segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Um diplomata foi ferido no bombardeio da embaixada da China em Damasco

Em 30 de setembro, a embaixada chinesa em Damasco foi bombardeada com morteiros.

O ataque feriu um diplomata que recebeu pequenas lesões. O trabalho da missão diplomática foi suspenso, mas não houve evacuação.

Após o incidente, Pequim conclamou todas as partes no conflito a cumprir a Convenção de Viena sobre as relações diplomáticas e pôr fim à violência.

Anteriormente, tinha sido atacada a embaixada russa na capital síria.

Voz da Rússia

Síria: Um tiro, uma morte e um ferido

Esquadra da Rússia no Mediterrâneo muda de estratégia na costa síria

Diante das notícias otimistas sobre os recentes acordos entre Rússia e EUA, o comando da Marinha russa deu novas ordens aos navios preparados para serem enviados ao Mar Mediterrâneo em sistema de rodízio. Assim, o contratorpedeiro Nastóichivi, o navio-capitânia da Frota do Mar Báltico, a lancha lança-mísseis Ivânovets, o navio lança-mísseis Chtil e o cruzador lança-mísseis Variag não serão mais enviados ao local.

A força-tarefa russa no Mediterrâneo é composta por duas fragatas lança-mísseis, a Neustrachími, da Frota do Mar Báltico, e a Smetlívi, da Frota do Mar Negro, além de oito navios anfíbios oceânicos de todas das quatro frotas da Rússia. Um grupo de dois a quatro navios anfíbios opera, em vai e vem constante, entre a cidade portuária russa de Novorosisk e o porto sírio de Tartus, transportando equipamentos militares, munições e armas. Os demais fazem parte da força-tarefa.

Cada navio anfíbio oceânico, como o Nikolai Filtchenko, é capaz de transportar mil toneladas de cargas ou 20 tanques ou 50 veículos blindados ou, como os navios do projeto 775, 500 toneladas de cargas ou 10 tanques ou 20 viaturas blindadas, além de 340 a 440 fuzileiros navais. Todos os navios anfíbios estão com sua capacidade de carga lotada, mas, enquanto alguns transportam armas para o Exército sírio, outros estão repletos de fuzileiros navais e material de guerra.

Pelas declarações oficiais, a presença naval russa no Mediterrâneo tem por objetivo “evacuar os cidadãos russos em caso de um cenário catastrófico”. Antes da guerra, havia na Síria 140 mil pessoas de nacionalidade russa, entre as quais funcionários públicos e familiares de sírios. Mesmo que a metade ou dois terços desses cidadãos tenham partido do país, o número daqueles que ainda lá permanecem equivale à população de um pequeno país, como a Ossétia do Sul.

Como um navio anfíbio oceânico pode levar a bordo 1.500 pessoas, no máximo, a embarcação só poderia ser usada para retirar o pessoal da própria embaixada russa.

Aparato extra

A força-tarefa também engloba um navio de reconhecimento de médio porte, o Priazovie. Esse navio de 3800 toneladas não tem armas poderosas nem pode desenvolver grandes velocidades, mas está cheio de equipamentos de inteligência, entre os quais um conjunto de monitoramento via rádio, radares para vigiar o espaço aéreo a diferentes altitudes e sonares.

Desse modo, o Priazovie ajuda a revelar antecipadamente as intenções dos norte-americanos, turcos e israelenses, bem como monitora a atuação dos grupos rebeldes na Síria.

A operacionalidade da força-tarefa é assegurada ainda por cerca de dez navios de apoio, entre os quais três navios-tanques, rebocadores e navios salva-vidas e a oficina flutuante PM-138, além de alguns submarinos.

A China também mantém nas proximidades da Síria um grupo-tarefa naval comandado por um navio porta-helicópteros do projeto 071, com várias aeronaves e um batalhão de fuzileiros navais a bordo.

Fonte: Gazeta Russa

Repórter da 'Russia Today' encara a rotina dos paraquedistas russos (VDV)

Irã começou a Perestroika ou pediu uma trégua?

Os parceiros ocidentais, segundo tudo indica, acreditaram na sinceridade das intenções de Hassan Rohani de “abrir uma nova página” nas relações da República Islâmica do Irã com o mundo exterior. Mas se a Perestoika (reestruturação) iraniana fracassar, pode já não haver segunda chance de normalizar estas relações. A flexibilidade retórico-diplomática já manifestada por Rohani deve ser seguida de atos práticos.

O discurso do presidente do Irã Hassan Rohani na sessão da Assembleia Geral da ONU foi muito diferente em estilo e conteúdo dos discursos de seu predecessor no cargo, Mahmoud Ahmadinejad. O principal na sua intervenção foi a disposição para conversações imediatas sobre o programa nuclear, sem condições prévias e a disposição geral para o diálogo bilateral com Washington.

Um momento importante foi também a declaração de Hassan Rohani, feita em entrevista à companhia de televisão americana CNN. O presidente iraniano, pela primeira vez a nível oficial, admitiu como fato histórico o extermínio de judeus europeus, pelos nazistas, nos anos 30-40 do século passado, qualificando-o de crime “digno de condenação”. Isto foi, em certo sentido, sensacional, sobretudo porque o predecessor de Rohani no cargo de presidente contestara reiteradas vezes este fato histórico. Por isso, a declaração do novo presidente do Irã não podia deixar de impressionar o público ocidental, inclusive o americano.

A que se deve esta viragem claramente delineada na política iraniana? Ou isto é apenas uma manobra para obter uma trégua, ganhar tempo e com novas forças reiniciar a linha anterior de confronto? Existem todos os fundamentos para supor que o discurso de Hassan Rohani na ONU reflete com suficiente plenitude as opiniões e intenções do novo presidente do Irã.

O cientista político Vladimir Evseev define assim a situação no Irã antes da eleição de Rohani:

“Os oito anos de presidência de Mahmoud Ahmadinejad não foram os melhores na história da República Islâmica, tanto na esfera política, como econômica. Na arena internacional o país transformou-se em pária. O principal problema – o nuclear – tornou-se praticamente insolúvel. Em consequência das sanções financeiro-econômicas introduzidas contra o Irã, foi causado um colossal dano à economia e estabilidade financeira no país. Isto levou a sérias consequências para o destino do regime. Nos escalões superiores do poder sentia-se uma inquietação cada vez mais forte.”

Na situação criada, eram necessários passos decisivos. O homem que poderia tomar essa decisão era o moderado Hassan Rohani. Seus discursos eleitorais e os pronunciados já na qualidade de presidente da república, indicam o anseio de mudar a imagem e o papel do Irã na arena internacional. Pode-se dizer que no Irã, com o início da presidência de Hassan Rohani, começou uma espécie de Perestroika do pensamento político, de afastamento dos clichés ideológicos. "O povo do Irã quer abrir um novo capítulo nas relações com o resto do mundo", declarou Rohani em entrevista à CNN.

Os parceiros ocidentais, segundo tudo indica, acreditaram na sinceridade das palavras e intenções de Hassan Rohani. Os EUA, Grã-Bretanha e França – não sem ressalvas – estão dispostos a dar o crédito de confiança à sua política.

No entanto, nem todos acreditaram. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, avalia de forma diferente o discurso de Rohani na Assembleia geral da ONU. “Em seu discurso não houve propostas práticas de suspensão do programa nuclear militar, como não houve também compromissos de cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Isto corresponde com precisão ao plano iraniano de falar e ganhar tempo para a obtenção da arma nuclear”.

Por outro lado, alguns especialistas consideram que esta declaração é um lance de advertência do primeiro-ministro israelense, que se reserva o direito de – se as palavras de Rohani permanecerem apenas como palavras – declarar "Eu não disse?" E adiante começar a empurrar o Ocidente para ações mais decididas em relação ao Irã.

Até agora Netanyahu, com seu ceticismo, é minoria absoluta. Entretanto se a “Perestoika iraniana” fracassar, poderá não haver uma segunda chance de normalizar as relações de Teerã com a comunidade ocidental. Nesse caso, poderá haver muito provavelmente consequências imprevisíveis para o Irã, a região e o mundo em geral.

Hoje, os oponentes de Teerã preferem guiar-se pelas seguintes considerações: quando se trata do governo do Irã deve-se dar atenção não tanto ao que ele declara, quanto ao que ele faz. Ainda assim, por enquanto, existem todos os motivos para crer que a posição ativa de Rohani será um prelúdio para ações práticas.

Voz da Rússia

A Síria está sendo depredada por bandidos

O “museu a céu aberto”, como é apelidada frequentemente a Síria, poderá ficar sem monumentos. Desde o início do conflito armado, em 2011, muitos dos monumentos, que faziam parte do patrimônio cultural do país, já foram destruídos. Os que ainda não foram varridos da face da terra estão sendo roubados e o seu conteúdo transportado para o exterior por bandidos.

Em dois anos o contrabando de obras antigas para fora da Síria aumentou 10 vezes. Os peritos preveem que, se o processo não for parado o mais rápido possível, essa herança cultural poderá ser perdida para sempre para a Humanidade.

Segundo cálculos preliminares, durante o conflito armado na Síria, ficaram seriamente danificados ou destruídos muitos monumentos históricos, parte dos quais era considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO, enquanto a maioria dos artefatos, laboriosamente recolhidos pelas expedições arqueológicas dos últimos 150 anos, foram vendidos no mercado negro dos países vizinhos da Síria.

Já há um ano os peritos tinham avisado da possibilidade de se perder patrimônio cultural da Humanidade e do aparecimento da “arqueologia paralela”. Nessa altura a direção do país prometeu fazer tudo o que fosse possível para conservar o patrimônio, mas hoje já se tornou evidente que as autoridades não estão em condições de garantir a sua segurança. Desde os seus primeiros dias o conflito armado atraiu a atenção dos profissionais do contrabando que não se detêm perante nada para a obtenção de proveito, diz o presidente do Instituto do Oriente Médio Evgueni Satanovsky:

“Não é uma coincidência a presença de milhares de militantes, incluindo os que já estiveram nas zonas de extensas pilhagens do Iraque, do Afeganistão e da Líbia. Nos anos da luta de libertação da ditadura de Kadhafi, da ditadura de Saddam ou da ditadura de Najibullah, foram pilhados praticamente todos os museus nacionais e parques arqueológicos. É a presença deste tipo de profissionais em território sírio que lhes dá possibilidades extremamente alargadas para abastecer o mercado mundial da “arqueologia paralela”.

A delapidação do patrimônio artístico e cultural durante os períodos de operações militares e de conflitos armados é um fenômeno que, além de se ter tornado constante, já é de certa forma habitual. Continua por apurar o destino dos monumentos da Babilônia depois da guerra do Iraque, é impossível calcular a escala dos roubos na Líbia, enquanto os tesouros do Egito continuam a ser roubados por saqueadores. O comércio de antiguidades sírias já está atingindo uma escala sem precedentes, o seu volume já ultrapassou os dois bilhões de dólares.

O conflito na Síria já dura desde março de 2011. Até hoje na Síria foram destruídas total ou parcialmente 11 necrópoles das épocas romana, paleocristã e do califado árabe, o castelo de Aleppo, datado do século X, e muito mais. Durante este período, segundo informações das autoridades sírias, morreram cerca de oito mil pessoas, mais de 20 mil segundo os dados da ONU.

Voz da Rússia

Mistério do meteorito de Сhebarkul continua não desvendado

Os trabalhos de levantamento do meteorito de Chebarkul continuam na região de Chelyabinsk. Como se supõe, o bólide celeste, que explodiu por cima de Chelyabinsk em fevereiro deste ano, caiu num lago perto da cidade de Chebarkul. Mergulhadores já conseguiram extrair alguns fragmentos, o maior dos quais pesa cerca de 5 quilogramas. Na opinião de especialistas, vários pedaços do meteorito estão ainda no fundo do lago.

Uma plataforma especial para a descida de mergulhadores quase não se vê do litoral do lago próximo à cidade de Chebarkul. Varias vezes ao dia, mergulhadores chegam em lanchas a motor à central de descida, trabalhando sem dias de folga e intervalos, disse à Voz da Rússia Nikolai Murzin, diretor-geral da companhia Aleut, que se dedica à extração do meteorito:

“Trabalhamos por turnos. Há uma norma de tempo especial para estar debaixo de água. Por isso, dividimo-nos por turnos, levando em conta particularidades e preferências individuais de mergulhadores. Há pessoas que se levantam cedo, outras preferem trabalhar à tarde. Os trabalhos são suspensos só de noite, porque a imersão em horas noturnas pode ser efetuada só durante os serviços de resgate”.

Nos últimos dias, mergulhadores já imergiram abaixo do nível inicialmente suposto. Mas os trabalhos são efetuados em regime previsto, continua Nikolai Murzin:

“Agora, trabalhamos numa profundidade de 16-18 metros. Os trabalhos prosseguem em conformidade com o plano que temos. Não acontece nada de extraordinário. Estamos levantando tudo que encontramos, mas a forma de objetos pode variar. Temos equipamentos especiais, para trabalhar em camadas extensas de lodo sedimentado. Todos os fragmentos extraídos são entregues ao cliente”.

A única dificuldade com que depararam por enquanto especialistas é uma atenção elevada por parte de jornalistas. Mas este problema foi rapidamente resolvido:

“Nos últimos dias, quando foram extraídos alguns fragmentos, fomos atacados por telejornalistas. Logo a seguir, começaram numerosas visitas de habitantes locais em barcos. Recebemos ajuda da Inspeção de Estado para Barcos Pequenos, cujos inspetores já se encontram conosco durante três dias. Nós próprios não podemos impedir a navegação. E as pessoas não se dão connta de que se trata de uma zona fechada”.

Os trabalhos de levantamento não causaram grande agitação em Chebarkul, embora cada habitante da cidade conheça exatamente o local em que havia caído o bólide. Testemunhas afirmam que o meteorito teria sido abatido. Mas não se sabe quem fez isso. Há muitas versões – de extraterrestres e OVNI a foguetes de defesa antiaérea. Dmitri, um habitante de Сhebarkul afirma ter visto uma explosão:

“A queda do meteorito provocou uma iluminação antes de algo ter acertado nele. Ouvi um estalido. A meu ver, a maior parte do meteorito voou em direção da cidade de Ufa. É aquilo que vi. Posteriormente, houve uma sacudida, muitas pessoas caíram em pânico, começaram a acionar sistemas de alarme em carros. A cauda branca de fumaça foi vista no céu durante uma meia hora. Falando francamente, até não reparámos que o meteorito caiu no nosso lago”.

Hoje, os habitantes de Сhebarkul e dos seus arredores não se preocupam tanto com o processo de levantamento do meteoritos, quanto com a possível radiatividade do visitante espacial. Depois de sua queda no lago, uma forte iluminação foi vista no céu ainda durante várias noites, continua Dmitri:

“Preocupamo-nos muito por esta causa. Eu, por exemplo, tomei banho no lago só uma vez neste verão. Ninguém sabe o que pode ser – a radiação, a mutação de peixes ou algum outro fenômeno. Há vários receios. Tanto mais que não temos quaisquer informações. Estiveram aqui inspetores do Serviço de Supervisão, colheram provas de água, mas nada foi anunciado oficialmente. Podemos só adivinhar e fazer conjecturas”.

Em 15 de fevereiro, um meteorito explodiu no céu por cima da região de Chelyabinsk. Uma onda de choque arrombou vidros em janelas de prédios residenciais e empresas. Mais de 1500 pessoas foram feridas. Os prejuízos da explosão constituíram cerca de um bilhão de rublos.

Voz da Rússia

MRE do Irã: Israel tem 200 ogivas nucleares

Israel tem pelo menos 200 ogivas nucleares, o que gera instabilidade na região do Oriente Médio, disse o chefe da diplomacia iraniana, Javad Zarif, em entrevista ao canal americano ABC.

“Eles (os israelenses), não deveriam ter a insolência de continuar mentindo para o povo americano e ao mundo”, ressaltou Zarif.

Na semana passada, Zarif tinha anunciado que Teerã espera chegar a um acordo com o sexteto de mediadores internacionais (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e Alemanha) sobre seu programa nuclear no decorrer de um ano.

FONTE: VR

VISÃO GLOBAL - As armas nucleares de Israel


Até agora, a Casa Branca não disse nada sobre as bombas atômicas de Israel e as armas químicas e biológicas do Egito

O recente acordo entre Estados Unidos e Rússia envolvendo as armas químicas da Síria deixou claro o que há muito tempo deve ser um fato óbvio: os esforços do presidente Barack Obama para fazer valer as normas internacionais que proíbem armas de destruição em massa no Oriente Médio envolverão Washington numa confusão diplomática e estratégica muito maior do que a discussão sobre o arsenal químico sírio.

O presidente Bashar Assad insiste que a finalidade do seu arsenal químico sempre foi para fazer frente às armas nucleares de Israel. Se a Síria de fato destruí-lo, o que será do arsenal de Egito e de Israel? Os Estados Unidos se calam estranhamente sobre o estoque de armas químicas do Egito. O Cairo aponta para Israel. Que, naturalmente, afirma ter suas próprias armas químicas para dissuadir Síria e Egito e não pretende se desfazer delas.

Uma manchete do diário israelense Haaretz, há alguns dias, dizia: "Israel inflexível quanto a não ratificar o tratado de armas químicas diante de vizinhos hostis".

Esses três países também não aderiram à Convenção sobre Armas Biológicas e Israel não assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), embora mantenha um arsenal nuclear formidável, que, em breve, deverá se tornar tema central neste drama - os Estados Unidos gostem ou não.

Poder nuclear. Um obstáculo que os próprios americanos criaram tem impedido amplas negociações sobre armas de destruição em massa no Oriente Médio. Enquanto o mundo continua sua discussão eterna sobre a capacidade nuclear do Irã e a possibilidade de o país criar um arsenal atômico, dificilmente alguém nos Estados Unidos menciona o poderio nuclear de Israel.

Obama, como seus predecessores, finge que não tem conhecimento do fato. O tabu tem impedido discussões a respeito, tanto em Washington quanto no plano internacional, e desencoraja os EUA a pressionarem Egito e Síria para retificarem as convenções sobre armas biológicas e químicas.

Porque, se insistir, imediatamente, serão levantadas objeções quanto à aceitação americana do arsenal nuclear de Israel.

O que sustenta essa atitude dissimulada é o mito de que os Estados Unidos se obrigam a esconder o fato de Israel possuir armas atômicas em razão de um acordo firmado em 1969 entre o presidente, Richard Nixon, e a primeira-ministra israelense, Golda Meir.

O objetivo de Nixon era conseguir o apoio israelense na Guerra Fria. Ele e Golda Meir viram a necessidade de desencorajar os soviéticos a fornecerem armas nucleares para seus aliados árabes. Se o arsenal nuclear israelense fosse revelado, haveria pressão por parte de Moscou. No entanto, as razões para os Estados Unidos continuarem calados não existem mais.

Todos sabem que os israelenses possuem bombas atômicas. Hoje, como principal efeito dessa ambiguidade, negociações regionais sérias sobre o controle de armas ficam muito mais complicadas.

Todos os outros países da região aderiram ao TNP, mas há questões que ainda não foram solucionadas. Em 2007, descobriu-se que a Síria estava construindo um reator nuclear ilícito, que Israel rapidamente bombardeou.

Assad não permitiu até hoje que inspetores da ONU realizem uma plena investigação do local do reator destruído. E o Irã, aliado da Síria, é suspeito de desenvolver seu próprio programa nuclear para desafiar o monopólio israelense na área. Na verdade, muitos analistas acreditaram que a decisão de Obama de estabelecer uma "linha vermelha" proibindo o uso de armas químicas na Síria foi motivada pela necessidade de mostrar sua disposição a usar a força contra o Irã se o país avançasse com seus planos de fabricar armamento nuclear.

Mudança. O imbróglio explosivo deveria ser objeto de uma conferência internacional, decidida em 2010 por votação unânime dos membros do TNP, incluindo os Estados Unidos. No entanto, tal conferência jamais foi realizada, em parte por causa da ambivalência da Casa Branca sobre como ela poderia afetar Israel.

Em abril, o secretário adjunto de Estado encarregado dos assuntos de não proliferação e segurança internacional. Thomas Countryman, disse esperar que a conferência seja realizada ainda este ano. No início do mês, o chanceler russo, Sergei Lavrov, insistiu para que fosse determinada uma data para a conferência "o mais rápido possível". Ele acrescentou que da reunião deveriam tomar parte Israel e Irã. A Rússia tentou inserir o encontro no acordo da semana passada, mas o secretário de Estado, John Kerry, resistiu.

Se Washington deseja que as negociações sobre armas de destruição em massa no Oriente Médio avancem - ou simplesmente para que os EUA não caiam no ridículo -, Obama deve começar a ser mais franco. O presidente não pode esperar que os países que participarem da conferência levem Washington a sério se a Casa Branca continuar fingindo não saber que Israel possui armas nucleares, ou que Egito e Israel possuem armas biológicas e químicas.

Se a política de Israel neste campo é tão inflexível que é impossível mudar, Obama e o governo dos Estados Unidos precisam ser honestos quanto ao arsenal israelense e agir com base neste fato, para o bem dos EUA e de Israel.

Tradução de Terezinha Martino

*Victor Gilinsky foi membro da Nuclear Regulatory Commission e é consultor na área energética.

*Henry D. Sokolski trabalhou no departamento de defesa dos EUA e é diretor do Centro de Educação de Políticas de Não Proliferação.

Defesa Net

Próximo auto-atentado terrorista nos EUA poderá ser no dia 1 de Outubro

O próximo auto-atentado terrorista do lobby judaico-sionista(AIPAC) nos EUA poderá ser no dia 1 de Outubro de 2013. O motivo para desconfiar disto são as recentes notícias sobre evento solar Carrington e um site com contagem regressiva de um suposto grupo de “hackers sírios”(SEA – Syrian Electronic Army) que termina justamente nesta data. O site é o http://www.opblackout.com/, quem tiver dificuldades em acessar sugiro que use um web proxy.

Para quem não lembra, recentemente o Twitter, New York Times e Washington Post sofreram ataques que foram reivindicados pelo grupo SEA(Syrian Electronic Army) e agora este mesmo grupo publicou um site avisando que a operação “BlackOut” será realizada no dia 1 de Outubro.

Quem está por dentro das últimas notícias publicadas em relação à Síria já sabe que o verdadeiro motivo por trás dos ataques à este país é o gás e gasoduto que o eixo sionista tanto deseja pilhar.

Óbviamente, o SEA não pertence aos sírios, muito provávelmente sejam crackers que trabalham para o United States Cyber Command, NSA, Mossad e CIA para perpetrar ataques e atribuí-los à vítima a ser atacada. Como não conseguiram apoio popular para iniciar um ataque à Síria eles podem usar o plano B, auto-atentados terroristas no estilo 9/11 para chocar a população e em seguida jogar toneladas de mentiras na mídia com o intuito de convencer a comunidade internacional de que a Síria é o agressor.

Outra possibilidade seria lançar um missíl nuclear na atmosfera terrestre para causar um pulso eletromagnético(PEM) sobre os EUA, deixando o país às escuras, em seguida a mídia diria que o ocorrido foi devido à um evento solar Carrington. Ou seja, eles possuem dois planos terroristas na manga, um auto-atentado atribuído ao SEA ou uma detonação nuclear para apontar o Sol como o culpado.

Portanto, se no dia 1 de Outubro ocorrer um ataque à rede elétrica dos EUA e a população estadunidense ficar sem energia saberemos que o plano não saiu da Síria e nem do Irã, será mais um ato de terror dos sionistas de Israel e dos EUA para iniciar a tão desejada 3ª Guerra Mundial.

O objetivo deste artigo não é profetizar data mas demonstrar como é possível descobrir os verdadeiros autores dos atentados terroristas que levam à guerras contra nações que não estão alinhadas com os interesses da banca judaica(Rothschild, Rockefeller, Goldman Sachs, JP Morgan, etc) e corporações petroleiras, basta ligar os pontos.

Curiosamente, no site opblackout.com está escrito “The Path to WW3“(O caminho para a terceira guerra mundial).

Caminho alternativo

domingo, 29 de setembro de 2013

Ministro da Defesa Russo anuncia “Plano de Guerra” e alerta indústria bélica para que se prepare para o caso de um conflito militar

MOSCOU, 28 de setembro (RIA Novosti) – O ministro da Defesa russo anunciou nesta sexta feira o “plano de guerra da Rússia” , exaltando as empresas privadas e estatais a se prepararem para fornecer de pronta resposta, as armas as forças armadas russas com tudo o que precisam em caso de um conflito militar.

Destacando que as empresas petrolíferas, como a Gazprom, Lukoil e Rosneft “devem ter essas reservas, planos de aquisições e contratos celebrados antecipadamente. Essas empresas devem saber com clareza, o que, quando e em que momento elas devem nos fornecer oque necessitamos”, disse ele.

O mesmo se aplica a empresas de geração de energia e transporte, como RZD que detém o monopólio ferroviário,a estatal de energia hidrelétrica holding RusHydro e outros, afrimou o Ministro Sergei Shoigu.

Shoigu informou que um Centro de Defesa Nacional do Estado, agindo como o quartel-general do Alto Comando Supremo em tempos de guerra, será construído em Frunzenskaya próximo à Moscou.

O ministro disse anteriormente que o centro iria consolidar o comando sobre as forças armadas do país, em especial a tríade nuclear e forças de reação rápida. Ele também irá permitir o monitoramento em tempo real das atividades do dia-a-dia das unidades militares em todo o país.

Neste verão, o exército russo começou a trabalhar na criação do centro, o que irá melhorar a gestão operacional das forças armadas e garantir resposta rápida a ameaças estratégicas.

Ria Novosti

A Arábia Saudita, em pânico, está surtando

Dia 12/9/2013, o príncipe Turki da Arábia Saudita falou na reunião do Defence and Security Forum em Londres. O príncipe Turki é conhecido pelas análises frias e objetivas, e embora sempre empenhado defensor da Arábia Saudita, e sunita, é diplomata experiente.

Pois, apesar de toda sua experiência, o que ele disse em Londres, em resumo, foi:

– A Arábia Saudita é potência econômica dominante no Oriente Médio e, também “líder ilustre do mundo muçulmano mais amplo”; e o Irã, disse ele, por sua vez, é o país líder dos muçulmanos que estão contra os EUA. Além dos modos sempre beligerantes da liderança iraniana, disse o príncipe Turki, a Arábia Saudita tem dois graves problemas com o Irã: primeiro, o programa nuclear, que continua, disse ele, e que nenhuma sanção conseguirá jamais deter; e contra o qual, disse o príncipe Turki, devem-se usar meios militares, se necessário. E, em segundo lugar, há a questão da “intromissão” dos iranianos: a “intromissão” dos iranianos nos países de maioria xiita e também em estados de minoria xiita “tem de acabar”. O príncipe Turki alertou que a Arábia Saudita intervirá diretamente naqueles estados para opor-se a “todas e quaisquer ações” iranianas. A influência e as ações iranianas no Iraque foram “inaceitáveis”, disse o príncipe saudita. A Arábia Saudita tem “profundas e firmes” reservas contra o governo de Maliki. A Arábia Saudita fará tudo que estiver ao seu alcance para pôr fim a ações de militares iranianos e do Irã em geral que visem a apoiar Maliki: “Trabalharemos para garantir que o Iraque se torne membro independente do mundo árabe.”

No Líbano, disse o príncipe Turki, o Hizbullah ameaça a própria existência do país, por seu “temerário” [orig. reckless] envolvimento na Síria. Exigiu que o Hizbullah seja desarmado e seus líderes julgados pelo assassinato de Rafic Hariri. Quanto à Síria: “o apoio da liderança iraniana a Assad, desde o início, é ato criminoso e deve ser julgado na Corte Criminal Internacional de Haia. A farsa do controle internacional sobre as armas químicas de Bashar seria cômica se não fosse tão flagrantemente pérfida, concebida com o único objetivo de dar a Obama uma linha de fuga, além de ajudar Assad a massacrar o próprio povo”.

COMENTÁRIO: O que se vê aí é a Arábia Saudita em estado de total desequilíbrio, e enunciado por um experiente diplomata saudita. A Arábia Saudita perdeu o próprio centro de gravidade: já não cabe em si; de fato, está preocupantemente fora de si, frustrada além de todos os limites da racionalidade.

Não se trata apenas de a Arábia Saudita declaradamente opor-se a qualquer entendimento com o Irã; trata-se sobretudo de os sauditas insistirem em que qualquer ‘entendimento’ que envolva os sauditas só ser pensável depois de o presidente Assad ter sido deposto, e as ‘minorias’ terem sido removidas completamente do poder na Síria (o que significa: só depois de o Islã sunita e a influência saudita terem sido restaurados na Síria). Para os sauditas, o Irã tem de ser marginalizado e humilhado politicamente no Oriente Médio, antes de que se cogite de iniciar qualquer ‘entendimento” entre Washington e Teerã.

O destampatório que o príncipe Turki não conteve contra Obama parece indicar que a Arábia Saudita sente-se extremamente, quase paranoicamente vulnerável, ante a possibilidade de a posição iraniana – em vez de estar sendo esvaziada e enfraquecida – estar sendo, isso sim, reforçada. Em nosso Comentário da semana passada,[1] já sugeríamos que esse deve ser o resultado, se a doutrina Carter-Bush para o Oriente Médio já tiver ultrapassado seu ‘prazo de validade’ política e já não ser politicamente exequível, na política dos EUA.

Se a Síria (para nem falar do Irã) já se mostra politicamente ‘difícil demais’ (com a opinião pública e os parlamentos já desiludidos quanto à eficácia dos ‘meios’ norte-americanos), toda a política exterior ocidental para o Oriente Médio terá de ser fundamentalmente repensada. Tudo isso, é claro, ainda são hipóteses a serem exploradas (ver continuação do comentário).

Mas o que o príncipe Turki está dizendo é impressionante: exatamente quando os EUA parecem esgotados (exauridos, depois de uma sucessão de guerras falhadas) e a ponto de tirar de sobre os próprios ombros a carga de assegurar que nenhuma potência hostil (leia-se: o Irã) assuma influência significativa, mediante qualquer tentativa para controlar e administrar e controlar a política de toda a região…

Exatamente nesse momento, o príncipe Turki declara, com todas as letras, que a Arábia Saudita, simplesmente, assumirá a implantação da Doutrina Carter: oposição absoluta a “toda e qualquer” ação de iranianos/Hizbullah em todo o Oriente Médio, do Bahrain ao Egito.

Na prática, a Arábia Saudita disse, semana passada, em Londres, que, se os EUA não estão preparados para ‘re-fazer’ o Oriente Médio, a Arábia Saudita assumirá a tarefa.

Sim, os sauditas têm o dinheiro, mas absolutamente não têm os meios para serem operacionalmente efetivos. É como um exército que tem comandantes de brigada e generais (a família real, em outras palavras), mas não têm os tenentes, os sargentos os soldados rasos, nem nenhum dos grupos especializados que, de fato, são os que convertem ‘ordens de comando’ em ação tangível.

Os sauditas absolutamente não têm o sistema necessário para gerir a mobilização sectária que eles mesmos incendiaram nem para dirigir o fogo na direção de algum resultado político real, precisamente porque só a família real tem poder e autoridade para fazer as coisas acontecerem. Todo o poder operacional dos sauditas resume-se a assinar os cheques – e não têm estrutura para administrar os ‘detalhes’. Foi o que já se viu, exatamente, com os grupos orientados pela al-Qae’da na Síria. Diferentes dos EUA, os príncipes sauditas jamais se dedicam a ‘nutrir’ os movimentos na direção de torná-los efetivos e eficazes: eles compram movimentos. Resultado dessa ação, os grupos Takfiri é que se provaram mais efetivos no campo de combate. Daí em diante, só eles encontraram via fácil para receber financiamento.

O impulso saudita para mobilizar o Islã sunita e fazer dele uma força política de transformação (contrarrevolucionária) – principalmente mediante fartos desembolsos de dinheiro e recorrendo sempre ao discurso sectário – deu em nada e está hoje em frangalhos.

Basta olhar em volta – hoje as principais tensões concentram-se em sunitas contra sunitas, porque as pressões criadas pelos movimentos dos sauditas (em locais como Egito, Líbia e Síria) contribuíram para minar e enfraquecer a identidade sunita. A Arábia Saudita – guiada pelo príncipe Bandar – pôs-se em posição mais difícil do que a que poderia sustentar. Mas, se a fala do príncipe Turki reflete acuradamente o pensamento saudita ‘oficial’, a expressão “mais difícil do que poderia sustentar” é fraca, para descrever a atual posição dos sauditas.


Tudo isso significa, isso sim, instabilidade volátil.

A Arábia Saudita, de fato, trabalhou na direção oposta do que o príncipe Turki diz que eram seus objetivos – pelo menos na Síria: em vez de desmantelar a al-Qae’da, como o príncipe Turki diz que é o objetivo saudita, o embaixador israelense que está deixando Washington, em comentário-desabafo, entregou tudo: “A mensagem inicial sobre a questão síria foi que nós sempre quisemos que [o presidente] Assad saísse de lá. Nós sempre preferimos os bandidos não apoiados pelo Irã aos bandidos apoiados pelo Irã” – disse ele.[2] E era assim, disse ele, mesmo se “os bandidos” fossem afiliados da al-Qaeda. “Entendemos que são muito bandidos” – continuou ele, acrescentando que por “bandidos” não se referia a toda a oposição síria. “Mesmo assim, o maior perigo para Israel é o arco estratégico que se estende de Teerã, a Damasco e a Beirute. E já víamos o regime de Assad como pedra basilar desse arco. Essa já era nossa posição desde bem antes do início das hostilidades na Síria. Com o início das hostilidades, nós continuamos a desejar a saída de Assad.” Não há dúvidas de que o príncipe Turki partilha idênticos sentimentos sobre o ‘arco’.[3]

O embaixador Oren, na sequência, reforça ainda mais a conexão entre Israel e a política do Golfo: “nos últimos 64 anos provavelmente não existiu maior confluência de interesse entre Israel e os Estados do Golfo. Estamos de acordo com os Estados do Golfo sobre a Síria, o Egito e a questão palestina. Não há dúvidas de que também estamos de acordo com os Estados do Golfo, sobre o Irã. É mais uma das oportunidades criadas pela Primavera Árabe.”

A Arábia Saudita pode ter-se aproximado de Israel no que tenha a ver com Síria e Egito, mas, ao fazê-lo rompeu com a política dos EUA e europeia. Como disse recentemente o ‘número 2’ da CIA recentemente aposentado, Mike Morell: “Quando se vê o potencial de uma presença tão dominante da al-Qaeda como na Síria, no final desse conflito… Será que consumimos tantas vidas humanas e tantos dólares, não para negar qualquer tipo de santuário, mas, simplesmente, para mudar o endereço da base terrorista?”[4]

E Mike Morell continua: “Não há dúvida alguma de que aquela ideologia espalhou-se para o Norte da África e outras partes do Oriente Médio. E que todas essas áreas podem vir a ser, eventualmente, o tipo de santuário para terroristas que, sim, são ameaça significativa à segurança dos EUA. Por hora, ainda não são. Por enquanto são só uma ameaça regional. Mas… o local que me preocupa, porque pode vir a ser paraíso seguro para a al-Qaeda e converter-se na ameaça que a al-Qaeda já era, para nós, antes do 11/9, é a Síria, em primeiro lugar; em segundo lugar, o Afeganistão…”.[5]

O tom de pânico que se vê na fala do príncipe Turki, contudo, é compreensível. A situação dos Estados do Golfo é muito vulnerável: eles apostaram tudo em que o Irã seria superado e ‘contido’ de um modo ou de outro, e não economizaram. Agora, o apoio externo com o qual tanto contaram (e para cuja obtenção investiram tantos bilhões em compra de armas) parece hoje existencialmente abalado e instável. Os sauditas temem que haja um preço a pagar. Além de tudo mais, os Estados do Golfo abriram guerra contra islamistas – e inexoravelmente o torvelinho continua a consumir credibilidade e legitimidade de todos os lados.

Mas a Arábia Saudita não é a única a manifestar sintomas de ansiedade psicológica. Um outro tipo de histeria parece tomar conta também do Ocidente: o aparente ‘refugo’ de Obama, que ainda não saltou o ‘obstáculo’ “Síria” levou a um surto sem precedentes de “Putin-fobia”.

Um ex-embaixador britânico, em estado terminal de depressão, disse, dia 9/9/2013, que aquele teria sido “o pior dia para a diplomacia dos EUA e toda a diplomacia ocidental, desde o início dos registros históricos”.[6] E quando se leu a carta aberta assinada pelo presidente Putin e publicada no New York Times,[7] comentaristas entraram também em surto psicótico de alta rotação, porque Putin ‘dinamitara’ o excepcionalismo norte-americano.[8] Um importante senador Democrata disse à rede CNN que “quase vomitei” ao ler a coluna de Putin no New York Times, na qual o presidente russo explicou sua proposta de paz para a Síria. O Republicano John McCain também foi excepcionalmente agressivo nos comentários sobre a coluna de Putin: disse que seria “orwelliana” e que Putin teria “ego mamute”. E colunista de uma revista russa liberal assegurou aos seus leitores que Putin, de fato, pouco liga para o que aconteça na Síria, que só pensa em se autopromover e que, além do mais, só “velhotas murchas de mais de 50” apoiam Putin.

Tudo isso cheira a ‘Suez’. Naquele momento, a Grã-Bretanha e a França, ante as provas que se avolumavam do enfraquecimento de suas respectivas economias e influência, pouco antes da 2ª Guerra Mundial, e obcecadas por fazer crer – contra todas as evidências de enfraquecimento – de que continuavam tão fortes e poderosas como antes, decidiram fazer uma exibição de força (em local bem distante, é claro). Pouco depois do fracasso da tentativa, Nasser nacionalizou Suez. Vivemos outra vez tempos instáveis.

Plano Brasil

O silencioso golpe militar que se apoderou de Washington

Um ataque contra a Síria ou Irã ou contra qualquer outro demônio estadunidense se baseará em uma variante de moda, a “Responsabilidade de Proteger”, ou R2P, cujo fanático pregoeiro é o ex-ministro de Relações Exteriores australiano Gareth Evans, co-presidente de um “centro mundial” com base em Nova Iorque. Por John Pilger, do The Guardian

Na parede tenho exposta a primeira página do Daily Express de 5 de setembro de 1945 com as seguintes palavras: “Escrevo isto como uma advertência ao mundo”. Assim começava o relatório de Wilfred Burchett sobre Hiroshima. Foi a notícia bomba do século.

Com motivo da solitária e perigosa viagem com a qual desafiou as autoridades de ocupação estadunidenses, Burchett foi colocado na picota, sobretudo por parte de seus colegas. Avisou que um ato premeditado de assassinato em massa a uma escala épica acabava de dar o disparo de partida para uma nova era de terror.

Na atualidade, [a advertência de] Wilfred Buirchett está sendo reivindicada pelos fatos quase todos os dias. A criminalidade intrínseca da bomba atômica foi corroborada pelos Arquivos Nacionais dos EUA e pelas ulteriores décadas de militarismo camuflado como democracia. O psicodrama sírio é um exemplo disso. Uma vez mais somos reféns da perspectiva de um terrorismo cuja natureza e história continuam sendo negadas inclusive pelos críticos mais liberais. A grande verdade inominável é que o inimigo mais perigoso da humanidade está do outro lado do Atlântico.

A farsa de John Kerry e as piruetas de Barack Obama são temporais. O acordo de paz russo sobre armas químicas será tratado ao cabo do tempo com o desprezo que todos os militaristas reservam para a diplomacia. Com a al-Qaeda figurando agora entre seus aliados e com os golpistas armados pelos EUA solidamente instalados no Cairo, os EUA pretendem esmagar os últimos Estados independentes do Oriente Próximo: primeiro a Síria, depois o Irã. “Esta operação [na Síria]“, disse o ex-ministro de exterior francês Roland Dumas em junho, “vem de muito antes. Foi preparada, pré-concebida e planejada”.

Quando o público está “psicologicamente marcado”, como descreveu o repórter do Canal 4, Jonathan Rugman, a esmagadora oposição do povo britânico a um ataque contra a Síria, a supressão da verdade se converte em tarefa urgente. Seja ou não verdade que Bashar al-Assad ou os “rebeldes” utilizaram gás nos subúrbios de Damasco, são os EUA, não a Síria, o país do mundo que utiliza essas terríveis armas de forma mais prolífica.

Em 1970 o Senado informou: “Os EUA derramaram no Vietnã uma quantidade de substâncias químicas tóxicas (dioxinas) equivalente a 2,7 quilos por cabeça”. Aquela foi a denominada Operação Hades, mais tarde rebatizada mais amavelmente como Operação Ranch Hand, origem do que os médicos vietnamitas denominam “ciclo de catástrofe fetal”. Vi gerações inteiras de crianças afetadas por deformações familiares e monstruosas. John Kerry, cujo expediente militar escorre sangue, seguramente que os lembra. Também os vi no Iraque, onde os EUA utilizaram urânio empobrecido e fósforo branco, como o que fizeram os israelenses em Gaza. Para eles não houve as “linhas vermelhas” de Obama, nem o psicodrama de enfrentamento.

O repetitivo e estéril debate sobre se “nós” devemos “tomar medidas” contra ditadores selecionados (ou seja, se devemos aplaudir os EUA e seus acólitos em outra nova matança aérea) forma parte de nosso lavado de cérebro. Richard Falk, professor emérito de Direito Internacional e relator especial da ONU sobre a Palestina, o descreve como “uma máscara legal/moral unidirecional com anseios de superioridade moral e cheia de imagens positivas sobre os valores ocidentais e imagens de inocência ameaçada cujo fim é legitimar uma campanha de violência política sem restrições”. Isso “está tão amplamente aceito que é praticamente impossível de questionar”.

Se trata da maior mentira, parida por “realistas liberais” da política anglo-estadunidense e por acadêmicos e meios de comunicação auto proclamados gestores da crise mundial mais que como causantes dela. Eliminando o fator humanidade do estudo dos países e congelando seu discurso com uma linguagem a serviço dos desígnios das potências ocidentais, endossam a etiqueta de “falido”, “delinquente” ou malvado aos Estados aos que depois infligirão sua “intervenção humanitária”.

Um ataque contra a Síria ou Irã ou contra qualquer outro demônio estadunidense se baseará em uma variante de moda, a “Responsabilidade de Proteger”, ou R2P, cujo fanático pregoeiro é o ex-ministro de Relações Exteriores australiano Gareth Evans, co-presidente de um “centro mundial” com base em Nova Iorque. Evans e seus grupos de pressão generosamente financiados jogam um papel propagandístico vital instando a “comunidade internacional” a atacar os países sobre os quais “o Conselho de Segurança resiste aprovar alguma proposta ou que recusa abordá-la em um prazo razoável”.

O de Evans vem de longe. O personagem já apareceu em meu filme de 1994, Death of a Nation, que revelou a magnitude do genocídio no Timor Leste. O risonho homem de Canberra alça sua taça de champanhe para brindar por seu homólogo indonésio enquanto sobrevoam o Timor Leste em um avião australiano depois de haver firmado um tratado para piratear o petróleo e gás do devastado país em que o tirano Suharto assassinou ou matou de fome um terço da população.

Durante o mandato do “débil” Obama o militarismo cresceu talvez como nunca antes. Ainda que não haja nenhum tanque no gramado da Casa Branca, em Washington se produziu um golpe de Estado militar. Em 2008, enquanto seus devotos liberais enxugavam as lágrimas, Obama aceitou em sua totalidade o Pentágono que lhe legava seu predecessor George Bush, completo com todas suas guerras e crimes de guerra. Enquanto a Constituição vai sendo substituída por um incipiente Estado policial, os mesmos que destruíram o Iraque a base de comoção e pavor, que converteram o Afeganistão em uma pilha de escombros e que reduziram a Líbia a um pesadelo hobbesiano, esses mesmos são os que estão ascendendo na administração estadunidense. Por trás de sua amedalhada fachada, são mais os antigos soldados estadunidenses que estão se suicidando que os que morrem nos campos de batalha. No ano passado 6.500 veteranos tiraram suas vidas. A colocar mais bandeiras.

O historiador Norman Pollack chama isso de “liberal-fascismo”: “Em lugar de soldados marchando temos a aparentemente mais inofensiva militarização total da cultura. E em lugar do líder grandiloquente temos um reformista falido que trabalha alegremente no planejamento e execução de assassinatos sem deixar de sorrir um instante”. Todas as terças-feiras, o “humanitário” Obama supervisiona pessoalmente uma rede terrorista mundial de aviões não tripulados que reduz a mingau as pessoas, seus resgatadores e seus doentes. Nas zonas de conforto do Ocidente, o primeiro líder negro no país da escravidão ainda se sente bem, como se sua mera existência supusesse um avanço social, independentemente do rasto de sangue que vai deixando. Essa obediência a um símbolo destruiu praticamente o movimento estadunidense contra a guerra. Essa é a particular façanha de Obama.

Na Grã Bretanha as distrações derivadas da falsificação da imagem e da identidade políticas não triunfaram completamente. A agitação já começou, mas as pessoas de consciência deveriam apressar-se. Os juízes de Nuremberg foram sucintos: “Os cidadãos particulares têm a obrigação de violar as leis nacionais para impedir que se perpetrem crimes contra a paz e a humanidade”. As pessoas normais da Síria, e muito mais gente, como nossa própria autoestima, não se merecem menos nestes momentos.

Carta Maior

Governo incentivará criação de aparelhos antiespionagem

Parte de um fundo de telecomunicações será destinada a bancar projetos que evitem a invasão de hackers. Após as denúncias de Edward Snowden, ficou clara para o Executivo a vulnerabilidade da comunicação nacional.

Mais uma medida do governo brasileiro será lançada, até o fim deste ano, para fazer frente às denúncias de espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos).

O Ministério das Comunicações usará um fundo do setor para incentivar empresas brasileiras a produzir equipamentos seguros.

O chamado Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) será investido em tecnologia nacional para combater a crescente invasão de hackers.

O governo vai reservar parte dos R$ 200 milhões anuais destinados ao fundo para bancar o desenvolvimento dos chamados aparelhos “protegidos”.

No novo desenho de aplicação dos recursos, haverá um concurso nacional para selecionar os principais projetos da área, tanto em pesquisa quanto em fabricação.

Para garantir demanda e amplificar o investimento, o Executivo poderá comprar cotas da nova empresa fabricante ou adotar o produto na burocracia governamental.

BACKDOOR

Na lista de desejos do ministério está conseguir aparelhos nacionais que não tenham backdoor –programa ou sistema operacional que facilita a invasão até em equipamentos desligados.

Estudos experimentais, apresentados ao governo nos últimos dias, mostraram que os hackers conseguem, por meio dessa fragilidade do sistema, ligar ou operar aparelhos remotamente.

Diante da repercussão das denúncias do ex-analista de inteligência americano Edward Snowden e da vontade do governo de dar uma resposta ao problema, criou-se o consenso de que a vulnerabilidade da comunicação no Brasil exige imediato investimento em aparelhos de tecnologia nacional.

O projeto de concursos para selecionar desenvolvedores brasileiros está dentro do leque de propostas que trarão resultado em médio e longo prazo.

Para conseguir dar suporte aos pesquisadores, o governo deve ainda fazer parcerias com universidades do país que tenham laboratórios modernos, de forma que possam ser utilizados durante a fase de estudos, desenvolvimento e testes dos produtos.

Atualmente, o Funttel já é aplicado para financiar o processo de inovação tecnológica, para capacitação de pessoal e para promover o acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital.

A verba é resultado, basicamente, do recolhimento de contribuições das empresas de telecomunicação.

FONTE: Folha de São Paulo - JÚLIA BORBA /NATUZA NERY

O Brasil na estratégia dos EUA

Quando esteve no Brasil em 2012, ainda secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta falou na Escola Superior de Guerra e deixou claro qual seria a estratégia americana pós-Guerra Fria: construir alianças regionais sólidas, tendo o Brasil como forte opção no continente. A América do Sul, de seu lado, reage criando um instrumento coletivo, a União dos Países da América do Sul, a Unasul.

A mesma estratégia, de alianças regionais, sendo o Brasil primeira opção na América Latina, foi também a escolha de Kissinger quando secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional. Ele chegou a discuti-la com o nosso ministro do Exterior na época da ditadura militar, Azeredo da Silveira. Mas não foi adiante e é agora revivida com Kissinger, integrando um conselho de assessores do Departamento de Estado criado por Hillary Clinton, quando secretária de Estado.
Mas a opção da América Latina é de fortalecimento de organismos regionais. A Unasul passa por cima do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, o Tiar, usado pelos Estados Unidos para justificar o golpe de 1964 na Guatemala, o primeiro da Guerra Fria em nosso continente. O país centro- americano estava, na época, na versão americana, sob riscos de “ameaça comunista”. O Conselho de Defesa da Unasul já adotou medidas nas áreas de “transparência em sistemas e gastos militares”, fortalecendo sua autonomia.

As alianças regionais, do ponto de vista americano, se encaixariam em doutrinas de guerra do Pentágono. A vigente já estaria se esgotando. Pode ser resumida na convicção de que os Estados Unidos devem estar preparados para enfrentar, ao mesmo tempo, duas guerras de larga escala, como a do Iraque, tida até em Washington como uma guerra estúpida, e a do Afeganistão. De agora em diante, os Estados Unidos devem preparar-se para enfrentar qualquer tipo de ameaça, venha de onde vier, com o Pentágono só ou com acompanhantes.

Os estrategistas americanos, em seus devaneios bélicos, partem do fato de que pequenas guerras acontecem em várias partes do universo, com os Estados Unidos concentrados “erradamente” no Iraque e no Afeganistão. Mas constatam que não é fácil trocar de manuais. O Pentágono projetou a criação de um Comando Africano, semelhante ao Comando Sul, a cargo da América Latina e quase em desuso por imposição de ditames regionais. Desistiu porque nenhum país africano “relevante” aceitou abrigá-lo. O Pentágono e os seus, no entanto, com a necessária bênção de Obama, concluíram que é mesmo hora de concretizar mudanças.

Já conseguem colocar em campo as chamadas guerras por procuração. Um exemplo de peso é o dos etíopes lutando na Somália. Mais recentemente, a erupção terrorista no Quênia, com presença de somalis, e a inteligência atuante, como um dos meios de inserção. Como pano de fundo, um orçamento gigantesco do Pentágono, já ultrapassando os US$ 700 bilhões. Obama talvez queira, com isso, desfazer acusações de inimigos conservadores, “à direita”, de que é mole e despreparado em questões de segurança. São canceladas fabricações de cruzadores, de aviões de maior uso em guerras de larga escala e de satélites espiões.

Mas o Pentágono continuaria em condições de travar várias guerras ao mesmo tempo, inclusive a partir de seu território. Talvez as guerras no Iraque e no Afeganistão ainda não tenham se esgotado de todo em seus manuais, tampouco se conhece totalmente as reações do complexo industrial-militar beneficiário de contratos bilionários de armamentos de guerras pesadas.

FONTE: Correio Braziliense

‘Karel Doorman’ na Marinha do Brasil? Existem outros países interessados

O governo canadense tem uma oportunidade única para adquirir rapidamente um novo ativo estratégico que poderia aumentar significativamente as capacidades de todas as três forças – Exército , Marinha e Força Aérea – que compõem as Forças Armadas canadenses.
Até recentemente, o Plano de Defesa previa que o Canadá iria adquirir um navio polivalente para reabastecer a Marinha no mar, além de adicionar um conjunto de capacidades, que incluem as duas opções, para o arsenal do governo. Estas tarefas podem variar entre Comando e Controle, enviar soldados em operações no mar, fornecer respostas mais eficazes de socorro para resgatar os canadenses ameaçados por conflitos ou catástrofes no exterior.
Essa visão foi construída em torno de um navio que poderia embarcar os soldados e um grande número de helicópteros, implantar uma central de Comando e centro médico sofisticado, ao mesmo tempo, proporcionando a Marinha, o necessário reabastecimento e capacidades de reabastecimento no mar.

Por uma série de razões, a visão original foi diluída por restrições orçamentárias . No momento , o projeto Joint Support Ship (JSS) está menos ambicioso, tendo como principal foco atender as necessidades do CIN para abastecimento e reabastecimento , fornecendo apenas capacidade adicional modesta para ajuda humanitária ou evacuações de emergência.

Mas o Canadá tem uma oportunidade para aumentar a sua capacidade em todas essas áreas agora. Este mês, o governo holandês indicou que um navio recém-construído, o Karel Doorman, será colocado à venda para que a Holanda possa cumprir os cortes fiscais profundos que afetaram suas forças armadas .

O projeto do Karel Doorman, curiosamente, é quase idêntico ao projeto original previsto para o JSS .
Ele responde a urgente necessidade de reabastecer os navios da Royal Canadian Navy no mar, mas, além disso, pode embarcar até seis grandes helicópteros e até 150 soldados para operações em terra. Ele pode desembarcar veículos através de uma rampa na popa ou diretamente à margem ou por embarcações de desembarque. Ele pode embarcar uma sala de Estado canadense com todas as comunicações e as ligações de controle necessárias para comandar operações canadenses no mar, terra ou ar.

Possui espaços suficiente para instalação de hospital e centros cirúrgicos para atender canadenses em lugares como o Haiti de forma muito mais eficaz. E o seu espaço no deck também permite a evacuação de cidadãos canadenses de países como o Líbano, a Líbia ou a Síria sem depender de permissão para pousar nos aeroportos hostis, ou encontrar aviões fretados ou navios ao mesmo tempo que todo mundo está tentando fazer a mesma coisa.

Adquirir o Karel Doorman agora seria complementar, e não substituir os dois JSS que venham a ser construídos pelo estaleiro Seaspan no âmbito do programa de Estratégia Nacional de construção naval. A aquisição daria à RCN um navio de abastecimento necessário e aliviaria a carga atual de operar nossos atuais navios.

Construídos na década de 1960, eles estão cada vez mais caros e difíceis de operar. Comprando o Karel Doorman, aliviaria a pressão para manter os gastos, mantendo os navios atuais na ativa, e a RCN teria um navio disponível tanto para as suas necessidades imediatas e futuras. O país ganharia uma capacidade anfíbia modesta e habilidades humanitárias que o governo canadense têm frequentemente desejado.

A oportunidade oferecida por dificuldades fiscais holandesas poderia entregar um grande navio em um nível acessível dentro da próxima decisão do governo no próximo ano. Sobre a possibilidade de construir as JSSS ou novos quebra-gelos polares, ambos igualmente e urgentes, vai ser difícil de fazer.
A Guarda Costeira e a Marinha tem pressionando com exigências. Como resultado, os navios JSS poderiam ser construídos após o quebra-gelos, o que significa que ele pode ser construído bem depois de 2022 até a RCN receber seus novos navios de apoio. Por esse tempo, nossos navios de abastecimento entrarão em sua sexta década de serviço.

Adquirir o Karel Doorman poderia fornecer rapidamente a RCN serviços navais modernos, e o governo ficaria com maior flexibilidade a nível internacional, sem se preocupar com o impacto operacional ou custos operacionais adicionais de construção de um segundo JSS. Indústria canadense também pode ser beneficiada. A conversão para os padrões canadenses e última prova fora seria feito em estaleiros canadenses como seria a manutenção a longo prazo e manutenção do navio ao longo de sua vida útil.

Para o contribuinte canadense, a oportunidade oferecida por dificuldades fiscais holandesas poderia entregar um grande navio num nível acessível no próximo ano . O governo federal deve considerar fortemente a obtenção deste navio antes que alguém nos “abata com um soco”.

FONTE: National Post

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Defesa Aérea & Naval

NOTA DO EDITOR: Não faz muito tempo, a Marinha do Brasil perdeu a chance de adquirir o navio Largs Bay, onde nosso lance para a compra do navio, foi superado pela Marinha australiana. Surge agora esta grande oportunidade que não pode passar em branco. Tanto quanto para a Marinha canadense, esse navio cai como “uma luva” para a Marinha do Brasil. Todas as qualidades e funções previstas no texto acima, são as mesmas que nossa Marinha necessita. No âmbito estratégico, para o nosso País, esse navio é a solução espaço temporal mais indicada. O Brasil já atuou em Timor-Leste, atua no Haiti, no Líbano e no futuro poderá atuar em outro cenário distinto, o que justificaria sem sombra de dúvidas a aquisição deste navio.

Satélite mostra nuvem tóxica avançando sobre o Sudeste

Pluma em imagem de satélite gera dúvida  -  Clique para ampliar

A pluma esverdeada mostrada na imagem de satélite pode não ser unicamente da nuvem de fumaça química originada em São Francisco do Sul, mas também de uma "explosão" de fitoplânctons na costa sul/sudeste do Brasil . Essa coloração e formatos são típicos desses microorganismos quando registrados nas imagens dos satélites Terra/Aqua.

Além de fitoplânctons, as imagens também mostram sedimentos sendo transportados pelas correntes marítimas, provenientes da descarga de rios ao longo da costa.

A imagem acima mostra a mesma área da cena anterior, mas tomada na tarde desta quinta-feira.

Satélite mostra nuvem tóxica avançando sobre o Sudeste

Imagens registradas pelo satélite de sensoriamento remoto Terra, da Nasa, mostram que a nuvem de nitrato de amônio proveniente do acidente de uma fábrica de produtos químicos em Santa Catarina já chegou ao litoral do Paraná e litoral sul de São Paulo.
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A nuvem tóxica se formou após a explosão de um dos armazéns de uma fábrica de fertilizantes situada na cidade de São Francisco do Sul, localizada às margens da baia de Babitonga, próximo à Joinville, na altura da costa de Santa Catarina.

O acidente ocorreu no final da noite de terça-feira, 23 de setembro, e produziu uma gigantesca nuvem de cor amarela composta principalmente de Nitrato de Amônio - NH4NO3 - componente amplamente utilizado na fabricação de fertilizantes, inseticidas e explosivos.

Diferente do que foi informado pelas autoridades locais, o produto é tóxico e causa irritações nos olhos, na pele e no trato respiratório e pode provocar tosse, dor de garganta e dificuldade respiratória.

Deslocamento

A imagem de satélite foi feita às 10h20 BRT, cerca de 11 horas depois do acidente e mostra que a quantidade de NH4NO3 injetado na atmosfera foi bastante elevada. Na cena, a pluma pode ser vista em tons esverdeados e naquele momento já cobria grande extensão do litoral de Santa Catarina e Paraná.
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Devido ao sistema de circulação de ventos e à presença de um ciclone extratropical que age sobre o oceano, a pluma deve avançar sobre o litoral sul de São Paulo já nesta quinta-feira, podendo chegar à costa do Rio de Janeiro entre sexta-feira e sábado.

À medida que avança sobre parte da região Sudeste a pluma se dispersa, apresentando níveis de concentração de NH4NO3 bem inferiores aqueles observados na cidade de São Francisco do Sul, onde 121 pessoas foram atendidas por intoxicação e mais de 800 pessoas precisaram ser removidas para abrigos ou casas de parentes.

Além dos riscos à saúde, por ser altamente solúvel em água o nitrato de amônio pode contaminar cursos d’água, tornando-os impróprios para qualquer tipo de finalidade.

Artes: no topo, imagem do satélite de sensoriamento remoto Terra mostra o avanço da nuvem química sobre parte da região sul do Brasil. Acima, a fumaça sendo expelida pelo armazém da fábrica de fertilizantes. Créditos: Nasa/Terra, Rapid Fire Modis Team, Facebook, Apolo11.com.

Apolo 11

Irã: uma ligação não restaura relações com EUA

O Irã disse que uma única conversa por telefone entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente iraniano Hassan Rouhani não é um sinal de que as relações com Washington serão restauradas rapidamente.

Os comentários do vice-ministro de Relações Exteriores, Abbas Araghchi, parecem destinados a acalmar os linhas-duras iranianos que se opuseram rapidamente ao relaxamento do congelamento diplomático de 34 anos do Irã com os EUA.

Alguns críticos de Rouhani gritaram insultos após seu retorno da reunião anual da Organização das Nações Unidos, em Nova York, que incluiu, na sexta-feira, uma conversa por telefone de 15 minutos entre ele e o presidente Barack Obama – o contato de nível mais alto entre os dois países desde a revolução islâmica de 1979.

Segundo a agência de notícias Fars, Araghchi disse que "relações normais" com Washington precisarão mais do que uma "ligação telefônica, reunião ou negociações" – uma referência aos esforços do Irã de retomar as negociações paralisadas sobre seu programa nuclear.

O ministro iraniano afirmou também que o país deseja discutir limites no nível no qual enriquece urânio, mas nunca suspenderá o processo completamente. "Durante os últimos 10 anos, nós insistimos que uma suspensão total do enriquecimento de urânio está fora de questão", afirmou Araqchi, que tem um papel essencial nas negociações nucleares com o Ocidente.

O ministro das Relações do Iraque, Hoshyar Zebari, disse ontem que o novo governo iraniano liderado pelo presidente Hassan Rouhani oferece "a melhor chance após 34 anos de animosidade" para melhorar as relações com os EUA e deveria ser levado a sério.

Zebari afirmou também que estava trabalhando atrás das cenas para tentar unir os grupos de oposição sírios díspares antes de uma conferência de paz em novembro e para promover um degelo das relações do Teerã com os EUA.

Ele afirmou que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu em uma reunião realizada ontem para que o Iraque pressione a oposição a vir com uma delegação e uma posição. O secretário também disse, segundo Zebari, que não ouviu nenhuma oposição à participação do Irã, um aliado do presidente sírio Bashar Assad, na próxima conferência de paz, que será realizada em Genebra.

O líder aiatolá linha dura do Irã, Ali Khamenei, que tem autoridade sobre assuntos importantes de Estado, parece estar fornecendo seu apoio essencial à reaproximação de Rouhani com o Ocidente.

Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que irá à ONU para "falar a verdade na cara da conversa branda e ataque de risos", em uma referência às aberturas diplomáticas do Irã ao Ocidente. Essa é a primeira reação do governo israelense à conversa por telefone entre Obama e Rouhani.

Netanyahu está viajando aos EUA para se reunir com Obama e falar na Assembleia Geral da ONU. O líder israelense está cético sobre Rouhani. Israel acredita que o Irã continua a aumentar a capacidade de armamento nuclear e que isso ameaça o país.

O Serviço de Segurança de Israel (Shin Bet) disse hoje que prendeu um cidadão belga de origem iraniana, que admitiu que foi enviado a Israel para espionar para o Irã. Segundo um comunicado da Shin Bet, Ali Mansouri, que entrou em Israel com o nome de Alex Mans, foi enviado pela Quds Force, elite da Guarda Revolucionária do Irã, para estabelecer ligações empresariais no país como um front de espionagem.

A Shin Bet disse que Mansouri fez três visitas a Israel desde 2012 disfarçado de um vendedor de janelas e telhados. Segundo a Shin Bet, Mansouri foi pego com fotografias que ele tirou da Embaixada dos EUA em Tela Avive. Mansouri foi preso há três semana em um aeroporto.

Dow Jones Newswires e Associated Press

sábado, 28 de setembro de 2013

EUA: ‘Não fazemos espionagem industrial’


Uma importante porta-voz do governo americano para as Américas disse nesta sexta-feira que os EUA "não realizam espionagem industrial" e enfatizou que o presidente Barack Obama "lamenta" o dano causado pela espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) sobre o Brasil.

Em uma conversa com jornalistas, a secretária-assistente de Estado para a região, Roberta Jacobson, indicou que a NSA continuará coletando inteligência para garantir a segurança dos americanos "da mesma forma que muitos governos em todo o mundo", mas frisou que esta coleta terá de obedecer ao "princípio claro" de servir à segurança nacional.

"O presidente foi muito claro em determinar que olhemos para o tipo de inteligência que coletamos e nos asseguremos de que ela realmente siga as orientações de ser importante para os EUA", afirmou Jacobson, que está em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU.

"Ele também deixou claro que está preocupado com a transparência, e que queremos trabalhar com nossos aliados para garantir que esse tema não atrapalhe outras áreas em que queremos avançar – e precisamos avançar – também pela nossa segurança e nossa segurança econômica."

A representante respondia a perguntas específicas de jornalistas sobre duas pré-condições colocadas pela presidente Dilma Rousseff para retomar o processo de elevar a relação bilteral a um novo patamar de importância: um pedido de desculpas e a garantia de que a espionagem não volte a ocorrer.

Sobre o primeiro tema, Jacobson frisou que o presidente Obama "lamenta" as consequências das revelações feitas pelo ex-empregado da NSA Edward Snowden.

Ela também garantiu que as preocupações manifestadas por governos estrangeiros – inclusive pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso na ONU na terça-feira – foram ouvidas "alto e claro".

Mudanças na NSA

Dilma Rousseff disse em termos fortes que a espionagem americana constitui "um caso grave de violação dos direitos humanos e das liberdades civis", de "invasão e captura de informações sigilosas relativas a atividades empresariais" e "sobretudo, de desrespeito à soberania nacional".

Em sua intervenção logo após Dilma, o presidente Obama fez apenas uma rápida menção ao processo de revisão das "capacidades" militares e de inteligência dos EUA, ressaltando logo depois que, por causa delas, "o mundo está mais seguro hoje que cinco anos atrás".

"Nós não fazemos espionagem industrial. Não coletamos inteligência para empresas privadas nos EUA", disse nesta sexta-feira a secretária-assistente Roberta Jacobson.

Segundo ela, as denúncias levaram o governo americano a adotar um processo de revisão que é tanto interno, de revisão dos procedimentos de coleta de inteligência, quanto externo, de diálogo com os países afetados.

Como parte dessa revisão, ela disse, os EUA vão estabelecer "uma série de princípos" para equilibrar as preocupações americanas de segurança com as questões de privacidade colocadas pelos países aliados.

Mas até agora não há detalhes sobre em que consistiria a revisão prometida por Obama. Como o americano havia, porém, prevenido Dilma que se trata de um processo que durará meses, a presidente brasileira resolveu adiar – sem nova data – a visita de Estado que faria a Washington em outubro.

Uma nova legislação para aumentar a transparência e limitar o alcance da espionagem da NSA começou a ser debatida pela Comissão de Inteligência do Senado americano na quinta-feira, mas o projeto diz respeito apenas à privacidade de americanos.

A legislação requereria, por exemplo, que a NSA a tornasse públicas as vezes em que tenha acessado a base de dados telefônicos de cidadãos, reduziria o tempo – atualmente cinco anos – que a agência pode manter esses dados e forçaria o órgão a submeter a uma corte secreta a lista de telefones espionados, com os devidos motivos explicados de forma substancial.

A lei também estabeleceria um advogado constitucional para argumentar contra a posição do governo junto à corte secreta nos casos em que existem liberdades constitucionais envolvidas.

"Quando governos amigos começam a questionar a sua relação com a comunidade de inteligência americana, há implicações sérias para a segurança nacional", disse o senador democrata Ron Wyden.

Mas ele endossou a posição dominante entre os senadores de manter o programa de coleta de dados, fazendo modificações para equilibrar os interesses de segurança nacional dos EUA com as preocupações com privacidade levantadas por cidadãos e países estrangeiros.

"Nossa legislação quer emendar os principais causadores de dano e provar que nossas liberdades e nossa segurança não são mutuamente exclusivas."

Desconfiança

No caso da relação Brasil-EUA, as denúncias de espionagem tiveram o efeito imediato de inviabilizar a visita de Estado de Dilma a Washington.

No longo prazo, pode-se instalar na relação uma desconfiança que inviabilize também iniciativas que impliquem em compartilhamento de informações – essenciais para a cooperação em áreas sensíveis, como defesa e segurança.

A secretária-assistente de Estado disse que, concomitantemente à revisão de procedimentos da NSA, os EUA têm interesse em continuar trabalhando com o Brasil em uma agenda que ela qualificou de "substancial" e "multifacetada".

Nesta sexta-feira, o secretário de Estado, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, tiveram sua primeira reunião desde que Figueiredo assumiu a pasta.

Segundo Jacobson, eles discutiram a crise na Síria e a reunião da Comissão para Proibição de Armas Químicas que vai detalhar os planos para a eliminação do arsenal químico sírio.

No plano bilateral, os representantes trataram de "diálogos que já temos e que consideramos importantes", de acordo com Jacobson. Ela citou como exemplo o Fórum de CEOs, liderado pelo setor privado mas facilitado pelo governo, o diálogo energético e um plano de ação para eliminar a discriminação racial em ambas sociedades.

"Foi uma conversa ampla. Um encontro excelente em um relação na qual você nunca pode tratar de todos os temas em uma única reunião, porque ela é tão multifacetada", afirmou.

Defesa Net

O Heroi é vilão

Novas ilhas paquistanesas gaseando


3 Novas Ilhas do Terremoto no Paquistão - com gás subindo de todos as três (Vídeo)

Foi relatado que o terremoto do Paquistão havia criado uma nova ilha, mas mais duas já surgiram ao longo da costa do Baluchistão, fazendo três ilhas recém-criadas a partir de um grande terremoto 7,7-7,8 de magnitude.

Verificou-se que a primeira ilha recém-criada agora tem gás metano saindo dela, e os relatos indicam que o gás também está subindo de outras duas recém-criados, ilhas menores.

"A ilha perto de Gwadar é de cerca de 600 metros de diâmetro e tem uma altura de cerca de 30 metros", Moazzam Muhammad Khan, assessor técnico da WWF - Paquistão, disse à EFE sobre o telefone.

Ele disse que "gás estava saindo" da ilha, que consiste principalmente de"pedras e lama macia".

As duas ilhas perto da cidade de Ormara são pequenas.

Khan disse que as ilhas tinham um diâmetro de cerca de "30-40 metros e uma altura de cerca de 2-3 pés." "O gás também está saindo", disse ele.

O número de mortos este grande terremoto atingiu 348, e um total de 20.000 casas foram destruídas.

UNDHN

Fukushima poderá ser 15.000 x pior do que foi Hiroshima com remoção de barras de combustível

Um Professor de Yale está alertando o mundo para acordar de seu sono nuclear e enfrentar alguns fatos frios e rígidos, "Toda a humanidade estará ameaçada por milhares de anos" se a unidade 4 da piscina de Fukushima não pode ser mantida sob refrigeração. Suas preocupações sobre o consumo de peixe contaminado com césio no Oceano Pacífico estão fundamentadas na verdade, mas este é um desastre de proporções mais épicas mundial apenas esperando para acontecer. Se nada mais, ele aponta para a necessidade de energia livre de armas nucleares para alimentar o planeta, mas ao mesmo tempo, mais de 1.535 barras de combustível devem ser cuidadosamente removidas da Unidade 4, que com toda a probabilidade já está desmoronando.

Charles Perrow, Professor Emérito de Sociologia da Universidade de Yale adverte:
"As condições na piscina da unidade 4, a 100 metros do chão, são perigosas, e se qualquer um dos dois ao toque das hastes que podem causar uma reação nuclear em cadeia que será incontrolável. A radiação emitida a partir de todas estas hastes, se não forem continuamente refrigeradas e mantidas separadas, exigirá a evacuação das zonas circundantes, incluindo Tóquio. Por causa da radiação no local as 6.375 varas na piscina de armazenamento comum não podem ser continuamente refrigeradas; elas entram em fissão e toda a humanidade estará ameaçada, por milhares de anos. [...]” [...] "
Em estágios iniciais do desastre de Fukushima a Tepco, sob influência da Agência de Segurança Nuclear e Industiral (NISA), tentou manter as ramificações de Fukushima em segredo, e agora o país inteiro enfrenta uma possível perda em trilhões de dólares em preço e várias décadas de ativo a limpar para fazer isso ir embora, mas isso tudo será um ponto discutível se as barras de combustível não forem removidas corretamente.

Leia-se: Níveis de radiação atingem Nova alta em Fukushima

Todo o boro entre as barras de combustível irradiado se desintegrou. Isso significa uma reação em cadeia nuclear que poderá acontecer se as hastes ficam muito próximas umas das outras nas piscinas, causando caos nuclear como nunca imaginamos. Em menos de dois meses, a Tepco planeja tentar remover essas varas, admitindo que eles não têm nenhum conhecimento ou recursos para fazê-lo perfeitamente - e isso é o que seria necessário - a perfeição absoluta.
” De acordo com globalreasearch.ca ", cerca de 400 toneladas de combustível em que a piscina pode derramar mais de 15 mil vezes mais radiação do que foi lançado em Hiroshima."
"Mais de 6.000 conjuntos de combustível agora sentam-se em uma piscina comum, apenas a 50 metros da Unit Four. A piscina tem nenhuma contenção sobre ela. É vulnerável à perda de líquido refrigerante, o colapso de um prédio vizinho, outro terremoto, tsunami e outro mais.

No geral, mais de 11 mil conjuntos de combustível estão espalhados ao redor do local de Fukushima. Segundo o especialista de longa data e ex-funcionário do Departamento de Energia Robert Alvarez, há mais de 85 vezes mais césio letal no local, do que foi liberado em Chernobyl ".

Isso não é hora para Tepco e o governo japonês para tentarem salvar a face, ou o mundo a dar-lhe a outra face. Se não tratar isso como um desastre global será como que se teria que esperar pelos russos a iniciarem uma guerra nuclear na década de 1980 - ou pior. Harvey Wasserman criou uma petição no NukeFree.org para alertar o nosso próprio presidente e outros políticos sobre a extrema gravidade do incidente. Tudo isso enquanto eles estavam planejando ir para a guerra com a Síria, o desastre nuclear bem debaixo dos nossos narizes está aumentando em proporções inimagináveis.
Não quero soar tristeza e melancolia, mas é importante reconhecer as ramificações se esta questão não é cuidada - corretamente.

UNDHN

Radiação de Fukushima bate os EUA e Canadá mais do que o Japão (Vídeo)


No vídeo abaixo por John Hutchison , ele mostra o que ele acredita que é a terrível realidade da radiação de Fukushima viajando para os EUA e Canadá e graficamente mostrado , bem como ver que os efeitos e fluxo de radiação realmente atingem os EUA e Canadá mais do que ele ao Japão faz .

Governo deve adiar decisão sobre caças da FAB para 2015

A não ser que haja uma reviravolta no escândalo de espionagem eletrônica protagonizado pelos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff está praticamente convencida a adiar para 2015 a compra de novos caças à Força Aérea Brasileira (FAB), deixando o capítulo final da novela em torno do projeto FX-2 para um eventual segundo mandato.

Segundo auxiliares diretos da presidente, a decisão já estava muito perto de ser tomada, a favor da americana Boeing. Mesmo com as manifestações de junho e com as dificuldades orçamentárias, Dilma ainda estava disposta a fechar negócio para adquirir um lote inicial de 36 caças F-18 Super Hornet, avaliado em pelo menos US$ 5 bilhões. A revelação de que ela teria sido alvo direto de espionagem pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos mudou completamente o humor de Dilma, que já confidenciou a assessores sua intenção de não assinar nenhum contrato nos próximos meses.

Nas palavras de um auxiliar, se o presidente Barack Obama “tivesse entregado uma pasta com todas as escutas e emails interceptados” de Dilma e da Petrobras, teria sido mantida a visita de Estado a Washington e ainda havia possibilidades reais de levar adiante o negócio. Apenas uma mudança radical de postura da Casa Branca seria capaz de reabrir imediatamente a última fresta para um acordo com a Boeing, mas a chance de avanços em 2014 é “zero” porque “não se anuncia compra de caças em ano eleitoral”, segundo fontes do Palácio do Planalto. Com isso, a decisão fica automaticamente para 2015, em um segundo mandato da petista ou cabendo a quem lhe suceder.

O novo cenário do FX-2, no entanto, não inverte a balança para o lado dos franceses. No governo Lula, a escolha dos caças Rafale chegou a ser cantada pelo ex-presidente brasileiro, quando recebeu o colega francês Nicolas Sarkozy no país, em 2009. De lá para cá, o favoritismo da Dassault – fabricante do jato – se esvaiu, diante da proximidade cada vez maior entre Boeing e Embraer.

O Palácio do Planalto recebeu relatos de que já houve um mal-estar entre a francesa DCNS e a Marinha envolvendo a transferência de tecnologia no contrato para a construção de quatro submarinos de propulsão convencional. O contrato abrange também a parte não nuclear – como o casco – do primeiro submarino nuclear brasileiro. A percepção de problemas recentes desestimula a equipe presidencial a apostar em uma nova parceria de longo prazo com a França, com os caças, numa encomenda inicial de 36 jatos, mas que pode chegar a 124 unidades no longo prazo.

Dilma também recebeu a informação de que o governo indiano, após um acordo para adquirir até 126 caças em um período de dez anos, enfrenta dificuldades na absorção de tecnologia pela Dassault. Essa foi a primeira venda dos caças Rafale a um país estrangeiro e a experiência da Índia é acompanhada com atenção pelos assessores presidenciais.

Os caças suecos Gripen, terceira opção entre os finalistas do FX-2, são vistos no Planalto como um “projeto” e ainda não convenceram o entorno político de Dilma. Até agora, a ofensiva da fabricante Saab não foi capaz de desfazer a percepção de que sua escolha seria uma espécie de tiro no escuro, embora o próprio governo da Suécia já tenha encomendado 60 unidades do Gripen NG (New Generation) – a Suíça adquiriu outros 22 jatos. Os caças têm entrega a partir de 2018.

A Saab busca usar a seu favor o fato de que o caça ainda está em desenvolvimento. Caso Dilma se decida pelo Gripen NG, a fabricante sueca promete a produção de 80% da estrutura do avião no país. Também oferece o financiamento integral para os equipamentos, de forma a aliviar o orçamento da FAB, com o início do pagamento seis meses após a entrega da última das 36 unidades – ou seja, daqui a cerca de 15 anos.

Um dos fatores citados no governo contra uma decisão imediata é a falta de espaço fiscal para encomenda desse porte. O financiamento a longo prazo resolve uma parte do problema, ao evitar desembolso da Aeronáutica nos próximos anos, mas pode ter efeito no cálculo da dívida.

As manifestações populares de junho são apontadas por alguns observadores como mais um complicador, que ajudaram no adiamento do leilão do trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas. O Planalto, entretanto, não aponta os protestos de rua como elemento-chave na decisão de Dilma sobre os caças.

O novo adiamento cria um problema concreto para a proteção do espaço aéreo: a FAB conseguiu prolongar a vida útil dos caças Mirage 2000 C/D usados que comprou da França, em 2005, mas o ciclo operacional dos jatos termina inevitavelmente no fim deste ano. Eles serão desativados, em definitivo, e não há mais nenhum caça de interceptação disponível na frota da Aeronáutica.

Para remediar o problema, a Embraer está modernizando e adaptando caças F-5, usados tradicionalmente para defesa aérea e ataque ao solo. Eles complementam, mas não eliminam a necessidade de compra dos novos aviões, que são de múltiplo emprego e de geração superior.

Em 2005, após sepultar a primeira versão do projeto FX, o governo Lula decidiu comprar um lote de 12 Mirage usados para não ficar unicamente na dependência dos caças F-5. É esse o dilema que reaparece agora, fazendo surgir novamente especulações em torno da compra de outro lote de aviões usado, como solução “tampão” até o desfecho da concorrência.

A compra dos novos caças se transformou numa novela que já dura mais de 13 anos e atravessou governos de três presidentes diferentes. Alegando que sua prioridade de gastos era com o Fome Zero, Lula extinguiu o primeiro processo de disputa, batizado como FX. Na época, a Dassault era favorita, oferecendo os caças Mirage 2000/BR. Corriam por fora os russos da Sukhoi.

O sepultamento da primeira concorrência foi até bem vista pelos militares, diante da constatação de que surgia uma nova geração de caças. Isso permitiu, na reabertura da disputa em 2008, quando passou a ser chamada de FX-2, a apresentação de propostas com aviões mais modernos.

Dilma, assim que assumiu, desacelerou o processo de decisão e evitou dar um desfecho nos dois primeiros anos de mandato. Nos últimos anos, havia grande expectativa de que finalmente o martelo fosse batido. Em agosto, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o comandante da FAB, tenente-brigadeiro Juniti Saito, havia declarado que a decisão da presidente seria tomada “em curto prazo”.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, também vinha dando indicações de que a escolha final estava prestes a ser feita. Depois do anúncio, ainda há negociações até a assinatura do contrato.

FONTE: Valor Econômico

Planeta com dores de parto

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

VÍDEO: F-4 iraniano lançando ASM

O Irã apresentou o míssil ar-superfície Nasr.

O Irã apresentou o míssil Qader e Nasr no ultimo dia 22 de setembro.

O Nasr é mostrado a sendo transportado por um F-4E. Todos os anos no dia 22 de setembro, marca o início da “defesa Sagrada”, que nada mais é do que a semana em que eles comemoram o aniversário da eclosão da guerra Irã-Iraque (1980-1988). Desde então, o Irã mudou para se tornar auto suficiente no desenvolvimento de equipamentos militares.


Cavok

Irã apresenta o UCAV Shahed-129


O Irã apresentou seu UCAV Shahed-129, que pode voar até 30 mil pés de altitude, com autonomia de voo de 24h. O Shahed-129 pode levar 8 mísseis.

Primeiro voo da aeronave ‘AF-1B’ modernizada


O primeiro voo da aeronave "AF-1B" modernizada foi realizado no dia 13 de agosto,
na fábrica da Embraer Defesa & Segurança, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Esta é a primeira de 12 aeronaves que devem ser entregues à Marinha do Brasil até 2015. A aeronave foi desenvolvida para operar a partir de um navio-aeródromo, para a defesa aeroespacial das forças navais.

Na 1ª amostra recolhida, sonda Curiosity acha água em Marte

A primeira amostra de solo analisada pela sonda Curiosity em Marte encontrou uma quantidade significativa de água, anunciou nesta quinta-feira a Nasa - a agência espacial americana - em artigo na revista Science.

"Um dos mais emocionantes resultados da primeira amostra ingerida pela Curiosity é a alta porcentagem de água no solo", diz Laurie Leshin, do Instituto Rensselaer (EUA) e líder do estudo apresentado hoje. "Cerca de 2% do solo na superfície de Marte é feito de água, o que é um grande recurso, e cientificamente interessante", diz a cientista. A análise do laboratório ambulante identificou ainda dióxido de carbono, oxigênio e compostos sulfúricos, entre outros, quando aqueceu a terra coletada.

Um dos instrumentos do robô, chamado de SAM (sigla em inglês para "análise de amostra de Marte") inclui um cromatógrafo, um espectrômetro de massa e um espectrômetro a laser. Esses palavrões significam que a sonda tem a capacidade, ao contrário de suas antecessoras, de identificar diversos compostos químicos e determinar a proporção de isótopos (átomos de um mesmo elemento químico que diferem na quantidade de nêutrons) de elementos-chave nas amostras que recolhe.

Curiosity registra eclipse entre luas de Marte; veja vídeo

"Esta é a primeira amostra que analisamos com os instrumentos da Curiosity. É a primeiríssima pá de algo que alimentou o equipamento analítico. Apesar de ser apenas o início da história, nós aprendemos algo substancial", diz Laurie.

A Curiosity usou sua pequena pá para recolher uma amostra de solo de uma região apelidada de "Rocknest" pelos cientistas. Os pesquisadores inseriram porções da amostra no instrumento SAM, que aqueceu a terra a 835°C. O equipamento reconheceu a presença de diversos componentes, inclusive compostos contendo cloro e oxigênio, como clorato ou perclorato, que já eram conhecidos em Marte - mas apenas em regiões mais próximas ao polo, e não na zona equatorial do planeta vermelho, onde está a sonda. A análise indica ainda a presença de carbonatos, que se formam na presença de água.​


Em 1 ano, Curiosity vê indícios de água e vida microbiana no passado de Marte 

"Marte tem um tipo de camada global, uma camada de solo da superfície que tem sido misturada e distribuída por frequentes tempestades de areia. Então, uma pá desse material é basicamente uma coleção microscópica de rochas marcianas", diz Laurie. "Se você misturar muitos grãos dele juntos, você provavelmente terá uma imagem precisa da crosta típica marciana. Ao aprender sobre isso em um lugar, você estará entendendo sobre o planeta inteiro."

Segundo o cientista, os resultados implicarão em futuras missões ao planeta vermelho - inclusive tripuladas. "Nós agora sabemos que deve haver água abundante e de fácil acesso em Marte", diz Laurie. "Quando mandarmos gente, eles podem retirar um pouco do solo em qualquer lugar da superfície, aquecê-lo um pouco e obter água."

Portal Terra