segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cientistas russos criam estação que permite ao homem viver em Marte (VÍDEO)


A maquete de estação em Marte em uma exposição em Moscou.
Um grupo de cientistas russos criou um sistema revolucionário, o BIOS-3, uma espécie de “micro-Terra” autossuficiente, que permite ao Homem produzir oxigênio, água potável e cultivar plantas em ambientes hostis.

O BIOS-3, ou Sistema de Suporte Biológico, é um experimento que foi iniciado ainda nos anos 1960.

“A ideia é muito simples: criar um protótipo da futura estação num planeta diferente, por exemplo, na Lua ou em Marte, fora da biosfera,” disse Egor Zadereev (no vídeo) à RT.

Zadereev, investigador sênior do Instituto de Biofísica, contou que entre 1972 e 1973 dois homens e uma mulher (um engenheiro agrônomo, um engenheiro e uma médica) participaram no experimento.




Eles passaram seis meses no BIOS-3, concluindo que o sistema conseguiu fornecer 100% do oxigênio necessário, e de 50 a 80% da comida em diferentes estágios do experimento.
Este teve lugar durante a Guerra Fria em um instituto científico na Sibéria, localizado a 4.000 quilômetros de Moscou, na cidade de Krasnoyarsk.

O sistema é completamente autossuficiente, possui cerca de 315 metros cúbicos, divididos em quatro áreas ligadas por portas seladas hermeticamente. Há áreas comuns como a cozinha e o banheiro e dois compartimentos com plantas: trigo, oleaginosas e outros legumes, que garantem uma dieta balanceada aos bionautas”. As plantas produzem também oxigênio e suportam o ciclo hidrológico, tornando o BIOS-3 sustentável para a vida.

Atualmente a equipe de BIOS-3 trabalha para criar programas de menor escala, tentando melhorar a sustentabilidade do sistema para tornar o ar mais limpo, cultivando mais alimentos e restaurando o BIOS-3, adaptando-o às condições atuais.

Cabe mencionar que a ideia de visitar planetas distantes e organizar a vida lá já ocupa as mentes de cientistas por muito tempo: é o caso, por exemplo, do famoso projeto Mars One que prevê a instalação de uma colônia humana permanente em Marte a partir de 2025.

Sputnik

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