domingo, 25 de dezembro de 2016

Odebrecht, EUA e a Operação Vira-Lata


Por Renato Rovai, em seu blog:

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato, comemorou o acordo de leniência firmado pela Odebrecht e pela Braskem com o Ministério Público Federal, que incluiu uma multa de R$ 8,5 bilhões, dizendo que é possível melhorar o país a despeito do “complexo de vira-lata” de alguns de nós que achamos que “o Brasil não tem jeito”.
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Ontem o ex-ministro da Justiça da presidente Dilma Rousseff, Eugênio Aragão, contestou no que chamou de uma “cartinha aberta” ao procurador, dizendo:

“E o que vocês conseguiram de útil neste País para acharem que podem inaugurar um ‘outro Brasil’, que seja, quiçá, melhor do que o vivíamos? Vocês conseguiram agradar ao irmão do norte que faturará bilhões de nossa combalida economia e conseguiram tirar do mercado global altamente competitivo da construção civil de grandes obras de infraestrutura as empresas nacionais”.

A prova inconteste de que Aragão tinha razão surge hoje em reportagem do sempre suspeito O Globo. Para celebrar acordo de leniência a Odebrecht e a Braskem tiveram que aceitar exigências das autoridades dos Estados Unidos, entre elas a de vigilância externa por três anos para poderem operar.

As empresas terão um fiscal escolhido pelas autoridades desses países que terá acesso a todos os dados, documentos, e atividades de funcionários e até diretores das empresas. O monitoramento foi uma das exigências feitas às empresas pelo do Departamento de Justiça americano (DoJ).

Em caso de qualquer irregularidade identificadas pelo fiscal, as empresas estão sujeitas ao rompimento do acordo e a serem processadas na Justiça americana. Nessa hipótese, segundo o sempre suspeito O Globo, as companhias ficariam sujeitas ao pagamento de multas pelo menos 10 vezes maiores do que já foram acertadas.

Evidente que o tal fiscal só estará ali para verificar se as empresas são corruptas. Ele não fornecerá outras informações de projetos estratégicos aos americanos e a quem mais o Departamento de Justiça de lá achar conveniente.

E é óbvio que ao quebrar o mundo, em 2008, no maior esquema de corrupção da história, que ficou conhecido como “crise do subprime”, os EUA permitiram ao Brasil e a outros países que passassem a fiscalizar o seu sistema financeiro. Claro, claro, claríssimo…

altamiroborges

2 comentários :

  1. O problema maior para o povo, não é o desejo incontido do governante de permanecer no poder, mas quando já percebe sua incompetência e se sujeita e favorece o controle desse poder para controle de outros, em desfavor da soberania. Aí as Forças Armadas Nacionais deveriam intervir e assumir, que seja por um tempo de transição, as rédeas do poder, a menos que também se considerando incompetente, deixe passar despercebida a violação da soberania do País pelo bem comum do povo estrangeiro. Nosso Brasil corre o risco de passar por mais essa vez, por uma exploração extrativista, colonialista; subjugado por ideais humanitários para a elite controladora exterior, em desfavor da Nação Constituída e "independente". Nosso povo, infiltrado nas redes govenamentais como funcionários, são forças que devem reaprender o patriotismo, o nacionalismo, o dever cívico para o bem comum na preservação de nosso território, nossas fronteiras, nossa cultura e nossos costumes; para no bem da população submissa e alienável sem opções de atitude. Um País só é bom viver, quando é para todos!

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  2. As maiires mazelas do mundo sao a financeira o egoismo de bancos empresas e governos que nao dividem com o povo seus lucros e as guerras com armas carissimas que uma unica bala simples custa dez reais imagine as de uranio para assassinar o proximo enganado achando que perante Deus nao respondera

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