domingo, 30 de setembro de 2012

[CONFIRMADO] Rastro Químico CHEMTRAIL na Praia da Barra da Tijuca / RJ


Veja o Rastro químico deixado por um avião nesta sexta feira dia 28/09/2012 aqui na Praia da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro.

CHEMTRAILS ou Rastro Químico são substâncias químicas lançadas por aviões. Essas substâncias químicas podem ser futuros vírus que irão se incubar nos hospedeiros, ou seja, nós.
Ao lançar um reagente no ar ou pela água o vírus pode se manifestar.

Você acredita que a AIDS foi realmente um acidente? Não ela foi criada para um propósito sinistro maior.

OVNIs são vistos ao redor da Base Aérea de Malmstrom, Montana – EUA

Vista aérea da Base Malmstrom

A Base Aérea de Malmstrom, no estado de Montana, EUA, tem sido palco de avistamentos de OVNIs já por algum tempo. Dois novos casos que ocorreram no dia 21 de setembro passado foram recém liberados pelo National Unidentified Flying Object Reporting Center (NUFORC)

A base da Força Aérea fica próxima à cidade de Great Falls, no centro do estado de Montana e é o lar do 341st Missile Wing (341 MW), que faz parte do Comando de Ataque Global da Força Aérea daquele país.

Um homem, próximo à cidade de Moccasin, relatou que às 18h30min ele viu um objeto de “forma alongada, de cor alaranjada, se transformar em três pontos individuais“. O evento durou aproximadamente 20 segundos e então as luzes desapareceram. Ele também declarou que era uma noite sem nuvens e todas as constelações no céu podiam ser facilmente vistas.

Uma hora e meia mais tarde, uma testemunha da cidade de Valentine relatou ter visto quatro pontos alaranjados no céu. Uma luz alaranjada, descrita como uma bola de fogo, apareceu, e logo três outras bolas apareceram, totalizando quatro. Quando a quarta apareceu, a primeira desapareceu, seguida pela segunda e a terceira. Então a terceira reapareceu, seguida pela segunda e a primeira. Então, uma a uma, as luzes desapareceram.

O diretor da NUFORC, Peter Davenport, falou com esta testemunha, a qual disse que os objetos tinham um terço do diâmetro da Lua cheia. Duas outras pessoas também viram estes objetos.

A Base Aérea de Malmstrom tem tido vários avistamentos de OVNIs. Em 16 de março de 1967, 10 mísseis nucleares Minuteman I apresentaram defeito logo após um grande objeto esférico foi relatado estar pairando diretamente acima da base.

Na ocasião, outras pessoas também se manifestaram dizendo que OVNIs foram vistos sobre a base várias vezes antes e após aquele incidente.

Estes estranhos incidentes têm ocorrido por mais de 40 anos na Base Aérea de Malmstrom. Mas essas ocorrências não estão limitadas à esta base.

Na última semana, objetos têm sido avistados próximos ao Forte Dix, no estado da Nova Jersey, e OVNIs também têm sido vistos próximos ao Cabo Canaveral antes, durante e depois de lançamentos de foguetes. Até mesmo astronautas mencionaram ter avistado naves próximas a eles enquanto orbitavam a Terra.

Ovni Hoje

Na ONU, Rússia acusa o Ocidente de agravar situação na Síria

O chanceler russo, Sergei Lavrov, culpou o Ocidente, que foi contra o acordo de Genebra, pela situação na Síria – Foto: AP

O chanceler russo, Sergei Lavrov, acusou o Ocidente esta sexta-feira na Assembleia Geral da ONU de agravar a situação na Síria por não aplicar o acordo de Genebra para uma transição pacífica no país, enquanto os Estados Unidos anunciaram novas ajudas à oposição civil. "Aqueles que se opõem à aplicação do comunicado de Genebra assumem uma responsabilidade enorme. Insistem em um cessar-fogo que seria imposto apenas ao governo e incentivam a oposição a intensificar as hostilidades", denunciou o chanceler russo.

"Ao fazer isto, empurram a Síria ainda mais profundamente" à guerra civil, acrescentou, exigindo a implementação desta proposta adotada em 30 de junho passado em Genebra por um grupo de países que não inclui nenhum chamado para que o presidente sírio, Bashar al Assad, se demita, algo inaceitável para o Ocidente. Considerada uma "calamidade" e um risco para a paz mundial, a guerra civil na Síria continua sem que as Nações Unidas tenha encontrado alguma forma de detê-la, a partir do bloqueio de Rússia e China a toda proposta no Conselho de Segurança.

À margem do grande encontro anual das Nações Unidas, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou uma ajuda adicional de US$ 45 milhões de seu país à oposição civil na Síria. Deste valor, US$ 30 milhões serão destinados a ajuda humanitária, elevando a US$ 130 milhões o total aportado pelos Estados Unidos neste aspecto, e os US$ 15 milhões restantes irão diretamente à oposição, afirmou Hillary durante uma reunião com o grupo de países "Amigos da Síria".

Do encontro participaram nove ativistas sírios que trabalharam com comitês de coordenação local em cidades como Homs. Alguns deles viajaram da Síria para Nova York para expor quais são suas necessidades sobre o terreno neste conflito que já leva 18 meses e deixou 30 mil mortos, segundo números da oposição.

Ao abrir a reunião, Hillary disse que o Irã fará todo o possível para proteger o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, a quem qualificou de "aliado e amigo" de Teerã. O outro grande tema da Assembleia Geral foi o programa nuclear iraniano e nesta sexta-feira Lavrov surpreendeu ao fazer apenas menção à questão após a exigência de Israel de se estabelecer uma "linha vermelha" para Teerã.

Lavrov pediu para "reforçar a confiança e os princípios coletivos na vida internacional com ênfase em continuar as negociações para soluções de compromisso" diante de crises como a do Oriente Médio, Irã ou Afeganistão. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, exigiu na quinta-feira da ONU colocar um limite preciso às ambições nucleares do Irã, advertindo que o futuro do mundo depende de impedir que a República Islâmica obtenha a bomba atômica.

Segundo Israel, o programa nuclear iraniano já avançou 70% no processo de enriquecimento de urânio necessário para se obter a bomba atômica e no ritmo atual estaria em condições de consegui-la em meados do ano que vem. O Irã respondeu ao discurso do líder israelense prometendo "contra-atacar com toda força" qualquer ataque, depois que o presidente Mahmud Ahmadinejad acusou as potências ocidentais de exercer uma "intimidação" nuclear contra seu país.

Nesta sexta-feira, durante uma conversa telefônica, Obama e Netanyahu "destacaram que estão inteiramente de acordo sobre o objetivo comum de impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear", afirmou a Casa Branca em um comunicado. Os Estados Unidos têm resistido aos apelos para se estabelecer uma data limite à sua advertência, mas os chanceleres das potências mundiais exigiram na quinta-feira ao Irã que dê uma resposta "urgente" às exigências da comunidade internacional sobre seu programa nuclear.

A presidente Dilma Rousseff se declarou contrária, nesta sexta-feira, a uma eventual intervenção militar no Irã, que considerou que seria "uma violação da carta da ONU". "Eu me preocupo de uma forma muito especial com a retórica crescente em prol de uma ação militar unilateral no Irã.

Qualquer iniciativa deste tipo constituiria uma violação da carta da ONU, com graves consequências para o Oriente Médio", disse Dilma na presença do premier britânico, David Cameron, após reunião bilateral em Brasília. O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, conclamou o Irã a "parar de ganhar tempo", reafirmando à Assembleia Geral da ONU que a comunidade internacional quer "uma solução política e diplomática".

Naval Brasil

Mercado histórico é incendiado durante conflito em Aleppo

Na Cidade Velha de Aleppo, lojas foram queimadas durante combate entre rebeldes e as forças sírias

Centenas de lojas foram queimadas neste sábado no mercado da Cidade Velha de Aleppo, enquanto combates entre rebeldes e as forças sírias na maior cidade do país ameaçavam destruir um patrimônio histórico da humanidade. A revolta popular que se tornou guerra civil agora se espalhou por toda a Síria e já causou a morte de mais de 30 mil pessoas, de acordo com grupos ativistas, como o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Além do grande custo humano, muitos dos tesouros históricos da Síria também são vítimas do conflito, que já dura 18 meses e reduziu grandes porções de algumas cidades a ruínas. Rebeldes que lutam para derrubar o presidente Bashar al-Assad anunciaram na quinta-feira uma nova ofensiva em Aleppo, centro comercial do país e casa de 2,5 milhões de pessoas, mas nenhum dos lados parece ter conseguido grandes progressos.

Em Aleppo, ativistas falando pelo Skype disseram que atiradores do Exército estão dificultando a aproximação ao Souk al-Madina, o mercado medieval com estreitos corredores de pedra e fechadas talhadas a madeira que já foi uma grande atração turística do país. Vídeos postados no YouTube mostraram nuvens pretas de fumaça sobre o céu da cidade.

Ativistas dizem que o incêndio pode ter começado pelos pesados bombardeios e tiroteios da sexta-feira, e que entre 700 a mil lojas foram destruídas até agora. Os números são difíceis de serem verificados, porque o governo restringe o acesso da imprensa estrangeira ao país.

A Cidade Velha de Aleppo é uma das várias localidades na Síria declaradas como patrimônio da humanidade pela Unesco, a agência Cultural da ONU (Organização das Nações Unidas), que estão correndo risco devido aos conflitos. A Unesco acredita que cinco dos seis patrimônios da humanidade na Síria - incluindo a antiga cidade desértica de Palmyra, a fortaleza das cruzadas Krak des Chevaliers e partes da cidade antiga de Damasco - foram afetados.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que tem sede na Grã-Bretanha e possui uma rede de ativistas em toda a Síria, afirmou que as forças de Assad e rebeldes culpam uns aos outros pelo incêndio.

Terra

sábado, 29 de setembro de 2012

Pepe Escobar: “Por que o Qatar quer invadir a Síria”

Que ninguém se engane (Make no mistake, como diria o presidente Barack Obama): o Emir do Qatar entrou na dança.

Hamad bin Khalifa al-Thani

Que aparição, na Assembleia Geral da ONU em New York! O Xeique Hamad bin Khalifa al-Thani convocou uma coalizão de vontades árabes, nada mais nada menos, para invadir a Síria. [1]

Nas palavras o Emir, “Melhor para os países árabes que eles mesmos interfiram, cumprindo seus deveres nacionais, humanitários, políticos e militares e façam o que tem de ser feito para parar o banho de sangue na Síria”. Destacou que os países árabes têm um “dever militar” de invadir.

“Países árabes” significa, nessa frase, as petromonarquias do Clube Contrarrevolucionário do Golfo (CCG), antes chamado Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – com ajuda implícita da Turquia, com a qual o CCG tem um amplo acordo estratégico.

Não há botequim no Oriente Médio em que todos não saibam que Doha, Riad e Ankara estão armando/ financiando/ abastecendo com ajuda logística as várias tendências da oposição armada na Síria que obram pela mudança de regime.

O Emir até citou um “precedente similar” dessa invasão, quando “forças árabes intervieram no Líbano” nos anos 1970s. Já que ele tocou no assunto: durante boa parte daqueles anos 1970s, o próprio Emir vivia engajado em intervenções mais mundanas, como deixar crescer os cabelos, ombro a ombro com outros membros da realeza golfista em seletos destinos à moda do Club Med, como mostra a foto abaixo (o Emir é o da esquerda [2]).
O Emir, pois, está pregando uma versão árabe da doutrina da R2P (“responsabilidade de proteger”) proposta anteriormente pela Três Graças da Intervenção Humanitária (Hillary Clinton, Susan Rice e Samantha Power)?

É mensagem que com certeza já chegara a Washington – para nem falar de Ankara e mesmo a Paris, dado que o presidente francês François Hollande acaba de pedir que a ONU dê proteção a “zonas libertadas” na Síria.

Quanto ao precedente libanês que o Emir lembra, não é coisa que se recomende, para dizer o mínimo. A chamada Força Árabe de Contenção, de 20 mil soldados, que entrou no Líbano para tentar conter a guerra civil, lá ficou por nada menos de sete anos, convertida em força militar da ocupação síria no norte do Líbano, de onde só saiu oficialmente em 1982, com a guerra civil ainda rugindo solta.

Imaginem cenário semelhante na Síria – super bombado.

“Sujeito muito influente”

Quanto ao ardor humanitário do Emir – além de democrático –, ajuda saber o que pensa dele o presidente Barack Obama. [3] Obama – para quem o Emir é “sujeito muito influente” – parece sugerir nessa fala que, embora “pessoalmente, não esteja reformando muito” e “não se vê grande movimento na direção da democracia no Qatar”, só porque a renda per capita do emirado é gigantesca... Nenhum movimento pró-democracia seria, assim, digamos, muito urgente. OK. Nada sugere, mesmo, que o Emir esteja muito interessado em fazer da Síria uma Escandinávia.

Assim, afinal, se abre o caminho que leva a um motivo do qual ninguém nunca consegue escapar – ligado a, e a o que mais seria? – o Oleogasodutostão.

Vijay Prashad

Vijay Prashad, autor do recente Arab Spring, Libya Winter, está preparando uma série sobre o Grupo de Contato Sírio, para Asia Times Online. Vijay recebeu um telefonema de um especialista em energia, que lhe disse que investigasse urgentemente “a ambição do Qatar de levar seus oleodutos até a Europa”. Segundo essa fonte, “a rota proposta passaria pelo Iraque e Turquia. O país de passagem antes cogitado está dando problemas. Mais fácil seguir para o norte (o Qatar prometera gás gratuito à Jordânia)”.

Mesmo antes de Prashad terminar sua pesquisa, já está claro o plano do Qatar: matar o óleogasoduto de US$10 bilhões Irã-Iraque-Síria, negócio firmado apesar de o levante sírio já estar em andamento. [4]

Aqui se vê o Qatar concorrendo diretamente contra, ao mesmo tempo o Irã (como produtor) e a Síria (como destino) e também, em menor extensão, contra o Iraque (como país de passagem). Bom lembrar que Teerã e Bagdá são figadalmente contra mudança de regime em Damasco.

O gás viria da mesma base geográfica/geológica – de Pars Sul, o maior campo de gás do mundo, partilhado por Irã e Qatar. O gasoduto Irã-Iraque-Síria – se algum dia for construído – solidificaria um eixo predominantemente xiita, costurado por um cordão umbelical econômico, de aço.

O Qatar, por sua vez, construiria seu gasoduto por uma via “sem Crescente Xiita”, com a Jordânia como destino; as exportações partiriam do Golfo de Aqaba para o Golfo de Suez e dali para o Mediterrâneo. Seria o Plano B ideal, com as negociações com Bagdá tornando-se cada vez mais complicadas (além do que, a rota que atravessa Iraque e Turquia é muito mais longa).

Washington – e os consumidores europeus – muito apreciariam um gambito crucial no Oleogasodutostão que passasse a perna no Gasoduto Islâmico.
Oleogasodutostão na Eurasia

Claro que, com mudança de regime na Síria – ajudada pela invasão que o Emir do Qatar propôs – as coisas ficariam muito mais fáceis em termos de Oleogasodutostão. Um regime pós-Assad, em mãos muito muito provavelmente da Fraternidade Muçulmana, seria muito, muito bem-vindo ao oleogasoduto qatari. E uma extensão para a Turquia seria ainda mais fácil.

Ankara e Washington venceriam. Ankara, porque o objetivo estratégico da Turquia é converter-se em principal entroncamento da passagem de energia do Oriente Médio/Europa Central, para a Europa (e o Oleogasoduto Islâmico deixa de fora a Turquia). Washington, porque toda sua estratégia energética no sudoeste da Ásia desde o governo Clinton sempre foi passar a perna, contornar, isolar e ferir de morte o Irã, servindo-se para isso de qualquer meio necessário. [5]

O periclitante trono hashemita

Tudo isso aponta para a Jordânia como peão essencial no audacioso jogo geopolítico/energético do Qatar. A Jordânia foi convidada a integrar o CCG – embora não fique exatamente no Golfo Persa (mas não importa. O que importa é que é monarquia).

No momento, a monarquia hashemita jordaniana periclita, o que é subavaliação de proporções transcendentais.

Há fluxo ininterrupto de refugiados sírios. Que se somam aos refugiados palestinos chegados em ondas durante as fases cruciais da guerra árabes-Israel, em 1948, 1967 e 1973. Acrescente-se a isso um sólido contingente de jihadistas-salafistas que lutam contra Damasco. Há poucos dias, foi preso Abu Usseid. Sobrinho de ninguém menos que Abu Musab al-Zarqawi, ex-líder da al-Qaeda no Iraque, morto em 2006. Usseid estava a um passo de cruzar o deserto, da Jordânia para a Síria.

Reizinho "Playstation"

Amã enfrenta protestos desde janeiro de 2011 – iniciados antes de a Primavera Árabe alastrar-se. O rei Abdullah, também conhecido como Reizinho Playstation, e a fotogênica queridinha de Washington/Hollywood rainha Rania, não têm sido poupados.

A Fraternidade Muçulmana na Jordânia não é o único ator na onda de protestos: sindicatos e movimentos sociais também são ativos. Muitos manifestantes são jordanianos – e, historicamente, sempre controlaram os altos postos da burocracia do estado. Mas o neoliberalismo bateu duro ali; a Jordânia viveu processo selvagem de privatizações nos anos 1990s. O reino empobrecido depende hoje do Fundo Monetário Internacional e de doações extras que recebe dos EUA, do CCG e até da União Europeia.

O parlamento é piada – dominado pelas afiliações tribais e devoto da monarquia. Reformas, nem cosméticas. Um primeiro-ministro foi trocado em abril e praticamente ninguém nem viu. Monarquia árabe clássica, o regime combate as reivindicações, com mais repressão.

Nesse pandemônio, entra em cena o Qatar. Doha quer que o Rei Playstation acolha o Hamás. Foi o Qatar que promoveu o encontro, em janeiro, entre o rei e o líder do Hamás, Khaled Meshaal – expulso da Jordânia em 1999. A reunião fez os jordanianos nativos temerem que o reino fosse inundado por nova onda de refugiados palestinos.

A mídia árabe – quase toda ela controlada pela Casa de Saud – está sendo inundada, isso sim, por matérias e editoriais que pregam que, depois de a Fraternidade Muçulmana subir ao poder na Síria, chegará a vez da Jordânia. Mas o Qatar está dando tempo ao tempo. A Fraternidade Muçulmana quer a Jordânia convertida em monarquia constitucional; assim, os Irmãos chegarão ao poder na sequência de uma reforma eleitoral contra a qual o rei Abdullah luta há anos.

Hoje, a Fraternidade Muçulmana já conta até com o apoio das tribos beduínas, cuja tradicional submissão ao trono hashemita nunca foi mais periclitante. O regime ignorou os protestos por tempo demais; agora, paga o preço. A Fraternidade Muçulmana já convocou manifestação de massa contra o rei, para o próximo dia 10/10. O trono hashemita cairá, mais cedo ou mais tarde.

Ainda não se sabe como Obama reagirá – além de continuar a rezar para que nada de substancial aconteça até 6/11. Quanto ao Emir do Qatar, tem todo o tempo do mundo. Quanto mais regimes caiam (no colo da Fraternidade Muçulmana), tantos mais oleogasodutos se constroem.

Redecastorphoto

Pepe Escobar: “EUA - a mágica terrorcrática”

Pepe Escobar

A guerra ao terror inventada pelo governo Bush é como um maná que não para de cair do céu – por vias não exatamente muito misteriosas.

Na mesma semana da Assembleia Geral da ONU – em que competiam discursadores como o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad e o primeiro-ministro de Israel Bibi Netanyahu – o governo dos EUA tira da lista dos grupos terroristas o grupo anti-Irã, com base no Iraque, conhecido como Mujahideen-e-Khalq (MEK).

Jamal Abdi

Jamal Abdi, diretor de política do Conselho Nacional Americano Iraniano [orig. National Iranian American Council (NIAC)] não precisou de muitas palavras para explicar do que se trata:

A decisão abre o caminho para que o Congresso aprove envio de dinheiro ao MEK para promover novos ataques terroristas no Irã e tornar muito mais provável a guerra contra o Irã. Além disso, a decisão agride diretamente o movimento pacífico pró-democracia no Irã e destrói alguma boa imagem dos EUA que ainda haja entre os iranianos comuns. [1]

Segundo o jornal iraniano pró-democracia Kaleme – dirigido pelo Movimento Verde – “não há organização, nem partido, nem culto mais infame que o MEK, na opinião pública da nação iraniana”. Indiscutível. Milhões de iranianos desprezam grupos de fanáticos armados, do tipo MEK, especialmente porque foram aliados de Saddam Hussein durante a guerra Irã-Iraque, de 1980 a 1988.
O Mujahideen-e-Khalq foi definitivamente removido da lista de “organizações terroristas” pelos EUA esta semana

Durante a guerra, a ideia fixa e obsessiva dos MEK era destruir o Supremo Líder Aiatolá Khomeini. Nunca chegaram nem perto de ter alguma chance, porque não passavam de exército de fanáticos maltrapilhos reunido no Iraque, que lançou ofensiva patética em território do Irã, em 1988.

Depois do cessar-fogo Teerã-Bagdá, negociado pela ONU em 1988, o MEK continuou ativo no Iraque de Saddam durante os anos 1990s – já então dedicado a atacar os curdos iraquianos. Foi quando o governo Clinton incluiu o grupo na lista de “terroristas” – responsável pelo assassinato de cidadãos norte-americanos no Irã, antes da Revolução Islâmica.

Unha e carne com o pessoal do Mossad 

Uma das principais razões para a recente “promoção” é que o MEK parece ter concordado em deixar sua base no Iraque em Camp Ashraf [2] e está de mudança para um novo campo construído pelos EUA próximo a Bagdá.
Camp Ashraf (Iraque) - Vista aérea

Apesar da catarata de desmentidos e negativas, todos os botequins em todo o Oriente Médio sabem que os terroristas do MEK são treinados – e pagos – por Washington e Telavive, o que inclui treinamento em território dos EUA.

Porque o MEK e seu autodefinido “setor político” – Conselho Nacional de Resistência do Irã [orig. National Council of Resistance of Iran (NCRI) – são fontes conhecidas (extremamente pouco fidedignas) de informação de inteligência, para os EUA, sobre o programa nuclear iraniano.

Dana Rohrabacher

Em fevereiro, a rede de televisão NBC News admitiu que “atentados mortais contra cientistas nucleares iranianos” eram executados por membros do MEK, “financiados, treinados e armados pelo serviço secreto de Israel”. Muito previsivelmente, a rede NBC atentamente não investigou qualquer conexão com os EUA.

Também muito previsivelmente, o Congresso dos EUA – cuja popularidade está em níveis muito baixos – irrompeu em manifestações de alegria e felicidade e saudou a decisão do Departamento de Estado, com especial destaque para os suspeitos de sempre como Dana Rohrabacher (Republicano da California), Ileana Ros-Lehtinen (Republicana da Florida e presidente da Comissão de Relações Internacionais da Câmara de Deputados) e Ted Poe (Republicano do Texas). Todos esses saudaram o MEK como “organização democrática”.

Ileana Ros-Lehtinen

Quer dizer... Como se consegue ser promovido, de terrorista, a democrata? Essa é fácil. Basta contratar a melhor equipe de lobbying que o dinheiro possa comprar e investir pesado em “Relações Públicas” eficazes.

No caso dos ex-terroristas e atuais democratas do MEK, foi serviço de três grandes firmas de lobbying de Washington: DLA Piper; Akin Gump Strauss Hauer & Feld; e DiGenova & Toensing. As três embolsaram cerca de 1,5 milhão de dólares, ano passado, para “democratizar” os MEK a qualquer custo.

Mais uma vez se comprova que esse é o meio certo e provado para enterrar história sangrenta de atentados à bomba e assassinatos que mataram, não só empresários norte-americanos e cientistas iranianos mas, também, milhares de civis iranianos jamais contabilizados.

Ted Poe

Nada como o toque cool de um especialista em Relações Públicas – PR, em inglês, por favor, sempre – para reformatar um bando de doidos assassinos e reapresentá-los como leais aliados dos EUA na luta contra o regime de Teerã “do mal”. Deputados, senadores e os proverbiais exércitos de “ex-ministros” e ex-altos funcionários de ex-governos – onipresentes na mídia – são os puxa-sacos e mercenários que se prestam a esse tipo de serviço.

Como é que a al-Qaeda nunca pensou nisso?!

O modo “terrorcrático” de governar

O dinheiro do MEK – doações da diáspora iraniana canalizado por uma rede do organizações de fachada na Florida, no Texas, no Colorado e na California – comprou um gordo portfólio bipartidário.

Lá estão todos, do ex-prefeito de New York e eterno relembrador do 11/9, Rudy Giuliani, ao jornalista Carl Bernstein; no mínimo, dois ex-diretores da CIA; o ex-governador da Pennsylvania, Ed Rendell; o ex-chefe da OTAN, Wesley Clark; o ex-governador do Novo México, Bill Richardson; e o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, general Hugh Shelton.

Está provado, por exemplo, que Shelton, o ex-diretor do FBI, Louis Freeh e o ex-procurador-geral dos EUA, Michael Mukasey (que examinava casos de terrorismo), dentre outros, comprovadamente receberam dinheiro. Os jornais já publicaram o que se pode aceitar como satisfatória lista dos que se uniram ao bando. [3]

Maryam Rajavi

Em junho, o ex-candidato Republicano à presidência Newt Gingrich foi a Paris para participar de um evento pro-MEK ao lado da co-líder do “movimento”, Maryam Rajavi.

O Departamento do Tesouro iniciou investigação [4] de “contribuições para financiar palestrantes” – algumas contribuições chegam a $40 mil – recolhidas em nome do MEK. Mas nada garante que essa investigação progrida. Em casos que envolviam o Hamás e o Hezbollah, gente foi para a cadeia por oferecer apoio financeiro indireto a essas organizações. Mas, ora... Essas organizações não foram promovidas ao status de “democráticas” nos EUA.

E há o ângulo Clinton, mais estranho a cada minuto.

O MEK foi incluído na lista das organizações terroristas no governo Clinton, porque Bill Clinton tentava seduzir o ex-presidente do Irã, Muhammad Khatami. Agora, como secretária de estado, Hillary Clinton divulgou informação secreta [5] sobre o MEK ao Congresso a qual, certamente, envolve a identidade de cientistas nucleares iranianos.

Assim, de fantoche de Saddam, o MEK finalmente conseguiu ser promovido a fantoche da CIA e do Mossad. Esperem, doravante, a torrente de “funcionários do governo dos EUA que pediram para não ser identificados” de sempre, a repetir que a promoção não implica que o governo dos EUA tenha passado a apoiar oficialmente os doidos do MEK. Teremos mais um caso de “liderar pela retaguarda”.

Desnecessário dizer que a coisa também opera como golpe de “PR” de valor inestimável a favor da ditadura do mulariato em Teerã – que não poupará ninguém, na operação para provar que Washington amasiou-se com grupo de terroristas conhecidos, que até a inteligência dos EUA já admitiu que agiu como facilitador no assassinato à moda Mossad de cientistas iranianos.

Grupos terroristas do mundo, uni-vos. Nada tendes a perder além da proibição de subir no elevador de uma das empresas-ás de PR de Washington. É mais que hora de reposicionarem as respectivas marcas: todos têm idêntico direito ao título de “organizações terrorcráticas”.

Redecastorphoto

Adolescente é morto pela polícia durante protesto no Bahrein

Amigos de adolescente morto no Bahrein choram pela vítima em seu funeral

Hussam al Haddad é o segundo menor morto durante uma manifestação nos dois últimos meses

Um adolescente de 17 anos morreu neste sábado (29/09) no Bahrein após ser baleado pela polícia durante um protesto contra o governo.

Ali Hassan Namah faleceu na aldeia de Sadad por conta de tiros disparados a queima-roupa pela polícia. A morte de Namah é a segunda de um menor em uma manifestação nos dois últimos meses. Em 16 de agosto, Hussam al Haddad, de 16 anos, foi morto pela polícia quando, segundo as autoridades, participava de um "ataque terrorista" contra um veículo.

O Ministério do Interior disse em comunicado que o incidente aconteceu depois que um carro da polícia foi alvo de um "ataque terrorista" com coquetéis molotov. O órgão argumenta que os agentes responderam "de acordo com a lei".

"Um dos participantes deste ato terrorista ficou ferido e posteriormente declarado morto no mesmo lugar", disse o Ministério.

No entanto, familiares e testemunhas desmentiram esta versão em declarações à Agência Efe. Eles asseguraram que a polícia realizou uma emboscada contra os manifestantes.

"Estávamos protestando e ele estava na frente", disse um membro das manifestações que pediu para não ser identificado.

"Quando chegamos na estrada principal, um policial que estava escondido abriu fogo a queima-roupa, e quando Namah caiu, o agente pôs seu pé sobre o corpo e lançou gás lacrimogêneo para se assegurar que ninguém chegasse perto dele", acrescentou.

Forças de segurança isolaram o local onde o jovem foi morto. Houve enfrentamentos entre familiares do adolescente e a polícia, que utilizou gases e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes e jornalistas presentes.

A morte do rapaz ocorreu horas depois de o Bahrein ser eleito representante da Ásia no comitê consultivo do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Segundo a oposição, já morreram no Bahrein 114 pessoas desde que começaram os protestos contra o regime, em fevereiro de 2011. Este pequeno reino de maioria xiita é cenário desde então de contínuos protestos populares em favor de reformas políticas. Essas manifestações foram reprimidas pela força pela monarquia sunita governante.

Opera Mundi

Ministro da Defesa do Irã acusa Israel de possuir armas nucleares

Para Ahmad Vahidi, foi israel que "cruzou a linha vermelha", em referência ao discurso de Netanyahu na ONU

O ministro da Defesa do Irã, o general Amad Vahidi, declarou neste sábado (29/09) que Israel, país o qual acusa de possuir "possui dezenas de ogivas nucleares", foi quem "cruzou a linha vermelha". A declaração foi uma resposta ao discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que exigiu, durante a semana, durante seu pronunciamento à Assembleia-Geral da ONU, que a comunidade internacional estabeleça uma "linha vermelha" para o enriquecimento de urânio de Teerã, que faz parte do programa nuclear do país persa. As informações são da agência de notícias France Presse.

"Se possuir a arma nuclear significa cruzar a linha vermelha, o regime sionista, que possui dezenas de ogivas nucleares e armas de destruição em massa, cruzou há vários anos a linha vermelha, e temos que detê-lo", declarou Vahidi.

"Quem é mais perigoso, o regime de ocupação e agressor sionista, que possui armas nucleares, ou o Irã, que não tem armas nucleares e que é o país que mais insiste no desarmamento nuclear, e busca unicamente dominar a energia nuclear com fins pacíficos dentro das regras internacionais?", questionou o ministro.

O iraniano acrescentou que os Estados Unidos e os países ocidentais deveriam romper suas relações com Israel e impor sanções "até a destruição total das armas de destruição em massa deste regime".

Israel nunca confirmou ter armas nucleares, contudo, os especialistas acreditam que o país conta com ao menos 200 ogivas.

Amigos

Nesta sexta-feira, Netanyahu manteve conversas telefônicas com o candidato republicano à Presidência dios EUA, Mitt Romney. Os dois são ex-colegas de faculdade e amigos pessoais, horas depois do premiê ter conversado com seu adversário, o presidente Barack Obama. O tema foi o programa nuclear iraniano, e Romney declarou apoio incondicional. "Nós temos o mesmo interesse em garantir que o Irã não desenvolva capacidade nuclear que ameace a existência de Israel ou que provoque a devastação de outros países", afirmou Romney aos jornalistas, ao comentar sobre a conversa.

Opera Mundi

EUA acusam governo sírio de estar a relocalizar arsenais químicos

O governo sírio deslocou as suas armas químicas para novos locais de forma a garantir que não caiam nas mãos de rebeldes, garantiu Leon Panetta, secretário da Defesa dos EUA, durante uma conferência no Pentágono.

"Temos informações em relação a alguns arsenais de que se registaram movimentos para os sírios protegerem melhor... as armas químicas", afirmou o responsável americano pela Defesa. Panetta reconheceu que os maiores arsenais químicos sírios não foram relocalizados.

A informação foi dada pelo secretario da Defesa dos Estados Unidos durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo canadiano, Peter McKay.

Gás mostarda e gás sarin

Damasco admite possuir grandes arsenais de armas químicas e os serviços de informação internacionais acreditam que o governo sírio possui gás mostarda e gás sarin. Ambos podem ser espalhados através de aviões, de mísseis e de granadas de morteiro.

A Síria não subscreveu a Convenção de Armas Químicas e o Presidente norte-americano Barack Obama já advertiu Damasco de que, se estas armas forem usadas na corrente guerra contra os rebeldes, o governo sírio será responsabilizado.

Nos últimos 18 meses o poder do Presidente Bashar al-Assad, um alauíta, tem estado a ser desafiado por milhares de rebeldes sírios, sunitas e apoiados por estrangeiros. Os combates já fizeram mais de 30.000 mortos, na maioria civis.

Não há sinais de que Damasco tenha usado armas químicas contra os seus opositores, apesar de as possuir. Uma das preocupação internacionais é a de que estes arsenais de armas químicas caiam nas mãos de milícias rebeldes e estas as utilizem em combate, iniciando uma nova fase da guerra.

Fantasma iraquiano

As palavras de Leon Panetta ecoam as acusações feitas pelo governo norte-americano contra o Presidente iraquiano Saddam Hussein, na véspera da invasão do Iraque.

Saddam sempre negou que o Iraque possuía armas químicas e os arsenais mencionados pelos serviços de informação ocidentais nunca foram encontrados.

Um dos ministros de Saddam Husseim (e seu primo em primeiro grau), Ali Hassam al-Majid, responsável pela Defesa, Interior e serviços de informação, foi acusado de ter usado armas químicas para dizimar populações curdas no norte do Iraque em 1988.

Nestes ataques pelo menos 180 mil curdos morreram e mais de 1,5 milhão de pessoas foram desalojadas. O genocídio chocou o mundo e desde então Ali Hassam al-Majid foi conhecido como "Ali o Químico".

Em junho de 2007, Ali foi condenado à morte por enforcamento pelo Supremo Tribunal Criminal Iraquiano, por crimes contra a humanidade. A sentença foi executada a 25 de janeiro de 2010.

RTP

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Presidente paraguaio culpa vizinhos por dificuldades do país

Franco disse que Brasil, Argentina e Uruguai quiseram aparecer como "professores da democracia"

Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta quinta-feira (27/09), o presidente do Paraguai, Federico Franco, disse que seu país está em dificuldades por culpa de seus vizinhos, que o suspenderam do Mercosul e da Unasul (União das Nações Sul-Americanas).

Franco voltou a criticar a reação dos dois blocos à deposição do presidente Fernando Lugo, no final de junho, e disse que as sanções foram adotadas “sem direito à defesa”.

Brasil, Argentina e Uruguai foram os mais atacados pelo presidente paraguaio. “Esses países pretenderam aparecer como professores da democracia, deixando de lado o princípio da não-intervenção.”

 Desde que assumiu a Presidência, Franco tem usado um tom fortemente nacionalista com críticas aos vizinhos. Poucos dias antes de ir para Nova York, porém, recuou e disse que o Mercosul era prioridade(http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24451/presidente+do+paraguai+recua+e+diz+que+mercosul+e+prioridade.shtml).

No início de seu discurso de hoje, o mandatário lembrou do massacre de Curuguaty, no qual morreram 17 pessoas e é considerado o fator que deu início ao julgamento político contra Lugo. Relatório preliminar da Missão Internacional de Solidariedade e Direitos Humanos, no entanto, inocentou o ex-presidente e responsabilizou a polícia pelo confronto com camponeses(http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24297/relatorio+indica+que+policia+paraguaia+provocou+massacre+anterior+a+queda+de+lugo+.shtml).

“Desde então governo com paz, democracia e plenas liberdades políticas. O Paraguai não tem exilados, presos políticos e goza de plena liberdade de imprensa”, afirmou Franco.

Por fim, o presidente paraguaio garantiu que fará o que for necessário para que as eleições que definirão seu sucessor, em abril de 2013, sejam pacíficas e transparentes, exigências de Mercosul e Unasul para o fim da suspensão ao país. “Quando o próximo presidente assumir, poderá ratificar a força e a plenitude de nossa democracia.”

Opera Mundi

Presidente iraniano acusa Ocidente de ‘intimidação’ nuclear

O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, acusou nesta quarta-feira as potências ocidentais de exercerem uma intimidação nuclear contra seu país, em seu discurso ante a Assembleia Geral das Nações Unidas, um dia depois de os Estados Unidos terem afirmado que não permitirão que Teerã desenvolva uma arma nuclear.

Os delegados americanos e israelenses boicotaram o oitavo e último discurso de Ahmadinejad na ONU, que, apesar de ter um marcado tom filosófico e teológico, não ficou isento de ataques contra aqueles que o dirigente iraniano considera seus inimigos.

“A corrida armamentista e a intimidação pelas armas de destruição em massa por parte dos poderes hegemônicos prevalecem”, afirmou Ahmadinejad, em referência às ameaças de um ataque israelense contra as instalações nucleares de seu país.

“A ameaça persistente dos sionistas incivilizados de recorrer a uma ação militar contra nossa grande nação é um claro exemplo desta amarga realidade”, acrescentou, sem, no entanto, fazer declarações explosivas em relação a Israel.

O Irã enfrenta uma crescente pressão internacional sobre seu programa nuclear, que as potências ocidentais asseguram ter objetivos militares. Teerã, no entanto, nega com veemência essa possibilidade e denuncia um possível ataque de Israel contra suas instalações nucleares.

Na véspera, o presidente americano, Barack Obama, prometeu em seu discurso aos líderes mundiais reunidos na ONU que seu país fará tudo que for necessário para impedir que o Irã se dote de armas nucleares.

Os chanceleres de Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha se reunião na quinta-feira, à margem da Assembleia, para tentar relançar o diálogo com Teerã.

A China reiterou nesta quarta sua oposição a adoção de novas sanções contra o Irã.

Durante sua estada em Nova York, Ahmadinejad – que no passado defendeu o fim do Estado de Israel e colocou em dúvida o Holocausto nazista – reduziu suas críticas a Israel, nome que, inclusive, evita pronunciar, referindo-se ao país como “falso regime”.

Os Estados Unidos decidiram boicotar o discurso do líder iraniano devido a esses ataques, segundo Erin Pelton, porta-voz da missão americana na ONU.

Os diplomatas israelenses também abandonaram o plenário, mas os delegados britânicos, franceses e alemães disseram que não fariam mesma coisa porque não acharam as declarações tão polêmicas.

Nos arredores da sede da ONU, manifestantes protestaram contra Ahmadinejad enquanto ele discursava.

Síria também presente nos debates

O outro tema que ocupou os debates desta quarta na 67ª Assembleia Geral foi a guerra civil na Síria que, em 18 meses, deixou mais de 30 mil mortos, segundo os militantes.

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião ao final do dia para tratar da Primavera Árabe, e a Síria deverá novamente ser o centro das discussões.

Na véspera, ao inaugurar a Assembleia Geral, o secretário-geral Ban Ki-moon classificou a situação na Síria de “uma calamidade regional com ramificações globais”.

Ban pediu uma ação do Conselho de Segurança para pôr fim à violência.

“É uma ameaça grave e crescente à paz e à segurança internacional, que exige a atenção do Conselho de Segurança”, enfatizou, pedindo que este órgão “apoie de maneira sólida e concreta os esforços” do enviado da ONU e da Liga Árabe à Síria, Lakhdar Brahimi.

O caso sírio está bloqueado no Conselho de Segurança devido à oposição de China e Rússia à aplicação de sanções contra Damasco. Esses países, aliados de Damasco, bloquearam resoluções neste sentido em três ocasiões.

“Devemos deter a violência e o fluxo de armas para os dois lados e por em andamento tão logo seja possível uma transição liderada por sírios”, continuou Ban.

Barack Obama não usou meias palavras em seu discurso para dizer que a solução para a Síria é a saída de Assad do poder.

“O futuro não deve pertencer a um ditador que massacra seu povo”, afirmou Obama, referindo-se ao líder sírio. “Aqui, reunidos, voltamos a declarar que o regime de Bashar Al-Assad deve chegar ao fim para que se detenha o sofrimento do povo sírio”.

Obama fez um apelo à comunidade internacional para que atue para pôr fim à sangrenta guerra civil.

“Este é o caminho pelo qual trabalhamos: sanções e consequências para aqueles que perseguem; assistência e apoio para aqueles que trabalham pelo bem comum”, acrescentou.

Forças Terrestres

Quantos civis seriam mortos em um ataque a instalações nucleares do Irã?

Iranianas irmãs gêmeas sentar na frente de adoradores do espectáculo 'Id al-Fitr orações para marcar o fim do mês sagrado do Ramadã, no bairro Vila Olímpica do oeste de Teerã, em 19 de agosto de 2012


Para os iranianos nos dias de hoje, a vida sob sanções econômicas é um crescendo de dificuldades.Com a moeda iraniana embaixo de sempre face ao dólar, a escassez de medicamentos essenciais e preços quadruplicando de produtos básicos como xampu e pão, uma sensação de crise permeia vida diária. Agora iranianos estão a se preocupar com mais uma coisa: a morte iminente de um ataque americano ou israelense militar.

Com a conversa de um ataque cada vez mais febril a cada dia, o clima no Irã é instável como nunca antes. Em seu medo e preocupação, os iranianos dizem que se sentem sozinhos, preso entre um governo desafiante que se apega às suas ambições nucleares e um mundo tão unattuned ao seu sofrimento que as consequências fatais de uma ação sobre o povo iraniano tem sido até agora totalmente ausente do debate. "Estamos perto de reviver os dias da guerra Irã-Iraque , em breve vamos ter de esperar na linha para bens de consumo diário ", diz um de 60 anos de idade, a matrona de classe média de Teerã. "As coisas estão ficando pior a cada dia", diz um 57-year-old iraniano acadêmica prepara para emigrar para a América do Norte. "É melhor sair agora, enquanto ainda é possível."

Enquanto os iranianos estão cada vez mais inquietos de um ataque iminente, eles permanecem praticamente desconhecendo o quão devastador o impacto humano poderia ser. Mesmo greve um conservador em um punhado de instalações nucleares do Irã, um recente relatório prevê, poderia matar ou ferir de 5.000 a 80.000 pessoas. Gamble Nuclear O aiatolá, um relatório escrito por um cientista iraniano-americano com experiência em gestão de energia nuclear resíduos industriais, notas que uma série de sites do Irã estão localizadas diretamente no topo ou perto de grandes centros civis. Um site fundamental que quase certamente seria alvo de uma campanha de bombardeio, a instalação de conversão de urânio-em Isfahan, abriga 371 toneladas de hexafluoreto de urânio e está localizado na porta da cidade; plumas tóxicos liberados a partir de uma greve chegaria ao centro da cidade em um horas, matando até 70 mil e expondo mais de 300.000 a precipitação radioativa.Essas plumas iria "destruir os seus pulmões, cega-os, severamente queimar sua pele e danificar os tecidos e outros órgãos vitais." Previsões do relatório de toxicidade a longo prazo e as fatalidades são igualmente violentas. “The numbers are alarming,” says Khosrow Semnani, the report's author, “we're talking about a catastrophe in the same class as Bhopal and Chernobyl.” "Os números são alarmantes", diz Khosrow Semnani, o autor do relatório, "estamos falando de uma catástrofe na mesma classe como Bhopal e Chernobyl."

Além dos inicialmente morto em um ataque em potencial, falta o governo iraniano de prontidão para lidar com larga escala de exposição à radiação pode aumentar exponencialmente o número de mortos, Semnani diz. Seu estudo, publicado pela Universidade de Hinckley Utah do Instituto de Política e da organização não-governamental Omid para o Irã, descreve pobre histórico do Irã de resposta de emergência e observa que suas mortes de civis em caso de catástrofes naturais, como terremotos foram muito maiores do que as sofridas em desastres similares em países mais bem preparados como a Turquia. Com praticamente nenhuma capacidade clínica ou infra-estrutura médica para lidar com larga escala precipitação radioativa, ou sistemas de alerta precoce no lugar de limitar a exposição, o Irã seria rapidamente dominado pelas consequências de um ataque. Despreparo lamentável do governo permanece desconhecido para a maioria dos iranianos."Esta questão é um redline, o [iraniano] mídia não pode chegar perto dela", diz Jamshid Barzegar, analista sênior da BBC persa. "Para falar sobre isso seria considerado um enfraquecimento da atitude das pessoas. ” O governo só fala de táticas e de resistência, como o Irã será ileso de um ataque. "

Mas se o rescaldo de uma guerra permanece obscura para a maioria dos iranianos, sua antecipação de sua inevitabilidade está crescendo. O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Ali Jafari, disse iranianos na semana passada que "todos devemos preparar para a guerra que se avizinha." Seu aviso, o mais obscuro por um alto funcionário, que o Irã e Israel entraria em um "conflito físico", elevou as expectativas de um ataque entre os iranianos, que são normalmente acostumado a demitir tal conversa.When reformist MP Mohammed Reza Tabesh criticized Jafari's remarks in parliament, the hard-line majority shouted him down with cries of “ Allahu Akbar .”. Quando reformista MP Mohammed Reza Tabesh criticou observações Jafari no parlamento, a maioria de linha dura gritou-lo com gritos de "Allahu Akbar". "Quando as pessoas vêem o seu principal comandante militar e funcionários falando da inevitabilidade da guerra, os dissipadores de crença, ", diz Barzegar.

Se as autoridades iranianas, na verdade, acho que Israel está mais perto de lançar um ataque do que tem sido no passado, ou sua retórica prontidão se destina a transmitir sua unflappability próprio, o público iraniano é deixado com uma maior inquietação e informações menos real do que nunca. Estéril especulação da mídia em Israel e os EUA ignora a questão das mortes de civis, retratando um ataque contra o Irã como uma greve pontinho arrumado como aqueles Israel realizou contra o Iraque e a Síria. O Irã, por sua vez, afirma que o número de vítimas pode sustentar será tolerável. "Falcões em ambos os lados, Israel e os Estados Unidos, e do Irã, quer subestimar o nível de baixas", disse Ali Ansari, especialista em Irã da Universidade escocesa de St. Andrews. "Mas ambos os lados são extremamente errado, haverá consequências bastante devastadoras. ” Vai ser uma bagunça. "

UND

Guerra Simulada na Calha do Rio Purus

Rebeldes sírios sofrem para avançar em Aleppo

BEIRUTE, 28 Set (Reuters) - Rebeldes sírios enfrentavam dificuldades nesta sexta-feira para avançar em Aleppo, a maior cidade do país, no segundo dia de uma ofensiva que eles qualificaram como decisiva na revolta contra o regime do presidente Bashar al-Assad.

Além de enfrentarem resistência das forças do governo, os rebeldes precisam combater também militantes curdos locais. Combatentes ouvidos por telefone disseram que há intensos combates em vários bairros de Aleppo, polo comercial do país e cenário de um impasse armado que já dura dois meses.

Equipados com metralhadoras e foguetes caseiros, os combatentes disseram ter a difícil tarefa de combater um inimigo que usa artilharia profissional e caças da Força Aérea.

"Chegamos ao meio (do bairro) de Suleiman al Halibiya e liberamos alguns bairros, então estou otimista. Mas estou preocupado com a nossa organização. Não podemos derrubar o regime. No máximo, acho que podemos avançar algumas das nossas posições", disse um combatente, pedindo anonimato.

Outros rebeldes disseram à Reuters que uma das unidades de combate na cidade está cercada. Outro afirmou que alguns batalhões estão deixando a linha de frente, ou nem apareceram para o combate.

Há dois meses, rebeldes de áreas rurais do norte da Síria chegaram em grande número a Aleppo, mas tiveram de recuar por causa da falta de munição e do poder de fogo superior das forças de Assad.

Aleppo é crucial para o desenrolar do conflito, que em 18 meses já deixou pelo menos 30 mil mortos.

Potências mundiais assistem ao conflito com assombro, mas são incapazes de chegar a um acordo sobre quais medidas poderiam ser adotadas para resolver a crise.

Nenhum dos lados envolvidos parece capaz de impor um golpe decisivo ao inimigo, embora na quarta-feira os rebeldes tenham realizado um atentado a bomba num quartel-general do Exército em Damasco, mostrando a ampliação da sua presença.

Embora os rebeldes não tenham conseguido vitórias expressivas em Aleppo, as forças do governo parecem estar sob intenso ataque em alguns bairros.

A TV estatal disse que "grupos terroristas" tinham disparando morteiros na zona sudeste da cidade, matando três pessoas, inclusive duas crianças, e deixando outros dez feridos.

O ativista Ahmed Abdelrahman disse que os combates atravessaram a noite, e que um avião militar bombardeou prédios perto da localidade de Azaz, a menos de um quilômetro da fronteira com a Turquia.

Reuters

General Dynamics UK anuncia abertura de subsidiária brasileira

A General Dynamics anunciou hoje a abertura de uma subsidiária brasileira, a General Dynamics do Brasil, aproveitando a visita ao Brasil do primeiro-ministro britânico nesta semana, David Cameron, que virá acompanhado por uma delegação de empresários britânicos.

A General Dynamics do Brasil fornecerá recursos aos setores de defesa e segurança brasileiros através de parcerias estratégicas com empresas brasileiras; facilitar a transferência de conhecimento do Reino Unido para o Brasil e trabalhar para desenvolver soluções locais para os seus clientes brasileiros. A GD do Brasil também pretende abrir uma instalação de tecnologia EDGE® no Brasil para apoiar as relações entre as empresas de pequeno e médio porte britânicas e brasileiras e instituições de ensino, e está participando do programa Ciência Sem Fronteiras, no qual estudantes brasileiros terão a oportunidade de visitar universidades britânicas e fazer estágios no país.

David Cameron disse: “A expansão da General Dynamics UK no Brasil é um exemplo perfeito de como uma empresa britânica pode aumentar o seu nível de negócios, atraindo clientes de novos mercados no exterior. Isto ajudará a preservar os empregos domésticos e também oferecer oportunidades às pequenas empresas britânicas que estiverem trabalhando em parceria com a General Dynamics de conseguirem novos contratos, além de servir como um atestado de conhecimento do Reino Unido no que se refere ao setor de defesa e tecnologia ”.

O presidente e diretor administrativo da General Dynamics UK, Dr. Sandy Wilson disse: “A abertura da General Dynamics do Brasil e a nossa intenção de abrir uma instalação EDGE® no Brasil é indício do nosso comprometimento com os nossos clientes brasileiros e com o mercado brasileiro, e facilitará a transferência de conhecimento e capacidade ao Brasil, ao trabalharmos com os nossos parceiros atuais e futuros na região. Nós pretendemos trabalhar aqui com os nossos parceiros brasileiros para fornecer capacidade brasileira”.

Atualmente, o Brasil está em processo de conseguir algumas soluções de defesa e segurança que beneficiem das capacidades do sistema de integração da General Dynamics UK, que variam de um Sistema de Comando e Controle em antecipação à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos, de 20 milhões de libras esterlinas; à principal oportunidade de U$ 4 bilhões, SisGAAZ, que integrará uma rede C4Ipara proteger 8000 quilômetros de litoral, uma zona econômica de exclusão, as plataformas continentais (petróleo bruto e jazias de gás), assim como contribuir com operações de busca e salvamento.

A General Dynamics UK é um dos principais fornecedores mundiais de soluções integradas de segurança, que trabalha com uma gama de requerimentos do governo e infra-estruturas nacionais primordiais, tais como as fronteiras e grandes áreas que necessitam de proteção ao setor civil, incluindo a industria mundial de petróleo e gás. Recentemente, ela entregou o Port Operating System (Sistema Operacional Portuário) ao recente inaugurado Porto de Khalifa nos Emirados Árabes Unidos, tornando-o o mais seguro e avançado porto na região; protegeu as mais novas plataformas de petróleo da BP, no Mar do Norte, Clair Ridge; e forneceu uma infra-estrutura completa de telecomunicações e segurança à maior instalação de transformação de gás em líquido do mundo, a Shell Pearl GTL, no Catar.

Esse conhecimento e essa capacidade serão muito importantes para as crescentes atividades do Brasil de exploração de petróleo e gás. Da mesma forma, as instalações portuárias que serão construídas ou melhoradas nos próximos anos também serão de suma importância, pois irá fornecer capacidades de integração ao país, que beneficiaria de programas como o SisGAAZ.

A General Dynamics é também uma das poucas empresas que sabem como usar essa capacidade de integração para vencer os desafios de segurança e requerimentos dos governos, suas forças de segurança e empresas privadas que querem proteger os seus valiosos bens contra ataque ou invasão, sejam populações, fronteiras, infra-estruturas nacionais ou instalações. Fornecemos sistemas robustos que garantem a continuidade do negócio. A General Dynamics irá facilitar a transferência de conhecimento e tecnologia para o Brasil que foram usados para o controle de fronteiras e vigilância, centros de controle emergenciais e programas críticos de infra-estrutura nacional em outras partes do mundo.

ENDS

A UK EDGE® tem sido um mecanismo bem-sucedido na facilitação da entrada de novas tecnologias e capacidades nos principais programas britânicos, que normalmente não teriam sido incluídos devido à capacidade restrita de investimento de pequenas empresas e universidades em trazer para o mercado novas inovações.

A General Dynamics UK é o principal fornecedor de capacidade de sistemas terrestres do Ministério da Defesa britânico. Ela fornece o Bowman, mundialmente conhecido como um dos principais sistemas de comunicações digitais e reconhecimento de situações; as soluções de vigilância de perímetro nas bases do exército britânico, que ajudaram a salvar a vida de vários soldados em operações complexas; e o programa Specialist Vehicle (Veículo Especializado), a próxima geração de tanques de combate de peso médio do exército do Reino Unido.

A empresa é conhecida por integrar mais de 15.000 veículos militares terrestres, mais de 130 navios da marinha, mais de 60 aviões e o treinamento de mais de 74.000 funcionários. Também desenvolve sistemas holísticos que fornecem comunicações rápidas, vigilância, reconhecimentos de situações e capacidade de tomar decisões à funcionários, plataformas móveis e infra-estruturas fixas e móveis.

Defesa Net

Cristais caem do céu no estado de Alagoas – Brasil

Cristais que caíram do céu em Maceió.

Em Maceió, capital do estado de Alagoas, a população está preocupada com pedaços de pedras de cristais que têm caído do céu.

Segundo Carlos Molion, professor da Universidade Federal de Alagoas, é possível que sejam restos de meteoritos que caem no planeta.



Veja a matéria do SBT aqui nesse link:http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=24850&t=Pedras+de+cristais+caem+do+ceu+em+Alagoas

Ovni Hoje

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Assange ironiza Obama e pede fim de "perseguição" dos EUA

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, falou via videoconferência para grupo de diplomatas na Assembleia Geral

Práticas políticas de governo norte-americana foram expostas em discurso do fundador do Wikileaks

A Assembleia Geral das Nações Unidas foi marcada por um evento pouco usual e que expos suas controvérsias na noite de quarta-feira (27/09) quando Julian Assange se pronunciou via videoconferência para um grupo de representantes. Longe dos discursos de diplomatas e chefes de estado, a fala do fundador do Wikileaks trouxe à tona a hipocrisia dos Estados Unidos e de outros estados que defendem princípios na ONU, mas atuam de forma diferente.

“O tempo das palavras acabou”, disse ele se referindo ao discurso do presidente norte-americano, Barack Obama, na Assembleia. “Chegou a hora dos EUA terminarem com a perseguição ao Wikileaks, a nossa gente e às nossas fontes. Chegou a hora dos EUA se juntarem às forças da mudança não em belas palavras, mas em boas ações”, acrescentou.


Durante 15 minutos, Assange denunciou as verdadeiras práticas políticas do governo norte-americano que contrastam com tudo aquilo que Obama defendeu na terça (25/09) durante a sessão na ONU.

Veja o vídeo na íntegra abaixo:


Segundo ele, os EUA não defendem a liberdade de expressão em suas ações; pelo contrário, perseguem aqueles que divulgam informações e apoiam ditadores. “É um desrespeito aos mortos afirmar que os EUA apoiaram as forças de mudança”, afirmou Assange.

O fundador do Wikileaks contou a história de Bradley Manning, soldado norte-americano responsável pelo vazamento de documentos secretos para o site e que há mais de 800 dias, enfrenta abusos e torturas em prisões dos EUA. Assim como Assange, Manning pode ser condenado pela justiça do país a pena de morte.

(Cartaz com o rosto do fundador do Wikileaks, Julian Assange, em frente à embaixada equatoriana em Londres)

Assange ainda acrescentou que é muito audacioso da parte de Obama afirmar seu apoio e colaboração à Primavera Árabe, quando o governo dos EUA amparou até o fim os regimes ditatoriais que o povo derrubou. O jornalista lembrou que durante as revoltas, a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o vice-presidente, Joe Bidden, chegaram a descrever o governo de Hosni Mubarak no Egito de “estável” e “democrático”.

Para o fundador do Wikileaks, que considera a si mesmo um perseguido político pelas autoridades norte-americanas, os EUA construíram um “regime de segredos” que deve terminar.

Assange falou para um grupo de diplomatas na Assembleia Geral da ONU por meio de uma videoconferência transmitida por satélite da embaixada equatoriana em Londres, onde ele está asilado há mais de três meses. O fundador do Wikileaks espera a permissão do governo britânico para deixar a sede diplomática e viajar ao país latino-americano que lhe concedeu asilo político.

O encontro desta quarta (26/09) foi organizado pelo ministro de Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, que pediu mais uma vez ao Reino Unido conceder o salvo-conduto para Assange. “O Reino Unido disse que defende os direitos humanos. Seria humano tentar deixar Assange na embaixada por meses ou por anos?”, questionou ele.

Patiño encontrará o ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, ainda nesta quinta-feira (27/09) para discutir o caso de Assange.

O caso

Assange, que lançou o Wikileaks em 2010, é procurado pela Justiça da Suécia para responder por um suposto crime sexual. Ele ainda não foi acusado ou indiciado. No Reino Unido, ele travou uma longa batalha jurídica contra sua extradição para o país escandinavo, que se recusava a interrogá-lo em solo britânico. No entanto, a Suprema Corte do Reino Unido decidiu que ele deveria ser extraditado. Há mais de três meses, o jornalista buscou asilo na Embaixada do Equador em Londres, em uma jogada classificada como “tenaz” pela imprensa local.

Assange teme que, após ser preso na Suécia, os Estados Unidos peçam sua extradição, onde poderá ser julgado por crimes como espionagem e roubo de arquivos secretos. O Wikileaks obteve acesso e divulgou centenas de milhares de arquivos diplomáticos norte-americanos, muitos deles confidenciais.

Opera Mundi

O evento que todos nós tememos.


Esse documentário descreve a possibilidade de que a ideia exposta no filme Prometheus, de Ridley Scott, pode ser real. Não posso fazer uma versão em português no momento, mas vou explicar algumas coisas que eu já escrevi em artigos passados sobre o Egito. Nos artigos passados eu expliquei e coloquei que algumas civilizações foram extintas muito tempo atrás, como os Egípcios, Maias, Sumérios, Incas. Essas civilizações tiveram uma evolução muito grande antes de 10.500 anos a.C. Quero dizer que essas civilizações de evoluíram em temos de inteligência, consciência, cultura e tecnologia para construção de grandes templos e monumentos que existem hoje em dia.
Essas civilizações começaram na mesma época a evoluírem e depois decaíram em evolução até desaparecerem do mapa. Não existem registros de como elas surgiram apenas podemos ver os monumentos que construíram no passado remoto.

Por que essas civilizações desapareceram?Por que os monumentos estão quase sempre alinhados com as estrelas? Qual a razão de todas os monumentos estarem alinhados com a abóboda celeste? O que quer dizer todos esses alinhamentos? Para um egiptólogo e um arqueólogo não quer dizer nada e são apenas coincidências.
Bom, vou dizer que tudo que você aprendeu na escola é quase tudo mentira! Acredite se quiser, mas nossa história é uma farsa, completa e descarada. Talvez porque não querem te dizer a verdade por certos motivos como: economia e religião.
As religiões e a economia estão com os dias contados!
Haverá a destruição delas em pouco tempo e toda a verdade irá surgir em sua cara como uma imagem quase indescritível de forma que ficará chocado como foi enganado todos esses anos, será uma destruição saborosa, porque muitas coisas irão ser explicadas e é isso que se chama alinhamento fotônico.

O que me deixa muito feliz é que toda essa farsa será destruída de uma forma muito especial, porque as religiões foram criadas, mas a existência de Deus não. Nem mesmo Jesus Cristo ou a Bíblia, o Torah e o Alcorão serão destruídos mas a forma com a religião foi usada para esconder a verdade. Nem só isso porque a verdade é incrível e você vai ficar chocado, tudo o que você imagina do que é verdade pode virar pó.

No vídeo, Graham Hancock, pesquisador e escritor, descreve várias coincidências e muitas inusitadas referências a essas verdades que estão sendo escondidas de nós, por burrice, ignorância ou ceticismo, principalmente.Não é só ele que acha isso mas vários pesquisadores e até renomados pensadores, são unânimes de que a civilização humana foi extinta entre 10.500 A.c 4.800 A.c e ressurgiu novamente em 4.800 A.c. Essas civilizações construíram as pirâmides e outros monumentos antes da extinção propriamente dita e depois ressurgiu começando do nada e essa civilização é a nossa: a civilização moderna!

A verdade é essa: toda civilização entrou em um tipo de perda consciência e voltou para a consciência da terceira dimensão entre 4.800 a.C e até agora voltaremos a ter a consciência novamente e será a nova era a destruição da economia e das religiões. Haverá dois tipos de consciências quem estará vivendo a era de luz e quem estará vivendo a era da escuridão, mas os que viverão a era da escuridão serão bem poucos, a era de luz será implacável e bem poucos terão que viver em subterrâneos porque só assim não poderão absorver a luz em seus corpos.
No vídeo Graham demonstra que Angkor Wat (ou Angkor Vat) a cidade sagrada é uma representação da constelação de Draco (de onde vieram os reptilianos e draconianos), os deuses alienígenas que também criaram os seres humanos e todos os monumentos que hoje nós conhecemos. O homem de 10.500 A.c era diferente não eram iguais a nós porque eram gigantes e possuíam inteligência além da humana e com isso produziam e construíam monumentos gigantes como as piramides. Eles viviam em várias partes do planeta em locais perfeitamente escolhidos que fazem parte de alinhamentos especiais, conhecidos com Ley lines ( linhas de ley): http://en.wikipedia.org/wiki/Ley_line por onde é possível retirar energias telúricas, antigravidade e até a energia kundalini.

A ciência de hoje é completamente ultrapassada, nem mesmo conhece a verdade do que é isso, porque o ser humano entrou em um tipo de esquecimento durante o processo da mudança do eixo da Terra. Seria o mesmo que esquecer tudo que aprendemos durante esse processo de 4.800 anos de aprendizados. Nem nunca terá pleno conhecimento porque esse evento acontece a cada 10.500 anos, vamos esquecer todos os avanços conseguidos até agora e começar do zero novamente.
É incrível que a ciência não sabe disso e nem se preocupa em descobrir, mas eu te explico: todos esses conhecimentos são guardados em bibliotecas muito antigas e lá todo esse segredo guaradado, para somente alguns conhecer, pois é assim que funciona. Quem sabe o segredo pode dominar o conhecimento e a economia. Por isso o homem guarda os segredos em cofres subterrâneos na Terra e em cofres gelados, como “nova Arca de Noé”, localizado na Noruega (site) http://www.croptrust.org/
Esse é só um exemplo para você saber que nada do eu escrevo ou que é falado através de sites como o meu é mentira. Esse projeto é feito não só com a intenção de preservar espécies de plantas, mas com o intuíto de preservar para as futuras gerações, mas a ideia é a mesma da Arca de Noé, preservar de futuras calamidades climáticas e telúricas que podem acometer nosso planeta.
Então o que os cientistas dizem na NASA que nada poderia acontecer com o planeta seria impossível, quer dizer que a possibilidade de fome, guerras nucleares são realmente cabíveis em nosso planeta, isso desmene a mentira que a NASA diz de que o universo não é nosso inimigo, pense bem, há sempre dois lados da mesma moeda.

No vídeo, Graham Hancock nos mostra um fato que ele mesmo tem medo de dizer e não diz com palavras, mas com imagens: Angkor Wat foi construído em 10.500 a.C! E pior que isso que a imagem da edificação segue a forma da constelação do Dragão, só que ela está como as pirâmides do Egito de cabeça para baixo, isso quer dizer que quando Angkor foi construída seguindo a posição da Constelação do Dragão quando o ceu estava invertido! Quero dizer que a Terra estava com o norte para baixo.

A partir dos minutos 0:36:00, você vai notar que ele demonstra, mas ele diz que a imagem deveria ser invertida, ele não diz porque, mas eu sei que ele sabe da verdade, então quem ler o que eu escrevo, pode imaginar o que seria: a mudança do eixo da Terra aconteceu entre 4.800 a.C, adivinhem que data foi essa? Essa foi a data do acontecimento do dilúvio relatado na Bíblia. Quando as pirâmides e Angkor foram construídos elas alinhavam perfeitamente com a abóboda celestial em 10.500 quando a Terra estava com o Norte para baixo! O Mais incrível é que se a Terra hoje gira da direita para a esquerda, quando há a mudança do eixo (Norte para baixo) a Terra irá girar em sentido contrário da esquerda para a direita.

O que me deixa contente em dizer que realmente há um medo de dizer a verdade para as pessoas, de um certo modo, medo do que as pessoas iriam fazer se algo como isso acontecesse.Eu tenho certas dúvidas porque os egiptólogos e alguns arqueólogos insistem em dizer o contrário, mas quero chamar sua atenção para um fato: como eles podem saber se nada aconteceu se eles nunca estudaram de verdade o que aconteceu? Se alguém acha que o dilúvio não aconteceu de verdade porque não se prova que não aconteceu, até agora ninguém na ciência conseguiu provas de que o dilúvio não aconteceu, ou mesmo que a Terra teve o eixo mudado por uma consequência que ainda não sabemos qual seria.

Isso mostra medo e ignorância e falta de visão da realidade, ceticismo é um modo de fechar os olhos para não ver a realidade. Ceticismo não é real, nem é baseado em lógica, porque a lógica nos mostra que a visão do ceticismo é falsa!A única coisa que comprova o ceticismo: é a falta de provas, ou a falta de quem as procure, porque o cético não procura não estuda e não lê o que ele precisa ler e aceitar.

Os egiptólogos não acreditam que existiu civilizações anteriores a 4.800 a.C, que não poderia existir civilizações mais avançadas, porque o homem vivia no neolítico, na idade da pedra lascada!Entendeu? Como homens da pedra lascada construiriam templos com Angkor ou mesmo as pirâmides de Gizé com tamanha precisão e alinhamentos que eles acham coinicidências e não uma prova de que tinham conhecimento de cosmologia, até melhores que os manés da NASA!
Vejam a mentira não consegue sobreviver por muito tempo e os cientistas terão que aceitar de que nossa civilização começou depois do dilúvio Bíblico e que as civilizações que viviam antes de nós eram alienígenas e também os alienígenas eram perfeitamente homo-sapiens.

  (rs) Isso aí que você está vendo feito pelos construtores das pirâmides para dedicar a Khufu essa pirâmide. Um cara que constrói um monumento desses vai colocar seu nome assim, me desculpe dizer, mas precisa ser muito burro para acreditar em uma coisa dessas, Graham Hancok é muito bonzinho!

O vídeo continua até os minutos 0:56, onde você vai ver os grafites que mostram que a pirâmide foi feita por Khufu, mas vai notar uma coisa como um monumento tão grandioso foi colocado apenas uma mensão bem ridícula de Khufu o grande criador das pirâmides, realmente e fica bem escondida onde os egiptólogos nem deixam entrar. Toda essa cosntrução é dedicada pelos egiptólogos a essa pequena e ridícula inscrição que nem foi embutida na pedra, mas apenas desenhada com uma pixada bem sem vergonha!
Toda egitologia é baseada nessa imagem ridícula de Khufu, e pior que isso é a unica imagem de Khufu que é tão pequena que cabe na palma da minha mão.

Essa é a famosa estátua de Khufu minúscula perto do tamanho de sua engenharia?Mas acredito que isso é uma brincadeira para diminuir o tamanho do que ele fez que foi usurpar as pirâmides como de sua autoria. Pior foi o que seu filho, Khafe também fez, foi de colocar o rosto sobre a esfinge, um caso de usurpação em família.

Mas o que mais intriga os egiptólogos e pesquisadores é que na grande pirâmide não existe nenhum tipo de inscrições, apenas uma referência ridícula a Khufu.
A melhor parte é em 1:07 onde ele explica sobre os cálculos Maias e que até hoje são os mais perfeitos e até mesmo depois de milhares de anos eles conseguiram prever um eclipse do Sol na cidade do México em 1991, mil anos depois dos Maias desaparecerem.

Contato Alienígena

Catalunha vai a votos para preparar independência

No dia 11, cerca de 20% da população da Catalunha saiu às ruas para pedir a independência.

O governo regional da Catalunha desafiou ontem o governo central de Madrid, ao convocar eleições antecipadas para legitimar uma possível secessão da Espanha.

Confrontado com grandes manifestações populares em favor da independência, e ainda com a recusa férrea do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, em aceitar um pacto fiscal que permitisse à Catalunha gerir as receitas dos impostos angariados no seu território, o presidente de centro-direita do governo regional, Artur Mas, deu ontem o primeiro passo para a independência. Ao falar perante o Parlamento regional, Mas marcou eleições para o dia 25 de Novembro, de modo a conseguir um governo com legitimidade para realizar um referendo sobre a autodeterminação.

"Como querem que não hajam eleições depois do 11 de Setembro? [data em que 1,5 milhões de catalães desceram às ruas a pedir a independência]", questionou o governante.

Para Artur Mas, "se o país deve iniciar um processo de grande complexidade, é necessário o aval das urnas", sublinhando que o novo parlamento "vai ter a missão mais complexa dos últimos 300 anos", alusão ao facto da Catalunha ter perdido a soberania em 1714. Para os analistas, a decisão de Barcelona é motivada pelo facto dos impostos pagos pela Catalunha, uma das regiões mais ricas de Espanha, serem usados por Madrid para financiar as regiões mais pobres do país em vez de combater a crise econômica local, onde o desemprego atinge os 20%.

Econômico Sapo

A Espanha, a crise e a síndrome da Catalunha

A Espanha não é a Espanha: os portugueses, seus vizinhos e dela súditos por algum tempo, referem-se ao resto da Península como as Espanhas. Ainda que o nome do país venha do tempo em que ainda o ocupavam os cartagineses, nunca houve no território unidade cultural e política, a não ser pela força. A Espanha é um mau arranjo histórico. Até onde vai o conhecimento do passado, o povo que a ocupa há mais tempo é o basco. O orgulhoso nacionalismo basco proclama que sua gente sempre esteve ali, como se houvesse brotado do chão, mas a antropologia histórica contesta a hipótese. De algum lugar vieram os bascos, provavelmente da África, como os demais europeus.

" Os catalães não se consideram espanhóis, como tampouco assim se consideram os bascos, os galegos, os asturianos e os andaluzes "

A Espanha foi ocupada por todos os povos do Mediterrâneo, e alguns deles nela estabeleceram colônias que mantiveram, durante todos os séculos, sua identidade primordial. É esse o caso dos catalães. Colônia fenícia, em seu tempo, a Catalunha vem lutando, desde o século 17, para recuperar sua independência. Um dos episódios mais fortes desse movimento foi a Guerra Civil de 1640. Iniciada por camponeses (a rebelião dos segadores), ela se tornou movimento de independência nacional só derrotado doze anos mais tarde. Os catalães não se consideram “espanhóis”, como tampouco assim se consideram os bascos, os galegos, os asturianos e os andaluzes. O predomínio de Castela, depois de sua união com o reino de Aragão, no fim do século 15, tem sido frequentemente contestado.

Mais recentemente, em 1913, os catalães obtiveram seu primeiro estatuto de autonomia, principalmente em questões orçamentárias, mas essa concessão lhes foi revogada pela Ditadura de Primo de Rivera, em 1925. Em 1931, com a vitória da esquerda republicana nas eleições municipais, a Catalunha se proclamou república independente, mas, em solidariedade com os republicanos do resto da Espanha, adiou sua plena autonomia, diante das dificuldades políticas que levariam à Guerra Civil de 1936.

Com a vitória de Franco, a repressão aos movimentos de autonomia, particularmente os da Catalunha e dos Países Bascos, foi de aterrorizadora brutalidade.

O momento é propício para a reivindicação dos catalães. A Espanha entrou em uma crise econômica de difícil saída, por ter — fosse com os conservadores, fosse com os socialistas de faz de conta — privilegiado o grande capital, que preferiu investir na América Latina a promover o desenvolvimento do próprio país e a criação de empregos.

A razão era a normal do capitalismo: os lucros em nossos países são maiores, porque os salários e as obrigações trabalhistas são menores. Ao mesmo tempo, sem o controle sobre a remessa de lucros, o nosso continente é-lhes o paraíso. Mesmo assim, a arrogante Espanha, por ter promovido a desigualdade social e malgastado os recursos obtidos da União Europeia, ao serviço dos banqueiros, encontra-se hoje de chapéu na mão diante da ainda mais arrogante Ângela Merkel, que comanda, hoje, o FMI e o Banco Central Europeu.

A situação internacional, sendo instável, particularmente na Europa, coloca os espanhóis na defensiva e acelera o movimento centrífugo, já antigo. Há, mesmo, uma tendência para que a união dos estados europeus seja substituída por uma “união de povos europeus”. Pensadores bascos têm insistido nesta tese.

Ontem, o líder do PSOE, Alfredo Perez Rubalcaba, propôs uma solução inteligente para resolver não só o caso da Catalunha como o de todas as outras nacionalidades que orbitam em torno de Madri: a construção de um estado federativo.

Os conservadores levantaram-se contra e é esperada uma manifestação dura do rei, e com sua própria razão: no caso da Espanha será difícil uma federação sem república, e a monarquia dos Bourbon começa a claudicar, com a desmoralização da família real, metida em escândalos e em desvio de recursos públicos.

"Será difícil uma federação sem república, e a monarquia dos Bourbon começa a claudicar, com a desmoralização da família real "

Não obstante essa presumível reação, será o melhor caminho: uma reforma constitucional negociada — e rapidamente, tendo em vista a situação geral do país e da Europa — para que as atuais “autonomias regionais” se convertam em unidades federadas, com o máximo de soberania nacional em um estado republicano. Tanto quanto a autonomia administrativa e financeira, esses povos reclamam respeito à sua cultura e à sua dignidade histórica.

Enquanto isso, o Parlamento da Catalunha caminha para realizar a histórica consulta ao seu povo — se deseja, ou não, tornar-se uma nação independente. Se a Catalunha disser “sim”, será difícil à Espanha repetir, hoje, o que fez Filipe IV, da Espanha, e subjugar militarmente os catalães — sem que haja uma comoção europeia. Os tempos são outros, embora se pareçam muito aos anos 30 — os de Franco, Hitler e Mussolini.

Jornal do Brasil


Campo de batalha em Atenas. Grécia novamente de 'cabeça para baixo'


Enquanto os senhores do mundo estão em suas mansões, brindando com caros champanhes a Nova Ordem Mundial, o povo escravo novamente vai ás ruas da Grécia, gritar para não serem ouvidos...As ruas de Atenas foram tomadas nesta quarta-feira por milhares de manifestantes. Eles protestam contra novas medidas de austeridade na Grécia no primeiro dia de greve geral do novo governo do país. Houve tumulto com a polícia.