quarta-feira, 26 de outubro de 2016

"Fenômeno Putin": autópsia da mídia-empresa ocidental


Ruslan Ostashko, PolitRussia (trad. ru.-ing.J. Arnoldski) em Fort Russ

Traduzido pelo coletivo da Vila Vudu

Semana passada foi marcada por uma espécie de epidemia que assolou furiosamente a mídia-empresa ocidental, que se pôs a publicar artigos de crítica sobre o personagem e desenhou os cartoons mais assustadores de Vladimir Putin. Claro, é o que sempre fazem. Mas dessa vez a explosão de atividade foi coisa jamais vista!

The Economist, The Spectator e The New Yorker – e não corresponde nem ao começo da lista completa de publicações que deram capas ao presidente russo e dedicaram-lhe longos artigos. Para alguns, talvez pareça sinal de condenação global e de global isolamento da Rússia, mas não, não, não é nada disso. De fato, estamos diante de um surto que se pode apresentar com palavra simples e curta: trata-se de histeria.



A histeria surge quando a psique humana não consegue dar conta da colisão de dois ou mais desejos fortes e que se opõem à realidade circundante. Por exemplo, uma criança quer muito um brinquedo, mas os pais recusam-se a comprá-lo. Se a criança é malcriada e mimada, a reação será histérica, com berreiro de que os pais não a amam.

É mais ou menos o que está acontecendo com a mídia-empresa e a elite ocidentais. Realmente desejam que Putin desapareça. Querem, porque querem que os poderosos oligarcas russos derrubem o presidente e apaguem da história a lembrança dele.

São desejos furiosos, mas a inflexível realidade só faz dar-o-dedo à mídia-empresa, o que desencadeia o berreiro histérico. Fúria extra é provocada pelo fato de que Putin não atrai rejeição, mas, isso sim, cada vez mais simpatia entre outros políticos e os cidadãos comuns dos mais diferentes países. Nas entrelinhas, aqueles intermináveis artigos que visam a 'demonstrar' o quanto Putin é péssimo e perigosíssimo incluem um apelo dos políticos ocidentais aos seus respectivos cidadãos: "Amem-nos, amem nós, não Putin! Amem nós, não essa gente 'como Putin'!" Perda de tempo. Putin é mais amado a cada dia.

Agora que já pintaram Putin como fantasma escuro, com jatos vermelhos no lugar dos olhos, o que mais inventarão?

Leitores de The Economist já têm grandes coleções de charges e cartoons de Putin que a revista publica, mas nem por isso os jornalistas britânicos conseguiram pelo menos arranhar, que fosse, os índices de aprovação de Putin e do governo de Putin seja no exterior, seja na Rússia.

Para piorar, a insistente repetição dessa Putinfobia já começa a trabalhar contra os propagandistas ocidentais. Por exemplo, o ocidental médio vê The Spectator a exibir uma  caricatura de Putin com um logo de RT nas mãos e pensa: "RT deve ser uma boa revista. Lerei na minha folga. Com certeza escrevem sobre esses horríveis russos malvados!"

O ocidental médio vai ao website da revista e recebe um choque cultural, porque o que se lê lá é um artigo intitulado "Parem de provocar os russos!", no qual o jornalista Rod Liddle escreve: "Não estou preocupado com o lado dos russos; estou preocupado com o nosso lado."

O jornalista fala de o quanto é perigosa a hipocrisia ocidental, de o quanto é perigosa a loucura dos políticos ocidentais para tudo que tenha a ver com Líbia, Síria, Rússia e outros países, e também partilha pensamentos sobre o que sairá mais em conta: comprar passagens para a Nova Zelândia, que não será bombardeada por nenhum dos lados 'atômicos', ou escavar um bunker em casa mesmo, porque pode eclodir a qualquer momento uma guerra nuclear. Esse exemplo mostra que Putin não é símbolo de horror. Já não pode ser usado para assustar mais ninguém, mas, isso sim, para atrair atenções, especialmente a atenção de quem esteja farto de políticos ocidentais.

A elite política dos EUA, Alemanha, Reino Unido e outros países elas mesmas só fazem chamar a atenção para os índices de popularidade de Putin, na comparação com os índices de desaprovação que recebem dos próprios eleitores. A pessoa comum muito frequentemente pensa segundo o princípio de "o inimigo do meu inimigo é meu amigo", e o ressentimento, a desconfiança, o ódio que lhes inspiram os seus próprios políticos corruptos e dissimulados acabam convertidos em apoio e simpatia pelo presidente da Rússia.

Paradoxalmente, quanto mais a mídia-empresa ocidental critica Putin, mais os leigos o admiram, mais o veem como um super herói a desafiar o establishment global. E quem construiu e trabalhou essa imagem do super herói foram... Hillary Clinton, CNN e The Economist.

Que cada um julgue por si. Só um super herói consegue bombardear terroristas bandidos, fazer subir os preços do petróleo, hackear os servidores do Partido Democrata nos EUA, influenciar os rumos das eleições nos EUA, desviar a Ucrânia da via europeia e muito mais, tudo ao mesmo tempo.

De fato, estou 100% certo de que a culpa pela próxima onda da crise econômica global será atribuída, pelo menos em parte, a Putin. Aconteceu que políticos ocidentais inventaram a imagem de Putin como super herói, e agora se perguntam "Mas que público gosta disso?"

Todos amam os super heróis. Num mundo acostumado ao drama de Hollywood, o presidente russo só poderia, mesmo, ser convertido numa espécie de Batman geopolítico, que luta contra bandidos, descarta os mais sujos em fossas sanitárias, sem dar um tostão de atenção para a polícia do mundo oficial.

Do ponto de vista dos políticos ocidentais, todos essencialmente cinzentos, inodoros e insossos produtos da maquinaria burocrática e dos fazedores de imagens políticas, Putin cometeu crime gravíssimo: mostrou ao mundo que político bem-sucedido pode ser muito diferente do estereótipo ocidental. Que pode ser patriota, cristão e conservador, vale dizer, tudo que os políticos ocidentais estão proibidos de ser!

O sucesso de Putin é a morte política de toda uma geração de políticos globais, pós-cristãos, politicamente corretos e de todos os Clintons e Hollandes. Eis por que todos eles odeiam Putin e todos eles estão fracassando. Para a história do mundo, todos eles já morreram. Só que ainda não sabem.

blogdoalok

3 comentários :

  1. Gostei imensamente dessa matéria, exprime realmente o que tenho lido na internet em vários comentários. Só gostarei de acrescentar que, além da excelente imagem de Putin em relação às suas medidas contra o terrorismo, contra a influência norte-americana em inúmeros países e a favor de manutenção de sua própria nação unida, segura e próspera; o que também se deve considerar e a extrema coragem de seu governo em demonstrar que algo precisa mudar no mundo para que a arrogância e ganância não vençam mais a humildade e a fraternidade dos povos. Putin emfim representa o tão esperado elo de mudanças emergentes que todos os povos cultos almejam. Assim, é mesmo um super-herói; que não virará mártir, pois a sua proteção vai além da dimensão do raciocínio dos norte americanos e europeus, ok!?

    ResponderExcluir
  2. putin é sem duvidas uma pessoa especial...Essa propaganda ocidental só dá mais força a ele e a mídia alternativa sempre tá ai para desmascarar a mentirada corporativa.

    A diferença de putin e os políticos ocidentais é que ele ama seu país e faz tudo que pode para defende-lo...olha o que aconteceu com a Rússia depois da passagem mikhail gorbachev e yasen e depois de Putin;Rússia hoje está até alcançando a independência agrícola e pecuária,se desenvolve cada vez mais industrialmente(graças as sansões) e sua industria de defesa é incrível!com projetos avançadíssimos previstos para o futuro que só a escola cientifica russa é capaz de desenvolver.

    Só um nacionalista como Putin poderia alcançar tal proeza.Além disso ele é um bem para o mundo todo,já que é um politico extremamente talento que vem driblando a anos uma potencial guerra mundial.

    ResponderExcluir