quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

justiça de Israel abrirá investigação criminal contra Benjamin Netanyahu


A Procuradoria-Geral de Israel autorizou a abertura de uma investigação formal contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, suspeito de fraude e suborno, segundo informou a TV israelense Channel 10 nesta quarta-feira.
Benjamin Netanyahu é suspeito de ter recebido propina de empresário e de ter fechado negócio irregular com empresa alemã
Por nove meses, a polícia de Israel vinha investigando secretamente uma série de denúncias contra o premier. Os documentos recolhidos até agora indicam que Netanyahu teria recebido propina na forma de doações de campanha para a eleição de 2009, que levou o líder do conservador Likud ao poder pela segunda vez. 

De acordo com o Times of Israel, o primeiro-ministro é acusado de ter recebido 1 milhão de euros do empresário francês Arnaud Mimran, condenado a oito anos de prisão por fraude. Funcionários do governo ligados a Netanyahu negam a existência de irregularidade.  "Desde a vitória de Netanyahu nas últimas eleições e até mesmo antes, elementos hostis usaram esforços heroicos para tentar provocar sua queda, com falsas acusações contra ele e sua família. Esta (última tentativa) é absolutamente falsa. Não havia nada e não haverá nada", disse um porta-voz do premier em entrevista ao Haaretz.  

Outra suspeita sobre o líder israelense estaria relacionada à compra de submarinos estrangeiros pelo Ministério da Defesa de Israel. As embarcações seriam adquiridas para ajudar na defesa do país contra um de seus maiores rivais, o Irã, que, por acaso, detém parte das ações da empresa fabricante, a alemã ThyssenKrupp.  Esse caso dominou o debate público em Israel nas últimas semanas. Conforme noticiou a mídia local, acredita-se que Netanyahu teria sido influenciado por conta das ligações de seu conselheiro pessoal, David Shimron, com a ThyssenKrupp, mesmo com muitas autoridades do setor da Defesa se opondo ao negócio.  Segundo o Channel 10, o primeiro-ministro deverá ser chamado para depor sobre essas duas investigações dentro de alguns dias. 

sputniknews

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