segunda-feira, 30 de maio de 2016

Michelzinho, caçula de Temer, é dono de imóveis avaliados em mais de R$2 milhões


Presidente interino da República Federativa do Brasil Michel Temer
O filho mais novo do presidente interino Michel Temer (PMDB), Michel Miguel Elias Temer Lulia Filho, mais conhecido como Michelzinho (7 anos), tem em seu nome pelo menos dois imóveis avaliados em mais de R$2 milhões, segundo reportagem do Estado de S. Paulo.

De acordo com a publicação, o pai da criança, que atualmente ocupa a presidência em exercício da República, alega ter feito uma “doação” como forma de “antecipar a herança” de seu único filho no casamento com Marcela Temer.

A propriedade de Michelzinho inclui dois conjuntos comerciais que abrigam o escritório político do peemedebista em São Paulo, ambos localizados no mesmo edifício no Itaim-Bibi, zona sul da capital paulista.


Segundo dados da Prefeitura da cidade, cada imóvel tem 196 m² e valor venal de R$1.024.802, sendo que o valor de mercado costuma ser até 40% mais alto do que o usado pelas autoridades para calcular o IPTU.

Ainda segundo a reportagem, porém, “na declaração de bens que Temer apresentou à Justiça Eleitoral em 2014, cada conjunto é avaliado em apenas R$ 190 mil”, o que seria “comum nas declarações de políticos, pois os imóveis costumam ser declarados pelo valor de quando foram comprados” e “a legislação não obriga a atualização do valor”.

Além disso, entretanto, na mesma declaração de bens consta ainda uma casa de 415m² na zona oeste de São Paulo que também estaria subavaliada. Segundo os dados declarados pelo então candidato a vice-presidente, a propriedade valeria R$ 722.977,41. Na Prefeitura, porém, o valor venal seria de R$ 2.875.109.

“O patrimônio do presidente interino cresceu rapidamente desde 2006”, observa o jornal. “Naquele ano, Temer foi candidato a deputado federal e declarou bens no valor de R$ 2.293.645,53. Se corrigido pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, eles corresponderiam, em 2014, a R$ 3.678.526,22. Porém, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral em 2014 já havia crescido para R$ 7.521.799,27. Ou seja, mais do que dobrou acima da inflação entre duas eleições – e isso sem levar em conta a valorização dos imóveis”.

Sputnik

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