quinta-feira, 27 de julho de 2017

Economia afunda e Temer “frita” Meirelles


Por Altamiro Borges

Crescem os boatos em Brasília, no esgoto do covil golpista, de que o Judas Michel Temer vai trair o Judas Henrique Meirelles. Três fatores pesariam nesta fritura. 

O primeiro, mais palpável, é de que o “sinistro” da Fazenda não cumpriu as promessas de uma “instantânea” recuperação da economia e já teria sido descartado pelo próprio “deus-mercado”, que financiou o golpe dos corruptos. Os recentes petardos do jornal O Globo, que expressa os interesses dos abutres financeiros, indicam que a cloaca empresarial não confia mais na retórica otimista do ministro. Até Míriam Leitão, a ex-urubóloga que esbanjou tanta fé na recuperação do país, postou nesta semana que “a situação é dramática” e que o governo não cumpriu as suas promessas.


O segundo fator, que evidencia a podridão da quadrilha que assaltou o poder, é de que Henrique Meirelles se precipitou e deu os primeiros sinais de que apunhalaria o Judas. Ele andou dizendo que ficaria no governo mesmo no caso da queda do chefe – um gesto de alta traição. O czar da economia também nunca escondeu suas pretensões de ocupar a vaga presidencial pela via da eleição indireta no Congresso Nacional. Por último, ele passou a ser alvo de denúncias sobre seu sinistro enriquecimento – o que poderia até já fazer parte da fritura, com os disparos do famoso “fogo amigo”. A mais recente revelação é demolidora. Ela foi postada no site BuzzFeed e bombou nas redes sociais. Vale conferir alguns trechos da reportagem:

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Homem mais poderoso da economia do país, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles recebeu, três meses antes de assumir a pasta, R$ 167 milhões em contas que ele mantinha no exterior e que foram usadas para receber pagamentos de grandes empresas, incluindo a J&F, do delator Joesley Batista. O ministro recebeu, ainda, outros R$ 50 milhões quatro meses depois de ocupar a Fazenda. 

As duas transações foram feitas para Meirelles a partir das contas da empresa de consultoria dele, cujo nome atual é HM&A. Nos dois casos, o objeto da empresa, até aquele momento, era assessorar grandes empresários, dar palestras e fazer investimentos. Apesar de ter mantido esta fortuna fora do país quando era consultor de grandes empresas, Meirelles, agora ministro, disse em nota que “confia integralmente nas instituições financeiras brasileiras e aconselha investidores a deixar seus recursos no Brasil porque o país oferece melhores relações de risco/retorno”.

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