sexta-feira, 26 de maio de 2017

Força Aérea dos EUA quer mais dinheiro para caças de 6ª geração e mísseis nucleares


O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs projeto de orçamento da defesa, que prevê aumentar em 14 vezes os recursos destinados a caças da 6ª geração em 2018 e quadruplicar o financiamento destinado à criação de mísseis de cruzeiro capazes de carregar ogivas nucleares.
F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA


O programa Domínio aéreo da próxima geração (Next Generation Air Dominance, NGAD) se trata do futuro avião de superioridade aérea do Pentágono — caças projetados para se infiltrar e dominar o espaço aéreo do inimigo no âmbito da estratégia de batalha. Os caças F-35, por exemplo, perderam para os antigos F-16 em 2015, de acordo com o comentário de um piloto, obtido pelo blog militar War Is Boring (Guerra é entediante). Sendo assim, caças F-22 Raptors e Super Hornet continuam sendo os melhores no controle do espaço inimigo.

No ano fiscal de 2017, o Pentágono canalizou US$ 21 milhões (R$ 68,7 milhões) para pesquisas e desenvolvimento de caças de última geração, indica o portal DefenseTech. Mas os documentos da Força Aérea mostram que o programa, na verdade, requereu US$ 167 milhões (R$ 546,9 milhões).

Com o novo líder dos EUA prometendo expandir ainda mais o Exército norte-americano, o NGAD pode chegar a receber em 2018 US$ 295 milhões (R$966,3 milhões), de acordo com o documento.
É natural que o Departamento da Defesa não entre em detalhes sobre seu novo caça. No entanto, o novo financiamento "impulsionará atividades de redução de risco tecnológico referente a vários conceitos", dizem os documentos orçamentais.
Segundo o Inside Defense, um dos "últimos atos oficias" da administração de Obama foi instruir a Força Aérea dos EUA para continuar a desenvolver o programa Penetrating Counter Air, destinado a modernizar o caça F-22. Em 17 de janeiro, o então chefe de aquisição do Departamento da Defesa, Frank Kendall, aprovou a inclusão do NGAD no orçamento, informou a agência de notícias do departamento.
Além disso, a Força Aérea pediu US$ 451 milhões (R$ 1477 milhões) ao invés de US$ 96 milhões para seu programa Long-Range Stand-Off Weapon, que visa reequipar mísseis de cruzeiro que poderão ser lançados a partir de bombardeiros e carregar ogivas nucleares. O programa foi criticado por grupos de não proliferação de armas que defendem que tal ação escalaria a tensão ao invés de deter conflitos, informa o DefenseTech.
Os investimentos em pesquisas, testes e evolução experimentaram um "aumento notável neste ano e são destinados a pagar dividendos através de tecnologias mais recentes, que, após sua introdução, aumentarão letalidade e assegurarão vantagem tecnológica", diz-se no comunicado da Secretaria de Relações Públicas da Força Aérea dos EUA.
Para os próximos cinco anos, entre 2018 e 2022, a Força Aérea espera obter 4,5 bilhões de dólares (R$ 14,7 bilhões) de financiamento, calculou a Sputnik, baseando-se em dados desclassificados da Força Aérea norte-americana.

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