domingo, 30 de julho de 2017

Gravações mostram como míssil norte-coreano quase atingiu o Japão (VÍDEOS)


A Coreia do Norte divulgou neste sábado um vídeo editado com detalhes do lançamento do seu mais recente míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), realizado na sexta-feira, e que chegou perigosamente próximo a uma das ilhas do Japão.
The intercontinental ballistic missile Hwasong-14 is seen during its test launch in this undated photo released by North Korea's Korean Central News Agency (KCNA) in Pyongyang, July, 4 2017.
No vídeo de quase três minutos, o míssil Hwasong-14 foi levado por um caminhão responsável pelo lançamento do armamento para Mupyong-ri, na província de Jagang, no nordeste norte-coreano. O método de lançamento foi similar ao utilizado no início do mês em outro teste com ICBM.



De acordo com Pyongyang, o míssil lançado na sexta-feira voou por 998 quilômetros por 47 minutos, em direção ao mar do Japão (também conhecido como mar do Leste), atingindo uma altitude máxima de 3.725 quilômetros.

Toda a atividade foi acompanhada pelo líder norte-coreano Kim Jong-un. Segundo o governo norte-coreano, o teste bem sucedido foi um “aviso severo” aos Estados Unidos, afirmando que o ICBM do país asiático pode atingir “qualquer parte” do território estadunidense.

Já imagens obtidas pela rede de TV japonesa NHK mostram um brilho no ar que seria o míssil da Coreia do Norte, momentos antes de cair no mar. Nas imagens, o brilho atinge o mar por volta das 0h28 de sexta-feira, no nordeste da ilha de Hokkaido.




Segundo Michael Elleman, do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos dos EUA, o brilho mostrado nas imagens poderia ser a ogiva do Hwasong-14. Tomando por base a distância e a altitude, é provável que tal luz mostre o momento em que o míssil reentrou na atmosfera, antes de atingir o mar.

Diante do novo teste norte-coreano com um ICBM – o segundo em menos de um mês –, o Conselho de Segurança da ONU deve realizar uma nova reunião de emergência na próxima semana e novas sanções podem ser aplicadas ao regime comunista.

sputniknews

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