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domingo, 20 de janeiro de 2013

O Desarmamento dos Norte Americanos: Uma justificativa inconsistente

Presidente Barack Obama assina 23 Ordens Executivas para conter a violênci aoriginada com armas, White House, Washington, D.C., 16 Jan. 2013. Foto - Official White House Photo

André Luís Woloszyn Analista de assuntos Estratégicos

Ainda sob os efeitos do massacre na Escola de Sandy Hook, Newtown que vitimou 28 pessoas, a maioria crianças, o Presidente Barack Obama no início de seu segundo mandato, promulgou a nova Lei de Restrição ao Comércio e Porte de Armas. Embora com o apoio massivo da imprensa, trata-se de um duro golpe nas tradições e na cultura dos norte americanos, praticada antes de 1776 quando o pais era ainda colônia britânica. E, por pressões da mídia ou por marketing político, utilizou-se de um episódio isolado onde o autor dos disparos era declaradamente um doente e nestas circunstâncias, atos desta natureza, são impossíveis de se detectar, de forma antecipada. No Brasil, registramos um caso extremamente semelhante, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, onde um jovem de 23 anos, Wellington de Oliveira, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, matando com um revólver Cal 38 doze adolescentes resultando ainda em onze feridos. Em vídeo, se queixava de ter sofrido bullying no tempo em que estudou na escola, era agredido e humilhado e seu ato era uma vingança pelas humilhações sofridas.

Mas, em suma, os EUA, acabou adotando uma tendência presente em países com altas taxas de criminalidade, uma estratégia praticada no Brasil, cujas diferenças nesta questão são gigantescas. Vejamos detalhes destas diferenças. O Brasil, segundo estimativa da pesquisa Mapas da Violência/2011 e Ministério da Saúde, é o campeão mundial no rancking de mortes por arma de fogo. Dos 50 mil homicídios/ano, 70,5% são causadas por elas, ou seja, 35 mil pessoas morrem por ferimentos desferidos por armas de fogo, uma taxa de 26,2 a cada 100 mil habitantes. E das 16 milhões de armas existentes no país, 7,6 são ilegais, circulando nas mãos de criminosos ou de pessoas que não possuem registro, tampouco familiaridade em seu uso.

Estes números absolutos, são em média, maiores que inúmeros conflitos bélicos registrados no mundo, considerando a guerra da Chechênia ocorrida entre 1994 a 1996 com 25 mil mortos, a guerra civil de Angola, de 1975 a 2002 com 20,3 mil mortos e a Guerra do Iraque de 2003 a 2011 com 13 mil mortos.

Os EUA, segundo relatório do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crimes (UNODC) é o país do mundo com o maior número de civis com posse de armas, entre 270 milhões e 300 milhões, um número que a Associação Nacional do Rifle eleva para mais de 300 milhões. E a taxa de óbitos por arma de fogo é de 3,2 por 100 mil habitantes. Em 2012, 9.960 pessoas morreram por disparos de armas de fogo. Então, embora os EUA tenham um número de armas infinitamente superior, o número de óbitos é 3,7% menor que os registrados no Brasil.

Neste contexto, o grande questionamento sobre esta linha política adotada é sob que interesses ou pressões o Presidente norte-americano muda as tradições seculares de seu povo. Será pano de fundo para dissimular outros problemas internos ou mero oportunismo por falta de políticas midiáticas.

Defesa Net

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