quinta-feira, 30 de abril de 2015

Agência alemã ajudou NSA a espionar França e UE

Alemães teriam cooperado com a Agência de Segurança Nacional dos EUA para coletar dados de altos funcionários do ministério do Exterior francês, da sede da presidência do país e da Comissão Europeia, diz jornal alemão.

O Departamento Federal de Informações da Alemanha (BND) ajudou a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos para espionar o governo francês e a Comissão Europeia, afirmaram nesta quarta-feira (29/04) o jornal alemão Süddeutsche Zeitung (SZ) e as emissoras públicas regionais de rádio e televisão NRD e WDR.

De acordo com o jornal, que cita investigações internas realizadas pelo governo alemão, a estação de escuta do BND localizada em Bad Aibling, na Bavária, cooperou com a NSA na espionagem de altos funcionários do ministério do Exterior francês, como da sede da presidência do país, e da Comissão Europeia.

Os serviços de inteligência do governo repassaram importantes documentos a respeito das interceptações para a comissão de investigação do Parlamento, criada há dois anos para esclarecer a espionagem da NSA em território alemão.

Segundo informações da imprensa alemã, a NSA enviou durante anos ao BND a sua lista de alvos para serem espionados, mas o governo alemão não tratou de impedir as interceptações. Mesmo sem dar detalhes a respeito, Berlim afirma que a colaboração entre ambas as agências de inteligência conseguiu evitar vários ataques terroristas.

Na semana passada, a revista Spiegel disse que o BND ajudou os EUA a espionar alvos europeus, inclusive alemães. A agência de espionagem alemã teria coletado informações por meio da interceptação de sinais de comunicação entre pessoas ou máquinas em mais de 40 mil casos e repassado endereços de IP e números de celulares para a NSA.

FC/dpa/rtr/efe/afp/ap

Fonte: DW / Plano Brasil

Baltimore e a impotência das autoridades dos EUA

Baltimore entra em erupção apos a morte de outro homem negro desarmado pela policia dos EUA
Polícia e políticos assistiram passivos a confrontos e destruição. Para o correspondente da DW em Washington, Miodrag Soric, caos na cidade americana é fruto da incapacidade do governo de lidar com problemas sociais.
Miodrag Soric
Em Baltimore, lojas pegam fogo, carros são incendiados, manifestantes atiram pedras nos policiais. Não, não há desculpa para tal violência. Nem mesmo a morte do jovem negro Freddie Gray, há quase uma semana. O rapaz, de 25 anos, morreu após ser preso, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Os policiais responsáveis foram suspensos. Eles podem ser processados. Mas isso pode demorar.
Revoltada, a população de Baltimore não quis esperar tanto tempo. Logo após o funeral de Gray, centenas manifestantes se reuniram, provocando tumulto. A polícia afirma que tentou acalmar a situação. Na verdade, assistiu por muito tempo, impotente, enquanto vândalos de pilhavam e incendiavam.
Somente depois de horas o governador de Maryland, Larry Hogan, decretou estado de emergência e convocou a Guarda Nacional. Tarde demais, na opinião de muitos americanos, que testemunharam a destruição através da mídia. Helicópteros com câmeras de TV circularam, como falcões, pelos bairros afetados.
Agora está claro: muitos criminosos mascarados vão sair impunes. Especialmente aqueles que chegaram à cidade, vindos de outras partes dos Estados Unidos, com a intenção única de promover o tumulto. Caso seja possível prendê-los, eles têm que sentir a força da lei. Eles não podem é ser maltratados na prisão, como Eric Garner, em Nova York. E, provavelmente, também Freddie Gray, em Baltimore.
No mais tardar, desde o último sábado a polícia já sabia que poderia haver distúrbios em Baltimore. Durante o dia, milhares de manifestantes se reuniram para protestar contra a violência policial excessiva – inicialmente, de forma pacífica. Mas à noite houve confrontos entre manifestantes e a polícia. Então, passou a estar claro: há arruaceiros na cidade, que precisam ser isolados.
Mas isso, aparentemente, não aconteceu. A desconfiança reina entre a polícia e os moradores de Baltimore. A situação é semelhante à de Ferguson, onde um adolescente negro desarmado foi morto a tiros no ano passado. Em ambas as cidades, os problemas sociais foram ignorados por décadas. O desemprego é alto entre os jovens. As escolas públicas são ruins. A política local não sabe o que fazer.
Obama pode mudar isso? A Casa Branca não fica sequer a uma hora de carro das casas e carros incendiados em Baltimore. Aqueles que conversam com os desordeiros, rapidamente percebem: eles não esperam nada do primeiro presidente negro na Casa Branca. Eles se sentem esquecidos também por ele.

“Violência em Baltimore poderia ser evitada”

Tumultos na cidade americana, após funeral de jovem negro, eram previsíveis, segundo especialista em direitos civis. Em entrevista à DW, Sam Fulwood diz que governo poderia ter lidado melhor com tensão social e racial.
Em protesto pela morte do jovem negro Freddie Gray, de 25 anos, centenas de pessoas foram nesta semana às ruas de Baltimore, no estado americano de Maryland. Os tumultos começaram pós o funeral do rapaz, que reuniu mais de 3 mil pessoas numa igreja local. Os manifestantes atacaram estabelecimentos comerciais, atearam fogo em veículos da polícia e atiraram tijolos e garrafas contra forças de segurança, que responderam com spray de pimenta.
O rapaz afro-americano morreu no último dia 19 de abril, após sofrer graves lesões na coluna em circunstâncias ainda não esclarecidas. Policiais teriam rodado com ele no carro durante 30 minutos, antes de chamar socorro médico.
Em entrevista à DW, Sam Fulwood, especialista em direitos civis do think tank Center for American Progress, de Washington,afirma que os tumultos na cidade americana eram previsíveis. Para ele, as autoridades locais poderiam ter evitado os incidentes, caso tivessem lidado melhor com tensões raciais e sociais da região.
Fulwood destaca, entretanto, que os Estados Unidos fizeram grandes progressos na questão racial e da diversidade social. “Os EUA de 2015 estão muito distantes dos EUA de 1955″, diz.
DWNo princípio, os protestos em Baltimore eram pacíficos, até que alguém na multidão atirou a primeira pedra, fazendo com que bairros inteiros fossem tomados pela violência. O que o senhor pode nos dizer sobre essa dinâmica?
Sam Fulwood: Ela segue padrões previsíveis, conhecidos em tumultos ocorridos em diversas áreas urbanas desde a década de 1960. Pelo fato de tudo ser tão previsível, deveríamos ter sido capazes de evitar isso.
Normalmente, acontece o seguinte: temos uma operação policial num ambiente urbano pobre. As pessoas ficam muito irritadas por isso e, em seguida, como resultado, começam a atirar pedras. No pior dos casos, chegam até a disparar armas de fogo – o que, felizmente, não chegou a ocorrer em Baltimore. A polícia reage, então, geralmente com uma demonstração exagerada de força. No final, temos tumultos generalizados.
Parece que há uma tensão latente, que é liberada durante tais confrontos. Por que as pessoas estão tão revoltadas?
Sam Fulwooddo Center for American Progress
Para algumas pessoas em comunidades urbanas, a vida é desproporcionalmente injusta. Mesmo que essa injustiça dificilmente seja notada pela sociedade em geral, ela é uma realidade em muitas dessas comunidades. As taxas de desemprego e de pobreza são mais elevadas, ofertas de emprego e de atividades de lazer são mais reduzidas. Há escassez de tudo aquilo que faz a vida valer a pena. As pessoas que ali vivem sabem muito bem que outras pessoas têm uma vida melhor. E elas ficam aborrecidas com isso.
Eu até fico surpreso que já não tenhamos tantas dessas atividades. O fato de termos tão poucas é curioso.
O senhor está falando dos tumultos?
Talvez não tumultos nessa escala, mas protestos de rua e desobediência civil. O fato de que não tenhamos muito disso mostra o quanto de paciência as pessoas têm.
Se olharmos para Ferguson, Cleveland, Carolina do Sul e, agora, Baltimore, vemos que os Estados Unidos passam por ciclos de confrontos periódicos com a polícia, seguidos de tumultos. E parece que ninguém aprende com isso. É algo realmente inevitável?
Acho, sim, que isso poderia ser evitado. Veja a Carolina do Sul. Quando foi revelado que um policial havia disparado contra um negro desarmado, as pessoas e a polícia na cidade de North Charleston reagiram de forma adequada. O policial foi preso e processado. Isso fez com que as tensões fossem um pouco aliviadas.
O senhor acha que o governador de Maryland e a prefeita de Baltimore reagiram adequadamente?
Os tumultos violentos eram previsíveis. Acho que cidades como Baltimore teriam possibilidade de lidar melhor com essas tensões.
O presidente Barack Obama disse que os americanos deveriam analisar a própria alma para quebrar esse ciclo de violência. Qual seriam as medidas necessárias para tal?
Esses confrontos estão profundamente enraizados na estrutura social do nosso país. Em muitas repartições governamentais, vejo certa relutância em admitir que essas estruturas existem e em lidar proativamente com elas. É claro que precisamos de uma polícia melhor. Em muitas cidades, o treinamento da polícia precisa ser completamente reformulado. E as próprias pessoas têm que se engajar mais, para garantir que seus bairros sejam seguros.
O senhor acredita que o presidente Obama mostra determinação suficiente em face do problema racial que abala há muitos anos os Estados Unidos?
Eu não sei se isso é uma tarefa só do presidente Obama. É um peso excessivo que está sendo imposto a ele. As pessoas pensam que ele é uma figura messiânica, porque é afro-americano. Mas é injusto esperar que ele seja, sozinho, aquele que pode resolver os problemas raciais que os Estados Unidos tem há 400 anos.
No início da entrevista, o senhor falou de padrões previsíveis de comportamento. O senhor tem esperança de que esse padrão seja quebrado algum dia?
Certamente não nas próximas semanas ou meses. Mas se pensarmos em termos de anos e décadas, então, vemos que fizemos progressos nos EUA. Mas as pessoas não são realistas se acham que em algum momento não teremos mais discriminação racial, sexual ou social. Mas acredito que fizemos progressos incríveis na questão racial e da diversidade social. Os EUA de 2015 estão muito distantes dos EUA de 1955. Devemos reconhecer que fizemos progressos. Mas não podemos medir esse progresso nas expectativas de que, no futuro, não teremos mais problemas raciais. Isso, provavelmente, nunca conseguiremos.
Fonte: DW / Plano Brasil

Esquecimento do papel do Exército Vermelho é fruto da mentira da Guerra Fria


Uma recente pesquisa aponta que só 13% dos europeus conhecem o papel decisivo do Exército Vermelho, que libertou a Europa do fascismo e nazismo. Segundo o historiador brasileiro João Claudio Platenik Pitillo, da UERJ, este é o resultado lógico da campanha de desinformação que teve lugar durante a Guerra Fria.

Em uma entrevista à Sputnik Brasil, o historiador, que é autor do livro “Aço Vermelho: Os Segredos da Vitória Soviética na Segunda Guerra Mundial”, disse que o Ocidente realizou toda uma campanha durante a Guerra Fria que terminou em uma revisão drástica de História. Esta revisão afetou todos os países:
“Essa ignorância também está aqui no Brasil. E isso é fruto da Guerra Fria. A Guerra Fria foi muito hábil em produzir uma Segunda Guerra Mundial onde os ocidentais, a França, a Inglaterra, os Estados Unidos, fizeram uma revisão da História <…> Depois, eles se colocam como países centrais na derrota do nazismo e por último, eles se colocam na vanguarda da luta anticomunista. Eles criaram o espantalho do comunismo, que tinha que ser combatido”.

Afinal, a confusão gerada pelo Ocidente fez com que o próprio Ocidente esquecesse quem era inimigo e quem era aliado: “A confusão deles foi tão grande que eles muitas vezes retratavam o comunismo e o nazismo como a mesma coisa”, ressalta o historiador.

Houve quem chegasse a afirmar que a culpa pela Segunda Guerra Mundial foi da União Soviética.

“A nossa missão como historiadores é combater isso. Isso é uma mentira que, ao fim e ao cabo, só vem beneficiar o nazi-fascismo”, frisa Platenik Pitillo.

Comentando os números da pesquisa (13% têm conhecimento do papel do Exército Vermelho, 43% acreditam ingenuamente que a vitória foi obra do exército dos EUA), o historiador brasileiro disse que esse resultado, lamentavelmente, pode não ser o pior. Ele acredita que “no Brasil, o percentual seja já maior”; mas acha que é principalmente um problema da educação.

Nisso, ele coincide com o chefe da Administração do presidente da Rússia, Sergei Ivanov, que, em entrevista hoje ao canal RT, disse o seguinte:

“Eu acho que nós não podemos reescrever a História. Porque existem muitos documentos históricos que provam que a União Soviética desempenhou um papel importantíssimo para um desenlace positivo da guerra mais cruel da História mundial”.

Segundo Ivanov, estas tentativas de reescrever a História não têm justificação:

“Eu estou hoje preocupado pelo fato de nos EUA e em certos países da Europa Ocidental, os políticos tentarem reescrever a História, deturpar a História, colocando, por exemplo, o comunismo e o fascismo ao mesmo nível. Tudo isso não corresponde à realidade, é simplesmente mentira <…> E quanto mais tempo passa, com mais obstinação os países ocidentais fazem uso deste meio, eu diria, que não é muito aceitável do ponto de vista moral, para isolar a Rússia”.

Justiça para o Brasil também

O Brasil também participou da Segunda Guerra Mundial, sendo o único país latino-americano a combater. Foi como aliado dos EUA, mas os EUA preferem calar o fato, diz Platenik Pitillo. Não há nenhum livro que mencione a atuação brasileira no conflito.

Mas a presidente Dilma Rousseff pode afinal mudar a situação. Dilma deve assistir à Parada da Vitória em 9 de maio em Moscou. Segundo o professor Platenik Pitillo, trata-se de um evento muito significativo:

“Pela primeira vez, um presidente brasileiro vai assistir ao Dia da Vitória em Moscou <…> Eu acho que é um avanço. Porque o Brasil participou da luta na Europa do lado dos Estados Unidos, e nós nunca recebemos, porparte dos estadunidenses o devido respeito pela atuação na Itália. O Brasil teve uma participação gloriosa na Itália, e nós não aparecemos em nenhum livro da história”.

Talvez por parte da Rússia o Brasil afinal receberá o devido reconhecimento, negado pelos EUA.
Vale lembrar que os Estados Unidos têm admitido estar pressionando líderes de certos países de maneira a que estes desistam de viagens a Moscou para homenagear os 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial. Em abril, ganhou notoriedade o caso do presidente tcheco, Milos Zeman, que após ter confirmado a sua decisão de ir à praça Vermelha, foi chamado pelo seu colega estadunidense, Barack Obama.

Zeman disse naquela altura que não se podia esquecer que foi a União Soviética quem libertou a antiga Tchecoslováquia do nazismo.

Mais recentemente, em um briefing no Departamento de Estado dos EUA, a porta-voz desta autarquia, Marie Harf, confessou que as autoridades querem ver as posições dos seus países aliados e “parceiros” mais alinhadas com a dos próprios EUA.

Fonte: Sputnik News Brasil / Plano Brasil

Vídeo: Novo veículo militar do Irã – “Fallagh”




Plano brasil

Blindados russos "desfilam" pelas ruas de Moscou



O Informante

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Noruega cita ‘ameaça russa’ e investe pesado em defesa


A Noruega pretende aumentar seu orçamento militar em até meio bilhão de dólares para melhorar sua capacidade de defesa na fronteira norte citando uma suposta “ameaça russa”. Enquanto isso, o país aumenta a exportação de armas para os Estados Unidos em US$ 10 milhões.

O governo norueguês anunciou que aumentará seus gastos militares em até meio bilhão de dólares para melhorar sua capacidade de defesa na fronteira norte por causa do que os oficiais do país veem como uma “ameaça russa.”
O ministro da Defesa do país, Ine Eriksen Soreide, afirmou que a Noruega investiria cerca de US$ 577 milhões na construção da primeira bateria antiaérea norueguesa e na modernização de seu esquadrão de tanques Leopard 2, fabricados na Alemanha, além de investimento em outros projetos do setor.

De acordo com a imprensa local, os especialistas em defesa da Noruega vêm pedindo “mais soldados e maior capacidade perto da fronteira com a Rússia”, temendo que seu país seja “um vizinho pequeno de uma superpotência com ambições globais.”

Ao mesmo tempo, a Noruega vem aumentando suas exportações de armas — que, aparentemente, são usadas em zonas de conflito ao redor do globo.

De acordo com números recentes divulgados pela Statistics Norway (SBB), quase 80% das exportações de armas militares em 2014 aconteceram em negócios com países da OTAN, totalizando US$ 185 milhões. Os Estados Unidos compraram 45% dessas armas. Em 2013, assim como em 2014, os três principais compradores da Noruega foram EUA, Polônia e Suécia. No ano passado, o país aumentou suas vendas de bombas, granadas, munição e peças.

Uma pesquisa do grupo Gallup, baseado nos Estados Unidos, apontou que no mundo inteiro são os habitantes da Noruega que mais desaprovam a liderança russa. O resultado aponta que 89% dos noruegueses são contra Moscou. Logo atrás vêm os habitantes de Holanda (86%), Finlândia (86%), Suíça (83%) e Suécia (82%).

Fonte: Sputnik News Brasil /Plano brasil

F-35: Agora é o motor

F-35 sunsetO escritório de responsabilidade do governo para o Programa F135 (GAO – Government Accountability Office) e o Pentágono apuraram problemas com o programa do motor F135.
Os motores do F-35 da United Technologies Corp.(Pratt & Whitney) estão se provando pouco fiáveis, o que pode atrasar os planos dos EUA para aumentar a produção do jato, de acordo com os auditores do Congresso.
Os dados de testes de voo avaliados pelo GAO mostraram que a confiabilidade dos motores da empresa é “muito pobre (menos da metade do projetado) e tem limitado o “progresso do F-35, o mais caro sistema de armas dos EUA.”
O GAO citou a necessidade de se fazer alterações no desenho dos motores e, em seguida, equipar aviões já construídos. Junto com as falhas que persistem no software do avião, um relatório alertou o Departamento de Defesa os planos de aquisições podem não ser viáveis. Os militares planejam gastar US$ 391,1 bilhões para uma frota de 2.443 jatos F-35.
O Pentágono divulgou um relatório separado criticando a gestão do programa do motor. O relatório cita 61 ‘não coformidades’ para com as exigências e as políticas do Departamento de Defesa.
A partir do final de dezembro, os motores do complexo F-35B, projetado para decolagens curtas e pousos verticais, o Corpo de Fuzileiros Navais voou cerca de 47 horas entre falhas causadas por problemas de design do motor, em vez das 90 horas previstas, de acordo com funcionários GAO. Os motores dos aviões da Força Aérea e da Marinha, voaram cerca de 25 horas entre as falhas, em vez das 120 horas previstas.
F135 #2Resposta da Empresa
Matthew Bates, porta-voz da Pratt & Whitney, respondeu ao GAO dizendo que ele “avaliou incorretamente a confiabilidade do motor, uma vez que novos projetos estão sendo validados e estão sendo incorporados.”
A confiabilidade do modelo F-35B “está em 71%” e “tem feito progressos de melhorias consistentes” desde 2013, disse Bates. Ele disse que o motor do F-35A “é de 147% neste momento.”
Alterações no projeto
A agência “tem confundido especificação de confiabilidade do motor e especificação de confiabilidade das aeronaves, que são medidos de forma diferente“, disse ele. “Embora o relatório tenha enumerado algumas preocupações de propulsão,” o Pentágono “validou nosso desempenho de confiabilidade.”
Michael Sullivan do GAO disse que a Pratt & Whitney “incluiu alterações de design que são validados e estão sendo incorporadas ao motor, mas ainda não foram demonstradas por meio de testes de voo.
Bennett Croswell, presidente da Pratt & Whitney para motores militares, disse a repórteres que levará tempo para equipar os F-35 com as melhorias de confiabilidade planejadas e para acumular horas de voo reais.
Croswell disse que estava surpreso com o que o GAO chamou a confiabilidade do motor de “muito pobre”, justamente quando a P&W está atendendo ou superando suas metas.
F135 #1Soluções desenvolvidas
O Pentágono e a Pratt & Whitney têm financiado iniciativas desde 2010 para melhorar a confiabilidade do motor, Joe DellaVedova, porta-voz do F-35 do escritório do programa do Departamento de Defesa, disse que “as soluções foram desenvolvidas e validadas” e já foram incorporados.
Enquanto as correções irão fornecer a confiabilidade desejada para as versões da Força Aérea e da Marinha, o F-35B dos Fuzileiros Navais “deverá ficar ligeiramente abaixo das exigências de especificação“, disse ele. A Pratt & Whitney, a única fornecedora dos motores, também tem enfrentado críticas por parte do Pentágono por não reduzir os preços de forma rápida e por lapsos de qualidade.
A questão da confiabilidade pode ser revista pelos legisladores, uma vez que o Pentágono pediu US$ 1,2 bilhões para comprar motores no próximo ano, acima dos US$ 873 milhões deste ano, com o financiamento anual subindo para US$ 2 bilhões em 2020.
O Congresso até agora aprovou pelo menos US$ 17 biliões de forma planejada dos US$ 67 bilhões para os motores do F-35, aumentando para 57 o numero de motores para o próximo ano, sendo quem serão 38 este ano, e 92 em 2020.
FONTE: Bloomberg – Tradução e edição: CAVOK
IMAGENS meramente ilustrativas: F135#1F-35.com
NOTA DO EDITOR: O mesmo GAO e o Inspetor Geral do Pentágono, que hoje estão preocupadíssimos com o F135 é o mesmo que deu o seu aval para o cancelamento do F136, o outro motor e segunda opção de motorização para o F-35. O F136 era um motor tão avançado quanto o F135. Desenvolvido pela General Electric em conjunto com a Rolls-Royce, foi abandonado em 2011 quando o Pentágono cancelou o seu desenvolvimento.
Inicialmente o programa F-35 previa que todos seriam propulsionados pelo motor F135 da Pratt & Whitney,mas estava previsto que os motores teriam uma concorrência a parte, a partir do 6º Lote de produção.
Em 2005, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos concedeu a GE/Rolls-Royce um contrato de US $ 2,4 bilhões para desenvolver o motor F136. O motor deveria ser apresentado até setembro de 2013, porém, em 2006 o contrato foi cancelado, deixando toda a responsabilidade do programa F-35 sobre a Pratt & Whitney. Começou aí uma batalha nos bastidores. O Congresso dos EUA entrou no jogo e o motor F136 ganhou uma sobrevida. Em 2008 o F136 completou – com muito sucesso – um programa de testes da USAF. Em 2009 o primeiro F136 de produção foi montado. A GE/RR apresentou uma oferta ao governo dos EUA. Resumindo, o F136 enfrentou muita resistência nos ‘bastidores’, até que a GE/RR, depois de injetarem muito dinheiro, desistiram de auto-financiar o motor. Como resultado, não houve concorrência nos motores e o programa F-35 ficou sem um plano B.

O povo vietnamita venceu os EUA e nenhuma falsificação histórica conseguirá mudar esta verdade

Enquanto o Vietnã comemora os 40 anos da libertação do Sul e do fim da guerra, a televisão dos EUA transmite o documentário “Últimos dias no Vietnã”, dirigido por Rory Kennedy, indicado ao Oscar e vencedor do prestigioso prêmio Emmy.

O filme conta a história de como nos últimos dias de a abril de 1975 os “nobres oficiais norte-americanos” resgatavam seus amigos e aliados em navios, aviões e helicópteros. Eles salvavam soldados e oficiais do Exército da República do Vietnã, derrotado de forma esmagadora pelo Exército de Libertação Popular do Vietnã do Sul – os comunistas vietnamitas, que a propaganda norte-americana e sul-vietnamita apresentava como “assassinos sanguinários, cruéis e impiedosos da população do Vietnã do Sul”.
O filme, no entanto, segundo conta o historiador e veterano da Segunda Guerra de Libertação Vu Quang Hien, ignora completamente as razões da saída dos norte-americanos do Vietnã e cenário deixado pelo mesmos naquele país. Deixa de citar os quase 4 milhões de mortos – dos quais a metade era de população civil, os milhões de feridos e os 11 milhões de desabrigados. E tampouco mostra as florestas e os campos sul-vietnamitas transformados em desertos pelo uso do Agente Laranja, os rios envenenados e os vastos terrenos saturados de minas e bombas.

Nas palavras de Vu Quang Hien, 640 mil hectares de terras vietnamitas continuam envenenadas pela dioxina produzida pelo Agente Laranja, 600 mil toneladas de bombas e minas continuam espalhados pelos campos e florestas do país. Passados 40 anos, as vítimas do Agente Laranja continuam dando à luz a crianças com deformidades, pessoas continuam explodindo em minas deixadas pelos norte-americanos, milhares de hectares de solo do Vietnã continuam inférteis.

Docente da Universidade Estatal de Hanoi, Vu Quang Hien se voluntário nos anos estudantis para lutar pela libertação do Vietnã do Sul e pela reunificação do país. Ele lembra do espanto inicial com que os habitantes de vilarejos sul-vietnamitas recebiam os guerrilheiros.

“Afinal, eles haviam sido programados para acreditar que estes eram impiedosos assassinos comunistas. Mas quando os camponeses viram os seus libertadores, a sua opinião logo mudou, e nós, jovens do Vietnã do Sul, éramos recebidos de braços abertos”.

O povo vietnamita venceu os EUA – a mais poderosa potência econômica e militar do mundo – e reunificou o seu país. O regime sul-vietnamita pró-americano caiu, apesar do intenso apoiou dos EUA nos âmbitos político, econômico e militar. Segundo Vu Quang Hien, isso aconteceu graças ao espírito de resistência da maioria esmagadora da população do Vietnã, graças ao apoio da União Soviética e da China, graças ao amplo amparo internacional à luta do povo vietnamita. E nenhum acordo, nenhuma falsificação histórica por meios impressos, digitais ou cinematográficos conseguirá fazer com que esta verdade seja esquecida.

Fonte: Sputnik News Brasil / Plano Brasil

“Nunca pertenci às chamadas elites” – Pútin


No domingo passado (26), o canal Rússia-1 exibiu o documentário/entrevista “Presidente”, por ocasião do 15º aniversário do início do primeiro mandato presidencial de Pútin. Leia abaixo as principais declarações feita pelo presidente russo durante o programa de TV.

Poder desde 2000

“Quando eu era primeiro-ministro e Iéltsin anunciou que deixaria a presidência do país, alguns oligarcas vieram ao meu escritório na Casa Branca, sentaram-se na minha frente e disseram: ‘Você sabe que não nunca será presidente aqui?’. E eu respondi: ‘Bem, vamos ver’.”

“Eu trabalhei por quase 20 anos na inteligência externa da KGB e até chegou a parecer que, com a queda das barreiras ideológicas do Partido Comunista, tudo iria mudar radicalmente. Mas não, não mudou. Acontece que existem interesses geopolíticos que geralmente não estão associados a nenhuma ideologia. Os nossos parceiros precisam entender que um país como a Rússia tem, e não poderia deixar de ter, os seus interesses geopolíticos.”

Esmola do Ocidente

“Tenho, por vezes, a impressão de que eles nos amam quando é preciso enviar para nós ajuda humanitária. (…) Os chamados círculos governamentais, as elites políticas e econômicas desses países gostam de nós quando estamos miseráveis, pobres e ficamos com a mão estendida.”

Crimeia sem remorso

“Estou convencido de que não estamos violando nenhuma regra do jogo. Quando digo ‘regras do jogo’ me refiro antes de tudo ao direito internacional, ao direito público internacional, à Carta das Nações Unidas e a tudo o que está relacionado com ela. Isso diz respeito às nossas relações com a Ucrânia, isso diz respeito à situação na Crimeia, isso diz respeito à nossa posição em outras regiões do mundo para combater o terrorismo internacional.”

“O mais importante para nós foi entender o que queriam os moradores da Crimeia. Se o que eles queriam era voltar para a Rússia e não serem governados por neonazistas, nacionalistas extremistas e seguidores de [Stepan] Bandera, então, não tínhamos o direito de abandoná-los. (…) Não foi porque quisemos cravar o dente ou pegar alguma coisa para nós. E nem mesmo porque a Crimeia fosse de importância estratégica no mar Negro. Mas porque foi uma questão de justiça histórica. Eu acredito que fizemos a coisa certa e não me arrependo de nada”.

Pútin por Pútin

“Nunca pertenci às chamadas elites. E isso é muito bom. Se as pessoas vivem ou nascem em um a classe diferente, também não tem mal algum. <…> Mas, para uma pessoa com a minha função, essa relação e sentimento de pertencer ao povo é extremamente importante.”

“Eu não tento encontrar fontes (de informação) complementares. Eu não preciso procurar, tenho tudo isso. <…> Simplesmente me sinto parte do nosso país, parte do povo. <…> Esses sinais chegam até mim instantaneamente, quando eu sinto que as pessoas estão insatisfeitas com algo.”

Fonte: Gazeta Russa / Plano Brasil

Frota russa do Pacífico testa sistema de mísseis “Bal” pela primeira vez


As tropas de defesa costeira da Frota do Pacífico da Marinha russa conduziram nesta terça-feira (28) o primeiro lançamento do novo sistema de mísseis Bal, segundo informou o porta-voz da Frota, capitão Roman Martov.

“As tropas realizaram um lançamento de míssil em direção a um alvo no mar em conformidade com as normas especificadas”, disse o oficial em nota à imprensa.

O sistema de defesa Bal entrou em serviço da Frota russa do Pacífico no final de 2014. Equipado com mísseis Kh-35, ele pode atingir alvos a uma distância de 120 km, e sob quaisquer condições meteorológicas. Os lançadores podem ser posicionados em lugares escondidos a uma distância de até 10 km da costa, sendo capazes de frustrar ofensivas de um grande grupo naval de combate, de um grupo de desembarque ou a escolta de um inimigo potencial.

.O Distrito Militar do Leste da Rússia anunciou no início de abril uma série de exercícios de treinamento de ataques com mísseis de retaliação em sete regiões do Extremo Oriente da Rússia, perto da fronteira com a China, envolvendo recursos de aviação, marinha, mísseis e artilharia. No geral, o Ministério da Defesa espera a realização de 3.500 a 4.000 exercícios militares em todo o país este ano.

Em 13 de março, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, ao comentar os alarmes soados por Washington sobre o aumento da frequência dos exercícios da Força Aérea russa no Pacífico, reiterou que as manobras militares “são realizadas em estrita conformidade com as normas internacionais, com os acordos bilaterais, e não estão voltadas contra nenhum país, nem configuram ameaça à paz na região da Ásia e do Pacífico”.

Fonte: Sputnik News Brasil / Plano Brasil

Bombardeiro Tupolev Tu-160 o “Blackjack” – Será fabricado novamente


O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, afirmou nesta quarta-feira (28) que o país renovará a produção do bombardeiro supersônico portador de mísseis Tu-160 (Blackjack).

“Atualemente é necessário resolver a tarefa de não apenas manter e modernizar a aviação de longo alcance, também precisamos produzir o transportador de mísseis Tu-160,” disse Shoigu durante uma visita à Fabrica de Aviação Kazan. Ele afirmou que o bombardeiro é “uma máquina única, à frente de seu tempo em muitos anos e que até agora seu potencial não tem sido explorado por completo”.

De acordo com o fabricante do Tu-160, a Tupolev, o modelo é o maior jato bombardeiro supersônico do mundo, bem como a aeronave de combate mais pesada. Cerca de 35 desses aviões já foram construídos.

Em 2013, o Ministério da Defesa russo assinou um contrato com o gabinete do projeto e a Tupolev no valor de 3,4 bilhões de rublos (cerca de US$ 66 milhões) para atualizar três bombardeiros Tu-160.

Fonte: Sputnik News Brasil / Plano Brasil

EUA fecham venda bilionária de caças F-18 para a Austrália


O Departamento de Estado dos EUA aprovou, nesta terça-feira, uma venda militar para Austrália avaliada em US$ 1,5 bilhão. A companhia Boeing enviará ao país da Oceania caças dos tipos F/A-18E/F Super Hornet e EA-18G Growler.

A Agência de Cooperação e Segurança de Defesa (DSCA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos observou que a venda ajudará a Austrália em sua capacidade de autodefesa e prontidão, assim como capacitará a Força Aérea Real Australiana com a confiabilidade e o desempenho dos F/A-18.
“O Departamento de Estado aprovou a venda militar para a Austrália de caças F/A-18E/F Super Hornet e EA-18G Growler e equipamentos associados, peças e apoio logístico por um valor estimado em US$ 1,5 bilhão”, diz o documento divulgado pela DSCA.

O governo australiano procurava adquirir 24 Super Hornets e 12 Growlers com o apoio logístico e as devidas atualizações de software e hardware.

“Esta venda vai contribuir para a política externa e a segurança nacional dos Estados Unidos ao ajudar na segurança de um importante contribuinte nas áreas de estabilidade política, segurança e desenvolvimento econômico no Sudeste da Ásia e ao redor do mundo”, completa o comunicado da DSCA, que atua com o objetivo de desenvolver e executar soluções de cooperação de segurança inovadoras e que apoiem os Estados Unidos e seus parceiros interessados.

Fonte: Sputnik News Brasil / Plano Brasil

Apoio financeiro sem precedentes: Superjet-100 da Sukhoi recebe US$ 1,9 milhão

Projeto de avião regional Superjet-100 (SSJ-100), da Sukhôi, foi o maior beneficiado por pacote de investimentos federais sem precedentes. Especialistas acreditam que medidas devem estimular a produção e a demanda pelo modelo.

Na semana passada, o vice-ministro da Indústria e do Comércio russo, Andrei Boguínski, anunciou que o governo havia injetado 27 bilhões de rublos (US$ 525 milhões) em empresas russas de leasing de aviões civis. A decisão foi tomada durante uma reunião com o presidente Vladímir Pútin, ainda no final de março.

Embora os critérios para a atribuição de fundos estejam sendo definidos, o vice-ministro adiantou que será dada prioridade às empresas de leasing que trabalham com operadoras regionais.

A expectativa é que, com o incentivo federal, essas companhias sejam capazes de receber até 50 aviões civis ao longo dos próximos três anos. No futuro, esses veículos serão entregues aos operadores a “preços acessíveis”, segundo Boguínski.

Investimento a jato

Um dos maiores beneficiados pelo plano anticrise do governo foi a Corporação Unida de Construção Aeronáutica (OAK, na sigla em russo), que recebeu um financiamento adicional de 100 milhões de rublos (US$ 1,9 milhão). A quantia será transferida para a fabricante Sukhôi, que produz o modelo Superjet-100 (SSJ-100).

“Existe uma necessidade de salvar esse projeto a qualquer custo, uma vez que ele já custou bilhões de dólares para o país”, publicou o jornal russo “Kommersant”, com base na opinião de especialistas do setor.

Segundo as fontes do jornal, as companhias aéreas regionais não têm como arcar com modelos SSJ-100 nem do ponto de vista técnico, nem do financeiro. Tendo em conta a carga média dos voos regionais, as companhias locais precisam de aviões com até 70 lugares, enquanto o SSJ-100 possui 92.

Além disso, de acordo com o especialista independente em aviação, Andrei Kramarenko, o apoio financeiro sem precedentes ao projeto SSJ-100 se deve ao fato de que esse avião é “praticamente o único projeto da aviação civil russa que pode ser considerado como um significativo avanço na engenharia nacional”.

Publicado originalmente pelo jornal Kommersant

Fonte: Gazeta Russa / Plano Brasil

Processo de modernização do cruzador russo "Admiral Nakhimov" será retomado em 2015

TARKR "Admiral Nakhimov"
O Centro de Reparação do Estaleiro Sevmash informou hoje que o processo de modernização e a revigoração do casco do cruzado de batalha russo “Admiral Nakhimov” será retomado até o final de 2015.

Espera-se que o processo de modernização do Admiral Nakhimov se estenda até 2019.

Serão substituídos o sistema de suporte a vida, sistemas de mísseis e o sistema de artilharia anti-aérea. Também será implantando um sistema de controle de tiro autônomo.

O armamento do cruzador sofrerá uma modificação muito grande com a instalação de avançados sistemas de mísseis multi-módulo capaz de disparar uma grande variedade de mísseis e torpedos, incluindo mísseis de cruzeiro supersônicos P-800 Yakhont (SS-N-26 na classificação OTAN).

O cruzador também receberá sistema de mísseis anti-aéreos de última geração S-400 Triumf e outros pontos de sistemas de defesa.

O cruzador poderá transportar nada mais, nada menos que 300 mísseis, o que fará do mesmo o navio mais poderoso do mundo (do ponto de vista dos armamentos).

O Admiral Nakhimov, quando na ativa, estava equipado com mísseis de cruzeiro P-700 Granit (SS-N-19 Shipwreck) que já não são fabricados mais e não cumprem com os requisitos de potência e alcance. Os P-700 Granit serão substituídos pelos sistemas de mísseis  3M-54 Klub/Kalibr (SS-N-27)  e P-800 Oniks

Atualmente o cruzador “Pedro, O Grande” (Pyotr Velikiy) é o único navio da classe Kirov que continua no serviço ativo da Armada Russa. O citado cruzador é o navio pavilhão da Frota do Norte e, é o maior cruzador atômico do mundo. O cruzador é destinado a destruir navios de superfície inimigos e realizar missões de defesa antiaérea e anti-submarina.

Entregue à Armada Russa em abril de 1998, na ocasião ostentava o nome de Yury Andropov, o Pyotr Velikiy desloca 26.000 toneladas e alcança uma velocidade de 31 nós (61 km/h) graças a propulsão nuclear. Mede 251 metros de cumprimento, 28,5 de largura, 59 metros de altura e tem capacidade para mais 800 tripulantes.

Segundo o vice-chefe do estaleiro Sevmash, Sergei Marichev, o Admiral Nakhimov se tornará o cruzador lança mísseis mais poderoso da Armada Russa.

O Informante

terça-feira, 28 de abril de 2015

Oriente Médio desnuclearizado é o que pede o Irã a Israel

Irã insiste que Israel ‘desista de armas nucleares ’ com Teerã querendo uma área livre de armas nucleares  no O.Médio 








RT

 28 abril de 2015Irã exigiu que Israel desistir  suas "armas nucleares", já que falou em nome da nação  no Movimento dos 120 Países Não-Alinhados. Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif disse que o bloco também quer uma zona livre nuclear no Oriente Médio.Mohammad Javad Zarif, que falava na Organização das Nações Unidas para o grupo dos não-alinhados de países.Israel nunca admitiu ou negou a suposição generalizada de que tem armas nucleares. No entanto, Zarif diz arsenal nuclear assumido de Israel era uma ameaça à segurança regional.O ministro das Relações Exteriores iraniano disse que o movimento não-alinhado refere programa nuclear de Israel como "uma ameaça séria e contínua para a segurança dos vizinhos e de outros estados, e condenou Israel por continuar a desenvolver e armazenar os arsenais nucleares", de acordo com a Reuters.

    Irã bate Israel, potências nucleares na reunião tratado atômica da ONU http://t.co/xi4jADhVa0 pic.twitter.com/Z6piymYJB6

    
- Dorian ★ Barel (DorianBarel) 27 de abril de 2015Israel não assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), embora tenha enviado um observador ao longo do mês de conferência pela primeira vez em 20 anos.Zarif acrescentou que o bloco não-alinhado está olhando para criar uma zona  livre-nuclear no Oriente Médio ", como uma questão de alta prioridade", o que só será possível, se Israel abandona o seu arsenal nuclear.

"Israel, [é] a única na região que não tem nem se juntar ao NPT nem declarou a sua intenção de fazê-lo (...) renunciar à posse de armas nucleares", AFP citou Zarif como dizendo.O plano para criar uma área livre nuclear do Oriente Médio foi acordado na conferência anterior, em 2010, mas nunca foram tomadas medidas para garantir que ele foi cumprida.O Irã tem sido acusado em várias ocasiões pelo Ocidente de tentar desenvolver uma arma nuclear, acusação que Teerã tem repetidamente negado. O país diz que seu programa nuclear é puramente para fins pacíficos. O Irã concordou recentemente em um acordo-quadro sobre os seus interesses nucleares com o P5 + 1 grupo na Suíça, o que abriria o caminho para que possa ser finalizado no verão.

No entanto, Israel é altamente crítico do movimento. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que "não iria bloquear o caminho do Irã para a bomba. Ele abriria-lo. "Durante a conferência, Teerã também exigiu que os países que possuíam armas nucleares não devem procuram modernizar seus arsenais de armas."Instamos os Estados com armas nucleares para que cessem imediatamente os seus planos de investir ainda mais na modernização e extensão da vida de suas armas nucleares e instalações conexas", disse Zarif.

O chefe da ONU, Ban Ki-moon destacou os EUA e a Rússia pela crítica por não avançar o seu desarmamento nuclear.Ele acrescentou este foi um revés que marcou o regresso a uma Guerra Fria mindset.He acrescentou que um mundo livre de armas nucleares era um "imperativo histórico de nosso tempo.""Estou profundamente preocupado que ao longo dos últimos cinco anos, este processo parece ter parado", disse o líder da ONU, informou a AFP.

Em uma aparente tentativa de desviar as críticas, o secretário de Estado dos EUA John Kerry disse que os Estados Unidos querem "deixar a corrida por armas nucleares no passado.""Tenho o prazer de anunciar hoje que o presidente Obama decidiu que os Estados Unidos vão procurar acelerar o desmantelamento de ogivas nucleares aposentados em 20 por cento", disse Kerry.

Enquanto isso, a Rússia está totalmente aberta para um diálogo sério sobre o desarmamento nuclear, mas deve ser feito sem nenhum "padrões duplos", disse o chefe do Departamento do Ministério do Exterior russo para Não-Proliferação Nuclear e Controlo de Armas, Mikhail Ulyanov.

"[Rússia] está firmemente comprometida com o desarmamento nuclear", disse ele. "Evidência clara de que é a aplicação coerente do novo Tratado Start russo-americano."O TNP entrou em vigor em 1970 e tem visto um corte drástico no número de armas nucleares. No entanto, funcionários da ONU acreditam que mais pode ser feito para reduzir esses arsenais mais.


UND 2

BRICS: Do ponto de vista dos EUA impeachment de Dilma antende aos interesses norte-americanos

 
© AFP 2015/ NELSON ALMEIDA

Especialista alega haver interesses norte-americanos na tentativa de derrubar a presidente Dilma Rousseff. Bancada da oposição na Câmara aguarda posicionamento do líder nacional do PSDB, Aécio Neves, sobre o encaminhamento do impeachment.

A bancada do PSDB na Câmara quer apresentar um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff ainda nesta semana. As acusações são por crime de responsabilidade fiscal e por suposta omissão da presidente no esquema de corrupção da Petrobras.

A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, declarou na semana passada que a divulgação do balanço da Petrobras em relação às contas do ano passado, veiculada durante a semana, “marca uma nova era para a estatal, que vem sofrendo com denúncias de corrupção”. Os parlamentares do PSDB, entretanto, não querem sequer esperar novos fatos ou a conclusão do julgamento da Operação Lava Jato.

O líder do PSDB na câmara, Carlos Sampaio, afirmou que “o impeachment é cabível e não temos que aguardar mais nenhum parecer”. Ele disse que tentará convencer o presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves, de encaminhar o pedido de impeachment. “O que vou dizer ao (senador) Aécio é que na visão da bancada não tem mais o que aguardar. A Câmara é quem decide sobre a abertura do impeachment, então o protagonismo tem que ser da bancada da Câmara”, afirmou Sampaio, acrescentando que “já há elementos suficientes para conseguir o impedimento da presidente”.

Após declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-governador José Serra, se pronunciando contra o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, Aécio Neves diminuiu o tom sobre o encaminhamento da cassação do mandato da presidente brasileira. O candidato derrotado nas eleições presidenciais do ano passado alegou que aguarda estudos sobre o processo para anunciar a posição do partido.

O historiador norte-americano, William Engdahl, ao falar com a agência Sputnik, avaliou a tentativa de derrubar Dilma Rousseff do ponto de vista da influência externa dos EUA, argumentando que existem interesses norte-americanos no enfraquecimento do Brasil no contexto dos BRICS.

“Quando os BRICS começaram a pretender ao papel do jogador global independente, Washington tentou jogar a antiga carta – organizar uma ‘boa velha revolução colorida’ contra a presidente do Brasil Dilma Rousseff. Mas este método já não funciona como antes”, frisa o especialista.

Vale notar que o ex-candidato á presidência do Brasil, Aécio Neves, é conhecido por suas declarações alinhadas aos Estados Unidos, propondo durante a campanha presidencial do ano passado uma área de livre comércio com os EUA em detrimento de blocos como o Mercosul.

Fonte: Sputnik News Brasil / Plano Brasil

Apego dos EUA a um sistema global de defesa antimísseis desequilibra a estabilidade estratégica

Tecnologia Aegis Ballistic Missile Defense da Lockheed Martin baseado em terra

Mikhail Ulyanov, o diretor do Departamento do Ministério das Relações Exteriores da Rússia para a não-proliferação e controle sobre armamentos expressou sua preocupação em relação à política norte-americana na conferência sobre o Tratado de Não-Proliferação Nuclear que se iniciou nesta segunda (27) nos EUA.

O diretor disse ainda que a política dos EUA em matéria de mísseis antibalísticos cria um sério obstáculo a um corte maior  dos arsenais nucleares.
“É a política seguida pelos EUA que coloca o mais sério obstáculo no caminho de novas reduções (das armas) nucleares”, disse. “O problema decorre de apego ferrenho dos americanos a uma linha política que objetivamente chacoalha a estabilidade estratégica global, através da criação de um sistema global de defesa antimísseis unilateral.”

Ulyanov rejeitou as acusações norte americanas de que a Russia teria violado tratados internacionais, incluindo o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, como o Secretário de Estado norte-americano, John Kerry acusou na ONU nesta segunda-feira (27).

“O lado americano fez novamente acusações totalmente infundadas contra nós alegando que estamos violando o Tratado”, disse Ulyanov. “Os EUA se recusam ou, mais provavelmente, são incapazes de substanciar essas afirmações com quaisquer fatos concretos”, concluiu.

“Tem-se a impressão de que o objetivo real é tentar tirar crédito da Rússia e apresentá-la como um Estado que viola seus compromissos internacionais”, disse ele em resposta ao discurso do secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

Fonte: Sputnik News Brasil / Plano Brasil

Japão comissiona porta-helicópteros Izumo

O Ministro das Forças de Autodefesa do Japão comissionou em março passado o navio de transporte de helicópteros Izumo, no momento em que o país amplia a sua defesa marítima ao redor das ilhas remotas localizadas a sudoeste do Japão.
Com 19,5 mil toneladas e medindo 248m de comprimento e 38m de largura, o navio permite a operação de cinco helicópteros a partir do convoo de maneira simultânea. Também poderá receber e operar com o MV-22 Osprey, adquiridos pelo Japão.



Com o custo de US$ 1 bilhão, o navio deve entrar em serviço em 2017. A expectativa é que o navio sirva também para apoiar em situações de emergências, desastres naturais e calamidade pública.
Fonte: C&R

Japão anuncia novas diretrizes de defesa para papel mais ativo no mundo

Japão e Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira novas diretrizes para cooperação de defesa, destacando a disposição dos japoneses em assumir uma postura internacional mais presente em tempos de crescente poder da China e das preocupações em relação ao poder nuclear da Coreia do Norte.
Washington disse aos líderes japoneses que seu compromisso com a segurança do Japão continua “firme como aço”, abrangendo todos os territórios sob o controle do governo de Tóquio, incluindo as pequenas ilhotas do Mar do Leste que são disputadas entre o Japão e China.
Um do principais temas da visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aos EUA nesta semana, as diretrizes fazem parte de uma indicação mais ampla de Abe de que o Japão está pronto para assumir uma maior responsabilidade pela própria segurança, diante de uma China que moderniza seu poderio militar e exibe seu poder na Ásia.
As diretrizes permitem uma cooperação militar global, indo desde sistemas de defesa contra mísseis balísticos a ataques cibernéticos e pelo espaço e segurança marítima. O texto atende a uma resolução, feita no ano passado, que reinterpretou a Constituição pacifista pós-Segunda Guerra do Japão.
A resolução permite o exercício do direito de “autodefesa coletiva”. Isso significa, por exemplo, que o Japão pode derrubar mísseis que se dirijam para os EUA e que aja em defesa de outros países sob ataque.
Em entrevista coletiva conjunta com os ministros de Defesa e Relações Exteriores do Japão, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, chamou a primeira revisão das diretrizes desde 1997 de “uma transição histórica”.
Em mensagem direcionada a Pequim, em face da crescente assertividade chinesa no nordeste e sudeste asiático, Kerry disse que os EUA rejeitavam qualquer sugestão de que a liberdade de navegação e sobrevoo sejam “privilégios que países grandes concedem aos pequenos, submetidos ao capricho e conveniência do país grande.”
As diretrizes devem levar a uma maior coordenação entre Japão e EUA para garantir a segurança no Mar do Sul da China, onde a China e outros países possuem reivindicações conflitantes sobre ilhas espalhadas.
No entanto, em entrevista coletiva, o chanceler japonês, Fumio Kishida, e o ministro da Defesa do Japão, Gen Nakatani, se esquivaram repetidas vezes de perguntas sobre a possibilidade de um patrulhamento conjunto das vias marítimas na Ásia, dizendo que a legislação no Japão ainda precisava ser trabalhada e outros países da região, consultados.
Kerry deixou claro que Washington estava pronto para cumprir suas obrigações assumidas em tratado com o Japão, afirmando que “nosso compromisso no tratado de segurança com o Japão continua firme como aço e cobre todos os territórios sob administração japonesa”.
As diretrizes eliminam as restrições geográficas que vinham em grande medida limitando um trabalho conjunto de defesa, restringindo-o geograficamente ao Japão e seus arredores, disse uma autoridade de alto escalão do governo dos EUA.
“Vamos poder fazer globalmente o que somos capazes de fazer na Defesa do Japão e regionalmente”, disse a autoridade.
Arshad Mohammed
REUTERS
Fonte: Terra

Plano Brasil