segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Base "aliada" já ameaça trair o Judas Temer


Por Altamiro Borges

O pacto mafioso costurado para viabilizar o “golpe dos corruptos” e para dar sustentação ao Judas Michel Temer está prestes a ser rompido. Há quem garanta que ele não dura até o segundo semestre de 2017. Com o agravamento da crise econômica e a queda de popularidade do usurpador, cresceram os boatos sobre as prováveis traições na “base aliada”. No PSDB, Michel Temer é tratado como “pinguela” – rotulado dado pelo ex-presidente FHC, que irrita o atual ocupante do Palácio do Planalto. No DEM, o senador Ronaldo Caiado já propôs a renúncia do Judas e a convocação de novas eleições presidenciais. Nos outros partidos governistas o clima também é de abandono do barco à deriva.
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PSB prepara o desembarque


Na semana passada, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, do pragmático PSB, escancarou as críticas ao covil golpista. “Eu esperava mais do governo. Esperava que Temer conseguisse fazer um governo de união nacional mais ampla”, afirmou em entrevista à “Rádio Jornal”, de Recife. “Evidentemente que ele precisava aprovar medidas importantes, mas é preciso ampliar o leque de discussões junto à sociedade civil. Ele precisa fazer aquilo que disse que iria fazer: um governo de união nacional”. Santa ingenuidade ou puro senso de oportunidade? A entrevista de Paulo Câmara, que é vice-presidente do PSB, foi encarada como um sinal de que o sigla está prestes a deixar a base do Judas.

Dias antes, o diretório nacional da legenda já havia anunciando que vai ponderar mais o apoio aos projetos econômicos do Planalto. “O PSB não aprovará medidas ou apoiará medidas que produzam diminuição ou supressão de direitos salvo se estes representarem privilégios”, diz o texto assinado por Carlos Siqueira, presidente da sigla. Durante a reunião, quatro diretórios regionais (Amapá, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Sul) inclusive propuseram a saída do covil golpista, o que preocupou a quadrilha que se apossou do poder. O PSB tem seis senadores e 34 deputados federais. Atualmente, a legenda comanda o Ministério de Minas e Energia com o deputado Fernando Bezerra Filho (PE). 

Segundo uma notinha da revista Época, “integrantes da sigla também decidiram preparar um documento com críticas à proposta da reforma da Previdência, encaminhada pelo Planalto ao Congresso. ‘Este governo tem problemas ainda maiores que os apontados por nós, quando decidimos apoiar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Foi contra este governo, inclusive, que nos colocamos contrários em 2014. Não podemos, agora, aderir a algo que não é nosso’, afirmou o presidente do diretório gaúcho, Beto Albuquerque”. Tudo indica que a bancada do PSB – ou parte dela – votará contra os principais projetos do Judas Michel Temer, como as reformas previdenciária e trabalhista.

O demo Caiado chuta o balde

Se as medidas impopulares incomodam o partido “socialista”, o mesmo não ocorre com o DEM, uma legenda fisiológica e ultraliberal. Neste sentido, as recentes declarações do senador Ronaldo Caiado (GO), líder ruralista e um dos jagunços do “golpe dos corruptos”, pegaram de surpresa os assaltantes do Palácio do Planalto. Entusiasmado com a ideia de ser o presidenciável das hordas fascistas no país, ele defendeu a renúncia imediata de Michel Temer. “Não podemos ter medo de uma antecipação do processo eleitoral... Há momentos em que se precisa ter gestos maiores para não se colocar em risco. Ele deve ter a sensibilidade que não teve a presidente Dilma”, afirmou sem meias palavras.

Sua tese evidentemente desagradou os coronéis do DEM – que após 14 anos fora do governo voltaram a ocupar cargos estratégicos e estão se deliciando com as benesses do poder. O presidente nacional da sigla, Agripino Maia – que é alvo de várias denúncias de corrupção e está com a corda no pescoço –, desautorizou em público o senador goiano. “O DEM continua na base”, rosnou. Outros demos também atacaram Ronaldo Caiado, afirmando que ele colocou sua candidatura presidencial acima dos interesses da sigla. Mesmo assim, é preciso ficar atento. Caso a popularidade do usurpador continue desabando, os demos não vacilarão em trair o Judas! Eles não têm princípios. Têm interesses!

As bicadas sangrentas no ninho tucano

Já no caso do PSDB, o partido segue – como sempre – dividido. O cambaleante Aécio Neves, que após sua derrota nas urnas apostou todas as fichas na desestabilização política e econômica do país, parece que gostou de voltar a frequentar os corredores do Palácio do Planalto. Como presidente nacional da sigla, ele tem defendido que os tucanos ocupem ainda mais espaços no covil golpista. Numa insólita união, o senador mineiro conta com o apoio do “chanceler” José Serra. Já o governador Geraldo Alckmin, que virou alvo das rasteiras da dupla Aécio-Serra, mantém seu projeto da candidatura presidencial para 2018 e tem pregado maior “distanciamento” do quadrilha de Michel Temer.

Na prática, porém, o que tem vingado é a tese do chefão FHC, um dos mentores do “golpe dos corruptos”. Na maior caradura e arrogância, ele trata o usurpador apenas como uma “pinguela”. Para o grão-tucano, cabe ao peemedebista implementar as “medidas amargas” para, na sequência, entregar o poder ao PSDB. Seguindo esta tática marota, num dia FHC bate no Judas; no outro, diz que “é o que temos” e defende a manutenção da “pinguela”. Essa postura oportunista acirra os ânimos com a direção do PMDB, que inclusive enxerga penas de tucanos nos recentes vazamentos de denúncias de corrupção contra os velhos caciques da legenda – que estão sendo defecados do covil golpista! 

Neste quadro de conflagração e de intrigas, alguns aloprados até tentam ressuscitar o decrépito FHC. No início de dezembro, a Folha tucana publicou: “A tempestade perfeita que começou a se formar nos arredores do Palácio do Planalto, com a combinação de abalos políticos e econômicos, intensificou o desconforto e tornou indócil o principal aliado de Michel Temer: o PSDB. Embora a determinação da cúpula tucana seja manter o apoio ao governo, há no partido quem cogite a possibilidade de Michel Temer não terminar o mandato, em razão de denúncias que possam surgir com a delação da Odebrecht ou mesmo se o Tribunal Superior Eleitoral decidir cassar a chapa Dilma-Temer”.

“Somado a isso, a economia recuou pelo sétimo trimestre consecutivo e mostrou que a receita de ajuste de Henrique Meirelles não deve gerar resultados tão rápido. Parlamentares do PSDB já falam em março como a data limite para que a economia mostre reação e para que Temer consiga pelo menos imprimir a imagem de presidente que colocou em ordem as contas públicas. Caso contrário, especulam os mais pragmáticos, cogita-se o nome de Fernando Henrique Cardoso como opção em eventual eleição indireta, com a decisão do TSE chancelada a partir do início de 2017”. Como se observa, o prazo de validade do Judas Michel Temer está vencendo. O traidor está prestes a ser traído!

altamiroborges

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