segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Um destruidor de democracias e pilhador de nações, por Valter Xéu


Valter Xéu*

A midiotização pelo mundo afora, leva o povo a acreditar que governos não simpáticos aos EUA, são governos ditatoriais, mesmo que tenham sido eleitos pelo voto dos seus concidadãos, como o caso de Assad na Síria e Maduro na Venezuela.

Na época do George Bush, a mídia e os serviços de inteligências do ocidente propagaram para o mundo de que países como o Irã, Iraque e Coreia do Norte formavam o Eixo do Mal, que colocava o mundo em perigo e a propaganda dizia: ‘Ou você está conosco, outra contra nós’.
democracia

Todos os governantes que não são simpáticos ou que contrarie os interesses dos Estados Unidos, a forte propaganda de manipulação trata de disseminar pelo mundo de que aquele governante é um ditador.


E assim é feito com a Síria, onde apesar de Assad ter vencido duas ou três eleições presidenciais, recebeu o carimbo de ditador pelo simples fato de contrariar os interesses dos Estados Unidos e ter sido eleito, a propaganda dissemina pelo mundo de que foi uma eleição fraudulenta e isso o ocidental não aceita como aceitou o resultado da eleição em que Bush venceu Al Gore.
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Os Estados Unidos destruíram o Iraque com a propaganda de que o país possuía armas de destruição em massa o que não era verdadeiro e isso foi atestado pelas próprias forças de ocupação.

Como a mentira já não colava nos quatro cantos do mundo e inventaram de que estavam levando a democracia a um pais governado pelo ditador Saddam Hussein e que até então, tinha sido aliado dos americanos. Hoje os iraquianos vivem em situação muito pior, com conflitos de toda natureza onde os grupos diversos recebem armas do ocidente para guerrearem entre si enquanto as Halliburton da vida, segue tranquila roubando o seu petróleo. Halliburton foi administrada pelo ex-vice-presidente americano Dick Cheney: Tutti cosa nostra…

A mesma coisa aconteceu com a Líbia que depois de Israel era o segundo IDH do Oriente Médio segundo a ONU. Mesmo assim, precisaram formar uma coalizão internacional de 46 países para derrubar e assassinar Khadaffi.
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E usando o pretexto de que estavam derrubando um ditador, destruíram o pais, onde grupos rivais armados pelo ocidente se matam e as Halliburton…..

Depois do Afeganistão, Iraque e Líbia chegou à vez da Síria, onde os norte americanos acreditavam que seria muito mais fácil e aí houve o engano, pois Assad resistiu e de imediato trataram de disseminar pelo mundo de que ali era mais um ditador e como o midiotizado é uma praga que existe em todo o planeta, Assad passou a ser demonizado pelo simples fato de ter enfrentado as forças criadas pelos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Arábia Saudita, Qatar, Turquia (que parece esta mudando de lado depois do tal golpe em que acusam os norte americanos) e a cumplicidade de Israel, que oferece ajuda médica e vez por outra derruba aviões da força aérea da Síria que ousa bombardear as forças do Estado Islâmico nas imediações das Colinas de Golan.
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Com a chegada dos russos as coisas mudaram de um Assad quase derrotado para um presidente mais forte no poder.
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Os russos lá estão com a anuência do presidente sírio enquanto as forças ocidentais que não tiveram autorização são meras invasoras. E isso fere a carta da ONU e a soberania Síria, mas a ONU não vale nada para as potências do ocidente, onde na sua maioria participam da força agressora que é a OTAN = Organização Terrorista do Atlântico Norte e que no final dos anos 80 bombardeou Belgrado capital da Iugoslávia em pleno coração da Europa, mas como diz um amigo Croata, “naquela época não existia o Putin”.

Na questão de Aleppo, vários grupos terroristas estão no domínio da cidade perpetrando toda desgraça sobre a população, usando armas químicas, mas o culpado é Assad que ousou enfrentá-los.
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Na Venezuela, apesar de Chávez e Maduro terem sido eleitos pelo voto da maioria da população, a mídia e o atual governo golpista do Brasil, Argentina e Paraguai, trata os governantes venezuelanos como ditadores, o que parece até piada!
O de lá eleito pelo voto direto é ditador.
O golpista do Brasil, o que é?
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Na Venezuela depois do fracassado golpe com armas em que Chávez foi preso e voltou nos braços do povo, à direita e seus apoiadores internacionais mudaram de tática e usaram a mesma que destronou o governo ucraniano, defenestrado com denúncias de corrupção e hoje uma quadrilha de corruptos estão no poder com a ajuda do “campeão da democracia”.
Usaram desse expediente aqui e estão usando o mesmo na Venezuela, onde de repente desapareceram dos supermercados os gêneros alimentícios  sabotados pela burguesia empresarial.

O governo criou uma espécie de Cesta do Povo o que se mostrou ineficaz contra o desabastecimento e assim, os grandes grupos econômicos com ajuda externa que despejam bilhões de dólares para acumpliciar mídia e uma parte dos parlamentares. Com o judiciário a coisa é bem diferente do que é o daqui.

Maduro que não tem um perfil Dilma Rousseff e nem na sua equipe republicanos covardes, reage às provocações e recebe o carimbo de ditador pela sua ousadia em resistir.
O pior de tudo isso, é que a midiotização geral leva a “boiada” a acreditar que realmente ele é um ditador, enquanto o nosso aqui é um democrata e que aquele país destruidor de países, é nada mais, nada menos que o verdadeiro campeão da democracia no mundo e a “boiada” acredita.

Ô, raça!

Em tempo:

Lula precisa fazer o mesmo que Maduro faz na Venezuela, Rafael Correa no Equador, Evo Morales na Bolívia é o que diz o escritor Moniz Bandeira, que é o envolvimento dos Estados Unidos em toda essa trama em que participa a mídia, o congresso e o judiciário e denunciar isso para o mundo, pois existe um interessado maior no enfraquecimento do país e esse interessado, o mundo sabe quem é.

Isso é o que tem de ser feito.

*Valter Xéu é diretor e editor dos portais Pátria Latina e Irã News, analista politico do Palestina Liberation, Pravda e colabora com diversas publicações no Brasil e exterior.

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