segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

TRIÂNGULO DAS BERMUDAS.


O Triângulo das Bermudas (também conhecido como Triângulo do Diabo) é uma área que varia, aproximadamente, de 1,1 milhão de km² até 3,95 milhões de km². Essa variação ocorre em virtude de fatores físicos, químicos, climáticos, geográficos e geofísicos da região, que influem decisivamente no cálculo de sua área, situada no Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, Porto Rico, Fort Lauderdale (Flórida) e as Bahamas. A região notabilizou-se como palco de diversos desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios, para os quais popularizaram-se explicações extrafísicas e/ou sobrenaturais.

Terceiro navio militar russo com fuzileiros e logística de guerra partiu para a Síria

Porto de Tartus Síria

O navio de desembarque Novocherkassk, da Esquadra do Mar Negro, zarpou da base naval de Novorossiisk rumo ao porto sírio de Tartus, informou hoje uma fonte no Estado-Maior General das Forças Armadas da Rússia.

Em 31 de dezembro, o Novocherkassk deverá passar pelos estreitos de Bósforo e dos Dardanelos, saindo para o Mar Egeu. O navio tem a bordo uma unidade de fuzileiros navais e várias unidades de material de guerra. O Novocherkassk chegará a Tartus na primeira semana de janeiro.

Dois outros navios de desembarque, o Azov e Nikolay Filchenkov, com fuzileiros e material de guerra a bordo, passaram os referidos estreitos em 28 de dezembro, acompanhados pelo cruzador Moskva, rumo às costas da Síria.

http://portuguese.ruvr.ru

Nota da Redação do naval brasil:

Da mesma forma que Obama mandou mísseis patriot com 400 soldados para Turquia na fronteira com a Síria, a Rússia faz o mesmo ao enviar seus navios de guerra, recheados de mísseis, sistemas de defesas (possivelmente os S-300 ou S-400), para ajuda do governo sírio que está sendo invadido…

E aí OTAN, vais encarar?

Naval Brasil

Irã executa exercício de guerra virtual em manobras navais

País executa manobras há uma semana no Estreito de Ormuz.

Ataque foi contra rede de informática das forças defensivas.

O Irã realizou pela primeira vez um exercício de ataque e de defesa virtual nas manobras navais que executa há uma semana no estratégico Estreito de Ormuz, segundo um porta-voz militar.

Uma unidade de ciberdefesa da Marinha "executou um ataque contra a rede informática das forças defensivas (durante as manobras) com o objetivo de infiltrar esta rede para 'hackear' informações e introduzi vírus", declarou o contra-almirante Amir Rastgari, segundo o jornal oficial Iran Daily.

O ataque foi detectado e evitado pelas forças de defesa, segundo o militar.

Esta é a primeira vez que o Irã anuncia publicamente um exercício de guerra virtual em manobras militares.

Nos últimos três anos, o Irã foi alvo de vários ataques virtuais – que Teerã atribuiu aos Estados Unidos e a Israel – contra suas instalações industriais, sobretudo nucleares e petroleiras, assim como contra suas redes de comunicação ou bancárias.

Naval Brasil

Forças de Assad pressionam para retomar subúrbio de Damasco

Cinco pessoas morreram devido ao lançamento de um foguete em Daraya.

Governo busca recuperar região estratégica para rebeldes.

Intensos combates se alastraram nos arredores de Damasco, na Síria, nesta segunda-feira (31) com tropas de elite apoiadas por tanques tentando reconquistar um subúrbio estratégico dos rebeldes em uma das maiores operações militares naquele distrito em meses, disseram ativistas da oposição.
saiba mais

Cinco pessoas, incluindo uma criança, morreram devido ao lançamento de um foguete que atingiu Daraya, disseram os ativistas. Daraya é um de uma série de subúrbios muçulmanos sunitas interligados que rodeiam a capital da Síria e tem estado à frente da revolta de 21 meses contra o presidente Bashar al-Assad.

"Este é o maior ataque em Daraya em dois meses", disse Abu Kinan, um ativista da oposição na área.

Ele disse que dezenas de milhares de civis fugiram de Daraya durante semanas de ataques do governo, mas que 5.000 permaneceram, juntamente com centenas de rebeldes. Daraya está localizado perto da estrada principal que conduz ao sul da fronteira com a Jordânia.

Naval Brasil

Insurgentes sírios assassinam funcionário público em Ar Raqqa

Damasco, 30 dez (Prensa Latina) Grupos opositores armados assassinaram hoje Abdala al-Saleh, diretor de Awkaf (Assuntos Religiosos) da província síria de Ar Raqqa.

Al-Saleh recebeu vários tiros, um deles na cabeça, enquanto saía de sua casa, localizada em uma região central da cidade que está 540 quilômetros ao nordeste desta capital, informou a agência de notícias SANA.

Tal ação se inscreve dentro do conjunto de atentados que os insurgentes realizam contra profissionais e importantes figuras do cenário político sírio, em sua tentativa de derrocar o governo do presidente Bashar Al Assad, agregou o comunicado.

Prensa Latina

Opositores armados sírios sabotam oleoduto

Damasco, 31 dez (Prensa Latina) Um grupo de opositores armados sírios sabotou hoje um gasoduto, que se estende da fábrica de gás de el-Jbesieh, em Homs até próximo aa cidade de Deir Ezzor, no nordeste do país.
A ação causou a perda de 1,5 milhões de metros cúbicos de gás e a paralisação da produção da planta, informou a agência de notícias SANA.

Uma fonte responsável no Ministério de Petróleo e Recursos Minerais disse que as oficinas começarão os trabalhos de reparo do encanamento nos próximos dias, a fim de garantir as produções de uma fábrica de fertilizantes e das plantas geradoras de eletricidade, às quais alimenta.

Os contínuos ataques de grupos irregulares obstaculizam também as tentativas de colocar em andamento o oleoduto de el-Tabieh, atacado em 23 de dezembro passado em el-Mrai'ieh, também em Deir Ezzor, acrescentou.

Tal situação afetará o fornecimento de gás das plantas termo-elétricas, o que irá repercutir em um aumento das horas de racionamento de eletricidade, disse.

Prensa Latina

DROGAS - Enfrentar ou liberar?

Osmar Terra,Deputado Federal (PMDB-RS)

O dilema entre enfrentar ou liberar as drogas no Brasil exige mais do que uma opinião ideológica ou sociológica sobre o tema. Exige conhecimento da história, das pesquisas científicas mais atuais, do porquê e como um ser humano fica dependente das drogas, das políticas públicas e da experiência das famílias que vivem esse drama. Sem pretensão de fazer aqui um tratado sobre o tema posso dizer que um ponto central desse conhecimento científico sobre as drogas, e que é rigorosamente ignorado pelos defensores da liberação, é o de que a dependência química produz uma mudança estrutural, definitiva, no cérebro humano. Fruto do estímulo continuado da droga, é produzido um novo tipo de memória de longo prazo da sensação causada, com novas conexões entre os neurônios no centro de recompensa cerebral, e que permanecerá para o resto da vida.

Obedecendo a um mecanismo ancestral de sobrevivência, essa estrutura modificada passa a comandar a motivação do dependente e irá direcionar seus interesses e ações na busca da droga, em detrimento de todas as demais atividades. Mesmo tratado, o dependente recairá de forma cíclica, e a vitória maior será mantê-lo em abstinência prolongada. Assim funciona com qualquer droga. Do cigarro ao crack, passando pelo álcool e a maconha. Todas atuam na mesma região do cérebro com as mesmas consequências.

O que varia é a rapidez e a intensidade com que isso acontece. Tais alterações, depois de estabelecidas, caracterizam uma forma de doença crônica, até agora incurável, e que exigirá cuidados médicos permanentes. Junto com isso temos um percentual elevado de portadores de alguma outra forma de transtorno mental (ao redor de 20% da população), que são muito mais vulneráveis à dependência química que os não portadores. A Organização Mundial da Saúde (OMS) produziu um livro com consensos científicos internacionais sobre o assunto, “Neurociência do uso e da dependência de substancias psicoativas” (editora Roca), que pode ser consultado. Na minha opinião, como médico estudioso do assunto, como secretário estadual da Saúde que fui por oito anos no Rio Grande do Sul e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, afirmo que estamos diante do mais grave problema de saúde pública e de segurança no Brasil. A progressiva liberação das drogas produzirá uma oferta ampliada e multiplicará rapidamente o número de dependentes.

Criaremos uma enorme legião de doentes crônicos, com dificílima readaptação a uma vida produtiva. E com custos humanos e financeiros extraordinários para o Brasil. Entendo que a liberação seria muito mais desumana e onerosa para o país que qualquer forma de enfrentamento ao tráfico. Até porque, liberadas, as drogas seriam “traficadas” por grandes indústrias e ter iam uma oferta colossal. Todos os países que liberaram as drogas, como a Suécia, até 1969, e a China, no século XIX, tiveram que voltar atrás, em função dos problemas sociais e de segurança, e têm hoje leis duríssimas sobre o assunto. As experiências pontuais de liberação parcial do uso como a de Portugal fracassaram, aumentando o número de dependentes em tratamento e multiplicando os homicídios. Vide relatórios do Instituto Nacional de Administração (INA, dezembro de 2004), do governo português.

Ao contrário do que afirmam os defensores da liberação, nos países que tomaram medidas mais firmes contra o consumo de drogas, como Suécia e EUA, houve diminuição de dependentes e de homicídios. Desde a década de 80 os homicídios caíram pela metade nos EUA e na Suécia morrem assassinadas 30 vezes menos pessoas, proporcionalmente, que no Brasil. Em outras palavras, se aqui tivéssemos as taxas de homicídios da Suécia, 48 mil pessoas deixariam de morrer assassinadas a cada ano. Com essa visão e acompanhando o sofrimento de muitas famílias é que me motivei a propor as mudanças na lei sobre drogas, enfrentando, e não liberando seu consumo. Elas deverão ser votadas ainda no primeiro semestre de 2013 na Câmara dos Deputados.

Defesa Net

ARMAS - O mercado que abastece o crime

Vender e alugar revólveres, pistolas e espingardas, muitos deles furtados de órgãos públicos, para líderes de quadrilhas tornou-se um dos mais lucrativos negócios no submundo da Região Metropolitana de Porto Alegre

Nota DefesaNet

Interesante matéria dos jornalistas Carlos Wagner e Luis Costa. Observar que a Empresa de Correior no RS é área de influência de importante líder do setor de Direitos Humanos do Governo Federal.

O Editor

CARLOS WAGNER E JOSÉ LUÍS COSTA

Aprisão de dois soldados da Brigada Militar há duas semanas, suspeitos de matar o coronel aposentado do Exército Julio Miguel Molinas Dias para roubar a coleção de 23 armas dele, revela a face obscura de homens da lei que mergulharam no submundo do tráfico de armas. Assim como outros PMs, policiais civis e bandidos que se passam por colecionadores, a dupla de soldados trocou de lado, tentando se estabelecer no mais rentável negócio do momento entre os criminosos da Região Metropolitana: a venda e o aluguel de armas e munições.

– A repercussão do caso trouxe à tona um dos grandes problemas que temos hoje, a valorização do preço das armas no mercado ilegal – diz o delegado Alexandre Vieira, da 9ª Delegacia da Polícia Civil.

Os soldados se juntaram a contrabandistas, atraídos por um mercado cada vez mais inflacionado por causa das restrições às vendas oficiais, pela campanha do desarmamento e pelo crescimento da criminalidade. O Rio Grande do Sul, em proporção à população, é o recordista em recolhimento de armas no país – já foram tiradas de circulação 53.851 unidades desde 2004. Até outubro, os homicídios cresceram 16% este ano, e o roubo de veículos subiu 6,5%.

O comércio clandestino se fortalece graças à falta de segurança e ao descontrole em organismos sob a tutela do Estado, quartéis, delegacias, fóruns e até em acervos de colecionadores. São as principais fontes – assim como o tráfico pelas fronteiras e o desvio de cargas – de abastecimento do mercado clandestino de revólveres, pistolas, espingardas, submetralhadoras, fuzis e munições no Rio Grande do Sul.

Antes de serem presos, os dois PMs suspeitos da morte de Molinas já eram investigados pela Corregedoria da BM por causa de furtos de armas no quartel onde trabalhavam, o 11º Batalhão de Polícia Militar, na zona norte da Capital.

– Se ficarem provados esses indícios, as sanções serão severas – afirma o coronel João Gilberto Fritz, corregedor-geral da BM.

Presos negociavam revólveres com PM

No começo do ano, um sargento da força-tarefa da BM que atua em cadeias foi preso por colegas, após apreensão de cinco armas em uma galeria da facção Os Manos no Presídio Central. Ele seria o fornecedor de celulares, pistolas e revólveres para apenados. A captura do sargento explicaria como cerca de 50 armas de fogo driblaram os mecanismos de segurança e detectores de metais e foram parar nas mãos de detentos do Central nos últimos dois anos.

Em Canoas, uma ex-estagiária da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento responde a processo criminal por desvios de dinheiro, drogas e armas da repartição, ocorridos em 2009. Situação semelhante ocorreu na 1ª Delegacia da Polícia Civil de Alvorada, no começo deste ano. Em Gravataí, em março, a Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público prenderam dois agentes civis ao encontrar no carro de um deles quatro revólveres e uma espingarda que deveriam estar no depósito de delegacias. A suspeita é de que venderiam as armas para criminosos. Em 2010, uma inspeção do MP em delegacias constatou a falta de uma centena de armas relacionadas a inquéritos.

– Esses fatos são gravíssimos. As delegacias estão mais cautelosas para evitar desvios – afirma o delegado Walter Waigner, corregedor-geral da Polícia Civil.

Nos últimos dois anos, somente de três fóruns do Interior, foram levadas 564 armas (225 entre maio e julho deste ano), além de farta munição, apreendidas por serem elementos de provas em processos criminais. No começo de dezembro, um colecionador de armas foi condenado a seis anos de prisão por vender, ilegamente, munição, inclusive de uso restrito para PMs de quartéis da Capital. Cápsulas deflagradas, com sinal característico de recarga pelo colecionador, teriam sido usadas em armas por ladrões que assaltaram um carro-forte, em 2008, em Barra do Ribeiro.

Como os Bandidos se Armam

1 - Roubos e furtos em Fóruns
Precariedade na vigilância em fóruns do interior do Estado estimula bandidos a invadir os prédios para se apoderar de armas apreendidas. De 2010 para cá, em apenas três casos,541 revólveres, pistolas, espingardas e fuzis foram parar nas mãos de criminosos, a maioria roubada do fórum de Caxias do Sul.

2 – Desvio de quartéis da BM
O caso mais notório é o sumiço de armas da corporação no 11º BPM, em Porto Alegre, envolvendo os dois soldados presos há duas semanas sob suspeita de matar o coronel aposentado do Exército Julio Miguel Molinas Dias. A Corregedoria da BM investiga o caso, mas evita revelar a quantidade de armas desviadas.

3 - Furtos em delegacias da Polícia Civil
Três casos nos últimos anos em Alvorada, Canoas e Gravataí indicam que o sumiço de armas de delegacias é inspeções em DPs, em 2010, apontou o sumiço de 106 armas de repartições policiais. Assim como na BM , a corporação tem dificuldades de fiscalizar se apreensões de armas nas ruas, de fato, são registradas e mantidas nas delegacias distritais.

4 – Fragilidade nas fronteiras
Sem vigilância adequada, as fronteiras com o Uruguai e Argentina são antigos corredores de contrabando explorados por quadrilhas que alugam e vendem armas para assaltante e traficantes da Capital. Um dos grupos pertence a Claudionor Cardoso, conhecido como Senhor das Armas, preso em 2006, 2011 e 2012.

5 - Venda por colecionadores
Com licença para comprar armas e munições, colecionadores estão virando fornecedores para o submundo. Em 2010, a PF prendeu um major aposentado do Exército com um arsenal de 300 armas em casa na Capital. No começo do mês, outro colecionador foi condenado a seis anos de prisão por comércio ilegal de munições. Vendia para PMs e abasteceria quadrilhas de assaltos a carros-fortes.

6 - Assaltos a bancos e a carros-fortes
A cada roubo, quadrilhas rendem de dois a três vigilantes levando, além de dinheiro, as armas dos guardas. Em geral, são revólveres calibre 38. Como esses grupos preferem pistolas, submetralhadoras e fuzis, acabam revendendo os revólveres para outros ladrões.

7 - Desvio de cargas
É uma nova modalidade empregada por ladrões aproveitando que lotes de armas são enviados pela fábrica Taurus de Porto Alegre para clientes via Correios. Uma quadrilha abre as embalagens, fica com as armas e manda pedras para os destinatários. Centenas de armas estariam sendo desviadas desta maneira, segundo a Polícia Federal.


ARSENAL CLANDESTINO

Pistola “exportada” para o Presídio Central

A mais surpreendente vertente do comércio ilegal de armas no Estado envolve o desvio de cargas remetidas pela Forjas Taurus, de Porto Alegre, para clientes no Brasil, via Correios. Revólveres e pistolas vêm sendo surrupiados durante o trajeto entre a fábrica e os destinatários. Seriam pelo menos 17 casos e, segundo a Polícia Federal, o derrame no mercado clandestino chegaria a centenas de armas, desde 2009. O caso segue como mistério sem pistas sobre autores do crime.

– Ainda não descobrimos como ocorrem os desvios que, acreditamos, seguem acontecendo – afirma o delegado federal Cristiano Gobbo.

A Taurus tem autorização legal para as remessas por correspondência. As caixas são lacradas, sem identificação do produto nem do fabricante. Em algum ponto do percurso, bandidos abrem as embalagens, tiram as armas e, no lugar, colocam pedras com o peso idêntico ao do armamento – a pesagem de mercadorias seria a única forma de controle dos Correios.

Conforme Gobbo, existem suspeitas de que algumas dessas armas foram desviadas no Estado. E o caso mais enigmático aconteceu no começo deste ano no Presídio Central. Durante uma revista de rotina, foi encontrada uma pistola modelo PT709, 9 mm – de uso restrito pelas Forças Armadas e pela PF – , com identificações intactas.

Questionada, a Taurus respondeu se tratar de uma pistola exportada em outubro de 2010 para a Taurus International em Miami, na Flórida (EUA). A PF investiga se a arma foi introduzido no Central por um sargento da BM, preso na mesma época da apreensão da pistola sob suspeita de vender armas e celulares para detentos.

Arma que deveria ter sido despachada para os EUA foi encontrada em revista em cadeia gaúcha

Traficantes alugam para assaltantes

O crescimento do mercado ilegal de armas vem sendo acompanhado pela Polícia Civil e pela Brigada Militar na Região Metropolitana de Porto Alegre. Um dossiê informal contém informações com base em inquéritos, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, relatos de informantes e, principalmente, depoimentos informais de bandidos.

O quadro montado pelo estudo dá uma ideia da valorização das armas no mercado ilegal na última década. Por exemplo: pistolas calibre .380 e 9 mm, muito usadas por ladrões de carro, custavam R$ 3 mil, e agora pularam para R$ 6 mil (veja quadro abaixo).

Houve também uma mudança na maneira de operar o mercado ilegal de armas. Os traficantes gaúchos copiaram o modelo das favelas cariocas: aluguel de armas para assaltantes. Adquiridas em grandes quantidades por criminosos para manter as bocas de fumo, as armas acabaram se tornando um lucrativo negócio de aluguel, observou Luiz Carlos Silveira, da Viva Rio, uma ONG que virou um ícone no país na luta contra a violência.

No Estado, a locação de armamento para assaltantes já foi detectada em escutas telefônicas, afirma o promotor Mauro Rochemback. As armas são alugadas por “lançada”, gíria usada pelos bandidos para denominar um assalto. Por exemplo, a diária de um revólver custa R$ 400 e de um fuzil, R$ 2 mil. O preço do aluguel se assemelha ao valor da compra (R$ 500), porque os criminosos querem evitar o flagrante com os armamentos. A garantia do retorno da arma às mãos do traficante tem um grande estímulo: a pena de morte. Daí o zelo dos bandidos pelas armas locadas, como mostram escutas telefônicas.

A presença de ex-PMs no mercado de locação de armas começou a ser notada há dois anos. ZH conversou com um advogado, que falou na condição de que não fosse identificado. Ele fez uma pesquisa entre 10 processos em que defende clientes presos por porte ilegal de armas:

– Mais da metade das armas analisadas vinha das mãos de ex-policiais militares – afirmou.

CONTRAPONTOS

O que diz a assessoria de imprensa dos Correios:

A Diretoria dos Correios do RS esclarece que até o presente momento não recebeu informações sobre a conclusão das investigações realizadas pela Polícia Federal: “Destacamos que as referidas investigações acontecem sempre que os Correios, através dos órgãos de controle interno, informam às autoridades alguma irregularidade no fluxo de encomendas da ECT. Neste caso, a investigação se refere a 17 eventos isolados, que já estavam sob análise da Polícia Federal, identificados ao longo de três anos, 2009 a 2011, em locais diferentes do país.

O que diz Antonio Cesar Carré, chefe da equipe de segurança do Tribunal de Justiça:

Conforme Carré, foi criada uma Comissão de Segurança no Tribunal de Justiça (TJ), formada por juízes, desembargadores e técnicos. Esta comissão elaborou um plano para reforçar a segurança em 93 comarcas, que deverão receber um investimento de R$ 8 milhões. O chefe da equipe de segurança do TJ informa, ainda, que estão sendo feitas as licitações.

O que diz a Forjas Taurus:

“A Forjas Taurus sempre colabora com as instituições policiais e militares nas investigações relacionadas a denúncias que envolvem o trânsito de seus produtos. Os eventos ligados à segurança interna são muito raros e isolados, mas quando ocorrem são exaustivamente investigados e medidas corretivas são adotadas. A Taurus segue uma legislação rigorosa e detalhada sobre produção, trânsito e comércio de seus produtos”.

Defesa Net

ESPANHA - Anuncia Dissolução das Forças Armadas

O presidente do Governo Espanhol, Mariano Rajoy, na entrevista coletiva de 28 de Dezembro no Palácio de Moncloa. Muitas perguntas ficaraam sem resposta por parte de Rajoy.
presidente do Governo Espanhol, Mariano Rajoy, na base de Qala-i-Naw, Afeganistão, 22 Dezembro 2012, na primeira visita em um ano de governo. Na oportunidade afirmou que o ano de 2013 seria difícil

O Presidente do Gverno da Espanha Mariano Rajoy Brey, anunciou na sexta-feira (28 Dezembro), a dissolução das Forças Armadas como medida de economia

O processo anunciado na última reunião do Conselho de Ministros durará mais de uma década e culminará em 2023. O próprio Presidente do Governo da Espanha, Sr Mariano Rajoy, compareceu a uma coletiva de imprensa para avaliar o seu primeiro ano de governo, após uma reunião do Conselho de Ministros, e para anunciar a importante medida: a progressiva eliminação das “Fuerzas Armadas de España”. Rajoy, que estava acompanhado de Soraya Sainz de Santamaría, porta-voz e vice-presidente, e do Ministro de Defesa Pedro Morenés, explicou que o desmantelamento será progressivo e durará toda uma década, estando prevista sua conclusão para 2023.

Rajoy, recordou que foi o seu próprio grupo político o Partido Popular (PP), que propôs o fim do Serviço Militar Obrigatório, quando era governo o Sr. José María Aznar,. Agora apresenta esta medida que está em estudo há vários meses, já discutida e em consenso com os parceiros europeus, como os governos dos países participantes da OTAN. A eliminação das “Fuerzas Armadas”, terá que gerar uma reforma da constituição da Espanha, que também está acordada com os principais partidos presentes no parlamento espanhol.

"La falta de amenazas de tipo militar en la zona del mundo que ocupamos aconseja tomar esta medida, que es la mejor posible para la nación en estos momentos, y centrar los esfuerzos en la prevención y abordaje de amenazas más importantes e inmediatas que las bélicas, como puedan ser el desempleo o la crisis económica", afirmou Rajoy.

Afirmou que o processo não será traumático e que não há motivos para alarmes, pois a "España se dispone a recorrer el mismo camino que antes han transitado pacíficamente otros países como Costa Rica, Islandia o uno con el que tenemos frontera: Andorra, los cuales no tienen ejército desde hace décadas", complementou Rajoy.

As ações da Espanha são uma experiência piloto que poderia ser imitada por outros países da região. Com esta medida o objetivo é obter uma importante economia de recursos do Tesouro Nacional, economia que vai aumentando até a meta de 40 Bilhões de Euros em 2023. As economias nos primeiros anos serão pequenas, já que o Governo da Espanha deve fazer frente a uma dívida de cerca de 33 Bilhões de Euros contraída nos programas de aquisição e modernização de armamentos.

Processo Complexo e Longo.

Fontes militares confirmaram que o desativação das Fuerzas Armadas será longo e difícil, mas que confiam que o dilatado prazo previsto, superior em mais do que uma década, resulte suficiente. Durante este tempo uma comissão interministerial que será criada, em coordenação com o próprio Estado-Maior do Exército, deverá fechar as instalações militares de forma progressiva. Um problema a ser resolvido é o que será feito do arsenal. A ideia inicial é dar baixa dos equipamentos mais antigos, processo que já está em curso com alguns navios: como o submarino S-72 Siroco, o navio de desembarque Pizarro e o emblemático porta-aviões Príncipe de Asturias.

O mesmo processo será adotado com o parque de veículos do “Ejército de Tierra” e com algumas aeronaves de aviação que estão obsoletas. Não é descartado vender parte do equipamento, que estão em melhor estado para outros países para recuperar parte do investimento realizado, mas a idéia principal é de adequar todo o material que seja possível ao emprego civil como o parapúblico (Polícia, Bombeiros, Busca e Salvamento, etc). Neste sentido as brigadas de bombeiros e do meio ambiente, as de salvamento marítimo e as de ação em caso de catástrofes irão receber um importante reforço.

Numerosas instalações ficarão disponíveis, atualmente em poder das Forças Armadas tais como: quartéis, academias, hospitais, polígonos de tiro e campos de treinamento, bases navais e aéreas, etc.. Todas estas propriedades ficarão disponíveis do uso militar em um prazo de dez anos e serão passados a outras funções ou administrações: central (governo), províncias ou municipais, as quais poderão destinar estes espaços para usos sociais das mais variadas formas, incluindo atividades econômicas que criem empregos.

Mão de Obra será realocada

Uma questão que Mariano Rajoy insistiu em esclarecer é que o atual nível de pessoal das Forças Armadas espanholas, umas 125.000 pessoas entre tropas e oficiais, não devem temer pelo seus empregos. Os contratos de curta e média duração serão mantidos durante o tempo que durar o processo de transição.

A redução dos efetivos será feita durante a convocação com a oferta para preencher os postos faltantes. Aqueles que têm contratos assinados de longo até os 45 ou 58 anos serão mantidos em seus postos até 2023, e no caso de seu contrato seguir em vigência serão destinados a outros postos de caráter civil na própria administração central. Com respeito a oficialidade, serão incentivadas a passagem para a reserva antecipada, e para aqueles que permaneceram nas Forças Armadas após 2023, serão criados postos de caráter civil, do mesmo nível e salário, na administração do governo.

Ainda que se espere que os efetivos das Forças Armadas cheguem em 2023 bem reduzidos (reserva, fim de contratos, abandonos voluntários, etc.), a idéia é ter um contingente de profissionais bem preparados que possam reforçar os serviços de logística e emergência de tipo civil. Estes tipos de serviços são precisamente os que o Governo espera melhorar com o dinheiro que antes era destinado ao uso militar. O pessoal do Exército que será transferido a estes serviços será reciclado, recebendo, com custo do próprio Estado, a formação profissional correspondente a sua nova função.

Nervosismo na indústria militar

Recebido com aparente tranquilidade mo meio militar, o comunicado presidencial, também são ouvidas vozes críticas. Especialmente contundentestem sido as oriundas da principal associação de industrias espanholas do setor de defesa. Esta sem rodeios acusa de "traición" a decisão do governo de Mariano Rajoy e alerta ao golpe recebido que muitas empresas deverão encerrar as suas atividades.

O Sr Pedro Argüelles, Secretário de Estado de Defesa, anunciou a criação de plano de reconversão e realocação da mão de obra através de entidades governamentais para aqueles oriundos de empresas de defesa em dificuldades.

Há uma declaração que mostra um primarismo de análise pelo atual governo espanhol: "O pessoal será realocado na sua totalidade nos novos serviços novos serviços públicos que serão criados com a economia obtida na área militar", completou Argüelles.

Porém, o que é proposto pelo governo espanhol é algo incrível. As perdas econômicas que possam ser oriundas da falta de investimentos do governo espanhol neste tipo de indústria, terão de ser assumidas pelos proprietários das mesmas, na sua maior parte empresas multinacionais e bancos, que não socializaram seus ganhos em tempos de bonanza econômica.

O foco especial é a empresa estatal naval "NAVANTIA", atualmente com fortes perdas, a será reconvertida em sua integralidade e orientada para a construção e reparos navais.

A indústria de Defesa Espanhola no Brasil

A NAVANTIA concorre atualmente no Programa PROSUPER da Marinha do Brasil ( 5 escoltas, 5 OPVs e 1 navio de apoio).

A modernização dos P3AM e a instalação dos sistemas e sensores foi realizados pela EADS España.

A TECNOBIT que desenvolve o Simulador de Apoio de Fogo (SAFO) para o Exército Brasileiro.

A companhia de eletrônica INDRA fornece antenas e terminais de comunicação satelital.

Defesa Net

domingo, 30 de dezembro de 2012

OS ARQUIVOS DE UFOS [TOP SECRET] LIBERADOS PELA 'NSA'

Ora ora, se essa não é uma confirmação da própria  Agência Nacional de Segurança norte americana, sobre a presença dos UFOs em nossos céus...Um dos mais diretos (e legíveis!) dentre os que vi.

Tudo bem que está cheio de censuras [tarjas pretas e alguns borrões] no documento a seguir, o que impede a leitura do documento na íntegra... Mas que este se trata de  legítimos registros de UFOs, está claro o suficiente.

O interessante deste documento em particular, é que traz descrições  ricas em informações 'técnicas' sobre  o registro de UFOs e sobre a sua direção de deslocamento.

Termos como 'objeto voador não identificado', 'aeronave não identificada', sua altitude e velocidade, alguma característica física do objeto, ausência de ruído [ou som], além de evidências de informações coletadas por radar, fazem parte do documento. Ao topo deste, verifica-se sua classificação, na época do ocorrido: 'Top Secret'.


Acesse o link a seguir, e confira:

http://www.nsa.gov/public_info/_files/ufo/comint_part_j.pdf

Barry Goldwater  e Ronald Reagan
"Os discos voadores, objetos voadores não identificados,
 ou qualquer que seja o nome que lhes dermos, existem" -
( Barry Goldwater, senador republicano dos Estados Unidos.)

Outro link interessante, é sobre um tipo de relatório sobre Incidentes  Internacionais de Interesse. Este relata, por exemplo, o encontro da Força Aérea Iraniana com UFOs. Neste encontro, as armas e sistema elétrico das aeronaves militares, teriam sido paralisados, quando os militares tentaram atirar contra os UFOs.

Este caso teria sido relatado à diversas Agências Oficiais :

"Secretary of Steste, the Central IntelIigence Agency, the White House, the
Air Force and Army Chiefs of Staff,
the Chief of Naval Operations, the
Defense Intelligence Agency, the
Commander in Chief of U.S. Naval
Forces in the Middle East, the
Commander in Chief of the U,S. Air
Force in Europe, the European
Defense Air Command, and the
Commander in Chief of Forces in
Europe."

Veja no link abaixo:

http://www.nsa.gov/public_info/_files/ufo/us_gov_iran_case.pdf


Imagens vinculadas ao site da CIA (através do 'Google imagens'). No entanto,
não foi possível encontrar a 'página fonte' das imagens. Ao clicar em qualquer uma
das imagens, você é direcionado à uma página da CIA cheia de 'informações' que
chegam a subestimar a inteligência do leitor. Verifique você mesmo, AQUI.
Se encontrar as imagens [naquela página], por favor, me avise.


Entre um calhamaço de papéis sobre o tema, apresentados pela NSA  e FBI [graças à Lei de Liberdade de Informação- FOIA ] , os ufólogos contestaram que a maioria dos casos liberados, já eram conhecidos. Uma outra parte do material [cerca de 16 pastas com centenas de páginas], ainda seriam analisadas pelos ufólogos, segundo matéria publicada na Revista UFO., em 29/07/2011.

[Fonte: Revista UFO. Para ler a matéria na íntegra, CLIQUE AQUI ]


"Porque se persistirmos em nos recusar a reconhecer a existência destes UFOs, acabaremos, um dia, considerando-os como mísseis tripulados por um inimigo e o pior nos acontecerá.
( Gen. Lionel Chassin, ex-general da Defesa Aérea, ex-coordenador das Forças Aéreas Aliadas Centro Europa da OTAN.)

Para ver os arquivos, liberados pela NSA e FBI, acesse:


Se quiser ver links para documentos liberados por outros países, visite o post 

"Liberação dos arquivos de UFOs",  CLICANDO AQUI.


"No passado durante várias semanas UFOs foram observados visualmente e em especial por radar. Este escritório tem mantido uma contínua revisão de avistamentos confiáveis nos últimos três anos e um grupo especial foi formado para revisar os avistamentos até hoje.
(Ralph Clarck, em memorando da CIA, em 29 de janeiro de 1952)

Fontes:

Blog Teste da Blue

Síria: Quais são as verdadeiras intenções dos Estados Unidos?

Todo observador que se interessasse pelo comportamento do Estados Unidos quando às suas verdadeiras intenções em relação à Síria deparar-se-ia com uma série de indicações contraditórias.

Com efeito:

I. Por um lado, eles forçam o prosseguimento das operações terroristas enquanto ao mesmo tempo impedem o diálogo com as autoridades legítimas do país em que desejariam mudar radicalmente as personalidades e as orientações políticas. Eis porque eles têm trabalhado para:

1) Substituir às pressas o "Conselho de Istambul" (ou CNS) por uma pretensa "Coligação da oposição síria", cozinhada por Washington e dominada claramente pelos Irmãos Muçulmanos em todos os seus escalões.

2) Oficializar esta Coligação recém criada como representante legítima do povo sírio trabalhando pelo seu reconhecimento pelos países aliados; o que doravante já é coisa feita, após a reunião dos "Inimigos da Síria" em Marraquexe.

3) Formar um "Alto conselho militar" para manter um domínio sobre as operações desestabilizadoras fazendo, também aí, pender a balança para o lado do Irmãos Muçulmanos pela exclusão de duas categorias de combatentes irregulares: a primeira designada como "terroristas na dependência da Al Qaida", a segunda constituída por "aqueles que desconfiam dos Irmãos Muçulmanos e recusam a ideia da sua dominação sobre a Síria".

4) Recuar na sua decisão pública de não armar os grupos de opositores para se empenhar, também publicamente, em financiá-los e armá-los directamente a partir dos EUA e da Europa.

5) Multiplicar os encontros dos chamados "Amigos do povo sírio", o famoso fórum político reunindo todos aqueles que consentiram em marchar com os EUA para demolir a Síria independente e ali instalar um governo sob as botas do Ocidente, ele próprio enfeudado aos EUA.

6) Fazer instalar os mísseis Patriot na fronteira síria, história destinada a significar que só a solução militar é retida e que a NATO está finalmente prestes a intervir.

7) Encorajar os bandos armados a intensificarem suas operações terroristas sobre o terreno e conseguir assim radicalizar a oposição contra as autoridades sírias.

II. Por outro lado, eles dão a entender que doravante estão prontos a encarar uma solução política que não afastaria nenhum dos protagonistas, incluindo as autoridades legítimas do país, sob a égide do Presidente Al-Assad que eles foram incapazes de desqualificar apesar de dois anos de provocações, de manobras e de agressões. E ei-los partidos para pretensas negociações pacíficas dentre as quais observamos:

1) A última reunião tripartida efectuada a 9 de Dezembro em Genebra entre o ministro dos Negócios Estrangeiros adjunto da Rússia, Mikhail Bogdanov, o secretário de Estado adjunto americano, William Burns, e o representante especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi; a qual encerrou-se com um comunicado deste último estipulando "que uma solução política para a crise ainda é possível e que ela será realizada com base no acordo de Genebra de 30 de Junho último".

2) O empenhamento assumido para encarregar peritos russos e americanos de trabalharem na busca das modalidades operacionais para uma tal solução pacífica.

3) A distinção dos grupos armados operando na Síria entre "terroristas" que os EUA não caucionariam e "opositores" que eles apoiariam; seguida a 11 de Dezembro pela decisão de inscrever o grupo "Jabhat al-Nusra", tendo provado a sua "liderança" devastadora, na lista das organizações terroristas internacionais.

4) A redução do nível da representatividade estado-unidense na quarta reunião dos "Inimigos da Síria", a 12 de Dezembro em Marraqueche, nem que seja pela ausência de Hillary Clinton.

5) O laxismo aparente na instalação dos mísseis Patriota, os quais serão finalmente posicionados à distância da fronteira síria.

6) O recuo nas alegações mentirosas quanto ao recurso à utilização de armas químicas pretensamente encarada pelas autoridades sírias, por ausência de provas concludentes em favor de uma tal intenção.

7) A garantia reiterada de que nem os Estados Unidos, nem o Ocidente em geral, haviam tomado a decisão de uma intervenção militar na Síria.

III. Estas contradições, que não deixaram de suscitar a indignação dos ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, sobre quando eles declararam reconhecer a "Coligação da oposição síria" como a representante legítimas do povo sírio [declaração de Obama na véspera da Conferência de Marraquexe aquando de uma entrevista à BBC] e convidaram seu presidente recém eleito a comparecer em Washington, levantam a questão de saber quais são as suas verdadeiras intenções, ou antes, quais são os meios de que ainda poderiam dispor para alcançar o seu fim. Para responder a estas questões, é necessário recordar os dados fundamentais estabelecidos após 21 meses de agressão incessante contra o Estado e o povo sírios:

1) A incapacidade dos Estados Unidos e de todos os seus aliados para derrubar o governo sírio, sem uma intervenção militar directa tornada quase impossível, ou para o prosseguimento da guerra indirecta por terrorismo interposto e travada por grupos armados, financiados e treinados por forças que lhes estão enfeudadas.

2) O esgotamento dos alvos sírios a destruir, agora que máquina infernal dos EUA matou e destruiu tudo aquilo que podia atingir como infraestruturas económicas e sociais; estando o que escapou imunizado e relativamente fora de alcance.

3) A combatividade, a unidade, a disciplina e a tenacidade do Exército sírio, capaz de prosseguir seu combate defensivo e de impedir os grupos armados de manter suas posições pretensamente libertadas.

4) A rejeição dos insurrectos e dos terroristas pelo povo sírio, algumas categorias do mesmo chegaram até a reclamar e obter armas para a defesa da sua terra estes "estrangeiros"; razão suplementar que torna difícil, mesmo impossível, a manutenção dos grupos armados nas regiões momentaneamente ocupadas ou a ocupar.

IV. De tudo isto que antecede, podemos compreender e imaginar a posição dos EUA face à dita "crise síria", posição fundamentada sobre os seguintes elementos:

1) A convicção de que o governo sírio permanecerá nas suas posições qualquer que seja a intensificação criminosa (ocidental) da "sua máquina de matar" e que o prosseguimento da acção armada não conduzirá senão a mais mortes e destruições sem mudar nada nos resultados político e estratégico.

2) A ausência de garantia quanto à manutenção futura das actuais alianças anti-sírias, sobretudo se o incêndio se propagasse numa região correspondente em grande parte às suas zonas de influência, a começar pelos países do Golfo e a Turquia. O príncipe Talal bin Sultan não declarou que a Arábia Saudita seria a próxima vítima da "pretensa Primavera árabe"? E Davudoglou não encareceu, na Conferência de Marraquexe, que a situação síria é uma ameaça para os países vizinhos? Em consequência, os dirigentes dos EUA deveriam ter compreendido bem que o que eles poderiam obter hoje pela negociação em grande parte lhes fugiria se a adiassem!

3) A necessidade continuar a trabalhar com os Irmãos Muçulmanos enquanto aliados preferenciais, envoltos em bandeiras islâmicas mas submetidos aos seus diktats.

Eis porque não vemos contradições no comportamento dos Estados Unidos, mas antes uma certa complementaridade que lhes permitiria lançar as bases de uma solução momentaneamente satisfatória, uma vez que doravante estão condenados a negociar.

Já seria um êxito posicionar um novo poder reservando postos chave a Irmãos Muçulmanos, uma vez que se verifica dificilmente realizável que uma maioria do povo sírio lhes permita monopolizá-lo através das urnas. Assim, dispondo do seu direito de veto, os EUA poderia, no mínimo, desactivar não importa qual decisões futura que fosse contra os seus interesses. Daí a utilidade da "Coligação dos irmãozinhos opositores" e do Alto comando militar dos mesmos irmãozinhos... Pelo menos partilhar um poder que no imediato não se pode dominar com exclusividade!

Em consequência, dizemos muito simplesmente que a "solução negociada" desejada pelos dirigentes dos EUA é não ter em conta a vontade de uma grande maioria do povo sírio e da sacrossanta democracia, uma solução que garantiria aos Irmãos Muçulmanos o poder de decisão, mesmo se as urnas decidissem outra coisa.

Para aí chegar, os EUA não estão prestes a abandonar nem pressões políticas nem operações militares criminosas e isto num prazo que parece ter sido fixado até à próxima Primavera sem qualquer revisão!
20/Dezembro/2012

[*] Libanês, analista político, perito em estratégia militar e general de brigada na reserva.

Resistir.Info

Obama assina lei de combate à influência do Irã na América Latina.Policial que matou conselheiro militar americano era iraniana, diz Afeganistão

Aprovada pelo Legislativo dos EUA, a medida prevê lançamento de estratégia para dificultar a penetração de agentes iranianos e limitar estreitamento de laços diplomáticos entre Teerã e governos latino-americanos.
O governo dos EUA quer limitar uma alegada influência iraniana na América Latina, através de uma nova lei prevendo uma estratégia diplomática e política para a região.

O presidente dos EUA, Barack Obama, assinou n sexta-feira (28/12) a Countering Iran in the Western Hemisphere Act ou Lei de Combate à Influência do Irã no Hemisfério Ocidental , que já havia sido aprovada pelo Legislativo.

O Departamento de Estado tem agora 180 dias para desenvolver um plano para lidar com "o crescimento da presença hostil e da atividade do Irã" na região.

A lei também determina que o governo norte-americano reforce a segurança nas fronteiras com o Canadá e México, para impedir a entrada nos Estados Unidos de "agentes do Irã, da Guarda Revolucionária Iraniana, do Hisbolá ou de qualquer outra organização terrorista". Ainda segundo a medida, na América Latina deve ser desenvolvido um plano de ação para combater o "terrorismo e a radicalização", para isolar o Irã e seus aliados.

Sem evidências diretas

Washington já afirmou várias vezes "monitorar atentamente" as atividades de Teerã na América Latina. Entretanto, segundo altos funcionários do Departamento de Estado e de agências de inteligência, não há evidência direta de atividades ilegais do Irã na região.

Desde 2005, o país, criticado internacionalmente por seu controverso programa nuclear, já abriu seis novas embaixadas e 17 centros culturais em países da América Latina, entre eles, o Brasil. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, tem visitado a região regularmente. O Irã tem relações especialmente estreitas com Bolívia, Equador e Venezuela, onde o país islâmico vem reforçando seus investimentos.

Segundo o texto da lei, relatórios da inteligência iraniana desde o início dos anos 90 sugerem "apoio indireto do governo iraniano a atividades do Hisbolá na área de tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai".

AFP e Agência Lusa

Nota da Redação do naval brasil:

É bem cômica a lógica da política dos EUA: invadem, bombardeiam, tomam conta, mentem descaradamente, criam uma mídia tendenciosa, apoiam Israel oprimindo o povo palestino, legitimam os assassinatos por drones, etc., e por fim, proíbem seu inimigos de manifestarem seus pontos de vista ao mundo – com a desculpa que tal ação podem ser atividades terroristas!

E o que é mais cômico: legislar para além de suas fronteiras, fora de suas competências jurídicas, destruindo o direito internacional e a soberania dos países da região!

Policial que matou conselheiro militar americano era iraniana, diz Afeganistão

Segundo porta-voz do Ministério do Interior, policial tinha 'comportamento instável', mas nenhum vínculo conhecido com militantes.A policial que matou um americano de 49 anos em Cabul é uma iraniana que veio ao Afeganistão e demonstrou "comportamento instável", mas não tinha vínculos conhecidos com militantes, disse o porta-voz Sediq Sediqi, do Ministério do Interior nesta terça-feira.
Policiais afegãos montam guarda do lado de fora da sede da polícia afegã em Cabul, onde conselheiro americano foi morto (24/12)

A policial identificada como sargento Nargas matou a tiros Joseph Griffin, de Mansfield, Geórgia, na segunda-feira, no primeiro ataque das forças de segurança afegãs contra os aliados estrangeiros envolvendo uma mulher. Nargas entrou em um complexo altamente guardado no centro de Cabul, confrontou Griffin e o matou com um único tiro de pistola.

A firma de segurança com base nos EUA DynCorp International disse em seu website que Griffin era um militar veterano que anteriormente trabalhou com agências policiais americanas. Em Cabul, ele estava sob contrato do comando militar da Otan (Organização do tratado do Atlântico Norte) para aconselhar a força policial afegã.

De acordo com Sediqi, Nargas, que usa um único nome como muitos em seu país, nasceu em Teerã, onde se casou com um afegão. Ela se mudou para o país hpa dez anos, depois que seu marido obteve documentos falsos para possibilitar que ela vivesse e trabalhasse no país.

Uma mãe na casa dos 30 anos com quatro filhos, ela entrou na polícia há cinco anos, deteve várias posições e tinha uma ficha limpa, disse. Sediqi mostrou um passaporte iraniano que, disse, foi encontrado na casa dela.

"Sua condição mental não é boa", disse, descrevendo-a como "desequilibrada". Ele disse que, depois de ela participar de um recente treinamento no Egito, um "governo estrangeiro" — uma clara referência ao próprio Egito — informou as autoridades afegãs que ela não parecia ser "normal".

Na segunda-feira, autoridades graduadas afegãs disseram que a policial tinha uma licença para carregar um arma no complexo e era muito conhecida no local. Nesta terça, entretanto, investigador-chefe Mohammad Zahir disse que ela não estava autorizada a portar armas no complexo, mas conseguiu passar pela segurança com uma pistola escondida. Nenhum grupo militante reivindicou o ataque.

Pelo menos 60 membros da Força Internacional de Assistência em Segurança (ISAF) foram mortos neste ano por afegãos que usavam uniformes da polícia e do Exército. Em 2011, foram 21. A multiplicação desses "ataques de dentro" estabeleceu um clima de desconfiança entre os soldados estrangeiros e aliados afegãos. A Otan atribui grande parte desses ataques a diferenças culturais, mas também reconhece que um quarto deles decorre da infiltração nas forças de segurança afegãs de insurgentes da milícia islâmica do Taleban.

AP

Nota da Redação do naval brasil:

O fato ocorrido é lastimável. Porém, mais lastimável ainda, é a OTAN atribuí-lo a diferença cultural ou infiltração de insurgentes do Taliban.

Todo mundo sabe, que essa ocorrência é reflexo da política de ódio e intervencionismo que os EUA e demais países ocidentais patrocinam no Oriente Médio, e atualmente com mais vigor, contra o Irã.

Esta policial fez este ato, tentando mostrar ao mundo que fazia justiça ao seu povo, ao eliminar um conselheiro militar, um profissional que vai ensinar como matar e destruir famílias em seu país.

O governo do Afeganistão totalmente sem graça e praticamente oprimido (pela força das armas do país ocupante), para não dizer a verdadeira motivação do evento, prefere dizer que a policial era maluca!

Naval Brasil