terça-feira, 31 de julho de 2012

Guerra santa na Síria e o curso da história

Washington está visivelmente incomodada com a intransigência de Pequim e Moscou no que tenha a ver com a crise síria e a pouca disposição que os dois países mostram, de querer ajudar a justificar ataque direto dos EUA contra o presidente Bashar al-Assad com autorização da ONU. Representantes dos EUA na ONU descreveram vividamente a brutalidade do regime de Assad, em apelo à moral da “comunidade internacional” e mais ainda, é claro, de China e Rússia.

Dmitry Shlapentokh

Nada consegue alterar a posição dos governos desses dois países, e por inúmeras razões. A primeira dessas razões é que não há indignação moral, vinda de Washington, que resista ao teste da história. Washington foi amiga solidária de Josef Stalin, Augusto Pinochet e do Xá do Irã. Washington já demonstrou que não há preconceito ou crime capaz de alterar sua rota, quando a questão são os seus programas geopolíticos. Washington é capaz de conviver e prestigiar ditadores de direita e ditadores de esquerda. Washington nada fez para impedir o início nem o prosseguimento de vários genocídios: do holocausto dos judeus aos massacres de Rwanda.

Mas, simultaneamente, ninguém deve supor que Washington não tenha amigos e aliados estrangeiros vários nessa sua aventura síria. Um desses aliados, que poucos se lembrariam de listar é o Kavkaz Center, principal página de Internet e veículo de contato entre os jihadis do Cáucaso Norte, na Rússia. Recentemente, Moscou intensificou esforços contra essa página, mas o Kavkaz conseguiu safar-se e continua a operar como blog. Os que militam no Kavkaz Center elogiam as boas almas que lutam contra Assad; nas entrelinhas dos elogios, pregam todos os tipos de ações e esforços para derrubar o governo de Assad.

Não é caso isolado. Autoridades do Iraque também informaram que está havendo fluxo constante de jihadis direção à Síria, para unirem-se na luta contra Assad. Não só elogiam a pressão que os EUA fazem contra Assad, mas até pregam e elogiam o envolvimento direto dos EUA nos assuntos da Síria. Implicitamente, pregam entusiasticamente também o confronto contra o Irã. Na verdade, tudo se passa como se o objetivo final de todas essas discussões fosse mesmo um ataque contra o Irã. Mas, por mais que preguem o imediato e total envolvimento dos EUA nos ataques ao governo de Assad, esses jihadis mantêm-se, simultaneamente, como inimigos figadais dos EUA.

Logo depois dos ataques de 11/9, o Kavkaz Center publicou artigo do russo Pavel Kosolapov, islamista converso – ou de alguém que usou esse nome – no qual os norte-americanos eram apresentados como zumbis horrendos, imorais e infiéis, que muito mereciam a dor pela qual passavam naquele momento. O artigo afirmava que os mortos não eram alguns poucos milhares, mas dezenas, senão centenas de milhares; e elogiava os que se haviam mostrado capazes de demonstrar ao mundo o quanto podia ser fácil desmoralizar e praticamente destruir uma super potência, bastando para tanto mobilizar um punhado de inteligentes e abnegados heróis da Jihad islâmica.

Pode-se assumir que essa posição dos jihadis, inclusive dos que estão combatendo hoje na Síria, não é segredo para ninguém em Washington e, especialmente, não é segredo para os conservadores, que exigem urgência absoluta no engajamento dos EUA. Ninguém aí, é claro, está preocupado com ou dedicado a salvar vidas. Seu único objetivo é destruir o “Obamacare” – e pouco lhes importa quantos milhares de norte-americanos morram anualmente por falta de tratamento médico.

O único objetivo que irmana todos esses “democratas” é enfraquecer o Irã. Porque o Irã, não a Síria, a Rússia ou a China, é o principal problema geoestratégico que os EUA enfrentam no Oriente Médio.

Mas até onde pode levar tão estranha associação de incompatíveis? Analistas de fraque e cartola em Washington – acompanhando, provavelmente o dictum de Edward Luttwak, historiador e estrategista norte-americano – creem que Washington pode(ria) derrotar seus adversários, nessa espécie de jogo bizantino.

Para entender o mais provável resultado dessa estratégia, é preciso deslocar-se para onde nasceu o bizantinismo moderno, a Rússia. Ali se pode ver como, há quase um século, desenrolaram-se eventos similares.

Vladimir Lênin, marxista radical que floresceu no mundo político no início do século passado, convencera-se de que massas satisfeitas jamais se levantariam para derrubar a ordem capitalista global; entendia também firmemente que seu partido, o Bolchevique, era fraco demais para combater diretamente contra o regime do czar, cuja derrubada poderia levar à revolução mundial, a partir da qual as massas poderiam estabelecer uma sociedade socialista ideal, global – que adiante se tornaria comunista, e que lembra o califato global, objetivo pelo qual lutam hoje os jihadis.

Na visão de Lênin, os Bolcheviques, apenas um punhado de militantes no início do século 20, só teriam sucesso em seu projeto político se os próprios imperialistas se autodestruíssem ou, no mínimo, se se enfraquecessem eles mesmos. Sem qualquer simpatia ou amizade pelo kaiser alemão, Lênin sonhava com um confronto entre Moscou e Berlin; na verdade, Lênin sonhava com uma guerra global, para fazer avançar seu projeto revolucionário.

Mas não havia grande guerra europeia à vista; as guerras napoleônicas, de havia quase cem anos, já eram passado. E tudo fazia crer, se se pressupunha a sanidade mental dos grandes líderes europeus, que nenhuma grande guerra houvesse à vista. As armas haviam-se tornado destrutivas demais; grandes blocos em aliança contrabalançavam, uns os outros. E os europeus haviam-se construído uma comunidade tão integrada em termos políticos e econômicos, que só um marginal louco como Friedrich Nietzsche, que antevia naquele momento um devastador banho de sangue, acreditaria que os europeus, em pouco tempo, estariam envolvidos em vastíssima guerra continental.

Lênin extravasou sua frustração em carta a Maxim Gorky, afamado escritor russo radical. “Caro Aleksei Maximovich”, escreveu Lênin em 1912 – usando, como é prática na Rússia e em outros países, os prenomes do amigo – “a grande guerra europeia seria um grande estopim para a revolução. Mas, infelizmente, nem Nesse [o tzar Nicolau da Rússia] nem Willy [o kaiser Wilhelm] nos darão tal prazer”.

Verdade é que Lênin (e não era o único) superestimava “Willy” e seus conselheiros. Esses – como fazem hoje os neoconservadores em Washington – acreditavam que a guerra, naquele momento, seria rápida como relâmpago (umablitzkrieg). Então, “Willy”, aproveitando como pretexto o 11/9 que encontrou à mão (o assassinato do arquiduque Franz Ferdinand da Áustria), inventou a I Guerra Mundial.

Mas a guerra não seguiu o roteiro nem o cenário alemães. Há quase um século, os eventos tomaram rumo muito semelhante ao que se vê acontecer hoje no Oriente Médio. A guerra prevista para ser blitzkrieg converteu-se em longa e sangrenta guerra de atrito; os recursos da Alemanha foram incinerados na guerra, numa versão europeia local do que já se vê no horizonte dos EUA: o orçamento militar “sequestrou” todos os recursos da nação.

Com europeus morrendo aos milhões, Lênin via confirmar-se o que previra: o sofrimento das massas reforçou sofrimentos históricos antigos e tornou possível a revolução comunista na Rússia. Berlim também observava os movimentos de Lênin e seus seguidores e – exatamente como Washington faz hoje – supôs que seria fácil manipular aqueles russos radicais para desestabilizar a situação na Rússia, o que levaria a Alemanha à vitória.

Berlin então forneceu meios a Lênin e permitiu que ele e alguns de seus companheiros radicais viajassem para a Rússia em “trens blindados”, quando o Governo Provisório liberal, que emergira da revolução de fevereiro-março de 1917, permitiu que voltassem à Rússia. Esses bolcheviques, como a história ensina, levaram realmente a Rússia a uma nova revolução; e puseram fim à guerra, com o que Lênin chamou de “o tratado obsceno” de Brest-Litovsk.

Berlin, contudo, não teve tempo para beneficiar-se dos frutos de seu estratagema. Os germes da revolução leninista rapidamente se alastraram até a Alemanha e a nova revolução empurrou para o fim a monarquia germânica. Poucas gerações adiante, herdeiros espirituais e políticos de Lênin já entravam com seus tanques em Berlin.

Claro que a história não se repete linha a linha e palavra a palavra, mas os eventos guardam semelhanças estruturais. Os jihadis – do norte do Cáucaso ao Oriente Médio – creem que o colapso de Assad e, melhor ainda, a guerra contra o Irã, obterão o que a guerra dos EUA ao Iraque não conseguiu: incendiar, não só o Oriente Médio, mas com o tempo, todo o planeta. Esse é o cenário de sonho dos jihadis.

Se acontecer, porém, a maré já montante do terrorismo não atingirá só Moscou e Pequim, inimigos que Washington definiu para ela mesma, mas também Jerusalém. Esse é o motivo pelo qual o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não dá sinais de entusiasmo ante o espetáculo do massacre contra Assad.

Pois Washington não dá sinais, sequer, de ouvir as vozes sóbrias que vêm de Jerusalém, não só porque acredita que poderia calá-las facilmente, como no Egito de Hosni Mubarak, apesar de todos os indícios contrários; não só, também, porque Washington inventou que não será afetada pelo caos e pela maré montante do terrorismo e crê firmemente em sua invenção; mas, também, pelas mudanças políticas pelas quais passam os EUA.

À medida que as dificuldades econômicas vão-se tornando evidentes demais para serem ignoradas, as elites norte-americanas sentem que não só sua dominância econômica e geopolítica escapa-lhe por entre os dedos em alta velocidade. Os EUA não são mulher que envelheça com graça e prepare-se para um futuro – nesse caso uma nova ordem global – no qual a riqueza, o american way of living e a influência norte-americana serão bem menos prestigiados, além de bem mais modestos.

O presidente dos EUA Barack Obama e legiões de comentadores continuam a repetir que os problemas atuais são temporários e que, depois, virá novo apogeu. E que “ela” poderia continuar a meter-se em aventuras, em affairs sem amanhã, das quais não ela, mas seu potente e carismático amante jihadi, que além de pote nte e carismático é perseverante, paciente e capaz de sacrifícios – qualidades que os EUA jamais aprenderam a cultivar – será o único beneficiário no longo prazo.

Pode acontecer, pois de a história mover-se em outra direção, completamente diferente da prevista, como aconteceu em 1914, quando pouquíssimos haviam ouvido falar de Lênin e nem Lênin jamais ouvira falar de Stálin, Adolf Hitler e Benito Mussolini, quando praticamente ninguém previu o que fariam em futuro nem tão distante.

Como Georg Wilhelm Friedrich Hegel ensina corretamente, “a coruja de Minerva só abre as asas depois que cai a noite” – quer dizer: só em retrospectiva se conhece o significado dos eventos.

RedeCastorPhoto

Guerra civil síria na capital industrial do país



Bandos mercenários sofrem grandes perdas na Síria

Forças governamentais causaram grandes perdas aos grupos armados que tentam ganhar posições em diferentes províncias do país, informaram neste domingo as autoridades.
No nordeste, na província de Deir Ezzor, fronteiriça com o Iraque, as forças do governo enfrentaram os grupos mercenários na cidade do mesmo nome no bairro Al-Ardi e também em uma área rural de Al-Mayadin, causando-lhes uma grande quantidade de baixas.

Uma tentativa de infiltração de um grupo armado a partir do Líbano pelos povoados de Al-Mathuma e Shahira situados em uma zona de Tal Kalakh, na província de Homs, a 162 quilômetros de Damasco, foi abortada pelas autoridades com o resultado de vários mortos e feridos entre os terroristas.

Enquanto isso, na província sulista de Deraa, a 109 quilômetros da capital, e em Busra al-Sham, bandos armados sufreram grande quantidade de baixas em enfrentamentos com o Exército Sírio.
Por outro lado, os mercenários não conseguiram avançar ao enfrentar as forças governamentais no bairro de Salahedin, em Alepo, a segunda cidade e coração econômico da Síria, depois de iniciada uma ofensiva governamental para eliminar sua presença na zona.
Segundo analistas que se encontram no terreno, os bando mercenários pretendiam conectar o bairro de Salahedin ao de Sahur, para criar um corredor que lhes permitisse receber ajuda desde o exterior, principalmente da Turquia.
Também foi abortada uma tentativa de infiltração de um grupo desde a Turquia em áreas de Idleb, perto de Ain Beida, na jurisdição de Yesser Shoughour, a mais de 350 quilômetros a noroeste do país.

Em outros enfrentamentos nessa região os bandos armados da oposição perderam vários veículos equipados com metralhadoras e outras armas.
Em relação ao conflito na Síria, o jornal britânico Sunday Telegraph informou sobre a presença de combatentes islâmicos no norte de Siria.
Segundo a publicação há elementos procedentes do Paquistão, Bangladesh e Chechênia, além de outros países, confirmando que 40 por centos deles falam inglês e são de nacionalidades desconhecidas.
No sábado (28), a rede de |TV estadunidense CNN revelou que mais de 30 mercenários procedentes da Líbia se transferiram para a Síria para participar na agressão contra este país.
O grupo que ingressou no território sírio é dirigido por Al-Mahdi al-Harati, considerado um dos principais chefes de bandos que derrubaram o governo líbio.

Apelos à intervenção

A forte batida das autoridades síria fez com que vários países ocidentais que apoiam os grupos mercenários manifestassem preocupação pelos fatos, entre eles o presidente francês, Francois Hollande, que solicitou uma una intervenção urgente do Conselho de Segurança da ONU.
O líder do Conselho Nacional Sírio (CNS), Abdel Baset Sayda, que conta com apoio financeiro e militar dos países imperialistas, fez um apelo neste domingo (29) para que países estrangeiros armem ainda mais os mercenários que lutam contra o governo do presidente Bashar Al-Assad.
Ele também reivindicou o apoio dos países árabes ao Exército Livre da Síria (ELS).

Aliança Irã-Síria

Por outro lado, os chanceleres do Irã, Ali Akbar Salehi, e da Síria, Walid Al-Moallem, rechaçaram qualquer intervenção estrangeira na crise do país árabe, e ratificaram apoio ao plano de paz de Kofi Annan.
Os dois ministros de Relações Exteriores mantiveram conversações oficiais em Teerã e chamaram os Estados Unidos, outros países ocidentais e árabes a cessarem a ingerência no conflito sírio e deixarem de apoiar os grupos terroristas da oposição.
Depois de enaltecer o bom nível das relações entre a Síria e o Irã, Salehi ratificou que o Irã “permanecerá sempre junto à Síria”.
Ele acrescentou que a solidariedade seguirá invariável, mais ainda nestes momentos para enfrentar o que considerou como uma uma evidente violação dos direitos de um país e do direito internacional.
Nesse sentido, fontes da chancelaria iraniana assinalaram que os chanceleres também falaram sobre as alternativas para “frustrar o terrorismo apoiado pelos Estados Unidos” e derrotar os bandos armados da oposição, agora com maior ação bélica na cidade de Aleppo.

Os dois chanceleres se pronunciaram também favoráveis a manter em execução as reformas adotadas pelo presidente Bashar Al-Assad “em linha com a materialização de demandas populares mediante o diálogo e a interação como vias para superar os atuais problemas na Síria”.
O chanceler sírio, Al-Moallem, por seu lado, agradeceu a amizade iraniana coa a Síria “em tempos difíceis” e elogiou a postura de princípios frente à interferência de Washington nos assuntos internos de Damasco, assim como no fornecimento de armas e outros recursos à oposição.

O ministro sírio assinalou que o suprimento de armas e munições se faz sabendo que os opositores cometerão atos de sabotagem e terrorismo na Síria, por isso, recriminou alguns governos árabes – que evitou mencionar – pela hostilidade para com seu país e a submissão ao Ocidente.
“Nós, os sírios estamos determinados a derrotar os planos intervencionistas do regime sionista (de Israel) e o Exército sírio enfrentará firmemente os terroristas e instaurará a paz e a estabilidade no país”, enfatizou o ministro árabe.

Em outro momento da coletiva de imprensa, ele sublinhou que a Síria se considera comprometida com o plano de paz de seis puntos do enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, em contraste com a rejeição ao al diálogo por parte da oposição armada.
“Chamamos os partidos de oposição a negociar com o governo, e temos tratado de conversar com eles, mas seus atos terroristas bloqueiam as negociações”, explicou.

Oposição síria pede armas pesadas a países aliados

O líder da oposição no exílio, Abdel Basset Sayda (Ben Job/Reuters)
DUBAI – A oposição síria fez um apelo no domingo a seus aliados estrangeiros para que lhes entreguem armas pesadas para o combate à "máquina de matar" do presidente Bashar al-Assad e disse ainda que em breve vai iniciar conversações para formação de um governo de transição que substitua Assad.

"Os rebeldes estão lutando com armas primitivas. Nós queremos armas que possam parar tanques e aviões. É isso o que queremos", disse o líder da aliança opositora Conselho Nacional Sírio (CNS), Abdelbasset Sida, em entrevista à imprensa.
Sida deu as declarações enquanto rebeldes e forças do governo, apoiadas por tanques e helicópteros, combatiam nas ruas de Aleppo, maior cidade e principal centro comercial da Síria.
Segundo Sida, suprimentos de armas "permitirão aos sírios serem capazes de se defenderem contra essa máquina de guerra".

Ele disse ainda que a oposição iria realizar negociações nas próximas semanas para a formação de um governo de transição, que dirigiria o país entre a eventual queda de Assad e eleições democráticas.
A maioria de seus integrantes viria da oposição, mas alguns membros do atual governo de Assad também poderiam ser incluídos, acrescentou Sida.

"Este governo deve ser apresentado antes da queda (de Assad), de modo que surja como uma alternativa para a próxima fase", disse Sida à TV Sky News Arabia, com sede em Abu Dabi.
'Há alguns elementos no atual regime que não têm sangue nas mãos e que não se envolveram nos grandes casos de corrupção. Nós vamos discutir (a inclusão deles) com outros grupos, mas terá de haver um consenso nacional para aceitá-los.'

No entanto, críticas quanto à legitimidade do Conselho podem complicar seus esforços para formar um governo de transição. O grupo apoia os rebeldes do Exército Sírio Livre, apesar de anteriormente não ter sempre endossado suas ações.
O CNS, organização oposicionista com base em Istambul, tem às vezes dificuldade para superar divisões internas e é acusado de ser inacessível, influenciado demais pela Turquia e não plenamente representativo da oposição.

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