quarta-feira, 24 de maio de 2017

Jair Bolsonaro admite recebimento de propina da JBS pelo PP


O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), possível candidato à presidência do Brasil em 2018, admitiu em um programa de rádio nesta terça-feira, 23, o recebimento de propina do grupo JBS, envolvido em um grande esquema de corrupção revelado nos últimos dias. No entanto, garantiu que a propina não foi para ele, e sim para o seu ex-partido.
Deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato à presidência do Brasil


Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o político conservador confessou que, durante a campanha eleitoral de 2014, ele recebeu, pelo seu partido na época, o PP, a quantia de R$ 200 mil oriundos da JBS, empresa que pagou 1,4 bilhão em propinas a 28 partidos do país, mas devolveu o dinheiro ao partido antes de receber a mesma quantia de volta.
"Começaram as eleições de 2014. Me liga o presidente do meu partido [Ciro Nogueira, na época] e diz que vai botar R$ 300 mil na minha conta. Disse que tudo bem, mas que colocasse R$ 200 mil na minha conta e R$ 100 mil na do meu filho. Quando vi o nome da Friboi, perguntei se queriam extornar. Falei que ia para a Câmara dos Deputados, ia jogar R$ 200 mil e dizer que é dinheiro do povo, porque foi dinheiro que pegaram do PT para se coligar com o meu partido", disse o deputado à Jovem Pan.
Logo depois de receber o dinheiro da JBS através do diretório nacional do PP, Bolsonaro devolveu o valor para o partido para, em seguida, recebê-lo de volta na forma de repasse do fundo partidário, sem o registro do nome da empresa como doador originário.
Prestação de contas da campanha eleitoral do deputado Jair Bolsonaro em 2014
Prestação de contas da campanha eleitoral do deputado Jair Bolsonaro em 2014
"Eu aceito do fundo partidário", disse o parlamentar, explicando que, embora o valor fosse o mesmo, o dinheiro não foi o mesmo e a doação da empresa foi utilizada na campanha de outro político do partido.

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