quarta-feira, 31 de julho de 2013

Alemães apoiam Bradley Manning e Edward Snowden

Milhares de pessoas saíram às ruas das 35 maiores cidades da Alemanha, incluindo Berlim, Munique, Hamburgo e Frankfurt, em sinal de protesto contra o programa de vigilância global da Agência de Segurança Nacional dos EUA. Os manifestantes expressaram o seu apoio a Bradley Manning e Edward Snowden e exigiram à chanceler Angela Merkel explicações sobre o envolvimento da Alemanha no programa de espionagem.

Os protestos foram organizados por várias organizações sociais: o Partido Verde, o Partido Pirata da Alemanha e a aliança internacional Stop Watching Us. O vice-presidente do Partido Pirata da Alemanha, Markus Barenhoff, respondeu às perguntas da Voz da Rússia:

– Qual é a posição do Partido Pirata relativamente ao programa de vigilância global da Agência da Segurança Nacional norte-americana?

– Por um lado, o problema da espionagem de países-aliados uns contra os outros pode ser considerado como uma prática mundial generalizada. Por outro lado, esse problema é especialmente atual na Alemanha. No essencial há duas hipóteses: ou o nosso governo realmente nada sabia sobre essa vigilância, que é o que ele afirma. Nesse caso, a contraespionagem teve falhas graves, visto que um Estado tem de ter garantias que nenhum outro país anda a espiar os seus cidadãos ou a sua economia. Mas se o governo sabia dessa situação, então os seus atos são contrários à Constituição. Penso que o mesmo se passa em muitos outros países.

– Como acabar com a vigilância das pessoas pelos serviços estadunidenses?

– Toda esta história fez-me lembrar os tempos da Guerra Fria, quando os países usavam as tecnologias militares uns contra os outros. Na minha opinião, é necessária uma discussão a nível internacional sobre como nos havemos de livrar da vigilância global, a qual envolve o trabalho de uma enorme quantidade de pessoas.

– Os protestos decorreram em 35 cidades da Alemanha. As ações de protesto terão tido uma grande adesão e quais foram as reivindicações que nelas foram apresentadas?

– Nas cidades mais pequenas, as ações reuniram várias centenas de pessoas e nas grandes – vários milhares. Os manifestantes exigiam do governo que este tomasse medidas contra a vigilância, dos serviços secretos norte-americanos e britânicos que cessassem imediatamente a sua atividade e manifestaram o seu apoio a Bradley Manning e a Edward Snowden, que divulgaram perante todo o mundo os programas de vigilância. Os manifestantes exigiam que essas pessoas não fossem criminalizadas. A lei deve defendê-los porque eles fizeram algo de muito importante para todo o mundo.

– O que propõe a Alemanha, no contexto dos protestos, e o vosso partido em concreto?

– Nas diferentes filiais do Partido Pirata nós elaborámos um plano de 6 pontos que inclui as várias posições que eu já referi. Os 26 partidos Pirata de todo o mundo assinaram esse plano. Atualmente ele está se propagando pelo mundo inteiro. Nós esperamos que ele chegue ao conhecimento do maior número possível de pessoas, porque este é um problema que nos atinge a todos sem exceção. Nós não queremos que os nossos filhos vivam num estado que os espie.

Eu espero que os protestos tenham lugar em todos os cantos do mundo para demonstrar aos governos dos diferentes países que é incorreto pensar que eles zelam pela segurança das pessoas privando-as dos direitos e liberdades fundamentais. Um dos pais-fundadores dos EUA, Thomas Jefferson, disse que quem desiste da sua liberdade para obter segurança, não merece nem a liberdade, nem a segurança.

– Angela Merkel chegou a comentar a situação?

– Merkel se absteve de comentar, como sempre faz nas situações críticas. Por enquanto, tanto ela como os ministros estão silenciosos. O problema é nem o parlamento, nem os outros partidos empreenderem seja o que for. Eu não excluo que não seja só Merkel a ter conhecimento dos programas de vigilância, que começaram ainda em setembro de 2001, mas igualmente os governos anteriores. Parece que todo o parlamento está envolvido de alguma maneira neste escândalo, mas ninguém faz nada para pôr um fim a isto.

Voz da Rússia

Um quarto de século sob a proteção do Satã nuclear

Há precisamente vinte e cinco anos, as Forças Armadas russas passaram a contar com o míssil balístico intercontinental R-36M2, conhecido como Voevoda e ao qual a OTAN atribuiu o nome assustador de Satã.

Este míssil, o mais poderoso quanto ao seu poder destruidor e único quanto à capacidade de suplantar quaisquer sistemas de defesa antimíssil, passou a ser uma das lendas da época da Guerra Fria. Os peritos comentam com a Voz da Rússia o papel que este complexo balístico desempenhou na política mundial de dissuasão nuclear e o que o irá substituir.

O míssil balístico soviético R-36M2 recebeu na OTAN a classificação de Satã. A corrida armamentista, que acompanhou todo o período de confrontação política entre a União Soviética e os EUA na época de pós-guerra, levou à criação dos armamentos mais mortíferos. Dezenas de bombardeiros estratégicos, prontos a levantar voo a qualquer instante em direção à Rússia estavam em estado de prontidão nas centenas de bases aéreas da OTAN no mundo inteiro. Nas profundezas dos oceanos já faltava espaço livre para os submarinos. Os seus mísseis nucleares eram capazes de tornar a Terra um planeta morto. De ambos os lados do Atlântico surgiu literalmente toda uma “fileira” de mísseis. A corrida armamentista atingiu gradualmente até o espaço cósmico. O antigo chefe do Estado-Maior das forças balísticas estratégicas da Rússia Viktor Essin revelou à Voz da Rússia que a conceção americana de “Guerras nas Estrelas”, desenvolvida a fim de destruir cargas nucleares na órbita circunterrestre, embora fosse um blefe, teve, todavia, uma resposta perfeitamente adequada.

“A decisão de criar o complexo balístico Voevoda foi tomada na época em que o presidente dos EUA Reagan anunciava a formação da Iniciativa Estratégica de Defesa, isto é, a criação da defesa antimíssil profundamente escalonada com sistemas de ataque espaciais. A fim de suplantar este sistema de defesa foi necessário o complexo balístico, capaz de transportar grande carga.”

A vantagem principal do Voevoda é a sua capacidade de carga. Este complexo leva para o território do inimigo potencial vários blocos de combate, não deixando a mínima chance ao sistema de defesa antimíssil, apontou Victor Essin.

Mas o Voevoda tem também um defeito – é o seu posicionamento estacionário. Nas condições do dia de hoje isto aumenta a sua vulnerabilidade. Além disso, a enorme potência desta arma agora é desnecessária, afirma o diretor do Centro de Pesquisas Sociopolíticas Victor Evseev.

“A época em que os mísseis tão pesados eram necessários já findou. Agora é preciso desenvolver novos mísseis que tenham um peso menor no momento de partida e, por conseguinte, transportem um número menor de ogivas. Mas eles irão corresponder na íntegra aos novos enfoques de diminuição do volume de armamentos nucleares”.

Agora os complexos balísticos Voevoda estão sendo retirados gradualmente de serviço. Os prazos de vida útil destes mísseis estão expirando e o seu prolongamento é impossível. Mas a Rússia não renuncia à posse de mísseis balísticos intercontinentais pesados. Vladimir Evseev apontou que proximamente o Voevoda será substituído pelo novo complexo Sarmat.

Voz da Rússia

EUA prepara condenação de 136 anos de prisão para Manning

Washington, 31 jul (Prensa Latina) O soldado Bradley Manning enfrenta-se hoje a uma possível sentença de 136 anos de prisão depois que uma corte marcial nos Estados Unidos o considerou culpado de 20 acusações, incluído espionagem e roubo de material federal.
Um juiz militar de Fort Meade, Maryland, iniciou nesta quarta-feira a fase final de um processo judicial com muitos ingredientes políticos porque Washington trata de diminuir o impacto nas massas de filtrações de inteligência e difusão de documentos secretos.

Pese a que foi desestimado o cargo de colaboração com o inimigo, que supunha pena de morte ou corrente perpétua automática, Manning ainda está em perigo de passar o resto da vida fechado e sem direito a apelação ou liberdade baixo condicional.

O ex-analista do exército tinha sido processado por 22 acusações por seu suposto vínculo com o médio digital Wikileaks em uma operação pela qual milhares de arquivos diplomáticos estadunidenses foram entregues a diários internacionais.

A administração do presidente Barack Obama busca conseguir a máxima condenação para o soldado, quem tem permanecido encarcerado ha três anos, quando foi posto baixo custodia no Iraque, denunciaram especialistas jurídicos.

Segundo o meio alternativo CounterPunch.org e advogados da defesa, o governo norte-americano faz questão de chamar inimigos" aos centos de milhares de pessoas no mundo revoltadas devido aos terríveis atos militares realizados por Estados Unidos.

Ativistas de direitos civis em 30 cidades do mundo marcaram o 23 de fevereiro último como o dia do não encarceramento sem julgamento para Manning.

Dúzias de manifestantes reuniram-se em praças públicas de Nova York, Califórnia, Denver, Filadelfia, neste país, e também em Roma e Sydney, de acordo com meios alternativos de imprensa como AlterNet e Raw Store.

O experiente informático foi inculpado, entre outros expedientes, pela difusão de dados e reportes federais que detalham ações de ingerência do Departamento de Estado e de Defesa em múltiplos territórios estrangeiros.

Manning caiu baixo perseguição do Pentágono sobretudo pela revelação de um vídeo titulado Collateral Murder (Assassinato Colateral), o qual mostra a helicópteros quando interceptam a um grupo de iraquianos, presumem que são insurgentes e decidem abrir fogo contra a multidão.

Essa filmagem foi tomada em Bagdá o 12 de julho de 2007, e nela pode se ver como duas aeronaves estadunidenses disparam contra homens, meninos e mulheres desarmados entre os que se encontravam dois jornalistas de Reuters.

Momentos após os assassinatos, uma camioneta chega para tentar resgatar aos feridos mas também é vítima dos canhões norte-americanos.

Desde faz cinco meses a defesa pediu a um tribunal que o imputado fosse liberto de todos os cargos porque os promotores violaram regras elementares no procedimento penal.

O tempo de prisão que decorreu sem julgamento representou um deboche para nossos requerimentos na administração de justiça, todos sabemos que o limite autorizado são 120 dias, sublinhou o advogado defensor David Coombs.

Prensa Latina

Síria aposta em solução política mas sem renunciar a sua defesa

Damasco, 31 jul (Prensa Latina) A Síria considera que a solução política constitui hoje a única via para acabar com o conflito interno, mas isso não significa que o Exército Árabe Sírio abra mão de suas tarefas para proteger a Pátria e seus cidadãos, afirmou o premiê Wael Al-Halaki.
O jornal Al-Watan destaca nesta quarta-feira partes de uma entrevista com o chefe de governo que será publicada na íntegra em 1 de agosto, segundo anunciado.

Al-Halaki explicou que o chamado Exército Livre Sírio não é mais que uma farsa para encobrir os crimes perpetrados por grupos terroristas, e que a maioria de seus integrantes combatem nas filas da Frente Al-Nusra, afiliada à Al Qaeda.

Reafirmou que as autoridades dedicam grandes esforços a reduzir o impacto do conflito sobre a economia, assim como os efeitos das sanções unilaterais aplicadas pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por países da região que querem derrocar do governo.

Nesse sentido, apontou que está em andamento uma reestruturação da equipe econômica, o que poderia exigir uma mudança ou modificações no governo para ampliar a participação política.

De acordo com o Premiê, a alta direção do país mantém um acompanhamento especial sobre a situação na província de Alepo, atenta à chegada de comboios com suprimentos para seus dois milhões de habitantes.

A segunda cidade mais importante do país e sua outrora capital econômica é vítima de um forte assédio de grupos mercenários e radicais islâmicos, que dominam a metade leste da cidade e impõem um forte bloqueio ao abastecimento das forças oficiais.

Dias atrás, o Exército conseguiu romper com esse cerco e recomeçou o envio de caravanas com produtos básicos, o que permitiu distribuir combustível doméstico e veicular, assim como colocar em funcionamento padarias para que esse produto vital chegue à mesa dos sírios.

Al-Halaki fez referência ao fato de terem voltado ao país cidadãos deslocados pela guerra ao Líbano e à Jordânia, destacando que nacionalmente existem ao redor de 830 centros de refúgio temporários amparados pelo Estado para prestar ajuda a essas famílias.

Quanto às relações sírio-iranianas, o alto funcionário público opinou que se fortalecerão ainda mais depois da próxima tomada de posse do novo presidente Hassan Rohani, no dia 4 de agosto.

Prensa Latina

Militares não sabem onde cortar gastos e propõem reduzir um dia de trabalho

O corte nos gastos do Ministério da Defesa neste ano está levando os comandos militares a propor medidas inusitadas de economia. Por causa da redução de R$ 3,68 bilhões nas verbas orçamentárias das Forças Armadas anunciada em maio, o comando da Marinha chegou a determinar a redução da sua jornada de trabalho em um dia, às sextas-feiras, como forma de economizar os recursos orçamentários.

A decisão de reduzir a jornada, no entanto, foi considerada “precipitada” pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, que pediu que ela fosse reconsiderada, segundo fonte da área militar. No início da noite de ontem, o centro de comunicação social da Marinha divulgou nota oficial dizendo que “após análise subsequente e consonante com as novas tratativas com o Ministério da Defesa, tal medida não será adotada”.

A situação se agravou na área militar com o novo corte de R$ 919,4 milhões nas dotações orçamentárias do Ministério da Defesa, definido em decreto publicado ontem pelo “Diário Oficial da União”. Oficialmente, o Ministério da Defesa informou que ainda irá discutir com os comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha as medidas que serão adotadas para que as Forças Armadas possam cumprir as novas metas de despesa.

Mas fonte da área militar informou que Amorim iniciará negociações imediatas com a área econômica com objetivo de reverter, pelo menos em parte, o novo corte. No total, a redução das dotações orçamentárias da Defesa já atinge R$ 4,59 bilhões, o que corresponde a 24,6% dos gastos com custeio e investimento do ministério previstos na lei orçamentária, sem considerar o pagamento de salários. “Se não houver uma recomposição (da despesa), a situação vai ficar muito difícil”, disse a fonte.

Os militares estão fazendo tudo para que os cortes não atinjam os investimentos estratégicos das três Forças, como o programa do submarino nuclear da Marinha, a produção do avião de transporte militar KC 390 e a família de blindados médios de rodas. Por isso, a Marinha considerou, como uma das medidas de economia a ser adotada, a redução da jornada de trabalho.

O comando da Aeronáutica também discute o que fazer para se ajustar aos cortes. A assessoria da Aeronáutica informou ontem que ainda não há decisão, mas que serão adotadas “as medidas que se fizerem necessárias”. Antes da nota oficial que suspendeu a redução da jornada de trabalho, o comando da Marinha advertira, em comunicado, a necessidade de mais medidas de economia para atender ao novo corte nos gastos.

A redução total no limite de empenho das dotações orçamentárias neste ano foi de R$ 4,3 bilhões, de acordo com o decreto 8.062 publicado ontem. O empenho é a primeira etapa da execução orçamentária e significa que o órgão público foi autorizado a fazer o gasto. Cada ministério possui um limite para empenho e para pagamentos. O limite de pagamentos foi reduzido em R$ 3,75 bilhões.

O maior corte ocorreu nas dotações do Ministério da Fazenda, que perdeu R$ 990 milhões. A redução das despesas nos ministérios da Fazenda e da Defesa representam 44,2% do total do corte no limite de empenho. Os cortes deverão atingir os gastos de custeio, exceto as despesas com o pagamento de pessoal, as despesas com viagens e diárias e os contratos de terceirização de serviços, de acordo com fontes da área econômica. A redução das despesas atingiu até mesmo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Os Ministérios da Saúde e da Educação não sofreram cortes.

FONTE: VALOR Economico via portal FAB

NOTA DO EDITOR: A Marinha conseguiu deixar o Palácio do Planalto e o excelentíssimo senhor ministro da Defesa em saia justa. Ontem a MB, por ordem do excelentíssimo senhor ministro da Defesa, voltou atrás. Ela não pode expor a situação de penúria pela qual as Forças Armadas são subjugadas pelo Governo Federal, afinal de contas, o Brasil é a sétima economia do Mundo…pré-sal…amazônia azul…

NOTA DO EDITOR²: O corte de gastos do MD deverá atrasar novamente a definição do FX-2? Os M2000 darão baixa em Dezembro…

Pai de Snowden diz estar disposto a viajar para Moscou a pedido do FBI

MOSCOU – O pai de Edward Snowden, o ex-prestador de serviço de uma agência de espionagem dos EUA que está foragido, disse nesta quarta-feira que está disposto a aceitar um pedido do FBI para viajar a Moscou para encontrar o filho, mas primeiro precisa saber o que os serviços de segurança norte-americano querem.

Lonnie Snowden disse à emissora estatal de TV russa 24 que o FBI tinha sugerido "algumas semanas atrás" que ele viajasse a Moscou para conversar com seu filho, que enfrenta acusações de espionagem nos Estados Unidos por ter revelado os programas secretos de vigilância do governo.

Edward Snowden, cuja revelação despertou questionamentos sobre a intrusão do governo na vida privada, permanece na zona de trânsito do aeroporto de Moscou desde que chegou de Hong Kong, há mais de um mês.

O pai dele não teve contato direto com o filho.

"Recebi essa sugestão (de viajar para Moscou) algumas semanas atrás, e ainda tenho que responder", disse Lonnie Snowden, com seu inglês traduzido para o russo. Ele acrescentou que em primeiro lugar gostaria de saber o que o FBI queria que ele fizesse.

O advogado russo que ajuda Edward Snowden, Anatoly Kucherena, disse ao programa que acredita que o pedido de asilo temporário feito pelos norte-americano à Rússia será concedido "nos próximos dias", e que os Estados Unidos não conseguiram enviar nenhum pedido oficial de extradição.

Reuters

Coreia do Norte alerta sobre aumento da tensão com novos exercícios militares

Seul – A Coreia do Norte advertiu nesta quarta-feira sobre a possibilidade de um novo aumento da tensão diante do próximo exercício militar anual entre as forças conjuntas dos Estados Unidos e Coreia do Sul, previsto para ocorrer em meados de agosto em território sul-coreano.

"Se o exercício for realizado, a conjuntura na região passará a ser imprevisível e ficará à beira da guerra", sentenciou um artigo do jornal "Rodong", que pertence ao Partido dos Trabalhadores, braço político do regime de Kim Jong-un.

A Coreia do Sul e EUA planejam realizar em meados de agosto – a data exata ainda não foi divulgada – as manobras "Ulchi Freedom Guardian" ("Guardião da Liberdade Ulchi", em livre tradução) para melhorar a defesa coordenada frente à ameaça da Coreia do Norte.

Este exercício anual, baseado em simulacros de guerra real e assistido por computador, estará orientado a reforçar a operabilidade, a logística e os trabalhos de inteligência entre os dois exércitos e simulará, entre outros casos, a neutralização de armas de destruição em massa norte-coreanas.

O Ulchi Freedom Guardian, que Seul e Washington realizam anualmente há quatro décadas, é objeto de constantes ameaças da Coreia do Norte, que considera tais exercícios como um ensaio de guerra contra seu país.

De fato, no último domingo, o governo norte-coreano já advertiu que a península coreana assumirá um "estado de catástrofe" se o exercício for realizado novamente neste verão.

EFE

EUA vão liberar documentos sobre programas de espionagem e tribunal secreto

WASHINGTON – Agências de espionagem dos Estados Unidos planejam liberar já nesta semana documentos até agora sigilosos a respeito dos programas de espionagem da Agência de Segurança Nacional, revelados semanas atrás pelo ex-prestador de serviços Edward Snowden, e também materiais relativos a um tribunal secreto para assuntos de inteligência, disse uma fonte oficial nesta terça-feira.

A divulgação atende a um compromisso do diretor de Inteligência Nacional do país, James Clapper, no sentido de oferecer mais transparência ao público, disse a fonte à Reuters, pedindo anonimato.

Snowden, refugiado agora num aeroporto de Moscou, na Rússia, causou constrangimento aos Estados Unidos ao revelar programas secretos que espionavam as comunicações telefônicas e digitais de milhões de pessoas no mundo todo.

Os documentos a serem divulgados incluirão também informações sobre a Corte de Vigilância da Inteligência Estrangeira, que sigilosamente toma decisões sobre solicitações governamentais para espionar.

O diretor da Agência de Segurança Nacional, general Keith Alexander, disse à Reuters que a comunidade de inteligência precisa "sempre equilibrar a segurança da nação com a transparência, mas nesse caso acho que (a revelação) é boa".

Reuters

EUA querem Estado palestino em nove meses

WASHINGTON – Da primeira conversa cara a cara em três anos, emergiram três pontos concretos – a duração do processo de paz, o conteúdo do debate e um pacto de absoluto sigilo através do qual somente o secretário de Estado americano, John Kerry, ficará autorizado a comentar o andamento das negociações de paz entre israelenses e palestinos. O prazo fixado para um acordo foi de nove meses. E as partes garantem que sobre a mesa estarão todos os pontos nevrálgicos, como a divisão de Jerusalém, as fronteiras da Palestina, a segurança de Israel e a compensação aos refugiados palestinos de 1948 e 1967.

Sob um clima de cautela e ceticismo, uma interferência causou surpresa: a do presidente americano, Barack Obama, que decidiu intervir pessoalmente para dar mais credibilidade às negociações. Obama recebeu os negociadores na Casa Branca ao lado do vice-presidente dos EUA, Joe Biden – o que não é costumeiro em negociações neste formato e em estágio inicial, onde o foco recai sobre o processo em si e não exatamente sobre o conteúdo.

Os comentários, porém, foram concentrados em Kerry. Em seis meses no cargo, ele fez nada menos que seis viagens à região e passou horas ao telefone com israelenses e palestinos para viabilizar o diálogo.

- Apesar de entender o ceticismo, eu não compartilho dele. Nós não podemos passar a outra geração a responsabilidade de acabar com um conflito que está sob nossa capacidade de resolução, no nosso tempo. Eles não devem suportar esse fardo, e nós não vamos deixar para eles – declarou o secretário de Estado, que ressaltou ser ele a única fonte de informações sobre as negociações, cujo caráter será sigiloso.

A negociadora e ministra da Justiça de Israel, Tzipi Livni, ressaltou o bom entendimento pessoal dela com o negociador palestino, Saeb Erekat, e classificou o encontro como "construtivo e positivo". Ao jornal israelense "Yediot Ahronot", porém, ela fez uma ressalva:

- Em primeiro lugar, depende de nós. Não é uma questão de passagens aéreas (para ir e vir negociar), é uma decisão de Netanyahu e do governo. Vamos ter outras decisões difíceis.

Abbas faz alerta

A ministra, uma das vozes de centro-esquerda do governo israelense, continuou:

- Foi bom. Não houve aquele jogo de troca de acusações na sala e houve, sim, uma tentativa de criar alguma coisa. Vamos ter outras dificuldades.

Erekat, por sua vez, reconhecido orador apaixonado, optou por economizar nas palavras:

- Os palestinos sofreram bastante, e ninguém vai se beneficiar deste processo mais que os palestinos. É hora de o povo palestino ter um Estado independente e soberano para si.

As próximas conversas acontecerão em agosto, em Jerusalém ou Ramallah.

Da Cisjordânia, saiu a nota mais polêmica do dia. Em um encontro com jornalistas egípcios, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, lembrou que a ANP considera ilegal todas as colônias israelenses construídas nas terras anexadas após 1967. E disse que nenhum israelense – colono ou polícia de fronteira – poderá permanecer no futuro Estado da Palestina.

Agência O Globo

terça-feira, 30 de julho de 2013

Teoria Holofractográfica 29 - Nassim Haramein - O dilúvio e as Pirâmides do Japão e da China


Nassim Haramein é um físico Suiço com uma visão extremamente revolucionária e uma didática excepcional. Seu jeito para explicar as teorias mais complexas é cativante. Dedicou toda a sua vida em pesquisas e pensamentos no campo da física quântica e teorias sobre o hiperespaço de uma maneira não muito convencional mas profundamente esclarecedora, relacionando-as à nossa realidade, à nossa existência e ao conhecimento das civilizações antigas.

Correa questiona em Cúpula da ALBA papel da OEA

Guayaquil, Equador, 30 jul (Prensa Latina) O presidente equatoriano, Rafael Correa, questionou hoje duramente o papel da Organização dos Estados Americanos (OEA) ao inaugurar aqui a XII Cúpula da Aliança Bolivariana dos Povos da Nossa América (ALBA).

Pediu à Cúpula e aos povos da Nossa América analisar e questionar a própria OEA, e perguntou como pode ser sustentada a irracionalidade de que sua sede seja o país que mantém o criminoso bloqueio a Cuba.

Bloqueio, recordou Correa, que aberta e descaradamente descumpre metade dos artigos da Carta Constitucional da OEA e que foi condenado por 21 anos consecutivos na Assembleia Geral pela quase totalidade dos países membros das Nações Unidas.

Recordou igualmente o tema das Ilhas Malvinas, enclave colonial do Reino Unido em frente à costa argentina e a mais de 12.700 quilômetros de Londres.

Considerou como outra prioridade a revisão do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, que, afirmou, não pode fazer dano aos processos de mudança como a ação de multinacionais utilizando corruptos centros de arbitragem internacional, mas que indigna com tanta hipocrisia

Como é possível que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) tenha sua sede em Washington e receba seu financiamento fundamental por países que, como Estados Unidos, não ratificaram o tratado ou não pertencem à região.

Não podemos, enfatizou, seguir suportando essas contradições de certas burocracias internacionais que tentam se colocar acima de nossos Estados.

Até quando toleraremos isso, perguntou Correa aos chefes de Estado e Governo e aos povos e movimentos sociais.

Esse é um espaço político para tomar decisões e orientações políticas, baseados em uma ideologia clara. Temos que discutir e processar essas coisas no interior da ALBA e dos espaços integracionistas, disse.

Referiu-se igualmente ao maior caso de espionagem na história da Humanidade denunciado pelo ex-analista da CIA Edward Snowden, que, expressou Correa, viola descaradamente o direito humano à intimidade e à soberania dos Estados rompendo o direito internacional.

Se seguirmos calados, seremos cúmplices do que está acontecendo, afirmou sobre esses temas na Cúpula da ALBA.

Prensa Latina

Snowden revela um cataclismo solar iminente e pronunciamento de Obama!

EU QUERO PEDIR DESCULPAS A TODAS AS PESSOAS QUE LERAM ESSE ARTIGO. MAIS EU NÃO VOU REMOVE-LO. PEÇO PARA NÃO DAREM CREDITO AO ARTIGO DO SNOWDEN. POSSIVELMENTE UM FAKE DO SNOWDEN ESTÁ COLOCANDO CONTRA-INFORMAÇÃO NA INTERNET. MAIS DE QUALQUER FORMA ESTAMOS SUJEITO A UMA EMC QUE CAUSE ESTRAGO AO NOSSO SISTEMA ELÉTRICO, SÓ NÓS RESTA ESTÁ PREPARADO SE ALGO DESSA MAGNITUDE ACONTECER ALGUM DIA...

OLHEM ISSO:http://readwrite.com/2013/07/03/who-is-ejosephsnowden#awesm=~ocKCWhNGHoZWx0
Edward Snowden, Agência de Segurança Nacional hacker fugitivo e ex-(NSA) contratante, revelou nessa terça-feira que uma série de explosões solares está definida para ocorrer em setembro, matando centenas de milhões de pessoas. O documentos fornecidos por Snowden prova que, a partir de 14 anos, a Agência Central de Inteligência (CIA) Utilizando visualizadores remotos sabiam que o evento era inevitável. Desde então, os governos do mundo têm calmamente tentando se preparar para a fome mundial varrendo a resultar.

Falando de seu quarto, Snowden revelou que os preparativos do governo para catastróficas erupções solares de setembro foram "apenas limitados." Os resultados dos archotes, disse ele, são conhecidos casualmente em toda a comunidade de inteligência global como "o killshot. "


Visualizadores remotos empregados pelo Projeto Stargate da CIA usam sua habilidade para perceber acontecimentos distantes geograficamente e cronologicamente para proteger a América. Desde 1999, eles sabem sobre o evento solar chama, mas foram ameaçados em silêncio por agentes na folha de pagamento do governo secreto.
Como parte da contratação de Snowden como um empreiteiro, a NSA havia concedido a 30 velhos anos de acesso a todas as comunicações na Terra. Agora, ele tem proporcionado a cronica da Internet com documentos da Agência de Gerenciamento de Emergência Federal ultra-secretos (FEMA) descrevendo quão terrível o resultados das explosões solares será. Em apenas dois meses ", o killshot" está definido para desativar todos os alimentos eletrônico e sistemas de distribuição de água.

Desde o final do século 20, centenas de milhões de pessoas começaram a confiar em automação tecnológica para permitir que as suas próprias vidas. As labaredas solares liberam pulsos eletromagnéticos, perigosos aos circuitos eletrônicos. Os menores circuitos eletrônicos, como as unidades centrais de processamento de computadores ', serão as mais vulneráveis.
Snowden disse, FEMA e do Centro Nacional de Redução de Desastres da China tem estado a tomar medidas por 14 anos, à luz das conclusões do Projeto Stargate. Próprios documentos da FEMA, desde que Snowden, revelou o layout de como a organização pretende reunir dezenas de milhões de norte-americanos mais pobres para a habitação em locais seguros "para melhor facilitar a alimentação e fornecimento de bens de consumo."

Snowden, por anos, um empreiteiro da CIA, depoimentos divulgados de centenas de espectadores remotos. Muitos desses visualizadores remotos ainda estão na folha de pagamento dos governos dos Estados Unidos e da Federação Russa. Esses depoimentos, embora escritos de forma independente pelos analistas, são compostas de 4.472 páginas, cada uma das quais, de forma alarmante, a conta de evidenciar Snowden.

"O enorme pulso eletromagnético das explosões solares, ou" o Killshot ", vai obturar a maioria dos sistemas elétricos do mundo", disse Snowden. "Os norte-americanos cujas vidas estão em maior risco são os idosos e os enfermos, os que dependem da tecnologia para permitir o seu recebimento de cuidados em casa ou a manutenção da vida por tratamento médico."

Ao longo dos anos 1970 e 1990, a Rússia e os Estados Unidos estavam desesperados para acompanhar e monitorar a construção e manutenção de uns dos outros asilos nucleares. Governos das nações admitiram abertamente ter despejado bilhões de dólares para o treinamento das equipes de elite de espectadores remotos. Com seus poderes, os espectadores remotos foram capazes de deter os lançamentos nucleares e, finalmente, pôr fim à Guerra Fria. Em meados dos anos 90, a CIA simplesmente fingiu fechar seu programa de visualização remota, para que pudesse operar de forma mais eficaz.

"Reparem que em filmes que tem catástrofes e destruição na terra, o presidente quase sempre é negro..."

Snowden disse que espera que a sua vinda para a frente vai permita que os participantes do Projeto Stargate vivam vidas normais, aberto de novo ", e não como animais de circo, em vez de como loucos." Ele acrescentou: "[outros significativo de funcionários do Projeto Stargate] tem para obter Q folgas apenas para conviver com, mesmo sem se casar, seus entes queridos. Isso é equivalente à escravidão. "

A humanidade está prestes a pagar um preço mais terrível para a sua dependência tecnológica. Esse preço, disse Snowden, mostrou-se um fator importante em sua decisão de avançar para a imprensa - tanto sobre o Holocausto global para acontecer, assim como o poder dos analistas da NSA, no capricho, para ouvir as chamadas de telefone de qualquer pessoa na terra.

Snowden disse, no que diz respeito aos espectadores remotos da CIA: "Eu tenho visto muitos denunciantes bravos tornando-se sujeitos de esfregaço e ridículo para usar seus talentos para expor a verdade.", Acrescentou Snowden, amargamente: "Bem, vamos ver quem é o Sr. Ri quando "o killshot 'vier baixo."

WikiLeaks advogados, e Anatoly Kucherena, próprio conselho de Snowden, juntos produziram um vídeo pedindo calma e global preparação. Segunda-feira, Snowden enviou o vídeo, abaixo, o Serviço Federal de Migração da Rússia como parte de sua chamada para o asilo.

VÍDEO NO YOUTUBE

Outro fato interessante essa semana foi o pronunciamento de Obama de 1200 dias para o fim de seu mandato. Soou como um - " É não tem mais o que fazer, agora vou esperar para ver o que faço depois." Pode ter haver também com a suposta falência do estados por lá.

"Eu tenho um pouco mais de 1.200 dias que restam de mandato.
Vou gastar cada minuto de cada um desses dias a pensar e depois agir sobre quaisquer boas idéias lá fora, que vão ajudar os americanos comuns sucesso, que são vai ter certeza de que a próxima geração acredita no sonho americano, porque já vi isso em suas próprias vidas.
É assim que eu vou gastar meu tempo.
Espero que, seja como você vai gastar o seu tempo."

FONTES:

http://www.chronicle.su/news/edward-snowden-solar-flare-killshot-cataclysm-imminent/

http://www.weeklystandard.com/blogs/obama-i-ve-got-little-over-1200-days-left-office_740820.html

Coppe participa da construção do submarino nuclear brasileiro

Laboratório de Tecnologia Sonar – LabSonar, que desenvolverá tecnologias para acompanhar, detectar e classificar ruídos produzidos pelos motores e condições operativas de navios, protegendo a costa marítima brasileira. O laboratório vai colaborar na capacitação da Marinha na produção dos seus próprios materiais e assessorá-la nas negociações para transferência de tecnologia. A inauguração do LabSonar será realizada, às 14h30, no auditório G-122, no Bloco G do Centro de Tecnologia 1, na Cidade Universitária, e integra as comemorações dos 50 anos da Coppe.
Professor José Seixas

O LabSonar é uma parceria dos Programas de Engenharia Elétrica e Oceânica e vai aglutinar as pesquisas que a Coppe desenvolve com a Marinha na área de sonares, instrumentos de localização que utilizam sinais acústicas submarinos. Segundo José Seixas, coordenador do LabSonar e professor do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe, o laboratório participará do grande arrasto tecnológico que virá a partir da compra pela Marinha brasileira de um submarino nuclear francês, fruto de acordo firmado em 2009 entre o Brasil e França para transferência de tecnologia.

“A construção de um submarino nuclear representa muito para o Brasil e será um grande incentivo para as pesquisas que realizamos na Coppe. No momento, nossos pesquisadores estão envolvidos na construção do sonar do submarino nuclear, mas outras tecnologias ainda terão que ser desenvolvidas no país, como sistemas para retirada de gases dos submarinos, postos nucleares para abastecimento, entre outros”, diz o professor José Seixas.

Segundo o professor, além de participar do desenvolvimento de novas tecnologias para capacitar a Marinha a produzir seus próprios materiais, o Labsonar estimulará novos temas para as teses a serem produzidas na Coppe.

Projeto pioneiro

A cooperação entre a Coppe e a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação da Marinha vem de longa data e parte do sonar que está instalado hoje nos submarinos brasileiros foi desenvolvido num projeto de colaboração com a Coppe nos anos 90. O sonar a ser desenvolvido no LabSonar é do tipo passivo, que acompanha, detecta e classifica os ruídos produzidos no mar pelos motores dos navios e suas condições operativas. Há também possibilidades de projetos com os sonares ativos, que emitem sinais, ouvem o eco e detectam os corpos presentes.

A construção de submarinos nacionais tem como objetivo proteger a costa marítima brasileira, o que é essencial para a soberania nacional. Mas a construção dos sonares para submarinos nucleares tem se mostrado uma tarefa cada vez mais desafiadora, segundo o professor Seixas: “Trata-se de uma área muito sensível, com tecnologia cara. Atualmente os alvos irradiam menos ruído e os sonares precisam ser cada vez mais sofisticados para detectá-los. Nesse contexto, está cada vez mais complexo projetar os sonares.”

Outro trabalho na área de sonares que já resultou numa tese na Coppe tem o objetivo de melhorar a informação que os sonares captam quando dois navios se aproximam, causando interferência mútua. A pesquisa desenvolveu algoritmos que conseguem separar as duas fontes e tornar o sinal mais limpo para detecção.

A inauguração do LabSonar contará com a presença do diretor do Instituto de Pesquisa da Marinha, do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha e outras autoridades, além de representes da Coppe e pesquisadores. Na ocasião será promovida ainda a primeira reunião do Comitê Gestor da cooperação da Coppe com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha.

FONTE: Planeta COPPE

NOTA DO EDITOR: A Marinha do Brasil não comprou um submarino nuclear francês como é mencionado no texto da COPPE. A Marinha através do acordo firmado, adquiriu a tecnologia para a construção do casco de pressão, com as dimensões necessárias para o seu reator em desenvolvimento.

Marinha israelense começa a instalar o sistema Barak 8 para combater mísseis Yakhont

O míssil Barak 8 de médio alcance foi projetado para interceptar ameaças aéreas, incluindo aviões inimigos, UAVs, mísseis anti-navio e mísseis de cruzeiro. Os atuais planos da Marinha são ter o sistema operacional nos barcos lança mísseis Saar 5 dentro dos próximos meses.

A Marinha de Israel começou a instalar o novo sistema de defesa Barak 8 nos seus barcos lança mísseis para protegê-los do temido míssil anti-navio russo Yakhont.
Míssil Barak 8

O Barak 8 daria mais capacidade para as embarcações da marinha israelense com a defesa contra os mísseis Yakhont russos, uma arma anti-navio potente que Israel vê como uma ameaça à sua marinha, especialmente se cair nas mãos do grupo terrorista libanês Hezbollah. Um carregamento dos mísseis Yakhont teriam sido destruídos na Síria por Israel há algumas semanas.

A Marinha decidiu instalar até agora o sistema Barak 8 em seus barcos lança mísseis Saar 5. Acredita-se que o sistema estará operacional nos barcos dentro dos próximos meses.
Míssil anti-navio Yakhont

FONTE: ISRAEL HAYOM

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Defesa Aérea & Naval

Defesabrás ou Bras Trading? Vem aí, a ‘trading’ estatal para a área bélica

A Saab com o caça Gripen E/F poderá vir a ser a 1ª empresa a negociar com a nova trading de defesa.

O governo se prepara para criar uma empresa de negócios para a área bélica. A informação foi publicada no Diário Oficial da União de 8 de maio, mas passou praticamente incólume pelos órgãos de comunicação. Portaria interministerial das pastas de Defesa e Indústria e Comércio criou Grupo de Trabalho “com a finalidade de realizar estudos e identificar ou propor medidas de fomento para a ampliação da capacidade da Base Industrial de Defesa, com a criação de uma trading de defesa”. Além dos dois ministérios citados, o GT contará com participação do BNDES, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. A portaria informa que haverá preservação de sigilo de dados sensíveis, ficando o tema, portanto, ao largo da nova lei de acesso à informação.
A Embraer, com a nova trading de defesa, poderá ser beneficiada nas vendas do A-29

Informa o DOU: “A ‘trading’ deverá ter por objetivo promover, com apoio institucional, a comercialização (exportação e importação) de produtos de defesa, com a faculdade para operacionalizar contratos de compensação tecnológica, industrial e comercial”. Como o texto diz, a nova estatal – ainda sem nome – será preservada por sigilo. No entanto, fontes do setor acreditam que, ao comprar aviões para a FAB, o governo quer agir de forma profissional e obter compensações para suas empresas do setor, seja com a venda de peças e equipamentos ou com a obtenção de transferência de tecnologia. Especialistas dizem que a trading dará um caráter mais profissional às negociações entre o Brasil e as potências internacionais. Como se sabe, não há lugar para primarismo na área bélica, chamada sofisticadamente de “setor de defesa”. A nova empresa não tem nome, mas poderia ser Defesabrás ou Bras Trading.
A Boeing com o caça F/A-18 Super Hornet também poderá negociar acom a nova trading de defesa

Após uma década de negociações, o Brasil estaria prestes a fechar a compra de 36 caças para a FAB, por US$ 4 bilhões. Por serem aviões de combate, não serão usados para transportar autoridades, mas para dar proteção ao imenso território nacional. O ex-presidente Lula chegou a anunciar a importação de modelos Rafale, da francesa Dassault, enquanto circulou a notícia de que a Aeronáutica preferia o modelo Gripen NG, da sueca Saab. No entanto, ultimamente, tem-se falado muito na americana Boeing, produtora dos F/A-18 Super Hornet. O contrato seria assinado em outubro, durante visita da presidente Dilma a Washington. A nova estatal teria a função de permitir negociação de alto nível com os parceiros estrangeiros. Na verdade, para obter transferência de tecnologia dos inflexíveis norte-americanos, seria necessário ressuscitar o maior negociador do país, o Barão de Rio Branco.

Lula criou uma estatal para o pré-sal e Dilma uma para transportes, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL). No setor de defesa, já existem a Engepron, vinculada à Marinha, e a Imbel, ligada ao Exército. O programa nuclear da Marinha gerou a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), e a Nuclep é uma estatal que fornece para qualquer cliente, mas ultimamente tem focado sua produção para os submarinos. Por último e não menos importante, há uma quase estatal, a Vinova, empresa ligada a satélites, com 49% de capital da estatal Telebrás e 51% da ex-estatal Embraer, agora uma empresa plenamente privada, mas com estreitos laços com o governo.

FONTE: Monitor Mercantil

Brasil comprará 36 obuseiros autopropelidos dos Estados Unidos

Obuseiro M109A5

O Comando do Exército do Brasil pretende assinar contrato com o Pentágono sobre o envio de 36 obuseiros autopropelidos usados, do modelo M109A5 de 155mm de calibre. O acordo deve ser assinado até o final de agosto.

Segundo o contrato, o exército americano fornecerá ao Brasil os obuseiros do seu estoque, previamente modernizando-os para o padrão M109A5+.

Os obuseiros receberão novos motores, transmissão melhorada, sistema da navegação, display de informações na cabine do comandante de carro, sistema de controle de fogo, estação de balística e suspensão.

Em 2012 o Brasil já comprou 36 obuseiros M109A5 dos Estados Unidos, os quais estão sendo modernizados para a versão M109A5+.

FONTE: Voz da Rússia

Mahmoud Abbas não quer “um só israelense” em futuro Estado palestino

Secretário de Estado dos EUA John Kerry se reuniu com o presidente palestino Mahmoud Abbas em Ramallah no final de junho Foto: AP

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, apresentou nesta segunda-feira sua visão sobre a situação final das relações entre palestinos e israelenses antes da retomada das negociações de paz nos Estados Unidos pela primeira vez em quase três anos.

Abbas disse que nenhum colono israelense, nem forças de fronteira, poderão permanecer em um futuro Estado palestino e que os palestinos consideram ilegais todas as construções dos assentamentos judeus dentro do território ocupado na guerra de 1967.

Os comentários contundentes parecem desafiar as esperanças do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, para que os termos das negociações, que devem começar na noite desta segunda-feira em um jantar, sejam mantidos em segredo.

"Em uma resolução final, nós não veríamos a presença de um só israelense, civil ou soldado, em nossas terras", disse Abbas em entrevista coletiva para jornalistas, a maioria egípcia.

"Uma presença internacional, multinacional, como no Sinai, no Líbano e Síria. Isso aceitamos", disse ele, se referindo às operações de paz de Organização das Nações Unidas (ONU) nestes lugares.

Abbas estava no Cairo para se reunir com o presidente interino do Egito, Adli Mansour, quase um mês depois que as Forças Armadas do país depuseram o presidente eleito Mohamed Mursi.

Israel declarou anteriormente que quer manter uma presença militar na Cisjordânia ocupada, na fronteira com a Jordânia, para evitar a entrada de armas que possam ser usadas contra o Estado judeu.

Os Estados Unidos tentam mediar um acordo sobre uma solução de dois Estados sob o qual Israel possa existir pacificamente junto ao novo Estado palestino criado na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, terras ocupadas pelos israelenses desde 1967.

Reuters

Agressividade da China em questões territoriais traz riscos, diz general dos EUA

Exercício militar da China com a Rússia na Ásia

WASHINGTON – A agressividade da China em suas demandas territoriais correm o risco de gerar "erros de cálculo" mas também estão ajudando os Estados Unidos a fortalecer seus laços com países da região, disse o general que supervisiona a Força Aérea dos EUA na região do Pacífico nesta segunda-feira.

"Ser muito agressivo gera o risco de criar o potencial para erros de cálculo", disse o general da Força Aérea Herbert Carlisle a repórteres que cobrem Defesa em Washington. "Isso é algo que pensamos todos os dias."

Os Estados Unidos estão mudando seu foco militar e diplomático para a região da Ásia Pacífico parcialmente por causa da maior presença da China. O país está envolvido em disputas territoriais com as Filipinas e o Vietnã por causa de ilhas no Mar do Sul da China e com o Japão por causa das inabitadas ilhas Senkaku.

Carlisle disse que estar preocupado com a possibilidade de algumas das ações da China gerarem gerar uma resposta maior. "É um ambiente complexo e em mudança", disse ele. "Toda ação tem consequências não intencionais e efeitos de segunda e terceira ordens."

O general também disse que, ao mesmo tempo, as movimentações da China estão ajudando Washington a expandir seus laços com a região, como visto em um anúncio recente de que Washington e Manila ampliaram as negociações sobre cooperação militar.

"Parte do comportamento muito assertivo e agressivo deles tem de fato trazido nossos amigos (para mais perto), e eles contam conosco para estar lá e estarmos presentes", disse.

Ele acrescentou que, em alguns casos, os aliados podem comprar equipamentos militares de fornecedores não-norte-americanos, mas querem uma crescente presença dos EUA como um contrapeso à China.

O Pentágono está trabalhando para aumentar o rodízio de tropas norte-americanas na Ásia, tanto quanto fez na Europa durante a Guerra Fria, disse Carlisle.

Reuters

Cerca de cem terroristas rendem-se ao Exército Árabe Sírio

Mais de 30 homens armados se renderam na segunda-feira (29) na cidade de Deir al-Zur, no nordeste da Síria, e outros 40 na cidade de Homs, depois que o Exército Sírio obteve mais um êxito nas "operações de limpeza", como chamam as ações contra focos de terroristas.

De acordo com o jornal diário sírio Al-Thawra, elementos armados, pertencentes a grupos terroristas entregaram suas armas e se comprometeram a não realizar mais atos que coloquem em risco a segurança dos cidadãos.

Anteriormente, 350 terroristas fizeram o mesmo em Homs e 120 na cidade de Damasco, capital do país.

O número de homens armados que se renderam elevou-se depois que as forças sírias de segurança conquistaram a estratégica cidade de Al-Qusair, na província de Homs e perto da fronteira do país com o Líbano.

No sábado, as tropas sírias tomaram a mesquita Khaled ibn al-Walid, do século 13 e situada no norte de Al-Jalidiye, que esteve sob controle de terroristas e mercenários durante um ano.

Há mais de dois anos a Síria é cenário de distúrbios perpetrados por terroristas, financiados, dirigidos e armados por alguns países ocidentais e vários regionais, cujo objetivo é derrubar o governo de Bashar al-Assad.

HispanTV

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Aceitará Teerã uma substituição dos S-300?

S-300VM Antei-2500

O presidente russo Vladimir Putin, durante sua possível visita a Teerã, discutirá com o lado iraniano um possível fornecimento de sistemas antimísseis S-300VM Antei-2500, informa o jornal Kommersant. Segundo diferentes fontes, a visita acontecer em 12-13 ou em 16 de agosto, mas ela ainda não foi confirmada oficialmente.

A venda ao Irã de complexos S-300VM Antei-2500 formalmente não violaria o decreto de Dmitri Medvedev (na altura presidente da Rússia) de setembro de 2010 proibindo o fornecimento de sistemas de defesa aérea para Teerã. Estes complexos têm rótulos diferentes e provêm de outra fábrica. Em alguns aspectos eles até são mais perfeitos, diz o diretor do Centro de Estudos Sociais e Políticos Vladimir Evseev:

“O sistema S-300VM é mais adequado para tarefas de defesa antimíssil do que defesa aérea. Deste ponto de vista, ele tem vantagens sobre o S-300, particularmente na intercepção de mísseis balísticos. Isto é de importância crucial. Se, hipoteticamente, o Irã será atacado, o primeiro golpe será justamente um ataque de mísseis e é muito importante interceptá-los.”

O anterior cancelamento do contrato de fornecimento de S-300 não estava diretamente ligado à resolução do Conselho de Segurança da ONU reforçando as sanções contra o Irã em junho de 2010, explica Vladimir Evseev. O S-300 é uma arma puramente defensiva, e a resolução número 1929 não diz nada sobre esse tipo de armamentos. Na altura, a Rússia não queria agravar a situação em torno do Irã, que já era explosiva, e de fato ampliou a ação do documento da ONU.

Em resposta, Teerã entrou com uma ação de 4 bilhões de dólares contra a Rússia. O montante inclui não apenas as perdas causadas pelo cancelamento do contrato de fornecimento de S-300. Segundo o especialista, a maior parte é constituída de sanções acumuladas pelo não cumprimento de contratos militares anteriores. O congelamento de fornecimentos militares foi estipulado num acordo anterior, de 1995, entre o vice-presidente dos EUA Al Gore e o primeiro-ministro russo Viktor Chernomyrdin.

O fornecimento de novos complexos ajudaria a fechar uma página difícil nas relações russo-iranianas, acredita Vladimir Evseev:

“Sistemas iranianos de produção própria são muito inferiores às capacidades do S-300VM Antei-2500, e o fornecimento de sistemas russos seria de extremo interesse para o Irã. Eu acho que se a Rússia fornecer estes complexos, os iranianos desistirão de suas reivindicações para com a Rússia sobre contratos anteriormente não cumpridos no domínio da cooperação técnico-militar.”

Existe também um ponto de vista contrário: Teerã continua contando com os S-300 e os S-300VM não serão uma saída da situação. Eis o comentário do especialista do Centro de Segurança Internacional da Academia Russa de Ciências, Piotr Topychkanov:


“O Irã deve tomar uma posição mais construtiva nas negociações com a AIEA para garantir que as sanções da ONU sejam aliviadas. E, neste caso, poderemos fornecer-lhe os S-300. Nenhuma substituição não iria satisfazer o Irã. Além disso, qualquer modificação do S-300 causará protestos da parte de Israel e da Europa.”

Sistemas antimísseis não são o único tema das possíveis negociações que esperam Vladimir Putin em Teerã. Rússia seria interessada em saber se o novo presidente e defensor de reformas Hassan Rohani está inclinado para demonstrar uma maior flexibilidade no que diz respeito ao programa nuclear iraniano.

Acrescentamos que, caso a visita for realizada, Putin será o primeiro líder estrangeiro a visitar Teerã após 3 de agosto, quando Rohani assumirá o cargo. Se a visita do líder russo tiver o estatuto de Visita de Estado, será um evento verdadeiramente histórico, o primeiro semelhante desde 1943.

Voz da Rússia

A guerra russo-japonesa não declarada pelo Lago Khasan

Há 75 anos, a 29 de julho de 1938, as tropas japonesas invadiram o território da União Soviética perto do lago Khasan. Esse conflito fronteiriço envolveu cerca de 35 mil militares de ambos os lados. Os combates terminaram 12 dias depois com a derrota completa dos invasores. Esse aniversário será comemorado na região de Primorie com a vigília internacional Khasan 2013.

O lago Khasan está localizado a 130 quilômetros a sudoeste de Vladivostok, perto da costa do Oceano Pacífico. Os combates pelas colinas adjacentes ao lago ocorreram na confluência com as fronteiras com a China e com a Coreia. Esse conflito fronteiriço foi consequência da conquista pelo Japão da Manchúria chinesa e da criação, nos territórios ocupados, do Estado de Manchukuo. Aí foi concentrado um exército japonês de 130 mil homens que representava para a União Soviética uma ameaça potencial.

No dia 29 de julho de 1938, uma companhia de soldados japoneses atacou o posto fronteiriço soviético localizado na colina Bezymyannaya. Os onze guardas fronteiriços, comandados pelo tenente Alexei Milyutin, receberam os japoneses, armados até os dentes, com fogo certeiro de metralhadoras e fuzis, passando ao contra-ataque com baionetas contra as forças superiores do inimigo. Mas eles não conseguiram manter a colina. Outros destacamentos japoneses conquistaram, depois de duros combates, a colina de Zaozernaya, que se situava nas proximidades.

Isso não foi uma guerra, ambos os países mantinham as relações diplomáticas, refere o historiador Vadim Roginsky:

"Na altura, rebentou um escândalo diplomático. Moscou chamou o embaixador japonês Mamoru Shigemitsu e lhe foram apresentados os documentos que provavam ser esse um território soviético. Os japoneses, por seu turno, enviaram documentos em como esse território pertencia ao Manchukuo".

No dia 2 de agosto, o comando soviético decidiu libertar os territórios ocupados. Na contraofensiva vitoriosa, foram utilizados tanques e aviões. No dia 11 de agosto, foi estabelecido um cessar-fogo que estipulava o restabelecimento da fronteira anterior, determinada ainda em 1886 pelo Tratado de Hunchun entre a Rússia e a China.

Nos bastidores dos acontecimentos do lago Khasan ouve muitos episódios dramáticos que ainda suscitam discussões entre os historiadores. Deles fazem parte a traição do chefe da direção do Extremo Oriente do NKVD (polícia secreta) Genrikh Lyushkov, a demissão do comandante Vassili Blyukher e, finalmente, o "Memorando Tanaka" japonês. Segundo esse documento, cuja veracidade continua a ser duvidosa ainda hoje, os japoneses planejavam nessa altura a conquista dos países do Sudeste Asiático, da União Soviética e, em seguida, da Europa. De qualquer das formas, os combates do lado Khasan, e o conflito militar que se lhe seguiu um ano depois no rio Khalkin Gol, na Mongólia, serviram de barreira aos planos de agressão dos militaristas japoneses.

No início de agosto, na região de Primorye terá lugar a Vigília Khasan 2013. Os clubes histórico-militares planejam reconstituir pela primeira vez os combates de Khasan. O comandante do destacamento AviaPoisk de pesquisa histórica de Primorye Yaroslav Livansky explica:

"Na reconstituição histórico-militar, teremos a participação de japoneses que irão viajar diretamente de Tóquio. Desembarcam do avião diretamente para a "batalha". No dia 10 de agosto, nós iremos reconstituir o combate pela colina Bezymyannaya. Depois iremos nos deslocar para a antiga zona de operações perto do lago Khasan, onde iremos realizar trabalhos de prospeção de campo. O objetivo é perpetuar a memória dos militares mortos em combate".

O 75º aniversário dos combates de Khasan será comemorado em toda a região de Primorye. O programa prevê a beneficiação das campas e monumentos aos heroicos defensores da fronteira russa. As cerimônias em Vladivostok terão início a 4 de agosto com a inauguração do monumento à Katyusha, heroína de uma das canções mais populares do tempo da guerra. Em seguida, os participantes da Caravana da Memória irão percorrer a região, se reunindo vários dias depois nas comemorações principais junto ao lago Khasan.

Voz da Rússia

BRASIL - Celeiro de um mundo cada vez maior

Brasil precisa lidar com uma série de desafios na sua produção alimentícia para conseguir suprir as demandas internacionais crescentes. Novas técnicas de processamento de alimentos e até de confecção de embalagens podem ajudar a superar o desperdício e at

O Brasil é o celeiro do mundo. Aqui, em se plantando, tudo dá. Essas máximas são velhas conhecidas, mas, num mundo que precisará cada vez mais de alimento para manter uma população crescente, elas podem ser revitalizadas. O Brasil, como um dos maiores países em extensão de terra do globo, deverá ocupar lugar de destaque nessa realidade.

As previsões internacionais sobre o crescimento populacional apontam que seremos entre 9 e 11 bilhões de pessoas no planeta até 2050. No entanto, para acompanhar tal aumento, o mundo deverá produzir 60% mais alimentos do que produz hoje, segundo o engenheiro agrônomo José Geraldo França, do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep). “O crescimento da demanda por alimento não será apenas quantitativo, mas qualitativo; será preciso produzir, por exemplo, leite e carnes para essa população, o que demandará uma produção extra de grãos”, explicou, em mesa-redonda realizada na 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
França: Como país emergente importante, o Brasil tem a obrigação de contribuir para suprir a demanda alimentar futura do globo

As mudanças socioeconômicas das últimas décadas alteraram o papel das nações nesse novo cenário. “Até pouco tempo atrás o Brasil também era considerado um país pobre; mas agora, como emergente importante, temos a obrigação de contribuir para suprir a demanda alimentar futura do globo”, argumentou. “Por isso, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) espera que, até 2050, o Brasil seja responsável por 40% do mercado mundial de alimentos.”

Os números mostram que o país tem aumentado sua produção absoluta, mas ainda está atrás de outras grandes nações continentais. “Nossa produção hoje está na casa de 170 milhões de toneladas de grãos por ano, mas a China produz mais de 500 milhões, os Estados Unidos, cerca de 700 milhões e a Índia, mais de 200 milhões”, ressaltou. “Além disso, apesar do aumento registrado na produção total do país, há uma queda nos números da produção per capita.” O destaque negativo é o Nordeste do país, responsável por apenas 9% do total produzido. “Se isso não se reverter, vamos ficar para sempre esperando a próxima seca”, completou.

Desafios em várias áreas

Para que o Brasil consiga desempenhar seu 'destino' no mercado mundial de alimentos, França destacou uma série de desafios – biológicos, climáticos, ambientais e econômicos. “Será preciso lidar com o surgimento de novos patógenos e pragas, investir em tecnologias de fixação biológica de nitrogênio – trabalho já desenvolvido pela Embrapa com bactérias fixadoras do nutriente – e diminuir as perdas agrícolas, que chegam a 40% do total produzido no caso de hortaliças e frutas”, analisou. “Além disso, temos que priorizar o uso de técnicas de controle biológico para reduzir os agroquímicos e avaliar o enriquecimento nutricional dos alimentos via melhoramento genético e uso da biologia molecular e genômica no desenvolvimento de novos cultivares.”

O pesquisador ressaltou ainda o importante papel da gestão da água nesse cenário – ele lembrou que, hoje, 70% da água usada no mundo são aplicados na agricultura. “Você reclama do preço da gasolina, mas pagou R$ 2 nessa garrafinha de 500 ml de água; isso é bem mais caro que o litro da gasolina”, argumentou. “O produtor precisa tornar esse consumo mais eficiente, substituir sistemas e práticas de irrigação, buscar culturas que apresentem menor demanda de água. Algum tempo atrás gastávamos centenas de litros de água para produzir 1 kg de uva, que é basicamente água.” Para ele, a produção de alimentos deve ter o menor custo possível para o planeta.

França também enfatizou que não é mais possível negar as mudanças climáticas globais, que levam a eventos extremos com maior frequência, como as secas, e modificam ciclos da natureza, afetando, assim, a produção agrícola. “Um grau de elevação na temperatura do planeta significa milhões de litros de água evaporados mais rápido, o que altera toda a dinâmica do ambiente”, afirmou. “Precisamos de sistemas que consigam prever com mais precisão a ocorrência de secas como a que atinge hoje o sertão, para permitir que os agricultores tomem providências para lidar com a situação; precisamos deixar de viver nesse Vidas Secas do século 21, com animais mortos pela falta de chuva.”

Contra o desperdício

Outro desafio associado ao aumento da produção alimentícia é o desperdício, o que reforça a importância das alternativas de processamento alimentar existentes hoje para prolongar a vida dos alimentos. “Para crescer 60%, só aumentar a produção não basta, é fundamental processar essa matéria-prima”, avaliou a bióloga Maria Inês Maciel, pesquisadora da Universidade Federal Rural de Pernambuco que também integrou a mesa na reunião da SBPC. “Além disso, com o tamanho e a falta de tempo das grandes cidades, os alimentos processados e pré-preparados são fundamentais, não é mais possível viver sem eles; a questão é ter atenção para escolher o alimento certo.”
Além de aumentar a produção, é preciso investir no desenvolvimento de processos para prolongar a vida dos alimentos. Nas grandes cidades, não é mais possível viver sem os alimentos processados e pré-preparados. (foto: Sxc.hu)

De forma geral, segundo Maciel, a indústria tem se esforçado em desenvolver processos que mantenham a viabilidade dos produtos por longos períodos (com foco na exploração espacial), sem que eles percam suas características sensoriais e nutritivas. Para evitar os efeitos adversos do aquecimento utilizado em processos como a esterilização, por exemplo, outras técnicas, como a alta pressão hidrostática, têm surgido no Brasil. Esse novo rol de opções incluiu também a aplicação de campos magnéticos e elétricos, irradiação, ultrassom e aquecimento ôhmico. “Na verdade, esses e outros métodos que são novidade aqui são bem comuns em países da Europa e nos Estados Unidos e demoraram a chegar à nossa indústria por serem muito caros”, explicou a pesquisadora.

Outro ponto importante e, às vezes, pouco observado na conservação de alimentos são as embalagens – que devem vender o produto, mas também protegê-lo para manter sua integridade. Também no evento, a engenheira de alimentos Andrelina Pinheiro Santos, da Universidade Federal de Pernambuco, destacou que a embalagem é parte fundamental do processo produtivo e que todos os anos são gastos trilhões de dólares nessa área – inclusive no desenvolvimento de novos materiais.

“A adoção de sistemas ativos, como as ‘almofadinhas’ dentro das embalagens de frango que acumulam a umidade e películas de biopolímeros vegetais comestíveis em produtos muito perecíveis como a carne, aumenta a vida útil e reduz o uso de conservantes, por exemplo”, ressaltou Santos. “Boas embalagens diminuem o desperdício, pois os produtos só são repostos em função do consumo.”

Defesa Net

Militares reclamam da penúria da Aeronáutica e dificuldade para tocar projetos

Enquanto políticos se esbaldam em jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB), a Aeronáutica passa por delicada situação financeira, com dificuldade para tocar seus projetos. O relatório de Gestão do Comando da Força traz reclamações sobre a verba do Orçamento da União destinada ao setor em 2012.

Sem falar explicitamente em sucateamento, o texto faz referência a aeronaves obsoletas e à diminuição dos estoques de material bélico. Os militares têm se queixado de falta de dinheiro e pessoal. Tanto que até o deputado petista Nelson Pelegrino (BA), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, quer ouvir o ministro da Defesa, Celso Amorim, em agosto.

O tema é a compra dos caças para a FAB e a situação dos 12 Mirrage 2000, cujo contrato de manutenção está prestes a ser encerrado. O programa FX-2*, da Aeronáutica, está orçado em US$ 7 bilhões e prevê a aquisição de 36 caças. — O ministro poderá esclarecer sobre o cronograma das negociações, de modo a tranquilizar o país quanto à proteção permanente do seu espaço aéreo — disse Pelegrino.

Sobre o FX-2*, o Livro Branco da Defesa, que trata da situação das três Forças, diz que “o processo de seleção está concluído, aguardando a decisão governamental para prosseguir”.

Há, ainda, problemas na formação de paraquedistas. Por falta de recursos para combustível, esse grupamento está praticando menos saltos que o necessário. No relatório de 2012 sobre o Comando Geral de Apoio (Comgap), a Aeronáutica informa que recebeu menos verbas que o necessário. O Comgap é o setor que gerencia o material aeronáutico e bélico, a infraestrutura e a capacitação de pessoal.

“A falta de recursos suficientes para atender às demandas da frota da FAB tem gerado processos de retirada controlada de itens de aeronaves estocadas, para atender a meta de disponibilidade. Há aeronaves obsoletas e de elevado custo de manutenção, cuja avaliação do custo-benefício aponta para a sua desativação”, informa o relatório.
No texto, a FAB informa, ao se referir à área de Suprimento e Manutenção de Material Bélico (Sismab), que os cortes no Orçamento provocaram o replanejamento de metas, “implicando na redução da aquisição dos materiais necessários para utilização no treinamento operacional da Força” nos próximos anos.

As dificuldades foram apontadas pela Aeronáutica antes de vir à tona, este mês, o escândalo sobre o uso de aviões da FAB por autoridades. O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), e o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, usaram aeronaves da Força para viajar ao Rio a fim de assistir à final da Copa das Confederações.

Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), usou aeronave para ir a casamento na Bahia. Pessoas de dentro da FAB dizem que as viagens das autoridades reveladas na imprensa repercutiram mal na Força.

O Decreto presidencial de 2002 diz que autoridades, como os presidentes do Senado e da Câmara e ministros, podem viajar em aviões da FAB por motivo de segurança e emergência médica, a serviço ou em deslocamentos para a cidade onde moram. O GLOBO pediu à Aeronáutica informações sobre os valores gastos com esses voos, mas a assessoria afirmou que os dados são sigilosos.

Faltam verbas para pesquisas

Faltam ainda recursos e pessoal para as pesquisas na área de Ciência e Tecnologia desenvolvidas em todas as Forças Armadas. A reclamação é de oficiais das três Forças, que participaram, no mês passado, de uma audiência da Frente Parlamentar da Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação, na Câmara.

Quem mais reclamou foi o major-brigadeiro do Ar Alvani Adão da Silva, vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Segundo ele, havia 3.422 pessoas trabalhando no DCTA em 1994. No final do ano passado, eram 2.383, quando foi aprovada no Congresso uma lei autorizando a criação de 800 cargos, que ainda estão vagos.

— É uma situação de tal gravidade que, se nada fosse feito, nós chegaríamos a 2020 com 26% daquilo que nós tínhamos em 1994 — disse Alvani.
Ele apresentou números para apontar falta de recursos para projetos como o Veículo Lançador de Satélites (VLS) e o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM). No projeto do VLS, segundo ele, haverá um déficit de R$ 161 milhões até 2016. De 2013 a 2016, estão previstos R$ 27 milhões, diante de uma necessidade de R$ 188 milhões. No caso do VLM, fruto de parceria entre o Brasil e a Alemanha, faltarão R$ 55 milhões. De 2013 a 2017, o projeto terá R$ 50 milhões, quando são necessários R$ 105 milhões. Procurada pelo GLOBO para comentar os problemas da corporação, a FAB não quis se pronunciar.

FONTE: O Globo
NOTA do EDITOR: * ao contrário do que está informado no texto, o correto é F-X2.

Brasil volta a negociar uso da base de Alcântara com os EUA

Acordo de 2000 foi barrado por excesso de restrinções por parte dos americanos

O governo brasileiro retomou as negociações com os Estados Unidos para permitir o uso da base de Alcântara (MA) pelo serviço espacial americano. As conversas, sepultadas no inicio do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foram reiniciadas em termos diferentes e o Itamaraty espera ter um acordo pronto para ser assinado na visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, em outubro.

A intenção é abrir a base para que os americanos usem o local para lançamentos, mas sem limitar o acesso dos próprios brasileiros nem impedir que acordos com outros países sejam feitos. O governo vê a localização privilegiada de Alcântara – que, segundo especialistas, reduz em até 30% o custo de um lançamento – como um ativo que deve ser explorado, inclusive para financiar o próprio programa espacial brasileiro.

Depois de negociar com os americanos, o projeto é abrir as mesmas conversas com europeus e japoneses, entre outros. Calcula-se que um lançamento pode custar entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões.

A retomada das negociações com os americanos prevê uma espécie de aluguel do local para que os Estados Unidos possam lançar dali seus satélites. As discussões giram em tomo das condições para esse uso, as chamadas salvaguardas tecnológicas esperadas pelo governo de Barack Obama. Reticentes a dar a outros países conhecimento de tecnologias consideradas sensíveis, os americanos querem usar a base, mas fazem exigências para impedir o acesso a informações, especialmente a dados militares.

As discussões vão estabelecer alguns limites, mas o assunto ainda é classificado como “secreto” pelo governo. No entanto, a hipótese de reservar áreas da base para uso exclusivo americano, como chegou a ser estabelecido no Tratado de Salvaguardas (TSA) assinado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, em abril de 2000, nem sequer será considerada.

O excesso de restrições daquele tratado levou o documento a jamais ser ratificado pelo Congresso, e o acordo naufragou. Entre as exigências estava a de que determinadas áreas da base.de Alcântara seriam de acesso exclusivo dos americanos, não sendo permitida a entrada de brasileiros sem autorização dos EUA.

Inspeções americanas à base também seriam permitidas sem aviso prévio ao Brasil , e a entrada de componentes americanos em contêineres selados poderia ser liberada apenas com uma descrição do conteúdo. Além disso, o governo brasileiro não poderia usar o dinheiro recebido para desenvolver tecnologia de lançamento de satélites, mas apenas para obras de ínfraestrutura.

A reação foi tão ruim que o Congresso enterrou o acordo em 2002. Ao assumir o governo, em 2003, o então presidente Lula foi procurado pelos americanos, mas não quis retomar o assunto.

Com localização ideal para lançamentos, a base é considerada estratégica ; para o programa espacial brasíleiro, mas até hoje é subutilizada. Nenhum satélite ou foguete jamais foi lançado de Alcântara, seja porque o Brasil ainda não conseguiu desenvolver a tecnologia para usá-la, seja porque os acordos internacionais para utilização da base até agora não deram frutos. Um teste feito há dez anos terminou em tragédia, com a explosão do foguete e 21 pessoas mortas.

Ainda em 2003, Lula fechou um acordo coma Ucrânia para desenvolvimento de foguete, o Cyclone-4. Uma empresa binacional, a Alcântara Cyclone Space (ACS), foi fundada, mas até hoje não teve grandes resultados. O Brasil investiu 43% dos recursos previstos, mas até este ano a Ucrânia pôs apenas 19%. Na visita do presidente ucraniano Viktor Yanu-kovych ao Brasil, em 2011, houve a promessa de que o processo seria acelerado, o que não ocorreu. Este ano, o chanceler Antonio Patriota foi ao país e, mais uma vez, voltou com a promessa de que o foguete estaria pronto em 2014. Seria a estreia da base, se os americanos não a usarem antes.

FONTE: O Estado de São Paulo / Lisandra Paraguassu

domingo, 28 de julho de 2013

A nova geração de aviões-radar chineses

Wang Xiaomo, membro da Academia de Engenharia da República Popular da China, disse em entrevista ao Diário do Povo que a próxima geração de aviões chineses equipados com o sistema de alerta aéreo antecipado e controle (AEW&C, na sigla em inglês) poderá ultrapassar todos os concorrentes estrangeiros.

É incontestável que a China logrou enormes êxitos no desenvolvimento de aeronaves AEW&C de fabrico nacional. Uma primeira tentativa de criar um avião desse tipo foi empreendida ainda no final dos anos 1960, utilizando para tal o antiquado bombardeiro soviético Tu-4, tentativa que não foi bem-sucedida. Já na década de 2000, a China conseguiu desenvolver e produzir em série quase simultaneamente três tipos de aeronaves AEW&C, nomeadamente, o KJ-200, o KJ-2000 e o ZDK-03 – uma modificação de exportação destinada à Força Aérea do Paquistão. Além disso, é de conhecimento público que estão sendo levados a cabo trabalhos para criar o JZY-01, um protótipo do avião AEW&C embarcado.

Todos os aviões AEW&C chineses utilizam, como se sabe, radares de varredura eletrônica ativa. Os KJ-2000, sendo de maior porte, possuem radares mais potentes com refrigeração a água. Nos KJ-200 e ZDK-3, de menor envergadura, são usados radares menos potentes com refrigeração a ar.

Os trabalhos de desenvolvimento das aeronaves AEW&C vêm sendo concentrados no Instituto de Pesquisas número 38, pertencente à CETC (Companhia Chinesa de Equipamento Eletrônico e Informático). O Instituto é um importante centro de desenvolvimento de equipamento eletrônico e radares não só para as Forças Armadas mas também as agências de segurança nacional da China.

No entanto, os trabalhos com vista a desenvolver elementos tão importantes do equipamento radiolocalizador, como ogivas autoguiadas para mísseis ar-ar e radares para caças-bombardeiros, estão sendo realizados num outro centro, o Instituto de Tecnologias Eletrônicas de Leihua.

O próprio Wang Xiaomo trabalhou durante a maior parte de sua vida no Instituto de Pesquisas Nº38, desde a fundação do último, exercendo o cargo de diretor entre 1986 e 2001. Foi ele que encabeçou as equipes de desenvolvedores dos aviões KJ-200 e KJ-2000. Contudo, o responsável imediato pelo design dos radares para os referidas aeronaves foi outro destacado especialista chinês em radiolocalização, U Man Ching. Aos 36 anos, U Man Chingele se tornou diretor do Instituto de Pesquisas No38 e aos 44 foi eleito acadêmico.

O grande número de galardões obtidos por Wang Xiaomo e U Man Ching é uma prova convincente de que os líderes políticos do país e o comando do Exército de Libertação Popular da China têm em alto apreço o progresso do equipamento de radiolocalização de origem chinesa.

Não obstante, as conclusões sobre a “supremacia” da tecnologia chinesa sobre os semelhantes tipos de equipamento concebido e fabricado em outros países podem ser prematuras. Esse equipamento é extremamente complexo e muitas vezes acontece que, após ter sido aprovado para entrar no serviço das Forças Armadas, passam vários anos antes que sejam eliminadas pequenas imperfeições. Enquanto isso, no papel, quer dizer, em termos formais, as características táticas e técnicas irão parecer únicas em seu gênero.

No artigo dedicado a Wang Xiaomo, o Diário do Povo faz notar que o comando de caças diretamente a partir de uma aeronave AEW&C foi efetuado, pela primeira vez, durante as manobras de 2012 no Noroeste da China, embora os KJ-200 tivessem entrado no serviço operacional em 2009 e os KJ-2000 ainda mais cedo.

Ficam comprovadas desta forma as conjeturas de alguns especialistas de que, até recentemente, as aeronaves AEW&C chinesas só transmitiam dados para um centro de comando em terra que, com base neles, controlava os caças, o que provocava perdas de tempo no processo de comando. Esse fato pode comprovar a existência de dificuldades técnicas ou de caráter organizativo, para cuja superação será necessário certo tempo.

O Instituto de Pesquisas No38 é interessante não só por suas realizações bem-sucedidas mas também por ter vínculos estreitos com a Rússia. Assim, uma das subdivisões importantes do Instituto é o Centro de Adaptação de Novas Tecnologias Russas.

Agências internacionais

Rússia e Irã: contradança pós-moderna

Vladimir Putin

Se, como se espera, o presidente Vladimir Putin da Rússia viajar mesmo a Teerã em agosto, será viagem rica em simbolismo – mesmo que venha a trocar o avião por um barco que atravesse o Mar Cáspio, até a costa iraniana. Jamais houve qualquer dúvida de que há congruências de interesses entre as duas potências regionais, que são vizinhas.

Mas esse ano, por curiosa coincidência, marca também o 70º aniversário da Conferência de Teerã de 1943, evento importante nas relações russo-iranianas, uma rica tapeçaria de história, salpicada aqui e ali com sangue e traição.

A história das relações russo-iranianas é surpreendente. Putin foi o único líder russo a visitar Teerã, desde a Revolução Bolchevique em 1917. Mesmo assim, os dois países são jogadores antigos na arena geopolítica.

O retorno de Putin a Teerã, quase sete anos depois do sucesso estrondoso da primeira visita, em 2007, é como o desfecho de um conto e respectiva “moral da história”. A política exterior russa completou um ciclo. Putin espera limpar os estábulos áugicos, removendo, literalmente, os detritos que se acumularam durante os anos quando não estava no Kremlin.

Conseguirá? Dará certo? Putin, sim, é visto como governante carismático pelos iranianos. Mesmo assim, como seus anfitriões avaliarão as intenções de Moscou? Essa última pergunta torna desafiadora a missão de Putin – além de arriscada.

O corte mais violento

Dmitry Medvedev

A “distância” que se infiltrou no relacionamento russo-iraniano deve ser vista como um dos legados da presidência de Dmitry Medvedev (2008-2012), período quando Moscou só se preocupou com explorar o conteúdo do “reset” com os EUA, que o presidente Barack Obama ofereceu de bandeja. Os “ocidentalistas” que ocuparam o Kremlin durante aqueles anos encaravam o Irã com má vontade e desdém.

O Irã tornou-se preocupação secundária ou terciária para os russos, e a compreensão estratégica que Putin forjara naquela visita histórica começou a atrofiar-se. A Rússia continuou a arrastar-se na questão da usina nuclear de Bushehr, para atender ao que os EUA desejavam.

O Kremlin não resistiu quando os EUA introduziram a questão do Irã nuclear como vetor da cooperação russo-norte-americana no âmbito do “reset”. A cooperação da Rússia, país membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, era vital para que o governo Obama conseguisse apertar os parafusos contra o Irã, no que adiante se constatou que seria um regime de sanções incapacitantes com vida própria, que muitos países (como Índia e Japão) aceitaram contra a vontade.

Mesmo assim, Moscou entendeu imediatamente que a questão nuclear iraniana levantava algumas questões fundamentais de legislação internacional e da Carta da ONU, e que teria implicações profundas na operação de todo o sistema internacional.

Moscou também não deixou de perceber que o verdadeiro problema do ocidente com o Irã estava, sim, na ideologia de justiça e resistência; e que nada tinha a ver com Oriente Médio desnuclearizado.

O mais violento dos cortes aconteceu quando Medvedev interpretou as sanções da ONU como causa para que os russos desistissem de um negócio de armas assinado em 2007 para o fornecimento de mísseis S-300, com os quais Teerã contava como item crucialmente importante de sua defesa contra ataques de EUA e Israel.

Medvedev tomou a “decisão final” de desfazer o negócio sob pressão dos EUA, e o Kremlin desmentiu a percepção ainda dominante entre setores influentes do establishment em Moscou, de que a Rússia ainda poderia cumprir suas obrigações contratuais com o Irã.

Konstantin Kosachyov

O então presidente da Comissão de Assuntos Internacionais do Parlamento russo, Konstantin Kosachyov, havia dito que “foram acrescentados [na lista da ONU, de armas sob sanção] oito itens. Mas nenhum item de defesa, como os mísseis S-300. A resolução não terá efeito direto sobre a Rússia”.

Considerado em retrospectiva, o People’s Daily não errou, quando observou, em comentário seco, naquele momento, que “abundam as contradições nas intenções de Moscou relacionadas ao Irã”. De fato, sem a grande mão russa, os EUA jamais teriam conseguido transferir a ‘questão iraniana’ para a ONU.

Colher o momento

Hoje, o balanço do “reset” já é, ele mesmo, um romance. A Organização do Tratado de Segurança Coletiva ainda é pária, na guerra da OTAN no Afeganistão. A independência do Kosovo ganhou pompa e circunstância.

A OTAN lançou suas redes sobre o espaço pós-soviético, continua a avançar rumo às fronteiras da Rússia e pode já ter chegado ao Cáucaso. Os EUA juraram derrotar o projeto de uma União Eurasiana, de Moscou. Claro, a Rússia não pôde impedir a “mudança de regime” na Líbia e, até agora, têm sido ignoradas as objeções russas contra o programa de mísseis de defesa dos EUA.

Tudo isso considerado, vê-se que há um pano de fundo muito complexo a enquadrar a recente iniciativa russa para consertar seus laços com o Irã. A Rússia, ao render-se ao “reset” imposto pelos EUA, feriu muito terrivelmente o Irã, num momento em que o Irã precisava contar com todos os aliados, para sobreviver à incansável pressão que lhes vinha dos EUA. Mas fato é que, mesmo sem Rússia, o Irã, afinal, sobreviveu.

Ataque militar contra o Irã já não é sequer pensável, exceto sob custos gigantescos e riscos ainda mais gigantescos no plano regional; a melhor probabilidade, hoje, é que o impasse EUA-Irã tenha de ser negociado.

Hassan Rouhani

Já se preveem conversações diretas entre EUA e Irã. A Rússia, pois, está “colhendo o momento”: Putin será o primeiro chefe de Estado a visitar o Irã na presidência de Rouhani.

Por outro lado, a compreensão e o apoio dos russos podem ajudar a abrir espaço para que o Irã encontre melhor posição para negociar com os EUA. Do ponto de vista do Irã, a firmeza da Rússia – ao impor seu veto como membro do Conselho de Segurança da ONU – é tendência encorajadora. A firme decisão dos russos de rejeitar os resultados de um relatório da ONU sobre testes de mísseis no Irã foi fator decisivo para virtualmente impedir qualquer ampliação do regime de sanções.

Mas a Rússia ter voltado atrás no negócio dos mísseis S-300 ainda “está pegando”. O Irã formalizou ação contra a Rússia, reclamando indenização de US$4 bilhões por danos, no tribunal internacional de arbitragem em Genebra. O caso do Irã é forte, mas a verdadeira questão é política – a crise de confiança que se criou no relacionamento entre os dois países, quando Medvedev assinou o decreto de 20/9/2010 que cancelou unilateralmente aquele negócio e uma série de outros contratos para fornecimento de armas ao Irã, além de impedir a entrada e o trânsito, por território russo, de vários cidadãos iranianos conectados com o programa nuclear iraniano, impedindo, simultaneamente, que cidadãos russos, indivíduos e entidades legais prestem serviços financeiros relacionados às atividades nucleares iranianas.

O Ministro de Defesa do Irã, general Ahmad Vahid, comentou em termos muito ácidos, quase instantaneamente, o decreto de Medvedev; disse que o decreto mostrava que “não se pode confiar neles [nos russos], o que já se sabia”; e que o embargo era prova de que a Rússia “não consegue agir com independência, nem quando se trata de assunto menor e questão pequena”.

O jornal Kommersant da Rússia noticiava essa semana, na 4ª-feira, citando fontes do ministério de Relações Exteriores em Moscou, que Putin oferecerá a Teerã um sistema alternativo de defesa aérea, Antey-2500, que Teerã pode considerar com evolução interessante para o sistema S-300.

O Antey-2500 é um impressionante sistema de armas, capaz de destruir simultaneamente até 24 aviões inimigos, num raio de 200 km; ou interceptar até 16 mísseis balísticos. Pode-se dizer que o sistema é especificamente adequado para as necessidades de forças terrestres; e é possível que atenda perfeitamente às necessidades do Irã.

Kommersant também noticia que Putin discutirá o programa de expansão para a usina nuclear de Bushehr. Outros relatos indicam que os físicos nucleares iranianos já estão retomando seus estudos em instituições russas. E, há uma semana, Rússia e Irã fizeram um raro exercício de manobras navais conjuntas no Mar Cáspio.

Vista geral mdas instalações nuclears em Bushehr no Irã

Durante a recente visita do presidente do Irã Mahmud Ahmedinejad a Moscou, no contexto da reunião de cúpula dos países produtores de gás, houve discussões sobre a cooperação no campo da energia.

Pragmatismo perfeito, sem emendas

Rússia e Irã contam com exímios diplomatas, mas, mesmo com todo o pragmatismo perfeito, sem emendas e costuras improvisadas, com que contam hoje, nem assim será fácil a missão de Putin, que aspira a fazer reviver a confiança nas relações russo-iranianas.

A questão é que é indispensável um entendimento estratégico de base, entre as duas potências regionais, para que as discussões consigam avançar. Por exemplo, o ímpeto das políticas iranianas na Síria é derivado da política regional do Oriente Médio – e não se sabe até que ponto Moscou tem interesse em identificar-se com aquela política.

De fato, o presidente Hassan Rouhani recém-eleito tem repetido que as relações do Irã com os estados regionais serão a prioridade de sua política externa. Podem-se espera algumas grandes mudanças nos contatos entre o Irã e os estados do Conselho de Cooperação do Golfo, especialmente Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. A abordagem cautelosa que Teerã adotou em relação aos eventos no Egito reforça o pensamento nessa direção.

Edward Snowden

E os modelos estão em transformação, também nas relações EUA-Rússia. Apesar de manter posição consistente no caso de Edward Snowden, Moscou tem cuidado, também de não queimar pontes nos contatos com o governo Barack Obama.

A última coisa que o Irã desejaria é ver-se convertido em moeda de troca na détente EUA-Rússia. Atribui-se a Rouhani a ideia de que, sob a política de “olhar para o oriente” [orig. “Look East”] de Ahmadinejad, “o Irã teve de confiar nas políticas dualistas de países como Rússia, China e Índia no plano internacional”. Rouhani teria dito que:

Apesar das políticas de “olhar para o oriente”, a Rússia considerou que lhe seria interessante fortalecer suas relações com o ocidente. O apoio da Rússia às resoluções de sanções contra o Irã no Conselho de Segurança e o cancelamento de compromissos militares foram algumas das medidas anti-Irã, adotadas pelos russos. Usar da carta “Irã” em seu jogo com o ocidente e, especialmente, com os EUA, sempre trouxe vantagens à Rússia.

Vitaly Naumkin

Isso posto, os especialistas russos são realistas sobre Rouhani e o veem como membro “moderado” da elite religiosa no Irã – “preparado para fazer concessões ao mundo, homem que sabe que não há sentido algum em guerrear contra moinhos de vento”, nas palavras de Vitaly Naumkin, Diretor do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia.

Há otimismo cauteloso entre os especialistas em Moscou, para os quais um “aquecimento” nas relações entre Irã e o ocidente não implica necessariamente prejuízo para os interesses russos. Estima-se que esse aquecimento será limitado e incremental, porque “o regime iraniano não poderá renunciar imediatamente a todos os seus valores básicos que tanto incômodo causam no ocidente” – como Naumkin observou.

O processo é facilitado por que Moscou não vê o Irã como fonte de extremismo religioso e a Rússia não enfrenta qualquer ameaça que lhe venha do extremismo xiita. Em princípio, portanto, não há obstáculos a uma cooperação russo-iraniana. O desafio está em construir a complementaridade dos interesses.

A classe média e os tecnocratas iranianos preferem a tecnologia ocidental – e as elites russas (diferentes dos “orientalistas” soviéticos) não nutrem qualquer verdadeira paixão pelo Irã. Simultaneamente, a China é o parceiro comercial e a fonte de investimento com que os iranianos mais sonham.

Quando o Irã abre-se como uma última fronteira para exportar gás, pode até ferir algumas suscetibilidades em Moscou, se as exportações algum dia chegarem ao mercado europeu, fazendo concorrência ao gás russo. Mas os russos levam vantagem em dois domínios chaves: cooperação militar e energia nuclear.

Enquanto isso, a Rússia também está diversificando suas relações com os países da região, o que implica que uma parceria privilegiada com o Irã não pode acontecer em detrimento de laços que começam a se tecer com a Turquia ou com Israel. Em resumo, as duas potências regionais vão-se agrupando e construindo os fundamentos de um relacionamento pós-moderno, diferente de tudo que elas jamais conheceram, até agora.

Redecastorphoto