sábado, 31 de agosto de 2013

Síria pronta para o ataque? A tempestade perfeita no horizonte para a 3ª Guerra


Apesar do fato de que tanto a Rússia e a China têm vindo sucessivamente com avisos de que qualquer ataque à Síria seria recebido com resultados catastróficos, Barack Obama parece pronto para cimentar o seu lugar na história como o presidente dos EUA, que pode trazer o Armageddon como esta compilação de vídeo do cinegrafista Jason nos mostra claramente uma 'tempestade perfeita para 3ª Guerra no horizonte. Mesmo que inspetores da ONU na Síria saíram e afirmam que os rebeldes do Exército Livre Sírio lançou o ataque químico contra o povo sírio, Barack Obama está prestes a derrubar o próximo dominó levando aos elitistas o sonho de uma 'Nova Ordem Mundial', apesar de o fato de que milhões de americanos inocentes e pessoas de todo o Oriente Médio e do mundo podem em breve tornar-se vitimas de terror de Obama se ataca a Síria.

Exército 'está com o dedo no gatilho', afirma premiê sírio

O Exército sírio "está mobilizado, com o dedo no gatilho", declarou neste sábado à televisão estatal o primeiro-ministro sírio, Wael al-Halqi.

Em uma declaração por escrito divulgada pela rede oficial, ele acrescentou: "O Exército está pronto para enfrentar todos os desafios e todos os cenários".

Depois que os últimos observadores das Nações Unidas saíram da Síria, neste sábado de manhã, as autoridades sírias asseguraram que estão preparadas para reagir aos ataques aéreos americanos.

Uma autoridade dos serviços sírios de segurança afirmou à AFP na manhã deste sábado que, a partir de agora, a Síria espera "uma agressão a qualquer momento", e repetiu que seu país "também está preparado para responder a qualquer momento".

"Esta agressão (ocidental) não justificada não ficará sem uma resposta", acrescentou esse alto funcionário. Os partidários dos ataques defendem "uma causa ruim, que não tem nada a ver com a moral nem com o direito internacional"

AFP

Rebeldes sírios planejam tirar vantagens de eventual ataque ocidental

Rebeldes em toda a Síria estão se preparando para lançar ataques e explorar os ataques militares que o Ocidente deve realizar no país em breve. A declaração foi dada por Qassim Saadeddine, um ex-coronel do Exército sírio e porta-voz do Conselho Militar Supremo dos rebeldes.

Os rebeldes sírios, na maioria sunitas, lutam há mais de dois anos pela deposição do ditador Bashar al-Assad. O conflito já deixou mais de 100 mil mortos, de acordo com estimativas da ONU tidas como conservadoras.

No último dia 21, centenas de pessoas morreram no subúrbio de Damasco com suspeita de intoxicação por gás. Liderados pelos EUA, países ocidentais acusam Assad de usar armas químicas e planejam uma ação militar, ainda que limitada. O governo sírio nega o uso de armas químicas.

"A esperança é aproveitar quando algumas áreas estiverem enfraquecidas por algum ataque. Mandamos que alguns grupos se preparem em cada Província, para que seus combatentes estejam prontos quando o ataque acontecer", disse o líder rebelde à agência de notícias Reuters, pelo Skype.

"Eles receberam um plano militar que inclui preparativos para atacar alguns dos alvos, que esperamos que sejam atingidos pelos ataques estrangeiros, e alguns outros que esperamos poder atacar ao mesmo tempo."

Saadeddine disse que os planos foram elaborados sem qualquer ajuda das potências estrangeiras. Ele disse que nenhuma informação foi dada a eles pelos EUA ou por qualquer país ocidental, como a França, que tem apoiado a realização de um ataque contra Assad.

O Conselho Militar Supremo é o braço armado ligado à Coalizão Nacional, um grupo coordenador considerado como sendo a liderança da oposição política no exterior.

Folha de São Paulo

“Primeiro são feitas acusações e só depois arranjam provas”, diz Assad

Bashar al-Assad: "A missão da conferência de Genebra é preparar terreno para a regulação política na Síria" Foto: AFP / East News

Aleksandr Potapov, Iúri Matsárski, Izvéstia

Em entrevista ao jornal “Izvéstia”, o presidente sírio Bashar al-Assad falou sobre o uso de armas químicas, comentou as declarações dos políticos ocidentais sobre uma eventual invasão militar e explicou as razões pelas quais a Rússia ajuda o povo sírio.

Izvéstia: Que áreas do país ainda estão sendo controladas pelos rebeldes?

Bashar al-Assad: Não é bem isso o que interessa – áreas controladas pelos rebeldes ou pelo Exército. Nenhum país do mundo possui um Exército que consiga estar em plena prontidão de combate em todo o território. Os terroristas aproveitam-se disso, tentando se infiltrar onde não há tropas. O problema não são as áreas invadidas por terroristas – a situação muda todos os dias, a toda a hora. A questão é a enorme quantidade de terroristas que vêm de fora. Ações militares continuam por causa dos inúmeros terroristas que entram constantemente na Síria do estrangeiro. Além disso, eles passam a receber financiamento e armas também de fora.

I: A nossa entrevista será traduzida para várias línguas e lida por muitos líderes mundiais. Que mensagem gostaria de transmitir?

B.A.: Gostaria de dizer que o terrorismo não é nenhuma vantagem que se possa tirar da manga e pôr em jogo quando convier, guardando-o depois de novo. O terrorismo é como um escorpião: ataca quando menos se espera. Logo, não se pode apoiá-lo na Síria e lutar contra ele em Mali.

I: Na quarta-feira passada (21), o governo sírio foi acusado pelos rebeldes de utilização de armas químicas. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

B.A.: Primeiro são feitas as acusações e só depois se arranjam as provas. Veja bem: na quarta-feira fomos acusados, e só passados dois dias o governo norte-americano anunciou o início da coleta de provas.

O nosso Exército foi acusado de ter utilizado armas químicas numa região alegadamente controlada pelos insurgentes. Na realidade, nessa região não existe linha de combate definida entre o Exército e os rebeldes. Que Estado é que pode usar armas de extermínio maciço, sejam químicas ou quaisquer outras, no local de concentração das suas próprias tropas? Portanto, são acusações meramente políticas.

Durante as últimas semanas, estávamos em conversações com a ONU sobre a inspeção; os inspetores já estão na Síria. Os resultados do seu trabalho serão apresentados à ONU.

I: O que o senhor pensa sobre a possibilidade de os EUA agirem em relação à Síria da mesma forma que no Iraque, isto é, tentando arranjar um pretexto para a invasão?

B.A.: Já não é a primeira vez que se levanta a questão de invasão militar na Síria. Desde o início da crise, os EUA, França e Grã-Bretanha já tentaram iniciar a invasão militar, mas não conseguiram convencer os próprios povos nem o mundo inteiro de que a sua política era útil e sensata. Também enfrentaram aqui uma situação bem diferente da do Egito e da Tunísia.

Mais um impedimento para a invasão militar: todo o mundo percebe que os acontecimentos na Síria não têm a ver com revolução popular nem com exigências de reformas. Têm a ver é com o terrorismo. Na situação atual, os líderes ocidentais não podem dizer aos seus concidadãos: “Vamos à Síria para apoiar o terrorismo”.

I: Falando sobre a Rússia, o que acontecerá se Moscou ceder à pressão do Ocidente?

B.A.: Após a desintegração da URSS, os EUA acharam que a Rússia estava acabada de vez. Entretanto, com a chegada de Vladímir Pútin ao poder, o país começou a defender as suas posições cada vez mais persistentemente. Como resultado, começou uma “nova Guerra Fria”.

A questão levantada é por que a Rússia está apoiando a Síria. A Rússia não defende o presidente Bashar al-Assad, porque o povo sírio bem pode eleger qualquer outro presidente. A Rússia defende os princípios de independência e de não intervenção nos assuntos internos dos outros países.

Além disso, a Rússia protege os interesses próprios na região, e está no seu direito. Os interesses que não se reduzem ao porto de Tartus. É que os ataques terroristas na Síria ameaçam a estabilidade em todo o Oriente Médio, e a desestabilização afetaria também a Rússia.

Não nos esqueçamos de milhares de famílias russo-sírias que criam uma ponte sociocultural entre os dois países.

I: O governo sírio tem mantido negociações com a Rússia sobre o fornecimentos de combustíveis e armas? Refiro-me em especial a um contrato de fornecimento de sistemas S-300. Eles já foram entregues?

B.A.: É óbvio que nenhum dos países pode discutir assim os assuntos relacionados com tipos de armas que possui nem os respetivos contratos de fornecimento, pois são segredo de Estado e das Forças Armadas.

Só posso dizer que todos os contratos assinados com a Rússia estão sendo concretizados e não sofreram alterações por causa da crise ou da pressão dos EUA. A Rússia vai fornecendo à Síria o que é necessário para a defesa do país, para a defesa do seu povo.

I: Com que tipo de ajuda russa conta mais a Síria: na área de economia ou de armamentos?

B.A.: O apoio político da Rússia, bem como o cumprimento dos contratos militares, melhoraram sensivelmente a nossa situação econômica, apesar da pressão estadunidense.

I: Quais países o senhor vê como os seus aliados principais e como os seus adversários?

B.A.: Os países que estão lado a lado conosco na arena mundial são a Rússia e a China; em nível regional, o Irã. Já se pode falar de certas mudanças positivas no mundo: alguns dos países começaram a alterar seus pontos de vista.

Há Estados que apoiam abertamente os terroristas na Síria, nomeadamente Catar e Turquia. Catar é o “patrocinador” dos terroristas, enquanto a Turquia promove treinamentos e assegura corredores de passagem. Ultimamente, foi a Arábia Saudita que substituiu o Catar na qualidade de patrocinador.

I: O que o senhor está esperando da conferência Genebra 2?B.A.: A missão da conferência de Genebra é preparar terreno para a regulação política na Síria. Por enquanto, não podemos iniciar o diálogo político até se dar fim ao apoio ao terrorismo vindo do estrangeiro. Por conseguinte, estamos esperando da Genebra a influência sobre Estados apoiantes do terrorismo na Síria – que acabem com contrabando de armas e com envio de terroristas contratados para o nosso país.

Irã News

Agora é Tarde 30/08/13 completo HD - Ademar José Gevaerd

Ovni sobre a Síria?


Síria: Por que o ocidente encolheu-se?

Barack Obama

Obama encolheu-se. Quando disse na 4ª-feira que “não tomei uma decisão” e falou de “resposta limitada” à crise Síria, não agia nem falava como os presidentes dos EUA sempre agiram e falaram desde a primeira guerra contra o Iraque, em 1991. (Nem Clinton, nem os Bushs, pai e filho, jamais falaram de “limitações”, em circunstâncias semelhantes).

Os parceiros menores de Obama na Grã-Bretanha e França rapidamente passaram a copiar o chefe, imitando-o nas vacilações, exatamente como, na véspera, haviam-no imitado na “firmeza”. O Primeiro-Ministro britânico David Cameron também alterou repentinamente o tom de voz, ao repetir pela infinitésima vez a mesma mentira sobre a Grã-Bretanha ‘não tomar partido’ no conflito sírio.

David Cameron por DonkeyHotey

A verdade, sobre tomar lados, ou, de fato, tomar um lado, é que Grã-Bretanha, EUA e outros países ocidentais já escolheram lado há tempos, em 2011 ou possivelmente antes.

Pior que isso: Cameron encontrou oposição decidida aos seus planos de intervenção, em 285 deputados do Parlamento Britânico – momento excepcional para um parlamento que sequer foi consultado sobre o ataque à Iugoslávia em 1999 ou sobre a ocupação do Iraque em 2003.

O presidente da França, François Hollande, que havia dito há apenas um dia que a França estava pronta para “castigar os que matam a gás gente inocente”, também repentinamente toma o caminho de uma reunião com o líder da oposição síria, em vez de gritar a ordem de ataque à força aérea francesa. Mudança nada francesa. Até, de certo modo, um pouco... “vegetariana”?!

François Hollande por DonkeyHotey

É claro que não faltaria ocasião para conversas com líderes da oposição síria, DEPOIS de a França ter “castigado” Damasco! (Líderes de “conselhos” e “coalizões” da oposição síria existem às dúzias e foram trocados como quem troca de lenço por EUA e União Europeia ao longo dos dois últimos anos. Que um deles tivesse de esperar um dia ou dois pelo encontro com Hollande absolutamente não seria problema).

Os membros da União Europeia também exibiram graus variados de tremedeira, frio na barriga e encolhimento – outro evento raríssimo, num corpo que “carimbou” tantas intervenções passadas.

Em reunião dos ministros de Relações Exteriores da União Europeia, só a Dinamarca manifestou desejo ativo de ir à guerra, com as devidas desculpas aos “entusiastas da guerra” (desculpem: aos entusiastas do “ataque limitado”). Itália, Polônia e Países Baixos foram acometidos de repentina síndrome de abstinência de mandado da ONU (nunca precisaram de mandado da ONU antes, nem quando atacaram a Iugoslávia, nem quando ocuparam o Iraque).
Reunião dos Ministros das Relações Exteriores da União Europeia em Vilna, Lituânia 

Em reunião de embaixadores da OTAN, sequer citaram a palavra Síria. A OTAN, nesse alto nível, declarou que preferia afastar-se da situação na Síria. Estranha atitude da organização que prometera ação “em todos os azimutes”. Ao que parece, a Organização do Tratado do Atlântico Norte decidiu imitar a atitude do proverbial sábio sábio oriental, que se senta à beira do rio e espera que passe por ali, trazido por aquelas puras águas, o cadáver de seu inimigo. É possível que o inimigo por cujo cadáver a OTAN espera seja o presidente Bashar al-Assad da Síria, mas talvez espere algum outro cadáver, porque todos os líderes da OTAN também já se puseram a dizer que “não planejam forçar mudança de regime” em Damasco.

Os cálculos fracassados dos “estrategistas de guerra”

Em momentos como os que estamos vivendo, a hipocrisia começa a trabalhar contra os hipócritas. É claro que os países ocidentais têm feito o diabo para que haja “mudança de regime” em Damasco, e desde o começo das hostilidades em 2011! Por que outro motivo derramariam ali tanto sangue e tanta tinta (e bits) e tanto dinheiro? E é claro que os mesmos países continuam a buscar hoje a mesma “mudança de regime” em Damasco.

Bashar al-Assad

Mas os cálculos fracassados, os erros de cálculo dos estrategistas ocidentais, esses, sim, já estão aí à vista de todos: o governo do presidente Assad comprovou ser muito mais estável e resistente do que esperado (a previsão é que seria derrubado há dois anos, em 2011). Essa resistência explica-se em parte pela crueldade, pela violência e pelo extremismo da oposição islamista síria – algo que a imprensa-empresa ocidental e seus “especialistas” jamais noticiaram ou comentaram satisfatoriamente.

Execuções públicas e interpretações extremistas da lei da Xaria afastaram o povo sírio, da “oposição” – mudança que, mais uma, também foi mantida absolutamente ocultada da opinião pública, pela mesma imprensa-empresa ocidental. (O famoso colunista do New York Times, Thomas Friedman, disse que, havendo eleições livres e limpas na Síria, Assad seria eleito; mas só o disse em reunião com jornalistas russos, nunca em sua coluna).

A situação de Assad permanecer no poder é terrivelmente embaraçosa para o establishment nos EUA, e essa é uma das razões da atual escalada. A tentação de corrigir os erros dos especialistas mediante bombardeio cerrado (bombardear Assad até obrigá-lo a deixar o poder e assim “provar” que os especialistas acertaram as previsões, embora com pequeno atraso) – é tentação forte demais. E o tempo voa: vai-se tornando cada vez mais difícil para a imprensa-empresa e para a comunidade de “especialistas” encobrir os erros e crimes da oposição síria. (Casos de mercenários da oposição que torturaram forças leais a Assad e ataques até contra jornalistas ocidentais já apareceram recentemente, no New York Times). Por tudo isso, de um ponto de vista de Propaganda & Relações Públicas, chegou a hora de os EUA “agirem”.

Thomas Friedman

Mas por que, afinal, Obama e seus aliados europeus encolheram-se? Não é muito difícil descobrir a linha de pensamento de Obama: se meus especialistas erraram uma vez, e avaliaram mal a força militar de Assad e sua popularidade entre os sírios, o que garante que não errem outra vez?

Obama conhece o real valor dos “conselheiros” que o cercam, saídos de think-tanks nos quais foram treinados, no tempo de Reagan, para sempre oferecer previsões otimistas - do tipo que os governantes gostam de ouvir – sobre o Iraque e a Líbia, a Ucrânia e a Geórgia.

Fato é que os últimos dez anos viram fracassar inúmeros prognósticos construídos por “especialistas” da Casa Branca – e não só no Iraque e no Afeganistão. Na Ucrânia e na Geórgia, repúblicas da ex-União Soviética, que os conselheiros norte-americanos tentaram converter simultaneamente em repúblicas afluentes e anti-Rússia, as forças pró-EUA sofreram derrotas eleitorais humilhantes, que a inteligência dos EUA, mais uma vez, não soube prever. Mas em vez de responsabilizar os “especialistas” incompetentes (demitindo-os, por exemplo), o establishment dos EUA usa a ação militar para “corrigir” os erros deles.

O maior medo de Obama é: e se a sorte abandonar o presidente dos EUA, outra vez? É quando Obama fraqueja e vacila. Mais uma vez, Obama deixa ver o seu principal traço de personalidade – a indecisão, a incapacidade para resolver. Mas sorte do mundo (embora seja caso raríssimo), em que a indecisão e a incapacidade para resolver talvez poupem o mundo de mais um desastre.

Anthony Zinni

Obama é, hoje, um homem dividido entre dois impulsos conflitivos – o desejo de mostrar-se “durão” frente ao Congresso e parte do público norte-americano, e o medo das consequências não previstas e não desejadas de sua guerra “limitada”. O Marine aposentado, general Anthony Zinni, lembrou ao presidente que Não existe gravidez “limitada”, triste verdade, que o Washington Post publicou. Quem vai à guerra tem de estar preparado para lutar até o fim.

Tudo isso pode levar a uma perigosa repetição do início da 1ª Guerra Mundial – todos os chefes de estado que iniciaram hostilidades naquele momento queriam uma guerra “limitada”. Todos eles contavam com que o seu próprio país escaparia impune. Todos só queriam “mandar um recado” que lançaria aos pés de cada um o espólio geopolítico com que cada um sonhava. O “recado” que a realidade mandou-lhe de “resposta”, foi terrível: 17 milhões de mortos e três impérios destroçados.

Obama deveria ouvir esse “recado”, antes de cogitar de mandar “recados” ao presidente Assad da Síria.

Redecastorphoto

Irã vai testar seu sistema análogo ao S-300 até março de 2014


A República Islâmica planeja realizar, até o final do ano iraniano (março de 2014), testes do sistema de defesa antimíssil Bavar 373 que é análogo ao sistema de defesa aérea russo S-300, informa a mídia iraniana, citando o comandante da base de defesa aérea iraniana Hatam al-Anbiya, brigadeiro-general Farzad Esmail.


"O Irã alcançou um sucesso nesta área, já foram concluídos os testes de todos os sub-sistemas do complexo Bavar 373. Este ano serão realizados os testes de um número de elementos técnicos do complexo, no entanto, a produção em série levará mais tempo", disse Esmail.

Voz da Rússia

Moscou joga duro ‘em defesa de interesses’

A Rússia joga bruto e não deixa espaço para dúvidas. Está levando para o Mediterrâneo o enorme cruzador Moskva, de 11.490 toneladas, mais um destróier e dois navios de transporte de tropas de assalto. A missão do cruzador, segundo comunicado do governo, “é garantir interesses russos na região”.

Os outros três estão formalmente substituindo uma fragata e três embarcações de desembarque que guarneciam, em Tartus, uma base aeronaval mantida pela Rússia na Síria. Segundo analistas europeus, essa instalação está semidesativada. Apenas três, de cinco atracadouros originais podem ser utilizados e as estações eletrônicas foram desmontadas em 2007. A área é grande. Alinha de acostamento mede 5 quilômetros, mas, atualmente, recebe só 150 militares.

O cruzador dispõe de um centro de combate que pode fornecer informações precisas sobre a chegada em voo de mísseis de cruzeiro – ou interferir eletronicamente nos seus dispositivos de navegação.

Não é o único movimento militar na área. O governo britânico despachou meia dúzia de caças Typhoon, o avançado e caro Eurofighter, para a base de Chipre. Recheado com avançada eletrônica, o supersônico pode carregar carga de 16,5 toneladas de mísseis, bombas guiadas e torpedos médios.

Os EUA já posicionaram ao menos cinco navios, entre eles um porta aviões nuclear com 40 jatos de ataque. A França, relativamente próxima, ainda não efetuou deslocamentos de recursos. Pode fazer isso com os supersônicos Rafale e grandes jatos de inteligência em oito horas, talvez seis, em alerta máximo.

O novo componente na equação da intervenção militar é a reação russa. A mobilização do cruzador Moskva é um indicador significativo. O navio estava cumprindo um circuito de ensaios conjuntos com forças navais da Venezuela e de Cuba. Foi despachado para o Mediterrâneo e, no caminho, encontrará um destróier da classe Sovremenni de 6,2 mil toneladas especializado na guerra antissubmarino. A força-tarefa terá, ainda, dois Filchencov, que transportam 300 soldados e mais 40 veículos blindados armados.

O grande “Moscou” foi modernizado entre 2002 e 2005. É um dos líderes da Frota do Mar Negro, um poderoso legado da extinta União Soviética. Mede 186 metros – pouco menos que dois campos de futebol – e é tripulado por 480 homens.

O armamento principal é o míssil antinavio SS.N.12 com alcance na faixa de 500 km. Abordo, há três outros tipos, e um pouco conhecido sistema de defesa antiaérea que seria eficiente no limite de 200 a 300 km.

Poder Naval

OVNI sobre Teknopark em Gebze, Turquia – julho de 2013

Turquia – Testemunha sai para ver o motivo dos cães latirem e fotografa um OVNI com seu celular. As câmeras de segurança registraram o fato.

Pesquisadores do Sirius UFO Space Science Research Center informam que a imagem é autêntica.

A TV turca divulgou o acontecimento:


Caminho Alternativo

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Com atraso no Prosuper, Marinha pode adquirir fragatas de segunda-mão novamente

A Marinha do Brasil pode ter que adquirir fragatas de segunda-mão para substituir navios que também foram adquiridos já usados: na foto, a fragata americana USS Underwood (FFG 36) da classe Oliver H. Perry e a fragata brasileira Greenhalgh (F46), da classe Type 22

A Marinha do Brasil, enfrentando incertezas na substituição de velhas fragatas através do Programa PROSUPER (Programa de Obtenção de Meios de Superfície), está começando a considerar a compra de fragatas de segunda-mão, disseram fontes do Rio de Janeiro ao IHS Jane’s.

A Marinha dedicou recursos em 2008 ao PROSUB (Programa de Submarinos) para a construção de quatro submarinos diesel-elétricos, mas ela ainda tem cinco submarinos relativamente modernos, enquanto suas fragatas estão entre as mais antigas em serviço na América do Sul, por isso as fontes dizem que a Marinha está preocupada com o programa das fragatas ao mesmo tempo em que o governo restringe os gastos.

Essencialmente, oficiais temem que o governo esteja cada vez menos disposto a financiar as fragatas do Programa PROSUPER, que também contempla cinco navios-patrulha de 1.800t, um navio de apoio logístico e cinco fragatas de 6.000t construídas num estaleiro local com especificações de projeto estrangeiro.

Até agora, do PROSUPER, somente três navios-patrulha foram adquiridos.

Agora a Marinha está pensando na aquisição de fragatas de segunda-mão como uma solução “tampão” e considerando a aquisição de navios da classe “Maestrale” que estão sendo desativados pela Itália ou navios da classe “Oliver H. Perry” excedentes da Marinha dos EUA.
Navios da classe “Maestrale” desativados pela Marina Militare Italiana são candidatos para uma solução tampão na Marinha do Brasil

FONTE: Jane’s Defense Weekly (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em inglês)

O Irã deve ter meios para responder à “finesse” de Obama


O presidente Barack Obama está fixando um novo precedente na história dos EUA como potência imperialista. Ele já praticamente pediu desculpas, antes de ordenar um ataque militar contra um país soberano com o qual os EUA não estão em guerra e que não ofendeu, nem remotamente, interesses e preocupações vitais dos EUA.

A administração Obama divulga antecipadamente que os EUA farão um ataque militar “limitado” à Síria. Quis informar, até, para quando se pode esperar o referido ataque – mais provavelmente na 5ª-feira. Quem agora duvidará de que Obama seria estadista humano e respeitoso?

Bashar al-Assad

Por ataque “limitado”, Obama quer dizer que não atacará diretamente arsenais de armas químicas, mas só os “sistemas de entrega”; significa que só atacará a Força Aérea Síria e as unidades do Exército capazes de efetuar um ataque com armas químicas. E quem esteja no comando das forças armadas do país e, portanto, nos sistemas de “comando e controle” das forças armadas sírias, também serão alvejados.

Em suma, o plano, por trás do ataque “limitado”, é degradar as forças armadas sírias. O objetivo político é claro. A administração Obama insiste em que não se trata de ataque para “mudança de regime”. Significa que os EUA e seus aliados teriam esperança de que, submetidas à imensa pressão da morte e da destruição, as forças armadas sírias automaticamente se porão, afinal, a questionar a qualidade da liderança do presidente Bashar Al-Assad, o que, por sua vez, pode levar a golpe contra ele, o que não seria “mudança de regime”, mas, mesmo assim, seria “mudança de regime” bem satisfatória.

Donald Rumsfeld

A experiência do Iraque ensinou aos EUA sobre a importância crucial de manter intactas tanto quanto possível as estruturas e instituições do Estado – leia-se, as forças armadas, o establishment de segurança e a burocracia – em países nos quais o regime mude de mãos de acordo com a vontade dos EUA.

O risco envolvido é grande porque, implícita nessa situação está tanto o “sabido” (o que se sabe que se sabe) como o “não sabido não sabido” (o que não se sabe que não se sabe e é, portanto, desconhecido), como advertiu certa vez o antigo Secretário da Defesa, Donald Rumsfeld. Para citar a declaração à imprensa de Rumsfeld em fevereiro de 2002: “Há saberes conhecidos; é o que sabemos que sabemos. Há incógnitas conhecidas, isto é, há coisas que agora sabemos que não sabemos. Mas também há incógnitas que não vemos; é o que não sabemos que não sabemos”.

Rumsfeld falava então no contexto do Iraque e prognosticava que os principais perigos da confrontação vinham das “incógnitas que não vemos”, que eram ameaças de Saddam e completamente imprevisíveis.
Situação na Síria em meados de junho/2013

Basta isso, para que se possa dizer que está muito longe de estar claro, seguro e garantido que o governo Obama alcançará seu objetivo, porque até agora só se considerou o que se sabe que se sabe da Síria. Mas, sim, está bem claro, num sentido muito mais vasto e profundo, o seguinte;

Primeiro: este movimento para atacar a Síria decorre de um plano mestre que os EUA (e a OTAN) mentem, desde o início, que não existiria. A arte da dissimulação, aperfeiçoada ao ponto supremo. Os EUA fizeram uma conversão abrupta na estrada que levaria a Genebra-2, sem se darem o trabalho de explicar por que, e unilateralmente concluíram, sem ter nenhuma prova real, que o governo sírio deveria ser considerado responsável pelos mais recentes ataques com armas químicas perto de Damasco.

Segundo: quando os tempos são difíceis, os EUA unem seus aliados e formam uma “coligação de vontades”. A desordem que houve entre, de um lado os EUA e de outro seus aliados do Golfo Pérsico (e Israel), sobre a mudança de regime no Egito, afinal, não passou de pequena altercação entre vendedores de mercado de peixe. Quando surge a necessidade e aparece o momento, eles infalivelmente se deslocam juntos, como lobos em alcateia.

Terceiro: os EUA interpretam unilateralmente o direito internacional e não têm pruridos para lançar ataques militares sem mandado do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Embora regidos por democracia que declara os valores da democracia “inclusiva”, os governos norte-americano agem sem qualquer atenção à opinião pública interna. Pesquisas de opinião nos EUA já mostraram que não chega a 10% a fatia dos norte-americanos que quer que seu país se envolva, seja como for, na guerra civil da Síria.

Quarto: Obama tem-se dedicado a jogar areia nos olhos da opinião pública mundial, criando a impressão de que não haveria mais “Afeganistões” e “Iraques” e que ainda cambaleia de sofrimento cada vez que chega mais um saco de cadáver, da guerra afegã, e ele tem de assinar a carta de condolências à família enlutada. A invasão dos EUA ao Iraque resultou na morte de centenas de milhares de civis inocentes, que não deixam cicatrizes na sensibilidade de Obama.

Mas a melhor e mais profunda lição que se pode extrair disso tudo, desde que os EUA começaram a contagem regressiva para atacar a Síria é outra, e exige outra pergunta: por que a Síria? Por que não a Coreia do Norte?
Coreia do Norte desfila sua força

Não é difícil responder. Como os analistas militares da CNN não se cansam de explicar, a nova guerra será operação militar sem risco de baixas norte-americanas. O ataque à Síria será encenado a partir do mar azul, com mísseis cruzadores. Não se usarão sequer aviões tripulados por norte-americanos, de medo que sejam abatidos.

Os analistas americanos explicam que as forças armadas sírias já estão super-tensas após dois anos de combate aos rebeldes por todo o país. Insistem que a Síria sequer conseguiu retaliar, contra repetidos ataques aéreos israelenses – algo impensável há apenas um par de anos. Em suma, a Síria não tem poder de dissuasão.

É onde Kim Il-Sung e Kim Jong-il mostram suas qualidades de líderes visionários. Ambos deixaram como herança ao atual governo de Kim Jong-un em Piongiang um poder de disuasão que obrigará Obama a pensar, não duas vezes, mas várias vezes, antes de atacar militarmente a Coreia do Norte. [1] E nesse ponto, exatamente, o pai de Bashar parece ter vacilado.
Kim Jong-un acena para o povo coreano (foto de 8/4/1013)

Para o Irã, doravante, tudo isso pode ser lido como peça dramática, com “moral da história”. Naturalmente, o regime iraniano observa com muito respeito e seriedade os decretos islâmicos (fatwas) que lhe vêm de seu Líder Espiritual e Supremo Líder, e que proíbem o estado de iniciar um programa para produzir armas nucleares. Mas, será sábio insistir na obediência?

Afinal de contas, é preciso primeiro estar vivo para obedecer decretos islâmicos – vale também para os persas. A questão é: o iminente ataque dos EUA à Síria deve ser escutado como estridente campainha de despertador, pelo regime iraniano. Deve despertá-lo, bem alerta, para a luta existencial que terão pela frente.

Mohamed Mossadeq

Como Teerã poderia levar a sério a palavra de Obama? Ainda na semana passada emergiu oficialmente dos materiais de arquivo dos EUA, que o golpe de 1953 contra Mohamed Mossadeq foi operação da CIA; e que os horrendos ataques com armas químicas das forças de Saddam Hussein só foram possíveis, porque Saddam contava com informações cruciais de inteligência que a CIA lhe fornecia.

O que, de tudo isso, teria mudado sob Obama? A liderança iraniana deve ponderar calmamente e coletivamente.

Seja qual for o resultado do iminente ataque dos EUA à Síria, e que está destinado a ter trágicas consequências, Teerã deve tomar uma decisão, que é crucial para salvaguardar-se contra agressão semelhante. O único meio de conseguir isso é construir para si o poder dissuasivo que a Coreia do Norte possui – e poder que mantém os predadores à distância.

A opinião pública mundial entenderá. Os mansos também têm direito moral à autodefesa – ainda que estejam longe de herdarem a terra como Deus profetizou. Essa seria, então, a mais refinada herança do governo Obama, ao mundo: um Irã nuclear.

Redecastorphoto

A Síria desafia o legado da presidência de Obama

David Cameron derrotado ontem na Câmara dos Comuns (Parlamento inglês)

Que magnífico debate, ontem à noite, na Casa dos Comuns, transmitido ao vivo, que levou aos votos contra os ingleses participarem de qualquer ataque militar contra a Síria!

É fácil dizer que a Grã-Bretanha ainda não exorcizou os fantasmas do Iraque. Mas o primeiro-ministro David Cameron entendeu que o povo britânico não quer uma guerra no Oriente Médio e ergueu-se para declarar, firme e inequivocamente, que está farto da agenda de guerra contra a Síria. (Se ter, afinal, entendido isso conseguirá salvar sua carreira política é outro assunto.) Mas o mais impressionante é que, afinal, o sistema democrático ocidental começa a militar contra a guerra. Aquelas centenas de milhares de iraquianos que morreram não morreram em vão. Longa vida à democracia!

É a primeira vez desde depois da crise do canal de Suez em 1956, que Grã-Bretanha e EUA não conseguem manter-se juntos num grande projeto internacional. Claro que os EUA, superpotência militar, ainda podem “avançar sozinhos”, como o governo Obama parece ainda insistir que fará.

Hans Blix

Mas há fortes correntes políticas subjacentes. A Grã-Bretanha é reconhecida pela extraordinária experiência no cenário de guerra do Oriente Médio e o desengajamento dos britânicos influenciará o pensamento europeu. O artigo de Hans Blix, ex-inspetor-chefe da ONU para armas no Iraque, publicado no Guardian é um primeiro sinal de alerta, que ressoará no discurso europeu.

No pé em que estão as coisas, só a França – e, isso, se o Parlamento francês aprovar, depois do debate de 4ª-feira – ainda pode mostrar disposição para envolver-se na Síria. A Alemanha já tomou a iniciativa de forjar posição comum com a Rússia, favorecendo solução política e diplomática e afirmando o primado da ONU. E a Itália mantém-se desdenhosamente distanciada.

Tampouco outros aliados chaves – Japão, Austrália e Coreia do Sul – dão sinais de estarem apaixonadamente envolvidos em mais essa empreitada de guerra dos EUA. A coisa, assim, aparece como negócio exclusivo entre EUA e seus aliados árabes sunitas (e Turquia). Israel foi suficientemente esperta para antecipar o que vinha vindo.

Barack Obama
(por Domket Hotey)


Na próxima semana, Obama viajará à Rússia, para participar de reunião do G-20, onde ouvirá muito ceticismo sobre qualquer ataque contra a Síria. A reunião do G-20 deverá ser evento muito mais teatral do que os “sherpas” planejavam – muito mais focada na paz mundial, que na economia mundial.

A melhor coisa que pode acontecer lá será os estadistas do mundo reunidos em São Petersburgo ressuscitarem a via política e concordarem em trabalhar juntos num novo mapa do caminho que leve a Genebra-2.

Contudo, se Obama abandonar a ideia de “punir” o regime sírio, pode dar a impressão aos aliados sunitas dos EUA que os estaria “abandonando”. A real apreensão dos sunitas é que Irã e o Hezbollah estejam ganhando em estatura e em influência regional.

Por outro lado, o Congresso dos EUA e – interessante! – influentes setores da imprensa-empresa nos EUA começam a manifestar preocupação, a questionar a razão de ser de outro ataque militar e o objetivo a que o ataque serviria, e alertam para os graves riscos envolvidos.

De fato, se Obama desistir dos planos militares, será acusado ainda mais ferozmente, de ser “fraco” e “indeciso”. Nesse final de semana, Obama terá de tomar a mais difícil decisão de toda a sua vida política. Um momento no qual está em jogo a própria definição de sua presidência.

Verdade é que o mundo está diante de uma semana de transformações gigantescas para toda a política mundial. Por um lado, o papel dos EUA como liderança mundial está sob pressão sem precedentes que lhe vem de seus próprios aliados: todo o sistema da aliança ocidental pode nunca mais voltar a ser o mesmo de antes.
Mulheres passeiam com criança em "Diriyah"antiga capital da Arabia Saudita

Dito ainda metaforicamente, estamos testemunhando os estertores finais da hegemonia ocidental no Oriente Médio. A China aguarda nas coxias. O empoderamento dos xiitas no Iraque e a Primavera Árabe libertaram forças históricas que se vão tornando incontroláveis.
O crescimento do Irã não poderá ser contido, o que deixa ver que o confronto EUA-Irã não poderá continuar a ser adiado por mais muito tempo.

As implicações disso são extremamente graves para a Arábia Saudita, também, até agora o estado-pivô de toda a estratégia regional dos EUA no Oriente Médio muçulmano. Não surpreendentemente, comentaristas sauditas já começam a exigir que Obama não use meros mísseis Cruisers, “como ação disciplinar” contra o regime sírio, mas que também “salve o povo sírio das garras de um regime criminoso”, para que sírios tenham chance de viver sob governo que “respeite suas crenças e sua identidade” de sunitas.

Redecastorphoto

Forças navais devem ser principal arma para atacar a Síria

À espera do sinal verde, EUA, Reino Unido e França estão a postos no Oriente Médio e nos arredores para lançar ação militar contra regime de Assad. Para observadores, primeiros alvos serão unidades de defesa antiaérea.

A “coalizão dos dispostos” está armada e a postos desde a semana passada, à espera apenas do sinal verde – seja da Casa Branca ou das Nações Unidas. Estados Unidos, Reino Unido e França posicionaram suas forças em grande escala, de forma estratégica, para viabilizar uma eventual ação militar contra o regime de Bashar al-Assad.

O termo “coalizão dos dispostos” é usado, desde os anos 1990, para descrever intervenções militares sem consentimento do Conselho de Segurança da ONU e ficou conhecido ao ser mencionado por George W. Bush antes da invasão do Iraque. Desta vez, a coalizão teria, pelo menos, França, Reino Unido e EUA. Observadores detectaram nos últimos dias diversos movimentos militares desses países na região, especialmente navais.

“Faz bastante sentido, se considerarmos um ataque de dois ou três dias sobre a Síria, como anunciado pelo presidente dos EUA, Barack Obama”, avalia Sebastian Bruns, do Instituto para Política de Segurança da Universidade de Kiel (ISPK, na sigla em alemão). “Forças navais podem permanecer fora da zona de 12 milhas, em águas internacionais, e atingir alvos distantes com mísseis de cruzeiro.”
É exatamente isso que os aliados parecem almejar. Quatro contratorpedeiros da Marinha americana estão a caminho do Mediterrâneo Oriental, segundo informações do ISPK. As embarcações têm a bordo 96 mísseis de cruzeiro do tipo BGM-109 Tomahawk. Esses mísseis dirigíveis têm 2.500 quilômetros alcance. Os navios que escoltam os dois porta-aviões dos EUA presentes no Golfo Pérsico e no Chifre da África também estão equipados com Tomahawks capazes de atingir alvos na Síria.
O Reino Unido também tem navios no Mediterrâneo. “No entanto, um porta-aviões, um contratorpedeiro e, possivelmente, um submarino nuclear se encontram numa missão de treinamento com países mediterrâneos, algo já planejado há muito tempo”, ressalta Sebastian Bruns. “E os franceses têm, provavelmente, na região um submarino nuclear, mesmo que ainda seja algo sigiloso, além de um porta-aviões, que no momento ainda está nas proximidades da França.”

Bruns acredita que a pressão diplomática sobre o lado adversário pode ser visivelmente aumentada através da força naval. “Quando unidades pesadas entram em formação, então, na perspectiva do regime de Assad, começa a preocupação que um ataque realmente esteja iminente.”

Diante das evidências que aponta para o uso de armas químicas pelo regime sírio na guerra civil do país, a comunidade internacional costura a possibilidade de uma intervenção militar para “punir” o governo de Bashar al-Assad. Apesar de teoricamente uma intervenção precisar de apoio do Conselho de Segurança da ONU, algumas fontes aponta que o início de um ataque militar é iminente. Esta eventual ação seria liderada pelos Estados Unidos e reuniria vários países ocidentais, como a França e a Grã-Bretanha, com o apoio de países da região, como a Turquia. Conheça parte do arsenal bélico e das instações desta coalizão para um eventual ataque. Na imagem, o destróier americano USS Gravely, na costa da Grécia, em junho de 2013

Ataque à distância

Os mísseis de cruzeiro lançados pelos navios podem ser disparados a grande distância e controlados, obtendo efeito semelhante ao bombardeio por um avião de caça.

O ex-general da Força Aérea e ex-inspetor-geral das Forças Armadas alemãs Harald Kujat cita uma outra opção estratégica dos Estados Unidos. “Os americanos também dispõem de bombardeiros de longo alcance, do tipo B-1 e B-2, que podem muito bem decolar dos EUA e voltar novamente para lá.”
No entanto, a defesa aérea da Síria é tida como especialmente eficiente. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres (IISS, na sigla em inglês) estima que a Síria tenha mais de mil mísseis terra-ar de fabricação russa.

“E os aliados, com certeza, sabem disso também”, destaca Kujat. “Por isso, os primeiros ataques deverão certamente ser lançados contra essas unidades de defesa aérea, para eliminar tal ameaça.”
Por outro lado, segundo informações do portal de internet israelense DEBK Afiles, o Exército sírio já começou a descentralizar suas tropas e, especialmente, suas aeronaves militares. Dessa forma, eles seriam mais difíceis de serem atingidos por um eventual ataque ocidental.

Segundo Sebastian Bruns, especialista do ISPK, entre os alvos que também podem ser atacados estão instalações do regime, como centros de comando e unidades de telecomunicações, de fornecimento de energia, estradas e ferrovias.

Bases na região

Além de drones e de grandes bombardeiros, os aliados contam com uma variedade de aviões de combate que estão estacionados em porta-aviões e bases militares na região.

Os britânicos podem, com seus caças Tornado, disparar mísseis a mais de 200 quilômetros de distância, de forma que os pilotos ficam praticamente inacessíveis à defesa antiaérea da Síria. De suas duas bases no Chipre, por exemplo, podem alcançar alvos na Síria em apenas 20 minutos.

A Força Aérea dos EUA tem uma base na ilha grega de Creta e lá também usa parte do aeroporto de Chania como uma central de transportes na região. Para usar as bases para as operações de combate, os Estados Unidos, no entanto, precisam de permissão do governo em Atenas.
Na Turquia, a Força Aérea dos EUA também tem uma grande base. O aeroporto militar de Incirlik, utilizado também pelas forças britânicas, fica a apenas 120 quilômetros da fronteira com a Síria e a 400 quilômetros da capital, Damasco.

Os possíveis ataques militares contra a Síria serão uma ação comum de EUA, Reino Unido e França. A Alemanha, por sua vez, não desempenha papel algum neste cenário. O Exército está presente em vários lugares da região, mas no âmbito de missões sob mandato da ONU ou da Otan.

Os soldados alemães participam da missão da Força Interina das Nações Unidas no Líbano para treinar a Marinha local. Eles estão presentes na Turquia juntamente com sistemas antimísseis Patriot numa missão da Otan para proteger a fronteira turca com a Síria, e controlam um barco de reconhecimento para uma tropa de plantão da Aliança. De acordo com especialistas, é muito improvável que essas unidades sejam acionadas para o conflito sírio.

FONTE: Terra

Rússia irá enviar porta-aviões para Tartus

O comando da Marinha russa não mudou seus planos de enviar, no final do ano, o cruzador porta-aviões Admiral Kuznetsov a Tartus, declarou à agência russa ITAR-TASS uma fonte do Ministério da Defesa.

Ele se recusou a divulgar uma data exata do lançamento do cruzador, a partir da base naval Severomorsk, observando que isso acontecerá no início de dezembro.

A fonte sublinhou que a visita do porta-aviões a Tartus não está relacionado com a situação na Síria.

A última vez que o Admiral Kuznetsov entrou no porto de Tartus, foi em janeiro de 2012.

Voz da Rússia

EUA bloqueiam canal Russia Today

Os Estados Unidos interrompem a transmissão do canal Russia Today, declarou a editora-chefe do canal Margarita Simonyan na sua conta no Twitter. "

Eu estava esperando o dia, em que nosso canal seria bloqueado nos Estados Unidos. Aconteceu. Viva a liberdade de expressão!", escreveu ela.

Mais tarde, ela acrescentou que a conta do canal de televisão bloqueou o recurso Reddit. As notícias no recurso Reddit contam com mais de um milhão de seguidores de todo o mundo.

Voz da Rússia

Não haverá vencedores na guerra síria

As autoridades da Síria ameaçam os Estados Unidos com armas capazes de surpreender o mundo. Especialistas duvidam que seja possível surpreender os norte-americanos em matéria de armamento em geral seja com o que for, mas reconhecem a inevitabilidade do dano que sofrerá a coalizão anti-Assad em caso de invasão por terra e ar.

Segundo o cenário mais provável, os EUA realizarão um ataque de mísseis limitado contra a Síria. Esta é a opção menos cara, tanto do ponto de vista de reputação, como do ponto de vista financeiro. Eis o comentário do Centro de Pesquisa Social e Política russo Vladimir Yevseev:

“Os Estados Unidos podem realizar o primeiro ataque de uma distância não acessível à defesa aérea síria. Presumo, em primeiro lugar, mísseis de cruzeiro Tomahawk, cujo alcance é de até 1.600 quilômetros. Esses mísseis podem ser lançados tanto desde navios de superfície, bem como desde submarinos nucleares multiúso do tipo Los Angeles.”

A Síria tem capacidades limitadas de proteção de instalações importantes deste tipo de armas. Primeiro de tudo, podemos falar de complexos russos do tipo Tor ou Buk. Há que entender, no entanto, que neste caso estamos falando não de defesa aérea, mas de defesa antimísseis.

Além disso, para atacar a Síria podem ser usados mísseis de cruzeiro lançados do ar, baseados em bombardeiros estratégicos. Este ataque será bastante difícil de repelir. Mas se subsequentes ataques de mísseis e bombas serão realizados por forças aéreas navais, se se tratar de garantir a supremacia no ar, talvez a Síria poderia contrapor algo. Podem ser tanto meios de defesa aérea, como a limitada aviação que a Síria tem.”

O editor executivo da Revista Militar Independente Viktor Litovkin também diz que a defesa aérea da Síria é capaz de causar danos bastante significativos à aviação inimiga:

“A Síria tem um potencial bastante forte de defesa aérea. Ele é baseado em sistemas de produção russa e soviética. Desde complexos S-125, S-200 e até complexos TOR-M1, BUK-M1, Pantsir-S1, capazes de lutar tanto contra caças e bombardeiros, como contra mísseis de cruzeiro. Inclusive Tomahawks. Mas, evidentemente, o potencial norte-americano é muito superior ao potencial do exército sírio.”

Por outro lado, os soldados sírios têm o espírito de luta. Assim, quando os representantes da Síria falam de uma arma milagrosa, eles têm em mente, provavelmente, o potencial humano. Embora só a vontade de vencer não seja suficiente na guerra moderna, há que admitir, no entanto, que o exército sírio está muito mais motivado do que o norte-americano. Eis o comentário do diretor do Centro de conjuntura estratégica Ivan Konovalov:

“O exército sírio provou em dois anos de guerra que não simplesmente sabe lutar, mas ainda não perde a capacidade de aprender em combate. Em tempos, ele foi preparado para enfrentar o exército israelense. E a maior parte dele esteve concentrada nas colinas de Golã. Ele não foi treinado para operações policiais ou luta contra guerrilheiros e terroristas. No entanto, em dois anos ele aprendeu isso.

Além disso, o exército sírio mostrou boa resistência. Soldados sírios não estão fugindo, continuam a lutar. Embora este não seja um exército grande, não tem uma reserva móvel muito grande.”

Agora Obama está ganhando tempo. Ele está sendo empurrado para a guerra por circunstâncias e não por um desejo ardente de guerrear. A verdade é que o uso do poder militar norte-americano certamente pode mudar o equilíbrio de poder na Síria. Mas isso não vai resolver os principais conflitos históricos, étnicos, religiosos que alimentam este conflito.

Voz da Rússia

Analistas acreditam que Rússia não poderá impedir intervenção militar na Síria

A Rússia não poderá impedir a intervenção militar dos Estados Unidos e de outros países ocidentais na Síria, mas tentará organizar um grupo de países que se opõem à solução do conflito pela força, segundo alguns analistas internacionais. "Não há nenhuma possibilidade de impedir a intervenção, posto que os Estados Unidos e seus aliados não pretendem obter a aprovação do Conselho de Segurança da ONU", disse o presidente do Conselho para a Política Externa e de Defesa da Rússia, Fyodor Lukyanov. Ele acredita que, em resposta, Moscou procurará reunir um grande grupo de opositores da operação militar para exercer pressão.

A diretora do Centro para a Ásia e o Oriente Médio do Instituto Russo de Estudos Estratégicos, Elena Suponina, compartilha essa visão e diz que a Rússia se limitará a criticar a ação militar, mas não entrará em ação. "A força da Rússia consiste em suas habilidades diplomáticas e no peso que ela tem no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Porém,como esta operação deve ser realizada à margem da ONU, Moscou não pode reagir”, disse a especialista, acrescentando que a situação “pode não ser tão ruim”, porque, apesar de sua gravidade, “o problema sírio não é motivo suficiente para iniciar um confronto mais duro com o Ocidente”, já que as relações entre o Kremlin e a Casa Branca já estão muito abaladas.

De acordo com o presidente do Instituto para o Oriente Médio e Israel, Evgueni Satanovski, a reação de Moscou, em caso de uma intervenção ocidental na Síria, será "colérica e diplomática e mostrará a toda a humanidade a diferença entre o agressivo bloco ocidental e a progressiva Federação Russa".

Enquanto isso, o diretor do Centro Nacional Egípcio para Estudos do Oriente Médio, Mujahid Muhammad Az-Zayat, afirma que os Estados Unidos ameaçam a Síria com a intervenção militar porque que se mostram preocupados com os recentes êxitos das tropas do governo de Damasco. Em sua opinião, "as ameaças de intervenção militar feitas pelos Estados Unidos, Europa e Turquia, na verdade, poderiam ser uma tentativa de impor uma solução política do conflito ao Presidente sírio, Bashar al-Assad, uma solução negociada que ele não estaria mais disposto a aceitar após a virada em favor de suas tropas".

Agências internacionais e Diário da Rússia

Assad: Contratos militares com a Rússia estão sendo cumpridos

Líder sírio não esclareceu adiamento da entrega do sistema antimíssil S-300

Todos os contratos que a Síria assinou com a Rússia estão sendo implementados, apesar da pressão do Ocidente. É o que afirmou o Presidente sírio, Bashar al-Assad, em entrevista publicada pelo jornal Izvestia na segunda-feira, 26. "A Rússia está fornecendo para a Síria tudo o que é necessário para garantir a sua proteção e a proteção de seu povo." Ele acrescentou que os suprimentos russos também incluem combustíveis e alimentos. No entanto, o líder do país árabe não esclareceu o status de um contrato que Moscou tem pendente para a entrega de quatro sistemas de defesa antimíssil S-300 para Damasco.

O presidente sírio elogiou o apoio político e econômico da Rússia, em particular no que diz respeito "à aplicação meticulosa de contratos militares", que, segundo ele, ajudou a melhorar a situação econômica do país, apesar da pressão dos Estados Unidos.

O jornal Vedomosti havia relatado no começo deste mês que Moscou adiou a entrega dos sistemas S-300 para a Síria, apesar de ter recebido pagamento adiantado. O fornecimento, inicialmente previsto para a o primeiro semestre de 2013, foi adiado para junho de 2014.

O país árabe teria feito um acordo com a Rússia em 2011 para a entrega de quatro S-300 pelo preço de US$ 1 bilhão. O Presidente russo, Vladimir Putin, confirmou em junho passado que um contrato havia sido assinado, mas disse que a Rússia ainda não enviou as armas por medo de perturbar "o equilíbrio de poder na região".

As declarações de Assad vêm em meio à crescente pressão dos países ocidentais contra o regime de Damasco. Recentemente, relatos sobre um aparente uso de armas químicas contra a população civil aumentou a tensão internacional sobre a guerra civil síria, que já se estende por quase dois anos e meio e já custou a vida de mais de 100 mil pessoas, de acordo com a ONU.

Diário da Rússia

EUA vão perdendo aliados na futura guerra contra Síria


Os EUA vão perdendo aliados. O principal parceiro de Washington – Londres – recusou-se a participar na operação militar contra a Síria. Uma série dos países membros da OTAN seguiu logo o seu exemplo, tendo rejeitado o cenário militar com vista a derrubar o regime de Bashar Assad. Nesta fase, Washington está buscando outros aliados, declarando ter forças suficientes para assestar um golpe sozinho.

Na quinta-feira, o parlamento britânico declinou a proposta do governo de reagir, de forma dura, à “crise humanitária” que se vive na Síria, o que, por seu turno, também teria implicado a intervenção militar. A decisão de deputados teve um caráter de recomendação. Todavia, seria insensato ignorá-la, anunciou o primeiro-ministro, David Cameron:

“A Câmara dos Comuns rejeitou a nossa iniciativa. Os deputados, que exprimem a opinião de habitantes do país, se pronunciaram contra a participação do Reino Unido na operação militar. O governo irá agir em conformidade com esta decisão”.

Na noite para a sexta-feira, os 12 países da OTAN, incluindo a Itália, Grécia, e Canadá, anunciaram, por sua vez, não recorrer a “quaisquer formas de ações militares contra a Síria sem a respectiva sanção das Nações Unidas”. Parece, contudo, irreal conseguir tal sanção sem a existência de provas convincentes sobre alegado uso pelo governo sírio de armas químicas. Até já, o CS da ONU tinha recebido um único relatório oficial, emitido por peritos russos que, como se sabe, haviam estudado o fato de emprego das armas químicas em março nos arredores de Aleppo. Então, foram apresentadas irrefutáveis provas de as armas terem sido usadas pela oposição síria.

Hoje, os peritos da ONU estão investigando o emprego de armas químicas em 21 de agosto, nas cercanias de Damasco. No sábado, eles devem apresentar resultados do seu trabalho ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cabendo-lhe a ele levá-lo ao conhecimento de representantes do CS. Mas antes disso, seria ilegítimo debater um plano de ação militar, considera Moscou. Essa opinião tem sido partilhada por outros membros da comunidade mundial. Mas não pelos EUA. Segundo reporta o New York Times, Washington é capaz de dar ordem para ataque sem o consentimento do CS da ONU. Talvez, já no sábado, quando da Síria forem retirados inspetores das Nações Unidas. Tal eventualidade existe, reputa o perito para problemas da Ásia Central e do Oriente Médio, Semion Bagdasarov:

“Ao que parece, a informação de peritos confirmará o emprego de armas químicas por rebeldes. Os EUA estão a par disso, creio eu. Por isso, podem infligir golpe antes de o relatório vir a ser divulgado”.

Agora os EUA procuram reunir à sua volta partidários de intervenção militar. E se entre os aliados europeus tais são poucos, alguns Estados do Oriente Médio parecem não hesitar em assestar um golpe contra o vizinho. Na quinta-feira, por exemplo, o chefe da diplomacia turca, Ahmet Davutoglu, declarou que a coalizão anti-síria poderá integrar 25 países. Este número, porém, resulta das negociações informais. Mas quando chegar a altura de ações concretas, nem cada um deles poderá atrever-se a violar o direito internacional, já que tal cenário levará a consequências imprevistas, realça o diretor do Instituto do Oriente Médio e Cáucaso, Stanislav Tarasov:

“Na Turquia foram criados grupos de oposição e até um “governo sírio em exílio”. Imagine a situação em que os curdos se reúnam num dia em Teerã, chamem de ditatorial e ilegítimo o regime de Erdogan e lhe declarem a guerra. Assim, tudo pode acontecer num ambiente em que os eventos se colocam à margem do direito internacional”.

Enquanto isso, segundo afirmam representantes da Administração norte-americana, a Casa Branca está pronta a agir sozinha contra a Síria, se optar pelo emprego de força. Mas para já tal decisão ainda não foi tomada.

Voz da Rússia

EUA controlam todo o Oriente Médio, exceto Síria e Irã

Todos os países do Oriente Médio, exceto Síria, Irã e Líbano, estão sendo controlados pelos Estados Unidos, declarou um alto funcionário do Ministério da Defesa da Líbia em uma entrevista à Voz da Rússia, na condição de anonimato.

Segundo ele, as declarações do príncipe saudita, Bandar bin Sultan, que afirmou ter controlado os grupos de terroristas na Síria, incluindo chechenos, são verídicas.

No Ministério da Defesa da Líbia há rumores de que foi o próprio Bandar quem forneceu armas químicas aos rebeldes sírios, acrescentou a fonte.

Naval Brasil

F-X2: sem perspectivas de definição, FAB pode comprar caças F-16 usados

Militares da FAB vão para o Arizona avaliar estado das células. Opção seria por aviões Block 40/42

Uma fonte do blog Poder Aéreo informou que um grupo de militares do Comando da Aeronáutica está indo para os Estados Unidos para avaliar células estocadas de F-16 no deserto do Arizona. Centenas de caças F-16 que pertenceram à USAF/ANG estão armazenados no 309th Aerospace Maintenance and Regeneration Group (AMARG), localizado na Base Aérea de Davis-Monthan, próximo de Tucson, Arizona. O objetivo é selecionar algumas destas células usadas para equipar a FAB em função da aposentadoria próxima de parte da frota atual.

É possível que este número seja superior à quantidade necessária para a formação de um esquadrão (12 aviões aproximadamente), podendo chegar a dois esquadrões. A busca é por modelos das versões C/D Block 40/42. Seriam aeronaves construídas na época da Guerra do Golfo (1990/1991) e, portanto, células com mais de 20 anos.
Centenas de caças F-16, como os da foto acima, estão estocados no deserto do Arizona

Longo namoro

O F-16 é um caça há muito desejado pela FAB. No final da década de 1980 o Brasil interessou-se por aeronaves dos modelos A e B, assim como eram os recém-adquiridos F-16 da Venezuela. Naquela época o Brasil buscava recompletar sua frota de caças Mirage III e F-5, mas estava totalmente inserido no programa de desenvolvimento do caça AMX, que consumia uma parcela razoável dos recursos do então Ministério da Aeronáutica (segundo algumas informações da época, o preço de um AMX era próximo do preço “flyaway” do F-16). Com a verba que sobrou do programa AMX foi possível comprar apenas células usadas de Mirage III que pertenciam à Força Aérea Francesa e F-5E usados provenientes dos esquadrões “Aggressors” da USAF.

Já na década de 1990 a Lockheed Martin cogitou a possibilidade do Brasil produzir, sob licença, o F-16 nas instalações da Embraer. Naquela época o programa F-X dava os seus primeiros passos e, paralelamente, Chile, Argentina e Peru também buscavam novos caças no mercado internacional. A ideia da Lockheed Martin era produzir o caça para suprir esta demanda na América Latina. O Chile acabou escolhendo o F-16 e o Brasil cancelou o seu programa F-X.
O F-16 venceu a concorrência no Chile em 2000. Aviões poderiam ter sido construídos no Brasil

Quando o Comando da Aeronáutica lançou o programa F-X2, a Lockheed Martin (LM) foi mais uma vez convidada para participar da concorrência internacional. O Brasil pediu, inicialmente informações sobre o F-35. A LM respondeu com o F-16BR. A proposta da LM não foi incluída na shortlist elaborada pela COPAC.

Desde janeiro de 2010, quando o relatório da COPAC foi entregue ao Ministério da Defesa, a decisão sobre o vencedor vem sendo sucessivamente adiada. Os caças Mirage 2000, adquiridos como “tampões” em 2005, deveriam parar de voar em 2011, mas tiveram suas carreiras esticadas para até o final deste ano.

Em função dos sucessivos adiamentos, a FAB passou a trabalhar com um “Plano B” para evitar ou minimizar o “apagão dos caças”. Em setembro de 2011 o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Juniti Saito, visitou na República Tcheca a Base Aérea Tática de Caslav, sede do Esquadrão 211, e obteve informações sobre a operação de caças Saab Gripen e sobre o leasing dos aviões. Ainda em 2011, militares da FAB estiveram nos Estados Unidos testando caças F-16 operacionais da USAF, segundo informado por outra fonte do Poder Aéreo.

Block 40/42

O primeiro F-16C Block 40/42 foi apresentado nas instalações da LM em Fort Worth em dezembro de 1988. Esta variante incorporou modificações importantes que tornaram a aeronave capaz de atuar sob todas as condições climáticas e também à noite, sem restrições. Muitos até deram o apelido de “Night Falcon” para o avião.

Foi exatamente para operar à noite, sem restrições, que a variante Block 40/42 incorporou, dentre outros itens, os dois casulos do sistema LANTRIM (Low-Altitude Navigation and Targeting Infra-Red for Night). O trem de pouso sofreu pequenas mudanças para a aeronave operar com segurança o casulo. As pernas do trem de pouso foram alongadas e os cabides, reforçados. As portas do trem foram modificadas para receber rodas e pneus maiores e as luzes de pouso foram posicionadas na porta do trem dianteiro.

Além disso, esta versão incorporou um HUD (visor ao nível dos olhos) holográfico,GPS (Global Positioning System – na época uma novidade), radar APG-68V(5) melhorado, contramedidas ALE-47 e controles digitais de voo (nas versões anteriores, o sistema era analógico). Porém, mesmo entre aeronaves desta versão existem variações.

A diferença entre o Block 40 e o Block 42 é apenas na motorização. No primeiro emprega-se o General Electric F110-GE-100 e no segundo o Pratt & Whitney F100-PW-220. Por mais que a célula permita a possibilidade de empregar um ou outro motor, eles não são facilmente intercambiáveis. Somente a USAF escolheu o Block 42 (embora também tenha comprado a versão Block 40). Todos os clientes externos dessa versão (Turquia, Bahrein , Israel e Egito) optaram pelo Block 40.

Modernização

Como são células já defasadas para a moderna guerra aérea, principalmente em relação à suíte de aviônicos, os caças precisarão ser modernizados. Além da revitalização da estrutura, existe a possibilidade das aeronaves serem modernizadas com aviônicos de origem israelense. Isto colocaria os jatos em pé de igualdade com o que há de mais moderno na América Latina, mas demandaria um tempo que a FAB não dispõe. No final deste ano, os Mirage 2000 do 1º GDA serão desativados e, em 2017, os primeiros F-5 começarão a dar baixa.

Independentemente do que acontecer, uma eventual compra de caças de segunda mão, como é o caso do F-16C da USAF exposto acima, cancelaria por completo o programa F-X2. Na melhor das hipóteses adiaria a concorrência em, pelo menos, dez anos.

Reabastecedor

Além dos F-16, o pacote “made in USA” pode incluir aeronaves de reabastecimento aéreo KC-135 para a FAB. Como foi amplamente divulgado, o esquadrão Corsário, unidade da FAB que emprega aeronaves KC-137, está com a sua dotação muito reduzida, prejudicando o transporte estratégico da força e as atividades de reabastecimento aéreo, sobrecarregando as já antigas células de KC-130 (atualmente o Brasil só conta com uma aeronave de reabastecimento aéreo em operação).

A vinda de uma ou duas células do KC-135 taparia parcialmente a lacuna no reabastecimento aéreo até que o projeto do KC-390 da Embraer entre em operação (assim como o programa KC-X de novos aviões de reabastecimento), além de auxiliar no transporte de longo curso. O KC-135 também resolveria a questão do reabastecimento em voo dos caças F-16, já que essas aeronaves utilizam o sistema “flying boom” da USAF, ao contrário do “probe and drogue” atualmente em operação na FAB. Recentemente a Força Aérea do Chile incorporou três KC-135 para operar conjuntamente com os seus F-16.

Poder Aéreo

Ferraço sobre o F-X2: ‘governo foi indolente e lerdo neste processo’

Presidente da CREDN acusa Dilma de descuidar da defesa do país por adiar compra de caças

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço, disse nesta quinta-feira que o governo foi negligente com a defesa do país ao adiar uma licitação para a compra de 36 caças, na qual participam empresas dos Estados Unidos, França e Suécia.

“O governo foi indolente e lerdo neste processo”, declarou o senador para correspondentes estrangeiros, mas disse que ainda acredita que a licitação “possa” ser concluída antes do fim do ano.

O processo para a compra dos 36 caças começou em 1995, mas foi postergado em sucessivas ocasiões (em 1998, 2003, 2010 e 2011), sempre devido a problemas orçamentários.

Segundo Ferraço, “faz 18 anos que os governos brasileiros não se decidem” sobre um projeto de modernização que a Força Aérea “propôs de uma forma preventiva e programada”.

Também sustentou que, ao mesmo tempo em que o Brasil “posterga várias vezes” a aquisição dos caças, outros países sul-americanos, como Venezuela e Chile, renovaram e “fortaleceram” suas forças aéreas.

Além disso, declarou que “enquanto não são tomadas decisões, os problemas do país aumentam” e o narcotráfico estende suas redes, sobretudo “na fronteira com a Bolívia”. O senador garantiu que “50% da droga” consumida no Brasil entra pela fronteira boliviana.

Ferraço afirmou que a compra dos caças é um “projeto de Estado” que chegou “ao limite do limite”, pois a própria Força Aérea informou que os 12 aviões Mirage 2000 que o país possui só poderão operar até dezembro, quando serão substituídos por aeronaves F-5, também antigas e que estão no final de sua vida útil.

O senador citou o comandante da Força Aérea, Juniti Saito, que disse em um recente comparecimento à Comissão de Relações Exteriores que a licitação poderia ser concluída no final deste ano.

“Esperemos que seja assim”, pois de outro modo o Brasil ficará em “uma situação de vulnerabilidade”, disse o senador do PMDB.

Para a última fase do processo foram selecionados os caças Rafale da empresa francesa Dassault, os FA-118 Super Hornet da americana Boeing e os Gripen NG da sueca Saab.

Ferraço disse que na próxima semana vai fazer uma visita à Suécia, convidado pelo governo desse país, e que aproveitará para conhecer “mais detalhes” do projeto apresentado pela Saab.

Também deve visitar a França para se reunir com representantes da empresa Dassault, mas esclareceu que isso ainda não foi confirmado, assim como uma visita às instalações da Boeing nos Estados Unidos.

Ferraço admitiu que a compra dos aviões de combate é uma “prerrogativa” do Poder Executivo, mas assegurou que a Comissão de Relações Exteriores do Senado tem o “dever” de “analisar” e “fiscalizar” essa operação, cujo valor é estimado em R$ 15 bilhões (cerca de US$ 6,5 bilhões).

FONTE: EFE, via portal UOL

Rússia poderá atacar a Arábia Saudita caso Ocidente inicie bombardeio à Síria

Um memorando classificado como urgente, segundo fontes militares russas, foi expedido pelo escritório do presidente Vladmir Putin, nesta quarta-feira, e ordena um ataque massivo da Rússia contra a Arábia Saudita caso as forças da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan, na sigla em inglês) ataquem a Síria. A informação, não foi confirmada oficialmente pelo governo russo, conteria instruções semelhantes a uma ordem de guerra, expedida há cerca de um mês por Riad, na qual o governo muçulmano teria declarado que, caso a Rússia não aceitasse a derrota de Bashar Al Assad, os sauditas iriam arregimentar militantes na Chechênia para “aterrorizar” os XXII Jogos Olímpicos de Inverno que a Rússia realizará na cidade de Sóchi.

Fontes militares russas também informaram, nesta manhã, que uma flotilha, liderada pelo contra-torpedeiro Almirante Chabanenko, aproxima-se do porto sírio de Tartús. Segundo informes lidos pela rádio militar israelense Debka, desde o último sábado o exército russo está em estado de alerta frente a um possível ataque dos EUA, Grã-Bretanha e França contra a Síria. Segundo a agência russa de notícias RNA, além da Rússia, outros países aliados dos sírios recusam-se a colaborar com os planos bélicos do Ocidente.

Em Nova York, nesta tarde, ocorria uma reunião fechada dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Rússia, Reino Unido, China, França e EUA) sobre a situação na Síria. A reunião foi convocada por iniciativa dos Estados Unidos. Sabe-se também que a lista de participantes ainda poderá ser expandida nas próximas horas e o centro da discussão é um projeto de resolução britânico sobre o possível uso da força contra Damasco. Mais cedo, o vice-ministro do Exterior russo, Guennadi Gatilov, declarou que, se qualquer país usar a força contra a Síria, contornando o Conselho de Segurança da ONU, isso poderá ser considerado como uma flagrante violação do direito internacional.

‘Passeio no inferno’

Mas o possível bombardeio dos EUA e demais potências ocidentais, que poderá ocorrer dentro de mais algumas horas, não será uma atividade turística no Oriente Médio. Ao contrário do que ocorreu com Gaddafi, na Líbia, o governo de Damasco não está isolado. Potências nucleares como Rússia e China podem transformar a ação bélica norte-americana em “um passeio no inferno”, segundo aquelas fontes militares russas. Na ONU, ambas as nações asiáticas já vetaram qualquer ataque ou manobra militar contra os sírios. Depois, o Irã, maior potência militar do Oriente Médio, com um exército regular de dois milhões de militares efetivos e mais um milhão de guerreiros muçulmanos mobilizados, fundamenta sua sobrevivência regional na existência do regime de Damasco.

Em terceiro lugar, ainda segundo a RNA, Israel, o terceiro braço da Otan na região, encontra-se cercado por forças do Hezbolah, aliados de Síria e Irã, por um lado, e por mísseis e forças em terra do Hamas, na Faixa de Gaza; além do exército sírio, com aviões e mísseis de médio alcance. Mesmo o Iraque, com um governo xiita, é aliado preferencial do Irã e já negou seu espaço aéreo a qualquer incursão militar contra a Síria.

“Em quarto lugar, qualquer intervenção militar estrangeira na Síria desataria uma ação dos curdos contra a Turquia, aliado das forças ocidentais”, segue a agência russa de notícias, em análise divulgada nesta quarta-feira. E, por último, o Egito, hoje controlado por militares aliados dos EUA e Israel, poderá mergulhar em uma divisão anárquica, protagonizada por diferentes grupos islâmicos fundamentalistas, ainda dispersos por uma coalizão de forças que mantém o país unificado. Ao menor sinal de distúrbios na Síria, o Irã também poderá bloquear o Estreito de Ormuz, por onde escoam cerca de 40% de todo o petróleo consumido nos EUA e Europa.

Provas em contrário

Ao contrário do que afirmam a Casa Branca, em Washington, e o número 10 da Downing Street, em Londres, não há provas contundentes de que a ordem para o ataque com armas químicas à região ocupada por rebeldes, na Síria, tenha partido de Damasco. Nesta quarta-feira, segundo o especialista militar Joseph Watson, do Infowar, um sítio na internet especializado em estratégias militares, o panorama ficou ainda mais embaçado com o vazamento de um telefonema interceptado pela inteligência israelense. Segundo o serviço de inteligência de Jerusalém, a ordem para um ataque com armamento químico não teria partido do Ministério da Defesa de Assad, pois o ministro Moshe Ya’alon, em pessoa, teria telefonado, em pânico, para a unidade de armas químicas do exército sírio em busca de notícias sobre o uso de gás de nervos, em uma ação que teria matado cerca de mil pessoas, apenas uma hora depois de veiculada a notícia pelas agências internacionais.

“Por que o ministro sírio da Defesa faria um telefonema desesperado, no qual ‘exigia respostas imediatas’ para o ataque com armas químicas se fosse ele quem o ordenou”, questiona o informe da inteligência de Israel, publicado no Infowar. “O fato de que o alto comando do governo sírio aparentemente não sabia do ataque sugere, fortemente, que eles não deram a ordem para tanto, em um cenário no qual a liberação do agente químico teria sido realizado pelos próprios rebeldes ou por ‘oficiais sírios que agiram por conta própria, acima das ordens de seus superiores”, acrescentou o especialista do site Foreign Policy Noah Shachtman.

Um oficial de inteligência dos Estados Unidos também disse ao Foreign Policy que todos no Pentágono estão querendo, até agora, entender exatamente o que houve mas, seja lá quem ordenou o ataque, “fez uma coisa realmente estúpida”. Se, mesmo sem saber exatamente o que houve de verdade, porque o ataque aconteceu e quem o ordenou, sem que os técnicos das Nações Unidas investiguem o incidente, os EUA lançarem um ataque de mísseis contra a Síria, “potencialmente inflamará toda a região”, acrescenta Shachtman.

Para deixar a situação ainda mais confusa, há evidência prévias que sugerem a participação de rebeldes, com o apoio norte-americano, no preparo e uso de armas químicas em numerosas ocasiões, completamente esquecidas devido ao rumo dos acontecimentos. Na última vez que a ONU investigou evidências de uso de armas químicas na Síria, os inspetores concluíram que parecia obra dos rebeldes e não das forças regulares do regime de Assad.

“Em adendo, conversas telefônicas vazadas entre integrantes do (exército rebelde) Free Syrian Army revelaram detalhes de um plano para a liberação de armas químicas em um ataque capaz de impactar uma área de cerca de um quilômetro”, acrescenta o Infowar.

O vice-chanceler sírio, Faisal Maqdad, também disse, nesta quarta-feira, que Estados Unidos, Grã-Bretanha e França ajudaram “terroristas” a usar armas químicas na Síria, e que os mesmos grupos vão em breve atacar a Europa com essas armas. Falando a repórteres do lado de fora do hotel Four Seasons em Damasco, Maqdad disse que apresentou provas aos inspetores de armas químicas da ONU de que “grupos terroristas armados” usaram gás sarin em todos os locais dos supostos ataques.

– Nós repetimos que grupos terroristas são aqueles que usaram (armas químicas) com a ajuda dos Estados Unidos, Reino Unido e França, e isso tem que parar. Isso significa que essas armas químicas serão usadas em breve pelos mesmos grupos contra o povo da Europa – acrescentou.

Ainda assim, os navios da Marinha de Guerra dos EUA e da Frota Real do Reino Unido que estão no leste do Mediterrâneo, possivelmente, efetuarão um ataque aéreo contra alvos na Síria já na noite de quinta para sexta-feira, logo depois da votação no parlamento britânico em apoio da operação militar contra o regime sírio, informa a imprensa e televisão norte-americanas. Pressupõe-se que o ataque pode durar várias horas, entre objetivos principais citam unidades do Exército da Síria que podem potencialmente usar armas químicas, bem como os Estados-Maiores, centros de comunicação e complexos de lançamento de mísseis, afirma a mídia, se referindo a uma fonte anônima no Pentágono.

FONTE: Correio do Brasil

As futuras armas do T-50 (PAK FA)


O T-50 em exposição no MAKS é mais manso do que algumas pessoas esperavam. Apesar das declarações dos líderes políticos e da indústria, eu suspeito que o caça não vai estar operacional por alguns anos ainda, a não ser sob a forma de um pequeno esquadrão de teste, porque o que a indústria russa propôs a fazer é difícil, sob qualquer perspectiva.

Algumas das pistas para o desenvolvimento do caça também sugerem que o T-50 não irá constituir uma força de combate completa por um longo período de tempo, se é que isso vai realmente acontecer. A Tactical Missiles Corporation apresentou um robusto programa de desenvolvimento de armas convencionais para o Su- 35S .

Indícios de uma nova geração de armas para o T-50 não foram vistos e é provável que quando ele entrar em serviço será com versões refinadas de sistemas existentes. Curiosamente, o mais próximo de uma arma totalmente nova para o T -50 ( medida ) é uma versão altamente modificada de um míssil anti-radar existente, o Kh 58UShE com aletas dobráveis.


O Kh- 58UShE é muito diferente das versões anteriores. Ele é ligeiramente mais curto e tem orientação inercial de meio curso, além de um buscador de amplo espectro. Os Kh-58 anteriores eram equipados com diferentes buscadores para diferentes alvos.

O próximo eventual candidato para a baia de armas do T- 50 é o míssil de longo alcance RVV -BD, que é uma versão modernizada do Vympel R- 37 e foi originalmente projetado para o MiG- 31M Foxhound -B, mas nunca colocado em produção. Ao contrário do R-37, ele foi projetado para ser transportado externamente, conforme vídeos e documentos aqui mostrados com Su- 35S. No entanto, as suas dimensões externas totais estão próximas do Kh-58UShE . Parece provável, portanto, que a baia frontal de armas do T -50 foi desenhada para o projeto de baixo risco do RVV -BD, com o Kh-58 sendo modificado para o mesmo propósito.

Isso tudo é interessante, para dizer o mínimo, porque desde o início dos projetos furtivos nos EUA um princípio orientador tem sido o uso da baixa observabilidade para chegar perto o suficiente e utilizar armas de curto alcance e baixo custo. E aqui vemos os russos equipando seu primeiro caça furtivo com um com um míssil anti-radiação de 1400 libras e alcance de 245 km voando a velocidade de até Mach 4, e um míssil ar-ar de 1125 quilos na faixa de 200 km de alcance.

FONTE: Aviation Week (tradução e edição do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

Com ajuda do Irã, Síria poderia atacar EUA no ciberespaço

SAN FRANCISCO - Se os Estados Unidos atacarem a Síria, será a primeira vez que os norte-americanos entrarão em confronto com um país capaz de realizar retaliações no ciberespaço.

O risco fica ainda maior devido à aliança da Síria com o Irã, que nos últimos anos reforçou sua capacidade de ação cibernética.

Ataques cibernéticos organizados já foram realizados pelo Exército Eletrônico Sírio (EES), um grupo de hackers leal ao governo do presidente sírio, Bashar al-Assad. Esses hackers já derrubaram sites de meios de comunicação e empresas da Internet dos EUA, e agora ameaçam intensificar suas ações como retaliação a eventuais bombardeios norte-americanos contra Damasco.

"É provável que o Exército Eletrônico Sírio faça algo em resposta, talvez com alguma assistência de grupos relacionados ao Irã", disse Richard Clarke, ex-consultor de contraterrorismo e cibersegurança da Casa Branca.

Pouco se sabe sobre os hackers por trás do EES, e não há indícios de que o grupo seja capaz de causar destruição em infraestruturas importantes.

Mas Michael Hayden, ex-diretor da Agência de Segurança Nacional dos EUA, disse que o EES "parece ser um preposto iraniano", e talvez tenha uma capacidade muito maior do que já exibiu.

Até agora, a ação mais efetiva do EES aconteceu em abril, quando o grupo invadiu a conta da agência Associated Press no Twitter e divulgou mensagens falsas sobre explosões na Casa Branca, o que derrubou por alguns instantes os mercados financeiros.

Em email na quarta-feira à Reuters, o EES disse que "nossos alvos serão diferentes" se os militares dos EUA atacarem as forças de Assad, numa retaliação ao suposto uso de armas químicas contra civis na semana passada.

"Tudo será possível se os EUA começarem ações militares hostis contra a Síria", disse o grupo em nota.

Questionado sobre a ameaça de terrorismo cibernético, o porta-voz do Departamento de Segurança Doméstica dos EUA, Peter Boogaard, disse que o governo está "acompanhando de perto a situação, colabora ativamente e partilha informações diariamente com parceiros dos setores público e privado".

Um porta-voz do Departamento de Defesa disse que não discutiria ameaças específicas, e outra fonte do Pentágono afirmou que até a noite de quarta-feira nenhuma atividade incomum havia sido detectada.

IRÃ MOSTRA AS GARRAS

Especialistas em segurança cibernética dizem que o Irã melhorou sua capacidade de ação no mundo digital depois que os EUA usaram o vírus Stuxnet para atacar o programa nuclear iraniano.

Autoridades de inteligência norte-americanas atribuem a hackers patrocinados pelo Irã uma série de ataques de "negação de serviço distribuído" contra muitos sites de bancos dos EUA. Em ataques desse tipo, conhecidos pela sigla inglesa DDoS, milhares de computadores tentam acessar simultaneamente o site-alvo, sobrecarregando-o e tornando-o inacessível.

Em três ondas de ataques desde setembro, consumidores relataram instabilidades na conclusão de transações digitais em mais de 12 bancos, incluindo Wells Fargo, Citigroup, JPMorgan Chase e Bank of America. Os bancos já gastaram milhões de dólares para barrar os hackers e restaurarem os serviços.

Pesquisadores dizem que o Irã também se infiltrou em companhias petrolíferas ocidentais, e que pode tentar destruir dados, embora isso possa intensificar o risco de retaliação por parte dos EUA.

As coisas no ciberespaço ficariam ainda mais complicadas se a Rússia, aliada do Irã e da Síria, interviesse. Ex-funcionários do governo Obama dizem que a Rússia, fornecedora de armas para a Síria, tem uma capacidade cibernética quase tão grande quanto a dos EUA.

Mesmo que o governo russo não aja diretamente, hackers privados do país se equiparam os chineses na sua capacidade e vontade de conduzir ataques "patrióticos". Especialistas cibernéticos dizem que os hackers russos já atacaram sites governamentais e privados da Estônia e Geórgia.

Os servidores do EES estão baseados na Rússia, e essa aliança pode se fortalecer se os acontecimentos na Síria ganharem rumos mais dramáticos, segundo Paul Ferguson, da empresa de segurança da Internet ID.

"Já temos uma situação geopolítica ruim", disse Ferguson. "Isso poderia contribuir com toda a narrativa que não queremos ver acontecer."

Nesta semana, em meio aos crescentes rumores sobre um ataque dos EUA à Síria, o Twitter, o Huffington Post e o The New York Times sofreram ataques cibernéticos reivindicados pelo EES.

O caso mais grave foi do NYT, cujo site ficou várias horas fora do ar. Especialistas em segurança disse que o tráfego estava sendo redirecionado para um servidor controlado pelo grupo sírio.

O EES planejava divulgar mensagens antiguerra no site do Times, mas o servidor caiu por excesso de tráfego, disse o grupo por email. Na noite de quarta-feira, alguns usuários continuavam sem acesso ao site NYTimes.com.

Os hackers pró-Assad invadiram o site do jornal norte-americano por meio de um provedor de serviços australiano, o MelbourneIT, que vende e administra nomes de domínios da Internet, num fato que, segundo especialistas, mostra a vulnerabilidade de grandes companhias que usam provedores externos.

Reuters