quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Daraa: tropas vitoriosas continuam a limpeza de Sheikh Meskeen e seus subúrbios

OVNI sobrevoando as montanhas na Bolívia

Este vídeo mostra um suposto OVNI perto de El Alto, La Paz, Bolívia.

Mario Prado vizinho filmou o 'disco voador' com o seu telefone depois de observá-lo através de uma janela de sua casa. 

O objecto voador de forma circular voa sobre uma montanha e depois desaparece por trás das nuvens. 

Como sempre acontece em muitos casos semelhantes, muitos usuários do YouTube acreditam que o vídeo foi editado ou não é um objecto de origem desconhecida, mas a engenhosidade científica.

Fonte: RT


MIG-29k russo precisa apenas de 150 metros para descolar


Vídeo mostra MIG-29k russo que precisa apenas de 150 metros para descolar.

As imagens foram colocadas numa conta não oficial do Youtube, mas a agência estatal Sputnik garante a sua autenticidade.

O vídeo foi gravado num espaço que simula um porta-aviões russo e percebe-se que o MIG-29k necessita de poucos metros para descolar - menos do aquele que existem num porta-aviões.

A tecnologia agora desenvolvida sugere a hipótese de, no futuro, haver aviões de combate noutros navios, que não apenas porta-aviões.

O vídeo foi gravado nas instalações de treino junto à cidade de Yeysk (na região de Krasnodar).


Fonte: TSF

MiG Corporation desenvolve substituto para o MiG-31


Imagem Ilustrativa
Sergei Korotkov, diretor-geral da RAC MiG, disse em entrevista ao site Vedomosti.ru:
“Os interceptores MiG-31 estão em grande demanda para a defesa aérea nacional. Apesar de sua produção ter cessado há bastante tempo, as tarefas de MiG-31 devem ser realizadas de qualquer maneira”.
De acordo com Sergei Korotkov, “precisamos de um novo sistema de aeronave para completar estas missões cujo número tem crescido, de fato”.
O novo sistema de aeronaves será baseada em novos princípios e feito de materiais novos. “Nós entendemos claramente o tipo de avião que vai ser. O trabalho no projeto desse jato está em curso”, disse o diretor da MiG. Ele acrescentou que o projeto não foi uma iniciativa privada, ou seja, foi financiada pelo orçamento do Estado.
O interceptor biposto supersônico de longo alcance MiG-31 para todas as condições meteorológicas foi desenvolvido na década de 1970. O avião de guerra foi projetado para intercepção de mísseis de cruzeiro em quaisquer altitudes e velocidades, bem como os satélites de baixa altitude. Regimentos de MiG-31 tem um status de propósito específico dentro do ramo de defesa aérea.
FONTE: mil.today
Poder Aéreo

Por decreto Mauricio Macri nomeia um estadunidense para a Secretaria Legal e Técnica. Agente da CIA?

O sionista Mauricio Macri cada vez mais confirma públicamente que está à serviço dos EUA e Israel, ou seja, da CIA e do Mossad israelense. Quando foi chefe do governo de Buenos Aires, a DAIA(Delegação de Associações Israelitas Argentinas) lhe indicou a “Fino” Palacios para ser o seu chefe de polícia, indicação direta do Mossad e da CIA.
Mais recentemente indicou um sionista israelense para ser o porta-voz da Polícia Metropolitana de Buenos Aires. Agora nomeia por decreto, ignorando a lei argentina, um cidadão estadunidense para ocupar cargo público. O indivíduo não possui antecedentes nos EUA nem na Argentina, o que indica que seja mais um agente da CIA sendo infiltrado por Macri na Administração Pública do país.
Tradução: Caminho Alternativo

Outro polêmico decreto de Macri para ocupar um cargo na Secretaria Legal e Técnica
(30-12-2015) Mais um para o festival de decretos em que se transformou o governo de Mauricio Macri, agora nomeia o cidadão estadunidense Marcos Molina Viamonte para não cumprir com a lei de emprego e assumir como Diretor de Informática, na secretaria Legal e Técnica da Presidência. Para que obedecer a lei se pode governar por decreto?
Outro polêmico decreto de Macri habilita a uma pessoa nascida nos Estados Unidos a assumir um cargo muito sensível, em exceção do que reza a Lei de Emprego. Para formar parte da Administração Pública Nacional se estabelece claramente como requisito ser Argentino nascido ou por opção, mas a lei parece não frear o presidente.
Este é um trecho do decreto presidencial:
Excetúa-se a D. Marcos MOLINA VIAMONTE (D.N.I. N° 93.611.757) de nacionalidade estadunidensedo requisito de nacionalidade que para o ingresso à Administração Pública Nacional se estabelece no artigo 4° inciso a) do Anexo Lei Marco de Regulação de Emprego Público Nacional N° 25.164″, afirma em seu artigo primeiro.
Que o titular da SECRETARIA LEGAL e TÉCNICA da PRESIDÊNCIA DA NAÇÃO solicita excetuar das pré-citadas previsões legais a D. Marcos MOLINA VIAMONTE, D.N.I. N° 93.611.757, como passo prévio a sua designação em um cargo vacante e financiado dessa jurisdição. Que os antecedentes pessoais, a capacitação e experiência com a que conta o causante, de nacionalidade estadunidense, se ajustam estritamente ao perfil das tarefas a desenvolver, pelo que resultaria altamente beneficioso contar com a colaboração do nomeado.

Caminho Alternativo

O DESENVOLVIMENTO DAS CAPACIDADES NAVAIS RUSSAS APÓS A GUERRA FRIA.


O fim da Guerra Fria e o colapso da União Soviética levou a um enfraquecimento das antigas forças armadas soviéticas. Não foi até depois da virada do milênio que a Rússia direcionou seus esforços para rearmamento qualitativo e, simultaneamente, mudou seu foco para sistemas estratégicos com a associada redução do limiar em relação ao uso de armas nucleares. 

Este novo foco se concentrou em forças terrestres e aéreas, e foi necessariamente não aplicado integralmente para a Marinha da Federação russa (RFN), mesmo tendo um artigo de Ben Hernandez advertido que a RFN seria semelhante desenvolvida. Este ensaio apresenta questões com base nestas conclusões: Em que medida as capacidades da RFN mudou desde o fim da Guerra Fria? Pode uma tendência de enfraquecimento do convencional e um reforço dos componentes estratégicos ser identificados?

Quando as forças armadas russas foram oficialmente estabelecidas em 7 de Maio de 1992, a RFN era em termos quantitativos uma marinha de grau II (ver “Classificação das capacidades do poder naval” mais abaixo). Os problemas econômicos da Rússia, que duraram até os primeiros anos do século 21, resultou na manutenção e modernização dos sistemas militares ex-soviéticos jogando um papel secundário. A despesa financeira para o Exército Vermelho tinha anteriormente sido responsável por, pelo menos, 15% do PIB, mas entre 1992 e 1997 as despesas caíram para não mais do que 5%, apesar da queda de 50% no PIB durante o mesmo período. 

Os gastos foram reduzidos ainda mais em 1998 para 2,9%, durante a “crise do rublo”, aumentando apenas a partir de 1999. Os recursos financeiros disponíveis para as forças armadas russas até 1999 mal bastavam para os custos operacionais. Novas aquisições importantes não fosse possível, como pode ser visto no desenvolvimento das forças armadas durante o período de consolidação que durou até depois de 1999, quando os desatualizados sistemas soviéticos excedentes foram demolidos (Mike Bowker e Cameron Ross, “A Rússia Após a Guerra Fria“, 1ª edição, New York: Routledge, 2000, p 230ff; Patrick Truffer,.” Estatísticas – Forças Armadas russas“, Novembro de 2015). A fase de consolidação foi particularmente uma punição para a RFN que perdeu quatro de seus cinco porta-aviões originais no prazo de quatro anos – apenas o convencionalmente alimentado Admiral Kuznetsov é ainda hoje operacional [1]. Na virada do milênio, os submarinos estratégicos e táticos, mina-camadas e caça-minas, bem como as capacidades anfíbias tinham sido drasticamente reduzidos em número. Além disso, a Rússia retirou-se de quase todas as suas bases estrangeiras – Tartus na Síria manteve-se como a última base naval russa fora do território russo (Felix F. Seidler, “Maritime Herausforderungen der NATO“, Analysen zur Sicherheitspolitik, Bd 8, Frankfurt am Main : Peter Lang GmbH, Internationaler Verlag der Wissenschaften, 2015, p 62).


O potencial da RFN e de seus fornecedores de tecnologia de defesa deteriorou-se não só em termos de quantidade, mas também de qualidade. Atualmente, apenas cerca de um quarto da frota tem capacidade de navegação oceânica, e o abandono dos projetos de armamentos, bem como a escassez de novas embarcações desde a virada do milênio tem reduzido a RFN para uma marinha de grau III (Sean MacCormac, “A Nova Doutrina Naval russa“, CIMSEC, 03 setembro de 2015). A RFN é capaz, ainda que com muito esforço, de poder projetar a nível global. No entanto, uma grande operação só seria possível dentro de uma arena limitada e por um período limitado (Seidler, p. 61). Os problemas que a RFN tem em manter sua força-tarefa do Mediterrâneo, que é composto de entre 10 e 12 navios, indicam que uma operação sustentada teria menos sucesso (Paul Pryce, “Oxidação da força tarefa da Rússia“, CIMSEC, 16 de setembro de 2013).
Porta-aviões Almirante Kuznetsov russo.

As restrições financeiras na indústria de defesa têm levado ao desenrolar da cadeia de produção e a uma perda de know-how, complicada pelo fato de que os antigos locais de produção soviéticos foram frequentemente localizados fora da Rússia. Os porta-aviões russos, por exemplo, foram construídos em Mykolaiv na Ucrânia (Peter Dunai e Guy Anderson, “A Rússia comprometeu-se com a construção de estaleiros navais no Mar Negro”, da Marinha Internacional de Jane 118: 2, março de 2013, p 49).. Devido a esses fatores e combinado com a falta de investimento em novas capacidades e tecnologias industriais, a Rússia deve em parte reconstruir sua tecnologia militar industrial a partir do zero (Seidler, p. 63). A modernização da indústria de armamento russo fez apenas um progresso lento até 2010, devido em grande parte às estruturas financiadas pelo Estado ineficazes e corruptas. Apesar disso, três novos submarinos de propulsão nuclear estratégicos da classe Borei com sucesso têm sido postas em serviço desde 2008. Juntamente com outros cinco, que vão substituir os submarinos estratégicos que restam da classe Delta e Typhoon da Rússia em 2020 e compor o futuro componente marítimo da tríade nuclear. 

Os submarinos estratégicos servem como um sistema de suporte para até 16 mísseis balísticos intercontinentais Bulava, atualmente ainda não completamente operacional (“Capítulo Cinco: Rússia e Eurásia”, The Military Balance 113, 2013, p 204).. A classe Borei é em parte uma tecnologia soviética porque a fase de planejamento relevante começou durante a Guerra Fria [2]. Após a implementação bem-sucedida, isso vai reduzir a frota de submarinos estratégicos dos níveis da Guerra Fria de 55 unidades (que abrangem seis classes) e 832 unidades com capacidade nuclear de mísseis balísticos intercontinentais (ICBM, cinco tipos diferentes) para 8-10 submarinos da classe Borei com um total de 128-160 ICBMs com capacidade nuclear de um único tipo, armado com uma ogiva nuclear cada. O componente marítimo estratégico da Rússia vai, assim, ser quantitativamente modesto em comparação com o dos EUA, que, a partir de 2018 e tendo em conta o acordo novo Start, terá 12 submarinos da classe Ohio, cada um com 20 Trident D-5 ICBMs, cada um dos quais teoricamente capaz de transportar até 14 ogivas nucleares [3]. Em relação à quantidade de sistemas de transporte, a Rússia ainda é superior aos do Reino Unido (quatro submarinos da classe Vanguard, cada um com 16 Trident D-5 ICBMs, capaz de transportar três ogivas nucleares cada um) e aos da França (quatro Le submarinos da classe Triomphant, cada um com 16 mísseis balísticos intercontinentais equipados com seis ogivas nucleares por mísseis; Governo do Reino Unido, “Fact Sheet 10: Trident Value for Money Review“, 19 de outubro de 2010;. “Chapter Four: Europa”, The Military Balance 115, 2015, p 91 ). Apesar do significativo desarmamento quantitativo, o que por sua vez reduziu a pressão sobre o orçamento militar, a Rússia tem sido capaz de garantir os recursos do componente marítimo da sua tríade nuclear.
Estatística sobre alguns sistemas importantes da Federação da Marinha russa (clique na imagem para aumentá-la; para ver estatística militar sobre as Forças Armadas russas em PDF, veja aqui).

As estimativas otimistas para os períodos de desenvolvimento para os porta-aviões de propulsão nuclear possivelmente novos chegam a 15-20 anos. Esta é a mais fundamental das várias condições prévias necessárias para um retorno ao posto de uma grande marinha de projeção de força global (mesmo que apenas “parcial”). Além disso, todos os porta-aviões implantados precisam de outras embarcações. Quando o Almirante Kuznetsov passou pelo Canal Inglês em Janeiro de 2014, o grupo de batalha de transportador russo consistia em mais de cinco cruzadores, destróieres e fragatas, como navios de escolta (“grupo de batalha do russo Transportador em seu caminho para o Mediterrâneo“, RIA Novosti, 10 de janeiro de 2014). Assim, para um porta-aviões, escoltas adequadas e suficientes à logística necessária vão requerer operações sustentadas que devem estar disponíveis para implantação. A indústria de construção naval da Rússia atualmente parece quase incapaz de implementar com sucesso este projeto gigantesco no prazo fixado, porque os problemas, enormes derrapagens de custos e atrasos na conversão da Classe Kiev Admiral Gorshkov para o INS Vikramaditya, que é encomendado pela Marinha indiana, geram pouca confiança nas capacidades dos estaleiros russos (“INS Vikramaditya: Indias New Carrier“, Defesa Indústria Diariamente, 16 de julho de 2015; Dmitry Gorenburg, “Capacidades navais russas e planos de aquisições“, reforma militar russa, 14 de janeiro de 2015).

Apesar destas mudanças necessárias, o setor convencional parece ter feito progressos. Por exemplo, o trabalho de modernização começou em 2007, sobre os submarinos da classe Oscar (cada um com 24 P-700 Granit mísseis de cruzeiro anti-navio) que ainda estão em operação e a maior parte data por volta da década de 1980. Além disso, no final de 2013, um novo submarino tático de propulsão nuclear da classe Yasen entrou em serviço. No entanto, a classe Yasen não é um novo desenvolvimento; do mesmo modo que a classe Borei, a fase de planejamento remonta à era soviética. A construção foi adiada por anos, em parte devido a restrições financeiras e em parte devido à prioridade dada à classe Borei. Mais quatro submarinos da classe Yasen devem seguir a médio e longo prazo. Com os submarinos russos de ataque movidos a diesel-elétricos, a frota de classes Kilo foi parcialmente modernizada e aumentou para 20 unidades. 

O primeiro submarino na subsequente classe Lada, cujo sistema de acionamento possivelmente será independente do ar e significativamente mais silencioso, está operacional desde 2010 e mais dois devem seguir até 2020 (The Military Balance 115, p. 187, 205). Dois pesada míssil guiado cruzador movido a energia nuclear (classe Kirov) da era soviética estão também sendo modernizados. Não parece ser de outra forma nenhum novo desenvolvimento no campo de cruzadores. A perspectiva é mais positiva com fragatas: A multi-propósito classe Almirante Gorshkov (uma sendo testada, três em construção e um total de 5-6 operacionais em 2020) e a de mísseis guiados classe Admiral Grigorovich (5 em construção, 6 planejadas) são os novos desenvolvimentos russos (Gorenburg; “Estaleiro do Báltico começa a trabalhar em Nova Fragata para a Marinha russa“, Sputnik, 15 de novembro de 2013). A classe Buyan (5 operacional, um em teste exaustivo, 5 em construção e um planejado) e da corveta classe Steregushchy [4] (4 operacional, 4 em construção e 18 planejadas até 2020) são também novos desenvolvimentos russos. Ambas as classes de corvetas são principalmente para a proteção das águas costeiras e, no caso da classe Steregushchy com a sua flexibilidade operacional, abrange a zona econômica de 200 milhas. Dois do modelo sucessor, o Projeto 22160, que terá um maior nível de auto-suficiência [5], já estão em produção (Gorenburg).
Um modelo da classe Yasen submarin Severodvinsk.

Os 20 obsoletos barcos de aterragem (landing craft) que ainda existem em atividade significam que as capacidades anfíbias da RFN são praticamente inexistentes. No longo prazo, a Rússia está planejando preencher esta lacuna com a classe Gren Ivan, mas, embora iniciada em 2004, o projeto ainda não está totalmente funcional. Foi anunciado em julho de 2015 que apenas dois dos seis navios planejados estariam concluídos. Além disso, a compra de dois navios de assalto anfíbio francêses da classe Mistral foi cancelada pela França por causa de tensões resultantes da anexação da Criméia e da guerra no leste da Ucrânia. A Rússia agora está planeajando criar um substituto moderno com um projeto próprio (Avalanche), mas como acontece com todos os grandes projetos marítimos na Rússia, as dúvidas sobre a sua implementação bem sucedida permeiam (“Russia Reduces Procurement of Ivan Gren Class Landing Ship to Focus on Mistral Analog Lavina“, da Marinha Reconhecimento, 10 de julho de 2015).

Conclusão

Após a Guerra Fria, o potencial quantitativo e qualitativo da RFN diminuiu consideravelmente. Encontra-se atualmente na mesmo nível que as Marinhas da Grã-Bretanha e da França e poderia, no máximo, realizar uma grande operação por um período bem definido em um local específico. Esta lacuna na capacidade de projeção de poder global continuará a existir no longo prazo. Além disso, as capacidades anfíbias da RFN são virtualmente inexistentes, e nesse caso só a longo prazo a lacuna pode ser preenchida. A RFN é atualmente capaz de policiar a zona econômica de 200 milhas e as águas costeiras do espaço regional russo. No nível estratégico, a componente marítima da tríade nuclear russa com seus submarinos da classe Burei e Bulava com ICBMs é capaz de garantir uma presença, mesmo depois de 2020. O número de ogivas nucleares simultaneamente utilizáveis, baixo em comparação com as dos EUA, Grã-Bretanha e França, não é o fator mais significativo. Apesar das lacunas de capacidade existentes e os esforços para continuar a manter a tríade nuclear, a presente análise das capacidades da RFN não revela o tipo de mudança unilateral de foco para a componente estratégica que pode ser detectada em forças terrestres e aéreas da Rússia.

Autor: Patrick Truffer

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

A RÚSSIA TEM SIDO ENSINADA COM UMA LIÇÃO DOLOROSA NA POLÍTICA AO ESTILO TURCA.

A decisão de Ankara de derrubar um avião de guerra russo desavisado ​​e o assassinato turco de um dos pilotos que sobreviveu na Síria trouxe o mundo à beira de uma guerra mundial, e mais uma vez revelou os perigos inerentes da guerra na Síria. 

O ato de Ankara também deixou muitos observadores de todo o mundo se perguntando por que os líderes turcos correram tal risco em um momento tão volátil. Com toda a honestidade, eu, pessoalmente, não acho que algo assim podudesse acontecer. Eu pensei que fosse apenas uma questão de tempo até que um avião russo fosse abatido por militantes na Síria, mas eu não esperava que um estado membro da OTAN atirasse deliberadamente para derrubar um avião russo desavisado naquela que essencialmente foi montada para ser uma emboscada mortal. Eu esperava Aliyev fazer um erro ao estilo Saakashvili um dia, mas não Erdogan, não contra a Rússia. O que aconteceu em 24 novembro de 2015 foi uma provocação muito grave – e um ato de guerra – por um membro de longa data da OTAN e, como disse o Presidente Putin, uma facada nas costas por cúmplices de terroristas. Esse ato, sem dúvida, mudar a natureza das operações militares na região e colocar as nações a um passo de uma grande conflagração internacional.

Os militares russos tiveram uma série de oportunidades para abater aeronaves turcas em todo o teatro de operações na Síria, mas Moscow estava jogando pelas regras que regem as relações internacionais. Além disso, Moscow havia chegado a um entendimento com a OTAN sobre a condução das operações militares. Além do mais, Moscow considerou que tinha boas relações com Ankara. É, portanto, nunca sequer ocorreu para os militares russos que algo assim pudesse acontecer. Independentemente das circunstâncias do que aconteceu – a aeronave russa pode ou não ter temporariamente desviado no espaço aéreo turco – não havia justificativa para derrubá-lo. Ankara não tinha o direito de fazer o que fez contra um avião indefeso e desavisado ​​que não representava nenhuma ameaça para a Turquia. Na verdade, falando de violações do espaço aéreo, a Turquia viola o espaço aéreo grego, sírio e iraquiano regularmente. Apenas algumas semanas atrás, a Turquia também violou o espaço aéreo armênio. 

Daesh. Ramadi já caiu e os curdos aproximam-se de Raqqa


A coligação mudou de tática e em poucos meses o Estado Islâmico perdeu duas cidades no Iraque.

Depois de dois meses de combates a cidade de Ramadi foi ontem oficialmente dada como conquistada. A ofensiva do exército iraquiano começou no início de novembro e na manhã de segunda-feira as forças do país hastearam a bandeira iraquiana no complexo governamental central da cidade.

O brigadeiro general Ahmed al-Belawi adiantou à Associated Press que os combatentes do Estado Islâmico que ainda estavam dentro do complexo deixaram de disparar cerca das 8h00 da manhã de ontem: “Pensamos que ou foram mortos em combate ou fugiram”, disse.

O complexo começou por ser cercado pelas forças iraquianas antiterrorismo – que aliás já no domingo reclamavam o triunfo –, acompanhados de forças policiais, apoiadas por ataques aéreos da aviação norte-americana e por elementos das tribos sunitas.

Yahya Rasool, outro militar iraquiano da mesma patente, anunciou na televisão que a cidade tinha sido “arrancada às garras” do EI, tendo sido “completamente libertada”. Imagens divulgadas pela televisão estatal iraquiana mostravam uma cidade destruída e soldados a festejar a vitória, disparando tiros para o ar e degolando carneiros.

A conquista foi também celebrada pelos norte-americanos. Ao “New York Times”, o porta-voz das forças militares dos EUA no Iraque, Steven Warren, considerou que “a libertação do complexo governamental é um feito importante e o resultado de muitos meses de trabalho árduo levado a cabo pelo exército iraquiano, pelas brigadas de contraterrorismo, pela Força Aérea iraquiana, pela polícia local e federal, e pelos combatentes tribais”. Um “sucesso que constitui um momento de orgulho para o Iraque”.

Apesar do otimismo generalizado, o chefe das operações militares na província, o general Ismail al-Mahlawi, reconheceu à AP a existência de bolsas de resistência dos extremistas do Estado Islâmico em cerca de 30 por cento da cidade. Num tom mais moderado, tal como tinha acontecido no dia anterior, defendeu que, por isso, “não se pode dizer que Ramadi esteja completamente libertada”.

Milhares de pessoas têm sido afetadas pelos conflitos na província de Anbar, palco de violentos conflitos desde a ocupação do Iraque pelos EUA em 2003. Com o Estado Islâmico, aos mortos e feridos pelo conflito, juntou-se o uso da população como escudos humanos.

Mudança de tática Na semana passada a BBC publicou um trabalho que ajuda a explicar o recente sucesso das forças armadas locais na recuperação de de importantes cidades. Ramadi – que tinha sido perdida em maio para EI – é uma das mais significativas, junto com Tikrit, a norte, reconquistada no final de março.

Em novembro, tinha sido o exército curdo, os peshmerga, também apoiados pela Força Aérea norte-americana, a recuperar Sinjar: cidade berço dos yazidis, comunidade étnico-religiosa barbaramente perseguida pelo EI que os considera ‘adoradores do diabo’ e capturou a cidade no verão de 2014, provocando uma grave crise humanitária.

Os curdos que estão a aproximar-se de Raqqa, na Síria – escolhida como capital do seu ‘califado’ pelo Estado Islâmico.

Também a tomada de Ramadi pode contribuir para a recuperação da outra grande cidade da província de Anbar: Falluja, nas mãos dos extremistas e a uns perigosos 60 quilómetros de Bagdade.

Segundo a BBC, a ofensiva mudou desde que em setembro o general norte-americano Sean MacFarland tomou o controlo das operações. O novo responsável da coligação internacional analisou anos de combates ao EI para perceber que táticas eram mais eficazes. E chegou a uma conclusão que tem dado resultados.

O porta-voz das forças militares dos EUA, o coronel Steven Warren, explica que a grande alteração no combate ao EI se deve às forças passarem das operações de contra-insurgência, que usaram durante anos contra os terroristas, para as táticas de guerra convencional.

A contra-insurgência funciona com táticas de guerrilha – nomeadamente tentativas de sabotagem e ataques seguidos de retirada. “Táticas de guerrilha, táticas insurgentes, – o objetivo é evitar uma grande batalha” explicou Warren.

Esta aproximação não funcionou com o EI, apostado na conquista e controlo de território para tentar estabelecer um estado, o seu ‘califado’. Neste cenário, só com a “guerra convencional” tem sido derrotado.

A esperança é que sejam igualmente eficazes na conquista de Falluja e ainda Mossul, a norte.

Plano Brasil

Confusão à vista com a Índia: Paquistão pode fechar, no início de janeiro, venda de caças JF-17 para o Sri Lanka

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Bela imagem de um JF-17 Block 1 da Força Aérea Paquistanesa

Por Roberto Lopes

Depois de acertar, no primeiro semestre, a exportação para a Aviação Militar de Myanmar (antiga Birmânia) de um lote de caças JF-17 – fabricados em conjunto com a indústria chinesa Chengdu Aircraft Industry Corporation (CAC) –, o Complexo Aeronáutico do Paquistão (PAC, na sigla em inglês) pode estar prestes a marcar uma segunda vitória em seu esforço de tornar a aeronave bem sucedida no mercado internacional.

A nova encomenda seria decidida já nos próximos dez dias, quando o Primeiro-Ministro paquistanês, Nawaz Sharif, desembarcar em Colombo, capital do Sri Lanka, para uma visita oficial aguardada com certa expectativa na região do Oceano Índico.

Afinal, o regime do Sri Lanka é visto como área de influência político-econômica da Índia. E os indianos gostariam que os militares de Colombo pudessem esperar pelo seu caça leve Tejas – que nem mesmo na Força Aérea Indiana é ainda considerado plenamente operacional.
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O caça indiano Tejas

A viagem de Sharif acontecerá cerca de dois meses depois que o governo paquistanês recepcionou (com atenções extraordinárias) o Marechal do Ar Gagan Bulathsinhala, Comandante da Força Aérea do Sri Lanka.

O convite para essa visita fora feito no último dia de junho deste ano, pelo Alto Comissário (equivalente a Embaixador) do Paquistão em Colombo, Major General (da reserva) Syed Shakeel Hussain, que compareceu pessoalmente ao gabinete do Comandante da Aviação do Sri Lanka.

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A sequência mostra o Marechal do Ar Bulathsinhala recepcionando o chefe de missão paquistanês em Colombo; notar a foto de caças F-7 na parede do gabinete do oficial
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No Paquistão aconteceu o que já se previa: Bulathsinhala (um ex-piloto de caça F-7 chinês) foi levado para conhecer o JF-17, e convidado a mandar uma equipe de seus especialistas (pilotos e mecânicos) testar a aeronave na planta industrial de Kamra, perto de Islamabad, onde o Complexo Aeronáutico Paquistanês produz a aeronave.

Kfir – A Aviação Militar do Sri Lanka voa, atualmente, um mix de aeronaves fabricadas na China, e está em busca de elevar o padrão operacional do seu componente de Defesa Aérea.

No período de 1983 a 2009 – auge da guerra civil que opôs as forças governamentais aos guerrilheiros do Exército de Libertação Tamil –, a principal carga de missões de bombardeio da Força Aérea esteve reservada a um grupo de caças Kfir (modelo C-10 modernizado), de origem israelense.

O JF-17 não passa de uma aeronave de 3ª geração (eletrônica) mas, em relação ao C-10 de Israel, representa, dos pontos de vista aerodinâmico e construtivo (aproveitamento de materiais compostos), uma inequívoca evolução.

Atualmente apenas a Força Aérea Paquistanesa emprega a versão Block 1 do JF-17 (desde 2010), mas este mês a corporação já recebeu o seu 16º caça do modelo Block II – igual ao que está sendo ofertado no mercado internacional.

Os militares paquistaneses encomendaram nada menos do que 50 caças JF-17 Block II, e com eles planejam equipar quatro esquadrões.

A entrega pelo PAC dos caças sino-paquistaneses permitirá que a Força Aérea Paquistanesa aposente os seus caças franceses Dassault Mirage III/V e F-7P e os chineses F-7P (cópia do Mig-21 russo).

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Mirage paquistanês

A indústria aeronáutica paquistanesa mantém a expectativa de que a Aviação Militar de seu país absorva ao menos 250 unidades do JF-17.

Plano Brasil

Pepe Escobar: Vladimir Putin combate em todos os fronts Contra o Partido da Guerra

Governo Obama ainda segue o script 2.0 da Guerra Fria, para a Rússia.
Aquela “agressão russa” 
A luta de morte nos círculos internos de Moscou trava-se, mesmo, entre Eurasianistas e os chamados Integracionistas Atlanticistas, codinome 5ª Coluna ocidental. O cerne da disputa parece ser o Banco Central da Rússia e o Ministério das Finanças – onde alguns monetaristas liberais conservadores chaves são movidos por controle remoto pelos suspeitos de sempre, os Masters of the Universe
O mesmo mecanismo aplica-se, em termos geopolíticos, a qualquer lado, em qualquer latitude, que tenha conectado o próprio Fiat money aos bancos centrais ocidentais. Os Masters of the Universe sempre procuram exercer sua hegemonia manipulando a usura e controlando o Fiat money
Assim sendo, por que o presidente Putin não demite a presidenta do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiulina, e boa parte de sua equipe financeira – que não param de comprar papéis da dívida norte-americana e de mandar para cima, não o rublo, mas o dólar dos EUA? O que está sendo agredido aqui, se não interesses russos? 
Aquela punhalada nas costas 
Já se sabe agora qual partido beneficiou-se da derrubada do Su-24 russo pela Força Aérea da Turquia – indiscutível ato de guerra. O resultado imediato foi a suspensão – que pode levar ao cancelamento – de um trecho crucial do Óleogasodutostão: o Ramo Turco, que é como uma bête noire para os Masters of the Universe, porque a Turquia estava a um passo de tornar-se alternativa chave para contornar o estado falhado da Ucrânia e tornar-se fornecedor de gás natural para o sul da Europa. 
Além do mais, a União Europeia (UE) pagou 3 bilhões a Ancara por seus serviços “indiretos” (a desculpa oficial é deixar que a Turquia controle a imigração de sírios para a UE). E as sanções da UE contra a Rússia foram estendidas por mais seis meses. 
Resposta equivalente dos russos seria Moscou declarar que, em retaliação contra as sanções, não pagará o que deve aos bancos ocidentais. Passo extremo seria bloquear os embarques de gás natural para a UE. Se a Rússia sequer voltasse os olhos na direção de tomar essas medidas, as sanções sumiriam instantaneamente. Quer dizer: quem, afinal, está sofrendo a “agressão”? 
Putin – e a inteligência russa – não anteciparam o que viria: a “punhalada nas costas” que o sultão Erdogan lhes aplicou. Pode-se portanto dizer que a inteligência russa subestimou gravemente o investimento massivo que Erdogan fez na mudança de regime na Síria. 
O que quer que tenha acontecido em campo – muito mais que a encenação Vienna-Geneva que se faz passar agora por um “processo de paz” – o futuro da Síria carrega duas vias alternativas bem claras: ou o país é convertido em colônia otomana, mas subordinada essencialmente aos desígnios dos Masters of the Universe; ou se mantém como nação una e soberana, sem divisões e fraturas, com relacionamento forte com ambos, Rússia e Irã.
A questão contudo permanece: como é possível que a Turquia se safe de tamanha provocação, a Rússia limitando-se a impor algumas poucas sanções? 
Aquela agenda difusa 
bandeira israelense com fuzisA peça faltante nesse quebra-cabeças é Israel. As contradições apareceram muito óbvias, depois que os israelenses derrubaram um prédio inteiro sob fogo cerrado de mísseis, em Jaramana, na cidade de Damasco, matando nove civis e Samir Kuntar, um dos comandantes históricos do Hezbollah. 
Nunca teria acontecido, fosse como fosse, sem a aquiescência dos russos – considerando que os mísseis de defesa russos cobrem hoje todo o território sírio. Assim sendo, a mensagem é clara: a Rússia não interferirá nas prioridades de Israel na Síria/Líbano – e vice-versa. 
“Vice-versa” não poderia ser mais cheio de complicações. Telavive tacitamente “apoia” a Frente al-Nusra, codinome “Al-Qaeda na Síria”, a qual até o governo Obama teve de admitir, afinal, que é organização terrorista. 
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia – e investigações turcas independentes – grande parte do petróleo que o ‘Estado Islâmico’ rouba de Síria e Iraque é comprado por Israel. Telavive é o principal comprador do petróleo curdo iraquiano roubado de Bagdá, ao qual é misturado o petróleo que o ‘Estado Islâmico’ rouba.   
E como se não bastasse, Telavive é inimiga mortal do Irã e do Hezbollah – que são nodos essenciais da coalizão “4+1” (Rússia, Síria, Irã, Iraque plus Hezbollah) que combate contra o grupo ‘Estado Islâmico’. Para nem dizer que Telavive – que deseja uma Síria fracionada em mil pedaços – quer passar a mão e assim ficar, até o dia do Juízo Final, nas Colinas do Golan, ricas em petróleo. 
Assim sendo, como é que Israel escapa livre, de tudo isso? 
Aquela “oferta” do Partido da Guerra 
A conclusão desses três cenários – da economia russa, da Turquia e de Israel – é que Putin tem resposta letal, devastadora, ao alcance da mão, nos três casos. Mas ele se recusa a deixar-se apanhar na armadilha da lógica da guerra. Putin é o mais formidável adversário que a “agressão russa” precisaria derrotar. 
Confronto direto com a Turquia, uniria uma OTAN hoje dividida. Agora, a inteligência russa já ligou todos os pontos e entendeu como os Masters of the Universe estão tentando usar Ancara como isca para atrair Moscou, do mesmo modo como usaram, enquanto puderam, uma Kiev hoje já irrelevante e descartada. Os três maiores importadores de produtos da Turquia são Rússia (10,4%), China (10,3%) e Alemanha (9,2%); problemas graves na Turquia seria grave dor de cabeça para esse trio – para grande prazer do Império do Caos. 
Confronto com Israel obviamente atrairia toda a fúria dos Masters of the Universe. Isso, além da evidência de que tudo de que Moscou não precisa é de um novo front de guerra no Levante. The Saker (“Putin e Israel: Relação complexa, em vários planos”) constrói esforço meticuloso para esclarecer as várias ligações perigosas entre Israel e Rússia. 
Mas o front chave é a economia russa; mais cedo ou mais tarde, o Banco Central da Rússia e o Ministério das Finanças passarão por expurgo, mas Putin só agirá quando tiver certeza de que conta com empenhado apoio interno – o que hoje não é de modo algum garantido.
O governo pato manco de Obama – sejam quais forem a retórica e/ou as contorções legalistas – ainda segue o script 2.0 da Guerra Fria para a Rússia, que lhe prescreveu o mentor de Obama, Dr. Zbigniew “Grande Tabuleiro de Xadrez” Brzezinski. 
Segue daí uma “tradição” que Bill Blum, por exemplo, documentou extensamente, porque desde o fim da 2ª Guerra Mundial, Washington já tentou derrubar mais de 50 governos – a maior parte dos quais plenamente democráticos; bombardeou populações civis de mais de 30 nações; tentou assassinar mais de 50 líderes estrangeiros; tentou reprimir movimentos nacionalistas em mais de 20 nações; interferiu em incontáveis eleições as quais, sem a intervenção dos EUA, seriam plenamente democráticas; ensinou tortura mediante manuais e “instrutores” e “conselheiros”; e a lista é muito longa. 
Putin e a melhor e mais brilhante inteligência russa sabem muito bem disso tudo. Mesmo assim, ainda conservam decente margem de manobra: têm de estabelecer a Rússia como potência indispensável em todo o Sudoeste da Ásia (tão logo o ‘Califato’ tenha sido esmagado de Raqqa a Mosul); têm de impedir que os Masters of the Universe implantem-se no Mar Negro; e provavelmente terão de impor combate real, em futuro próximo, nos Bálcãs. 
Os avanços reais continuarão a surgir como frutos da parceria diplomática/estratégica Rússia-China – da energia ao comércio e à esfera militar. E isso nos lança outra vez na direção das Novas Rotas da Seda – e da convergência do projeto Um Cinturão, Uma Rota puxado pela China com a União Econômica Eurasiana (UEE, ing. Eurasian Economic Union, EEU).
Resumo disso tudo é que em 2016 a opção continuará claramente demarcada: ou (i) o Partido da Guerra alcança a hegemonia – com o subtexto duma “oferta” de jihad salafista que Washington “voluntariamente” promoverá junto a jovens muçulmanos desesperançados de qualquer futuro; ou (ii) se constituirá uma plena, próspera rede de negócios/comércio/comunicações para toda a Eurásia. 
Senhoras e senhores, façam suas apostas. *****
Naval Brasil

T-50 russo é considerado avião sem par do século XXI

Sukhoi PAK FA, conhecido também como T-50
O Sukhoi T-50 (PAK FA), caça russo da quinta geração, foi chamado de um dos melhores aviões militares do mundo na lista de aviões principalmente novos composta pela revista Business Insider.

“Apesar de fato de que [agora existe somente o modelo preliminar deste avião] Moscou pensa que o T-50 será capaz de levar vantagem ao F-35 em relação aos seus parâmetros chave inclusive a velocidade e capacidade de manobrar. Entretanto, existe a opinião que as capacidades stealth do T-50 são inferiores das que têm o F-22 e F-35”, destacou a publicação.

No início deste ano, o analista na área de defesa, Dave Majumdar, expressou a mesma ideia quando comparou o T-50 com o Lockheed Martin F-22 Raptor, o primeiro caça da quinta geração no arsenal de Washington. Ambos os aviões têm muito em comum e podem sair como vencedores de batalhas no ar. O F-22 é, com efeito, tem vantagem sobre o T-50 quando se trata de capacidades stealth.

O T-50, a resposta da Rússia à aeronave norte-americana mais avançada Lockheed Martin F-35 Lighting II, é um avião de um tripulante, que possui dois motores e é desenhado para realizar ataques aéreos. É um avião polivalente. Espera-se que o avião substitua aviões MiG-29 e Su-27.

O relatório diz que o T-50 entrará no serviço no fim de 2016 ou no início de 2017.

A Business Insider nota que o T-50 poderá ser um modelo básico para construir variantes que serão exportadas. A Índia já coopera com a Rússia desenhando uma variante do T-50 e tais países como o Irão e a Coreia do Sul são compradores potenciais de futuros modelos do avião.

Os aviões Lockheed Martin F-35 Lighting II e F-22 são no topo da lista da revista. O F-35 foi desenhado para se tornar o melhor avião militar do mundo mas nem tudo se desenvolveu como foi planejado.
O avião tinha problemas de tudo a partir de software e até o funcionamento de motores, isso adiou a sua elaboração e afetou o seu preço que é muito alto. Além disso, não é bastante eficiente em realizar algumas de suas tarefas, destacou a publicação.

http://br.sputniknews.com/mundo/20151230/3196167/T-50-PAK-FA-melhor-aviao-seculo-XXI.html#ixzz3vr6l4j6r

Putin e Israel: Relação complexa, em vários planos

putin e israel“Assim como entre 1917 e 1939, também entre 1991 e 1999 havia russos judeus em todos os postos chaves do poder na Rússia. (…) A grande diferença é que, se no início do século 20 os russos judeus que controlavam o poder da Rússia opunham-se ideologicamente ao Império Anglo, no final do século 20 os russos judeus já são, dentro da Rússia, praticamente uma extensão do Império Anglo-sionista.” (…)
“Cada vez que os israelenses assassinam um líder do Hezbollah, horas depois os próprios israelenses descobrem que terão de enfrentar adversário ainda mais formidável.  Há de acontecer novamente, se Deus quiser.”
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O recente assassinato de Samir Kuntar por Israel inflamou, mais uma vez, a discussão sobre a relação de Putin com Israel. É tópico imensamente complicado e os que desejem ‘explicações’ enlatadas, simplórias, podem parar de ler aqui mesmo. A verdade é que a relação entre Rússia e Israel e, mesmo antes de discutir isso, entre russos judeus e russos de outras religiões, merece um livro inteiro. 
Alexander Solzhenitsyn já escreveu exatamente esse livro, intitulado 200 years together, mas, por causa do controle férreo que os sionistas exercem sobre a mídia-empresa em língua inglesa, o livro ainda não foi traduzido [oficialmente] ao inglês. Já diz muito sobre o assunto, que autor aclamado em todo o mundo, que recebeu um Prêmio Nobel de Literatura, não possa ter seu livro traduzido ao inglês, porque o que lá está escrito poderia minar a narrativa oficial sobre as relações entre russos judeus e judeus em geral, e, em especial, na política russa do século 20. Que outra prova alguém precisaria da verdade da subordinação do Império Britânico aos interesses sionistas?
Já escrevi sobre esse tópico no passado e peço que, no mínimo, leiam os dois artigos abaixo indicados, antes de prosseguir:
– AngloZionist: Short primer for the newcomers
– How a medieval concept de ethnicity makes NATO commit yet another a dangerous blunder
Antes de considerar algumas das idiossincrasias do relacionamento russo-israelense, quero chamar a atenção para aspecto muito importante: não se deve assumir simplesmente que o relacionamento entre judeus e não judeus na Rússia seria similar ao que se vê no ocidente. Não é. Absolutamente não. 
Sem entrar em discussão detalhada da emancipação dos judeus no ocidente, e a longa trilha desde os shtetls dirigidos por rabinos, até os Conselhos Diretores das maiores empresas de todo o ocidente, direi apenas que, para os russos judeus, esse processo de emancipação aconteceu de modo muito mais violento e catastrófico.
Putin and Israel – a complex and multi-layered relationship
A segunda grande diferença entre ocidentais judeus e russos judeus é que, entre 1917 e 1939, um específico subgrupo de judeus (judeus bolcheviques) esteve no controle quase total de toda a Rússia. Durante aquele período, os judeus bolcheviques perseguiram russos de várias religiões, especialmente russos cristãos ortodoxos com ódio verdadeiramente genocida. É fato que a história registra, do qual muitos russos têm pleno conhecimento, ainda que até a menção a esse tema considerado ‘crime de pensamento’ em vários círculos ocidentais. Também é importante destacar que os bolcheviques judeus perseguiram não só cristãos ortodoxos, mas todos os grupos religiosos, inclusive, aliás, muitos grupos de judeus.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Rússia exige que Turquia leve à prisão assassino de piloto do Su-24

Líderes dos países-membros da Organisação do Tratado de Segurança Coletiva participam da cúpula em Moscou, 21 de dezembro de 2015
Zakharova afirmou que Alparslan Celik e seus associados devem ser responsabilizados pelo assassinato do piloto russo Oleg Peshkov e levados à Justiça.
“Exigimos que as autoridades turcas tomem medidas imediatas para prender Alparslan Celik e seus seguidores e levá-los à Justiça pelo assassinato do piloto russo, assim como por participarem de hostilidades junto a grupos armados ilegais no território de um país estrangeiro.”
Segundo a Russia Today, Celik é um cidadão turco, que parece ser filho do prefeito de Keban, uma pequena cidade na província turca de Elazig. Celik também pode ser integrante dos Grey Wolves, organização ultranacional de jovens, também classificada como neo-fascista. Outros relatos dão conta de que Celik é comandante do grupo rebelde Turcos Sírios, que supostamente abriram fogo contra Peshkov quando o piloto ainda estava no ar, descendo de paraquedas.
O avião russo Su-24 foi derrubado por um caça turco em espaço aéreo sírio no mês de novembro. A Turquia alegou ter abatido a aeronave russa porque esta haveria violado o espaço aéreo turco. Tanto o Estado Maior russo quando o Comando de Defesa Aérea da Turquia confirmaram que o bombardeiro russo nunca entrou no espaço aéreo da Turquia.
O presidente russo, Vladimir Putin, chamou o ataque de “punhalada nas costas”. As autoridades de Moscou exigem uma investigação, mas o governo turco não tomou medidas firmes até agora.
Naval Brasil

O Grande Mufti da Arábia Saudita qualifica o EI como parte do exército israelense

O Grande Mufti da Arábia Saudita, Abdulaziz al Asheikh, disse que a recente ameaça EI contra Israel é “uma mera mentira”, e que os jihadistas são “os soldados de Israel.”
O Grande Mufti da Arábia Saudita Abdulaziz al Asheikh

Abdulaziz al Asheikh chamou a cooperação Islâmica à intensificar a luta contra os terroristas e disse que a aliança islâmica recém-formada, liderada pela Arábia Saudita, vai acabar o  Estado Islâmico. De acordo com o Grande Mufti, a EI não é um movimento islâmico e prejudica tanto a religião e os muçulmanos.
“Eles não podem ser ele considerado como seguidores do Islã. Eles são uma extensão de Kharijites, que se levantaram contra o Califado Islâmico, quando rotularam os muçulmanos como infiéis e permitiram o derramamento de sangue”, disse o Asheikh, citado pela  Arábia Gazette  sobre EI.
Falando sobre o recente ameaça contra do EI contra Israel, o Grande Mufti afirmou: “A ameaça contra Israel é simplesmente uma mentira. A verdade é que Daesh faz parte dos soldados israelenses.”.
Recentemente, o chefe da EI, Abu Bakr al-Baghdadi,  fez ameaças  contra Israel através de um vídeo divulgado pelo grupo jihadista. “Os combatentes jihadistas irá envolver um dia parece distante, mas sabemos que está próximo. Estamos chegando mais perto a cada dia”, disse al-Baghdadi.
RT
Naval Brasil