terça-feira, 1 de maio de 2018

Amizade colorida Trump-Macron vira amor-bandido, por MK Bhadrakumar


MK Bhadrakumar, Oriental Review


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:


Um fator trabalha a nosso favor, no golpe que está destruindo o Brasil:

– no Brasil, a grana-preta da bankerada anglo-sionista não conseguiu encontrar (nem construir! Em 20 anos!) candidato que prestasse.

Na França, bem ou mal, encontraram esse Macron Rotschild & Brigite-mídia.

No Brasil, a bankerada&CIA tentou inventar Aécim, o pré-eleito. Mas acabaram tendo de se conformar com Temer, cuja manutenção no poder já custou à bankerada anglo-sionista no Brasil: um Congresso, vários juízes, vários procuradores, vários TRFs e 1 STF COM TUDO inteirinhos e uma RedeBlogo, que se autodestruíram no processo de destruir Lula e a democracia liberal no Brasil.
E para quê?! Para nnnnnnnaaaada.

Porque Aécim, o mais desgraçado dos rebentos da des-elite brasileira, ele mesmo, plus um partido absolutamente USP-Opus-Dei-UDN-fascista imbecilizado, no qual FHCs, Moros, Aluisims & Serras são considerados sumidades e faróis da 'ética', da 'sociologia', da 'Teoria' do 'Direito' e do 'jornalismo' [só rindo!], todos esses, eles se autodetonaram e detonaram o Aécim, o infeliz.

Com isso a bankerada anglo-sionista & CIA ficou, no Brasil, SEM CANDIDATO, sem lei, sem mídia, sem universidade e sem terra firme.

Quer dizer: Tá mais prá nóiz aki, que na França. Talvez doa, mas... tá mais prá nóiz do que parece. [Pano rápido].
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Presidente da França Emmanuel Macron faz 'positivo' com o polegar, depois de discursar diante do Congresso (Deputados e Senadores reunidos), 4ª-feira, no Capitólio, EUA.

A visita oficial de três dias do presidente francês Emmanuel Macron aos EUA acabou por se converter em desastre para o anfitrião Donald Trump. É a primeira vez que Trump oferece jantar oficial a dignitário estrangeiro, evento de alta voltagem cerimonial. Provavelmente pretendia que o simbolismo destacasse a amizade com a França, "não só amiga, mas a mais antiga aliada dos EUA", palavras dele.

Com certeza retribuía o convite de Macron para que Trump visitasse a França, também em visita oficial, no Dia da Bastilha. Trump adora pompa e circunstância. Ficou tão impressionado com o que viu que, na volta de Paris, ordenou que o Pentágono prepare-se para encenar desfiles militares nos EUA.

Trump não é precisamente figura cult na França – nem, por falar disso, em lugar algum da Europa. Evoca na mente europeia uma série de emoções que vão do desespero ao desagrado e ao menosprezo. Muito obviamente, Trump viu em Macron seu melhor interlocutor europeu – alguém que padeceu para ter um bom relacionamento com ele, o que já é muito mais do que se pode dizer dos governantes alemães, italianos ou britânicos.

Mas mesmo assim é empreitada arriscada. Macron, sem dúvida homem de inteligência brilhante, acabou pondo a nu a mentalidade simplória e Trump, que pareceu ainda muito mais simplório que o normal. A conferência conjunta, de 48 minutos com a imprensa na Casa Branca, só realçou a diferença entre a dupla. (Íntegra transcrita (ing.), Macron com intérprete).

O ápice aconteceu quando Macron falou em sessão do Congresso dos EUA. Em fala de 50 minutos, em inglês, Macron bateu duramente no 'Trumpismo'. Disse estar confiar em que os EUA algum dia (depois de Trump ter partido) voltarão ao acordo de Paris sobre mudança climática; fez eloquente defesa das instituições globais da ordem liberal mundial, do multilateralismo e do livre comércio; e condenou o "serviço daninho do nacionalismo" [ing. rampaging work of nationalism]. Em referência ostensiva ao "EUA em Primeiro Lugar", Macron disse: "Pessoalmente, se vocês me perguntarem, não partilho da fascinação por novos poderes fortes, nem de se desqualificar a liberdade, nem da ilusão do nacionalismo."

Quanto ao acordo nuclear do Irã, que era item prioritário da agenda de conversações entre Trump e Macron, o presidente da França disse que o Irã "jamais terá armas atômicas", mas acrescentou: "Essa política jamais poderá nos levar à guerra no Oriente Médio". Muito significativamente, Macron pregou respeito à soberania do Irã e àquela civilização e, em clara referência à invasão dos EUA contra o Iraque, em 2003, conclamou o ocidente a não "repetir erros passados". Macron disse que "Não devemos abandonar [o acordo nuclear iraniano], sem alguma coisa substancial que o substitua."

Na saída para Paris, de volta, Macron foi claro. Concedeu que talvez tivesse fracassado na missão de dissuadir Trump da empreitada para destruir o pacto iraniano de 2015. Disse a jornalistas que "Minha opinião – não sei o que decidirá o presidente de vocês – é que ele se livrará do acordo sozinho, por razões domésticas."

Macron disse, sem meias palavras, que o movimento dos EUA de descartar acordos internacionais vigentes sobre questões globais "pode funcionar no curto prazo, mas é insano, no médio e no longo prazo".
Macron é político muito esperto. (Não é pouco, para político de 39 anos, marginalizar todos os partidos políticos consagrados na França e chegar à presidência por um partido só dele [verdade que contou com o empenho da banca...(NTs)]. A visita de estado aos EUA ajudou-o a se mostrar 'presidencial', num momento em que está sendo atacado em casa, num impasse com trabalhadores das ferrovias e outros sindicatos, e não consegue reagir à queda nos índices de popularidade.


Feitas todas as contas, Macron pode ter obtido muito mais proveito da visita oficial aos EUA, do que o anfitrião. A muito comentada "amizade colorida" entre Trump e Macron praticamente já virou "amor bandido". É provável que Macron tenha-se aproximado suficientemente de Trump para dizer coisas graves, que não poderia dizer de outro modo. Com certeza deseja trabalhar com os EUA, mas isso não significa que fará seja o que for que o governo Trump queira fazer.




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