sábado, 15 de abril de 2017

Acordão entre FHC, Temer e Lula, se de fato houver, é tentativa de ressuscitar defunto


por Luiz Carlos Azenha
Toda instituição age com o objetivo principal de se autopreservar. É absolutamente normal e faz parte do jogo político petistas, por exemplo, bombardearem candidatos a presidente que, em 2018, tenham o potencial de se colocar no caminho do ex-presidente Lula.
Outra coisa, completamente diferente, é se de fato os ex-presidentes Lula e FHC, juntamente com o usurpador Michel Temer, se atribuem agora a tarefa de firmar um pacto para evitar que um “aventureiro” chegue ao Planalto em 2018 — presume-se, alguém que não seja de um dos três partidos que representam.
A notícia é da Folha de S. Paulo e exibe alguns indícios de credibilidade por mencionar interlocutores frequentes dos três, como Gilmar Mendes e Nelson Jobim.
Do que eles pretendem exatamente nos salvar?

Os métodos — alguns dos quais ilegais — da Lava Jato já ajudaram a enterrar a economia brasileira, desmantelando setores essenciais para a soberania nacional. Mesmo que for apenas resultado da lei das consequências indesejadas, os danos estão feitos pela ação irresponsável de quem não tinha mandato popular para afundar o Brasil enquanto tentava “salvar” o Brasil.
A Operação Carne Fraca apenas expôs com mais clareza o perigo de um Estado rebocado pela meganhagem, que é o que temos, agora que o sistema representativo nunca teve tão pouco de representativo no Brasil.
E olha que mal chegamos às prefeituras, que é onde se dão as negociatas de fazer os delatores da Lava Jato corarem de inveja.
Atravessei recentemente a Amazônia de ponta a ponta e encontrei inúmeras cidades com céus dominados pelos urubus — nada contra a ave, tudo contra a rapinagem que corta um serviço público essencial como a coleta de lixo mas nunca os esquemas de enriquecimento pessoal das quadrilhas políticas locais e regionais.
O fato concreto é que só agora começa o clássico “seguir o dinheiro” a partir das delações da Odebrecht.
Nem começaram de verdade as investigações em São Paulo, que podem ser tão reveladoras quanto aquelas que destroçaram a elite política do Rio de Janeiro.
Neste quadro desolador é importante lembrar que desde a derrubada de Fernando Collor o PMDB, o PSDB e o PT governam o Brasil em diferentes coalizões e são todos responsáveis pela crise de representatividade que fortaleceu na população a crença nos salvadores da Pátria adeptos dos holofotes da meganhagem.
PSDB, PMDB e PT se sucederam no poder dando sobrevida ao histórico pacto das elites brasileiras que, com Lula, pelo menos, aceitou jogar migalhas à população — desde que dentro dos parâmetros estabelecidos pela Carta aos Brasileiros.
Quem frequenta as periferias das grandes metrópoles brasileiras sabe muito bem o que isso representou e não se surpreende ao ouvir de gente de todas as origens um completo desprezo aos partidos e aos políticos: se a Globo ajudou a espalhar a semente da antipolítica que a favorece como monopólio formador da própria autoimagem do brasileiro, só conseguiu fazê-lo por encontrar campo fértil.
Lula, FHC e Temer articulando juntos nos lembra o pacto de Punto Fijo, na Venezuela, que substituiu uma ditadura por um arranjo interpartidário equivalente a uma divisão do poder e do butim, que eventualmente desaguou na ascensão de Hugo Chávez depois do Caracazo e de uma tentativa de golpe de Estado
Um acordão entre FHC, Lula e Temer para deixar o essencial como está não serve ao Brasil: metade do orçamento brasileiro aplicado no pagamento de juros, na eterna dívida que precisa urgentemente de uma auditoria.
A tarefa, portanto, é evitar o desmonte da soberania brasileira e isso vai muito além de eventuais acertos eleitorais que obedeçam aos interesses conjunturais deste ou daquele partido.
É preciso falar de projeto nacional antes de qualquer conchavo de bastidores que tenha como limite um novo ciclo de migalhas.
Leiam o manifesto organizado pelo ex-ministro Bresser Pereira, que endossamos (ressalte-se que Bresser foi um dos fundadores do PSDB):
O Brasil vive uma crise sem precedentes. O desemprego atinge níveis assustadores. Endividadas, empresas cortam investimentos e vagas. A indústria definha, esmagada pelos juros reais mais altos do mundo e pelo câmbio sobreapreciado. Patrimônios construídos ao longo de décadas são desnacionalizados.
Mudanças nas regras de conteúdo local atingem a produção nacional. A indústria naval, que havia renascido, decai. Na infraestrutura e na construção civil, o quadro é de recuo. Ciência, cultura, educação e tecnologia sofrem cortes.
Programas e direitos sociais estão ameaçados. Na saúde e na Previdência, os mais pobres, os mais velhos, os mais vulneráveis são alvo de abandono.
A desigualdade volta a aumentar, após um período de ascensão dos mais pobres. A sociedade se divide e se radicaliza, abrindo espaço para o ódio e o preconceito.
No conjunto, são as ideias de nação e da solidariedade nacional que estão em jogo.
Todo esse retrocesso tem apoio de uma coalizão de classes financeiro-rentista que estimula o país a incorrer em deficits em conta corrente, facilitando assim, de um lado, a apreciação cambial de longo prazo e a perda de competitividade de nossas empresas, e, de outro, a ocupação de nosso mercado interno pelas multinacionais, os financiamentos externos e o comércio desigual.
Esse ataque foi desfechado num momento em que o Brasil se projetava como nação, se unindo a países fora da órbita exclusiva de Washington.
Buscava alianças com países em desenvolvimento e com seus vizinhos do continente, realizando uma política externa de autonomia e cooperação.
O país construía projetos com autonomia no campo do petróleo, da defesa, das relações internacionais, realizava políticas de ascensão social, reduzia desigualdades, em que pesem os efeitos danosos da manutenção dos juros altos e do câmbio apreciado.
Para o governo, a causa da grande recessão atual é a irresponsabilidade fiscal; para nós, o que ocorre é uma armadilha de juros altos e de câmbio apreciado que inviabiliza o investimento privado.
A política macroeconômica que o governo impõe à nação apenas agravou a recessão.
Quanto aos juros altíssimos, alega que são “naturais”, decorrendo dos déficits fiscais, quando, na verdade, permaneceram muito altos mesmo no período em que o país atingiu suas metas de superávit primário (1999-2012).
Buscando reduzir o Estado a qualquer custo, o governo corta gastos e investimentos públicos, esvazia o BNDES, esquarteja a Petrobrás, desnacionaliza serviços públicos, oferece grandes obras públicas apenas a empresas estrangeiras, abandona a política de conteúdo nacional, enfraquece a indústria nacional e os programas de defesa do país, e liberaliza a venda de terras a estrangeiros, inclusive em áreas sensíveis ao interesse nacional.
Privatizar e desnacionalizar monopólios serve apenas para aumentar os ganhos de rentistas nacionais e estrangeiros e endividar o país.
O governo antinacional e antipopular conta com o fim da recessão para se declarar vitorioso.
A recuperação econômica virá em algum momento, mas não significará a retomada do desenvolvimento, com ascensão das famílias e avanço das empresas.
Ao contrário, o desmonte do país só levará à dependência colonial e ao empobrecimento dos cidadãos, minando qualquer projeto de desenvolvimento.
Para voltar a crescer de forma consistente, com inclusão e independência, temos que nos unir, reconstruir nossa nação e definir um projeto nacional.
Um projeto que esteja baseado nas nossas necessidades, potencialidades e no que queremos ser no futuro.
Um projeto que seja fruto de um amplo debate.

É isto que propomos neste manifesto: o resgate do Brasil, a construção nacional.
Temos todas as condições para isso.
Temos milhões de cidadãos criativos, que compõem uma sociedade rica e diversificada.
Temos música, poesia, ciência, cinema, literatura, arte, esporte – vitais para a construção de nossa identidade.
Temos riquezas naturais, um parque produtivo amplo e sofisticado, dimensão continental, a maior biodiversidade do mundo.
Temos posição e peso estratégicos no planeta. Temos histórico de cooperação multilateral, em defesa da autodeterminação dos povos e da não intervenção.
O governo reacionário e carente de legitimidade não tem um projeto para o Brasil.
Nem pode tê-lo, porque a ideia de construção nacional é inexistente no liberalismo econômico e na financeirização planetária.
Cabe a nós repensarmos o Brasil para projetar o seu futuro – hoje bloqueado, fadado à extinção do empresariado privado industrial e à miséria dos cidadãos.
Nossos pilares são: autonomia nacional, democracia, liberdade individual, desenvolvimento econômico, diminuição da desigualdade, segurança e proteção do ambiente – os pilares de um regime desenvolvimentista e social.
Para termos autonomia nacional, precisamos de uma política externa independente, que valorize um maior entendimento entre os países em desenvolvimento e um mundo multipolar.

Para termos democracia, precisamos recuperar a credibilidade e a transparência dos poderes da República.
Precisamos garantir diversidade e pluralidade nos meios de comunicação.
Precisamos reduzir o custo das campanhas eleitorais, e diminuir a influência do poder econômico no processo político, para evitar que as instituições sejam cooptadas pelos interesses dos mais ricos.
Para termos Justiça precisamos de um Poder Judiciário que atue nos limites da Constituição e seja eficaz no exercício de seu papel.
Para termos segurança, precisamos de uma polícia capacitada, agindo de acordo com os direitos humanos.
Para termos liberdade, precisamos que cada cidadão se julgue responsável pelo interesse público.
Precisamos estimular a cultura, dimensão fundamental para o desenvolvimento humano pleno, protegendo e incentivando as manifestações que incorporem a diversidade dos brasileiros.
Para termos desenvolvimento econômico, precisamos de investimentos públicos (financiados por poupança pública) e principalmente investimentos privados.
E para os termos precisamos de uma política fiscal, cambial socialmente responsáveis; precisamos juros baixos e taxa de câmbio competitiva; e precisamos ciência e tecnologia.
Para termos diminuição da desigualdade, precisamos de impostos progressivos e de um Estado de bem-estar social amplo, que garanta de forma universal educação, saúde e renda básica.
E precisamos garantir às mulheres, aos negros, aos indígenas e aos LGBT direitos iguais aos dos homens brancos e ricos.

Para termos proteção do ambiente, precisamos cuidar de nossas florestas, economizar energia, desenvolver fontes renováveis e participar do esforço para evitar o aquecimento global.
Neste manifesto inaugural estamos nos limitando a definir as políticas públicas de caráter econômico. Apresentamos, assim, os cinco pontos econômicos do Projeto Brasil Nação.
1. Regra fiscal que permita a atuação contracíclica do gasto público, e assegure prioridade à educação e à saúde
2. Taxa básica de juros em nível mais baixo, compatível com o praticado por economias de estatura e grau de desenvolvimento semelhantes aos do Brasil
3. Superávit na conta corrente do balanço de pagamentos que é necessário para que a taxa de câmbio seja competitiva
4. Retomada do investimento público em nível capaz de estimular a economia e garantir investimento rentável para empresários e salários que reflitam uma política de redução da desigualdade
5. Reforma tributária que torne os impostos progressivos
Esses cinco pontos são metas intermediárias, são políticas que levam ao desenvolvimento econômico com estabilidade de preços, estabilidade financeira e diminuição da desigualdade.
São políticas que atendem a todas as classes exceto a dos rentistas.
A missão do Projeto Brasil Nação é pensar o Brasil, é ajudar a refundar a nação brasileira, é unir os brasileiros em torno das ideias de nação e desenvolvimento – não apenas do ponto de vista econômico, mas de forma integral: desenvolvimento político, social, cultural, ambiental; em síntese, desenvolvimento humano.
Os cinco pontos econômicos do Projeto Brasil são seus instrumentos – não os únicos instrumentos, mas aqueles que mostram que há uma alternativa viável e responsável para o Brasil.
Estamos hoje, os abaixo assinados, lançando o Projeto Brasil Nação e solicitando que você também seja um dos seus subscritores e defensores.
Subscritores originais
• Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista
• Eleonora de Lucena, jornalista
• Celso Amorim, embaixador
• Raduan Nassar, escritor
• Chico Buarque de Hollanda, músico e escritor
• Mario Bernardini, engenheiro
• Rogério Cezar de Cerqueira Leite, físico
• Roberto Schwarz, crítico literário
• Pedro Celestino, engenheiro
• Fábio Konder Comparato, jurista
• Kleber Mendonça Filho, cineasta
• Laerte, cartunista
• João Pedro Stedile, ativista social
• Wagner Moura, ator e cineasta
• Vagner Freitas, sindicalista
• Margaria Genevois, ativista de direitos humanos
• Fernando Haddad, professor universitário
• Marcelo Rubens Paiva, escritor
• Maria Victoria Benevides, socióloga
• Luiz Costa Lima, crítico literário
• Ciro Gomes, político
• Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, economista
• Alfredo Bosi, crítico e historiador
• Eclea Bosi, psicóloga
• Manuela Carneiro da Cunha, antropóloga
• Fernando Morais, jornalista
• Leda Paulani, economista
• André Singer, cientista político
• Luiz Carlos Barreto, cineasta
• Paulo Sérgio Pinheiro, sociólogo
• Maria Rita Kehl, psicanalista
• Eric Nepomuceno, jornalista
• Carina Vitral, estudante
• Luiz Felipe de Alencastro, historiador
• Roberto Saturnino Braga, engenheiro e político
• Roberto Amaral, cientista político
• Eugenio Aragão, subprocurador geral da república
• Ermínia Maricato, arquiteta
• Tata Amaral, cineasta
• Marcia Tiburi, filósofa
• Nelson Brasil, engenheiro
• Gilberto Bercovici, advogado
• Otavio Velho, antropólogo
• Guilherme Estrella, geólogo
• José Gomes Temporão, médico
• Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, historiador
• Frei Betto, religioso e escritor
• Hélgio Trindade, cientista político
• Renato Janine Ribeiro, filósofo
• Ennio Candotti, físico
• Samuel Pinheiro Guimarães, embaixador
• Franklin Martins, jornalista
• Marcelo Lavenere, advogado
• Bete Mendes, atriz
• José Luiz Del Roio, ativista político
• Vera Bresser-Pereira, psicanalista
• Aquiles Rique Reis, músico
• Rodolfo Lucena, jornalista
• Maria Izabel Azevedo Noronha, professora
• José Marcio Rego, economista
• Olímpio Alves dos Santos, engenheiro
• Altamiro Borges, jornalista
• Reginaldo Mattar Nasser, sociólogo
• José Joffily, cineasta
• Isabel Lustosa, historiadora
• Odair Dias Gonçalves, físico
• Pedro Dutra Fonseca, economista
• Alexandre Padilha, médico
• Ricardo Carneiro, economista
• José Viegas Filho, diplomata
• Paulo Henrique Amorim, jornalista
• Pedro Serrano, advogado
• Mino Carta, jornalista
• Luiz Fernando de Paula, economista
• Iran do Espírito Santos, artista
• Hildegard Angel, jornalista
• Pedro Paulo Zaluth Bastos, economista
• Sebastião Velasco e Cruz, cientista político
• Marcio Pochmann, economista
• Luís Augusto Fischer, professor de literatura
• Maria Auxiliadora Arantes, psicanalista
• Eleutério Prado, economista
• Hélio Campos Mello, jornalista
• Eny Moreira, advogada
• Nelson Marconi, economista
• Sérgio Mamberti, ator
• José Carlos Guedes, psicanalista
• João Sicsú, economista
• Rafael Valim, advogado
• Marcos Gallon, curador
• Maria Rita Loureiro, socióloga
• Antônio Corrêa de Lacerda, economista
• Ladislau Dowbor, economista
• Clemente Lúcio, economista
• Arthur Chioro, médico
• Telma Maria Gonçalves Menicucci, cientista política
• Ney Marinho, psicanalista
• Felipe Loureiro, historiador
• Eugênia Augusta Gonzaga, procuradora
• Carlos Gadelha, economista
• Pedro Gomes, psicanalista
• Claudio Accurso, economista
• Eduardo Guimarães, jornalista
• Reinaldo Guimarães, médico
• Cícero Araújo, cientista político
• Vicente Amorim, cineasta
• Emir Sader, sociólogo
• Sérgio Mendonça, economista
• Fernanda Marinho, psicanalista
• Fábio Cypriano, jornalista
• Valeska Martins, advogada
• Laura da Veiga, socióloga
• João Sette Whitaker Ferreira, urbanista
• Francisco Carlos Teixeira da Silva, historiador
• Cristiano Zanin Martins, advogado
• Sérgio Barbosa de Almeida, engenheiro
• Fabiano Santos, cientista político
• Nabil Araújo, professor de letras
• Maria Nilza Campos, psicanalista
• Leopoldo Nosek, psicanalista
• Wilson Amendoeira, médico
• Nilce Aravecchia Botas, arquiteta
• Paulo Timm, economista
• Maria da Graça Pinto Bulhões, socióloga
• Olímpio Cruz Neto, jornalista
• Renato Rabelo, político
• Maurício Reinert do Nascimento, administrador
• Adhemar Bahadian, embaixador
• Angelo Del Vecchio, sociólogo
• Maria Theresa da Costa Barros, psicóloga
• Gentil Corazza, economista
• Luciana Santos, deputada
• Ricardo Amaral, jornalista
• Benedito Tadeu César, economista
• Aírton dos Santos, economista
• Jandira Feghali, deputada
• Laurindo Leal Filho, jornalista
• Alexandre Abdal, sociólogo
• Leonardo Francischelli, psicanalista
• Mario Canivello, jornalista
• Mario Ruy Zacouteguy, economista
• Anne Guimarães, cineasta
• Rosângela Rennó, artista
• Eduardo Fagnani, economista
• Rebeca Schwartz, psicóloga
• Moacir dos Anjos, curador
• Regina Gloria Nunes de Andrade, psicóloga
• Rodrigo Vianna, jornalista
• Lucas José Dib, cientista político
• William Antonio Borges, administrador
• Paulo Nogueira, jornalista
• Oswaldo Doreto Campanari, médico
• Carmem da Costa Barros, advogada
• Eduardo Plastino, consultor
• Ana Lila Lejarraga, psicóloga
• Cassio Silva Moreira, economista
• Marize Muniz, jornalista
• Valton Miranda, psicanalista
• Miguel do Rosário, jornalista
• Humberto Barrionuevo Fabretti, advogado
• Fabian Domingues, economista
• Kiko Nogueira, jornalista
• Fania Izhaki, psicóloga
• Carlos Henrique Horn, economista
• Beto Almeida, jornalista
• José Francisco Siqueira Neto, advogado
• Paulo Salvador, jornalista
• Walter Nique, economista
• Claudia Garcia, psicóloga
• Luiz Carlos Azenha, jornalista
• Ricardo Dathein, economista
• Etzel Ritter von Stockert, matemático

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