terça-feira, 11 de julho de 2017

Stephen Cohen: "EUA começam a recuperar a sanidade sobre a Rússia e o Oriente Médio"


Charles Bausman: Stephen Cohen, em entrevista a Tucker Carlson, Russia Insider

Traduzido pelo coletivo da vila vudu

A entrevista de Cohen no programa de Carlson ontem à noite demonstrou mais uma vez a rapidez com que a opinião pública nos EUA sobre Putin e a Rússia está mudando para melhor.
Cohen é sempre bom, mas ontem ele acertou no olho do alvo: disse que a cobertura jornalística nos grandes veículos dos EUA, do encontro de Hamburg foi "uma espécie de pornografia".
Ahh, o poder da frase justa, na hora certa.

Faz apenas um ano, antes de Trump, que o professor Cohen foi banido de todas as redes, de todos os principais veículos nos EUA, incansavelmente ridicularizado pela mídia sionista neoconservadora como idiota ingênuo, que insistia em defender Putin e a Rússia.

Ontem à noite, lá estava ele, convidado especial do programa de notícias de maior audiência no país, elogiado pelo âncora – que sempre o recebeu como convidado respeitado.

E ninguém pode dizer que Cohen seja conservador. É co-editor da revista Nation, super liberal, da qual sua esposa é editora-chefe. Nada nos EUA é mais progressista que isso.




Adiante, algumas frases selecionadas. Mas a entrevista merece ser ouvida na íntegra: 

"A primeira coisa que se percebe é o quanto a mídia-empresa está empenhada para fazer fracassar esse encontro entre nosso presidente e o presidente da Rússia.
É um tipo de pornografia. Assim como não se cogita de amor na pornografia, também não se cogita de interesse nacional no que a mídia-empresa faz para degradar Trump e Putin.
Como historiador, posso lhe dizer a manchete que eu escreveria:

"O que vimos hoje em Hamburgo foi uma nova détente potencialmente histórica. Começou uma parceria anti-Guerra Fria, construída por Trump e Putin. Mas crescem também os esforços para sabotá-la."

Assisti a muitas reuniões de cúpula entre presidentes norte-americanos e russos (...) e acho que o que vimos hoje é o encontro potencialmente mais decisivo e frutífero (...) desde a Guerra Fria.
A razão disso é que o relacionamento com a Rússia é tão perigoso e temos um presidente que poderia ter-se encolhido ou acovardado, depois de todos os ataques que sofreu, do chamado Russiagate. Mas não. Não se encolheu nem se acovardou.
O presidente Trump foi politicamente muito corajoso. E deu tudo certo. Os dois conseguiram fazer a coisa andar.
Acho que todos testemunhamos hoje o momento em que o presidente Trump emergiu como um estadista norte-americano."
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Cohen prossegue: diz que os EUA devem aliar-se a Assad, ao Irã e à Rússia, para esmagar os terroristas do ISIS – com o entrevistador concordando enfaticamente com a cabeça.

Carlson tentou fazer Cohen falar sobre por que exatamente Washington tanto se opõe a Assad, e por quê, e Cohen esquivou-se de responder: "Não sei. Não é minha especialidade."

Mas é claro que sabe, como Carlson também sabe. É sempre a mesma aliança nada santa de Israel, Arábia Saudita e seus amigos neoconservadores em Washington e no complexo comunicacional midiático, que vivem de promover aquela política criminosa, que garante deliberadamente apoio aos terroristas do ISIS. Mas não é coisa que se possa dizer, porque... porque... Perguntem a Rupert Murdoch.


As coisas estão começando a melhorar na mídia-empresa nos EUA, mas ainda ninguém pode dar nomes verdadeiros às coisas, na terra dos livres e lar dos valentes.

blogdoalok

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