quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Illuminatis - Mito ou Verdade?

Quem perdeu o mundo?O estranho caso de como a Líbia virou questão eleitoral nos EUA

Ira Chernus

Quem perdeu a Líbia? De fato, quem perdeu todo o Oriente Médio? Eis duas perguntas candentes que estão por trás da sequência infindável de manchetes sobre o “Benghazi-gate” [1]. Mas a pergunta que todos deveríamos estar fazendo é outra: Como um incidente trágico, mas isolado, num consulado dos EUA em local do qual poucos norte-americanos algum dia ouviram falar, é inflado até se converter em questão em torno da qual passou a girar toda a disputa presidencial nos EUA, que continua empatada?

Minha opinião, curta: isso aconteceu por causa da persistência do mito de uma política externa de poder; a ideia, já velha de décadas, de que os EUA teriam algum direito inalienável a ser “donos” do mundo e a controlar tudo e todos os lugares. Quero dizer: ninguém pode perder poder que nunca teve.

A campanha eleitoral em curso nos mostra como as coisas pouco mudaram, desde o início da Guerra Fria, quando os baluartes Republicanos gritavam “Quem perdeu a China?” [2].

Mais de 60 anos depois, ainda é surpreendentemente fácil preencher com alta ansiedade o enorme vácuo político: basta acusar o adversário de ter “perdido” um país, ou, pior ainda, toda uma grande região da qual os EUA, sabe-se lá como ou por quê, supunham que fossem “donos”.

A fórmula “Quem perdeu...?” opera como truque mágico. Não há como perceber o modo como funciona, a menos que desviemos nossa atenção, dos que gritam ‘advertências’ de perigo e alarme, para olhar o que realmente se passa por baixo dos panos.

Quem manda aqui?

O estranho caso em Benghazi já começou cheio de surpresas. Só um raro comentarista [3] não repetiu a “explicação” que se lia por todos os cantos, segundo a qual os eleitores, em 2012, pouca importância dariam a assuntos externos. Que, agora, só “a economia, estúpido!”. Que temas externos só criariam breve agitação e mais nada; e tratariam, claro, de Afeganistão, Paquistão ou China.
Embaixador Christopher Stevens

Apesar disso, a morte do embaixador dos EUA na Líbia, J. Christopher Stevens, e três outros cidadãos dos EUA virou grito de campanha contra Barack Obama. O que torna o caso ainda mais surpreendente: quando começaram a chegar notícias da tragédia, tudo levava a crer que, como caso político, a coisa não prosperaria.

Mas, dia seguinte, com as primeiras notícias sobre as mortes já em todos os veículos, Mitt Romney também já estava nas manchetes, acusando seu concorrente: “A liderança norte-americana é necessária para assegurar que os eventos na região não fujam de controle”. [4] Presidente tem de mostrar “decisão ao aplicar nosso poder” e prontidão para usar “força total”. Barack Obama falhara nas duas frentes, disse Romney, como o comprovariam as mortes em Benghazi.

O candidato Republicano foi devidamente criticado por “politizar” o incidente. Foi criticado, praticamente, por todos os lados [5]. Até Ed Rogers, conhecido porta-voz dos Republicanos, escreveu que “Romney tropeçou” [6] e que “o presidente Obama disse a coisa certa, no tom certo”.

Mitt Romney

Romney jamais retirou uma linha do que dissera no primeiro dia – mas, de algum modo, as mesmíssimas palavras, de início denunciadas como “não presidenciais”, foram-se transformando misteriosamente em argumentos poderosos contra a reeleição do presidente. Um mês adiante, nova narrativa já dominava as manchetes: as críticas de Romney no caso da Líbia “acertavam o alvo” [7], mudando a dinâmica [8], e estavam tendo papel fundamental [9] no ressurgimento de sua campanha.

Essa mudança de tom refletia, pelo menos em parte, com certeza, a necessidade primal da imprensa-empresa, que precisa de disputa equilibrada, para manter cativo o interesse dos consumidores. No momento em que ocorreram as mortes na Líbia, todos concordavam que Obama começava a ampliar a vantagem sobre Romney, a qual, a partir dali, poderia ser decisiva; qualquer coisa que aumentasse as chances de Romney seria sempre bem-vinda em qualquer mesa de editor de veículo-empresa.

Há notícias que, por mais que o editor insista, nunca “pegam”; mas a história da Líbia “pegou”. De algum modo ecoou nos corações e mentes de muitos norte-americanos. É preciso entender por quê.

Grande parte dessa explicação reside no poder das palavras-chaves na primeira fala: “poder” e “controle” [orig. might e control]. Seus estrategistas capturaram, naquela fala, uma verdade básica da política norte-americana: o público tem apetite insaciável por histórias sobre desafios ao poder global dos EUA e o pressuposto direito de os EUA controlarem o mundo. Então mandaram Romney repetir, insistir e insistir, naquela versão da narrativa.

Em seu primeiro grande discurso sobre política exterior [10], Romney absolveu o adversário de qualquer responsabilidade direta nas quatro mortes, mas acusou Obama de pecado mil vezes pior. Num arriscado salto de imaginação, converteu o incidente em Benghazi em ponta de lança de vasto assalto contra os EUA: “Nossas embaixadas foram atacadas. Nossa bandeira foi queimada (...) Nossa nação, atacada”. O trabalho do presidente é nos proteger, dominando nossos inimigos – disse Romney. É nosso consistente currículo de vitórias, tanto quanto nossos valores, que fazem os EUA “excepcionais” – e durante o turno de guarda de Obama, como o incidente em Benghazi teria provado, os EUA e seu excepcionalismo foram-se, todos, pelo ralo.

Não foi simples exagero, ao denunciar a “fraqueza” presidencial. Como já fizera no primeiro dia, Romney outra vez levantava questão até mais crucial em qualquer narrativa popular da política exterior dos EUA: “quem é o encarregado-em-chefe hoje e aqui?”.

Afinal, de que serve ser superpotência global, se não consegue controlar os eventos em todo o mundo? Como disse Romney: “É responsabilidade do nosso presidente usar o grande poder dos EUA para modelar a história”. E nisso, nesse ponto absolutamente crucial, Romney insistiu, Obama falhara miseravelmente; e um embaixador dos EUA pagara, por essa falha, com a própria vida.

Uma mitologia bipartidária

O debate Romney Obama

Os debates deram a Romney uma chance para afinar seu ataque. No segundo, Obama driblou habilmente as acusações sobre a Líbia (embora, de fato, jamais tenha respondido a qualquer delas). À altura do terceiro debate [11], os estrategistas de Romney, parece, não viram vantagem e viram muitos riscos em pressionar sobre a questão líbia. Mas ainda viam grande possibilidade de ganho em manter ativada a questão mais “geral”. Então Romney rapidamente deixou para trás a questão líbia. Disse que “Estamos vendo, em nação após nação, grande número de eventos perturbadores”.

Construiu seu argumento com imagens de medo: “Vejo o Oriente Médio com uma maré montante de violência, caos, tumulto (...) Dá para ver a al-Qaeda entrando ali”. O poder em Washington precisava ser devolvido às mãos certas, para que, “sob o manto da liderança firme”, os EUA possam “ajudar o Oriente Médio” a fazer retroceder a “maré crescente do tumulto e da confusão” e submeter os terroristas.

Tradução: Durante décadas praticamente todos os governos no Oriente Médio, o coração energético do mundo, foram nossos aliados (mais exatamente, nossos fregueses [12], embora esse palavrão não possa ser usado em ambientes de gente fina). Nós construíamos [13] os exércitos deles, apoiávamos as ditaduras deles, e contávamos com eles para calar qualquer manifestação de antiamericanismo. Agora, sob Obama, essa área crucial do mundo, que sempre mantivemos sob nosso tacão, está fugindo ao controle. Perca o controle, porque fracassa no exercício de nosso poder, e acabou-se nossa segurança nacional.

Poder, força, controle e segurança nacional são, todos, partes do mesmo pacote; nada mais importante para os EUA – e Obama estava deixando tudo isso ir-se pelo ralo. E por aí ia a narrativa Republicana (apesar de copiosos documentos vazados sobre “a armação/ manipulação/ golpe na Líbia, construída(o) dentro do Congresso [14]). O que até aí vinha sendo apresentado como grande trunfo de Obama – afinal, é o homem que matou Osama bin Laden – passava, de repente, a parecer muito pouco.

Os Democratas de fato responderam, construindo história espantosamente semelhante sobre uma (como disse o presidente no 3º debate) “liderança forte e firme”, a qual, diziam os Democratas estava conseguindo impedir que o Oriente Médio ficasse fora de controle. Em outras palavras, os EUA, de fato, não perderam, de modo algum, a Líbia. Mas essa foi a única diferença entre os dois e o único aspecto sobre o qual houve alguma disputa.

O debate entre Republicanos e Democratas não se trava entre objetivos no Oriente Médio, onde os dois lados assumem pleno apoio a ditadores amigos como na Arábia Saudita [15] e no Bahrain [16], e os dois lados concordam quanto à necessidade de eleições democráticas, pluralismo religioso, imprensa livre, direitos assegurados às mulheres, reforço ao capitalismo de livre empresa e quanto à destruição de todos os terroristas islamistas.

Em termos mais amplos, Republicanos e Democratas concordam, como concordam há décadas, que o objetivo principal, superior, dominante da política exterior de Washington tem de ser modelar a história, controlar o mundo e fazê-lo cópia perfeita dos valores norte-americanos e forçá-lo a trabalhar a favor dos interesses dos EUA. Essa visão mítica da política exterior dos EUA é raro exemplo de consenso e perfeita sintonia entre os dois partidos.

Quando falo de mito, não estou dizendo que seja mentira. Estou dizendo que é uma narrativa fundacional [17] do poder norte-americano que manifesta o que assumimos de mais basal sobre o mundo – uma história segundo a qual toda e qualquer nação do planeta é, em teoria, nossa; só não será, se nós a “perdermos”.

Para muitos norte-americanos (embora não seja bem assim no resto do mundo), essa narrativa não reflete húbris ou arrogância ou intoxicação pelo poder imperial. É normal: é senso comum. Ao longo de nossa história, no coração da mitologia nacional dominante sempre houve, assumida, a ideia de que os EUA seriam “a locomotiva do mundo” e todas as demais nações seriam “o reboque” (como Dean Acheson, Secretário de Estado do presidente Harry Truman, disse certa vez). A razão era simples (pelo menos para os norte-americanos): éramos a primeira e a maior nação fundada sobre verdades morais universais que seriam, supostamente, autoevidentes para qualquer pessoa razoável.

Claro que controlar o mundo atenderia nossos interesses de vários modos tangíveis. Mas nosso autointeresse principal, reza o mito, sempre foi e sempre será o aprimoramento moral – quiçá, a perfeição – de todo o mundo. Servindo a nós mesmos, servimos a toda a humanidade.

A mais furiosa batalha política que há ou pode haver

A única questão que vale a pena debater, portanto, é como podemos usar nosso poder preponderante e nossa riqueza do modo mais produtivo e esperto, para manter o controle efetivo. Muitos norte-americanos contam com que seu presidente saiba o que fazer. Simultaneamente, muitos norte-americanos temem que ele não saiba. Um pilar mais recente da narrativa dos dois partidos – o mito da insegurança da pátria [18] – sugere coisa diferente.

Segundo esse mito, não importa a força militar máxima que acumulemos, nem o controle máximo que exerçamos, sempre há “uma maré montante de tumulto” em algum canto do mundo, que ameaça nossa segurança nacional. A todo momento, em algum ponto do mundo, temos algo crucial a perder. O nome da ameaça pode mudar com surpreendente facilidade. Mas o perigo tem de estar em algum lugar. É essencial, para manter o mito, a narrativa, a história.

E aquela narrativa, por sua vez, é hoje essencialmente importante em todas as eleições presidenciais. Como Maureen Dowd, colunista do New York Times escreveu certa vez, “Todas as eleições seguem a mesma narrativa: o pai forte conseguirá proteger a casa, contra os invasores?” [19] (Pensem em Ronald Reagan e o conto dos reféns iranianos [20], ou em George W. Bush e o 11/9 [21]). Se um dos candidatos é o presidente, a questão passa a ser: “Mostrou-se pai suficientemente forte para controlar o mundo e, assim, proteger a casa?”.

Todos os desafiantes apostam nessa ansiedade, recolhendo o exemplo mais à mão, o mais acessível do dia, como gancho ao qual se penduram as sempre idênticas acusações de fraqueza e omissão ante perigos. Desde os dias do “Quem perdeu a China”, os Republicanos jogam essa carta com notável competência [22].
Esse ano, parecia que um Democrata que “avançou” [23] no Afeganistão, matou bin Laden e conduziu pessoalmente [24] uma campanha de assassinatos em massa (também individuais), armado com drones e diretamente da Casa Branca teria, sem dúvida possível, protegido bem o flanco direito contra esse previsível ataque do Grande Velho Partido [orig. Great Old Party, GOP, os Republicanos]. Então, o destino doou as mortes em Benghazi à campanha de Romney, às salas de redação dos jornais e televisões, e a considerável porção do público norte-americano. Dê-se ao pessoal da campanha de Romney um mérito que é deles: perceberam a oportunidade logo ao primeiro momento do primeiro dia.

Mitt tinha de perguntar “Quem perdeu a Líbia?” e, em seguida, converter a pergunta em “Quem perdeu o Oriente Médio?” – não só para melhorar suas chances, mas também porque parte muito significativa dos eleitores ansiavam por esse “debate.” Afinal, cada vez que surge a pergunta “Quem perdeu........ [preencha a lacuna]?”, a própria pergunta reafirma, simultaneamente, tanto a promessa de que merecemos, mesmo, controlar o mundo, quanto a perturbadora ansiedade de que estamos sob risco de perder o que nos pertence por direito.

O que, apesar das dimensões trágicas, não passou de evento de guerra na Líbia, passou a ser a questão central de uma campanha eleitoral presidencial nos EUA, porque comprovou que é, nas eleições de 2012, a palavra código que aciona todo o pacote mitológico. Para muitos norte-americanos, a mais profunda sensação de segurança pode advir, simplesmente, de sentir que nossa mitologia tradicional – as velhas lentes familiares através das quais vemos nossa nação e seu papel no mundo – permanece intacta.

Mas, no horizonte, já é impossível não ver uma outra questão que começa a aparecer: por quanto tempo ainda sobreviverá essa mitologia? Foi grave e profundamente ferida na Guerra do Vietnã, quando a fantasia do controle global foi violentamente sacudida pela realidade. A mesma ferida voltou a abrir-se, com quantidades terríveis de sangue, em várias guerras, hoje, sem sentido e sem resultados aproveitáveis [25] e nos conflitos no Iraque, no Afeganistão e por toda a parte.

Hoje, estão em curso tantas mudanças inquietantes em todo o mundo, que nem se as pode prever, muito menos controlá-las. Não tarda – talvez já em 2020, talvez mesmo em 2016 – o grito de batalha já seja, quem sabe, “Quem perdeu o mundo?”.

Já é até possível imaginar que, algum dia, os norte-americanos conseguirão abordar o debate do qual realmente precisamos – sobre eleger um novo paradigma de política exterior adequado ao mundo real, hoje, onde a fantasia do controle global já se tornou irrelevante, porque os fatos mais corriqueiros já a contradizem bem evidentemente, enquanto declina o poder dos EUA e outras nações já vão, aos poucos, ganhando força.

Mas que ninguém espere que a velha mitologia morra morte silenciosa, discreta. A batalha política entre o velho mito contra novo mito é a mais furiosa batalha política que há ou pode haver.

Redecastorphoto

Stay Alive Project - Criação da Humanidade (Creation of Humanity)

Luzes de Phoenix - Edição especial Nat Geo + History VÍDEO RECUPERADO

Um dos maiores casos ufológicos de todos os tempos, ocorrido em Phoenix no estado do Arizona (EUA), visto por milhares de pessoas. Sofreu várias tentativas de descredibilização, mas quem viu e muitos outros sabem que foi um caso real.

O mais importante no caso foi que o Ex-governador do Arizona, o qual era o governador vigente em 1997, data da aparição do gigantesco Ovni, afirmou que o caso foi real e que na época ele mesmo, no papel de governador, fez de tudo pra descredibilizar o caso. Mas posteriormente acabou contando a verdade sobre o caso. Assistam tudo, é muito bom...


ETS e ETS

Avante para a Lua!

O programa detalhado do estudo da Lua para os próximos dez anos inclui dois pousos na superfície lunar, uma expedição orbital e, em perspetiva, o transporte de solo lunar à Terra. Os projetos preveem uma ampla cooperação internacional. Sua realização bem-sucedida marcará o início do aproveitamento da Lua.

O programa russo do estudo da Lua ganhou finalmente uma forma definitiva. Recentemente, o acadêmico Lev Zelioni, diretor do Instituto de Pesquisas Cósmicas da Academia de Ciências da Rússia, apresentou, em Moscou, uma descrição pormenorizada de projetos lunares e um plano de pesquisas no terceiro simpósio dedicado à investigação do Sistema Solar:

“Após a tragédia da sonda Phobos-Grunt, o programa planetário da Rússia foi suspenso. Foram revistos tanto componentes científicos, quanto aspetos tecnológicos dos projetos. Em resultado, foi tomada a decisão de concentrar-se na garantia de uma alta segurança das missões.”

Por isso, foi dividido em duas partes o projeto Luna-Glob, anteriormente unido: sondas de pouso e orbital a serem lançados em 2015 e 2016, respetivamente. O primeiro projeto visa testar tecnologias de pouso brando, motivo pelo qual será necessário reduzir o volume de experiências científicas. A segunda parte, orbital, promete ser mais interessante desde o ponto de vista de investigações lunares. Como está previsto, a sonda orbital Luna-Glob irá funcionar sucessivamente em três órbitas em altitudes de 150, 50 e 500 quilômetros. Três altitudes serão necessárias para realizar diferentes experiências científicas, em particular, para estudar partículas de raios espaciais de energias extremamente altas. Em 2017, está previsto o pouso da sonda Luna-Resurs, uma estação científica de pleno valor, que terá, aproximadamente, o dobro de aparelhos científicos em comparação com a Luna-Glob. A etapa mais importante deste programa deve ser o transporte de solo da Lua (projeto Luna-Grunt) que deve ser realizado em 2019. Embora, como reconheceu Lev Zelioni, a preparação do projeto para este prazo represente certos riscos.

Os projetos de Luna-Glob e Luna-Resurs serão realizados em conjunto com a Europa. A intenção da Rússia de efetuar projetos conjuntos é confirmada por sua orientação para a cooperação com a Agência Espacial Europeia que também anunciou recentemente os planos de transporte de solo lunar entre 2020 e 2022. O projeto Luna-Resurs deve anteceder estes planos.

Antes, fora planejado o projeto de Luna-Resurs em cooperação com a Índia, lançando a sonda russa em conjunto com o satélite lunar indiano Chandrayaan-2 com a ajuda do foguete GLSV Mk.2 (Índia). Agora, decidiu-se “dividir” duas em partes o projeto, e a sonda de pouso russa será lançada em direção à Lua com a ajuda do foguete Proton. Mas a sonda de pouso poderá transportar um “lunokhod” indiano. Possivelmente, do projeto de Luna-Resurs participará a Agência Espacial Europeia, concedendo uma instalação de perfuração. A missão terá por tarefa extrair amostras de solo de uma profundidade de 1,5-2 metros, que não sejam poluídas por produtos de trabalho de motores de pouso. Em termos gerais, a cooperação internacional pode incluir tanto a realização de experiências científicas a bordo de aparelhos espaciais, como o processamento conjunto de dados obtidos.

É simbólico que este programa tenha começado no ano do 75º aniversário da União de Pesquisas e de Produção Lavotchkin, principal empresa da Rússia (anteriormente, da União Soviética) que desenvolve satélites científicos. Em meados dos anos 60, os programas de estudo do espaço foram transferidos do Bureau de Projeção, dirigido por Serguei Koroliov, para a Fábrica de Construção de Máquinas e o Bureau de Projeção Experimental Lavotchkin, onde as funções de construtor-chefe foram desempenhadas por Gueorgui Babakin. Foi lá que foram desenvolvidos aparelhos lunares que tornaram famosa a ciência espacial russa: a estação Luna-9, que efetuou o primeiro pouso brando na Lua, a Luna-16, a Luna-20 e a Luna-24, que transportaram automaticamente solo lunar à Terra, e os mundialmente conhecidos “lunokhodes”.

Por ironia do destino, passados quase 50 anos após a expedição bem-sucedida da Luna-9 em 1966, voltamos a falar sobre testes de tecnologias de pouso brando previstos para 2015. Mas a história desenvolve-se por espiral e, possivelmente, trata-se desta vez de uma nova volta do programa da conquista da Lua.

Voz da Rússia

Mais noticias sobre o Irã

Netanyahu: ataque ao Irã facilitará vida dos países árabes

Um ataque ao Irã corresponde aos interesses dos países árabes, declarou o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu em uma entrevista ao jornal francês Paris Match.
“Cinco minutos após o ataque, ao contrário do que dizem os céticos, todo o Oriente Médio terá uma sensação de alívio,” afirma Netanyahu, continuando que o Irã “é pouco popular no mundo árabe”.

O primeiro-ministro israelense acredita que os governos de vários países na região “compreenderam que o Irã armado com armas nucleares representará uma ameaça tanto para Israel, quanto para os árabes”.

Porque o Irã deve adquirir a bomba nuclear, por Kenneth Kaltz

Caros geonautas,

Kenneth Waltz é uma das principais figuras em Ciência Política (Columbia University), dos EUA e internacional, nasceu em 1924, tem 88 anos, e a mais de meio século atua na área das relações internacionais.

A sua recente ideia sobre o cabo de guerra entre Israel e Irã, surpreendeu novamente, seu artigo, "Poque o Irã deve adquirir a bomba", apareceu no revista Foreign Affairs de Julho-Agosto-2012, o centro do "Think-Tank" americano.

Alguns ponto prinipais que ele comenta no artigo e no vídeo:

- Argumenta contra a corrente, pois a maioria diz que o Irã adquirir armas nuclear será a pior coisa, ele diz que pelo contrário, será a melhor coisa, pois provalvelmente vai restaurar a estabilidade no oriente médio: "Balance of power", servirá como dissuasão, dois países com poder nuclear não vão querer entrar em guerra. Isso não é novo, vem desde a guerra fria entre os EUA e URSS, o problema é que a ideologia, a cegueira da ideologia, na qual não se admitia se quer levantar essa hipótese. Kenneth usou da ousadia e da audácia e falou o que todos sabem a tempos. Como ele diz, isso não significa garantia de que os países com armas nucleares não vão entrar em guerra um dia, pois a estupidez humana não tem limite. O argumento é bom para o Brasil na geopolítica global.

- Argumenta que a Coréia do Norte adquiriu armas nuclear e nem por isso a Coréia do Sul fez o mesmo, ou o Japão e Tawan.

- Argumenta que a corrida nuclear no oriente médio começou com a decisão de Israel adquirir armas nuclear a 45 anos atrás (1967 ou 1969).

P.S. (grifo meu): Paquitão foi o segundo caso, que os EUA fez vista grossa pelo interesse em apoiar os rebeldes na guerra da URSS contra Afeganistão no fim dos anos 70 e 80. Israel foi o primeiro caso, nos anos 60, os EUA fingiu que não viu, isso é polémico, há muita controversia, niguém admite o fato sobre vista grossa com relação a Israel, preferem o argumento de que Israel escondeu muito bem seu projeto, creio que pode ser aplicado aqui aquela velha história, "me engana que eu gosto".

- Israel já bombardeou o Iraque nos anos 80 e a Syria em 2007 para destruir suas tentativas de construção de armas nuclear. (P.S.: Se Mitt Romey ganhar as eleições, "tamtamtamtam", "o problema de Israel não foi o primeiro governo Obama, será um possível segundo governo Obama" (Nuno Monteiro, Yale Univ.).

Autor: Oswaldo Conti-Bosso

Artigo publicado no Blog de Oswaldo Conti-Bosso, em 19/10/2012

Naval Brasil

Rússia News

Rússia quer devolução dos equipamentos confiscados pela Turquia

Carga estava em aeronave síria interceptada em Ancara

A Rússia está exigindo das autoridades da Turquia a devolução dos equipamentos confiscados no avião comercial sírio que decolou de Moscou, em 10 de outubro, rumo à Damasco. Ao atingir o espaço aéreo da Turquia, a aeronave síria foi interceptada por dois caças da Força Aérea Turca que obrigaram o piloto a pousar no aeroporto de Ancara, devido às denúncias de que estaria transportando, clandestinamente, armas e munições para o governo de Bashar al-Assad.

Inspecionado o avião, foram encontradas doze caixas com equipamentos de estações de radar que haviam passado por serviços de manutenção na Rússia, conforme exigido pelos fornecedores russos daqueles equipamentos.

Suécia e EUA observam movimentos da Rússia e da Bielorrússia

Missão faz parte do Tratado de Céus Abertos

Militares da Suécia e dos Estados Unidos estão sobrevoando a Rússia e a Bielorrússia, ao longo desta semana, como missão do Tratado de Ceús Abertos, que possibilita aos países signatários observações aéreas mútuas sobre as suas movimentações militares. O acordo exige que os aviões utilizados não transportem armas.

As missões sobre a Rússia e a Bielorrússia, que tiveram início nesta segunda-feira, 29, serão concluídas na sexta-feira, 2 de novembro. O Tratado de Céus Abertos foi assinado em 1992 por iniciativa do então Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

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O Tratado de Céus Abertos foi assinado por 27 países em 1992 e ratificado por todos os participantes em 1995. O seu objetivo principal é ajudar a verificação da implementação dos acordos de controle de armas e de preparação e adestramento das tropas.

No mapa abaixo, os países que aparecem em cinza são os que não fazem parte do Tratado de Céus Abertos.

Rússia e Bielorrússia elaboram planos de defesa conjunta
Sergei Lavrov comentou eleições ucranianas em Minsk

O Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, afirmou, em Minsk, capital bielorussa, na terça-feira, 30, que a Rússia e a Bielorrússia fizeram planos de defesa conjunta e cooperação energética em programas relacionados à defesa antimísseis. O diplomata ressaltou que os dois países têm formado um grupo de alto nível em seu complexo militar-industrial.

Lavrov disse que a Rússia e a Bielorrússia têm relações aliadas tanto em termos da adesão à Organização do Tratado de Segurança Coletiva (UTSC) quanto no âmbito bilateral.

Quando questionado sobre a recente eleição parlamentar da Ucrânia, Lavrov destacou que está certo de que os resultados eleitorais não afetariam o desenvolvimento das relações russas com a Ucrânia. O ministro russo salientou que a Rússia e a Bielorrússia estabelecem estreitas relações com a Ucrânia, e que é de interesse comum promover a interação entre as nações fraternas.

Rússia entregará gerador da central nuclear do Irã em março de 2013

Estruturas alemãs do século passado exigiram maior rigor nos testes de funcionamento

O primeiro grupo gerador da usina nuclear iraniana de Bushehr será entregue no final de março de 2013, segundo informação do subdiretor da empresa russa de construção de centrais nucleares no Irã e na Turquia NIAEP, Vladimir Pavlov. Como a central combina maquinaria russa contemporânea com as estruturas da empresa alemã KWU, da década de 1970, o rigor nos testes tem sido maior que o usual.

Anteriormente, o chefe do departamento da empresa russa encarregada de executar o projeto, a Atomstroiexport, Igor Mezenin, havia assinalado que especialistas da Rússia planejavam entregar a central nuclear de Bushehr ao Irã em dezembro de 2012. As obras de construção da central foram iniciadas em 1974 pelo consórcio alemão Kraftwerk Union A.G, mas em 1980 a empresa rompeu o contrato depois da decisão do governo da Alemanha de apoiar o embargo dos Estados Unidos sobre o fornecimento de equipamentos ao Irã.

A empresa russa Atomstroiexport assumiu a construção da usina mediante um contrato assinado em 1995, três anos depois que Moscou e Teerã concordaram cooperar no uso da energia atômica com fins civis. O central de Bushehr foi lançada em 21 de agosto de 2010, sob o controle da Agência Internacional de Energia Atômica e depois de fornecimento de combustível nuclear da Rússia.
A Rússia assumiu a construção da usina de Bushehr, no Irã, em 1995

Naval Brasil

Organizações denunciam abusos de Israel no tratamento de imigrantes

Refugiado eritreu caminha em cerca de prisão destinada à imigrantes ilegais que tentam asilo em Israel

Autoridades israelenses impedem a entrada de pessoas que pedem por asilo e as expõem a todo tipo de risco

O governo israelense está desrespeitando as leis internacionais e os direitos humanos com diversas medidas que previnem a entrada ou a permanência de refugiados africanos no país, denunciaram organizações humanitárias. De acordo com os ativistas, as autoridades israelenses expõem esses imigrantes a situações de degradação e abuso ao rejeitarem o pedido de asilo.

Em comunicado conjunto neste domingo (28/10), a Human Rights Watch, a Hotline for Migrant Workers e a Physicians for Human Rights afirmaram que o governo israelense negou asilo a centenas de pessoas de forma imediata e sem nenhum processo jurídico para verificar se elas não enfrentariam ameaças à vida ou tratamento desumano com a rejeição do visto. “O pedido de asilo de nenhuma pessoa deve ser rejeitado sumariamente”, diz o texto.

Centenas de imigrantes tentam entrar diariamente em Israel por meio da fronteira com o Egito na Península do Sinai, onde já passaram cerca de 50 mil africanos desde 2007. Para dificultar a principal rota de entrada, Israel ordenou a construção de uma cerca de mais de 240 quilômetros em fevereiro deste ano. O local é vigiado por tropas.

"A construção de uma cerca na fronteira não dá a Israel o direito de expulsar aqueles que buscam asilo", afirmou Gerry Simpson da Human Rights Watch. "A lei internacional é clara como um cristal: não é permitido rejeição sumária aos pedidos de asilo na fronteira e nem retorno forçado a não ser que as reivindicações do refugiado não sejam válidas."

A grande maioria dos imigrantes provém da Eritreia e, de acordo com dados do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas de Refugiados), 80% dos eritreus que buscam asilo preenchem todas as condições necessárias para o reconhecimento como refugiado.

A pesquisa das organizações indica que o ingresso de milhares de imigrantes foi impedido por militares israelenses que nem chegaram a apreciar os casos. Abandonadas na fronteira, essas pessoas têm de enfrentar o risco de prisão pelas autoridades egípcias, de retorno forçado a seus países natais e de abusos por traficantes de pessoas da região.

Em entrevistas recentes de eritreus que conseguiram permissão para entrar em Israel, muitos confirmaram que foram torturados e estuprados por sequestradores no Sinai, que exigem dinheiro para o resgate. Se pagarem, os imigrantes recebem autorização para continuar a viagem até a fronteira com Israel.

Em julho, 40 imigrantes provenientes da Eritréia foram presos e transferidos para centros de detenção no Egito, aonde se uniram a centenas de africanos subsaarianos que também tentavam atravessar a fronteira. Segundo organizações internacionais, estes prisioneiros são torturados por oficiais egípcios.

Além de bloquearem sua entrada, os militares israelenses também são responsáveis por abusar destes imigrantes, descobriram as organizações. Em muitos dos casos relatados, os oficiais atiraram para o ar, lançaram granadas e bombas de gás lacrimogêneo e usaram cacetes de metal para afastar os refugiados do muro fronteiriço. Em outras ocasiões, militares atravessaram a fronteira e prenderam os imigrantes em território egípcio até a chegada das autoridades locais.

Um grupo de eritreus contou aos pesquisadores que os oficiais deixaram livre sua passagem, mas, em seguida, começaram a lhes espancar e, com armas apontadas para as suas cabeças, foram obrigados a voltar ao Egito.

Ativistas de direitos humanos também contaram às organizações que soldados israelenses negam água e comida aos imigrantes detidos e não permitem a entrada de ajuda humanitária. “Autoridades israelenses devem instruir imediatamente suas patrulhas a parar de abusar de pessoas que tentam entrar no país”, disse Simpson.

Políticas contra imigração

Israel reforçou sua política contra imigrantes ilegais neste ano, aprovando diversas medidas. A partir de junho passado, centenas de pessoas que procuravam o visto de refugiados foram deportadas para os seus países de origem, mesmo com ameaças de perseguição ou guerra. Uma nova lei estabeleceu que israelenses que empregarem imigrantes ilegais estarão sujeitos a pagar 75 mil shekels (38,6 mil reais), ter seu estabelecimento fechado e até mesmo a cumprir pena de 5 anos.

No início do ano, o Parlamento aprovou a Lei de Prevenção de Infiltrados, permitindo que as autoridades israelenses detenham imigrantes irregulares, incluindo refugiados e crianças, por três anos ou mais antes de sua deportação.

Apesar de o governo de Israel ter reforçado sua política contra a imigração de africanos, grupos israelenses exigem ainda mais.

Shlomo Maslawy, membro do Comitê para Remoção dos Infiltrados e conselheiro do Likud, afirmou ao Haaretz que centenas de imigrantes continuam entrando no país. Ele disse que a organização pretende realizar mais atividades para trazer novamente o tema à agenda pública, incluindo uma grande manifestação em Jerusalém. Entre as propostas do grupo, existe a de convencer proprietários de não alugarem mais seus imóveis a imigrantes.

Danny Danon, líder do grupo, também está usando seu cargo de parlamentar para conseguir a aprovação de uma lei que pretende deportar 80% dos “infiltrados” em apenas dois anos. “Os infiltrados são uma praga”, disse ele em maio ao jornal local The Jerusalem Post. “Nós temos que removê-los de Israel antes que seja tarde demais”.

Apesar do crescimento da xenofobia e de organizações que pedem pela deportação dos imigrantes africanos, diversos israelenses se opõe a este posicionamento. Um bom exemplo disso é a ASSAF, organização de apoio aos refugiados em Tel Aviv.

Opera Mundi

OPTO – Tecnologia Nacional no Espaço e Defesa

A Opto também desenvolveu a Óptica da Unidade de Apontamento e Guiamento (UAG) e sistema de imagem termal (EITMSS, com uso de detectores refrigerados criogenicamente) do Míssil Solo-Solo MSS-1.2, a pedido do Exército Brasileiro. Foto - OPTO


A empresa OPTO Eletrônica SA eleva a novos patamares a tecnologia nas áreas de espaço e defesa . é a principal fornecedora de optrônicos para as forças armadas brasileiras e referência no ramo na América Latina

A OPTO recebeu, no dia 22 de Outubro, a visita do ministro da Defesa Celso Amorim, acompanhado de uma comitiva do Ministério e de integrantes do Comando da Aeronáutica. Os visitantes percorreram as instalações da unidade e conheceram equipamentos produzidos pela companhia nas áreas médica, aeroespacial e de defesa. “As contribuições da Opto para a sociedade brasileira são extraordinárias”, afirmou o ministro.

Espaço

Os integrantes do Ministério e oficiais foram recebidos pela alta direção da OPTO. A visita teve como objetivo conhecer o segundo modelo de vôo da câmera de imageamento para satélite MUX, que seguirá para a China e irá equipar o satélite sino-brasileiro CBERS-4. A OPTO, empresa de tecnologia 100% nacional, é a principal fornecedora de optrônicos para as forças armadas brasileiras e referência no ramo na América Latina.

A câmera de imageamento para satélite MUX, é considerada por especialistas independentes, como um marco da engenharia nacional. Trata-se da primeira câmera no gênero inteiramente desenvolvida e produzida no País. O equipamento, feito na matriz da Opto, em São Carlos, coloca o Brasil entre os 10 países do mundo a dominar a tecnologia de imageamento aeroespacial. De nome MUX (de multiespectral), a câmera é destinada ao monitoramento ambiental e gerenciamento de recursos naturais.

A MUX pesa mais de 120 kg e é capaz de fazer imagens com 20 metros de resolução do solo, a mais de 750 km de altitude. Desconsiderando a curvatura da Terra e as nuvens (para exemplificar), seria como se, de São Carlos/SP, fosse possível enxergar um ônibus em Brasília/DF. A faixa de largura imageada, extensão do território visto em uma linha na imagem, é de 120 km de largura.

A primeira câmera MUX foi enviada pela OPTO Eletrônica, à China, em março deste ano. Ela irá equipar o satélite sino-brasileiro CBERS 3. O satélite CBERS 3 tem lançamento programado para novembro deste ano e será levado à órbita por meio do foguete chinês “Longa Marcha”.

Foram construídas versões sucessivas de protótipos, denominadas modelos de engenharia, de qualificação e de voo (modelo final) da câmera MUX. O modelo de qualificação, por exemplo, foi exaustivamente testado (como em provas extremas de choque e vibração). O objetivo da bateria de testes e ensaios foi assegurar que o projeto (e consequentemente o equipamento) suporta as cargas de lançamento e as condições de temperatura, radiação e vácuo no espaço, além de verificar se ele atende aos requisitos de envelhecimento e compatibilidade eletromagnética com os outros sistemas do satélite, mantendo sempre o melhor desempenho funcional.

O ministro Celso Amorim demonstrou apreço pelas inovações produzidas dentro da companhia. “A contribuição da OPTO, por todas as coisas que eu vi nas aplicações médicas, na área de defesa, com o satélite de observação da Terra que nós temos em parceria com a China, são contribuições extraordinárias. O que a OPTO faz é estratégico para o País, sobretudo do ponto de vista da [área de] Defesa.”

Defesa e Segurança Pública

Entre os equipamentos produzidos pela Opto para a área de Defesa, estão as Espoletas Ativas de Proximidade dos Mísseis Ar-Ar Piranha MAA-1 (homologado desde 1998), do MAA-1B, e do Míssil Antirradiação MAR. Estes sistemas têm a função de detectar a presença do alvo dentro do alcance da cabeça de guerra do míssil. A Opto também desenvolveu a Óptica da Unidade de Apontamento e Guiamento (UAG) e sistema de imagem termal (EITMSS, com uso de detectores refrigerados criogenicamente) do Míssil Solo-Solo MSS-1.2, a pedido do Exército Brasileiro.

A empresa integra ainda o projeto de desenvolvimento do Imageador Infravermelho (seeker) do Míssil de 5ª. Geração A-Darter, competidor direto do AIM-9X (EUA), IRIS-T (Consórcio Europeu) e do ASRAAM (Inglaterra). O projeto é fruto de uma parceria entre o Brasil e a África do Sul. Há ainda o Monóculo Termal VDNX-1, considerado um dos mais leves e compactos do mundo – podendo ser acoplado a capacetes e vários armamentos –, indispensável no combate ao tráfico de drogas em regiões de fronteira, por exemplo.

A área Aeroespacial e de Defesa da OPTO conta com modernas instalações para montagem, integração de subsistemas, realização de testes ópticos de precisão, além de ampla gama de instrumentos para desenvolvimento de avaliações e validação de sistemas optoeletrônicos embarcados, que asseguram a conformidade com os padrões e protocolos mais rigorosos do setor.

Ao final da visita, o ministro recebeu uma homenagem dos funcionários da companhia, por meio de uma placa (afixada ao lado da Sala Limpa da empresa), e de uma reprodução desta em miniatura, presenteada ao ministro.

Defesa Net

CIENTISTAS ENCONTRAM GENES DE EXTRATERRESTRES EM DNA HUMANO

O mistério do DNA: uma sequência indecifrada de genes guarda o segredo da origem da espécie humana. O Projeto Genoma foi além do esperado e os cientistas estão perplexos com a descoberta de material genético que não pertence ao planeta Terra. A descoberta confere um tom a mais de credibilidade às hipóteses da origem humana como resultado de colonização da Terra realizada por viajantes cósmicos, que vieram "dos céus", como nos relatos mitológicos de culturas antigas de todo o mundo.

Cientistas que estão trabalhando do projeto Human Genome (Projeto Genoma) ficaram perplexos diante de uma descoberta: eles acreditam que 97% das chamadas "sequências não-codificadas" do DNA humano correspondem a uma porção de herança genética proveniente de formas de vida extraterrestre!
Essas sequências não-codificadas são comuns a todos os organismos vivos da Terra, do mofo, aos peixes e aos homens. No DNA humano, as sequências constituem grande parte do total do genoma, informa o prof. Sam Chang, líder da equipe. Chamadas "junk DNA" (DNA-lixo - porque, a princípio, pareciam não servir para nada), as sequências foram descobertas há anos atrás e sua função permanece um mistério. O fato é que a maior parte do DNA humano é "extraterrestre".

As sequências foram analisadas por programadores de computador, matemáticos e outros estudiosos. Com os resultados o prof. Chang concluiu que o "DNA-lixo" foi criado por algum tipo "programador alienígena". Essa parcela de código genético é determinante de atributos, muitas vezes indesejados, como a imunidade de um organismo às drogas anti-câncer.
Os cientistas estão admitindo a hipótese de que uma grandiosa forma de vida alienígena está envolvida na criação de novas formas de vida em vários planetas; a Terra é apenas um deles. Não se sabe com que propósito tal experiência foi e/ou está sendo feita: se é apenas um projeto científico já concluído, em acompanhamento, uma preparação dos planetas para uma colonização ou ainda, um compromisso de espalhar a vida por todo o universo.
Segundo um raciocínio com base em padrões humanos, os "programadores extraterrestres", provavelmente, trabalham em muitos projetos voltados para a produção de diferentes estruturas biológicas em vários planetas. Devem estar tentando soluções para inúmeros problemas.

Projeto Genoma & Origens Extraterrestres da Humanidade

O prof. Chang é apenas um dos muitos cientistas que acreditam ter descoberto as origens extraterrestres da Humanidade. Chang explica que o DNA é um programa que consiste em duas "versões" (ou de dois conjuntos de informações): um código máster e um código básico. O código máster possivelmente não tem origem terrena.

Os genes conhecidos, por si mesmos, não explicam completamente a evolução. Mais cedo ou mais tarde, a humanidade deverá ser informada de que toda a vida na Terra tem um código genético herdado (ou "plantado" por ) de seus "primos" extraterrestres e que a evolução não ocorreu do jeito que se acreditava até então.

Além do material genético, é também possível que os extraterrestre estejam aqui mesmo, acompanhando de perto o desenvolvimento da raça humana e disseminando mais intensamente suas "sementes estelares" (star-seeds). Estes seres, "infiltrados", que estão sendo chamados de star-people ou star-children, são descritos pelos escritores Brad e Francie Steiger como indivíduos cujas almas deveriam ou poderiam estar encarnadas em mundos de outros sistemas solares, mas que vieram à Terra, nascendo em famílias humanas, para empregar seus esforços em auxiliar no processo de evolução da Humanidade.
Pessoas que alegam ter contactado estes seres, consideram-nos benevolentes ou "do bem". Entre os "contactados" alguns são conhecidos nos meios científicos: George Adamski, Orfeo Angeluci, George Van Tassel, Howard Menger, Paul Villa, Billy meier, Alex Collier. Freqüentemente, os encontros entre humanos e "infiltrados" são comprovados por evidências físicas, como fotografias e filmes, além dos testemunhos.
Erich von Däniken no interior da pirâmide de Gizé, Egito.

ESQUERDA: Zecharia Sitchin, lingüista, especialista em escritas antigas, estudou os caracteres cuneiformes e elaborou a hipótese do 10° planeta do sistema solar, chamado Nibiru, com base no conhecimento que resgatou da mitologia Mesopotâmica. O 10° planeta seria a morada dos "mestres" e colonizadores da Terra, viajantes cósmicos: os Anunnaki, que voltam, a cada 3 mil e 600 anos, para as vizinhanças da órbita terrestre.

Astronautas

Muitos pesquisadores escreveram livros sobre a "teoria do deuses astronautas": uma raça de extraterrestres inteligentes que teria visitado e/ou colonizado a Terra em um passado remoto, durante um tempo que foi empregado em "aperfeiçoar" ou manipular a vida e a raça humana, fazendo de um primitivo hominídeo, como o homo erectus, o atual homo sapiens.
Um dos argumentos em que se apoia essa idéia é a improbabilidade de surgimento do sapiensser híbrido, uma combinação genética de material extraterrestre com a herança do homo erectus.
Antes dos avanços tecnológicos e científicos que permitiram ao homem fazer viagens espaciais e manipular a vida através da engenharia genética, essa teoria da origem extraterrestre da raça humana, não podia ser concebida. Mesmo agora, no século XXI, existem muitas pessoas que consideram essa possibilidade uma fantasia de ficção científica.

Entretanto, as mais recentes descobertas no campo da genética entram em choque com as teorias ortodoxas da evolução enquanto a hipótese de uma intervenção de uma espécie inteligente semelhante ao homem vai deixando de ser um mero produto da imaginação. Os mais famosos entre os expoentes da teoria da intervenção de astronautas na antigüidade são o suiço Erich von Daniken [autor de Eram os Deuses Astronautas - LINK: WEBSITE] e o lingüista americano Zecharia Sitchin [link: Os Anunnaki: os deuses astronautas da Suméria]. de maneira súbita, um processo que fere os princípios do darwinismo ortodoxo; além disso, nos mitos encontrados nas culturas das mais antigas civilizações, existem descrições de eventos protagonizados por "deuses semelhantes a homens", que aparecem vindos do céu e criam a raça humana "à sua própria imagem e semelhança". O homem contemporâneo, em tudo lembra um.

Os Grupos de EXOPOLÍTICA

Dr. Michael E. Salla, autor de Exopolitics: Political Implications of the Extraterrestrial Presencemovimento de Exopolítica, cujo objetivo é obter a abertura das fontes de informação e o diálogo - com e sobre - os extraterrestres, pela afirmação de uma "democracia global" e pela qualidade de vida da raça humana como seres responsáveis e conscientes de que habitam o Universo. Sr. Salla revela que "Existe um grande número de raças extraterrestres conhecidas (por várias instituições) e elas estão interagindo com o planeta e a população humana".
Em 1998, o sargento aposentado das Forças Armadas Norte-Americanas (U.S. Army), Clifford Stone, que serviu por 22 anos, disse em entrevista que participou de operações de "resgate" (ocultamento?) de naves extraterrestres e de criaturas alienígenas - também. Stone disse existem várias raças de extraterrestres. É dele um dos testemunhos colhidos pelo D. Salla em uma série das mais completas já elaboradas.

Outro depoimento é o de Bob Dean, militar com 27 anos de carreira e muitas distinções: "Entre os extraterrestres que conhecemos existe um grupo que se parece muito conosco; podem estar sentados ao seu lado no avião ou num restaurante e ninguém perceberia a diferença."

Aparentemente, "Raças humanas extraterrestres podem se integrar facilmente nas sociedades humanas pois são indistingüíveis." Um terceiro relato é o de Allex Collier, que afirma ser "um contato" - "uma variedade de extraterrestre que fornece material para experimentos com humanos." - Collier acrescenta que: "Os humanos da Terra são um produto de manipulação genética realizada por extraterrestres. Os humanos sapiens possuem uma herança genética e seu código de DNA é semelhante a um banco de muitas diferentes memórias raciais que podem chegar a combinar elementos provenientes de 22 raças diferentes. (Dandelion Books, 2004) - é um dos fundadores do

Zecharia Sitchin, lingüista que decifrou/traduziu antigas escrituras cuneiformes da Suméria, descobriu registros de antigos visitantes extraterrestres. Há 300 mil anos atrás os Anunnaki, do planeta Nibiru, começaram a colonização da Terra. A base de suas atividades foi a engenharia genética, por meio da qual aperfeiçoaram o homem primitivo e fizeram surgir o homo sapiens. Até hoje, símbolos esotéricos arcaicos são renovados e continuam guardando o segredo da espécie humana. A dupla hélice de DNA foi desenhada milhares de vezes ao longo da história; estilizada, duas serpentes entrelaçadas, como no emblema conhecido como caduceu - o bastão de Hermes, signo da medicina e da sabedoria desde tempos imemoriais.

Espiritualidade Religiosa

Alex Collier diz que os "ET-humanos" estão interessados em "assegurar que a humanidade como um todo, possa se desenvolver com senso de responsabilidade sem ameaçar a si mesma nem à grande comunidade galáctica da qual fazem parte. Um dos pré-requisitos para isso é elevação da consciência humana (aprimoramento), que deve começar com a implantação da unidade religiosa."
Collier, que alega ter contato com ETs, alerta que as mensagens religiosas fundamentalistas, no cristianismo, judaísmo, islamismo e outras tantas seitas são elementos hostis, de manipulação e controle da raça humana.

Jesus

Alguns pesquisadores defendem a idéia de que Jesus era um ET-humano que se empenhou em inspirar um sentimento social de Unidade; Jesus não criou nem pareceu pretender criar uma "religião Cristã" repressora da sexualidade, homofóbica, tantas vezes racista [como nas Idades Média e Moderna] e legitimadora de atrocidades como como a escravidão.

Os contatos extraterrestres de Collier informam que Jesus, de fato, existiu e não morreu na Cruz; sequer teria sido crucificado. A crucificação seria um relato simbólico, uma alegoria. Jesus teria vivido o resto de sua vida na histórica fortaleza judaica de Massada, último foco de resistência das forças israelitas contra o domínio romano.

Figuras como Jesus têm vindo à Terra periodicamente a fim de combater a saturação espiritual das massas que ficam entorpecidas pela mensagem de um sistema de crenças que enfraquece a capacidade de evolução individual e coletiva.

As religiões institucionalizadas legitimam a criação e manutenção de uma elite dirigente opressiva, que se auto-estabelece como juízes da moralidade. As elites religiosas, historicamente, têm abusado de suas regras autogeradas para exercer controle social. A religião se torna um agente colaborador e complementar ao Estado e, o que é pior, à serviço do projeto econômico que orienta o Estado. Os ETs-humanos querem "ajudar a humanidade a se libertar das estruturas de opressão através da educação edodespertar da consciência."

Eles estão Entre Nós

Em Extraterrestrials Among Us, artigo publicado em outubro de 2006, Salla afirma: "Existem evidências impressionantes, provenientes de um fontes independentes de que extreterrestres semelhantes a humanos vivem integrados com as populações dos grandes centros. Muitos relatos, de pessoas comuns, descrevem encontros com extraterrestres que transitam incógnitos entre os cidadãos das maiores cidades do planeta.

George Adamski

foi o primeiro a escrever sobre os extraterrestres que vivem secretamente. Em Inside The Flying Saucers, segundo livro não-ficcional de Adamski, há o relato das experiências de contato com os alienígenas e como eles seestabelecem em sociedade, vivendo como qualquer um, tendo emprego,vivendo em condomínios, dirigindo carros.

Oito Galáxias - 135 Bilhões de Seres Humanos

Alex Collier diz que os ETs revelaram que existem mais de 135 bilhões de seres humanos em oito galáxias próximas à galáxia da Terra (a Via Láctea). Collier, que diz já ter viajado à bordo de uma nave, comentou que "Nó temos uma péssima reputação porque somos a única raça humana que mata e atormenta a si mesma, que permite a si mesma viver na pobreza; a única raça de homens que vivem sob o jugo de outros homens, que têm indivíduos sem-teto em sua sociedade, queescraviza a si mesma. Os ETs não entendem porque fazemos isso

CSPU

Recuo do Irã impediu guerra antes de eleição nos EUA, diz Israel

O ministro de Defesa de Israel, Ehud Barak, defende o ataque militar contra as instalações nucleares do Irã


Ministro de Defesa israelense defende, no entanto, ataque militar contra instalações nucleares iranianas

Israel não atacou militarmente as instalações nucleares iranianas neste ano por conta da decisão de Teerã de mover um terço do urânio parcialmente enriquecido para uma usina de energia com fins civis. A afirmação é do ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, cuja principal preocupação é manter o Irã sem armas nucleares.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph nesta terça-feira (30/10), o ministro admitiu que seu país provavelmente teria entrado em guerra contra o país persa antes mesmo da eleição presidencial nos Estados Unidos. A posição do governo israelense foi alterada em agosto quando as autoridades iranianas moveram 38% de 189 quilos de urânio enriquecido a 20% e converteram o material em combustível para um reator de pesquisa civil.

“Poderia ter ao menos três explicações”, supôs Barak. “Uma delas é que o discurso público sobre uma possível operação israelense ou norte-americana os dissuadiu de tentar chegar perto. Pode também ter sido uma manobra diplomática que eles lançaram com a finalidade de evitar esse problema culminando nas eleições norte-americanas para ganhar tempo. E também pode ter sido um jeito de falar para a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) ‘olhem, nós cumprimos com as nossas obrigações'”, acrescentou.

Para o ministro de Defesa, no entanto, os “aiatolás” que compõem o governo iraniano não vão desistir de obter o armamento nuclear com sanções ou diplomacia e, por essa razão, a possibilidade de ataque contra o país ainda está na mesa. A transferência do material nuclear, segundo Barak, apenas “atrasou o momento da verdade por oito ou dez meses”.

O oficial israelense defende a guerra contra o Irã o mais rápido possível antes que as instalações nucleares iranianas atinjam a “zona da imunidade”, isto é, quando se tornarem invulneráveis a possíveis ataques militares aéreos israelenses. “Pense no que significaria atacar o Irã quando eles já tiverem a bomba nuclear. Seria ainda mais complicado, perigoso e com consequências de longo alcance, com muito mais custos de vidas humanas e recursos financeiros”, defende.

Barak defendeu que o programa nuclear iraniano não é apenas uma ameaça à segurança de Israel, mas de todo o mundo. Apesar disso, o ministro de Defesa disse que Israel tem o direito de atacar o país sem a autorização prévia dos EUA. “No que diz respeito ao centro dos nossos interesses de segurança e, de certa maneira, ao futuro de Israel, nós não podemos delegar a responsabilidade de tomar decisões nas mãos de outros mesmo que se tratem de nosso aliado mais confiável e fiel”, afirmou.

Fins pacíficos ou militares?

O programa nuclear iraniano foi anunciado em fevereiro de 2003 pelo então presidente, Mohamed Khatami, que revelou a existência da instalação de Natanz e convidou a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) para visitá-la.

Desde então, políticos norte-americanos e europeus desconfiam dos fins pacíficos do programa e afirmam que o governo do Irã deseja desenvolver armas nucleares. França, Reino Unido, Alemanha e os EUA conseguiram aprovar no Conselho de Segurança seis pacotes de sanções contra o país de 2006 até os diais atuais. A União Europeia e diversos países, incluindo os EUA, também realizam bloqueios contra o país.

A AIEA faz visitas constantes ao Irã com a finalidade de acompanhar o desenvolvimento de seu programa nuclear, de modo a produzir diversos relatórios sobre o caso. Em todos estes documentos, a agência afirmou que não pôde verificar indícios de fabricação de armas nucleares.

No ano passado, os EUA propuseram, de acordo com o New York Times, que o Irã removesse todo o material nuclear do país, encerrasse o enriquecimento de urânio e fechasse uma de suas usinas. Em seguida, os EUA e seus aliados ofereceriam cooperação para o desenvolvimento de programas nucleares para fins pacíficos e não acrescentariam novas sanções, mas os bloqueios já impostos não seriam suspensos.

Opera Mundi

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Como bombardear o Irã

Durante as Guerras Napoleônicas, quando foi noticiado que os franceses estavam se preparando para invadir a Inglaterra, o almirante John Jervis disse: "Eu não digo que os franceses não podem vir-me apenas dizer que eles não podem vir por mar." Exceto o movimento de um regimento de sans culottes sobre o Canal Inglês por uma frota de balões Montgolfier, o comentário de Jervis praticamente resumiu os limites para ambições francesas enquanto Britannia dominava os mares.
Um pouco semelhante de militares exagerar parece estar em torno do planejamento alegado pelos israelenses para encenar um ataque aéreo contra as instalações nucleares iranianas.

A mídia dos EUA e até mesmo alguns porta-vozes do Pentágono têm sugerido que Israel não pode fazer o trabalho sozinho, mas o problema é muito maior do que isso, levando a questão de saber se Israel pode fazê-lo em tudo. Israel tem mais de 400 lutadores , mas muitos deles estão configurados para estabelecer superioridade aérea sobre um adversário por derrubar aeronaves adversária e incapacitante instalações de defesa aérea no chão. Eles são lutadores de apoio às operações terrestres em primeiro lugar com uma capacidade limitada secundário como bombardeiros.
Israel não tem força de bombardeiros dedicado, mas ele tem um número estimado de 125 avançados F-15I e F-16I, que tem sido reforçados através de aviônicos especiais instalados pela indústria aeronáutica de Israel para melhorar o desempenho sobre os tipos de condições de terreno e clima prevalecente no Oriente Médio. Os aviões são capazes de voar em missões de longo alcance e muito capaz em um papel de bombardeio, mas eles têm suas limitações.

É geralmente aceite que qualquer tentativa de destruir os endurecidos e bem defendido instalações nucleares iranianas seria necessário o uso do Estados Unidos, desde GBU-28 , de cinco mil libras uma bomba guiada a laser inteligente que pode ser direcionada para o alvo. A GBU-28 é considerada como correta e capaz de penetrar profundamente num alvo, que é por isso que tem sido descrito como "anti-bunker." Especificações de desempenho exatos da arma são classificados, mas acredita-se ser capaz de penetrar 20 pés de concreto armado. Se isso seria o suficiente para tirar as metas esperadas iranianos nos centros de pesquisa em Natanz e Fordow, a instalação de água pesada em Arak eo reator em Bushehr operacional é desconhecida e alguns analistas opinaram que ela pode exigir vários hits na mesma local para fazer o trabalho. Como Bushehr, o alvo mais acessível dos três, é um reator ativo, um ataque iria liberar contaminação considerável.

Assumindo que os EUA forneceram a Israel com uma quantidade suficiente de GBU-28s para ir ao redor de todas as aeronaves disponíveis, ainda há dois problemas adicionais com a arma que a capacidade de impacto de Israel para organizar um ataque. Primeiro, é tão pesada que apenas 25 F15Is de Israelsão capazes de levá-lo, uma bomba para cada avião. Para uma utilização óptima de encontro a um alvo, o GBU-28 também requer uma linha clara de visão, o que significa que o avião tem de ser baixa e voar de forma relativamente lenta, tornando-as mais vulneráveis ​​aos combatentes defesas terrestres, em particular com a sua capacidade de manobra limitada devido à carga de bombas.Este primeiro problema gera o segundo problema, o que é que um ataque vai exigir uma frota separada de caças F-16 desonerados por GBU-28s para ir em primeiro e suprimir o fogo defensivo, complicando ainda mais a missão.

Assumindo que todos os caças israelenses capazes de levar a GBU-28 estão disponíveis, o que normalmente não seria o caso, 25 bombas podem não ser suficiente para fazer dano crítico para as metas. Inteligência perfeita é necessário para colocar as bombas, onde irá fazer o maior dano, um elemento que provavelmente vai faltar com os alvos subterrâneos. Algumas bombas vai perder enquanto outras podem não funcionar perfeitamente e vai detonar antes da penetração. E antes que as bombas são lançadas dos aviões que chegam sobre o Irã.

Vamos supor que os israelenses optar por uma força de ataque de 50 caças, um terço dos quais será designado para a supressão de fogo de chão. Os aviões serão equipados com tanques de combustível conformais construídas nas fuselagens de alcance estendido. Eles também têm tanques auxiliares que poderia ser descartada quando vazio. No entanto, a força atacante teria que decolar de aeroportos israelenses e, em seguida, quase imediatamente reabastecer ou sobre Israel ou acima do Mediterrâneo, porque os lutadores queimar combustível considerável em sair do chão.

Reabastecimento de 12 de Israel Boeing 707 modificado e C-130 petroleiros iria demorar algum tempo, mesmo que um avião usando um boom voando para reabastecimento pode encher em trinta segundos. É a manobrar e para permitir a ligação de reabastecimento que leva muito mais tempo. Reabastecimento de todos os 50 aviões será uma tarefa importante e essencial para o sucesso da missão e enquanto os aviões estão no ar e formando-se eles serão detectados por radar no Egito e no Líbano, a informação que se deve assumir é susceptível de ser compartilhada com o Irã .
Os objetivos do Irã são mais de 1.000 milhas de Israel e os aviões devem ser capazes de passar algum tempo sobre suas metas, o que é por isso que o reabastecimento é necessário. Mas, mesmo assim, não haveria problemas se os jatos israelenses. Eles teriam que deixar seus tanques auxiliares para tomar medidas defensivas e provavelmente teria de retornar imediatamente a Israel.

. Há três rotas possíveis para o Irã. Uma rota para o sul da Arábia viola o espaço aéreo e não é de modo algum certo que os muitos capazes 80 ou mais F-15 da Força Aérea saudita não se esforçam para interceptar. O outro é para o norte da Síria, contornando a fronteira turca. A Síria é improvável que seja capaz de interferir muito dado seus problemas atuais embora ela não possuir alguns mísseis antiaéreos russos capazes de efetuar uma resposta a violações do espaço aéreo e por parte dos turcos não pode ser descartada. A terceira opção, mais provável é voar ao longo da fronteira sul da Síria, evitando Jordânia, e depois através do Iraque, que tem apenas capacidade de defesa aéreo limitados desde a saída de militares dos EUA no final de 2011.

Ataques anteriores de Israel contra instalações nucleares no Iraque e na Síria atingiram alvos que estavam acima do solo, baseando-se o elemento de surpresa completa. Após a chegada sobre o Irã, os israelenses seriam confrontados por algo completamente diferente, alvos que estão no subsolo ou temperados com concreto armado e ainda protegidos por camadas de defesas terrestres que estarão alerta e esperando. O Irã é conhecido por ter baterias de russo fornecido SA-5 para alvos de grande altitude e SA-15 para os atacantes de nível inferior. Também foi alegado que Teerã tem sido capaz de adquirir avançados russos S-300 mísseis de longo alcance, o que, se verdadeiro, seria um problema sério para os caças israelenses. Os israelenses teriam que ter muita sorte para evitar perdas.

Supondo-se que a Força Aérea israelense é capaz de realizar o reabastecimento, voar com sucesso para o Irã, suprimir as defesas de terra, e realizar seu bombardeamento, ele ainda tem de voltar para casa, mais uma vez voando sobre o Iraque com todas as forças do ar e da bateria de defesa aérea no região em alerta máximo. Dependendo da quantidade de manobras foi necessário enquanto o Irã, alguns aviões poderia precisar ser reabastecido novamente o que significaria a implantação petroleiros altamente vulneráveis ​​sobre o Iraque ou na Jordânia.

De volta para casa os israelenses teriam que esperar uma saraivada de mísseis de todos os tipos e variedades lançados pelo Hezbollah no Líbano para retaliar o ataque. O financiado pelos EUA Iron Dome, um sistema de defesa anti-mísseis poderia interceptar muitos dos mísseis, mas alguns certamente vão passar e vítimas civis israelitas podem ser altos.
É claro que encenar o ataque ao Irã seria repleta de dificuldades e estimativas de inteligência sugerem que na melhor das hipóteses o atentado seria um retrocesso a capacidade iraniana de construir uma arma por apenas um ano ou dois. Além disso, o ataque teria a certeza de que o Irã buscar uma arma, mesmo que apenas por auto-defesa, uma decisão essencialmente política, que ainda não foi feito pela liderança do país.

Israel tem outros ativos-inclusive militares mísseis balísticos e mísseis que submarinos lançadores de cruzeiro poderiam ser usados ​​para atacar o Irã, que convidam retaliação dos próprios iranianos de mísseis balísticos e de cruzeiro, complicando consideravelmente pós-ataque desenvolvimentos. Há também a capacidade de armas nucleares de Israel, cuja utilização seria convidar a condenação mundial e instantaneamente escalar a luta em um conflito regional ou ainda mais amplo.

Em suma, todos os itens acima sugere que a ameaça frequentemente repetida pelos líderes de Israel para atacar o Irã não é um plano sério para tirar as instalações nucleares iranianas. É mais provável que uma operação de desinformação de longa duração, de alguma forma convencer os Estados Unidos a fazer o trabalho ou um condicionamento deliberada dos públicos Israel e dos EUA para ser solidário, se algum incidente pode ser organizado para desencadear um conflito armado. Se um acredita que os dois candidatos presidenciais com base no que disse no debate de segunda-feira, os dois têm mais ou menos admitiu o ponto, concordando que eles apoiariam militarmente qualquer ataque israelense ao Irã. Se Romney ou Obama é realmente dispostos a iniciar uma guerra nova e importante no Oriente Médio é, naturalmente, impossível de discernir.

Philip Giraldi, um antigo oficial da CIA, é o diretor-executivo do Conselho para o Interesse Nacional.

UND



Bombardeio ao Irã se voltaria contra Israel, diz ministro francês

Laurent Fabius pediu reforço de sanções contra armamento nuclear do Irã.
Ministro disse temer que bombardeio deixe iranianos como vítimas.


O chanceler francês Laurent Fabius afirmou nesta segunda-feira (3) que um eventual bombardeio israelense contra o Irã poderia voltar-se contra Israel e defendeu o reforço das sanções para impedir Teerã de obter armamento nuclear.

"Sou absolutamente contrário a que o Irã tenha a arma nuclear, mas penso que se acontecesse um ataque israelense, lamentavelmente isto se voltaria contra Israel e colocaria o Irã em situação de vítima", declarou Fabius ao canal BFM-TV.
O ex-premiê Laurent Fabius, novo chanceler da França, em 9 de maio em Paris (Foto: AFP)

O ministro francês das Relações Exteriores disse temer que com um bombardeio, os iranianos "fiquem na situação de vítimas e recuperem uma legitimidade ante as populações da região".

"Nós decidimos que é necessário aumentar as sanções e, ao mesmo tempo, seguir negociando com o Irã para conseguir que ceda", argumentou.

 "Lamentavelmente, os chineses, os russos e os indianos não respeitam as sanções, o que é um baque, mas as sanções começam a ser mais eficazes", completou.

G1

Irã envia navios de guerra para o Sudão após ataque aéreo israelense a base de mísseis

Um ataque aéreo foi amplamente relatado por ter sido realizado por Israel contra uma base de mísseis coordenada pelo Irã no Sudão Foto:. GETTY

Irã arriscou retaliação militar israelense nesta segunda-feira com o envio de uma força-tarefa naval para o Sudão, poucos dias depois de um ataque aéreo amplamente noticiado pelo Estado judaico contra uma corrida de mísseis em uma base de Teerã em Cartum.

A mídia estatal do Sudão árabe disse que uma cerimônia de ancoragem foi encenada em Porto Sudão para receber o comboio liderado por uma fragata naval iraniana e navios de guerra .
Comandantes da flotilha iraniana supostamente conheceram os chefes sudaneses da Marinha como um gesto de "paz e amizade".
Mas Israel vê as ligações cada vez mais estreitas militares entre Irã e Sudão como uma ameaça credível. Ele teme que o Irã esteja construindo mísseis para o Hezbollah e fornecer ao regime sírio.
Mídia israelense disse que um bombardeio de longo alcance executado por oito bombardeiros F15 atingiram uma base de mísseis composta por engenheiros iranianos na usina Yarmouk militar.
Sudão se queixou às Nações Unidas que Israel bombardeou a fábrica.

Irã afirma ter colhido imagens "sensíveis" de locais militares israelenses e outros alvos potenciais de mísseis por um drone abatido depois de lançado do Líbano pelo Hezbollah
Ismael Kowsari, um deputado iraniano, disse à agência semi-oficial de notícias Mehr que as imagens do robô foram transmitidas de volta para operadores do Hizbollah antes do tiro militar israelense que do céu no início deste mês.
"As imagens de sites proibidos tomadas e transmitidas por este zangão estão agora em nosso poder."
Mehr tem laços estreitos com a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), que está no comando geral da relação do Irã com o Hezbollah, o grupo militante xiita cujo braço terror está equipado com mísseis, foguetes e outras armas por Teerã.

Uma investigação israelense do ofício misterioso, que foi relatado por ter atravessado profundamente em seu território, ainda não chegou a qualquer conclusão. No entanto as autoridades militares informaram que eles não acreditam que ele foi equipado com uma câmera. "Eu não acho que havia uma câmera", para os oficiais superiores no comando norte disse.
A liderança do Hizbollah alardeou que montou o drones no sul do Líbano a partir de componentes produzidos por seus patrões iranianas. Ele já avisou que está preparado para enviar mais drones em seu vizinho do sul, apesar de um aviso de Ban Ki-moon, o Secretário Geral da ONU, que está arriscando a segurança libanesa, ao fazer isso.

Ahmed Vahid, o ministro da Defesa iraniano, tomou crédito para o drone Hezbollah nos últimos dias. Sr. Vahid disse que, embora o drone Ayub não era o "mais recente em tecnologia iraniana", sua sofisticação tinha "espantado" estrategistas israelenses de defesa.
Sr. Kowsari, que é um ex-comandante do IRGC, também afirmou que as imagens permitirão que o Irã responda a qualquer ato de agressão por parte de Israel ou dos seus aliados ocidentais contra a República Islâmica. "É por isso que dizemos que vamos responder a Israel dentro de (seu) território, se ele tomar qualquer ação contra nós", disse ele.

Irã afirmou no mês passado que havia começado a fabricação de mísseis zangões de longo alcance para o transporte com uma gama de 1.250 quilômetros.
O Shahed-129, ou Testemunha-129, cobre grande parte do Oriente Médio, incluindo Israel e quase duplica a gama de drones anteriores produzidos por técnicos iranianos, que muitas vezes dependiam hardware de engenharia reversa militar com o país sob embargo ocidental.
No ano passado, Teerã disse que recuperou a carcaça de um RQ-170 zangão furtivo Sentinel dos EUA que havia desembarcado no seu território depois de tirar o curso no Afeganistão.O regime alegou que estava usando os dados recuperados a partir de aviões não tripulados para construir a sua própria versão de um dos drones semelhantes mais sofisticados feitos pelos EUA.

http://www.telegraph.co.uk

UND

Fórmula falhada para guerra permanente - Império muda de pele, não de vícios

Olhados assim, parecem uma gangue de gigantes geriátricos. Em jeans, camisa esporte, abrigo de ginástica e esquisitas sapatilhas de hospital, caminham sobre e à volta do “mundo” [imagem acima], parando vez ou outra para coçar o queixo e considerar uma ou outra crise potencial. Entre eles vê-se o general Martin Dempsey, Chefe do Estado-maior dos Comandantes das Forças dos EUA, em camisa e calças esporte, sem medalhas ou condecorações à vista, braços cruzados, olhar fixo. Mantinha um pé plantado na Rússia, metade do outro sobre o Cazaquistão. E tudo isso, sem que o general tivesse de abandonar seus confortos em Virginia. 
Martin Dempsey

Várias vezes esse ano, Dempsey, os demais comandantes militares e comandantes regionais em guerra reuniram-se na Base do Marine Corps em Quantico, e ali dedicam-se a futurísticos jogos-de-guerra e/ou seminários acadêmicos sobre as necessidades dos militares dos EUA em 2017. Há ali um mapa mundi gigante, maior que uma quadra de basquete, ali posto, no chão, para que os figurões do Pentágono possam andar, literalmente, sobre todo o planeta – desde que calcem aquelas sapatilhas, para evitar arranhar “o mundo” – enquanto pensam sobre “vulnerabilidades nacionais militares potenciais dos EUA em conflitos futuros” (como um dos participantes disse ao New York Times). A imagem daqueles generais, com o mundo sob o tacão de suas sapatilhas, é eloquente, para mostrar as ambições dos militares de Washington, a obsessão com intervenções pelo planeta e o desprezo por fronteiras e soberania nacionais (que não sejam dos EUA).

Um mundo muito maior que uma quadra de basquete 
Nas últimas semanas, alguns dos frutos possíveis dos “seminários estratégicos” de Dempsey, missões militares bem longe das salas de Quantico, surgiram com insistência nos noticiários. Às vezes encobertos numa ou noutra matéria, às vezes nas manchetes, são fatos que atestam a tendência do Pentágono de ‘por um pé’ nos mais variados cantões do planeta.

Em setembro, por exemplo, o tenente-general Robert L. Caslen Jr., revelou [1] que, poucos meses depois de os militares dos EUA retirarem-se do Iraque, uma unidade das Forças de Operações Especiais já havia sido deslocada para lá, para missão de aconselhamento; e que já havia negociações em curso para enviar número maior de soldados para dar treinamento a forças iraquianas no futuro. No mesmo mês, o governo Obama conseguiu aprovação no Congresso para redirecionar fundos já previstos para ajuda ao Paquistão na guerra de contraterrorismo, para novo projeto semelhante, na Líbia. Segundo o New York Times, Forças de Operações Especiais dos EUA serão muito provavelmente deslocadas para constituir e treinar uma unidade de combate líbia, que enfrentará grupos de guerrilheiros islamistas – os quais se tornaram muito mais ativos e ameaçadores depois da revolução de 2011 auxiliada pelos EUA.

No início desse mês, o mesmo New York Times noticiou [2] que os militares norte-americanos haviam enviado secretamente uma nova força-tarefa para a Jordânia, para dar assistência a tropas locais na resposta à guerra civil na vizinha Síria. Dias depois, o mesmo jornal noticiou [3] que esforços recentes dos EUA para treinar e dar assistência a forças locais em Honduras, numa guerra às drogas, já estavam envolvidas, lá, numa espiral de denúncias de mortes de inocentes, violações de leis internacionais e suspeitas de abusos de direitos humanos por aliados hondurenhos.

Em seguida, o Times trouxe a notícia [4] sinistra, embora não surpreendente, segundo a qual o “exército local”, que os EUA haviam passado mais de uma década tentando construir no Afeganistão, segundo oficiais, “enfrentava tal quantidade de deserções, com número tão baixo de novos recrutas que, de fato, quase um terço do contingente muda anualmente”. Hoje, pipocam rumores sobre uma nova guerra “patrocinada” e mantida pelos EUA [5], dessa vez no norte do Mali [6], onde islamistas associados à al-Qaeda já controlam vastas porções de território – e mais uma consequência direta da intervenção norte-americana, ano passado, na Líbia.

E esses são só os fatos que chegam ao noticiário. Muitas outras ações dos EUA são mantidas rigorosamente abaixo do radar. Há várias semanas, por exemplo, soldados dos EUA foram deslocados [7] para o Burundi, para ações de treinamento nessa pequena nação, sitiada, desesperadamente pobre, do leste da África. E outro contingente de instrutores do Exército e da Força Aérea dos EUA tomaram o rumo de outra nação sitiada e desesperadamente pobre da África Ocidental, Burkina Faso, para treinar forças locais.

Em Camp Arifjan, base dos EUA no Kuwait, soldados norte-americanos e locais usam trajes especiais de proteção, em treinamento conjunto para guerra química, biológica, radiológica e nuclear. Na Guatemala, 200 Marines do Destacamento Martillo completaram missão de vários meses em que treinaram forças navais e polícias locais em técnicas para interceptar o tráfico de drogas.

Do outro lado do mundo, nas florestas tropicais impenetráveis das Filipinas, os Marines trabalham com tropas de elite locais em treinamento para guerra na selva e preparação de atiradores camuflados. Marines dos dois países saltam de aviões, 10 mil pés acima do arquipélago, num esforço para ampliar a “interoperabilidade” das respectivas forças. E no Timor Leste, no sudeste asiático, os Marines treinaram guardas de embaixada e policiais militares em “técnicas de submissão” (pressionamento de áreas corporais, chamadas “pontos de dor”) para “interrogatórios estimulados” e ações de guerra na selva, como parte da operação Exercise Crocodilo 2012.
A ideia que inspirou os “seminários estratégicos” de Dempsey foi planejar o futuro, saber como responder a “desenvolvimentos” em cantos remotos do planeta. Enquanto, no mundo real, as forças norte-americanas continuam a plantar alfinetes preventivos naquele mapa gigante – da África à Ásia, da América Latina ao Oriente Médio. Na superfície, o engajamento global, as missões de treinamento e as operações conjuntas até parecem racionais. E o mapa gigante de Dempsey, o planejamento planetário, parece modo adequado para pensar soluções para enfrentar ameaças que surjam contra a segurança nacional.

Mas quando se pensa em como o Pentágono realmente trabalha, esses jogos de guerra têm, sem dúvida, muito de absurdo. Afinal, as ameaças globais já chegam em todas as formas e tamanhos imagináveis, de movimentos islamistas marginais na África, à grande organização das gangues de drogas mexicanas. Nunca se vê exatamente como ameaçariam a “segurança nacional” dos EUA – por mais que sempre haja conselheiros da Casa Branca e generais a repetir que, sim, nos ameaçam e muito. E por mais que os generais estudem e analisem alternativas em seminários como o de Quantico, a única resposta “sensível” que se vê é sempre a mesma: mandar os Marines, ou os SEALs, ou os aviões-robôs, drones, ou algum simulacro de exército “treinado” localmente. Verdade é que ninguém precisa passar dias e dias saltitando sobre mapas gigantes, em sapatilhas, para ver o que todos veem e fazer o que aqueles generais sempre fazem.
Drone

De um ou de outro modo, os militares dos EUA já estão atualmente envolvidos [8] com a maioria das nações da Terra. Soldados, commandos, instrutores, construtores de bases, “pilotos de joysticks” comandando aviões-robôs mortais, os drones, espiões e vendedores de armas, além de gangues armadas alugadas e empresários, já são vistos em praticamente qualquer ponto do planeta. O sol nunca se põe sobre a cabeça de soldados dos EUA metidos em “operações”, treinando outros soldados, armando gangues locais, treinando mercenários de todos os tipos, vendendo armas e equipamentos de guerra, inventando novas “táticas” e aprimorando artes marciais em geral. Os EUA mantêm submarinos que vasculham as profundezas e aviões que transportam soldados, pelos céus e pelos mares, aviões-robôs em voo eterno, sem nunca ou quase nunca pousarem, e aviões tripulados que patrulham todo o céu; e ainda acima deles, também circulam satélites espiões, que espionam igualmente amigos e inimigos.

Desde 2001, os militares norte-americanos lançam mão de tudo que encontraram em seus arsenais, só falta usarem as bombas atômicas, além de incontáveis bilhões de dólares em armas, tecnologia, suborno, corrupção, tudo, contra conjunto espantosamente fraco de inimigos: grupos de guerrilheiros relativamente pequenos e sempre maltrapilhos e mal armados em nações pobres, como o Iraque, o Afeganistão, a Somália, o Iêmen –, e, até agora, sem derrotar um grupo de resistentes, que fosse. Com dinheiro sem fim e armamento de ponta, com saberes e talento de instrutores planetários, além do devastador poder de destruição com que contam, os militares norte-americanos, hoje, deveriam já ser senhores incontestes do mundo. Teriam de já dominar o planeta, exatamente como os sonhos enlouquecidos dos primeiros anos Bush garantiam.
A guerrilha esfarrapada dos Talibãs

Contudo, depois de mais de uma década de guerra, ainda não dominaram nem a esfarrapada guerrilha de resistência afegã, que não conta, sequer, com significativo apoio popular. Treinaram soldados afegãos, conhecidos há muito tempo pelo desinteresse e baixo desempenho – até que, afinal, os soldados afegãos passaram a tomar como alvos os próprios instrutores norte-americanos. Passaram anos e incontáveis dezenas de milhões de dólares supridos pelos contribuintes norte-americanos caçando clérigos e crentes fundamentalistas, inumeráveis “comandantes” de gangues terroristas e legiões de militantes sem nome aliados à al-Qaeda, sempre em locais os mais inóspitos do mundo. E, em vez de já ter dizimado aquela organização e seus muitos braços, a al-Qaeda cresceu e, hoje, já chega a regiões onde, antes, jamais chegara.

Simultaneamente, conseguiram apresentar forças regionais muito fracas, como a al-Shabaab da Somália, como se fossem ameaças transnacionais; em seguida passaram a consumir-se na tentativa de erradicá-las, e sempre fracassam. Consumiram milhões de dólares em pessoal, equipamento, ajuda e, recentemente, até soldados, na tarefa de erradicar grupos de traficantes de baixo poder ofensivo (tanto quanto, também, no combate dos cartéis gigantes) sem que, até agora, tenham sequer reduzido o fluxo de drogas que continua a chegar aos centros e às periferias das cidades norte-americanas.

Consumiram bilhões em inteligência, só para, repetidamente, viverem em contexto de inteligência nenhuma, ou inteligência insuficiente e no escuro. Destruíram o regime de um ditador no Iraque e ocuparam o país, só para terem, hoje, de ainda enfrentar guerrilheiros mal armados, mal equipados, e sem contar sequer com o apoio dos aliados que ajudaram a impor no Iraque, os quais, sem cerimônia, afastam-se dos EUA (embora, vez ou outra, deem sinal de interesse em reatar as velhas solidariedades). Gastaram inenarráveis milhões de dólares para treinar e equipar equipes de elite dos SEALs da Marinha, para por os mesmos SEALs em luta contra adversários pobres, mal treinados e mal armados como, hoje, os piratas da Somália.

Como nunca mudar, num mundo em mudança

E tudo isso é só metade da história.

Os militares dos EUA devoram montanhas de dinheiro e pouco oferecem como retorno, em termos de vitórias. O pessoal talvez seja o mais talentoso e mais bem treinado do planeta, com as armas e a tecnologia mais sofisticada que se produz. Em termos de orçamento de defesa, os EUA superam [9] de longe a soma dos gastos das nove maiores nações do planeta (várias das quais, além do mais, são aliadas dos EUA), como superam também, em muito, todos os inimigos, como os Talibã, a al-Shabaab, ou a al-Qaeda na Península Arábica. Pois parece que, no mundo real das guerras reais, tudo que os EUA ostentam serve para notavelmente pouco.

Donald Rumsfeld
Num governo carregado de agências rotineiramente marcadas pela corrupção e pela ineficiência, e sem conseguir produzir resultados significativos, o resultado parece invencível, só, em termos de desperdício [10] e insuperável abjeto fracasso [11], por menos que Washington dê qualquer sinal de preocupação ante esse quadro. Há mais de uma década, os militares norte-americanos mudam-se de uma doutrina fracassada, para outra doutrina fracassada. Houve os “militares leves” de Donald Rumsfeld, depois o que se pode chamar de “militares pesados” (embora não tenham tido nome), que foram substituídos pelas “operações de contrainsurgência” do general David Petraeus (também conhecidas pela sigla COIN). E essas, por sua vez, foram substituídas pela aposta que faz o governo Obama, para futuros grandes triunfos militares: as “pegadas leves” [12], combinação de operações especiais, muitos drones, espiões, soldados civis, ciberguerra e associação com guerrilheiros locais. Fato é que, seja qual for o método adotado, uma coisa sempre se repete: sucesso nenhum, muitos fracassos, o nome do jogo é frustração e a vitória, essa, perdida, sumida, “desaparecida em combate”.

Porém, convencidos de que a chave do sucesso é encontrar a fórmula certa [13] para usar globalmente sua força total, os militares norte-americanos atualmente investem num novo plano de seis pontos. Amanhã inventarão outro mix de mais guerra. Em algum ponto futuro, com certeza tentarão a mão com arma mais pesada. E, se a história tem algo a ensinar, deve-se esperar o ressurgimento do conceito de luta de contraguerrilha – conceito que já levou ao fracasso dos EUA no Vietnã, foi ressuscitado e novamente fracassou no Afeganistão e que, ninguém duvide, logo voltará à moda.

Falta aí, como deveria ser óbvio para todos, observar uma curva de aprendizagem. Solução para os fracassos bélicos dos EUA tem de começar por uma reavaliação do poder militar belicista – reavaliação que absolutamente não aparece na pauta de ninguém, em Washington, no momento. Será preciso mais do que um fim de semana de generais aos pulinhos, de sapatilhas macias, sobre mapa gigante.

Os políticos norte-americanos nunca se cansam de exaltar as virtudes dos militares norte-americanos, hoje saudados, rotineiramente [14] como “a melhor força combatente da história do mundo”. É expressão quase grotesca, se se observam os fatos. Além do triunfo sobre uma minúscula ilha do Caribe, Granada, e no Panamá, o currículo dos militares norte-americanos desde a 2ª Guerra Mundial é uma litania [15] de desapontamentos: impasse na Coreia, descomunal derrota no Vietnã, fracassos no Laos e Camboja, débâcles no Líbano e na Somália, duas guerras contra o Iraque (nenhuma vitória), mais de uma década de atolamento no Afeganistão. E há mais.

Parece haver em ação aí algo semelhante à lei dos lucros cessantes. Quanto mais tempo, mais esforço, mais dinheiro do Tesouro dos EUA investido nos militares e em aventureirismo militarista, menor o retorno. Nesse contexto, o impressionante poder de destruição dos militares pode não alterar uma vírgula, se continua aplicado a tarefas para as quais os militares sempre existiram, mas as quais, ao que parece, já não sabem ou já não podem cumprir.

Talvez já nenhum sucesso militar seja possível, sejam quais forem as circunstâncias, no mundo do século 21; a vitória talvez já nem seja opção a considerar. Em vez de tentar e tentar e tentar encontrar a fórmula perfeita, ou de, talvez, reinventarem a guerra, é possível que os militares norte-americanos tenham, hoje, de se reinventar eles mesmos e sua raison d’être, para, talvez, romperem seu longo ciclo de fracassos.

Mas que ninguém conte com isso.

Em vez disso, esperem que os políticos em Washington continuem a elogiar, o Congresso continue a garantir dinheiro em níveis inimagináveis, os presidentes continuem a tentar resolver à força problemas complexos de geopolítica (mesmo que de modos ligeiramente diferentes), os vendedores de armas continuem a dizer maravilhas de seus produtos que, de fato, não passem de monstruosidades, e o Pentágono continue sem vitórias.

Ante a mais recente série de fracassos, os militares dos EUA mergulharam de cabeça em outro “período transicional” – chame de “a face mutante do império”. Mas que ninguém espere mudança nas armas, nas táticas, na estratégia, nem ninguém espere, sequer, mudança de doutrina que leve a melhores resultados. Como diz o ditado, quanto mais essas coisas mudam, mais fica tudo na mesma.