segunda-feira, 12 de junho de 2017

Este drone chinês pode causar muitos problemas aos navios militares dos EUA


O Pentágono voltou a declarar em seu relatório anual casos de tentativas de Pequim de atacar porta-aviões americanos.
Porta-aviões americano USS Carl Vinson no porto de San Diego, foto de arquivo
Por seu lado, a China anunciou a criação de um sistema que poderia se tornar o elemento-chave de sua estratégia de anti-acesso / negação de área (A2AD), explicou Zachary Keck, no seu artigo para a revista The National Interest.


A mídia estatal chinesa informa que o novo drone solar chinês Caihong-T4 (CH-T4) conseguiu voar pela primeira vez a uma altitude de 20.000 metros, o que representa um fato muito importante, uma vez que, deste modo, a aeronave solar será capaz de funcionar a esta altura por mais tempo, mesmo até vários meses ou anos, caso não haja nuvens.
De acordo com os especialistas, Jeffrey Lin e P. W. Singer, citados por Keck, o avançado drone chinês tem uma combinação impressionante de grande tamanho e pouco peso, graças aos seus componentes de plástico e fibra de carbono. A aeronave tem cerca de 39 metros de envergadura. Ao mesmo tempo, pesa apenas entre 450 e 498 kg. Como comparação, o peso de um Boeing 737 vazio atinge cerca de 31 toneladas.

O novo drone chinês é capaz de atingir velocidades de até 201 km/h. Além disso, poderá planar a uma altitude de até 19 quilômetros, o que permitirá à aeronave cobrir uma área recorde.

"Pode usar o seu limite máximo de altitude para controlar até um milhão de quilômetros quadrados", afirmam os analistas.

De acordo com o autor, estas capacidades do CH-T4 permitirão à China comprometer os porta-aviões dos EUA no Pacífico. Apesar de que a mídia presta muita atenção ao possível "assassino chinês", o míssil DF-21D, esta é apenas uma peça do puzzle, assegurou Keck, posto que a parte mais importante é o uso de sistemas de vigilância, radares e sistemas de comunicação, necessários para obter e fornecer informações sobre os alvos dos mísseis balísticos antinavio enquanto estes estão em voo.

Em seu ensaio para a revista Foreign Policy, publicado em 2013 e dedicado às tentativas do Pentágono de combater as ameaças da tecnologia A2/AD, o então chefe de operações navais da Marinha dos Estados Unidos, Jonathan Greenert, e o então chefe de Estado-Maior da Força Aérea, Mark Welsh, declarou que as Forças Armadas dos EUA preveem "interromper os sistemas de comando, controlo, comunicações, computadores, inteligência, vigilância e reconhecimento" do inimigo e, em seguida, planejam "destruir os lançadores de armas, incluindo as aeronaves, navios e os sistemas de mísseis", e, finalmente, "destruir as armas do adversário".
Conforme especialistas, para atacar os EUA, Pequim terá que levar a cabo uma cadeia de ações, e cada um desses passos é vulnerável a um ataque por parte de Washington. Deste modo, os EUA não têm que se concentrar em todas as ações, mas devem escolher os "elos mais fracos" da cadeia.
De acordo com Keck, a aparição do drone CH-T4 vai complicar as tentativas do Pentágono de destruir a "cadeia" da China. Assim, mesmo quando os EUA forem capazes de destruir satélites chineses, este drone será capaz de obter informações sobre os movimentos dos navios norte-americanos. Além disso, terá outras vantagens perante outros sistemas de vigilância. Primeiro, será mais barato e mais flexível do que os satélites; segundo, será capaz de voar mais alto e mais longe. Esta combinação tornará mais difícil para Washington destruir o "elo de vigilância". No entanto, os militares dos EUA poderão ainda se concentrar em atacar os sistemas de comunicação de Pequim.
Apesar de que em seu novo relatório o Pentágono não mencionou o nome do novo drone chinês, é sublinhada "a aquisição e o desenvolvimento de veículos não tripulados de mais longo alcance para aumentar a capacidade da China de realizar operações de vigilância e de ataque".
Não obstante, Washington ainda tem vários anos para criar uma resposta para a mais avançada aeronave chinesa.
sputniknews

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