sexta-feira, 24 de março de 2017

Reforma da Previdência: O que nos aguarda, por Giovanni Alves


Milhões de empregos diretos migrarão para contratos terceirizados, quarteirizados ou pejotizados. Será o fim das atuais categorias de trabalhadores. Todos serão transformados em prestadores de serviços, com rendimentos menores, jornadas maiores e sem direitos trabalhistas.
No setor privado teremos o fim de direitos às férias, décimo terceiro, descanso semanal remunerado, aposentadoria e diversas conquistas da Convenção ou Acordo Coletivo.

Esses trabalhadores terão sua capacidade de organização sindical esvaziada completamente, além do aumento significativo da rotatividade no emprego, da maior exposição a riscos de acidentes e mortes no trabalho.

No setor público, a terceirização das atividades-fins permitirá que milhares de prefeitos, vereadores e empresas públicas dispensem a realização de concursos públicos e passem a contratar firmas terceiras para prestar serviços ao “poder público”.

Vai ser instalada a festa dos amigos, apaniguados e comparsas do “governante de plantão”, aumentando em muito a corrupção no Brasil.

Imagina a quantidade de vereadores e amigos de prefeitos que vão montar uma firma para fornecer serviços e mão-de-obra para as prefeituras.

A terceirização sem limites vai, ainda, precarizar o atendimento à população usuária do serviço público.

Teremos aumento do desemprego, redução da massa salarial e do consumo, redução da arrecadação do tesouro e demais fundos públicos, aumento das desigualdades sociais e barbarização das relações trabalho.

HIC RHODUS, HIC SALTA!


2 comentários :

  1. VAI FALTA AGUA ,, LUZ,,, EMPREGO ,,, MAS TUDO CERTO SEM EMPREGO NINGUEM TRABALHA MAS TUDO CERTO

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