domingo, 21 de maio de 2017

Caças MiG-35 e aviões anfíbios russos despertam grande interesse na América Latina


O vice-presidente da Agência Federal para a Cooperação Técnico-Militar, Anatoly Punchuk, que encabeça a delegação russa na exposição SITDEF 2017, a decorrer estes dias em Lima, falou aos jornalistas sobre a o interesse elevado dos países latino-americanos para com as armas russas.
Um voo de demonstração do caça russo da geração 4++ MiG-35
Primeiramente, o funcionário destacou o interesse no caça russo MiG-29.


"Há pouco, na Rússia decorreu a apresentação do nosso novo e mais avançado avião, o MiG-35. O potencial deste caça é bastante alto", afirmou.

"Por enquanto, devemos pôr em prática os acordos já existentes em relação ao MiG-29, celebrar estes contratos. Estes aviões já são usados com sucesso na região latino-americana e provaram ser bons aviões de combate", ressaltou.

De acordo com ele, a Rússia está entre os países que concorrem regularmente para as licitações, com o seu MiG-29. "Para hoje, é cedo demais para falar dos projetos concretos ligados às exportações dos MiG-35, mas esta é a próxima etapa das nossas relações com os países da América Latina", resumiu.

Punchuk também destacou que uma série de países latino-americanos estão interessados em comprar à Rússia aviões anfíbios Be-200, que provaram ser altamente eficientes durante o combate aos incêndios florestais em Portugal e em Israel no ano passado.

"Quanto ao Be-200, o trabalho é de longa data e muito ativo. Este avião é destinado ao combate aos incêndios e será útil para aqueles países da América Latina onde há este tipo de perigo", explicou.

Porém, o chefe da delegação russa ressaltou que um obstáculo às negociações é a grave situação econômica em certos países, provocada pela crise econômica global e pelos preços baixos dos hidrocarbonatos.

Além disso, o México, Peru, Argentina, Venezuela e Brasil se interessam pelos carros blindados russos, sendo que na região latino-americana há condições propícias para a produção conjunta.

De acordo com Punchuk, "há boas oportunidades para a produção conjunta, modernização de equipamentos com o uso de bases de produção russas e, respectivamente, das bases nacionais dos países com os quais há projetos de cooperação", além do uso dos equipamentos adicionais russos.

sputniknews

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