sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

USA: Tarde demais para pôr fim a 'operações' ilegais falsamente legais? Talvez.


Mas... como elas chegaram até aqui?! 

22/12/2017, Mike Whitney, Veteran's News Now

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

"Loucura sim, mas tem seu método."*

Fishing Expedition [Expedição de pesca] (Def.) – Qualquer inquérito aberto e mantido sem qualquer plano ou objetivo definido, na esperança de tropeçar em informação útil [à finalidade jamais declarada do tal inquérito ilegal suposto legal]. Conceito associado: erro grave de conduta da Procuradoria e/ou de Procuradores. Law Dictionary.Com
Entreperguntado, entrerrespondido e entreouvido na Vila Vudu:

Pergunta: Qual a probabilidade de a 'Operação' Mueller (OM1) nos EUA e a 'Operação' Moro (OM2) no Brasil serem 'naturalmente' iguais, estarem sendo tratadas exatamente do mesmo modo nas/pelas empresas de mídia nos EUA e no Brasil e no preciso mesmo momento, com juízes e procuradores condenando quem bem entendam, mesmo quando não haja nem fumo de prova? Resposta: Probabilidade tende a zero. Zero.
Depois de mais de um ano de 'jornalismo' de assassinato de reputação, menos da metade dos norte-americanos (49%) creem que "é provável" que Donald Trump tenha cometido crime conectado à suposta interferência de russos na eleição de 2016. Isso, como se lê em recente pesquisa patrocinada por Washington Post-Rede ABC News distribuída em dezembro. E, além de apenas reles 19% das pessoas ouvidas entenderem que haveria "prova sólida" que apoiassem as acusações, 30% creem que "só há suspeitas, sem prova alguma". (E outros 44% creem que seja pouco provável que Trump tenha cometido algum crime.)
Significa que se o projeto das grandes mídia-empresas era convencer o povo dos EUA de que Trump é culpado de algum crime, a 'mídia' até agora fez servicinho bem vagabundo.

Não surpreendentemente, a posição em relação ao tal crime de "colusão" de que Trump seria supostamente culpado acompanha a divisão por partidos: 82% dos Republicanos creem que Trump NÃO cometeu crime; e 74% dos Democratas creem que sim, que ele cometeu.

A margem de diferença parece refletir os vieses políticos dos entrevistados. Dito em forma simples: quem não gosta de Trump tende mais a crer que ele teria andado na cama com espiões russos; e o pessoal que gosta de Trump acredita que as notícias não passem de calúnia.

Mas há um assunto sobre o qual Democratas e Republicanos concordam: Robert Mueller, Conselheiro Especial.[1] Vejam o que se lê em nbcsandiego.com:

"…nessa altura poucos norte-americanos confiam muito seja em Mueller seja no Congresso para promoverem investigação justa sobre a questão. Sobre a investigação do conselheiro especial [Operação Muller, OM1], só 26% dizem que se sentem "extremamente confiantes" de que será justa e imparcial, e outros 31% declaram-se "moderadamente confiantes" [(a pesquisa Ap-Norc ouviu 1.020 adultos, amostra definida pela tabela de probabilidades que a empresa usa (...)].

Por quê? Por que as pessoas confiam tão pouco num homem que toda a grande mídia-empresa só faz elogiar como se fosse estadista altamente honrado, com impecável currículo? Será que duvidam de que Mueller seja o Escoteiro Tucano de Prata que tantos 'noticiam' que seria? Ou simplesmente duvidam de investigação que até hoje, por mais supostamente empenhadamente que tenha supostamente investigado, não conseguiu achar prova alguma, nem uma, que fosse, de alguma suposta ação criminosa de Trump?

Parece que nem uma coisa, nem outra. O ceticismo contra Mueller tem provavelmente menos a ver com o homem, do que com Washington em geral. Muitos norte-americanos veem o Congresso [e o 'Judiciário'] como ambiente disfuncional, muito capitalistamente carregado, no qual a probabilidade de haver inquérito realmente independente e imparcial é magérrima, praticamente nenhuma. Em Washington, as lutas internas e os impasses políticos são a norma, não a exceção. Os dados de pesquisa sugerem bem claramente que os norte-americanos sabem o que se passa [o mesmo se pode dizer do caso do golpe no Brasil, onde, apesar de ser alvo da mais impressionante campanha midiática ininterrupta de difamação e assassinato de reputação já há anos, o presidente Lula só faz crescer nas preferências dos eleitores: o povo brasileiro também "sabe o que se passa" na Operação Moro (OM2) e no "STF-com-tudo" (NTs)].

Nas últimas poucas semanas, os Republicanos lançaram campanha agressiva para defender Trump, tentando desacreditar a investigação chefiada por Mueller. Os editores de Wall Street Journal iniciaram a carga, com artigo intitulado "Mueller Should Step Down" [Mueller deve renunciar]. O editorial destaca recentes revelações muito perturbadoras sobre agentes ativistas muito fortemente partidarizados que trabalharam com Mueller (Peter Strzok) e que estavam claramente focados em infligir o maior dano possível a Trump. Mueller demitiu Strzok há cerca de seis meses, mas não informou ao Congresso – que teria de ser notificado sobre a demissão. O WSJ considera esse e outros sinais de ação coordenada entre Mueller e funcionários de alto escalão no Departamento de Justiça e no FBI como suficientemente suspeitos a ponto de justificar a renúncia/demissão de Mueller.

Aqui, um excerto do editorial do WSJ [4/12/2017, só para assinantes]: "Notícias recentes confirmam nossa visão de que Mr. Mueller está envolvido em excesso de conflitos para que possa investigar o FBI e deve ser substituído por alguém com maior credibilidade. Claro que a investigação deve continuar, talvez com alguém que não suponha que seu trabalho incluiria proteger o FBI e Mr. Comey para que não tenham de responder perguntas sobre seu papel na eleição de 2016".

NOTA DOS TRADUTORES: No Brasil da "ideologia de segunda mão", o fenômeno é um pouco diferente, porque os chamados 'liberais' brasileiros são fascistas autóctones ou, no mínimo, são liberais 'de 2ª.mão'. Nas palavras de Roberto Schwarz:


"[No Brasil, ao longo dos 300 anos durante os quais o país só conheceu a escravidão como modo de produção] atribui-se independência ao que é dependência, utilidade ao que é capricho, universalidade ao que é exceção, mérito ao parentesco, igualdade ao privilégio etc. Combinando-se à prática do que, em princípio, seria a crítica, o Liberalismo, em tal contexto, fazia com que o pensamento perdesse o pé. Retenha-se no entanto, para analisarmos depois, a complexidade desse passo: ao tornarem-se despropósito, estas ideias deixam também de enganar" (Roberto Schwartz, "As ideias fora de lugar", in Ao vencedor as Batatas. Forma literária e processo social nos inícios do romance brasileiro, 2000 (1ª ed.), 2012 (6ª ed.), São Paulo: Duas Cidades/Ed. 34, Coleção Espírito Crítico, 1º capítulo. – FIM DA NTs.


As acusações que o WSJ faz não são sem mérito. Também é pura verdade que Mueller encheu a própria equipe com gente que trabalha para Hillary ("uma matilha de lobos Democratas"); ou que ambos, o Departamento de Justiça e o FBI, não investigam o Congresso em busca de informação indispensável para conduzir investigação séria. Mas nada disso muda o fato de que ataques à credibilidade de Mueller também são parte de uma ambiciosa estratégia para pôr fim à investigação e extinguir o Conselho Especial. Eis o que diz o World Socialist Web Site:


"A investigação de Mueller foi alvo de ataques furiosos na semana passada por veículos da mídia de direita, inclusive Wall Street Journal, Breitbart e Fox News, com denúncias a cada repetição mais estridentes e exigências de que Mueller seja demitido. O tom foi determinado pro Jeannine Pirro, ex-juíza municipal que anima hoje um programa da rede Fox News. Pirro exigiu não só que Mueller fosse removido, mas a prisão de vários funcionários do FBI por supostos crimes políticos contra Trump. 'A única questão que permanece viva é saber se temos coragem não só para demitir imediatamente esse pessoal, mas para tirá-los algemados dos gabinetes" – disse Pirro na TV no sábado à noite (...).
Todo esse furor pode ter sido instigado pela Casa Branca, como parte de um esforço para pressionar Mueller o mais possível para pôr fim à sua investigação e levá-la rapidamente a alguma conclusão (...). Os e-mails privados entre dos funcionários de alto escalão do FBI, Strzok e Page, confirmam o que já está evidente há muito tempo: que Clinton recebeu apoio descomunal de altos funcionários no aparelho militar-inteligência, que consideravam Trump instável e potencialmente perigoso se investido nos poderes de Comandante-em-chefe" ("Political warfare escalates over Mueller investigation into Trump-Russia claims", World Socialist Website).


Fato é que não há prova de que tenha havido crime. Nenhuma. E essa sempre foi a primeira crítica a toda a 'Operação Mueller' (OM1). Tudo bem o New York Times e o Washington Post repetirem tediosamente, sem jamais apresentarem prova alguma, as mesmas acusações sem substrato – quando não são simplesmente calúnias e desaforos –, e repetirem e repetirem sempre, ad nauseam

O direito de essas empresas fabricarem 'notícias' é garantido pela 1ª Emenda, e empresas e respectivos empresários de 'mídia' extraem o máximo de vantagens desse privilégio.

Mas uma coisa é empresas de mídia e respectivos empresários e empregados mentirem e forjarem 'notícias' ("fake-news") o quanto queiram. E outra coisa muito diferente é um Procurador de Justiça, profissional, operando no mais alto escalão do Departamento de Justiça nomear um Conselheiro Especial para meter a mão, do modo menos criterioso e mais espetaculoso, em documentos privados ou sigilosos, transcrições, informações sobre renda e impostos pagos ou devidos, conversas, telefonemas e e-mails privados interceptados – de presidente democraticamente eleito –, baseado em nada, coisa alguma além de 'acusações' politicamente motivadas, delações muito politicamente motivadas e mais ainda motivadas pelo imperioso desejo de salvar a própria pele, e distribuídas – como se a distribuição estivesse colaborando para revelar alguma 'verdade' – por agentes políticos ativos dentro da Comunidade de Inteligência ou policial.

O que é bem claro é que essa briga de gatos políticos persistirá ainda por algum tempo, o que nos põe no dever de esclarecer perfeitamente dois pontos. 

Primeiro, que jamais houve razão suficiente para nomear um Conselheiro Especial. Exigência absoluta para essa nomeação seria haver "causa provável", vale dizer: o vice-advogado-geral Rod Rosenstein teria de demonstrar por que supunha que houvesse 'base razoável para crer que um crime fora cometido'. É precisamente o que a 4ª Emenda exige, e é requisito imperioso. Mas Rosenstein ignorou essa regra, porque a ignorar aumentava as chances de ele conseguir 'fisgar' denúncias e abrir novos processos.

Podem todos perceber o problema aqui? Não se trata de apenas ataque contra Trump (cujas políticas de imigração, ambiente, atenção à saúde e política exterior eu, pessoalmente, muito desprezo). Trata-se de atentado que visa a cancelar os resultados da eleição, enlameando o eleito em procedimentos ilegais quase incompreensíveis para o cidadão comum, suficientes para impedir que o eleito governe. [No Brasil, caso único no concerto das nações, o candidato derrotado, Aécim Neves, DECLAROU COM TODAS AS LETRAS que faria precisamente isso. Para ele, seria legítimo direito do derrotado boicotar o governo do eleito, 'porque', para Aécim, não se trataria no Brasil de "governo eleito, mas de uma organização criminosa que se instalou no poder" (O Globo, 5/7/2015). 

[Nos EUA como no Brasil-do-golpe] vê-se uma tentativa para cancelar os resultados da eleição mediante ataque 'midiático' massivo contra o eleito, a ponto de encurralá-lo em intrincados procedimentos ditos legais até tornar impossível que o eleito governe.

Mas não são ataques que atinjam só Trump [ou Dilma ou Lula, no caso do Brasil]: esses ataques agridem a autoridade legítima do povo para escolher quem bem entenda para governar, em eleições democráticas – eleições que absolutamente ninguém contestou [nem no caso de Trump, nem no caso de Dilma ou Lula, no Brasil]. O que está em jogo portanto é isso. E porque o que está em jogo é muitíssimo importante [o direito de o candidato eleito em eleições limpas e justas governar], é indispensável respeitar todas as exigências da lei, antes de admitir uma investigação que, de fato, não tem pé nem cabeça.

Considerem o seguinte: dia 17/5/2017, quando o vice-advogado-geral Rod Rosenstein anunciou sua decisão de nomear um Conselheiro Especial disse o seguinte:


"No exercício de minhas atribuições como advogado-geral em exercício, determinei que é do interesse público que eu nomeie um conselheiro especial para assumir responsabilidade sobre esse assunto. Minha decisão não indica que tenha havido crime ou que já haja processos a serem iniciados. Determinei apenas que, baseado em circunstâncias excepcionais, é do interesse público que essa investigação seja entregue à autoridade de uma pessoa que possa manter a independência em relação à cadeia de comando normal". Rosenstein escreveu que sua responsabilidade o obriga[ria] a garantir que houvesse "investigação completa e exaustiva dos esforços do governo russo para interferir na eleição de 2016". Como conselheiro especial, Mueller está encarregado de investigar "todos os elos e/ou coordenação entre o governo russo e indivíduos associados com a campanha do presidente Donald Trump." [Para conhecer as vias estranhíssimas pelas quais Dallagnol acabou virando Procurador e chegou ao 'caso' Lava Jato, leia Reinaldo Azevedo (NTs).]


Mas isso é pouco! Isso não basta! Não há prova alguma de que "os elos e/ou coordenação entre o governo russo e indivíduos associados com a campanha do presidente Donald Trump" tenham sido impróprios, não éticos ou ilegais. Nem qualquer dos supostos "elos e/ou coordenação" implicam que tenha sido cometido algum crime.

O que há, isso sim, é que os padrões frouxos e escorregadios que Rosenstein aplicou aí são convite para uma Fishing Expedition[Expedição de pesca, vide epígrafe] sem fim à vista, cujo objetivo é fazer fracassar qualquer agenda política do governo eleito. É pôr excessivo poder em mãos de funcionários não eleitos da burocracia, que podem ser influenciados por 'delegados' do poder que operam por trás das cortinas e cujo objetivo é desencaminhar, obstruir ou paralisar o governo. E isso, precisamente, é o que está acontecendo hoje [nos EUA. No Brasil foi precisamente o que aconteceu antes da sessão da vergonha do Congresso e do STF-com-tudo: a sessão presidida por Levandovski, juiz da Suprema Corte, que consumou o golpe de Estado no Brasil e pôs fim ao governo legítimo da presidenta Dilma Rousseff [NTs].

Naturalmente, mandato tão amplo, tão sem limites, como o de Rosenstein resultaria em excessos. E resultou. Em nenhum dos quatro casos de pessoas apanhadas na caríssima rede de arrastão que Mueller foi nomeado para jogar e jogou, foi possível encontrar elos ou sequer qualquer remoto indício de conexão com a 'acusação' inicial de "colusão com a Rússia para fazer pender a eleição a favor de Trump." 

Não há qualquer dúvida de que as liberdades civis estão sendo violadas nos EUA [no Brasil também, e "com STF-com-tudo" (NTs)], para levar adiante uma guerra santa política contra presidente impopular e seus assessores.

Assim sendo e não havendo prova de coisa alguma, como se estabelece se há ou não há base para crer que um crime tenha sido cometido?

A tagarelice diária da mídia não atende àquele padrão, tampouco a muito referida dita "Avaliação pela Comunidade de Inteligência", ACI, que deveria operar como prova definitiva da intromissão russa nas eleições. A ACI até ofereceu uma 'ressalva' no início do relato, que admite que o que foi coletado pela inteligência de modo algum representa prova firme de coisa alguma.

Eis um extrato do relatório, na ACI:


"Juízos aqui enunciados não visam a implicar que teríamos prova de que algo seja fato. Avaliações baseiam-se em informação coletada, que frequentemente é incompleta ou fragmentada, como também a lógica, a argumentação e os precedentes."


Assim sendo, se a mídia frequentemente se refere à ACI como se fornecesse provas da intervenção da Rússia, a verdade é que até os próprios autores sugerem que todo e qualquer juízo ali enunciado deve ser tomado com um considerável desconfiança. Nada é certo, a informação é "incompleta ou fragmentada", e todo o relatório é baseado no que se reduz a 'palpite bem informado' [ing. 'educated guesswork'].

Resumo da história: Não há prova de hacking, não há prova de colusão, não há prova de intromissão dos russos, e a ACI deixa perfeitamente claro que os analistas da Comunidade de Inteligência nada dizem sobre isso. Assim sendo, não há "base razoável para crer que algum crime tenha sido cometido" – ou que houvesse qualquer razão legítima para nomear um Conselheiro Especial.

Se tudo isso é verdade, nesse caso temos de nos perguntar: Donald Trump não faria jus ao mesmo tratamento legal e os mesmos direitos civis que qualquer outro cidadão norte-americano? Se a resposta é sim, Rosenstein deve ser convocado a explicar-se e demonstrar que há "base razoável para crer que houve crime". Ou Rosenstein tem de encerrar as atividades do Conselho Especial.

O segundo ponto a esclarecer aqui tem a ver com o próprio Mueller o qual – longe de ser "homem de destaque", com currículo imaculado e inabalado compromisso com princípios – absolutamente não é o sujeito exemplar que tanta gente parece acreditar que ele seja. De fato, sua integridade pessoal e sua credibilidade são altamente duvidosas. Adiante, um rápido levantamento dos antecedentes de Mueller, redigido pela ex-agente especial do FBI Colleen Rowley homenageada como "Pessoa do Ano" pela Revista Time em 2002:


"O FBI de Mueller foi também severamente criticado quando inspetores gerais do Departamento de Justiça descobriram que o FBI agiu ilegalmente ao ceder centenas de milhares de "cartas da segurança nacional" para obter metadados privados (e irrelevantes) de cidadãos, e ao se infiltrar em grupos antiguerra não violentos, sob a máscara de investigar "terrorismo".
(…) Comey e Mueller foram cúmplices ao implementar uma forma de lei marcial, perpetraram, pelo gabinete secreto de conselheiros legais, memorandos escritos quase integralmente por John Yoo e apoiados em teorias singulares de Yoo, sobre poderes "imperiais" absolutos ou "presidente de guerra", e exigindo que Ashcroft, a cada 90 dias, renovasse a lei que estabelece um "estado de emergência."
Mueller admitiu até que a CIA mantivesse programas de tortura depois que seus próprios agentes alertaram contra a participação da agência. Os agentes foram simplesmente instruídos a não documentar tortura conhecida, e todos os "arquivos de crimes de guerra" desapareceram. Não só continuaram os programas de vigilância tipo "peguem tudo" e de tortura, mas o FBI de Mueller (e depois de Comey) também cuidaram de processar os 'vazadores sentinelas tocadores de apito' que revelaram essas ilegalidades da Agência de Segurança Nacional e CIA (...)
Mueller não disse a verdade sobre uma guerra que ele sabia que não tinha qualquer justificativa. Nada disse contra a tortura. Não protestou contra a vigilância inconstitucional. E não disse a verdade sobre o 11/9" ("Comey and Mueller: Russia-gate's mythical heroes", Colleen Rowley, Counterpunch e entrevistada em 2017).


Espionagem ilegal sobre cidadãos norte-americanos? Infiltração e grupos não violentos antiguerra? Lei marcial? Tortura?? Sim. Mas... a grande mídia-empresa não informa sobre esses fatos do currículo de Mueller. 

A verdade é que Mueller não é estadista maduro nem exemplo de homem virtuoso. É assassino político, cuja missão hoje é derrubar Trump custe o que custar. Infelizmente para Mueller, a credibilidade da investigação por ele presidida já está evanescendo, ao ritmo em que crescem os conflitos de interesse e derrete, na opinião pública, a confiança nele. 

Depois de 18 meses de incansável propaganda política e encenações 'noticiadas' como se fossem jornalismo, afinal a ficção conhecida como Russia-gatecomeça a ser desmascarada [Isso, nos EUA. No Brasil-do-golpe logo chegará o dia em que a Operação Moro (OM2) – descaradamente idêntica à Operação Mueller (OM1) – também será desmascarada. A luta continua. (NTs)]*****



* Shakespeare, in Hamletato 2, cena 2) [epígrafe acrescentada pelos tradutores].
[1] Robert Mueller. Desde maio de 2017, o ex-diretor do FBI Robert Mueller chefia um inquérito como Conselheiro Especial do Departamento de Justiça dos EUA. Está investigando uma suposta interferência de russos nas eleições de 2016 nos EUA, explorando inclusive quaisquer elos ou ações coordenadas entre a campanha presidencial de Trump em 2016 e o governo russo. Vários membros da campanha e do governo de Trump já foram condenados ou indiciados por resultado do inquérito chefiado por Mueller, dentre os quais Michael Flynn, George Papadopoulos, Rick Gates e Paul Manafort.

O inquérito presidido por Mueller incorporou vários outros já em andamento no FBI, dentre os quais os que envolviam o ex-coordenador da campanha Manafort e o ex-Conselheiro de Segurança Nacional Flynn. Em agosto de 2017, o inquérito presidido por Mueller foi 'ampliado' para incluir várias empresas de lobbying, inclusive o Podesta Group. Mueller reuniu uma equipe de advogados para investigarem à procura de elos entre associados a Trump e funcionários russos, além de outros tópicos correlatos [NTs. Mais em Wikipedia (ing.)].


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