terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Putin ordena " destruir" Arábia Saudita depois de ataques terroristas em Volgograd

Um memorando sombrio que circula no Kremlin hoje e escrito pelo Diretor Alexander Bortnikov dos Serviços de Segurança Federal ( FSB ) delineando as novas medidas de segurança que estão sendo postas em prática em toda a Rússia ordenadas pelo presidente Putin poucas horas atrás, em resposta aos mortais ataques terroristas em Volgograd adverte ainda que o líder da Rússia tem , com efeito, prometido " destruir " a Arábia Saudita como ele, pessoalmente, está culpando-na por este crime terrível contra a humanidade.
Do terror ataca a si mesmos,o Vice -ministro das Situações de Emergência da Rússia Vladimir Stepanov está relatando ao Kremlin que as duas explosões em Volgograd feriram 104 pessoas , dos quais 32 foram mortos.
Volgograd (anteriormente conhecida como Stalingrado ) está localizada 650 km (400 milhas) de Sochi , que é o local dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 , e as explosões gêmeas atingiram um trólebus e uma estação de trem .
Este memorando FSB relata que o homem-bomba do trólebus foi identificado como Pavel Pechyonkin [foto acima] , nascido na região de Mari El e que se juntou a forças de resistência em 2012.

De acordo com essas informações do FSB, Pechyonkin , de 32 anos , é um ex- paramédico . Em 2012, ele se juntou ao bandiditismo subterrâneo , tendo deixado um bilhete para sua mãe em seu computador lap top . Pechyonkin , desde então, se comunicava com seus pais duas ou três vezes através da Internet.
De particular preocupação com Pechyonkin para Putin , este memorando continua , foi neste local que suicidas no ano passado e confirmado pelo FSB estava um rebelde islâmico vindo de territórios da Síria controlados e financiados pela Arábia Saudita.
Crítica a nota, e como tínhamos relatado em nosso relatório de 27 de agosto sobre as Ordens de Putin de lançar um ataque em massa contra a Arábia Saudita se Ocidente atacasse a Síria, o príncipe saudita Bandar bin Sultan , em agosto passado , secretamente ofereceu a Rússia um acordo abrangente para controlar o mercado mundial de petróleo e salvaguardar contratos de gás com a Rússia , se o Kremlin se afastasse do regime de Assad na Síria.

Quando Putin recusou a " oferta" do príncipe Bander ele no entanto, e conforme relatado pelo Telegraph News Service , em Londres , este príncipe saudita afirmou a Putin : "Eu posso lhe dar uma advertência para que proteja os Jogos Olímpicos de Inverno no próximo ano. Os grupos chechenos que ameaçam a segurança dos jogos são controlados por nós. "
Pouco mais de uma quinzena atrás , este memorando FSB diz , o príncipe Bandar , mais uma vez , veio para o Kremlin e em uma reunião secreta com Putin reiterou sua ameaça de causar terror na Rússia a que Putin explodindo de raiva sugeriu aos sauditas que abandonem as " instigações sectárias e pare de apoiar terrorismo, porque é uma faca de dois gumes que vai se se reverter em cortes dentro de Arábia Saudita e ganhar impulso de uma maneira que você não será capaz de controlar . "

Cientista político renomado o Dr. Sergei Markov escrevendo no site pró- Kremlin o Vzglyad.ru declarou hoje cedo , também, que , " As explosões são uma preparação para ataques terroristas contra os Jogos Olímpicos e uma tentativa de provocar outros países a se recusar a participar dos Jogos Olímpicos de Sochi " e acrescentou a cerca do senador dos EUA John McCain, que " os terroristas radicais russos e a oposição encontraram-se no mesmo campo . Isso não é por acaso , eles estão todos unidos pela russofobia " .
Igualmente crítico para notar, e como tivemos , também , relatamos em nosso relatório de 30 de agosto que os sauditas entraram em alerta total quando as ameaças de Guerra de Putin Atordoou o mundo muçulmano , este memorando FSB adverte que vem de Putin pedidos anteriores para que as Forças Armadas da Federação Russa se preparem para um " ataque militar maciço " contra a Arábia Saudita ainda estão em vigor .

Este memorando FSB ainda afirma que tanto a Rússia e o Irã estão indignados sobre a mais recente " doação " da Arábia Saudita de US $ 3 bilhões para o Exército libanês (o dobro do orçamento militar nacional do Líbano ) feito pelo rei saudita Abdullah , enquanto os ataques de Volgograd estavam ocorrendo e descritos como " uma tentativa de encobrir suas mãos manchadas de sangue na violência atingindo o Oriente Médio e além . "

Para os temores de que os sauditas próprios ,o Diretor Bortnikov do FSB observa em seu memorando, foi evidenciado na semana passada por Ahmed al- Ibrahim , assessor de alguns dos membros da realeza e autoridades da Arábia Saudita , que afirmou : " O vínculo de confiança entre os EUA e a Arábia Saudita foi quebrado nos anos Obama , sentimos que temos sido esfaqueados nas costas por Obama. "

E na sua síntese sombria , Bortnikov observa que com a Arábia Saudita agora uma "nação pária " com a Rússia e os EUA em busca de vingança contra eles, desejo furioso de Putin para ver os sauditas totalmente destruídos é um desejo que vai , de fato, se tornar realidade muito mais cedo do que tarde.

http://www.whatdoesitmean.com/index1728.htm

UNDHN

Governo Sueco trabalha para agregar valor ao Gripen-E e fala em vendas

O governo sueco está trabalhando em uma estratégia conjunta com a Saab para estender a oferta dos caças Gripen-E para o Brasil que inclui uma dimensão industrial radicalmente sem precedentes que veria o Brasil tornar-se a base de produção primária para as futuras vendas do Gripen-E para a América do Sul e África, através de um desenvolvimento e participação nos lucros e parceria numa joint venture com a Embraer.

O primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt pretende convocar uma reunião inter-departamental entre os ministros cruciais para a venda Gripen-E para o Brasil em janeiro de 2014. O Ministério do Comércio (MOT) já está trabalhando em uma proposta que ligaria investimentos industriais de grande porte por algumas das maiores empresas de sistemas de tecnologia e manufatura da Suécia para o contrato de venda. A proposta deve incluir as empresas de setores que não tão somente da defesa.

“O segmento industrial de Oferta Gripen para o Brasil pode ser reforçada – vamos olhar para todas as possibilidades de fazer isso”, disse o ministro do Comércio Ewa Björling. O MOT está trabalhanado sobre a proposta em colaboração com a Saab e uma equipe de assessoria especial nomeada pelo ministro da Defesa Karin Enström.

O nível de entusiasmo político por parte da Suécia foi incendiado pelas negociações inter-governamentais entre os departamentos comerciais suecos e brasileiros após o anúncio de 19 de dezembro, com a seleção do Gripen-E como futuro caça para Força Aérea Brasileira. Nessas discussões, o Brasil sinalizou que estaria aberto a considerar a compra de um lote adicional de 100 Gripen-E se o contrato US$ 4,5 permanecer no cronograma de entrega e dentro do orçamento definido pelo Brasil.

O governo sueco já confirmou que parte do Gripen-E, 36 aviões de combate destinados em contrato de venda preliminar da Saab serão fabricados em uma nova fábrica em São Bernardo, uma cidade industrial localizada perto de São Paulo. Esta instalação deve produzir a aeronave Gripen-E e Gripen-F em apoio a todas as vendas futuras para outros países sul-americanos e africanos.

“O Brasil tem excelentes relações com seus vizinhos na América do Sul e com outros países em desenvolvimento. Isso é algo que queremos explorar. Vemos isso como apenas o início do que promete ser uma cooperação industrial muito frutífero entre Suécia e Brasil”, disse Lennart Sindahl, presidente da Saab Aeronáutica.

Os dois governos também estão discutindo uma solução provisória, antes da entrega dos primeiros Gripen-E em 2018, ao abrigo do qual o Brasil poderia alugar caças Gripen C / D do excedente da frota e estoque da Força Aérea Sueca.

“Há um interesse por uma solução intermediária pelo Brasil e vamos montar uma proposta de locação para atender a essa necessidade, após examinarmos a gama de questões de viabilidade”, disse Sofia Karlberg, porta-voz de Defesa Nacional da Suécia e da Agência de Exportação de Segurança.

O estoque atual de Gripens da Força Aérea Sueca de versão mais antigas inclui cerca de 87 aeronaves Gripen-C e 50 caças Gripen-A que datam de meados da década de 1990. A proposta de arrendamento é provável que incluem uma possível conversão do Gripen para o padrão Gripen-C, que seria financiado pelo Estado Sueco.

Fonte: Defense News

Brasil entra para o clube dos fabricantes de turbinas aéreas

EMPRESA NACIONAL SE TORNA A PRIMEIRA DA AMÉRICA LATINA A PRODUZIR PROPULSORES AERONÁUTICOS. MODELO DE PEQUENO PORTE, PARA USO EM MÍSSEIS E AVIÕES NÃO TRIPULADOS, DEVE SER EXPORTADO PARA CINCO PAÍSES DA REGIÃO

LUIS KLEIN, DIRETOR DA POLARIS

Fabricar turbinas aeronáuticas é coisa pra gente grande. No mundo todo, contam-se nos dedos das duas mãos as empresas capazes de produzir essas máquinas.

Pois em 2013 esse clube pra lá de restrito ganhou mais um sócio, a brasileira Polaris. Fundada em 1999 por engenheiros vindos da Embraer, a companhia localizada em São José dos Campos, no interior de São Paulo, criou a primeira turbina aeronáutica brasileira a ser fabricada em série.

Batizada de TJ-1000, trata-se de um modelo de pequeno porte, para uso em mísseis ou em aviões não tripulados, os chamados drones – embora seja descendente de uma turbina de grande porte, hoje parada no estágio de protótipo por falta de verbas para certificação.

Embora seja um tradicional fabricante de aviões, sistemas e componentes aeronáuticos, o Brasil sempre se ressentiu da dependência estrangeira para obtenção de turbinas.

Em entrevista à Época Negócios, Luis Klein, diretor da Polaris, explica a importância da fabricação nacional do produto, relata como foi a criação do projeto e critica a falta de apoio governamental à empresa.

Como foi o desenvolvimento da turbina?

Desde que a empresa surgiu nós trabalhamos nessa área de turbinas e geradores. Começamos com turbinas pequenas, até chegarmos a um modelo aeronáutico de grande porte, como aqueles usados nos grandes aviões. Foi o primeiro protótipo nacional de uma turbina desse tipo, mas não saiu desse estágio. Hoje ela está encostada, parada.

O problema é que para que essa turbina possa ser colocada numa aeronave, ela precisa de uma certificação internacional, que custa US$ 80 milhões, além de uma série grande de outros ensaios e testes. Todo o processo custa muito caro e leva cinco anos.

Então resolvemos criar outra turbina, menor, que pudesse ser usada em mísseis ou em drones, conhecidos oficialmente como VANTs (Veículos Aéreos Não-Tripulados).

Como não tem tripulação, ela não precisa ser certificada. A incorporação e a venda do produto são muito mais rápidas. Esse foi o modelo que estamos produzindo, a TJ-1000, a primeira turbina aeronáutica a entrar em produção efetiva na América Latina.

Quanto tempo levou esse processo? Quanto foi investido?

O processo todo de desenvolvimento levou dois anos e foram investidos R$ 4,5 milhões, vindos de um investimento da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Foi um produto desenvolvido especificamente para uma indústria de armamentos (a Avibrás, de São José dos Campos, em São Paulo) que fabrica veículos lançadores de foguetes e mísseis para o exército brasileiro. As turbinas serão utilizadas num desses mísseis (o AVMT-300 Matador, um míssil tático de cruzeiro). A série inicial de produção, de 11 turbinas, já foi entregue para a Avibrás.

Qual é o tamanho do mercado nacional para a turbina? É puramente militar ou também tem aplicação civil?

O mercado de aviões não tripulados vai aumentar muito nos próximos anos, principalmente no campo civil. A Amazon, por exemplo, está testando protótipos de drones para fazerem entregas na casa dos clientes. Existem estudos que mostram uma demanda de 15 mil unidades só dentro dos EUA. No futuro, pode-se imaginar um monte de outras aplicações. Não faz sentido encher um avião de encomendas do Correio, levar até Fortaleza e daí despachar uma van para uma cidade do interior do Ceará onde vai entregar só um pacote. O veículo não tripulado pode fazer isso muito melhor.

Essa utilização não é apenas para o comércio, mas pode chegar também a outros setores como a agricultura. Para que você vai contratar um piloto e comprar um avião agrícola para fazer pulverização de campos, quando você pode ter um VANT, muito mais barato? Você baixa as coordenadas e as rotas da sua fazenda no Google e calcula a altura e a quantidade de defensivo que serão necessárias. Daí basta apertar o enter e o drone faz tudo sozinho. É infinitamente mais barato. Sem contar a parte de vigilância e segurança.

Qual a importância de desenvolver uma turbina dessas no Brasil?

Os fabricantes de turbinas são um clube muito fechado, formado apenas por cinco empresas gigantes. Então dominar essa tecnologia é extremamente importante para o Brasil. No caso de modelos desse tipo, com essas dimensões, é ainda mais raro. Elas só são fabricadas hoje por uma única empresa, a francesa Turbomeca. Outras empresas não se interessam por uma turbina desse tamanho (1,20 metro de comprimento, 34 cm de diâmetro e 70 quilos de peso). Não faz sentido para a Boeing ou para a Rolls-Royce, por exemplo, que tem seu foco no mercado de turbinas de grande porte. Mas acho que o governo não percebeu a importância disso.

Por que?

O governo brasileiro ficou de apoiar a gente, mas nada foi feito. Recentemente estivemos numa feira de armamentos e convidamos várias autoridades, como o Celso Amorim (Ministro da Defesa) e o Saito (Juniti Saito, comandante da aeronáutica). Eles passaram pela feira e estiveram a 15 metros do nosso estande, mas não se dignaram a ir até lá.

Recentemente o Brasil assinou o contrato para o primeiro avião a ser fabricado 100% dentro da Unasul, mas como não temos turbina por aqui eles querem usar um modelo russo, quando poderiam usar a nossa turbina.

Tanto o desenho quanto os componentes e a equipe são 100% brasileiros. Não existe um único parafuso que tenha vindo do exterior. Olha, é um absurdo. Tem uma turbina recebendo uma verba mensal enorme para ser desenvolvida dentro do ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica), enquanto nós, que temos o modelo pronto, somos solenemente ignorados.

Algum outro país da América Latina já tinha conseguido fabricar um produto desses?

Não, somos os primeiros. Tanto que já temos governos de cinco países da região interessados na nossa turbina. Não posso dizer quais são, mas já temos quase fechadas a exportação de 100 unidades, também para uso em mísseis. Já o governo do Brasil não quer escutar a gente. Por aqui o exército comprou a tecnologia do míssil, mas não a da turbina.

FONTE: Época Negócios

ALGUNS DOS SEGREDOS DA PRIMEIRA BOMBA ATÔMICA SOVIÉTICA

Local de testes em Semipalatinsk, Cazaquistão.

Sugestão: Lucena

Para grande surpresa do governo dos Estados Unidos, a primeira bomba atômica soviética foi detonada no polígono de Semipalatinsk em 29 de agosto de 1949. Os documentos desclassificados relatam o papel que desempenhou a inteligencia soviética no âmbito da criação da bomba.

A culminação de um projeto secreto deu lugar na margem ezquerda do rio Irtish, a 130 quilômetros da cidade de Semipalatinsk, ao noroeste da república soviética do Cazaquistão.
Ao lado, desenho do Polígono Nº 2 em Kurchatov City.

A instalação militar secreta ficou conhecida como: “Polígono Nº2” do Ministério das Forças Armadas da URSS. Unidade militar 52 605, responsável de efetuar as provas do dispositivo RDS-1, ou “Artigo 501” Ou, dizendo claramente, a primeira bomba atômica soviética.

A notícia sobre a detonação na URSS de um dispositivo nuclear foi um duro golpe para o presidente dos EUA, Harry S. Truman, porque todos os cientistas norte-americanos e a CIA lhe haviam assegurado que os soviéticos necessitariam de no mínimo dez anos para desenvolver suas próprias armas atômicas.

Truman no entanto recebeu um segundo golpe, e muito mais forte, quando os especialistas em pouco tempo informaram que todos os parâmetros da bomba soviética coincidiam com os da primeira bomba norte-americana detonada em 1945.
Semipalatinsk, local da primeira explosão atômica na União soviética.

A conclusão era evidente: os russos haviam roubado informação ultra secreta.

A resposta de Moscow, também desconcertou o Ocidente, desde a tribuna do parlamento soviético, o físico soviético Igor Kurchatov, em um discurso carregado de patriotismo fez o anuncio sensacional:

“Os cientistas soviéticos consideraram um dever patriótico garantir a segurança da Pátria, e obtiveram êxitos importantes na fabricação de armas atômicas”, disse Kurchatov seguido de uma estrondosa salva de palmas na sala.
Os pais do programa nuclear soviético, Dr. Andrei Sakharov (esquerda)com Dr. Igor Kurchatov (direita). imagem: wikipedia.

Os experimentos em materia de física nuclear nos anos 30 e 40 do século passado se realizavam nos Estados Unidos, na Grã Bretanha, na União Soviética e na Alemanha.

Mas foi precisamente na Alemanha onde apareceram três figuras que são indispensáveis de se recordar, os cientistas na física: Albert Einstein, Klaus Fuchs e Otto Hahn.

O futuro Prêmio Nobel Otto Hahn obteve provas irrefutáveis da fissão nuclear de urânio em 1938, o que permitia desenvolver novos tipos de armas.

Afortunadamente, estas armas não caíram nas mãos de Adolf Hitler, que estava já cinco anos no poder na Alemanha, por uma série de razões. Em primeiro lugar, porque o líder do Terceiro Reich exigiu resultados imediatos, e nada os pode garantir.

Além disso, muitos dos cientistas destacados emigraram da Alemanha. Aqueles que por algumas razões não simpatizavam muito com o governo nazista, como Klaus Fuchs, que era membro do Partido Comunista da Alemanha, e aqueles que não pertenciam à raça ariana. Em outras palavras, os judeus e entre eles estava Albert Einstein.

Enquanto Einstein emigrou rapidamente aos Estados Unidos, Fuchs chegou ao Novo Mundo apenas em 1943, sobre momento importante de sua vida comentaremos logo.

Em 2 de agosto de 1939, Einstein escreveu uma carta ao presidente dos EUA Roosevelt que dizia: “Consta a mim que a Alemanha tem suspendido atualmente a venda de urânio extraído das minas da Checoslováquia ocupada…” O cientista supôs que os nazistas necesitavam das minas para desenvolver armas nucleares.

Dois meses e meio mais tarde Franklin Roosevelt agradeceria a Albert Einstein em sua carta e diria: “Isto nos obriga a atuar”!

Sendo assim, em 1945 se supôs que os alemães haviam suspendido a venda do uranio porque as fábricas de armamento alemãs necessitavam do urânio para reforçar a blindagem dos carros de combate.

Enquanto isso, na cidade canadense de Quebec, Roosevelt fez um acordo com o primeiro ministro britânico, Whiston Churchill de unir esforços no desenvolvimento das armas nucleares ocultando estes planos do aliado, Iosef Stálin, líder da União Soviética.

Nessa epóca por ser a Grã Bretanha alvo de constantes bombardeios da aviação Luftwaffe nazista, então decidiu-se que as instalações nucleares se construiriam nos Estados Unidos.

Para a realização do projeto, sob o nome de “Manhattan”, se criou na população dos Álamos, no estado do Novo México o Laboratório Nacional. Com um financiamento incrível para aqueles anos em mais de 2,5 bilhões de dólares.

Em março de 1943, o que antes foi um sanatório para jovens se converteu em um centro de investigações secretas vigiado pela inteligência militar e o FBI. Ali foram reunidos os físicos mais destacados do siglo XX, entre eles mais de uma dezena dos Prêmios Nobel. No total no Laboratório trabalhavam uns 130 mil empregados, entre militares e civis.

O centro secreto estava a cargo do coronel Leslie Groves. E seu diretor científico, foi o físico norte-americano Robert Oppenheimer.

Oppenheimer, por certo, estava casado com uma sobrinha do marechal de campo alemão Keitel, quem em maio de 1945 firmaria o Ato de Capitulação da Alemanha Nazista.

Por convite de Oppenheimer e procedente da Inglaterra a Los Álamos chegou um dos físicos mais destacados em investigações nucleares. Seu nome era Klaus Fuchs, como recordam era emigrante alemão e membro do Partido Comunista da Alemanha.
Nascido na Alemanha, físico britânico e espião, o Dr. Klaus Fuchs é recebido pelo seu sobrinho Klaus Kittowski (à direita) em um aeroporto em Berlim Oriental, em 24 de junho de 1959. Fuchs mudou-se para a Alemanha Oriental imediatamente após nove anos e meio em uma prisão britânica pelo fornecimento de segredos nucleares à União Soviética. (Imagem: Keystone/Hulton Archive/Getty Images – foto: |www.history.co.uk|)

A partir desse momento, o Kremlin começou a receber informação secreta sobre intensos trabalhos de investigação sobre o emprego da energia atômica com fins militares nos EUA.

O resultado foi que já em 1941, Klaus Fuchs havia sido recrutado pela inteligência soviética ou, como afirmam outras fontes, o mesmo ofereceu seus serviços como agente.

Em 13 de junho de 1945, doze dias depois de terminar a montagem da bomba, Fuchs informou sobre os preparativos de um teste nuclear importante do projeto Manhattan.

A primeira explosão atômica na história da humanidade ocorreu às cinco horas e trinta minutos da madrugada do dia 16 de julho de 1945, a sessenta milhas de distância da cidade de Alamogordo, no sudoeste dos Estados Unidos.

No polígono de prova estava Klaus Fuchs.

O informe sobre a prova exitosa foi enviado em um avião especial ao presidente Truman que nesse momento se encontrava na cidade alemã de Potsdam. Ali teve lugar a terceira e última reunião dos líderes das três potências aliadas.

Após a leitura do informe Truman declarou: “Agora temos a nossa disposição uma arma que poderá mudar o curso da história e da civilização”.

Truman e Churchill ficaram muito assombrados da tranquila reação de Stálin, que permaneceu imutável. Inclusive pensaram que o líder soviético simplesmente não entendeu do que se tratava.

No entanto, imediatamente concluída a reunião, Stalin deu a ordem de acelerar os trabalhos do programa nuclear soviético.

A reação de Stalin foi muito diferente quando lhe informaram sobre os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki. Segundo testemunhos, caiu profundamente chocado.

Em 20 de agosto de 1945, na URSS foi criado um comitê especial para “coordenar todas as investigações sobre o uso da energia nuclear”.

Como presidente do comitê foi nomeado Lavrenti Beria, chefe dos serviços secretos. Seu diretor científico foi Igor Kurchatov.

O acadêmico soviético Piotr Kapitsa, físico brilhante e futuro Prêmio Nobel, formou parte do comitê, mas prontamente o abandonou após escrever uma nota a Stalin com a mensagem siguinte: “Se Beria quir comportar-se como um diretor de orquestra, além de mover a batuta, lhe convinha também conhecer as notas”. E pediu para ser excluído do comitê. Somente uma pessoa de tão renomada posição científica como Piotr Kapitsa podia fazer tal declaração.

Os demais participantes do projeto aceitaram as condições e iniciaram os trabalhos.

Já em 1943, Igor Kurchatov havia informado ao governo que a URSS estava muito defasada nas investigações nucleares. Agora, esse retardo deveria ser superado no prazo mais curto possível.

Nestas circunstancias, a ajuda proporcionada pelos serviços de espionagem soviéticos teve um significado muito mais que especial. O agente ‘Charles’, nome em código de Klaus Fuchs, entregou em setembro de 1945 aos soviéticos uma descrição técnica de 33 páginas da bomba atômica dos EUA.

As provas da primeira bomba atômica da URSS tiveram lugar quatro anos mais tarde, em 29 de agosto de 1949. E efetivamente, a primeira bomba atômica soviética em muitos aspectos tinha as características da primeira bomba norte-americana.
Joe-1, foi o apelido americano para a primeiro teste soviético da bomba atômica, em referencia a Josef Stálin. Imagem: Courtesia de Stepanovas

Então, é certo que os cientistas soviéticos como escolares mediocres copiaram a tarefa dos sobressalentes escolares estadunidenses?

Não, não é tudo assim tão simples.

Os materiais obtidos através dos agentes da inteligência soviética permitiram não cometer erros, evitar investigações sem sentido e, o mais importante, reduzir os prazos para a criação das armas nucleares próprias.

O monopólio nuclear dos americanos deixou de existir.

Nesse momento os EUA já haviam elaborado o chamado ‘Plano Dropshot’, uma operação militar que previa desferir golpes nucleares preventivos contra a União Soviética. Em uma primeira etapa, o plano estipulava lançar mais de 300 bombas atômicas e outras 250.000 bombas convencionais sobre o território da URSS. Nem há o que dizer das etapas posteriores.

“Se nós tivéssemos atrasado um ano ou um ano e meio, teríamos sido vítimas do plano”, disse Stalin. Foi uma das poucas ocasiões em que o líder soviético teve toda a razão.

Anos mais tarde, em 1992, o chefe do programa soviético das armas nucleares, academico Yuli Iaritón, destacou o papel que haviam jogado na criação da primeira bomba atômica na URSS a partir dos dados obtidos pela espionagem soviética especialmente os enviados por Klaus Fuchs.

Enquanto, a situação de Fuchs se fazia cada vez mais instável, já que a partir de 1949 os serviços secretos americanos e britânicos começaram a suspeitar que havia proporcionado a informação à URSS.

Fuchs foi detido em janeiro de 1950 e reconheceu sua culpa. Foi processado pelo Tribunal Penal Central de Londres e sentenciado a catorze anos de prisão, o máximo possível por passar segredos militares a uma nação aliada. Podia ser pior: o mesmo Fuchs pensava que seria condenado à pena de morte. Mas catorze anos foi a pena máxima por espiar a favor de um Estado aliado. Até 1945, a URSS e a Grã Bretanha eram aliados.

Após o cumprir nove anos e meio de condenação, o físico alemão foi posto em liberdade “por conduta exemplar”. Os últimos anos de sua vida passou na República Democrática Alemã onde continuou com sua carreira científica, alcançando uma considerável importância. Foi eleito membro da presidência na Academia de Ciências Naturais e no Comitê Central do Partido Socialista.

Klaus Fuchs forneceu informação importante à União Soviética de forma absolutamente desinteressada, partindo de suas convicções políticas e da certeza do profundo perigo que supôs ao monopólio nuclear que pretendeu criar os Estados Unidos.

O estado soviético agradeceu a Fuchs condecorando-o com a Ordem da Amizade dos Povos, um dos mais altos galardões da União Soviética.

Contudo, Fuchs não foi o único agente que colaborou com os serviços secretos da URSS em matéria de investigações nucleares.

Os esposos Ethel e Julius Rosenberg também foram detidos nos Estados Unidos, acusados de entregar secredos nucleares à URSS.


O casal, Ethel e Julius Rosenberg.

Hoje em dia se pode afirmar que os Rosenberg colaboraram com os serviços secretos soviéticos. Mas é muito pouco provável que os dados proporcionados por eles, que não eram especialistas em física nuclear, tivessem sido úteis para os cientistas soviéticos no desenvolvimento da bomba atômica.

Por desgraça para os Rosenberg, o processo contra eles teve lugar na época do macarthismo, quando a simpatia pela ideologia comunista já era considerada um delito.

A colaboração dos Rosenberg com a inteligência soviética se descobriu devido às declarações de Klaus Fuchs às agencias de inteligência britânicas e americanas, que foram empregadas para a implicação de Harry Gold, uma testemunha chave nos julgamentos de David Greenglass, irmão menor de Ethel Rosenberg.

O esboço de David Greenglass, um projeto de arma de implosão do tipo nuclear, ilustrando o que supostamente os Rosenberg passaram para a União Soviética.

Os esposos rejeitaram todas as acusações mas o julgamento os declarou culpados e uma semana depois o juiz Irving Kaufman os sentenciou à cadeira elétrica.

A maioria dos físicos que analisaram aos planos entregues por Julius Rosenberg os qualificaram de “caricaturas” e cheios de erros.

Apesar dos protestos que provocou a sentença judicial para os esposos Rosenberg, o presidente dos EUA, Dwight Eisenhower, aprovou a pena de morte.

Nos últimos minutos antes da execução os esposos estiveram juntos.

O último beijo.

Na habitação havia um telefone que conectava diretamente com a secretaria de Justiça. Uma chamada confessando sua culpa podia salvar-lhes a vida, mas Rosenberg deu as costas ao telefone. Em 19 de junho de 1953, às 20 horas e 6 minutos Julius foi executado na cadeira elétrica na cadeia de Sin Sing. 6 minutos mais tarde morreu Ethel.

Possivelmente não existe nenhum país no mundo em que a traição dos interesses nacionais seja impune.

É assim.

Mas, quem foi castigado pela morte de centenas de milhares de civis, vítimas das bombas atômicas no Japão?

Repassemos uma carta de Einstein ao presidente dos EUA Truman: “Não sei com que armas se lutará na terceira Guerra Mundial, mas sim, eu sei com quais farão na quarta Guerra Mundial: pedras e paus”.

autor: Alexander Ratsimor.

Fonte: Ria Novosti via Dinâmica Global

SBR-2 ‘Humaitá’ (S41) – ICN avança na fabricação do segundo submarino convencional do Prosub

SBR-1 Riachuelo (S40)

Depois da inauguração da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) em março deste ano, que representou o cumprimento da primeira etapa do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), outro importante evento, ocorrido em setembro último – o corte da primeira chapa do segundo submarino convencional do programa – marcou o início da fabricação do submarino SBR-2, que será integralmente executado no Brasil.

A construção dos cinco submarinos do Prosub – quatro convencionais e um com propulsão nuclear – está sob a responsabilidade da Itaguaí Construções Navais(ICN) que, com a entrega da UFEM, passou a operar efetivamente em Itaguaí.

Comandante da Marinha do Brasil dando início ao corte da chapa de SBR-2
“O início de nosso trabalho no Prosub é bem anterior a estes dois marcos do Prosub, pois a fabricação de um submarino é precedida por um extenso processo de qualificação e homologação das empresas envolvidas, a ICN e a NUCLEP”, expõe Antonio Luiz Costa, Diretor Industrial da ICN. “Em um primeiro momento, avançamos com a qualificação da Nuclep, a subcontratada pela ICN para a fabricação dos cascos resistentes dos submarinos e, na sequência, submetemos a ICN a este mesmo processo, visando à fabricação do segundo submarino.”

O processo de qualificação das empresas incluiu o treinamento de profissionais durante os três anos de fabricação das seções de vante 3 e 4 do primeiro submarino convencional, o SBR-1, Riachuelo (S40), na França e a transferência de tecnologia e de conhecimento para a continuidade deste processo no Brasil.

Antonio Luiz Costa, Diretor Industrial da ICN

Neste período, a NUCLEP iniciou a construção das demais subseções e seções do SBR-1 em suas instalações fabris que concluídas, serão levadas para a UFEM, onde receberão a montagem dos componentes internos, ali fabricados pela ICN. Com a chegada das seções 3 e 4 em Junho último e com o término dos ajustes finais de equipamentos para a produção, a UFEM entrará nos próximos meses, em plena capacidade de operação, o que permitirá avanços significativos na construção do SBR-1.

Basicamente, as seções do submarino são compostas pelas chapas do casco, que reforçadas pelas cavernas (estas constituídas de almas e flanges), dão origem às subseções e, na sequencia, às seções.

Com o objetivo de imprimir maior velocidade à execução das cavernas, a ICN implementou uma segunda linha de fabricação destes anéis de reforço do submarino que constituem uma parte crítica no prazo de execução do casco resistente destas embarcações. Além disso, ampliou a capacidade produtiva da linha industrial existente com a aquisição de componentes de montagem adicionais.

Ambos os procedimentos criaram condições para não só acelerar o processo industrial como também iniciar a construção do casco resistente do segundo submarino convencional, o SBR-2 em paralelo ao SBR-1.

“Terminadas estas etapas iniciais dos submarinos, independente se realizadas pela ICN ou pela NUCLEP, estas seções serão trazidas para a UFEM onde receberão as estruturas internas, os equipamentos e os componentes. Da UFEM, as seções serão transferidas para o estaleiro de construção para os serviços finais de execução do submarino, ou seja, a união das seções e a montagem e integração dos equipamentos e sistemas”, conclui Antonio Luiz Costa.

A ICN

A Itaguaí Construções Navais (ICN) é uma joint venture formada por duas organizações: a Direction des Constructions Navales et Services (DCNS), um grupo francês detentor de engenharia e tecnologia no setor de defesa marítima, com larga tradição no mercado internacional de construção naval, e, a Odebrecht Defesa e Tecnologia, uma organização brasileira presente em diversos setores produtivos, com capacitação internacionalmente reconhecida na execução de empreendimentos de grande porte e complexidade tecnológica.

A estrutura organizacional da ICN é formada pela presidência e três diretorias, cujas atribuições estão divididas entre representantes da DCNS e da Odebrecht: o Diretor-Presidente Pascal Le Roy, com vasta experiência em empreendimentos navais na DCNS francesa, esteve, entre várias funções na DCNS, à frente da diretoria industrial do centro DCNS de Toulon, especializado na manutenção da condição operacional dos navios da Marinha francesa; o Diretor Operacional Carlos Freire Moreira, que atuou por várias décadas na Marinha do Brasil, inclusive nos projetos e construção dos submarinos executados no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e, após a sua saída da MB, foi convidado pela DCNS a integrar a equipe da empresa no Brasil; o Diretor Financeiro e Administrativo, Carlos Augusto Campos dos Reis, com experiência na implantação e administração de diversos projetos da Odebrecht no Brasil e no exterior,e representante da empresa desde as primeiras negociações do processo de formação da ICN; e o Diretor Industrial, Antonio Luiz Costa, com larga atuação na Engenharia Industrial de empreendimentos executados pela Odebrecht no Brasil e, principalmente, em países da Europa e das Américas.

FONTE: Tecnonews

O último voo do Mirage 2000 rumo ao Museu da Aeroespacial

O Mirage 2000 fez hoje (31) o seu último voo, após quase uma década servindo ao sistema de defesa aeroespacial brasileiro. O destino da aeronave foi o Rio de Janeiro. A partir de agora, o exemplar poderá ser visto no Museu Aeroespacial da Força Aérea Brasileira (FAB), em Campos dos Afonsos, na capital fluminense.
A solenidade de despedida ocorreu na Base Aérea de Anápolis (BAAN). No comando da aeronave, o capitão Antonio Augusto da Silva Ramalho, do 1º Grupo de Defesa Aérea, iniciou o trajeto que marcou em definitivo a aposentadoria do caça. Porém, a série de homenagem teve início na semana passada, em Anápolis (GO), com a participação de oficiais-generais da Aeronáutica.

As aeronaves continuaram em operação até o final de dezembro fazendo a proteção da capital federal e, a partir de janeiro pelos caças F-5EM. Na ocasião, também ocorreu a passagem de comando do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Esquadrão Jaguar.

Os Mirage, batizados na FAB de F-2000, atuavam na defesa aérea do país desde 2006 e já completaram mais de 10 mil horas de voo. Para o tenente-coronel Eric Breviglieri, piloto da FAB com 1038 horas de voo no caça, a aeronave atendeu todos os requisitos necessários enquanto esteve em operação. “O Mirage é a máquina, é excelente e foi de grande valia para ajudar neste salto que vamos dar a partir de agora com o Gripen. Os conceitos e o emprego do Mirage vão auxiliar a assimilar mais fácil o novo caça”, revela Breviglieri.

Os 12 Mirage foram adquiridos da França já usados como uma solução temporária para a aviação de caça de alta performance no Brasil. Pelo plano inicial os jatos iriam parar no final de 2011, mas com ajustes seis aeronaves foram poupadas e permaneceram em voo. O Governo já anunciou a aquisição dos substitutos do Mirage: o Gripen NG da empresa sueca Saab.

Até que os novos caças cheguem, as missões de defesa aérea, antes desempenhadas pelo Mirage, ficarão a cargo dos caças F-5EM. Os três esquadrões com F-5, do Rio de Janeiro, Manaus e Canoas vão assumir o alerta de defesa aérea a partir da BAAN com suas próprias aeronaves. “A partir de primeiro de janeiro as aeronaves F-5 assumirão a defesa aérea, e tanto Anápolis quanto o Planalto Central estarão protegidos”, afirma o brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, comandante da Terceira Força Aérea (III FAE).
Com a aposentadoria do Mirage, o Esquadrão Jaguar ficará sem aeronaves. Um grupo de seis pilotos permanece em Anápolis (GO) para manter a administração da unidade, cumprir horas de voo no F-5 e participar de treinamentos. No futuro, os militares vão compor o primeiro grupo que irá receber o novo caça Gripen NG. Parte do efetivo já foi transferida para outras unidades, mas os que ficam aguardam com boas expectativas a chegada do novo avião. “É uma aeronave que traz conceitos doutrinários novos, diferentes daqueles que nós utilizamos, e vai colocar a Força Aérea, com certeza, em um novo patamar operacional”, ressalta o novo comandante do 1º GDA, Major Cláucio Oliveira Marques.

FONTE : MD

Retrospectiva 2013 do Ministério a Defesa

A definição do consórcio que irá tocar o programa F-X2, de aquisição de novos caças para a Força Aérea, a participação das Forças Armadas em eventos como a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, e a contínua modernização administrativa da pasta foram algumas das principais atividades do Ministério da Defesa em 2013. A avaliação foi feita pelo ministro Celso Amorim, em mensagem de fim de ano dirigida aos militares e civis que integram o órgão. Amorim destacou que o ano foi marcado, também, pela concretização do processo estruturante da Defesa previsto em documentos como a Estratégia Nacional de Defesa e a Política Nacional de Defesa, bem como o fortalecimento da cooperação internacional com países vizinhos.
Na área institucional, a evolução mais significativa foi a criação da Secretaria-Geral do ministério que, nas palavras de Amorim, dará organicidade à vertente civil da Defesa. Instituída pelo Decreto 7.974, de 1º de abril, a Secretaria-Geral tem como competências coordenar e planejar as atividades das demais secretarias do ministério. O mesmo decreto dotou a Defesa de 440 novos cargos civis (215) e militares (235). A previsão é de que, até meados de 2014, todos os cargos sejam ocupados.

No âmbito militar, algumas questões tiveram destaque, como a consolidação das operações conjuntas. A principal delas, a Operação Ágata, que combate os crimes de fronteira, realizou em 2013 sua edição mais ousada. Pela primeira vez, cobriu toda a fronteira terrestre do país, uma linha de 16.880 quilômetros. A operação faz parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), lançado em junho de 2011, pela presidenta Dilma Rousseff.

Ainda este ano, foram realizadas as operações Laçador, de adestramento entre Marinha, Exército e Aeronáutica; e a Felino, de treinamento com as Marinhas de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Investimentos

Em 2013, o Ministério da Defesa manteve os investimentos em projetos estratégicos da pasta. Iniciativas como o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e o Cargueiro de Abastecimento KC-390, da Força Aérea Brasileira (FAB) foram incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, imune a cortes orçamentários.

Prosub, além disso, teve um grande salto com a inauguração da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem). O projeto coloca o Brasil no seleto grupo de países que têm capacidade para construir submarinos de propulsão nuclear.

Outro investimento de peso foi no setor de defesa antiaérea. Brasil e Rússia estreitaram a parceria na área, iniciando negociações para a compra de cinco sistemas de baterias de mísseis antiaéreos, com transferência de tecnologia. Os equipamentos serão utilizados pelas três Forças Armadas.

Uma das maiores conquistas do ano foi a definição do Programa F-X2. Em dezembro, a presidenta da República, Dilma Rousseff, autorizou a aquisição de 36 novos caças para reequipar a frota da Força Aérea. O anúncio, feito pelo ministro Celso Amorim, no dia 18, definiu que as aeronaves serão do modelo sueco Gripen NG. Elas contarão com modernos sistemas embarcados, radar de última geração e capacidade para empregar armamentos de fabricação nacional. A transação comercial com a Suécia prevê transferência de tecnologia. Os investimentos são da ordem de US$ 4,5 bilhões, em um cronograma de desembolso que se estenderá até 2023.

Na área aeroespacial, vale citar ainda o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que neste ano saiu do papel. O contrato de R$ 1,3 bilhão para sua construção e lançamento foi assinado em novembro. A entrega está prevista para 2016. O satélite terá bandas Ka (de uso civil) e X (para emprego militar) e é de fundamental importância para garantir a soberania das comunicações do governo brasileiro.

Indústria de Defesa

Em maio, o governo federal anunciou uma nova modalidade de financiamento, com recursos provenientes de empresas públicas federais, para beneficiar o setor de defesa e aeroespacial. O pacote, intitulado Inova Aerodefesa, faz parte do programa Inova Empresa, que prevê apoio financeiro por meio de crédito, subvenção econômica, investimento e financiamento a instituições de pesquisa.

Importante passo foi conquistado também em novembro, na área de investimentos de defesa. Neste mês, foram certificadas as primeiras empresas e produtos estratégicos de defesa do país. Considerado marco do setor, o ato permite de imediato que as companhias classificadas como estratégicas obtenham vantagens competitivas para comercializar, por exemplo, aviões de combate, artefatos bélicos, munições e equipamento cibernético.

Cooperação e missões de paz

Em consonância com a Estratégia Nacional de Defesa, algumas iniciativas de cooperação internacional em defesa foram ampliadas, como a criação de novas adidâncias, assinatura de acordos bilaterais com países sul-americanos, africanos e parceiros tradicionais.

Foram levados em frente, ainda, projetos no âmbito do Conselho de Defesa Sul-Americano da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), entre eles, o avião treinador básico, o veículo aéreo não tripulado (vant) regional – com fins de reconhecimento e cartografia, sem o uso de armas –, e o sistema de monitoramento de áreas especiais.

A parceria no auxílio a outros Estados continuou sendo realizada pelo Brasil nas missões de manutenção da paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Por meio delas, o país mantém o compromisso com a paz e a estabilidade mundial. Ao todo, militares brasileiros estão presentes em oito lugares do Globo Terrestre: Sudão e Sudão do Sul, Libéria, Costa do Marfim, Saara Ocidental, Chipre, Haiti e Líbano – nas duas últimas com papel de destaque.

No Haiti, desde 2004 o Brasil comanda a missão da ONU destinada à estabilização daquele país. Atualmente, mais de seis mil militares de 19 países atuam no auxílio à população do Estado caribenho. Em 2014, a presença brasileira completará dez anos e novos rumos deverão ser tomados. As Nações Unidas defendem a retirada gradual das tropas, a fim de que o Haiti possa prover de maneira autônoma a sua segurança. Essa determinação já vem sendo cumprida e, hoje em dia, o contingente brasileiro passou dos quase dois mil militares para 1,5 mil.
No Líbano, o Brasil também tem função de destaque, já que comanda a Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). O objetivo da missão é atuar na retirada de tropas israelenses no Líbano e impedir a entrada de armamento no país pelo mar.

Considerada a maior missão da ONU em número de tropas, a Monusco, no Congo, tem um brasileiro no comando de 20 mil militares de 20 países. Trata-se do general Carlos Alberto dos Santos Cruz. Desde junho à frente da operação, Santos Cruz teve sua atuação elogiada pela mídia estrangeira, que o considerou “decisivo” para o sucesso do fim da rebelião do Movimento 23 de Março (M23), no Leste da República Democrática do Congo, depois de 20 meses que custaram a vida de milhares de congoleses.

Defesa Aérea & Naval

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

EUA desconfiam o sistema russo Glonass

Os EUA são contra a instalação no seu território de estações do sistema GLONASS. Os norte-americanos estão preocupados que o sistema russo de navegação global possa ser usado para a espionagem. Não existe uma proibição formal, mas as exigências apresentadas tornam praticamente impossível a instalação dos sistemas de superfície. Segundo a nova lei, os sistemas de navegação dos dois países não devem prejudicar a competitividade do sistema GPS norte-americano e podem transmitir apenas dados não encriptados.

O presidente norte-anericano Barack Obama assinou a lei do orçamento militar para 2014, em que foram discriminadas as regras aplicáveis aos sistemas de navegação. Na sequência da nova legislação a instalação de estações terrestres GLONASS ficou impossibilitada. Contudo a navegação por satélite é uma área onde, em vez de competir, se deve unir os esforços, refere Alexei Smyatskikh, o diretor-geral da holding SpaceTeam.

"Por todo o mundo, tal como na Federação Russa, não existem limitações à recepção e à utilização do sinal GPS. Nesse aspecto nós sempre estivemos abertos à cooperação. Todos os especialistas técnicos sempre afirmaram, afirmam e continuarão a afirmar, que a utilização de duas constelações de satélites, o GLONASS e o GPS, é muito mais vantajosa para o usuário que a utilização de apenas uma."

O pedido para a construção das estações foi formulado pela parte russa ainda em maio de 2012. O Departamento de Estado dos EUA já se preparava para emitir a licença, mas foi duramente criticado pelo Congresso e pelo Pentágono, que consideraram que o sistema russo poderia ser usado em espionagem. Por isso, a nova lei também discrimina que os sistemas de navegação devem transmitir apenas dados não encriptados. Não é de excluir, porém, que a parte norte-americana também possa utilizar o seu sistema GPS com fins militares, diz Alexander Vlasov, diretor para o desenvolvimento de mercados da companhia Grotek:

"Eu penso que uma das razões que nos levou a desenvolver o nosso próprio sistema de navegação global por satélite foi precisamente a vontade, em primeiro lugar, de nos tornarmos independentes de uma eventual decisão norte-americana de nos excluir do seu sistema. Em segundo lugar, foi para excluir a possibilidade de o sistema estadunidense de posicionamento global ser utilizado para vigiar algumas deslocações sensíveis de pessoas e bens."

Tanto mais que a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA recorre aos métodos mais refinados de espionagem de políticos por todo o mundo. Um dos acontecimentos mais importantes deste ano foram as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância a que os norte-americanos submeteram os políticos europeus, recorrendo mesmo a escutas das suas telecomunicações móveis. Segundo informações recentes, os serviços secretos dos Estados Unidos recolhiam informações depois de terem pirateado o sistema Sea-Me-We-4, que faz a ligação por cabo entre a Europa, o Norte de África e a Ásia.

Voz da Rússia

Mísseis da Rússia para o Irã preocupam governo de Israel

A programada entrega pela Rússia, em breve, dos sofisticados mísseis S-300 ao Irã poderá comprometer seriamente a supremacia aérea que Israel vem mantendo, praticamente desde a década de 50, no Oriente Médio.

Essa poderosa arma é um sistema montado sobre plataformas móveis, o que lhe permite ter rápido deslocamento.

Está programada para perseguir vários aviões inimigos simultaneamente, a longa distância, podendo atingi-los num raio de até 150 km.

O armamento, ressaltam especialistas, tem se constituído em peça fundamental no sistema de defesa russo para fazer frente às baterias de mísseis dos Estados Unidos estacionados em território da Polônia e da República Tcheca.

O cenário que se configura para a região é sombrio para Israel: se o Irã obtiver a bomba nuclear e montar as baterias dos S-300, o Estado judeu, advertem alguns líderes e militares, não poderá se eximir de um ataque direto ao inimigo iraniano.

A compra dos mísseis efetivou-se em 2007, ao custo de quase US$ 1 bilhão.

Já em 2010, o serviço secreto de Israel detectou que equipes da Guarda Revolucionária iraniana estavam sendo treinadas em bases russas de mísseis para operarem essas baterias.

Israel vem efetuando gestões junto ao governo de Vladimir Putin para que os mísseis não sejam entregues aos iranianos.

Em contrapartida, os israelenses, entre outros pontos, oferecem aos russos a venda de drones (aviões não-tripulados) para vigilância territorial interna, uma tecnologia desenvolvida por Israel e que é considerada uma das melhores do mundo.

Em maio deste ano, encontraram-se o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e Putin para discutir a questão.

Na ocasião, o premiê israelense advertiu que a alteração dramática do balanço estratégico em desfavor de Israel provocaria um inevitável confronto com o Irã.

Dois meses depois, um arsenal sírio no estratégico porto russo de Latakia, contendo mísseis russos da classe P-800 (superfície-mar) foi atacado e destruído –tudo indica, por Israel.

Os P-800, tanto quanto os S-300, são considerados por Israel como fatores de desiquilíbrio na balança armamentista.

O suposto ataque israelense, inicialmente atribuído à sua força aérea, foi desfechado, na realidade, por submarinos.

Esse ataque, no entender dos observadores e analistas, se constituiu numa mensagem de Jerusalém aos principais atores desse teatro: Rússia, Síria e Irã.

O recado dirigido diretamente a Moscou e a Teerã implica que a posse dos S-300 não impedirá um ataque de Israel às instalações nucleares do Irã.

“Nós podemos desfechar esse ataque por meio de múltiplos meios”, advertiu recentemente o chefe do estado-maior israelense.

MÁRIO CHIMANOVITCH é jornalista e ex-correspondente de jornais brasileiros no Oriente Médio

Fonte: FSP via Resenha CCOMSEX/Plano Brasil

GUERRA SUBTERCEIRIZADA POR RECURSOS MINERAIS: UM ESTUDO SOBRE O CASO DO CONGO

As guerras convencionais com soldados, blindados, tanques, artilharia, helicópteros, caças, bombardeiros e informação militar tornaram-se anacrônicas e eleitoralmente caras demais para serem deflagradas e conduzidas. Para substituí-las, novas formas de criação de foco e difusão de conflitos foram criadas e outras foram amodernadas e adaptadas às tecnologias contemporâneas. É mais fácil, barato, e lucrativo armar criminosos no interior do Estado-Alvo do que criar pretextos para agredi-lo de forma convencional e depois pedir reparações financeiras – da qual ele será impossível pagar – que podem ser convertidas em direitos de exploração de seus recursos naturais e econômicos. Grupos criminosos armados, municiados, adestrados e bem informados juntos à populações desinformadas de imbecis úteis são mais baratos e menos trabalhosos do que os métodos convencionais conhecidos para alcançar o objetivo geoeconômico almejado – Carlos.


Quem é quem neste novo jogo?

Papéis e atores

Estado Arquiteto: Estados Unidos, Europa e China.

Aliado Regional: Ruanda, Uganda, Burundi e Tanzânia.

Parceiro Econômico extracontinental: Índia

Quintas-Colunas (guerreiros subterceirizados): M23, Coalizão de Resistência Patriótica Congolesa (PARECO), Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR), Exército de Resistência do Senhor (LRA), Forças Democráticas Aliadas (ADF), Milícias Mai-Mai e outros.

Estado-Alvo: Congo

Funções

O objetivo do Estado-Arquiteto é patrocinar financeira (concedendo créditos) e comercialmente (vendendo armas, munição, treinamento militar e informações estratégicas ) seus aliados regionais para que estes incitem e apoiem com recursos materiais e humanos indivíduos e grupos nativos no interior do Estado-Alvo dispostos a promoverem convulsões sociais, rebeliões e revoltas para conseguir desestabilizar as instituições públicas do Estado-Alvo em uma primeira etapa, e em uma seguida, ocupe e lavre as minas com minerais cobiçados e controle as rotas necessárias ao seu contrabando rumo ao território dos Estados aliados regionais do Estado Arquiteto.

Ouro do Congo

Por mais de um século, a República Democrática do Congo tem sido assolada por conflitos regionais e uma corrida mortal para explorar os seus vastos e valiosos recursos naturais. Na verdade, a cobiça por recursos naturais do Congo tem sido a principal condutor de atrocidades e conflitos ao longo da história tortuosa do Congo. Hoje, no leste do Congo, estes recursos minerais estão financiando vários grupos armados, muitos dos quais usam o estupro em massa como uma estratégia deliberada para intimidar, desmoralizar e controlar as populações locais, garantindo assim o controle de minas, rotas comerciais, e outras áreas estratégicas.

As fontes da Revolução Digital

Lucrar com o comércio mineral é um dos principais motivos para os grupos armados por todos os lados do conflito no leste do Congo – o mais mortífero desde a Segunda Guerra Mundial. Os grupos armados ganham centenas de milhões de reais por ano trocando quatro minerais fundamentais às necessidades econômicas comuns: Colúmbia-Tântalo, Cassiterita, Volframita e Ouro, respectivamente os minérios que produzem tântalo, estanho, tungstênio e ouro. Este dinheiro permite que as milícias adquiram meios para comprar grandes quantidades de armas, munição e acessórios de comunicação, para continuar a sua campanha de violência brutal contra civis, com os piores abusos contra os direitos humanos nas áreas de mineração conquistadas e administradas pelas mesmas. A maioria destes minerais eventualmente acaba em materiais usados para confeccionar componentes em dispositivos eletrônicos como telefones celulares, aparelhos tocadores de música portáteis e computadores. Dada a falta de uma cadeia de suprimentos minerais transparentes, os consumidores desses produtos não têm nenhuma maneira de garantir que suas compras não estão financiando grupos armados que regularmente cometem atrocidades, incluindo o estupro em massa de meninas e mulheres.

Como funciona?

O Estado-Arquiteto concede créditos financeiros para os seus aliados regionais, para que estes comprem armas, munições, combustível, adestramento militar e informações estratégicas e táticas sobre os objetivos e os mecanismos de defesa pública do Estado-Alvo, seus dispositivos, capacidades, mobilização e movimentação. Depois de treinado, armado, municiado e abastecido, o Aliado regional alicia criminosos e oportunistas e desordeiros de todos os matizes a se rebelar contra o governo do Estado-Alvo, para evitar uma ação direta, cara e trabalhosa que provavelmente culminaria com a derrota, pois o todo a nação do Estado-Alvo iria se unir e lutar até o fim contra a agressão externa. O Estado Aliado assim oferece os bens e serviços que os créditos do Estado-Arquiteto lhe permitiram comprar em troca do compromisso de rebelião e revolução separatista dentro do Estado-Alvo nas áreas onde estão os recursos minerais e energéticos de interesse das grandes corporações transnacionais industriais do Estado-Arquiteto. Aceito o convite, o criminoso é treinado, armado, municiado, motorizado, abastecido e simultaneamente informado tanto por elementos dos serviços de inteligência dos Estados-Aliados, quanto por similares do Estado-Arquiteto, que já estão previamente dispostos e disseminados dentro do Estado-Alvo. Depois de estourada a “rebelião” para pagar pelo apoio, os criminosos subversivos nativos do Estado-Alvo devem capturar, controlar e lavrar o máximo possível dos recursos minerais e energéticos cobiçados pelo Estado-Arquiteto e os contrabandear para os territórios dos seus Estados-Aliados (Uganda, Ruanda, Tanzânia e Burundi) , para que estes em seguida façam o recontrabando extracontinental para o território de seu parceiro econômico regional ( Índia), onde estão localizados amplos parques industriais de empresas filiais transnacionais do Estado-Arquiteto ( Estados Unidos ) especializado em transformar tais matérias primas em materiais. Efetivada esta etapa, esses materiais são processados e transformados em componentes e subsistemas de produtos que quando prontos são enviado ao território do Estado-Arquiteto para serem montados e integrados ao produto final para serem comercializados em seu mercado nacional e exportados.

Quais os objetivos?

Capturar e lavrar as jazidas de minérios estratégicos, controlar as rotas vitais ao seu contrabando e contrabandear o máximo possível das matérias-primas primeiro para o território do Estado-Aliado regional, para que deste seja recontrabandeado para outro continente, no território do parceiro econômico continental onde estão instaladas empresas especializadas em transformar tias minérios em materiais específicos à confecção de componentes usados na montagem de produtos finais, no território do Estado-Arquiteto.

As minas miradas pelo Estado-Arquiteto que patrocina os seus aliados regionais para que estes incentivem e apoiem os criminosos nativos do interior do Estado-Alvo a se rebelarem contra as Instituições públicas do Estado, são dos seguintes minerais estratégicos:

Colúmbia-tântalo (ou Coltan, o termo coloquial Africano) é o minério de metal a partir do qual o elemento de tântalo é extraído. O tântalo é usado principalmente para a produção de capacitores, especialmente para aplicações que exigem alta performance, um pequeno formato compacto e de alta confiabilidade, que varia muito de aparelhos auditivos e marca-passos , para airbags , aparelhos de GPS , sistemas de ignição e sistema de travagem anti-bloqueio em automóveis, por meio de para os computadores portáteis, telemóveis, consolas de jogos de vídeo, câmeras de vídeo e câmeras digitais. Em sua forma de carboneto, tântalo possui dureza significativa e as propriedades de resistência ao desgaste. Como resultado, ele é usado em motor / turbina a jato lâminas, brocas, fresas e outras ferramentas.

Cassiterita é o principal mineral necessário para produzir o minério de estanho, essencial para a produção de latas e de solda nas placas de circuito de equipamento eletrônico. O estanho também é geralmente um componente de biocidas, fungicidas e como tetrabutil lata / lata tetraoctyl, um intermediário em cloreto de polivinilo (PVC) e na fabricação de tintas de alto desempenho.

Volframita é uma fonte importante elemento de tungstênio. O tungstênio é um metal muito denso e é frequentemente usado por essa propriedade, como em pesos de pesca, dicas de dardos e golfe cabeças clube. Igual ao tântalo, o tungstênio possui dureza e propriedades de resistência ao desgaste e é frequentemente usado em aplicações como ferramentas de usinagem, brocas e máquinas fresadoras. Pequenas quantidades são usadas para substituir o chumbo em “munição verde”. Quantidades mínimas são usadas em dispositivos eletrônicos, incluindo na confecção mecanismo de vibração dos telefones celulares.
Ouro é usado em joias, eletrônicos e produtos odontológicos. Também está presente em alguns compostos químicos usados em certos processos de fabrico de semicondutores.

Além destes quatro minerais, outros minerais, em menor escala também são alvo desse tipo de ação. Minas de manganês, cobalto, cobre, diamante e zinco são extremamente disputada pelas quintas-colunas.

Quem são as quintas-colunas? Quais são os grupos armados?
Os grupos armados empregam o uso da força e da violência sistemática para alcançar objetivos políticos ou econômicos. Eles não estão dentro das estruturas formais militares dos estados aliados, nem as alianças estaduais ou organizações intergovernamentais. Os grupos armados não estão sob o controle do Estado ou estados em que operam e podem incluir movimentos rebeldes, milícias étnicas, e os empresários econômicos e militares. Estes últimos atua mediante financiamento de seu cliente, e os demais agem mediante apoio material que é pago com o contrabando das riquezas extraídas das jazidas nas localidades as quais conquistam.

Atualmente, mais de 50 grupos armados atuam no Leste do Congo, entre eles, os principais são o M 23 que recentemente foi desbaratado, mas afirma continuar sua luta por vias políticas, as Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR), o Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP), as Forças Democráticas Aliadas (ADF), A Coalizão de Resistência Patriótica Congolesa (PARECO), o Exército da Resistência do Senhor (LRA) e as Milícias Mai-Mai.

Elas possuem várias denominações e afirmam lutar contra o governo por várias causas que vão de étnicas, passam por religiosas, culturais e autonomistas. As principais e mais expressivas são:

M 23

O grupo rebelde M23 foi criado em março de 2012 com base em um motim liderado por Bosco “O Exterminador do Futuro” Ntaganda e Sultani Makenga. De acordo com o Grupo de Especialistas da ONU sobre o Congo, vizinha Ruanda e Uganda estão apoiando a rebelião, a fim de promover seus próprios interesses econômicos e de segurança. Além disso, o M23 vem tentando ganhar o apoio de vários grupos armados locais, incluindo um ramo da brutal Raia Mutomboki.

A rebelião tomou o nome “M23″ em reconhecimento de 23 de março de 2009, a data do tratado de paz que integraram o Congresso Nacional para a Defesa do Povo, ou CNDP, no exército nacional. M23 rebeldes afirmam que o governo congolês não realizou o seu lado de um acordo de paz anterior.

Depois de algumas faíscas intensas de combate em Kivu do Norte, o M23 ocupou Goma, capital da província de Kivu do Norte, em 20 de novembro de 2012. O exército nacional congolês e a missão internacional de manutenção de paz pouco fizeram para deter a invasão. Em primeiro de dezembro de 2012, M23 retirou-se de Goma e concordou com conversações de paz com o governo do Congo. Infelizmente, as negociações em curso em Kampala, capital de Uganda, estão a avançar com pouca urgência.

Em março de 2013 M23 líder Bosco Ntaganda entregou-se à embaixada americana em Kigali, Ruanda, e foi transferido para o Tribunal Penal Internacional para o julgamento.

Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR)

As Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda, ou FDLR, é um dos grupos armados mais poderosos que operam no leste do Congo. Formada pelos autores do genocídio de Ruanda em 1994, o FDLR está na lista do Departamento de Estado de organizações terroristas dos Estados Unidos. Enquanto os soldados ruandeses originais eram exilados, a maioria dos soldados das FDLR atuais foram recrutados em campos de refugiados no leste do Congo. Cerca de 1.000 a 2.000 combatentes das FDLR rank-and-file estão a ser dito atualmente operando no leste do Congo. O FDLR recebe assistência e orientação de Ruanda, na África, Europa e Estados Unidos.

Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP)

O Congresso Nacional para a Defesa do Povo foi um grupo rebelde que virou Partido Político que se dissolveu em abril de 2012. Fundada em dezembro de 2006 por Laurent Nkunda, o CNDP supostamente tentou proteger a minoria tutsi no leste do Congo contra a discriminação e maus-tratos, especialmente nas mãos da FDLR. Antes da fundação do CNDP, Laurent Nkunda foi um grande líder de outro grupo rebelde, o Rally para a Democracia Congolesa, ou RCD, que foi uma força beligerante importante na Segunda Guerra do Congo, entre 1998-2003.

Até que se tornou um partido político em março de 2009 e foi rebatizado o ex-CNDP, o CNDP foi um dos grupos mais destrutivos a operar no leste do Congo, cometendo violações dos direitos humanos e outros crimes hediondos. Em 2008, o CNDP participou de uma guerra em grande escala contra o exército nacional congolês e as forças internacionais de paz da ONU.

Em janeiro de 2009, após uma campanha militar de Ruanda e do Congo conjunta contra a CNDP, Nkunda foi preso. CNDP comandante Bosco Ntaganda encheu seu papel como líder do grupo rebelde e assinou um acordo de paz com o governo congolês em março 2009. Ntaganda concordou em acabar com a rebelião e integrar o exército congolês. A integração, no entanto, falhou: De 2009 até 2012, os ex-rebeldes do Ntaganda operado sob a sua própria cadeia de comando dentro da FARDC-um exército dentro do exército, e foram capazes de ganhar o controle do lucrativo comércio de minerais no leste do Congo. Em 4 de abril de 2012, 300 ex-soldados se amotinaram e formaram o M23 revolta, acusando o governo congolês de não conseguir segurar o seu lado do acordo. A maioria dos soldados eram ex-rebeldes do CNDP.

Forças Democráticas Aliadas (ADF)

As Forças Democráticas Aliadas é um grupo rebelde muçulmano de Uganda com atividades limitadas em Uganda e República Democrática do Congo. Em 2010, as forças ADF estavam ativas no distrito de Beni, perto da fronteira com Uganda até que uma operação FARDC teria desalojado forças ADF. De acordo com funcionários da ONU, a operação também deslocado cerca de cem mil civis congoleses.

As milícias Mai-Mai

Mai-Mai é uma coleção vagamente agrupado de milícia congolesa operacional no leste do Congo. Atualmente são seis os principais grupos que operam no Kivu: o Mai-Mai Yakutumba, Raia Mutomboki, Mai-Mai Nyakiliba, Mai-Mai Fujo, Mai-Mai Kirikicho e Resistência Nacional Congolesa. Grupos Mai-Mai são muitas vezes formadas por combatentes que se recusam a participar de processos de reintegração FARDC, e atribuem a crenças autonomistas, ou seja, eles acreditam que a terra deve pertencer a seus habitantes originais. Grupos Mai-Mai se sentem ameaçados por Rwandophone, comunidades Hutu e Tutsi, que eles veem como estrangeiros que tentam assumir suas terras e poder. Eles não estão unificados sob qualquer filiação política ou racial, mas todos ativamente civis como alvo e as forças de manutenção da paz das Nações Unidas no leste do Congo.

Coalizão de Resistência Patriótica Congolesa (PARECO)

A Coalizão de Resistência Patriótica Congolesa foi criada em 2007 e é atualmente o maior grupo de milícia Mai Mai operante no País. O grupo operou em estreita colaboração com o FARDC até 2008. Até 2010, mais de PARECO integrado no FARDC exceto uma facção: a Aliança Patriótica para um Congo livre e soberana, ou APCLS, liderado pelo general Janvier Buingo Karairi. Os APCLS possui uma aliança com FDLR e se recusa a se dissolver e ser integrada como unidade da FARDC.

Exército de Resistência do Senhor (LRA)

Exército de Resistência do Senhor é um grupo rebelde de Uganda liderado por Joseph Kony, que atua desde meados dos anos 1980. Neste momento, não está claro se ou não o LRA tem uma agenda política. Esta milícia cruel dirige sua violência contra os civis e atava as comunidades locais, que captura, depois massacra pessoas inocentes, arrasando aldeias e raptando crianças e em seguida as força a servir como soldados, carregadores e escravas sexuais. O LRA é atualmente muito ativo em partes da República Centro-Africano e leste do Congo.

Guerra psicológica: estupros em massa contra meninas e mulheres

Dezenas de milhares de mulheres e meninas foram e continuam a serem vítimas de violência sexual no Congo. Os ataques são comuns e o acesso à assistência médica e psicológica é muito limitada. As vítimas de violência sexual ficam muitas vezes com demasiado medo ou vergonha de procurar tratamento e passam a ser evitadas pela sociedade e suas famílias por causa de suas experiências.

Os grupos de criminosos apoiados pelos Aliados regionais norte-americanos, Ruanda, Uganda, Tanzânia e Burundi, juntamente com o Exército Nacional Congolês, são os responsáveis por violações aos direitos humanos e estupros coletivos, que levam a lesões e à morte suas vítimas. São também responsáveis por milhares de raptos de mulheres e meninas.

Por fim, a prevenção da violência sexual no leste do Congo vai exigir compromissos políticos e financeiros para a reforma das Instituições segurança e defesa públicas do Congo, a justiça e as instituições econômicas. Em abril de 2011 o Departamento de Estado americano – o mesmo país (Estado-Arquiteto) que arquiteta a grande estratégia e concede créditos para a compra de armas, munições, aparelhos de comunicação, adestramento militar e fornece informações em tempo real aos seus aliados regionais que por “coincidência” são também apoiadores e incentivadores desses criminosos estupradores -, divulgou uma estratégia para trabalhar com o governo congolês e as Nações Unidas para combater a violência sexual baseada em gênero no Congo.

Cumplicidade da grande mídia global

A grande mídia global se recusa a divulgar as reais causas desta guerra por motivos diretos e indiretos. Indiretos, porque boa parte dos seus clientes são corporações que estão intrinsecamente interessadas nos recursos minerais congoleses para assegurarem sua economia de escala e satisfazerem às necessidades e desejos de seus consumidores. E diretamente porque o próprio poder da mídia global cresce à medida que os produtos característicos da Revolução da Informação (televisões, computadores, satélites, lançadores de foguetes, antenas, transmissores, receptores, celulares, ipodes, laptops e etc.) são fabricados com esses mesmos minerais que causam este conflito. São os desinformados e subdesenvolvidos pagando o preço da informação e do desenvolvimento dos informados e desenvolvidos.

Efeito grafeno..

Após mais de seis milhões de mortes, há aproximadamente dois meses, o Exército do Congo em conjunto Forças da ONU comandas pelo general brasileiro Santos Cruz desencadeou uma ofensiva que obrigou o principal grupo criminoso a agir no Congo, o M23 a se render. Encurralados, os criminosos do M23, entregaram as armas e seu líder, o autointitulado general Bosco Ntaganda, se rendeu na embaixada norte-americana em Ruanda. No fim do ano passado, este mesmo grupo invadiu uma das principais cidades do Congo, Goma. Lá acampou e permaneceu por dias sem ser incomodado por nenhuma das autoridades congolesas e da MONUSCO da ONU. Esta, era então liderada pelo general indiano Chander Prakash.

Fonte: CONSCIÊNCIA CRÍTICA/Plano Brasil

Novo ataque a bomba na Rússia deixa pelo menos 14 mortos

Explosão na manhã desta segunda-feira em um ônibus elétrico em Volgogrado deixou mortos e feridos Foto: AP

Após atentados, Putin ordena reforço da segurança em toda a Rússia

Pelo menos 14 pessoas morreram em uma explosão na manhã desta segunda-feira em um ônibus elétrico em Volgogrado, sudoeste da Rússia, onde um atentado suicida deixou 17 mortos no domingo. "O número de mortos aumentou a 14 e o de feridos a 28", afirmou o porta-voz do ministério russo da Saúde, Oleg Salatai, citado pelas agências russas.

"Uma investigação foi aberta por 'atentado terrorista' e 'tráfico de armas'", declarou Vladimir Markine, porta-voz do comitê de investigação, organismo responsável pelas principais investigações na Rússia. Volgogrado fica perto do instável Cáucaso russo.

A explosão aconteceu às 8H23 locais (2H23 de Brasília), também de acordo com o ministério. O ataque destruiu completamente o ônibus, segundo imagens exibidas pela televisão russa. Outro atentado atribuído a uma mulher-bomba provocou 17 mortes no domingo na mesma cidade, que estava lotada no fim de semana, período de festas no país.

O atentado alimentou os temores sobre a segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecerão em fevereiro em Sochi, estação balneária situada ao pé do Cáucaso. O ministério do Interior anunciou a intensificação das medidas de segurança em todas as estações e principais aeroportos do país.

As autoridades regionais anunciaram o nível elevado de alerta antiterrorista na região de Volgogrado para os próximos 15 dias. A rebelião islamista busca instaurar um estado islamita na região. O líder do movimento, Doku Umarov, inimigo número um do Kremlin, convocou em julho a execução de ataques para impedir por "todos os meios" os Jogos Olímpicos de Sochi.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou um reforço das medidas de segurança em todo o país depois dos atentados cometidos no domingo e na segunda-feira na cidade de Volvogrado, anunciou nesta segunda-feira o Comitê Nacional Antiterrorismo.

"Putin deu ao Comitê Nacional Antiterrorismo uma série de instruções para reforçar a segurança no conjunto do território da Federação da Rússia", declarou um porta-voz citado pelas agências de notícias russas.

Defesa Net/AFP

Rússia - Terror pré-olímpico


Vítimas fatais são cobertas e colocadas na calçada do lado de fora da estação ferroviária de Volgogrado, na Rússia. A atentado é especialmente significativo porque o país recebe as Olimpíadas de Inverno em fevereiro na vizinha cidade de Sochi 

Ataque em estação de trem, o 3º em 2 meses, mata 16 e causa apreensão pelos jogos de Sochi

A cidade russa de Volgogrado foi palco ontem do terceiro atentado terrorista no Sudoeste do país desde outubro, num acontecimento que contribui para a sensação de que está em andamento uma onda de ataques em locais próximos ao turbulento Norte do Cáucaso - onde ficam a Chechênia e o Daguestão, redutos de extremistas islâmicos e separatistas. Os atentados elevam a apreensão local e internacional quanto a um possível ataque durante os Jogos Olímpicos de inverno, que serão disputados em fevereiro justamente no Sudoeste russo, na cidade de Sochi.

Autoridades russas confirmaram que 16 pessoas morreram e outras 37 ficaram feridas, 15 delas com gravidade, após a ação de uma terrorista suicida na estação de trem de Volgogrado. Com a estação lotada devido aos feriados de fim de ano, a responsável pelo ataque detonou seus explosivos quando foi abordada por guardas diante de detectores de metais. Sua bomba trazia fragmentos de metal, procedimento comumente usado por terroristas para que o ataque seja mais letal.

De acordo com investigadores russos, a explosão foi equivalente à detonação de uma bomba com dez quilos de TNT. Rodou o mundo o vídeo feito por uma câmera de vigilância em frente à estação ferroviária, no qual é possível ver o exato momento em que um enorme clarão laranja toma a entrada do local e arrebenta os vidros das janelas.

- As pessoas estavam jogadas no chão, gritando e pedindo ajuda. Ajudei a carregar um policial que estava com o rosto ensanguentado. Ele não conseguia falar - contou Alexander Koblyakov, testemunha do atentado

Devido ao ataque, a segurança foi reforçada em outras estações de trem em Volgogrado e também em Moscou. O governo russo decretou luto oficial de três dias.

Ainda não se sabe a motivação do ataque ou se a terrorista agiu a mando de algum grupo. Ataques do gênero, porém, têm sido realizados nos últimos anos pelas chamadas "viúvas negras" chechenas. Por enquanto, há a certeza apenas de uma tensão crescente na região a poucas semanas de um grande evento internacional que, por ser a menina dos olhos do governo de Vladimir Putin, enraivece os extremistas do Cáucaso - em julho, o líder rebelde checheno Doku Umarov pediu à militância o uso de "força máxima" contra os Jogos Olímpicos de inverno, que chamou de "satânicos".

- Eles querem os Jogos sobre os ossos de nossos ancestrais, sobre os ossos de muitos muçulmanos mortos, enterrados na nossa terra no Mar Negro - disse Umarov em vídeo.

Há três dias, o alvo foi Pyatigorsk, a 270 quilômetros de Sochi e muito próxima ao Norte do Cáucaso. Um carro-bomba foi detonado na cidade, conhecida por seus resorts, e matou três pedestres. Em 21 de outubro, também em Volgogrado, Naida Asyalova detonou seus explosivos dentro de um ônibus, tirando a sua vida e a de outras seis pessoas. Naida era do Daguestão e foi identificada como uma "viúva negra". Ontem, uma das versões para o atentado na estação de trem também dizia que teria sido cometido por uma "viúva negra" do Daguestão chamada Oksana Aslanova, supostamente amiga de Naida.

Motivos não faltam para que Volgogrado tenha sido escolhida como alvo preferencial de extremistas. A quase 700 quilômetros de Sochi e a 600 quilômetros do Norte do Cáucaso, a cidade tem mais de 1 milhão de habitantes, é um importante centro regional e vai ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2018. Para completar, Volgogrado já foi chamada de Stalingrado em homenagem ao ditador soviético Josef Stalin - odiado no Norte do Cáucaso por ter ordenado a deportação de centenas de milhares de nativos da região para a Ásia Central. Dezenas de milhares de pessoas morreram no processo.

- Podemos esperar mais ataques - disse Alexei Filatov, que fez parte da unidade antiterrorismo russa Alfa. - A ameaça é maior agora, porque é quando os terroristas podem chamar mais a atenção. Com a segurança reforçada no entorno de Sochi, eles vão atacar nas cidades próximas, como Volgogrado.

O Globo/Defesa Net

Em meio à tensão, Seul cancela reuniões de Defesa com japoneses

Santuário Yasukuni

Presidente sul-coreana acusa Japão de "mexer nas feridas do passado"

A Coreia do Sul cancelou uma série de reuniões e programas de troca militar previstos com o Japão após a polêmica visita esta semana do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, ao santuário de Yasukuni, informaram neste domingo fontes do Governo sul-coreano.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul decidiu cancelar reuniões propostas por Tóquio no mês passado para a assinatura de um memorando de entendimento militar que tinha como objetivo a troca de informação entre os dois países.

Neste sentido, estava previsto que funcionários de Defesa de Seul viajassem ao Japão na primeira metade do ano que vem, segundo informou a agência Yonhap, citando fontes deste departamento.

A visita na quinta-feira passada do primeiro-ministro do Japão ao santuário de Yasukuni, no qual se honra entre outros 14 criminosos de guerra, causou fortes críticas de Seul onde se considera este lugar como um símbolo do colonialismo e da opressão exercidos pelo Império do Japão no começo do século XX.

Após a surpreendente e polêmica visita, um porta-voz de Defesa de Seul adiantou à Agência Efe que "sem dúvida", o gesto ia prejudicar as relações militares entre os dois países.


A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, criticou nesta segunda-feira o Japão por "mexer nas feridas do passado", em sua primeira alusão à polêmica visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao santuário de Yasukuni, símbolo do imperialismo japonês.

A chefe de Estado disse que deseja que o próximo ano "não aconteça nenhuma ação que ao mexer nas feridas do passado permita minar a confiança entre os países e prejudicar os sentimentos de seus cidadãos", em uma clara referência ao Japão, embora não tenha mencionado o nome do país vizinho.

Park, que fez as declarações em reunião com altos funcionários de Seul, argumentou que independentemente da posição econômica de um país, este não pode se considerar de primeiro nível se não cumprir com os valores e normas universais da comunidade internacional.

EFE/Defesa Net

Arábia Saudita doa US$ 3 bi e Hollande promete vender armas ao Líbano

François Hollande afirmou que vai fornecer armas aos libaneses, caso seja solicitado

A Arábia Saudita prometeu neste domingo doar US$ 3 bilhões ao Exército libanês para a compra de armas, no momento em que o presidente francês, François Hollande, anunciava sua disposição em "satisfazer" a demanda do Líbano por armamentos.

"O rei saudita decidiu conceder uma ajuda substancial ao Líbano, no valor de três bilhões de dólares, para que o Exército libanês possa se reforçar. As armas serão compradas da França", anunciou o presidente libanês, Michel Sleiman.

"As armas serão compradas do Estado francês no mais curto prazo com base nas relações históricas que unem Líbano e França e na estreita cooperação militar entre os dois países". Sleiman não precisou que tipo de armamento será adquirido na França.

"Isto permitirá ao Exército realizar sua missão" no momento em que a instituição militar enfrenta vários desafios na área de segurança. "Trata-se da ajuda mais importante na história do Líbano e do Exército libanês", disse Sleimane, acrescentando que a questão "será objeto de discussão entre o rei Abdullah", da Arábia Saudita, "e o presidente Hollande".

Em visita à Arábia Saudita, Hollande disse que "tem relações com o presidente Sleimane (...) e se há demandas que nos dizem respeito, vamos satisfazê-las". A ajuda é anunciada em um momento de convulsão no Líbano, dois dias após a morte em um atentado do ex-ministro libanês Mohamad Chatah, contrário ao regime sírio e ao Hezbollah.

Chatah foi enterrado neste domingo em Beirute, em um funeral que contou com um forte esquema de segurança e foi marcado por severas críticas ao partido xiita.

AFP

Revista diz que NSA capta dados de cabos submarinos entre Europa e Ásia

Reportagem da revista alemã "Spiegel" denuncia que a Agência de Segurança Nacional dos EUA obteve dados sobre as maiores redes de comunicação entre a Europa e o Oriente.

O sistema de cabos – na maior parte, submarinos – SEA-ME-WE-4 tem 18 mil quilômetros de extensão. Completado em dezembro de 2005, ele se tornou o principal meio de conexão para internet e telefonia entre a Ásia e a Europa.

De acordo com uma reportagem da revista alemã Spiegel, a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) teria conseguido obter informações sobre o gerenciamento da rede do sistema.

Segundo a reportagem, o Departamento de Operações Customizadas (Tailored Access Operations) da NSA teria conseguido penetrar no site do consórcio que opera a rede e obter dados sobre a infraestrutura técnica do sistema de cabos. Os especialistas da agência americana estariam de posse de informações sobre uma "parte significativa" do sistema, publicou o semanário em sua mais recente edição.

Apenas um passo inicial

O sistema SEA-ME-WE-4 de cabos submarinos vai da cidade portuária de Marselha, na França, através do Mediterrâneo até o norte da África, passa então pelos países do Golfo até chegar ao Paquistão, Índia, Cingapura, Malásia e Tailândia. Ao longo do percurso existem 17 pontos de conexão onde os dados associados a cada região são conectados com o continente e a informação é ao mesmo tempo transmitida e recebida das redes locais.

O nome do sistema é composto das siglas em inglês das regiões de destino e de tráfego da rede: o Sudeste Asiático (em inglês: Southeast Asia – SEA), Oriente Médio (Middle East – ME) e Europa Ocidental (Western Europe – WE). Um total de 16 operadoras de telecomunicações compõe o consórcio que administra o sistema. Entre estas, a francesa Orange, a Telecom Itália e a indiana Tata Communications.

Segundo a reportagem da Spiegel, a obtenção das informações internas sobre o sistema pela NSA é apenas o primeiro passo. "Futuras operações estão sendo planejadas para a obtenção de informações adicionais sobre este e outros sistemas de cabos", afirmou a revista.

Tática repetida

Entre as revelações feitas pelo ex-consultor da NSA, Edward Snowden, consta uma denúncia de que a NSA compartilha informações com outras agências de inteligência – como a GCHQ do Reino Unido – obtidas de dados de conexões transatlânticas da rede de cabos SEA-ME-WE-3, de 39 mil quilômetros de extensão, que entrou em operação em 1999.

A denúncia foi divulgada na Alemanha pelo diário Süddeutsche Zeitung e pela emissora pública NDR, no final de agosto de 2013.

RC/dpa/dw

Gripen NG vai usar mísseis A-Darter

O Gripen NG vai usar os mísseis A-Darter, produzidos no Brasil pela Mectron em parceria com Avibrás e Opto Eletrônica. O teleguiado já passou por três fases de testes e entra na pré-produção em 2014. Na África do Sul, o equipamento vem sendo integrado ao Gripen JAS-39.

Fonte: Isto É

Primeiro fuzil de tecnologia brasileira é produzido em Itajubá, MG

Armamento é fabricado pela Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel). De uso exclusivo do Exército, arma pode disparar até 600 tiros por minuto.

O primeiro fuzil 100% brasileiro passou a ser produzido em Itajubá (MG). A arma é resultado de três anos de pesquisa da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), que é ligada ao Ministério da Defesa. O fuzil IA2, calibre 556, já foi aceito pelas Forças Armadas. A expectativa é de que sejam fabricadas 200 mil armas.

O novo fuzil, que pode ser semi-automático e automático, é mais leve, pesa pouco mais de três quilos. A arma também é mais precisa. Ele é capaz de atingir um alvo a 600 metros de distância e pode dar mais de 600 tiros por minuto. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 50 milhões no projeto. Para construir a nova arma, a fábrica da empresa precisou ser modernizada em Itajubá. Oficinas foram reformadas e máquinas substituídas.
O IA2 é o mais moderno entre os 40 modelos de armamentos que são fabricados exclusivamente para o Exército na fábrica de Itajubá. Ele será o sucessor do FAL, que ainda é usado nas Forças Armadas brasileiras e que pesa um quilo a mais. A diferença entre os dois também está na utilidade. O novo fuzil é mais apropriado para combates com distâncias menores entre os inimigos.

O fuzil calibre 556, de exclusivo do Exército, tem custo estimado a partir de R$ 5,5 mil. Outra arma da mesma família do IA2 está em fase de testes. A arma, ainda mais potente, terá calibre 762.

Fonte: G1