sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Rússia direcionará armas nucleares contra OTAN?


Ontem (24), o vice-presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho de Federação da Rússia, Frants Klintsevich, disse que a Rússia direcionará suas armas nucleares contra quaisquer objetivos da OTAN em resposta a ações agressivas.
Fuselagem de drone da OTAN, em frente ao estádio nacional onde foi realizada a cúpula da OTAN em Varsóvia, 9 de julho de 2016, Polônia
Entre tais ações o senador destacou as "tentativas de envolver novos países na sua órbita".


"Em resposta às ações agressivas da OTAN, às tentativas de envolver na sua órbita cada vez mais países novos, da parte da Rússia haverá uma resposta dura e inequívoca. Direcionaremos as nossas armas, inclusive as atômicas, contra quaisquer objetivos ameaçadores da Aliança onde quer que estejam instalados", disse o senador. Mais tarde, ele esclareceu sua posição em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik. 

Ele afirmou que a OTAN começou instalando sistemas de funções duplas que além de mísseis antimíssil podem lançar mísseis de cruzeiro de grande alcance Tomahawk. "É uma grande ameaça para nós. Além disso, há a última declaração grosseira do secretário-geral da OTAN [Jens Stoltenberg] sobre o reforço das forças da Aliança do estilo 'obrigaremos a Rússia de pensar de modo diferente'. Não obrigarão. Não a colocarão de joelhos. A Rússia tem como se proteger. A Rússia tem armamentos, inclusive nucleares", disse ele, acrescentando que a Rússia reagirá em conformidade com a situação e com os planos concretos da OTAN.

Ao mesmo tempo, o porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov afirmou que a posição do senador é compreensível, mas a política da Rússia é determinada pelo presidente e não pelos senadores.

"Os nossos legisladores, sem dúvida, têm direito à sua visão, reagem de forma viva aos desenvolvimentos internacionais, bem como à expansão da infraestrutura da OTAN em direção às fronteiras russas. Por isso, tal posição é compreensível, mas quero sublinhar que os nossos legisladores, segundo a Constituição, não determinam a política externa da Rússia, ela é determinada pelo presidente da Rússia", disse. Entretanto, Peskov afirmou na terça-feira (22) que a Rússia fará tudo para se proteger considerando a expansão da OTAN em sua direção.

Sputnik

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