sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Novo relatório afirma que o F-35 atrasará mais uma vez

A equipe de avaliadores externos do governo dos EUA preve um novo atraso para a entrada em serviço operacional.

Só o tempo dirá se as previsões estão certas, mas a história da estreia operacional se repete pela terceira vez, segundo novo relatório do DOT & E (director of the office of test and evaluation), dirigido por Michael Gilmore.

No relatório anterior, Gilmore disse ao Congresso que ele esperava que o software Bloco 2B, necessário para que o Corpo de Fuzileiros Navais declara-se o F-35B operacional, seria entregue com oito meses de atraso, porém, no novo relatório, o atraso foi estendido por mais quatro meses, até julho de 2016, um ano inteiro de atraso para o USMC.

O Corpo de Fuzileiros Navais , no entanto, diz que o programa continua no bom caminho para declarar a capacidade operacional inicial em julho de 2015.

A Força Aérea dos EUA, como a Marinha dos EUA, decidiu esperar pelo menos mais um ano para o lançamento do software bloco 3F antes de declarar a IOC (initial operational capability).

A Lockheed, por sua vez, critica a avaliação do DOT & E, de que um atraso de um ano é resultado de uma taxa de crescimento e de um numero maior de testes.

Os testes de desenvolvimento do bloco 2B aumentaram 120%, afirma a Lockheed, no entanto, o DOT & E diz que 41% do crescimento de teste foi atribuído a correções de re-teste para o sistema de exibição montado no capacete. Curiosamente, o relatório da DOT & E afirma que o capacete causou apenas 22% dos testes extras em 2013. O documento também aponta que a previsão de atraso de um ano é baseado em uma taxa de crescimento que exclui atividade re-teste para o display montado no capacete.
A equipe de testes do F-35 dedica 42 voos para investigar e resolver os problemas com o sistema – e os erros não são novos. O escritório do programa ameaçou no ano passado mudar de fornecedor, mas finalmente decidiu ficar com a Vision Systems International, uma joint venture entre a Elbit Systems e Rockwell Collins.

Alguns problemas exigirão dos clientes um gasto a mais de dinheiro para corrigir. O relatório DOT & E conclui que a acuidade de visão noturna no visor do capacete só irá melhorar se o programa decidir atualizar para uma versão de terceira geração do mesmo capacete, que possui uma câmera de melhor visão noturna.

Mas os problemas de desenvolvimento do F- 35 sempre foi mais ampla do que qualquer sistema único. Software para gerenciar os controles de vôo do F- 35 e sistemas de missão tem sido uma questão particular.

Enquanto o USMC aguarda o software Bloco 2B, a Lockheed está rodando meses de atraso no pacote 2A anterior. Apesar de ter sido instalado em dezenas de aviões do quarto e quinto lotes do programa de produção inicial, a Lockheed entregou o software Bloco 2A com quase metade das funções do software contratualmente exigidas e incompletas, diz o relatório.

Uma atualização de software Bloco 2B chegou em outubro de 2013, mas os resultados iniciais não parecem encorajadores. O software ainda tem problemas de função com a fusão de dados.

Mais promissor tem sido o ritmo dos testes destinados ao envelope de vôo do F-35.

FONTE: Flight Global – Tradução: CAVOK

IMAGENS meramente ilustrativas.

NOTA DO EDITOR: Tecnologia nova…

NOTA DO EDITOR²: Além dos problemas com o software, que ao que parece, não é capaz de processar todas as informações ao mesmo tempo e os problemas com o capacete, o F-35 está sofrendo na fase transonica de voo e o F-35C parece ser o mais afetado, no roll-off* (quando o rolamento ocorre para o lado errado. Voando próximo ao mach crítico, a aeronave ao guinar poderá entrar em estol de choque na asa externa à guinada, ocasionando um rolamento no sentido oposto à guinada) e no buffet** (Estol de compressibilidade no voo transônico, Vibrações típicas do pré-estol não só na baixa velocidade como também na alta).

NOTA DO EDITOR³: Desistir nunca, render-se, jamais!

*diariodebordohofmann.blogspot.com.br

**professor.ucg.br

Corveta "Barroso" lança míssil "EXOCET" durante Aspirantex/2014


O dia 17 de janeiro foi marcado pelo lançamento de um míssil superfície-superfície "Exocet" pela Corveta "Barroso". O míssil atingiu com sucesso o alvo, localizado a mais de 25 milhas náuticas (cerca de 46,3 km).

O lançamento foi acompanhado atentamente por 187 Aspirantes embarcados nos Navios que compõem o Grupo-Tarefa (GT), e contribuiu para complementar a formação dos Aspirantes, familiarizando-os com a vida no mar.

F-X2: Nas asas da Saab - a paulista São Bernardo do Campo também poderá fabricar drones

Vice-presidente sênior da sueca Saab, Dan Jangblad estará nos próximos anos à frente do projeto de construção dos caças Gripen NG, o modelo escolhido recentemente pelo governo brasileiro. A encomenda bilionária, de cerca de 4,5 bilhões de dólares para 32 (Sic) jatos, deverá criar ao menos mil empregos em São Bernardo do Campo, prevê o prefeito da cidade, Luiz Marinho (PT), que festeja a chegada da Saab, dona, desde 2011, de um centro de inovação e pesquisa na cidade do ABC paulista. “Foi a melhor opção para o Brasil, principalmente pela garantia de transferência de tecnologia, que com os suecos temos certeza de que acontecerá”, diz Marinho.

Na entrevista a seguir, Jangblad fala da encomenda brasileira, de outros negócios semelhantes em negociação mundo afora e comenta a possibilidade de a fábrica de São Bernardo também produzir drones mais adiante. Para tanto, bastaria surgir um parceiro nacional disposto a se associar à Saab.

CartaCapital: Em que países os jatos Gripen são fabricados atualmente?

Dan Jangblad: O único local onde fazemos a montagem completa dos aviões Gripen é em Linköping, na Suécia. Temos algumas unidades em outros países para fabricar partes de aviões, partes da fuselagem, por exemplo, e de lá são embarcadas para a Suécia.

CC: Quantos funcionários a Saab emprega?

DJ: No total são 10 mil funcionários na Suécia.

CC: E existe a chance de o investimento em São Bernardo causar demissões na Suécia?

DJ: Será um investimento ‘ganha-ganha’, bom para ambos os lados porque os volumes de vendas irão crescer. O potencial do Gripen foi confirmado pelo mercado, e eu estou muito otimista. É uma grande oportunidade para todos.

CC: Existem outros países interessados em encomendar os caças da Gripen?

DJ: O governo suíço escolheu recentemente comprar os nossos caças. Agora estamos aguardando apenas o resultado do referendo para confirmar a escolha, previsto para ocorrer em maio.

CC: Um referendo popular para autorizar o negócio?

DJ: Sim, lá eles têm uma democracia diferente da de outros países. Na Suíça, todas as decisões mais importantes passam por um referendo, o que é sempre interessante. No caso do Gripen NG, o escolhido pelo Brasil, estamos em conversas com a Suíça e a própria Suécia. Com outros países estamos em negociação para a venda das versões anteriores, na África do Sul, República Checa, Hungria, Tailândia e, claro, mais uma vez a Suécia.

CC: A venda de caças militares tem um risco político, não?

DJ: Sim, sem dúvida.

CC: E existe alguma relação entre a escolha de São Bernardo e o fato de o ex-presidente Lula ter sua origem política na cidade?

DJ: Sobre isso eu não sei, mas o que sei é que temos um ótimo apoio do prefeito Luiz Marinho. O prefeito entendeu que temos condições de contribuir com a cidade. De nossa parte, escolhemos São Bernardo por saber que aqui os investimentos industriais funcionam. Também é uma situação do tipo “ganha-ganha”.

CC: O sr. conheceu o ex-presidente Lula?

DJ: Não o conheço pessoalmente.

CC: E o sr. tem uma opinião a respeito dele?

DJ: O que vi do exterior é que ele foi um presidente que mudou muito o Brasil e realizou muitas coisas para os brasileiros. É realmente fascinante como ele se tornou um ícone político mundial.

CC: No Fórum Econômico Mundial, em Davos, surgiram vários comentários pessimistas em relação à economia brasileira. O sr. também está pessimista?

DJ: Quando olhamos a economia mundial hoje, vemos muitos pessimistas. Na Europa, tenho visto basicamente verdadeiros massacres em economias próximas a nós. Comparando a isso, eu não estou muito tenso com a economia brasileira. Hoje em dia estamos habituados a situações difíceis. Não sou expert, mas não estou extremamente preocupado.

CC: O uso crescente de drones afeta o seu negócio?

DJ: Também trabalhamos com veículos não tripulados.

CC: É possível que esses equipamentos também sejam produzidos em São Bernardo?

DJ: Sim. Como disse antes, o Brasil é um país muito avançado em matéria de indústria aeronáutica. E certamente vejo um potencial para parcerias aqui, inclusive no caso de veículos não-tripulados. Basta encontrarmos um sócio no Brasil interessado, porque a expertise existe.

Carta Capital

Vizinhos da Ucrânia preparam-se para dividir seu território

Enquanto o governo e a oposição estão querelando nas ruas de Kiev, os vizinhos da Ucrânia estão se preparando para uma nova divisão territorial e já conseguiram brigar entre si neste processo cativante.

No momento, podem ser destacadas três forças que, em certa medida, estão preparando planos para revisar as fronteiras com a Ucrânia. A força mais significativa é a aliança improvisada dos membros do Grupo de Visegrád – Polônia, Hungria e Eslováquia. A situação na Ucrânia coloca os líderes desses países numa posição incômoda. Por um lado, eles têm que apoiar um golpe de Estado, mas por outro, há o risco de graves problemas políticos internos causados pelo fato de que a força de ataque desse golpe de estado ucraniano são neonazistas-xenófobos.

Hungria e Romênia teriam começado a dividir Ucrânia ocidental?

Os eleitores patrióticos na Polônia, Hungria e Eslováquia não vão entender por que razão os líderes de seus países apoiam forças políticas que abertamente odeiam e oprimem poloneses, húngaros e eslovacos que vivem na Ucrânia. Neste contexto, a reunião de diplomatas destes países e a tentativa de criar uma estratégia comum de intervenção no caso de a situação na Ucrânia ficar descontrolada, é um passo natural.

O establishment romeno também tem uma posição bastante agressiva. Na imprensa romena há uma verdadeira histeria em torno da “oportunidade histórica de a Romênia recuperar a Bucovina do Norte e a Bessarábia do Sul”. Analistas sugerem ao presidente Basescu voar para Kiev e propor à oposição ucraniana um “acordo” que consistisse no “total apoio do caminho pró-europeu da Ucrânia” em troca de concessões territoriais. Não é difícil de adivinhar o que se esconde sob o eufemismo de “apoio total”, porque todas as medidas diplomáticas possíveis para apoiar o golpe de Estado na Ucrânia já foram tomadas.

Aproveitando a crise na Ucrânia, Bucareste pode intensificar as tentativas de anschluss da Moldávia, o que foi indiretamente confirmado pelo embaixador da Romênia em Chisinau, Marius Lazurca. Ele disse que a Romênia pode fazer a Chisinau uma “oferta política” no caso de “ameaça ao caminho pró-europeu da Moldávia”. No contexto da política de anexação da Moldávia, que foi declarada pelo presidente romeno Traian Basescu, é fácil de adivinhar em que consistirá essa “oferta”.

A situação atual causa também preocupação em Sofia. A organização Búlgaros da Ucrânia, que representa os interesses da minoria búlgara, já respondeu aos planos dos revisionistas romenos: “Rejeitamos todas as reivindicações territoriais por parte da Romênia e exigimos a preservação do status quo territorial.”

A crise ucraniana pode facilmente tornar-se uma crise de escala regional. Ela tem um grande potencial para se tornar num conflito multilateral com o uso da força. A cada dia, a instabilidade em Kiev aumenta as chances de os territórios da Ucrânia se tornarem presas de seus vizinhos.

Voz da Rússia

Turquia: Primeiro o Preço Político.

Nada une a França e a Turquia exceto a hostilidade de ambas perante o Estado Sírio. Na época inicial da intervenção da França na Líbia em 2011, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan teceu duras e violentas críticas aos Elysées. Apenas cedeu depois da substituição da força francesa por tropas da NATO e após considerar seu verdadeiro motivo na luta para influenciar o poder e a exploração de petróleo da região da “Primavera Árabe”.

A disputa turca com a França não se limita à Líbia. No topo da lista das divergências está a posição francesa do “genocídio armênio”, já que a França foi o precursor entre os principais países a reconhecê-lo beirando a punição de quem negá-lo. Há também a posição na questão curda que recebe o apoio tácito dos franceses pelos direitos dos curdos. A aproximação francesa crescente com a Arábia Saudita à luz da tensão turca com Riyad é outra razão para a divergência entre a França e a Turquia.

Além disso, a questão da adesão da Turquia à União Europeia forma um grande abismo com a discordância da França que recusa que o objetivo final das negociações entre a UE e a Turquia levaria automaticamente a Turquia a ingressar na Comunidade Europeia. A França entende que seria necessário um referendo popular francês que todo mundo sabe de antemão seu resultado negativo.

Recentemente, o judiciário “massacrado” por Erdogan e suas ações contra sua polícia, em resposta ao escândalo de corrupção, não refletem qualquer credibilidade séria da Turquia para alcançar os padrões mínimos europeus sobre democracia, liberdades individuais e separação dos Poderes.

No próximo ano, a Turquia enfrentará o centenário do “genocídio armênio” cometido pelos otomanos sob o governo do “Partido União e Progresso” e a França não formará nenhuma blindagem para a Turquia contra os efeitos deste aniversário. O que resta das relações turco-francesas? Alguns acordos econômicos e a hostilidade contra a Síria.

De Ankara, após seu encontro com o presidente francês François Hollande, Erdogan visitou Teerã e que também sobraram apenas os acordos econômicos. Não há qualquer indicação de que a Turquia está disposta a mudar sua política perante a Síria. Muito daquilo que foi publicado na imprensa, não reflete a realidade.

Em Genebra 2, a fala do Ministro do Exterior turco Davutoglu esteve entre os mais radicais contra o governo sírio, e os caminhões de armas enviadas diariamente para a Síria sob a proteção da Inteligência não pararam, com questionamentos internos sobre o afastamento do Exército do Dossiê Sírio.

Além disso, Davutoglu incitou a maioria da delegação da oposição em Genebra para “agarrar-se” na revindicação para a renúncia do presidente sírio, Bashar Al-Assad do poder.

Com a implantação do “acordo nuclear” entre o Irã e o Ocidente, a reação turca foi que ele permitirá dobrar suas exportações comerciais da Turquia para o Irã. A Turquia não cede na política o que ela quer obter na economia. Isto não são sobre as relações bilaterais entre os dois países que não foram afetadas apesar de todas as divergências. No entanto, a Turquia quer usar suas relações com o Irã para compensar seus fracassos desde a Síria até o Egito, passando pela Arábia Saudita e por Israel. Ainda mais depois de seus problemas em casa, dos escândalos de corrupção à supressão das liberdades individuais e as restrições impostas sobre seus adversários que abalaram o conceito de Estado.

A recepção do líder supremo da República Islâmica Ali Khamenei à Erdogan é apenas uma reprise da recepção à Davutoglu nas cidades de Karbala e Najaf no Iraque quando o último se reuniu com a autoridade religiosa Ali Al-Sistani. A meta é “limpar” uma imagem de um projeto miserável turco que visa instigar a luta sectária, étnica e tirana.

O Irã, provavelmente, sabe de tudo isso. E é claro que ela não pode rejeitar a política da mão estendida. Ao mesmo tempo, não deverá repetir a sua experiência com a “Irmandade Muçulmana” no Egito, quando a apoiou e mesmo assim, o presidente isolado Mohamed Morsi manteve seus dizeres que não irá descansar até o fim do governo na Síria e ainda descrevendo, sem precedente no Egito, os xiitas como renegados do Islã – uma ofensa pesada.

O Irã não tem interesse de fechar qualquer janela no contexto de sua abertura regional e internacional, especialmente após o “acordo nuclear”. Porém, a busca do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan de se livrar de seu isolamento político, regional e internacional, não tem apenas um preço econômico correto. Primeiro, há um preço político.

Oriente Mídia

Um novo “Acordo de Oslo” para a Palestina?

Proposta de Kerry é prelúdio de projeto para “O Estado Judeu”

Os graves acontecimentos ocorridos na Palestina ocupada, sem que muitos percebam, que as declarações e decisões tomadas pelo governo israelense terão impacto sobre a causa palestina.

Os líderes sionistas, apoiados e defendidos pelo governo dos EUA, tentando aproveitar o máximo de acontecimentos políticos e militares da região – desde a guerra em curso na Síria e seu impacto sobre o Líbano e as preocupações das pessoas Egito – para criarem as condições necessárias para obter o projeto chamado “Israel, Estado judeu no mundo”. É este projeto que o presidente dos EUA, Barack Obama, tinha apresentado no início do seu segundo mandato para cumprir a promessa que ele tinha feito o lobby sionista.

O projeto chamado “O acordo – quadro “

Para fazer isso, um novo projeto foi iniciado, “o acordo – quadro” do Ministro das Relações Exteriores John Kerry foi lançado em novembro passado em sua décima visita à região.

O projeto – que foi elogiado pela Arábia Saudita e Jordânia, antes mesmo de conhecerem o conteúdo e terem visto a versão completa – acabou por ser muito perigoso, porque impõe ao povo palestino novas concessões relativas à questões de soberania, território e o direito de retorno. Tudo isso num momento em que Israel intensifica medidas de “judaização” de Jerusalém, mas também a colonização de novos territórios palestinos. Mais recentemente, Netanyahu assinou a construção de 1.400 novas casas, metade dos quais em torno de Jerusalém e a outra metade em áreas estratégicas da Cisjordânia. Mas, não se esqueça de adicionar atentados, assassinatos e milhares de prisioneiros palestinos em prisões israelenses.

Quais são as linhas gerais do projeto?

O projeto do ministro John Kerry parte da criação de “dois países independentes” na Palestina, mas ele dá muito rapidamente a essa “independência” – como ele diz – o direito de Israel de proteger a segurança de seu território através da implantação, por um período de 10 a 15 anos, uma força militar na fronteira entre os dois estados.

O projeto prevê não só essas medidas “protetoras”, como vai ainda mais longe, uma vez que afirma que Israel também será responsável pela segurança das fronteiras que separam a Cisjordânia da Jordânia e, especificamente, ao longo do Jordão através de sistemas de monitoramento sofisticados e permanentes.

Isso, em uma base global. Quanto às outras questões contidas na Resolução 194 da ONU e sobre o destino de Jerusalém e o direito de retorno dos refugiados palestinos nos territórios, de 1948 e outros, o plano de ambiguidade, porque “O Acordo – Quadro” ao falar sobre “Jerusalém – capital de dois estados”, e também de “direito de retorno” não especifica o que vai acontecer com os assentamentos israelenses em Jerusalém e em nenhum momento seus subúrbios orientais de aplicar o princípio do retorno.

Por que tal ambiguidade? Porque se o governo Obama não quer de qualquer forma embaraçar o governo de Israel, especialmente o ministro Avigdor Lieberman que insistiu em um comunicado recente sobre o fato de que Israel “não pode aceitar um acordo de paz que leve em conta a questão da troca de terra”. Essa troca que, segundo Liebermann, deve começar com a “transferência de pessoas (palestinos) para fora do triângulo e o AaRa vale “para fortalecer o judaísmo de Israel” e não acabar, nós acreditamos que depois de ter conduzido os palestinos que vivem nos territórios de 1948, estes territórios são o ponto do que é chamado o Grande Israel.

“O Vale do Jordão é e continuará a ser Israel”?

E, a fim de extrair novas concessões dos palestinos e árabes em geral, mas para constranger o governo Obama, que tinha prometido aos jurados sobre o Estado palestino, o governo liderado por Netanyahu tomou decisões irrevogáveis​​, não só em termos de colonização, mas também em duas direções principais: primeiro, sobre a proposta feita por uma comissão ministerial israelense para assumir o Vale do Jordão, antes de assinar um acordo de paz com os palestinos, e a segunda – o que está a definir a implementação da proposta acima – sobre a criação de uma banda extremista (conduzida pelo ministro do Interior israelense, Gideon Saar) de uma colônia no vale sob o lema: o Jordão é israelense, e vai continuar assim.

Tudo isto acompanhado por uma campanha (80 por cento dos israelenses dizem) dizendo que o projeto de John Kerry foi incapaz de alcançar a paz. Esta nova campanha contra a política internacional dos EUA é, sem dúvida, para extrair mais benefícios de funcionários norte-americanos, especialmente como resultado do acordo com o Irã, o que permitiu ao país acorrer para o clube Nuclear, por um lado, todos colocando em manter o plano israelense para bombardear reatores iranianos. Porque para as autoridades israelenses, não é o suficiente para que as autoridades dos EUA dizem e reafirmam que a segurança de Israel é uma das prioridades da política em Washington. Eles também precisam de provas tangíveis e algum apoio, como em termos econômicos e militares.

A Autoridade Palestina e a política de retirada

Mas se nós não estamos surpresos com a atitude do governo de Israel, que sempre soube como aproveitar o apoio do lobby sionista dos EUA, a AIPAC em particular, para liquidar a questão palestina e rescindir o direito de retorno, só podemos estar muito preocupados com a linha política seguida pela Autoridade Palestina. Uma linha que vai na direção das exigências dos EUA, que aceita sem qualquer resistência a mesa de negociações bilaterais fora da ONU e ignora os projetos de assentamento do governo israelense. Uma linha que John Kerry chamou de “sacrifício”, porque, de acordo com fontes bem informadas, a Autoridade Palestina aceitaria a remoção da cláusula sobre o direito ao retorno e teria aceito uma parte das negociações ser feita em total sigilo, lembrando, assim, outras vezes, aqueles que precedeu a assinatura do acordo de Oslo e tudo o que se seguiu como tragédia para o povo palestino.

É por isso que se teme que os maus dias pela frente, mais uma vez, o povo palestino, tanto na Cisjordânia e em Gaza, porque o novo projeto dos EUA vai dar a vitória para os israelenses, o que lhes permite ir mais longe em seu projeto para eliminar qualquer possibilidade de um renascido estado palestino.

John Kerry tinha introduzido o “acordo – parte”, como um quebra-cabeças cujas peças se encaixam de forma gradual e depois de cuidadosa consideração. Até agora, este “jogo” conseguiu dos israelenses, porque o negociador palestino resta a fazer. Será que vai continuar nessa direção? E se a esquerda palestina se opuser ao novo projeto dos EUA e retomar o controle da situação? Essa é a questão.

Oriente Mídia

EUA informam Otan que Rússia realizou testes com míssil, diz jornal

Segundo Washington, Moscou desrespeitou acordo sobre controle de armamentos

WASHINGTON - Os EUA informaram seus aliados da Otan que a Rússia realizou testes com um novo míssil de cruzeiro terra-terra, reforçando as preocupações de que Moscou possa ter desrespeitado um importante tratado sobre controle de armamentos.

Segundo as autoridades americanas, a Rússia começou a realizar esses testes em 2008. Os exercícios estão proibidos pelo tratado que baniu os mísseis de médio alcance, assinado em 1987, pelo presidente Ronald Reagan e o então líder soviético Michail Gorbachev. O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês) sempre foi visto como um dos acordos básicos que levaram ao fim da Guerra Fria.

Desde maio, Rose Gottemoeller, principal encarregada do controle de armamentos do Departamento de Estado, tem repetidamente abordado a questão com autoridades russas, que respondem que investigaram o assunto e encerraram o caso. Mas funcionários do governo Barack Obama ainda não estão dispostos a declarar oficialmente que os testes são uma violação do tratado de 1987.

Com a promessa do presidente de cortes maiores no arsenal nuclear, o Departamento de Estado tenta resolver a situação, preservando o tratado e mantendo a porta aberta para futuros acordos sobre armas. "Os EUA jamais hesitam em expressar suas preocupações com relação ao cumprimento do tratado junto à Rússia e este caso não é exceção", afirmou Jen Psaki, porta-voz do Departamento. "Mas há um processo de revisão em curso e não queremos especular ou prejulgar o resultado".

Para outros funcionários, que se expressaram anonimamente, não há dúvida de que o teste com o míssil é contra o tratado e o governo já demonstrou muita paciência com os russos. Alguns membros do Congresso ouvidos sigilosamente há mais de um ano vêm pressionando a Casa Branca por uma resposta mais dura.

Uma disputa pública envolvendo os testes pode se tornar um novo e importante elemento de atrito para a já difícil relação entre EUA e Rússia. Nos últimos meses, essa relação foi abalada por divergências como o fim do conflito na Síria; o asilo temporário de Moscou a Edward Snowden, ex-técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA) e, mais recentemente, os tumultos na Ucrânia.

O tratado que proíbe testes, produção e posse de mísseis de médio alcance sempre foi considerado um importante passo para coibir a corrida armamentista americana e russa. Mas depois de o presidente Vladimir Putin chegar ao poder e o Exército russo começar a reavaliar sua estratégia, o Kremlin mudou de opinião quanto ao tratado. Durante o governo do presidente George W. Bush o ministro russo da Defesa, Sergei Ivanov, propôs que as duas partes abandonassem o tratado. Embora a Guerra Fria tivesse acabado, disse ele, a Rússia ainda sofria ameaças de nações da sua periferia.

Desde que Obama assumiu o governo, os russos insistem que desejam manter o acordo. Mas na visão de analistas americanos, a Rússia também está determinada a aumentar suas capacidades nucleares para compensar sua fragilidade no campo das armas convencionais.

Em 17 de janeiro Rose Gottemoeller discutiu a questão do teste numa reunião a portas fechadas da Comissão de Não Proliferação, Desarmamento e Controle de Armas da Otan, em Bruxelas. O governo Obama, disse ela, não abandonou a via diplomática. Mas estabelecer o que os russos estão fazendo não é fácil. A complexa estrutura de requisitos de verificação criada no tratado sobre mísseis de médio alcance não está mais em vigor, uma vez que todos os mísseis abrangido pelo acordo já teriam sido destruídos em maio de 1991. /NYT

Defesa Net/Estadão

FR-UK - Dassault Aviation comemora o grande avanço para o Combate Aéreo do Futuro

Caça Rafale e o demonstrador nEUROn Foto - DAssault Aviation

Saint-Cloud, January 31, 2014 - A Dassault Aviation está honrada pela decisão anunciada hoje (31JAN14) pelo Presidente da República da França, François Hollande, e o Primeiro Ministro Britânico, David Cameron, referente ao sistema de combate aéreo do futuro (future combat air system). Esta decisão formalizada pela assinatura dos dois ministros de Defesa de uma carta de intenções, na qual formalizam o lançamento de estudos de de viabilidade no campo de Unmanned Ccombat Air Systems (UCAS). Este é um passo decisivo na cooperação militar franco-britânica..

Esta decisão segue o os Tratados da Lancaster House (Novembro 2010), e dá uma nova dimensãoaos estudos conjuntos já realizados neste campo pela, Dassault Aviation e a BAE Systems, como líderes de projeto. As duas empresas têm trabalhado com seus parceiros SAFRAN, Rolls-Royce, THALES e SELEX para assegurar o sucesso deste ambicioso programa de Pesquisa e Testes (R&T).

A decisão reforça o investimento realizado nos anos recentes, em especial no nEUROn demonstrador UAV (Unmanned Aerial Vehicle) de combate.

Como líder da equipe francesa a Dassault Aviation tem apoiado sempre os esforços do Governo para o lançamento do ambicioso programa Franco-Britânico, estruturado para lançar as bases do futuro caça Europeu.

O demonstrador nEUROn. Foto - Dassault Aviation

Para Eric Trappier, Chairman e CEO da Dassault Aviation, “este lançamento pelos Ministérios da Defesa da França e Inglaterra está contribuindo ao desenvolvimento no campo do combate aéreo e pavimentando o caminho para o futuro nesta importante estratégia”

Na França, este trabalho ajudará a manter a liderança e o “expertise” tecnológico no campo aeroespacial em nível mundial. Ele eventualmente beneficiará todo o parque industrial, incluindo as pequenas e médias industrias.

Nota DefesaNet - A França e a Inglaterra possuem acordos de pesquisa de conceitos de aeronaves de combate há mais de 20 anos.

Defesa Net

NAe A-12 São Paulo - Incidentes no Teste do Sistema de Propulsão

NAe A-12 São Paulo - Incidentes no Teste do Sistema de Propulsão. Três marinheiros atingidos. Foto - Arquivo MB

Desde que foi incorporado à Marinha brasileira, em 2000, o porta-aviões tem sofrido vários acidentes, com pelo menos quatro marinheiros mortos.
MARINHA DO BRASIL
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA
NOTA À IMPRENSA
Brasília, em 30 de janeiro de 2014.
A Marinha do Brasil (MB) esclarece que o Navio-Aeródromo (NAe) “São Paulo” desatracou no dia 28 de janeiro para realizar testes no seu sistema de propulsão.
Durante os testes (dia 30), ocorreu um pequeno derramamento de óleo a partir de uma tubulação. Imediatamente, foram instaladas barreiras de contenção, em torno do navio, e acionado o Plano de Emergência para evitar poluição do mar, o que permitiu o recolhimento do resíduo despejado.
Houve, ainda, um vazamento de vapor do Navio (dia 29), no local onde se encontravam três integrantes da tripulação, sem consequências posteriores. Por precaução, os militares foram encaminhados para atendimento médico e liberados,
posteriormente, por não apresentarem qualquer ferimento.
Cabe ressaltar que, considerando-se os riscos operacionais inerentes a profissão militar-naval, a MB atribui elevada e permanente prioridade as condições de segurança de seu pessoal, maior patrimônio da Força.
Destaca-se, ainda, que a MB tem se empenhado em dotar o País com um Poder Naval compatível com os inúmeros interesses brasileiros no mar, em especial na extensa área marítima conhecida como “Amazônia Azul”.
Nota DefesaNet - Na mesma nota seguem 7 páginas sobre a Amazônia Azul, que serão publicadas em separado. 
RIO DE JANEIRO - A Marinha do Brasil confirmou nesta sexta-feira (31), por meio de nota, que o porta-aviões São Paulo apresentou dois acidentes quando fazia testes em seu sistema de propulsão na Baía de Guanabara, esta semana. O primeiro problema ocorreu ontem, com derramamento de óleo para o mar. O outro foi quarta-feira (29), quando houve um vazamento de vapor que atingiu três tripulantes. A Força minimizou as consequências dos dois casos.

Desde que foi incorporado à Marinha brasileira, em 2000, o porta-aviões tem sofrido vários acidentes, com pelo menos quatro marinheiros mortos. No mais recente, ocorrido em 22 de fevereiro de 2012, um militar morreu em incêndio e três ficaram feridos. Outro acidente, ainda mais grave, matou três marinheiros em 17 de maio de 2005, após o rompimento de uma tubulação de vapor.

Segundo a nota, o vazamento de óleo de ontem teve pequena proporção e foi logo contido após acionamento de plano de contingência, tendo a própria Marinha recolhido o resíduo despejado, evitando a poluição do mar. No outro caso, os marinheiros, de acordo com as informações divulgadas, não teriam sofrido maiores consequências pelo vazamento de vapor e já foram liberados, após atendimento médico, sem apresentarem ferimentos.

A informação dos acidentes desta semana foi divulgada nesta sexta-feira (31) em matéria do jornal O Dia, após denúncia de marinheiros que estavam a bordo. De acordo com o site da Marinha, o porta-aviões, fabricado pela França entre 1957 e 1960, tem uma tripulação de 1.030 homens e capacidade de transportar até 37 aeronaves de asa fixa e 2 helicópteros. É o mais importante navio do país.

Defesa Net

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Síria: EUA reiniciam fornecimento de armas à Al-Qaeda; aumenta a destruição.

Atentado terrorista cometido pelo Exército Sírio Livre em Damasco (julho/2012)

A política antiga dos EUA, de fornecer armas aos “rebeldes” não alcançou os objetivos declarados. Nem resultou em sucesso para os “rebeldes”, em seus esforços para derrubar o governo sírio, nem ajudou a manter longe os vários grupos que há na Síria, ligados à Al-Qaeda.

Em vez disso, as armas destinadas aos “terroristas moderados” caíram em mão de grupos da Al-Qaeda, e os “moderados” partiram-se em mil pedaços. De fato, os EUA garantiram toda a logística aos mesmos grupos contra os quais os EUA sempre disseram, ao longo dos últimos 12 anos, que estariam combatendo.

Como sempre, a resposta norte-americana a uma política fracassada é fazer mais do mesmo. O Congresso dos EUA aprovou, em sessão secreta, o envio de mais armas aos “rebeldes” “moderados”:

Armas leves fornecidas pelos EUA estão chegando a grupos rebeldes sírios “moderados” no sul do país, e o financiamento, pelos EUA, para os meses futuros, de novas remessas de armas foi aprovado pelo Congresso, segundo funcionários de segurança dos EUA e europeus.

As armas, muitas das quais estão sendo enviadas a rebeldes sírios não islâmicos via a Jordânia, incluem armamento leve de vários tipos, e armamento mais pesado, como foguetes antitanques.
Terroristas roubaram armas pesadas como morteiros e armas anti-tanque.Note no gorro do terrorista à direita o logotipo da al Qaeda

Remessas anteriores, de armas dos EUA, caíram em mãos da Frente al-Nusra, da Al-Qaeda:

Altos funcionários do Exército Sírio Livre e fontes jordanianas, além de provas gravadas em vídeo, confirmaram que mísseis anti-tanques fabricados na Europa foram capturados pela – e em alguns casos vendidos à – Frente extremista al-Nusra, depois de entregues a batalhões do Exército Sírio Livre através da fronteira da Jordânia.

O citado Exército Sírio Livre no sul é pouco mais que uma fachada de relações públicas para a frente al-Nusra, da al-Qaeda: [1]

Eles oferecem seus serviços e cooperam conosco, são mais bem armados que nós, têm homens-bombas e sabem fabricar carros-bomba – explicou um militante do Exército Sírio Livre,
...

O Exército Sírio Livre e a al-Nusra unem-se para operações, mas há um acordo segundo o qual quem aparece é o Exército Sírio Livre, por razões públicas, porque não querem assustar nem a Jordânia nem o ocidente – disse um miliciano que trabalha com grupos da oposição em Deraa.

Operações que foram realmente executadas pela Al-Nusra são apresentadas ao público pelo Exército Sírio Livre como se fossem suas – disse a mesma fonte.

Um alto comandante do Exército Sírio Livre envolvido em operações em Deraa, disse que a Al-Nusra reforçou unidades do Exército Sírio Livre e teve papel decisivo em vitórias rebeldes no sul.

A cara da Al-Nusra não pode aparecer. Eles têm de ficar por trás do Exército Sírio Livre, por causa da Jordânia e da comunidade internacional – disse a fonte.
Terroristas dispõe de metralhadoras e lança-granadas pesadas

Os EUA também recomeçaram o fornecimento de ajuda “não letal” a “rebeldes” no norte do país:

Os EUA recomeçaram as entregas de ajuda não letal à oposição síria, disseram funcionários do governo na 2ª-feira, mais de um mês depois de terroristas da Al-Qaeda terem assaltado armazéns e causado considerável desfalque nos suprimentos que os ocidentais fornecem aos “rebeldes”.

O equipamento de comunicações e outros itens estão sendo encaminhados atualmente só para grupos não armados da oposição – disseram funcionários dos EUA.

...

Os funcionários dos EUA, que são proibidos de comentar publicamente esse assunto e pediram para que seus nomes não fossem publicados, disseram que a ajuda está sendo mandada através da Turquia para a Síria, com a coordenação do Conselho Militar Supremo do Exército Sírio Livre (...).
Enterro de civis sírios assassinados por terroristas com armas "não letais" 

Quando os jihadistas assaltaram os depósitos onde estava armazenada a ajuda “não letal” fornecida pelos EUA, roubaram o seguinte:

Um alto comandante do Conselho Militar Supremo do Exército Sírio Livre] disse que a Frente Islamista assaltou um total de dez depósitos que pertencem ao grupo guarda-chuva apoiado pelo ocidente, e roubaram arsenal considerável, inclusive 2 mil rifles AK-47, 1.000 armas variadas – entre as quais lança-foguetes M79 Osa, foguetes lança-granadas e metralhadoras pesadas 14,5mm – além de mais de 200 toneladas de munição. E pelo menos 100 veículos militares do Exército Sírio Livre também foram levados no assalto.

O reinício dos fornecimentos de armas para os “rebeldes” sírios não levará a resultado diferente do que se viu nos fornecimentos anteriores. O que prova, mais uma vez, que o real objetivo dessa guerra instigada pelos EUA contra a Síria e dos esforços para expandi-la ainda é o mesmo de antes:

Destruir a infraestrutura, da economia, do tecido social, da Síria e dos apoiadores da Síria.

Redecastorphoto

Irã possui videos de atividade militar de EUA no Golfo Pérsico

Teerã, 28 jan (Prensa Latina) Drones iranianos que supervisionam a presença de naves de guerra estadunidenses no Golfo Pérsico e as gravações estão disponíveis, anunciou hoje o chefe de Operações da Marinha de Guerra iraniana, almirante Siyavash Jarreh.
Nossos drones têm fotografado, filmado e identificado barcos militares estadunidenses no Golfo Pérsico inclusive sem eles saber, disse o alto oficial a agência semioficial Fars.

O controle dessa via marítima é crucial devido ao enorme fluxo diário de navios petroleiros para o transporte de petróleo que por ela circulam para as economias dos países industrializados de ocidente e Japão.

Assim mesmo, o almirante Jarreh revelou que helicópteros militares iranianos estão sendo armados com "torpedos especiais, os mesmos que possuem as embarcações de superfície e os caça-bombardeiros cuja missão é neutralizar submarinos inimigos".

Os projetéis são produzidos pela indústria militar iraniana, como parte do programa da autarquia no abastecimento de armas e equipes iniciado anos atrás pela República Islâmica para diminuir a dependência dos fornecimentos do exterior.

Prensa Latina

Novas Revelações:NSA, GCHQ mapeiam “alinhamento político” de usuários de celulares

Edward Snowden

Nova informação tornada pública por Edward Snowden revela que os governos dos Estados Unidos e Reino Unido estão capturando dados de aplicativos (apps) celulares para acumular dossiês sobre os “alinhamentos políticos” de milhões de usuários de smartphones em todo o mundo.

De acordo com um documento interno da GCHQ (Government Communications Headquarters) – Reino Unido - de 2012, a Agência de Segurança Nacional (NSA) e GCHQ estão acumulando e armazenando centenas de milhões de “cookies” de usuários — os rastros digitais deixados em um celular ou computador cada vez que um usuário visita um site — a fim de acumular informações pessoais detalhadas sobre as vidas privadas dos usuários.

Isso confirma que o principal objetivo dos programas não é proteger a população contra o “terrorismo”, mas facilitar a repressão estatal da oposição da classe trabalhadora à crescente desigualdade social e contrarrevolução social. Os programas não visam principalmente “terroristas”, mas os trabalhadores, intelectuais e estudantes.

A coleta de dados referentes ao “alinhamento político” dos usuários de celulares também sugere que os governos dos EUA e do Reino Unido estão mantendo listas daqueles cujos “alinhamentos políticos” são motivo de preocupação para o governo. Revelações anteriores demonstraram como a NSA e a GCHQ “marcam” alguns “suspeitos” para vigilância adicional: a revelação mais recente indica que os suspeitos são “marcados” pelo menos em parte, com base em seu “alinhamento político”.

A justificativa legal por trás deste processo aponta para um crescente movimento para criminalizar o pensamento político nos EUA e no Reino Unido.

Se, como as revelações indicam, determinar o “alinhamento político” de um usuário é o principal objetivo deste programa, então isso também é, provavalmente, um fator para determinar se o governo tem uma “suspeita razoável articulada” de que o usuário é um “suspeito de terrorismo”. Se este for o caso, os sites que um usuário visita pode elevar o nível de suspeita do governo de que o usuário está envolvido em atividade criminosa, e pode, assim, fornecer ao governo o pretexto pseudolegal necessário para desbloquear o conteúdo de todos os seus telefonemas, e-mails, mensagens de texto, etc..
Constituição dos EUA

Tal raciocínio equivaleria a uma violação flagrante tanto da Primeira como da Quarta Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Não só a Quarta Emenda protege contra “buscas e apreensões”, mas a Primeira Emenda também proíbe o governo de monitorar indivíduos com base em suas crenças políticas. A eliminação de um direito democrático tão fundamental seria um passo perigoso para a imposição de uma ditadura de estado policial.

O novo relatório também detalha a profundidade da operação de espionagem de aplicativos de celulares.

Um teste de análise de 2009 “força bruta” realizada pela NSA e GCHQ do que o New York Times descreve como “uma pequena porção de suas bases de dados de celular” revelou que, em um mês, a NSA recolheu dados de celulares de 8.615.650 usuários de celulares. Os dados do teste da GCHQ revelou que em três meses os britânicos haviam espionado 24.760.289 usuários. Expandindo para um ano inteiro, esse dado mostra que em 2009, a NSA recolheu dados de mais de 103 milhões de usuários, enquanto a GCHQ colheu dados de mais de 99 milhões usuários: e isto vem de apenas uma “pequena porção” de dados de um mês!

Eles são coletados em volume, e são atualmente nosso maior tipo de evento - diz um documento vazado.

O programa — chamado em um documento da NSA de “Golden Nugget!”—também permite que os governos recebam um registro de uso do aplicativo Google Maps dos usuários. Essa informação permite que as agências de inteligência rastreiem o paradeiro exato de vítimas de vigilância em todo o mundo. Um gráfico de uma apresentação de slides interna do NSA pergunta: “Onde o meu alvo estava quando eles fizeram isso?” e “Aonde o meu alvo está indo?”.
Entrada do edifício-sede da NSA em Fort Meade, Maryland

Um relatório da NSA de 2007 se gabava de que tantos geodados poderiam ser coletados que as agências de inteligência “seriam capazes de clonar o banco de dados do Google” de todas as buscas feitas através do Google Maps.

Isso efetivamente significa que qualquer pessoa usando o Google Maps em um smartphone está trabalhando em prol de um sistema GCHQ - observou um relatório GCHQ 2008.

A apresentação adicional de material vazado por Snowden mostra que em 2010 a NSA explicou que o seu “cenário perfeito” era “visar o upload de fotos para um site de mídia social feito com um celular”. O mesmo slide pergunta: “O que podemos conseguir?”. A resposta, de acordo com a mesma apresentação, inclui as fotografias do usuário, listas de amigos, e-mails, contatos telefônicos, e “uma série de outros dados de redes sociais, assim como a localização”.

As agências também usam informações fornecidas por aplicativos móveis para ter uma imagem clara da localização da vítima atual, orientação sexual, estado civil, renda, etnia, nível de escolaridade e número de filhos.

A GCHQ tem um sistema de nome de código interno para a classificar sua capacidade de espionar um usuário de celular específico. Os códigos são baseados na série de televisão “Os Smurfs”. Se as agências podem acessar o microfone do telefone para ouvir conversas, o código “Smurf Xereta” é empregado. Se as agências podem rastrear a localização exata do usuário enquanto ele ou ela se move, o código “Smurf Rastreador” é usado. A capacidade de rastrear um telefone que está desligado é chamado de “Smurf Sonhador”, e a capacidade de esconder o software espião é chamado de “Smurf Paranoico”.

Que as agências de inteligência têm códigos de um programa de vigilância orwelliana descaradamente tirados de personagens de um programa infantil é um indicador do desprezo com que a classe dominante vê os direitos democráticos da população mundial.

Além disso, as agências têm rastreado e armazenado dados de uma série de aplicativos de jogo de celular, incluindo o popular jogo “Angry Birds”, que foi baixado mais de 1,7 bilhões de vezes.
O rastreamento de dados de jogos online como “Angry Birds” revela ainda que estes programas não se destinam a proteger a população contra o “terrorismo”. Seria indefensável para a NSA e GCHQ explicar que eles suspeitavam recolher informações sobre ameças iminentes da Al Qaeda de um estúpido jogo de celular.

No entanto, esta é precisamente a forma como a NSA tentou justificar esses programas.

As comunicações de pessoas que não são alvos válidos de inteligência estrangeira não são de interesse para a Agência de Segurança Nacional. Qualquer implicação de que a coleta de inteligência estrangeira da NSA está focada nas comunicações diárias de smartphones ou mídia social de americanos não é verdadeira. Além disso, a NSA não traça perfis diários de americanos, enquanto desenvolve sua missão de inteligência sobre estrangeiros - disse um porta-voz da agência.

Em uma indicação adicional de seu caráter antidemocrático, o governo dos EUA está, portanto, empregando a técnica do “Big Lie”, negando o que acaba de ser provado.

Na realidade, as revelações expuseram ainda mais o discurso do presidente Barack Obama de 17 de janeiro como uma celebração de mentiras.

O presidente disse à nação que os programas de espionagem “não envolvem a NSA examinando os registros telefônicos dos americanos comuns”. Ele também disse que os EUA “não está abusando de autoridade para ouvir as suas chamadas telefônicas privadas ou ler seus e-mails”, e que “os Estados Unidos não está espionando as pessoas comuns que não ameaçam a nossa segurança nacional”.

Ele acrescentou, em referência ao “pessoal” da NSA que “nada que eu aprendi [sobre os programas] indicou que a nossa comunidade de inteligência tem procurado violar a lei ou é inconveniente com as liberdades civis de seus concidadãos”.

Mas há evidências crescentes de que os governos dos EUA e Reino Unido estão compilando informações sobre os “alinhamentos políticos” de centenas de milhões em todo o mundo. Todos os responsáveis por essa campanha antidemocrática, incluindo o presidente Barack Obama, David Cameron, seus assessores, e os líderes dos aparelhos de segurança devem enfrentar processos criminais e a perda imediata do cargo.

Redecastorphoto

NASA é processada por 'não investigar vida alienígena'

Quando a NASA concluiu que uma pequena rocha apareceu misteriosamente a frente da sonda Opportunity era realmente uma rocha errante, ela deixou algumas pessoas insatisfeitas: Uma ação movida contra a agência alega que ela não só não investigou adequadamente o objeto, mas que ele é de natureza biológica.

A ação foi movida por Rhawn Joseph, um dos autores de trabalhos e livros comerciais sobre assuntos que vão desde a vida alienígena até conspirações sobre os ataques terroristas de 11 de setembro.

O processo foi aberto ontem em um tribunal da Califórnia e pede que a agência "cumpra um dever público, científico e legal, que é fotografar de perto e examinar cientificamente o suposto organismo biológico". Joseph contesta a teoria da rocha, uma vez que, segundo ele, há claramente uma estrutura em miniatura que parece ser germinada a partir de esporos.
A "rocha", segundo Joseph, estava lá o tempo todo. Ela só cresceu até tornar-se visível. "A recusa em tirar fotos close up de vários ângulos, a recusa de tomar imagens microscópicas do espécime, a recusa em liberar fotos de alta resolução é inexplicável, de forma imprudente, negligente, e bizarra", disse Joseph.

As duas principais teorias para explicar o aparecimento da rocha são:

1) A sonda esbarrou na rocha, a empurrando para frente.

2) A rocha é um pedaço de um meteorito que pode ter caído recentemente no Planeta Vermelho
Vale lembrar que Marte é um planeta dinâmico, ventoso, sazonal e suscetível a colisão com meteoritos.

Misteriosdomundo

David Adair na Área 51 - Tecnologia Simbiótica Avançada!!

Consultor de transferência de tecnologia espacial e construtor de foguete, quando garoto prodígio David Adair fala pela primeira vez diante das câmeras nesta entrevista sobre seus notáveis ​​encontros com um motor alienígena , agentes do Departamento de Defesa e da Força Aérea General Curtis Lemay em 1971 em Groom Lake , Nevada ( Area- 51 ) . Ouça o testemunho em primeira mão sobre a tecnologia alienígena avançada e mais bem guardados segredos de nossos militares que cercam o fenômeno UFO .

Adair explica como , aos 17 anos ele construiu um motor de foguete de fusão de plasma contenção eletro- magnética e foi convidado por figurões da Força Aérea para lançá-lo em White Sands Missal Range. Isso o levou a ser levado para a Área 51 , onde viu um motor que estava anos-luz além de qualquer coisa na terra, tão sofisticado que respondeu aos pensamentos e emoções de seu pilotos.

Agora, confortável com a forma como a informação UFO está começando a ser aceito pelo público americano , Adair decidiu revelar a verdade surpreendente que ele mantinha para si mesmo há mais de 25 anos.
Também são revelados seus encontros com renomado físico Stephan Hawkings.


Voz da Rússia

“France 3″ divulga vídeo em que Kadafi diz ter financiado eleição de Sarkozy

Paris – A televisão pública "France 3" anunciou que divulgará amanhã um vídeo de 2011 no qual o então presidente líbio, Muammar Kadafi, diz ter financiado a campanha do presidente conservador francês Nicolas Sarkozy, que ganhou as eleições de maio de 2007.

"Se o presidente (Sarkozy) ganhar as eleições graças aos nossos fundos, é verdadeiramente uma vitória para nós", afirmou Kadafi à jornalista Delphine Minoui.

As declarações de Kadafi foram filmadas em Trípoli em 15 de março de 2011. Quatro dias depois, em 19 de março de 2011, aviões franceses abriram fogo contra as tropas de Kadafi dando começo a intervenção internacional militar que a Otan finalizou em 31 de outubro desse mesmo ano.

Kadafi morreu em 20 de outubro de 2011 pelas mãos de milicianos rebeldes líbios.

Seu tradutor e intérprete oficial, Moftah Missouri, confirmou à jornalista da "France 3" que Kadafi "tinha entregado US$ 20 milhões para financiar a campanha" eleitoral do presidente conservador francês.

Sarkozy, que governou a França até maio de 2012, quando passou a faixa para o socialista François Hollande, visitou em julho de 2007 o coronel e líder líbio e o recebeu na França com todas as honras oficiais em dezembro desse mesmo ano.

O vídeo de Delphine Minoui e a lembrança de seu encontro com Kadafi fazem parte do programa "Pièces à Conviction", que ilustra como o ditador líbio passou do estatuto de terrorista rejeitado pela comunidade internacional a interlocutor privilegiado de certos governos, antes de cair de novo em desgraça.

O programa explora especialmente os laços políticos e financeiros existentes entre França e Líbia de 2003 a 2011, quando começou a guerra, apoiada em uma resolução da ONU.

Em 2003, a ONU tinha suspendido as sanções impostas em 1992 ao regime de Kadafi por sua falta de cooperação na investigação sobre o atentado contra um avião da Pan Am em 1988.

As acusações sobre o financiamento ilegal da campanha de Sarkozy, que ele negou, não são novas: em 16 de março de 2011 um dos filhos do ditador, Saïf al-Islam, pediu que devolvesse "o dinheiro que aceitou da Líbia".

Em abril de 2012, o site francês "Médiapart" publicou um documento dos serviços secretos líbios, datado de dezembro de 2010, que provaria que Kadafi tinha financiado 50 milhões de euros da campanha de Sarkozy.

 A procuradoria de Paris abriu em 19 de março de 2013 uma investigação para esclarecer se existem indícios de "corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, falsidade e uso de falsidade, abuso de bens públicos, lavagem, cumplicidade e encobrimento" em relação a essas acusações.


EFE

DefesaNet e jornal O GLOBO promovem debate ao vivo sobre compra de Caças


Major-Brigadeiro do Ar Carlos Baptista Jr e Brigadeiro-do-Ar José Augusto Crepaldi Affonso participam de hangout nesta quarta-feira, às 15h

Lanchas colombianas reforçam fiscalização de fronteiras na região Norte


A fiscalização na área de fronteira na região Norte do país passa a contar com mais duas embarcações colombianas. Como parte de acordo comercial formalizado pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, a Marinha do Brasil terá duas novas lanchas de patrulha de rios (LPR) para o emprego em missões de vigilância, fiscalização e deslocamento de tropas naquela região. Outras duas já haviam sido entregues ao Comando Militar da Amazônia (CMA), no final do ano passado.

As novas lanchas chegaram de navio no Porto de Chibatão, em Manaus (AM), onde passam pelo desembaraço alfandegário junto à Polícia Federal. Após o trâmite, serão rebocadas por via fluvial até a Estação Naval do Rio Negro, localizada também em Manaus.

Na Estação Naval, as novas lanchas passarão pelas seguintes fases: montagem de acessórios; treinamento de operação e manutenção; e testes finais de recebimento, como as provas de rio, quando se que verificam o desempenho (velocidade), manobrabilidade, estabilidade e equipamentos auxiliares - radar, holofotes de busca, equipamentos de comunicações navegação e de combate.

Essas etapas são necessárias para a avaliação do comportamento das embarcações nas condições especificadas em contrato. Os técnicos devem analisar, ainda, a segurança operacional e o funcionamento de todos os sistemas de forma conjunta e integrada.

O corpo técnico da Marinha, juntamente com especialistas do estaleiro colombiano Cotecmar, cumprirá um cronograma de avaliações técnicas para a entrega final. O recebimento e avaliação das lanchas estão a cargo da Diretoria de Engenharia Naval. A previsão é de que elas sejam definitivamente incorporadas à Força Naval no início de março.

Acordo Brasil-Colômbia

A aquisição das embarcações faz parte de acordo firmado em 2012 pelos ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzón. O documento, assinado em Bogotá, prevê a entrega de quatro unidades: duas para o Exército Brasileiro e duas para a Marinha. No caso da Força Terrestre, as embarcações foram entregues no final do ano de 2013.

O convênio entre Brasil e Colômbia visa ao fortalecimento da cooperação entre os dois países na área de defesa, com ênfase na proteção da Amazônia.

Descrição das Lanchas

As lanchas de patrulha são basicamente iguais às entregues ao Exército, com algumas especificidades adequadas ao emprego nas atividades da Marinha. As alterações são internas e abrangem os equipamentos de comunicação e acessórios. As embarcações são confeccionadas com fibra de vidro, blindadas e possuem quatro estações de tiro.

Especificações

Largura - 2,9 metros;
Comprimento - 12,7 metros;
Deslocamento - 11 toneladas;
Calado estático - 0,9 metros;
Velocidade de cruzeiro - 28 nós
Velocidade máxima - 38 nós;
Tripulação - 6 militares;
Tropa - 10 militares.

Armamento das LPR possuem 4 estações de tiro, sendo:

- Reparo duplo de metralhadoras .50 na proa;
- Reparo singelo de metralhadoras .50 na popa ou lança-granadas; e
- Duas metralhadoras 7.62 internas na cabine, uma em cada bordo.

Defesa Net

Vassili Zaitsev: “Matava quatro ou cinco alemães todos os dias”

Vassili Záitsev, em Stalingrado

Publicadas na Espanha as famosas e polêmicas memórias do franco-atirador de Stalingrado que inspirou o filme ‘Círculo de fogo’

“Use cada bala com consciência, Vassili”, recomendava-lhe seu pai quando ele era criança, enquanto caçavam lobos na taiga. Foi o que ele fez em Stalingrado, com outro tipo de lobos, estes humanos, mas também cinzentos. “Matava quatro ou cinco alemães todos os dias”, escreveu. As impressionantes memórias do franco-atirador Vassili Zaitsev (1915-1991), condecorado como Herói da União Soviética, um dos mais famosos em seu difícil e atroz ofício, fazem-nos mergulhar na luta particular que esse tipo de soldados travou durante a II Guerra Mundial, uma história de escuridão e violência. Recém-publicadas na Espanha pela editora Crítica, as memórias nos transportam ao coração mais frio e letal da batalha — onde o soldado mira agachado nos olhos de quem ele mata — e permitem que nos debrucemos sobre a personalidade e as táticas de combatentes tão admirados quanto temidos, que sempre provocaram uma fascinação doentia: a mística dos franco-atiradores.

As memórias de Vassili Grigorievich Zaitsev concentram-se na atividade do franco-atirador em Stalingrado, onde sua contagem particular chegou a 242 militares alemães, incluindo 11 franco-atiradores (abater atiradores do lado inimigo era uma das prioridades desses combatentes). As vicissitudes do certeiro Zaitsev serviram de base para o filme Círculo de fogo, de Jean-Jacques Annaud. Parte do relato do franco-atirador — incluindo o longo e épico duelo com o exímio atirador alemão enviado para caçá-lo, que é o núcleo do filme — é muito polêmica e é considerada pura invenção por historiadores como Antony Beevor. Isso não impede que as memórias nos deem uma interessantíssima descrição da luta selvagem e brutal em Stalingrado e sejam lidas com o coração na mão.

Matou 242 militares, incluídos 11 franco-atiradores alemães

Em um trecho, Zaitsev impede que sua equipe de três duplas de franco-atiradores dispare contra alguns oficiais que, acreditando estar em segurança, estavam se lavando perto de uma trincheira. “Esses caras são só tenentes”, afirmou. “Se desperdiçamos balas com peixes pequenos, os grandes nunca vão pôr a cabeça para fora.” No dia seguinte, voltam à área de banho. Não atiram contra um soldado que aparece. E então chegam os que eles esperavam: um coronel acompanhado por um franco-atirador com um precioso fuzil de caça, um major com a Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e outro coronel fumando numa longa e aristocrática boquilha. “Nossos tiros assobiaram. Apontamos na cabeça, como exige o manual, e os quatro nazistas caíram dando o último suspiro.” Em outra ocasião, ele atira em outro oficial que traz a Cruz de Ferro no peito. “Apertei o gatilho e a bala atravessou a medalha do alemão, que caiu para trás com os braços abertos.”

Zaitsev inicia suas memórias explicando sua infância. Seu avô, que pertencia a uma longa extirpe de caçadores dos Urais, foi quem lhe presenteou com a primeira escopeta. Quando saía para caçar, cobria-se de óleo de texugo para ficar camuflado pelo cheiro do animal. Matando lobos, aprendeu a rastrear e espreitar, o que lhe serviria “para lutar contra aqueles outros predadores bípedes que invadiram nossa pátria”. O futuro franco-atirador não era nenhum iletrado. Ele entrou numa escola técnica de construção, estudou contabilidade e foi inspetor de seguros. Em 1937, foi convocado e entrou como marinheiro na frota do Pacífico — sempre exibiu com orgulho sob o uniforme a camiseta de listras zuis e brancas, a telniashka. Em busca de ação, pediu para entrar numa companhia de fuzileiros e foi parar em Stalingrado. Chegou como suboficial em 21 de setembro de 1942: foi como pousar no inferno; em seu diário, anotou que o ar fedia a carne queimada.

Em seu primeiro combate, Zaitsev, baixo, robusto e de cara larga — não se parecia em nada a Jude Law —, chega ao corpo-a-corpo e, perdidas as baionetas e as pistolas, mata seu primeiro alemão por estrangulamento. É a guerra em toda sua crueza: “Finalmente ele parou de opor resistência e aí senti um cheiro nauseabundo, no momento de morrer ele havia defecado”.

Na defesa das posições na famosa fábrica Outubro Vermelho, Zaitsev vive momentos angustiantes,. É a Ratenkrieg, a “guerra de ratos” nos porões e esgotos da cidade em ruínas. No fim de outubro, um coronel observa como ele mata, com três disparos de seu fuzil padrão de infantaria, vários operadores de uma metralhadora. “Arranjem um fuzil de franco-atirador para ele”, ordena. Trazem um Moisin Nagant 91/30, que o coronel entrega a Zaitsev dizendo: “Já foram três, continue a contagem”.

Assim começa sua carreira. Ele ganha gosto pelo ofício: “Eu gostava de ser franco-atirador e ter a licença para escolher minha presa, a cada disparo era como se pudesse ouvir a bala atravessando o crânio do inimigo”. Atira a longa distância, 550 metros ou mais. A mira telescópica revela detalhes do alvo. “Você sabe se ele fez a barba, pode ver a expressão de seu rosto, cantarolando. Enquanto seu homem coça a testa ou inclina a cabeça para ajeitar o capacete, você busca o melhor ponto para receber o impacto da bala; ele não tem a menor ideia de que só lhe restam alguns segundos de vida.” Não há nenhuma dúvida, nem remorso. “Apertei o gatilho, ele se debateu por alguns segundos e depois ficou imóvel.”

No relato de Zaitsev, os soviéticos são invariavelmente nobres e heroicos e os alemães, cruéis: executam os feridos com lança-chamas ou jogando-os aos cachorros. O franco-atirador vê os nazistas como “serpentes” que se retorcem enquanto ele as aperta em seu punho.

As memórias estão recheadas de conselhos para franco-atiradores — nosso homem se transformou num instrutor. Um manancial ou uma fonte são bons lugares para matar inimigos. É preciso mudar de posição após o disparo para não ser localizado. O atirador não precisa de mais do que dois segundos para apontar e disparar, mas os preparativos requerem horas e até dias de observação e camuflagem. É preciso tornar-se invisível. A paciência é tudo. Os franco-atiradores — que, ao contrário do estereótipo, não lutam sozinhos, mas em duplas ou até em grupo — usam iscas para caçar os rivais.

O grandioso duelo que aparece em Círculo de fogo ocupa um capítulo inteiro do livro. O autor explica que um soldado alemão prisioneiro revelou que o alto comando, preocupado com o crescente número de baixas, havia enviado “um tal major Konings” (Koenig em outras versões), “diretor da escola de franco-atiradores da Wehrmacht nos arredores de Berlim”, com o objetivo exclusivo de abater “o grande coelho russo” (Zaitsev significa coelho).

O “superfranco-atirador” alemão (interpretado no filme por Ed Harris) e o russo disputam um jogo mortífero. Zaitsev o caça no final com algumas artimanhas. Depois o retira arrastado de seu esconderijo, agarra seu fuzil e sua documentação e os entrega ao comandante de sua divisão. A suposta mira desse suposto (e fracassado) ás alemão é exibida no museu das forças armadas em Moscou.

“Nunca houve um franco-atirador alemão chamado major Konings”, insiste Beevor, que abordou amplamente o assunto em seu livro Stalingrado. “Investiguei todos os informes de franco-atiradores em Stalingrado que existem nos arquivos do Ministério da Defesa em Podolsk e posso dizer como toda segurança que o épico ‘duelo de franco-atiradores’ entre os ases alemão e russo nunca ocorreu. Se tivesse ocorrido, teria sido relatado naquele momento, já que era exatamente a história que queriam em Moscou para propaganda. Definitivamente, isso foi inventado depois da batalha.”

Beevor me diz que Annaud o convidou a ver seu filme “com a vã esperança” de que ele não fizesse muitas críticas. “Eu o havia advertido claramente sobre qual era minha posição. Ele tinha comprado os direitos do livro de William Craig, que havia acreditado na história propagandística do longo duelo com o franco-atirador e nas pretensões fantasiosas de Tania Chernova (Rachel Weisz no filme) de que ela também teria sido franco-atiradora e amante de Zaitsev. Pobre velho, reescreveram sua vida transformando-a em lenda. Zaitsev foi completamente manipulado pelos oficiais da GlavPurkka, o braço político do Exército Vermelho, e caiu em depressão depois da guerra, entregando-se à bebida.”

Na verdade, assinala o historiador, as façanhas de Zaitsev foram muito exageradas e ele não foi nem mesmo o melhor franco-atirador soviético em Stalingrado. Este teria sido o sargento Anatoli Chekhov, a quem o grande Vassili Grossman entrevistou e até acompanhou em uma missão em Mamaiev Kurgan, uma das zonas quentes da batalha, para observar como atuava. Diferentemente de Zaitsev (que Grossman também conheceu), Chekhov, que usava uma espécie de silenciador, não mirava no rosto, mas no uniforme do inimigo. Em seu primeiro dia matou 9 alemães; no segundo, 17; em oito dias, 40. No total, eliminou 256 inimigos em Stalingrado. Em 1943, em Kursk, perdeu as duas pernas. Mas nem ele nem Zaitsev foram os melhores franco-atiradores russos: Ivan Sidorenko tem o recorde de 500 mortes, seguido por outros cinco com mais de 400 mortes cada um. Uma mulher franco-atiradora, Lyudmila Pavlichenko, contabilizou 309. Após a guerra, virou historiadora.

Gorssman não deixou notícia de nenhum duelo épico, mas sim de um breve e singular combate entre Zaitsev e um franco-atirador alemão, que durou... 15 minutos. Foi esse episódio, opina Beevor, que provavelmente se exagerou até virar a saga épica de um prolongado duelo entre Zaitsev e o nunca localizado comandante Konings.

Em suas memórias, Zaitsev explica as feridas que sofreu no final da batalha de Stalingrado. Perdeu temporariamente a visão por causa da metralha do projétil de um lança-foguetes alemão Newerberfer e passou por uma via-crúcis até recuperá-la. Não o deixaram voltar à frente de batalha para evitar que tombasse uma valioso ícone patriótico. Ele se dedicou então a formar franco-atiradores. Seus textos sobre o assunto ainda são estudados nas escolas militares russas. Ao terminar a guerra, com a patente de capitão, foi desmobilizado e trabalhou numa fábrica têxtil em Kiev, sem deixar jamais de recordar seus dias de combate. Morreu apenas dez dias antes da dissolução da União Soviética e seus restos repousam na colina Mamaiev, de onde o fantasma do velho atirador talvez continue espreitando presas entre as desvanecidas ruínas da antiga Stalingrado, hoje Volgogrado.

A morte agachada

Pelas fileiras dos franco-atiradores já passaram personagens como estes:

O finlandês Simo Hayha (a “Morte Branca”), o maior franco-atirador de todos os tempos, que matou 505 soldados soviéticos durante a Guerra de Inverno entre Finlândia e União Soviética, sem usar mira telescópica.

O chinês Zhang Taofang, com 214 mortes entre soldados americanos e da ONU em 32 dias (com apenas 442 balas), durante a Guerra da Coréia.

O americano Chris Kyle, atirador dos Navy SEALs assassinado no ano passado no Texas por com companheiro de armas. Com 160 mortes atribuídas a ele (a primeira, uma mulher que se aproximou com explosivos de um grupo de marines), era conhecido entre a insurgência iraquiana como Shaitan ar-Ramadi, “o demônio de Ramadi”. Sua autobiografia, American Sniper, foi um best seller. Não se pode esquecer de Lee Harvey Oswald, outro ex-marine de assombrosa pontaria.

O melhor franco-atirador das forças alemãs na II Guerra Mundial — o equivalente real do major Konings — foi o austríaco Matthãus Hetzenauer, com 345 vítimas, incluindo uma atingida a 1.100 metros de distância. Ganhador da Cruz do Cavaleiro, era membro, como muitos dos franco-atiradores de destaque do III Reich, dos Gebirgsjäger (os caçadores da montanha), cujo emblema era a flor edelweiss que pode ser vista no gorro de Ed Harris em Círculo de fogo.

Outro notável franco-atirador da Wehrmacht, Josef Sepp Allerberger, que somou 257 mortes e usava um guarda-chuvas para se camuflar, é autor das memórias mais estremecedoras do ofício: Sniper on the Eastern Front, Pen & Sword, 2007; em um trecho, explica como literalmente saltam os globos oculares de um soldado atingido por uma bala atrás da cabeça.

Defesa Net

Governo quer estender Lei do Abate para Copa


O governo decidiu estender o alcance da Lei do Abate aos grandes eventos que o país irá sediar, como Copa do Mundo e Olimpíadas. Hoje, a legislação, que prevê a derrubada de um avião com o tiro de destruição, é aplicada apenas em casos de narcotráfico, especialmente nas regiões de fronteira. Com a nova diretriz, o tiro de destruição poderá ser dado para proteger os eventos previstos nas 12 cidades-sede.

O Ministério da Defesa, a FAB e o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas discutem como vai se dar a cobertura jurídica para, num caso extremo, ter que se abater uma aeronave, por exemplo, que ameace um jogo do Mundial deste ano. A Lei do Abate está em vigor desde 2004.

O entendimento da FAB é que se faz necessário a presidente Dilma Rousseff baixar um decreto deixando claro que a lei pode também ser utilizada nos grandes eventos. O entendimento no Ministério da Defesa é o de que talvez não seja necessário a publicação de um decreto. Para dirimir as dúvidas, a Advocacia Geral da União (AGU) foi acionada.

No caso de uma aeronave invadir esse espaço, o procedimento será semelhante ao que ocorre com aviões suspeitos de narcotráfico na Amazônia. Primeiro, são feitas imagens da aeronave, de seu prefixo, matrícula e tentar identificá-lo. Se tiver irregular, o caça se aproxima e emite sinais visuais. Se o piloto não responder, o avião suspeito será interceptado e terá sua rota alterada.

Se ainda assim o piloto não atender, o caça pode disparar, primeiro, tiros de advertência. Se a aeronave for considerada hostil, estará sujeita ao tiro de destruição, que é autorizado pela presidente da República. Nos grandes eventos, o governo criará uma zona aérea de exclusão, de acesso extremamente restrito. Essa zona seria dividida em cores, ainda a serem definidas, mas o espaço de cor vermelha é o geraria o alerta.

Na Copa das Confederações, um avião invadiu uma área de exclusão, em Brasília, e foi obrigada a desviar seu rumo. Foi durante a abertura da competição. Ela foi abordada por um A-29 Super Tucano, a 90 quilômetros de Brasília e teve a rota desviada.

Sindicato da PF prevê falta de agentes

O vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio de Araújo Boundens, disse que a PF não tem efetivo suficiente para fazer a segurança de todas as delegações estrangeiras na Copa e garantir pleno funcionamento da instituição.

Segundo ele, algumas áreas ficarão descobertas. O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) disse que o plano de segurança da Copa está bem estruturado. (Colaborou Jailton de Carvalho)

defesa net

Pentágono espera que a China exporte o J -20 para rivais

A China deverá exportar seu novo caça furtivo, bem como outros sistemas avançados de armas, em um movimento que poderia vê-los sendo utilizados contra os EUA, ou seus aliados, disse um alto funcionário do Pentágono nesta terça-feira.

Frank Kendall, chefe de aquisição do Pentágono, também disse em uma audiência no Congresso, que o “gap” tecnológico entre as armas dos Estados Unidos e da China, foi criado para continuar restringindo os gastos militares dos países, que se movem em direções opostas.

“Em geral, seria de se esperar que os chineses tivessem versões de exportação do equipamento que construiram”, disse Kendall ao Comitê.

“Uma das preocupações com a China não é apenas de que eles estão se modernizando, certamente não prevemos um conflito com a China, mas eles fazem para exportação”, completando “E os sistemas de armas que eles desenvolvem, potencialmente iríamos enfrentar com outras pessoas”.

A China já é o quinto maior exportador de armas do mundo, de acordo com o SIPRI (Stockholm International Peace Research Institute), e seus fabricantes de armas, controladas pelo Estado, tem tido nos últimos anos mais sucesso em concorrências de vendas internacionais.

A expansão tem sido um desafio para os formuladores de políticas e fabricantes de armas ocidentais, que estão direcionando mais vendas no Oriente Médio e na Ásia, para combater orçamentos de defesa baixos ou em declínio, na Europa e nos EUA.

A indústria foi abalada no ano passado, quando a Turquia indicou que iria comprar um sistema de mísseis de defesa da China, que superou os lances da Raytheon e dos consórcios da Europa e da Rússia.

A Turquia ainda tem de finalizar um contrato, mas diplomatas ocidentais questionaram como um sistema de mísseis de defesa construído com hardware chinês, poderia trabalhar junto com a tecnologia existente, fornecida por aliados do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Enquanto o Pentágono tem a preocupação de que os EUA estão perdendo a sua superioridade em áreas como aviões de combate, sistemas de mísseis de defesa e guerra cibernética, é a primeira vez que um alto funcionário comentou o potencial de exportação do novo caça chinês Chengdu J-20.

O J-20 voou pela primeira vez em 2011 e, embora os oficiais do Pentágono não esperem que ele entre em serviço ativo antes de 2018, a sua chegada poderia vir em um momento em que os governos enfrentam uma, cada vez menor, variedade de caças ocidentais disponíveis para compra.

O forte investimento no Lockheed Martin F-35, pelos EUA e alguns aliados, tem levantado questões sobre a capacidade da Boeing para continuar a construir seus aviões F-15 e F/A-18, com as suas carteiras de pedidos diminuindo. Da mesma forma, as aeronaves rivais, construídas pelo consórcio Eurofighter e pela francesa Dassault Aviation, estão sofrendo de uma escassez de novos pedidos e competindo ferozmente pelos poucos contratos internacionais.

Kendall tem defendido o investimento contínuo pelo Pentágono em pesquisa e desenvolvimento, afim de manter o ritmo com o aumento dos gastos por parte da China, Rússia e outros países.

“O Departamento de Defesa está sendo contestado de uma forma que eu não tenho visto a décadas”, disse Kendall em uma audiência no Congresso sobre a mudança de forças militares dos Estados Unidos do Oriente Médio de volta para a Ásia.

Kendall disse que, embora o orçamento de defesa publicado pela China, permaneceu apenas um quarto do que é o dos EUA, que cresce em torno de 10% ao ano, e que só foi possível a compra de mais equipamentos, por causa dos reduzidos custos da mão de obra chinesa.

FONTE: DN

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Defesa Aérea & Naval

Definida a data do referendo suíço para compra do Gripen

A compra de 22 caças Saab Gripen E, planejada pela Suíça, será submetida à votação pública no dia 18 de maio, confirmou o Conselho Federal.

Embora o negócio para compra do Gripen tenha sido aprovado pelos políticos no final do ano passado, o sistema parlamentar suíço permite que seja realizado um referendo público, se forem coletadas pelo menos 50.000 assinaturas, e segundo o governo suíço, 65.400 pessoas assinaram a petição, sendo que a populção suíça é de aproximadamente 7,9 milhões de habitantes, conforme dados de 2012.

Com o início das entreguas previstas para 2018, a frota de Gripen da Força Aérea Suíça visa a substituição dos atuais Northrop F-5. A Força Aérea também possui 31 Boeing F/A-18C/D Hornet, que são esperados continuar no serviço ativo além de 2030.

Enquanto isso, a Suécia anunciou seus planos para modernizar 60 caças Gripen para a versão “E”, enquanto que o Brasil recentemente selecionou a versão “NG”, como vencedor do programa F-X2 para renovação dos caças da Força Aérea Brasileira.

Defesa Aérea & Naval

Escolha de empresas estratégicas gera polêmica

Tudo na área bélica é motivo de contestação, pois, ao contrário do que ocorre em outros setores, há uma confidencialidade excessiva, a pretexto de se tratar com assuntos ligados à segurança e inteligência. Em 27 de novembro, o Ministério da Defesa anunciou as primeiras companhias formalmente credenciadas como Empresas Estratégicas de Defesa, o que não só lhes trará isenções fiscais, mas um certo passe livre junto à cúpula federal. Algumas gigantes mundiais estão incluídas, como Iacit (ELTA Systems Ltd, subsidiária da Israel Aerospace Industries (IAI); Digitro (Israel Aerospace Industries (IAI); OPTO (que poderia estar sendo transferida para um grupo francês).

Não foram agraciadas, no entanto, outras companhias expressivas, como a AEL/Elbit, com forte atuação junto à FAB e Embraer; a KVW (alemã dos carros de combate Leopard); a Iveco (italiana dos veículos blindados do Exército); a Sien Consub (norueguesa dos sistemas de combate para navios da Marinha); a Omnisys (dos radares da francesa Thales) entre outras. A relação inclui estatais, como Nuclep e Emgepron e a histórica Imbel, que já foi líder do setor.

No caso da gigante nacional, o grupo Embraer, foi credenciada a Embraer S/A e não a Embraer Defesa e Segurança, que é a empresa que vem sendo anunciada como contratada e executante de trabalhos neste novo e muito promissor setor da economia nacional. Também não foi credenciada a Embraer GPX Ltda, uma das subsidiárias da Embraer, localizada em Gavião Peixoto (SP), onde se realizam os trabalhos nas aeronaves militares embora tenha sido recentemente aprovada, também pelo Ministério da Defesa, como uma das Empresas de Interesse da Defesa Nacional.

A Atech Negócios em Tecnologia S/A, atualmente propriedade integral da Embraer, também foi credenciada. Este credenciamento deve ter sido aceito por conta do processo de cisão que foi anunciado em 2009 e que permitiu passar a uma empresa privada recém-instituída os contratos que a fundação de mesmo nome executava para o Comando da Aeronáutica. Aí há uma polêmica. Através de documento público do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por Ato de Concentração, informa-se que a Atech S/A “…foi constituída em 2009, quando a Curadoria de Fundações do Ministério Público do Estado de São Paulo determinou que as atividades de cunho econômico da Fundação Atech deveriam ser segregadas das atividades de cunho social. Dessa forma, em 14 de novembro de 2009, a Fundação Atech formalizou sua cisão parcial e constituiu a Atech para atuar nas atividades de engenharia, em especial de desenvolvimento de projetos e sistemas de Comando, Controle, Comunicações Computação e Inteligência”. Ou seja, a fundação ficaria com as atividades de cunho social e não mais seria envolvida com a engenharia e muito menos na área de Defesa.

Naquela ocasião, contratos em andamento com a Marinha não foram incluídos nas negociações e permanecem até hoje com a Fundação Ezute, novo nome da Atech. É esperado que, pelo fim destes contratos (nas áreas de desenvolvimento de mísseis e de apoio a sistema de comando e controle de submarinos) esta nova fundação possa finalmente integralizar a decisão do Ministério Público. O contrato da Fundação, também com a Marinha, para a preparação do Projeto Básico do SisGAAz já deve ter sido concluído.

Monitor Digital

Ucrânia na mira de revisionistas romenos

Cada crise política séria leva, por via da regra, ao enfraquecimento do país, suscitando a atividade de elementos políticos hostis nos Estados vizinhos. A crise ucraniana veio intensificar as pretensões de revisionistas romenos que colocam a questão da “restituição de territórios anexados”.

Na imprensa romena, próxima do presidente Traian Basescu, bem como nos círculos nacionalistas, patrocinados à larga pelo Serviço de Inteligência Externa (SIE), à luz da crise na Ucrânia se debatem as vias de separação da zona Herta na região de Chernivtsi e de uma parte da região de Odessa. Estes territórios têm sido vistos pelas forças radicais como as regiões “roubadas por Stalin”. Por isso, na Romênia existem forças políticas para as quais a restituição desses territórios poderá virar um projeto político aliciante.

Teoricamente, não é apenas a Romênia que pode contestar certos territórios ucranianos. Mas no meio dos líderes regionais foi somente Basescu que se destacou por declarações rígidas e bem francas. Mais do que isso, o restabelecimento da Romênia dentro das fronteiras de 1918 se tornou para o líder romeno uma verdadeira mania. Ele qualificou a anexação da Moldávia de um “maior projeto nacional” e pretende ir ainda mais longe.

O seu mandato presidencial expira no outono de 2014 sem a possibilidade de ele se candidatar pela terceira vez. Ora, depois de perder a imunidade presidencial, Basescu poderá ser entregue à justiça. Assim, pois, para se manter no poder e controlar a força política que representa, Basescu é capaz de se envolver num conflito internacional sob um pretexto da “recuperação da justeza histórica”. A introdução de uma lei marcial ou de estado de emergência, uma vitória notável na política externa, tudo isso, do ponto de vista de políticos radicais, pode ajudar a conservar o poder.

Observadores têm apontado para a semelhança entre Basescu e Saakashvili, presidente da Geórgia. Em 2008, apenas um mero acaso e a intervenção das forças sensatas da Europa salvaram a Romênia de uma catástrofe idêntica ao colapso georgiano no contexto do conflito na região do rio Dniestre.

Agora a situação está se repetindo. Na fronteira da região de Chernivtsi não se encontra um contingente das forças de paz russo, o que poderá servir de estímulo para ações insensatas da parte romena.

Os primeiros passos para tal já foram dados. Se as autoridades romenas não tomarem juízo e medidas, os problemas de caráter nacionalista poderão se agudizar ainda mais. As organizações que representam a minoria romena nacional na Ucrânia estão sob o controle de serviços especiais romenos. Elas já exigiram que um único deputado de origem romena no parlamento ucraniano abandonasse as fileiras do Partido das Regiões. Falta dar um passo até que sejam feitas novas declarações sobre a “ilegitimidade” dos poderes ucranianos e formulado um pedido sobre a proteção por Bucareste de seus cidadãos (muitos romenos residentes na Ucrânia possuem passaportes romenos). Não se exclui que o esquema possa vir a ser utilizado para enviar à Ucrânia as tropas de um país-membro da OTAN. Mas esperemos que diplomatas alemães, que já tinham esfriado os ânimos nacionalistas do presidente romeno, não permitam tal cenário.

Voz da Rússia

O Pacífico como zona de competição militar

Os EUA continuam aumentando seu poderio naval no oceano Pacífico. Neste oceano já se encontram 60% dos seus submarinos equipados com armas nucleares.

O reforço da força naval presente nessa região foi planejado já há vários anos, e hoje o oceano Pacífico se está transformando numa arena da competição entre as maiores potências mundiais. Também Moscou dedica uma atenção especial a essa região.

Contenção e ameaça

No mundo moderno a disposição das forças navais mais importantes dos principais países serve de indicador seguro do clima político. Durante praticamente todo o período da guerra fria as principais forças navais dos EUA estavam concentradas no Atlântico, sendo a United States Second Fleet a sua maior força naval. Essa era a frota mais forte pela sua composição até meados dos anos 90, depois ela foi reduzida e, em 2011, foi finalmente desmantelada. A área do Atlântico pela qual a Segunda Frota era responsável foi dividida entre a Sexta Frota, que tem o Mediterrâneo como seu teatro operacional principal, e a Quarta Frota, que controla a área adjacente à América do Sul.

Nesse período a marinha dos EUA já tinha começado a transferir as suas forças principais para o Pacífico, para a zona da responsabilidade da Sétima Frota. O secretário de Estado da Defesa dos EUA Leon Panetta falou publicamente em 2012 sobre os planos para a concentração de forças no Pacífico, tendo referido a proporção desejável da sua distribuição entre os oceanos Pacífico e Atlântico como 60:40.

A marinha é o meio bélico mais flexível à disposição dos EUA, cumprindo tanto missões de dissuasão perante um potencial adversário, como exercendo funções de ameaça. O destinatário dessas ações no oceano Pacífico é evidente – a China, que está executando um programa de reforço importante da sua marinha de guerra que inclui os planos para a constituição de quatro grupos aeronavais. Se considerarmos que os EUA planejam manter no Pacífico seis porta-aviões, parte dos quais irá constantemente virar as suas atenções para o Golfo Pérsico e Oriente Médio em geral, a correlação de forças não parece muito desesperada para a China.

Contudo, o fator de ameaça criado pela marinha dos Estados Unidos continua sendo suficientemente importante de forma a evitar tentativas de desafio ao poderio naval norte-americano. Por seu turno, os EUA tentam colher dividendos da sua posição ao criar a componente naval do sistema de Defesa Antimísseis (DAM), aumentando fortemente a sua mobilidade e flexibilidade. Uma grande parte de navios equipados com mísseis-interceptores SM-3 também se encontra hoje no oceano Pacífico.

O tempo da Rússia

Temos de considerar que no planejamento militar norte-americano a Rússia ocupa hoje um lugar secundário, caso contrário a maior parte da marinha dos EUA continuaria concentrada no Atlântico Norte e no Mediterrâneo. A principal atenção no Extremo Oriente é dedicada à China, com o seu crescente poderio econômico e militar, e à Coreia do Norte, que representa uma ameaça devido à sua imprevisibilidade e a possuir armas nucleares. Foi precisamente o fator norte-coreano que motivou o envio para essa região de um número tão grande de navios do sistema DAM norte-americano.

O mesmo é válido para a Rússia: no planejamento militar russo os EUA deixaram há muito de ter o estatuto de adversário mais provável. Se nos referirmos ao oceano Pacífico, o cenário mais realista para a Rússia é a ameaça de uma possível operação militar por parte do Japão para recuperar os “territórios do norte”. Entretanto, essa possibilidade praticamente exclui um apoio ao Japão por parte dos Estados Unidos – estes precisam de boas relações com a Rússia em caso de uma confrontação com a China.

Já a Rússia está recuperando a sua presença no Extremo Oriente, incluindo com um planejado reforço da sua marinha de guerra. Nos anos mais próximos a marinha irá ser reforçada com novas corvetas e fragatas, submarinos, navios polivalentes de desembarque da classe Mistral e outros navios.

As prioridades da marinha também se alteraram: de uma competição direta com os EUA, a marinha russa alterou as suas missões para o reforço da defesa das Ilhas Curilas e para o combate à pirataria. No futuro, o oceano Pacífico deverá albergar a maior parte dos navios de guerra da Rússia.

Para Moscou a principal garantia de segurança nem são as armas, mas a manutenção de boas relações com os líderes regionais, a Índia e a China. Nessas condições a Rússia pode continuar a desenvolver a sua marinha no Pacífico sem receios de o programa ficar comprometido devido a fatores políticos externos.

Voz da Rússia