segunda-feira, 9 de abril de 2018

AS VERDADEIRAS ORIGENS DA GUERRA COMERCIAL ENTRE OS EUA E A CHINA.


A China respondeu às tarifas de Trump com restrições econômicas próprias, embora seu mercado sempre tenha sido notoriamente difícil de entrar devido às próprias políticas ironicamente “protecionistas” de Pequim destinadas a proteger seus produtores domésticos, mas o governo vem facilitando suas regulamentações anteriores nos últimos anos, a fim de facilitar a visão global do One Belt One Road(OBOR) do país para a conectividade da Nova Rota da Seda. 

Donald Trump e Xi Jinping.



A guerra comercial entre os EUA ea China ameaça formalizar a longa competição econômica entre as duas grandes potências, que competem entre si pelo controle da ordem mundial, com Washington querendo manter seu antigo domínio desvanecido, enquanto Pequim quer pioneirar o surgimento de um sistema multipolar marcado por uma diversidade de partes interessadas teoricamente iguais.
A fricção entre essas forças contraditórias é a base da atual Nova Guerra Fria, embora haja um pouco mais de uma história de fundo dessa luta global do que apenas isso.

Os EUA pensavam que “reconquistar Pequim” por meio de sua aliança com a China contra a URSS permitiria que Washington fizesse o que seus tomadores de decisão se convenceram de que era seu maior estado até agora, mas a traição dos EUA, através da tentativa fracassada de revolução da Praça Tiananmen em 1989, mudou para sempre a forma dos líderes comunistas do país do Leste Asiático ver a América. No entanto, os ingênuos liberais-globalistas da era Clinton pensaram que poderiam subornar a China para permanecer “leal” à ordem mundial mundial liderada pelos EUA que emergiu após a Guerra Fria, contando com investimentos “ganha-ganha” que enriqueceriam a elite americana enquanto a ajudar a China a se modernizar rapidamente.

Basta dizer que essa presunção se mostrou totalmente falsa.

O chamado “Consenso de Washington” e as “regras do jogo” são manipuladas para beneficiar os EUA e perpetuar indefinidamente sua hegemonia global, razão pela qual a China continuamente quebrou as regras a seu favor, mas foi autorizada a fugir disso por tanto tempo, por causa da relação acima mencionada que teve com as elites americanas liberal-globalistas liberais que lucraram com esse sistema às custas dos americanos comuns. O governo Obama tentou preventivamente “equilibrar” as inevitáveis ​​conseqüências geopolíticas dessa tendência, propondo a chamada parceria global “Grupo dos Dois” ou “Chimérica” ​​com a China, mas Pequim rejeitou essa divulgação.

Em 2013, a China sentiu-se suficientemente confiante para anunciar o megaprojecto mundial de mudanças OBOR, concebido para pôr fim ao domínio económico dos EUA e à liderança unipolar relacionada. Mas depois os EUA e a China “mudaram” os papéis económicos mundiais após a eleição de Trump. O discurso do presidente Xi em janeiro de 2017 em Davos o fez proclamar a China como defensora de uma versão reformada do modelo de globalização que os EUA lideraram, enquanto o presidente Trump não esconde sua preferência pelo tipo de política nacionalista protecionista que a própria República Popular abraçou no passado.

O resto do mundo é agora obrigado a escolher entre esses sistemas concorrentes.
Assim como durante a Antiga Guerra Fria, no entanto, o novo está vendo o ressurgimento de outro Movimento Não-Alinhado (Neo-NAM) que está tentando atingir um “meio termo” ao “hibridizar” as melhores políticas de ambos, mas de uma maneira mais complicada e abrangente do que antes por causa das dimensões geopolíticas e econômicas inextricáveis ​​que transcendem a antiga adesão dogmática a uma única ideologia. Se existe alguma “ideologia” hoje em dia, então é o puro interesse próprio do neo-realismo, e é aqui que a Rússia pode desempenhar um papel crucial durante este período transicional de mudança sistêmica global, ajudando o Neo-NAM a “equilibrar” entre os dois “blocos” e colhendo as vantagens resultantes.

O post apresentado é a transcrição parcial do programa de rádio CONTEXT COUNTDOWN no ​​Sputnik News, exibido na sexta-feira, 6 de abril de 2018:

Autor: Andrew Korybko
Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com



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