quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Fóruns Internacionais: China assume governança global


Xinhua, Pequim

Traduzido pelo coletivo da vila vudu

Enquanto isso, o Brasil da tucanaria privateira golpista 
 vai-se afundando firmemente na mediocridade doentia de Gedeis, 
Temers, Dalagnóis, Moros, Gilmares Mendes & ganga 'mídiática', 
com Aluysio Serra & CIA. QSF. O que é deles tá guardado.

Outra coisa: abertura à chinesa NÃO É abertura à moda 
Temers&Meirelles&Gedéis&Lopretes cum Moros.

Desde a reunião de cúpula da Cooperação Econômica do Pacífico Asiático de 2014 (CEPA) [ing. Asia-Pacific Economic Cooperation, APEC] em Pequim, a China tem sempre destacado a importância da governança global nessas diferentes ocasiões internacionais como a cúpula do G20 em Hangzhou em setembro e a recém-concluída cúpula da CEPA em Lima.

As propostas, iniciativas e contribuições da China estão injetando vida nova na governança global.


Líder da globalização econômica contra a desigualdade 

Na cúpula da CEPA, em Lima, o presidente Xi Xinping da China renovou a conclamação para que se faça avançar uma Área de Livre Comércio do Pacífico Asiático (ALCPA) [ing. Free Trade Area of the Asia-Pacific, FTAAP], dizendo que "é iniciativa estratégica crítica para a prosperidade de longo prazo do Pacífico Asiático."

"Temos de fazer avançar firmemente a ALCPA como mecanismo institucional para garantir economia aberta no Pacífico-Asiático", disse o presidente Xi a líderes do business global, enfatizando que "a abertura é o que garante o suprimento vital de que carece a economia do Pacífico Asiático."

O processo da ALCPA foi lançado na reunião de ministros da economia da CEPA em 2014 em Pequim, apoiado num detalhado mapa do caminho. Na sequência, foi iniciado um "estudo estratégico coletivo", como definido pelos membros da CEPA, cujos resultados devem ser apresentados aos líderes da economia ao final de 2016.

Nas circunstâncias pelas quais passa o mundo, a iniciativa de Xi é altamente significativa. Ao longo dos últimos poucos anos a economia mundial viu-se apanhada na armadilha de recuperação fraquíssima, ímpeto insuficiente na direção do crescimento, com comércio e investimento medíocres.

O mais alarmante é que a globalização econômica enfrenta hoje forte vento de proa, que sopra de países desenvolvidos como EUA e países europeus, com o protecionismo em ascensão.

Mas Xi repetiu ao mundo que a região do Pacífico Asiático continua confiante na globalização econômica. Disse que "o compromisso do Pacífico Asiático com a globalização econômica permanece inalterado, a confiança não diminuiu."

A posição do presidente Xi encontrou eco caloroso entre os observadores. O Financial Times britânico comentou no seu website que a China, que advoga a favor do livre comércio e economia aberta no Pacífico Asiático, desempenha papel de liderança no comércio global.

As práticas chinesas inovadoras 

Nesses tempos mutantes, a governança econômica global deve refletir as mudanças profundas na paisagem econômica global, e é imprescindível que se ergam as vozes de mercados emergentes e países em desenvolvimento.

Ao longo dos últimos anos e sempre que necessário, a China, como o maior dos países em desenvolvimento, sempre falou pelos países em desenvolvimento e reforçou a unidade e a cooperação com eles.

Mediante a iniciativa "Cinturão e Estrada" ("Novas Rotas da Seda"), a China está partilhando oportunidades de desenvolvimento com países ao longo das estradas e vias. Sobretudo, a China criou um precedente ao estabelecer instituições financeiras multilaterais que conectam os países em desenvolvimento, o que fez com a fundação do Banco Asiático de Investimento e Infraestrutura (BAII) e o Novo Banco dos BRICS.

Enquanto isso, a inclusão do yuan chinês na cesta de moedas com Direitos Especiais [ing. Special Drawing Rights basket] do Fundo Monetário Internacional elevou o status internacional das moedas de países em desenvolvimento (só dos países em desenvolvimento que se deem ao respeito; a moeda do Brasil do Golpe não teve porcaria nenhuma de status elevado [NTs]). A China também ampliou os canais de cooperação com países em desenvolvimento, reforçando o Fórum para Cooperação China-África e estabelecendo o Fórum China-Comunidade dos Estados da América Latina e Caribe.

Na reunião de cúpula do G20 em Hangzhou, Xi enfatizou o conceito de igualdade, abertura, cooperação e partilha na governança econômica global, deixando marca profunda na história do G20 e fazendo do G20 uma das principais plataformas para a governança econômica global.

Além de contribuições à governança econômica global, a China também atuou firmemente no processo para enfrentar os grandes desafios e as mais complexas questões globais.

A China quer trabalhar com a comunidade internacional a favor do bem-estar comum de todos os povos, da defesa do conceito de soberania ciberespacial e para tornar mais justa e mais razoável a governança do ciberespaço global.

As ações chinesas incluem o estabelecimento de um Fundo de Cooperação e Assistência Sul-Sul para ajudar o mundo a eliminar a pobreza, e de uma dotação de 20 bilhões de yuan (cerca de 3 bilhões de EUA-dólares) para instituir um Fundo de Cooperação Sul-Sul para Atenção ao Clima, com o objetivo de ajudar outros países a combater a mudança climática.

Na Conferência de Paris sobre Mudança Climática, ano passado, a China, como potência responsável, influiu na direção das negociações e fez contribuições significativas na direção de se obter um acordo.

O diário alemão Stuttgarter Zeitung falou em tom altamente elogioso sobre as contribuições da China para o desenvolvimento sustentável, dizendo que o modelo de desenvolvimento da China já fez por merecer e deve ser levado a sério, como parte muito provável da solução de questões globais.

Por que a China participa tão ativamente da reforma da governança global?

Participação proativa da China na reforma da governança global começou dia 12/10/2015, quando Xi disse, numa sessão de estudo do Comitê Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, que a tendência geral aparecia representada no fortalecimento da governança global e na reforma do sistema da governança global.

Foi a primeira vez que a China explicitamente expôs o conceito de governança global.

Nas palavras de Xi, reformar significa "definir regras para mecanismos internacionais e para a ordem internacional" e "decidir quanto à direção na qual o mundo deve andar."

"Não é simplesmente caso de disputar os melhores espaços do desenvolvimento econômico, mas definir que papeis e que funções caberão às nações desempenhar no arranjo sistêmico de longo prazo para a ordem internacional" – disse Xi.

Durante séculos, países poderosos dividiram o mundo e competiram por lucro e poder, em guerras e pela colonização. No mundo de hoje essas vias foram substituídas por regras e mecanismos para gerar equilíbrio entre interesses diferentes.

"Arranjos injustos e impróprios no sistema da governança global" têm de ser reformados, e é preciso introduzir novas conotações. A China visa a uma governança global que preveja consultas, esforços e partilhamento entre todos.

Xi disse que a China deve defender os interesses dela e, também, os interesses comuns de países em desenvolvimento, e focar não só as próprias necessidades enquanto se desenvolve, mas também as expectativas que a comunidade internacional deposita na China.

A China sempre foi participante ativo, construtor e contribuidor para o atual sistema internacional, e continuará a ser país participante, promotor e líder na reforma da governança global – reforma que não derruba, mas aprimora e renova o sistema hoje vigente.

O presidente chinês destacou a "defesa resoluta" da ordem internacional e de um sistema centrado nos princípios da Carta da ONU, além da "defesa e consolidação" dos benefícios que resultaram da vitória na 2ª Guerra Mundial.

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