com sucesso o seu plano para um porto seguro na área de Aleppo. Território deveria ter sido tomado por rebeldes e convertido para a base do comando do ESL para a frente e sede de um governo de transição, da mesma forma como o quartel-general rebelde em Benghazi que foi criado em 2011, seis meses antes de derrubar Muammar Kadafi.Financiadores sauditas e Qatar dos rebeldes do ESL disseram que tinham recebido de Washington, uma empresa qualificada para participar da defesa de um porto seguro se alguém pudesse estabelecê-la e para diversificar a sua ajuda aos rebeldes.Na semana passada, a Sec. de Estados dos EUAHillary Clinton comentou: "território cada vez mais está sendo tomado. Ele acabará por resultar em um porto seguro dentro da Síria ".

Fontes em Washington, em seguida, informaram a administração Obama estar pesando mais opções para o envolvimento direto na guerra civil síria se os rebeldes conseguirem tomar o território suficiente para um porto seguro.Então, certos estavam os sauditas de que seu esquema em Aleppo teria sucesso naquele sábado, 28 de julho quando convocou uma reunião de delegações árabes da ONU no Cairo para formular o texto de uma moção para o Conselho de Segurança da ONU a reconhecer os refúgios em aumento na Síria e convidando membros das Nações Unidas para apoiá-los.Esse passo tem sido prematuro à luz das forças anti-Assad incapazes para resistir a um ataque militar do governo - uma incapacidade atribuída em parte por fontes militares DEBKAfile pelas relações caóticas dentro do movimento insurgente.

A batalha para Aleppo está sendo travada principalmente por um grupo rebelde dissidente que rejeita a autoridade do comando rebelde no ESL na Turquia e se recusa a obedecer suas ordens. É liderado pelo coronel Abdel Jabbar al-Okaidi, que afirma representar o ESL. No entanto, a maioria de seus combatentes não pertencem à força rebelde principal, mas a uma milícia radical islâmica que se autodenomina "Banner do Islã." Muitos deles são jihadistas da Al Qaeda na Síria chegar do Iraque e Líbia.


População Ajudando Exercito Sírio na luta contra Agressão Externa


Rússia se recusa a cumprir com as inspeções de navios sobre a Síria

Rússia disse neste sábado que não iria cooperar com uma nova rodada de sanções da União Europeia contra a Síria e não consentirá com as inspecções dos navios que arvoram a bandeira russa.
"Nós não planejamos para tomar parte nas medidas de execução de decisões da União Europeia contra a Síria", advertiu o porta-voz do ministério estrangeiro Alexander Lukashevich citado como dizendo em um comunicado.

"Entre outras coisas, não vamos considerar os pedidos e dar o seu consentimento para a busca de navios velejando sob a bandeira russa, nem a utilização de outras medidas restritivas", disse o comunicado postado no site do ministério.No início desta semana a UE reforçou as sanções contra o regime do Presidente Bashar al-Assad e decidiu apertar um embargo de armas ao inspecionar navios e aviões suspeitos de transportarem armas.

Rússia na quarta-feira condenou a nova rodada de sanções da UE contra a Síria sobre o conflito prolongado com a oposição, no valor de um "bloqueio" marítimo e aéreo de seu aliado da era soviética.
Rússia no mês passado tentara entregar um carregamento controverso de três helicópteros de ataque e um sistema de defesa aérea para a Síria em um navio cargueiro com bandeira de Curaçao antes de serem expostas por Washington.

O navio de carga Alaed carregando os helicópteros foi então forçado a voltar atrás quando a sua seguradora britânica acabou puxando a cobertura.Ele voltou à Rússia e trocou sua bandeira por uma russa.
Uma reportagem da agência de notícias Interfax nesta sexta-feira disse que a Rússia pretendia atrasar o embarque até que o controle de segurança for restaurada na Síria e se mudou para os helicópteros em armazenamento.
A Rússia alega que os helicópteros Mi-25 já pertenciam à Síria e só retornou à Rússia para upgrades sob um contrato de 2008 assinado muito tempo antes que os combates começaram.

Navio de guerra chinês Cruza Suez, Possivelmente a caminho da Síria,Travessia Adiciona especulação sobre Exercício Naval maciço

Somando-se as forças internacionais na área, o Egito está relatando que um navio de guerra chinês tem atravessado o Canal de Suez hoje no Mediterrâneo, provavelmente a caminho devastado pela guerra da Síria.

O relato acrescenta crédito adicional para os relatórios do mês passado que um enorme exercício naval de multi-países estava para ser realizada entre os aliados da Síria além de sua costa, com navios russos, chineses e iranianos esperados para participar.

O movimento vem como a guerra civil em curso da Síria continua a piorar, e como os países ocidentais continuam a empurrar para uma intervenção militar apoiada pela ONU para instalar os rebeldes como o novo regime. China e Rússia, ambos aliados da Síria, bloquearam essas resoluções na ONU.
A China tem sido dura contra à imposição de mudança de regime na Síria, dizendo que eles acreditam que a comunidade internacional deve ficar fora da turbulência interna e deixar o trabalho aos sírios isso por si.

UND

Algo estranho está acontecendo em Londres

Por: Héctor Sepúlveda

Em abril publiquei um artigo avisando sobre as possíveis ameaças que existem para as Olimpíadas. Recentemente ocorreram eventos relacionados com as Olimpíadas que devem levantar bandeiras vermelhas. Nas notícias locais foi publicado que os hoteis em Londres não venderam toda sua capacidade algo bem estranho para um evento de tal magnitude. Inclusive os ingressos nas bilheterias para os eventos não foram vendidas como esperado.

Ao redor de 700.000 entradas para os Jogos Olímpicos ainda não foram vendidas, enquanto que a capacidade numa série de partidas de futebol foi reduzida, disseram os organizadores.

LOCOG disse que 250.000 entradas de futebol estavam à venda, enquanto que 50.000 entradas podem ser compradas para outras modalidades neste momento.
Além disso, 200.000 entradas de futebol e 200.000 entradas para outros esportes são colocados à venda depois de ter sido devolvido pelos comitês olímpicos de todo o mundo.
Se isso não é o suficientemente estranho a revista Reuters publicou qual seria o custo de cancelar as Olimpíadas.
Cancelamento dos Jogos Olímpicos de Londres devido, por exemplo, a uma ameaça à segurança seria traduzida em danos e prejuízos de mais de € 4 milhões (US$ 4,9 bilhões), Andrew Duxbury, gerente de Munich Re, disse a um jornal alemão.

“Esta foi a soma dos riscos previstos da pêrda na Copa do Mundo de 2010 e os Jogos Olímpicos devem estar na mesma categoria“, que, segundo foi citado na segunda-feira pelo jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Quém esta falando de suspender as Olimpíadas? Os meios de massa, isto cheira a fiscal.
O festival de Bloc 2012 foi cancelado por preocupações de segurança, apesar de que não houve problemas com as massas nem houve razão para o cancelamento da mesma, algo muito estranho.

Antes do 9/11 ocorreram eventos bem esquisitos, como por exemplo:

1-. O ouro e a prata em lingotes foram retirados dos cofres do World Trade Center antes do ataque de 9/11, embora as quantidades, os valores, a propriedade, nunca foram confirmados na medida do que posso dizer.

2. Apenas umas semanas antes dos ataques de 9/11, Larry Silverstein retirou US$ 3.5 bilhões de apólice de seguro em dólar no World Trade Center, que incluía cláusulas de ataque terrorista, embora para ser justos, não contar com um seguro suficiente numa compra grande, e não ter “a cobertura do terrorismo” (depois dos ataques ao WTC de 1993) teria sido imprudente e irresponsável.

3. Venda irregular de ações a curto prazo(em ações das aerolíneas em particular) foram negociadas antes do 9/11.

O ponto a se destacar é que as pêrdas financeiras foram reduzidas ao mínimo e alguns surpreendentemente “clarividentes” operações especulativas foram premiadas como resultado do 9/11.

O que está acontecendo em Londres?

1- Se armaram até os dentes com tropas, plataformas lança mísseis, quem manda dezenas de milhares de tropas a londres se não esperam que nada aconteça?

2- Na semana passada a venerável bolsas de metais de 137 anos de idade, Bolsa de Londres, foi vendida por 2,19 bilhões de dólares aos chineses controlados pelo Estado, Bolsas de Hong Kong e claro (HKEx). O preço foi de 134 vezes os lucros (!) — Um número impressionante — mas a compra dá à China penetração nos mercados de metais como nunca antes tiveram.

3. Londres é o centro do mundo de ouro físico (não em Nova York). O London Bullion Market é o maior no mostrador do mercado maiorista de ouro físico do mundo, até o momento.

4- Há um monte de evidências de que grandes quantidades (ou seja, toneladas) de ouro foram trasferidas de Londres à China e outros lugares do Leste.
Em breve fornecerei mais informação, é necessáirio orar pelas Olimpíadas e pelo que possa acontecer por lá, sejamos sóbrios.

Héctor Sepúlveda.

Fonte: Desde la Azotea, visto em Nuevo Desorden Mundial

Comentário do blog:

No site Rússia Today é confirmado o que foi informado neste artigo com imagens!

Milhares de cadeiras vazias nos Jogos Olímpicos de Londres

É necessário acompanhar os índices economicos para ver se acontecem as mesmas manobras financeiras para lucrar com a morte de milhares de pessoas. Já fizeram um auto-atentado em 11-S para lucrar e ‘justificar” uma invasão militar no Oriente Médio, portanto, podem repetir o feito para atacar o Irã, a Síria, ou até a Rússia e a China. Vamos ficar atentos!



Roger Federer usa uma camiseta com a pirâmide Illuminati com o “olho que tudo vê” no topo. Ao lado uma carta do jogo INWO de 1995, chamada “Tenis Star”.



Será que ele têm idéia do que significa essa simbologia? Talvez tenha sido obrigado a usá-la devido à contrato com patrocinador, a Nike ou Adidas. E aí teríamos uma amostra de um dos pilares do poder Illuminati no mundo, as corporações.


Caminho Alternativo

Robert Fisk: A Arábia Saudita como fonte da democracia

Robert Fisk: Guerra síria, de mentiras e hipocrisia

O verdadeiro alvo do Ocidente não é o regime brutal de Assad mas seu aliado, o Irã, e suas armas nucleares

no diário britânico Independent, em 29.07.2012


Já houve uma guerra no Oriente Médio com tanta hipocrisia? Uma guerra com tanta covardia e imoralidade, falsa retórica e humilhação pública? Não estou falando sobre as vítimas físicas da tragédia síria. Estou me referindo às mentiras e enganações de nossos mestres e de nossa opinião pública — oriental e ocidental — em resposta à matança, à pantomima perversa que mais lembra uma sátira de Swift do que Tolstoy ou Shakespeare.

Enquanto o Qatar e a Arábia Saudita armam e financiam os rebeldes da Síria para derrubar a ditadura alawita/xiita-Baathista de Bashar al-Assad, Washington não profere uma palavra de crítica contra eles. O presidente Barack Obama e sua secretária de Estado, Hillary Clinton, dizem que querem democracia na Síria. Mas o Qatar é uma autocracia e a Arábia Saudita está entre as mais perniciosas ditaduras-reinos-califados do mundo árabe. Os governantes dos dois estados herdam o poder de suas famílias — assim como Bashar — e a Arábia Saudita é aliada dos rebeldes salafistas-wahabistas da Síria, assim como foi um dos mais fervorosos apoiadores do medieval Talibã durante a idade da escuridão afegã.

De fato, 15 dos 19 sequestradores-assassinos em massa de 11 de setembro de 2001 vieram da Arábia Saudita, depois do que, naturalmente, bombardeamos o Afeganistão. Os sauditas estão reprimindo sua própria minoria xiita da mesma forma como pretendem destruir a minoria alawita-xiita da Síria. E acreditamos que a Arábia Saudita quer instalar uma democracia na Síria?

Temos então o partido-milícia xiita Hezbollah no Líbano, mão direita do Irã xiita e apoiador do regime de Bashar al-Assad. Por 30 anos, o Hezbollah defendeu os xiitas oprimidos do sul do Líbano contra a agressão israelense. Eles se apresentam como defensores dos direitos dos palestinos da Cisjordânia e de Gaza. Mas, diante do lento colapso de seu aliado implacável na Síria, perderam a língua. Não disseram uma palavra — nem mesmo Sayed Hassan Nasrallah — sobre os estupros e o assassinato em massa de civis sírios por soldados de Bashar e pela milícia Shabiha.

E temos também os heróis dos Estados Unidos — La Clinton, o secretário de Defesa Leon Panetta e Obama. Clinton divulgou uma “advertência” para Assad. Panetta — o mesmo homem que repetiu para os últimos soldados dos Estados Unidos no Iraque a velha mentira sobre a conexão de Saddam com o 11 de setembro — anunciou que as coisas “estão saindo do controle” na Síria. Mas isso está acontecendo há seis meses. Descobriu isso agora? E Obama nos disse na semana passada que “dado o estoque de armas químicas do regime, continuaremos a deixar claro para Assad… que o mundo está de olho”. Mas, não foi aquele jornal do Condado de Cork, chamado Skibbereen Eagle, que temendo a cobiça da Rússia em relação à China declarou “que estava de olho… no czar da Rússia?”. Agora foi a vez de Obama enfatizar o pouco que pode influir nos grandes conflitos do mundo. Bashar deve estar tremendo de medo.

Será que o governo dos Estados Unidos realmente gostaria de ver os atrozes arquivos da tortura de Bashar abertos para nós? É que, apenas alguns anos atrás, o governo Bush mandava muçulmanos para Damasco para que os torturadores de Bashar arrancassem suas unhas em troca de informação, presos a pedido do governo dos Estados Unidos no mesmo buraco infernal que os rebeldes sírios implodiram na semana passada. As embaixadas ocidentais diligentemente ofereciam aos torturadores as perguntas que deviam ser feitas às vítimas. Bashar, vejam bem, era nosso bebê.

Ah, existe aquele país da vizinhança que nos deve muita gratidão: o Iraque. Na semana passada, sofreu em um dia 29 ataques a bomba em 19 cidades, com a morte de 111 civis e ferimentos em outros 235. No mesmo dia, o banho de sangue da Síria consumiu um número parecido de inocentes. Mas o Iraque estava no pé da página, enterrado abaixo da dobra, como dizem os jornalistas; porque, naturalmente, nós demos liberdade ao Iraque, uma democracia jeffersoniana, etc, etc, não é verdade? Então essa matança a leste da Síria não tem a mesma importância, certo? Nada que fizemos em 2003 levou ao que o Iraque sofre hoje, certo?

Por falar em jornalismo, quem na BBC World News decidiu que os preparativos para as Olimpíadas deveriam preceder no noticiário os ultrajes da Síria na semana passada? Os jornais britânicos e a BBC no Reino Unido naturalmente deveriam destacar as Olimpíadas, como notícia local. Mas, em uma decisão lamentável, a BBC — transmitindo para o mundo — também decidiu que a passagem da tocha olímpica era mais importante que crianças sírias morrendo, ainda que os despachos viessem do corajoso repórter da emissora, diretamente de Aleppo.

E, naturalmente, há nós, os queridos liberais que rapidamente enchem as ruas de Londres para protestar contra a matança israelense de palestinos. Justo, com certeza. Quando nossos líderes políticos se contentam em condenar os arábes por sua selvageria mas se mostram muito tímidos para dizer uma palavra de tênue crítica quando o exército israelense comete crimes contra a humanidade — ou assiste a aliados fazendo isso no Líbano –, gente comum deve relembrar ao mundo que não somos tão tímidos quanto nossos líderes. Mas quando a matança na Síria atinge de 15 mil a 19 mil pessoas — talvez 14 vezes mais que as mortes causadas pela investida selvagem de Israel em Gaza, em 2008-2009 — praticamente nenhum manifestante, a não ser pelos exilados sírios, foi para as ruas condenar estes crimes contra a humanidade. Os crimes de Israel não atingem esta escala desde 1948. Certo ou errado, a mensagem é simples: demandamos justiça e direito à vida para árabes se eles forem massacrados pelo Ocidente ou seus aliados israelenses; mas não quando eles são massacrados por outros árabes.

E enquanto isso, nos esquecemos da “grande” verdade. Que esta é uma tentativa de esmagar a ditadura síria não por causa de nosso amor pelos sírios ou nosso ódio pelo nosso ex-amigo Bashar al-Assad, ou por causa de nosso ódio pela Rússia, cujo lugar está garantido no panteão dos hipócritas quando vemos a reação do país às pequenas Stalingrados que se espalham na Síria. Não, esta guerra é sobre o Irã e nosso desejo de esmagar a República Islâmica e seus planos nucleares infernais — se eles existirem — e não tem nada a ver com direitos humanos ou com o direito à vida ou à morte dos bebês sírios. Quelle horreur!

Vi o Mundo

domingo, 29 de julho de 2012

O esquema de distribuição da Globo me deixou enojado, disse o ator Caio Blat

O ator Caio Blat esteve em Suzano em um evento promovido pela prefeitura durante o qual participou de uma roda de conversa com a juventude e contou um pouco da sua trajetória de vida, a experiência no teatro, cinema e televisão.

Sua premiada carreira começou precocemente, primeiro fez comerciais de publicidade aos 8 anos, depois atuou em novelas, só então chegou ao teatro. Quanto aos estudos, preferiu fazer faculdade de direito ao invés de artes cênicas, pois a intenção era a de ampliar sua cultura e conhecimento. Entrou na USP, mas não concluiu o curso.

Cinema não chega aos pobres

Quando foi fazer o filme Bróder morou por um tempo no bairro de Capão Redondo em São Paulo, foi lá que percebeu que o cinema não chega até as pessoas da periferia, o público que atinge é restrito, o motivo a seu ver é porque não existem salas disponíveis nestes lugares, o ingresso é caro e o filme brasileiro fica uma semana em cartaz e sai para dar lugar aos filmes da indústria americana.

Esquema para fazer sucesso

Ele foi produtor de seus últimos filmes, por isso descobriu qual era o esquema da distribuição, e Caio indignado disse "é uma coisa que me deixou enojado, me deixou horrorizado".

"No cinema a distribuição é predatória, ainda é um monopólio", disse Caio, "são pouquíssimas empresas distribuidoras e o que elas fazem é absolutamente cruel, elas sugam os filmes, não fazem crescer, sugam para elas, são grandes corporações".

Ele disse, "ia ao Vídeo Show, no programa do Serginho Groisman e outros. Achava que era um processo natural de divulgação, foi quando descobri que estas coisas são pagas. Quando vou ao programa do Jô fazer uma entrevista isso é considerado merchandising, não é jornalismo".

A Globo faz estas ações de merchandising, inclusive em novelas, e fatura para a Globo Filmes. Comenta Caio, "Ela cobra dela mesma". Ele notou que este é uma espécie de "kit" para que o filme aconteça e seja exibido em dezenas de salas em todo o Brasil. Se por acaso os produtores não aceitarem esta imposição, a Globo não levará ao ar nada do filme em nenhum de seus veículos, nem no eletrônico, nem no impresso, Caio completa, "Se não fechar com a Globo Filmes, seu filme morreu"

No contrato de distribuição, Caio detalha, fica estabelecido que o primeiro dinheiro a entrar da bilheteria do filme é para pagar a Globo Filmes, "É um adiantamento que estamos fazendo. Olha o que eles estão dizendo! Adiantamento fez quem realizou o filme, investiu muito antes". Ele pergunta, "O que a Globo faz? Quanto ela gastou para fazer este "investimento"? Nada. O programa deles tem que acontecer todos os dias, eles precisam de gente para ser entrevistada, finaliza sobre este tema.

Jornalismo que é propaganda disfarçada

Sem contar o lado ético, que no capitalismo é apenas retórica, chega-se a primeira conclusão que tudo que é exibido na televisão, uma concessão pública, é propaganda, ora em formato de comercial, ora como merchandising, isto é, dentro do programa e até em estilo jornalístico. Outra conclusão é que a TV gera lucro em outros negócios para seus concessionários que nada tem a ver com a atividade fim da concessão.

Lei limita propaganda

Nas leis, que completam 50 anos, de números 52.795/63, art.67 e 88.067/63, art.1, art 28, 12, D, está escrito o seguinte: Limitar ao máximo de 25% (vinte e cinco por cento) do horário da sua programação diária o tempo destinado à publicidade comercial. Pelo visto, ela claramente não é cumprida na programação que vai ao ar.
Existem também canais que passam promoção de vendas o tempo, neste caso, além da lei citada, também deixam de cumprir o princípio constitucional : Art. 221 - A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas.
Tudo leva a crer que estas questões são graves o suficiente para suspensão das outorgas das emissoras infratoras.

Por isso, e por muitas outras coisas, é preciso que este tema da democracia da mídia seja discutido no país e o Marco Regulatório da Comunicação, após ampla consulta pública, encaminhado o mais rapidamente ao Congresso, sem o qual a Liberdade de Expressão com diversidade e pluralidade continuará seriamente prejudicada.

Assista ao vídeo do bate papo, a questão da mídia começa a ser colocada com 12'53"


A guerra dos EUA-NATO contra a Síria: Forças navais do ocidente frente às da Rússia ao largo da Síria

Michel Chossudovsky

"Quando voltei ao Pentágono em Novembro de 2001, um dos oficiais superiores do staff teve tempo para uma conversa. Sim, ainda estamos a caminho de ir contra o Iraque, disse ele. Mas havia mais. Isto estava a ser discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos, disse ele, e havia um total de sete países, a começar pelo Iraque, a seguir a Síria, Líbano, Líbia, Irão, Somália e Sudão".

Wesley Clark, antigo comandante-geral da NATO

"Deixe-me dizer aos soldados e oficiais que ainda apoiam o regime sírio – o povo sírio recordará as escolhas que fizerem nos próximos dias..."


Secretária de Estado Hillary Clinton, conferência Friends of Syria, em Paris, 07/Julho/2012

Enquanto a confrontação entre a Rússia e o Ocidente estava, até recentemente, confinada ao âmbito polido da diplomacia internacional, dentro do recinto do Conselho de Segurança da ONU, agora uma situação incerta e perigosa está a desdobrar-se no Mediterrâneo Oriental.

Forças aliadas incluindo operativos de inteligência e forças especiais reforçaram a sua presença sobre o terreno na Síria a seguir ao impasse da ONU. Enquanto isso, coincidindo com o beco sem saída no Conselho de Segurança da ONU, Moscovo despachou para o Mediterrâneo uma frota de dez navios de guerra russos e navios de escolta comandados pelo destróier anti-submarino Almirante Chabanenko. A frota russa está actualmente estacionada ao largo da costa Sul da Síria.

Em Agosto do ano passado, o vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Rogozin, advertiu que "a NATO está a planear uma campanha militar contra a Síria para ajudar a derrubar o regime do presidente Bashar al-Assad com um objectivo de longo alcance de preparar uma cabeça de ponte para um ataque ao Irão..." Em relação à actual deslocação naval, o chefe da Armada da Rússia, vice-almirante Viktor Chirkov, confirmou, entretanto, que se bem que a frota [russa] esteja a transportar fuzileiros navais, os navios de guerra "não seriam envolvidos em Tarefas na Síria". "Os navios executarão manobras militares planeadas", disse o ministro russo da Defesa.

A aliança EUA-NATO retaliou à iniciativa naval da Rússia, com uma deslocação naval muito maior, uma formidável armada ocidental consistente de navios de guerra britânicos, franceses e americanos, previstos para serem ali instalados neste Verão no Mediterrâneo Oriental, levando a uma potencial "confrontação estilo Guerra Fria" entre a Rússia e forças navais ocidentais.

Enquanto isso, planeadores militares dos EUA-NATO anunciaram que várias "opções militares" e "cenários de intervenção" estão a ser contemplados na sequência do veto russo-chinês no Conselho de Segurança da ONU.

O planeado posicionamento naval é coordenado com operações aliadas no terreno em apoio ao "Exército Sírio Livre" (ESL) patrocinado pelos EUA-NATO. Quanto a isto, os EUA-NATO aceleraram o recrutamento de combatentes estrangeiros treinados na Turquia, Iraque, Arábia Saudita e Qatar.
(Navios de guerra russos entram no Mediterrâneo, rumo à Síria, timesofmalta.com, 24/Julho/2012)
A França e a Grã-Bretanha participarão este Verão em jogos de guerra com o nome de código Exercise Cougar 12 [2012]. Os jogos serão efectuados no Mediterrâneo Oriental como parte de um "Response Force Task Group" franco-britânico envolvendo o HMS Bulwark britânico e o grupo de batalha do porta-aviões Charles De Gaulle da França. O centro deste exercício naval serão operações anfíbias envolvendo a colocação em terra firme de tropas no "território inimigo" (simulada).
Cortina de fumo: A proposta evacuação de cidadãos ocidentais "Utilizando uma humanitária frota naval de armas de destruição em massa"

Pouco mencionado pelos media de referência, os navios de guerra envolvidos no exercício naval Cougar 12 também participarão na planeada evacuação de "cidadãos britânicos do Médio Oriente, caso o conflito em curso na Síria extravase fronteiras para os vizinhos do Líbano e da Jordânia".

Os britânicos provavelmente enviariam o HMS Illustrious, um porta-helicópteros, juntamente com o HMS Bulwark, um navio anfíbio, bem como um destróier avançado para providenciar defesa à força-tarefa. Estarão a bordo várias centenas de comandos da Royal Marine, bem como um complemento de helicópteros de ataque AH-64 (os mesmos utilizados na Líbia no ano passado). Espera-se que se lhe junte uma frota de navios franceses, incluindo o porta-aviões Charles De Gaulle, transportando um complemento de caças Rafale.

Espera-se que aquelas forças permaneçam ao longo e possam escoltar navios civis especialmente fretados destinados a recolher cidadãos estrangeiros a fugirem da Síria e países em torno. (ibtimes.com, 24/Julho/2012).

Fontes no Ministério da Defesa britânico, se bem que confirmando o "mandato humanitário" da Royal Navy no planeado programa de evacuação, negaram categoricamente "qualquer intenção quanto a um papel de combate para forças britânicos [contra a Síria]".

O plano de evacuação utilizando o mais avançado material militar, incluindo o HMS Bulwark e o porta-aviões Charles de Gaulle, é uma cortina de fumo óbvia. A agenda militar não tão escondida é ameaça militar e intimidação contra uma nação soberana localizada no berço histórico da civilização, a Mesopotâmia":

"Só o Charles De Gaulle é porta-aviões nuclear com todo um esquadrão de jactos mais avançados do que qualquer coisa que os sírios tenham – é especulação de incitamento [dizer] que aquelas forças pudessem ficar envolvidas numa operação da NATO contra forças sírias leais a Bashar al-Assad...

O HMS Illustrious, que está actualmente ancorado no Tamisa, no centro de Londres, provavelmente será enviado para a região no fim das Olimpíadas". (Ibid)

Este deslocamento impressionante de poder naval franco-britânico poderia também incluir o porta-aviões USS John C.Stennis, o qual está para ser enviado de volta ao Médio Oriente:

[Em 16/Julho/2012], o Pentágono também confirmou que iria reposicionar o USS John C. Stennis, um porta-aviões nuclear capaz de transportar 90 aviões, para o Médio Oriente... O Stennis estaria a chegar na região com um cruzador avançado de lançamento de mísseis, ... Já é esperado que o porta-aviões USS Eisenhower esteja no Médio Oriente naquele momento (dois porta-aviões actualmente na região estão para ser aliviados e enviados de volta para os EUA).

Em meio a situações imprevisíveis tanto na Síria como no Irão, que teriam deixado forças estado-unidenses tensas e excessivamente sobrecarregadas se fosse necessária uma firme resposta militar em qualquer circunstância. (Ibid, ênfase acrescentada)
O grupo de ataque USS Stennis está para ser enviado de volta ao Médio Oriente "numa data não especificada no fim do Verão" para ser posicionado na área de responsabilidade do Comando Central:

"O Departamento da Defesa disse que o deslocamento anterior viera de um pedido feito pelo general do Marine Corps James N. Mattis, o comandante do Comando Central (a autoridade militar dos EUA que cobre o Médio Oriente), parcialmente devido à preocupação de que haveria um curto período em que apenas um porta-voz estaria localizado na região". (Strike group headed to Central Command early - Stripes Central - Stripes, July 16, 2012)

O Gen. Marine James Mattis, comandante do U.S. Central Command, "pediu para avançar o posicionamento do grupo de combate com base num "conjunto de factores" e o secretário da Defesa Leon Panetta aprovou-o"... (ibid)

Um porta-voz do Pentágono declarou que a mudança de posicionamento do grupo de ataque USS Stennis fazia parte de "um vasto conjunto de interesses de segurança dos EUA na região". "Estamos sempre atentos aos desafios colocados pelo Irão. Deixe-me ser muito claro: Esta não é uma decisão baseada unicamente nos desafios colocados pelo Irão, ..."Não é acerca de qualquer país particular ou uma ameaça particular", dando a entender que a Síria também fazia parte do posicionamento planeado. (Ibid, ênfase acrescentada)

"Cenários de intervenção"

Este maciço posicionamento de poder naval é um acto de coerção tendo em vista aterrorizar o povo sírio. A ameaça de intervenção militar tem em vista desestabilizar a Síria como estado nação bem como confrontar e enfraquecer o papel da Rússia na intermediação da crise síria.

O jogo diplomático da ONU está num impasse. O Conselho de Segurança da ONU está morto. A transição é em direcção à "Diplomacia guerreira" do século XXI.

Se bem que uma operação militar aliada total dirigida contra a Síria não esteja "oficialmente" contemplada, planeadores militares estão actualmente envolvidos na preparação de vários "cenários de intervenção".

Líderes políticos ocidentais podem não ter apetite por intervenção mais profunda. Mas como a história tem mostrado, nós nem sempre escolhemos que guerras combater – por vezes as guerras escolhem-nos. Planeadores militares tem a responsabilidade de preparar para opções de intervenção na Síria para os seus mestres políticos caso este conflito seja escolhido. A preparação estará a ser efectuada em várias capitais ocidentais e sobre o terreno na Síria e na Turquia. Até o ponto do colapso de Assad, é mais provável que vejamos uma continuação ou intensificação das opções abaixo do radar de apoio financeiro, armamento e aconselhamento dos rebeldes, operações clandestinas e talvez guerra cibernética a partir do Ocidente. Após algum colapso, entretanto, as opções militares serão vistas a uma luz diferente. ( Daily Mail, 24/Julho/2012, ênfase acrescentada)

Observações conclusivas

O mundo está numa encruzilhada perigosa.

A configuração deste planeado posicionamento naval no Mediterrâneo Oriental com navios de guerra dos EUA-NATO contíguo àqueles da Rússia é sem precedentes na história recente.

A história conta-nos que guerras são muitas vezes desencadeadas inesperadamente devido a "erros políticos" e erro humano. Os segundos são os mais prováveis dentro no âmbito de um sistema político desagregados e corrupto nos EUA e na Europa Ocidental.

O planeamento militar EUA-NATO é supervisionado por uma hierarquia militar centralizada. Operações de Comando e Controle são em teoria "coordenadas" mas na prática muitas vezes elas são marcadas pelo erro humano. Operativos de inteligência muitas vezes funcionam independentemente e fora do âmbito da responsabilidade política.

Planeadores militares são agudamente conscientes dos perigos de escalada. A Síria tem capacidades de defesa aérea significativas bem como forças terrestres. A Síria tem estado a instalar seu sistema de defesa aérea com a recepção dos mísseis russos Pantsir S1 . Qualquer forma de intervenção militar directa dos EUA-NATO contra a Síria desestabilizaria toda a região, levando potencialmente à escalada numa vasta área geográfica, que se estende desde o Mediterrâneo Oriental até a fronteira do Afeganistão-Paquistão com o Tadjiquistão e China.

O planeamento militar envolve cenários intricados e jogos de guerra por ambos os lados incluindo opções militares relativas a sistema de armas avançados. Um cenário Terceira Guerra Mundial tem sido contemplado pelos planeadores militares EUA-NATO-Israel desde o princípio de 2000.

A escalada é uma parte integral da agenda militar. Preparativos de guerra para atacar a Síria e o Irão têm estado num "estado avançado de prontidão" durante vários anos.

Estamos a tratar com complexas tomadas de decisão políticas e estratégicas que envolvem a acção recíproca de poderosos grupos de interesses económicos, as acções de operativos de inteligência.

O papel da propaganda de guerra é fundamental não só para moldar a opinião pública, levando-a a aceitar a agenda de guerra, como também para estabelecer um consenso dentro dos escalões superiores do processo de tomada de decisão. Uma forma selectiva de propaganda de guerra destinada a "Top Officials" (TOPOFF) em agências do governo, inteligência, militares, aplicadores da lei, etc destina-se a criar um consenso firme em favor da Guerra e do Estado Policial.

Para o projecto guerra ir em frente é essencial que tanto os planeadores políticos como os militares estejam legitimamente comprometidos em conduzir a guerra "em nome da justiça e da democracia". Para que isto se verifique, eles devem acreditar firmemente na sua própria propaganda, nomeadamente em que a guerra é "um instrumento de paz e democracia".

Eles não têm preocupação para com os impactos devastadores de sistemas de armas avançados, rotineiramente classificados como "danos colaterais", muito menos o significado e significância de guerra antecipativa (pre-emptive), utilizando armas nucleares.

As guerras são invariavelmente decididas por líderes civis e grupos de interesse e não pelos militares. A guerra serve interesses económicos dominantes os quais operam a partir dos bastidores, por trás de portas fechadas em salas de reunião corporativas, nos think tanks de Washington, etc.

As realidades são invertidas. Guerra é paz. A Mentira torna-se a Verdade.

A propaganda de guerra, nomeadamente as mentiras dos media, constituem o mais poderoso instrumento guerreiro.

Sem a desinformação dos media, a agenda guerreira conduzida pelos EUA-NATO entraria em colapso como um castelo de cartas. A legitimidade dos criminosos de guerra em altos postos seria rompida.

Portanto é essencial desarmar não só os media de referência como também um segmento dos media alternativos auto proclamados como "progressistas", os quais têm proporcionado legitimidade para a obrigação da "Responsabilidade de proteger" ("Responsibility to protect, R2P) da NATO, em grande medida tendo em vista desmantelar o movimento anti-guerra.

A estrada para Teerão passa por Damasco. Uma guerra ao Irão patrocinada pelos EUA-NATO envolveria, como primeiro passo, a desestabilização da Síria como uma nação-estado. O planeamento militar relativo à Síria é uma parte integral da agenda de guerra ao Irão.

Uma guerra contra a Síria poderia evoluir na direcção de uma campanha militar EUA-NATO contra o Irão, na qual a Turquia e Israel estariam envolvidas directamente.

É crucial difundir esta notícia e romper os canais de desinformação dos media.

Um entendimento crítico e não enviesado do que está a acontecer na Síria é de importância crucial na reversão da maré de escalada militar rumo a uma guerra regional mais vasta.

Nosso objectivo em última análise é desmantelar o arsenal militar EUA-NATO-israelense e restaurar a Paz Mundial.

É essencial que o povo no Reino Unido, na França e nos Estados Unidos impeça o próximo posicionamento naval de ADM no Mediterrâneo Oriental.

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