sexta-feira, 18 de maio de 2018

Espancamento de mulher grávida e estupro de homem: Snowden expõe mais torturas de Haspel


A nomeação de Gina Haspel como diretora da CIA foi recebida com uma forte oposição entre os legisladores norte-americanos, já que ela foi suspeita de estar envolvida no uso de métodos de interrogação extremos pela agência.
Gina Haspel, candidata para o cargo de diretora da CIA, presta juramento durante audições de confirmação no Senado


O famoso delator, Edward Snowden, escreveu em seu Twitter que a nova diretora da CIA participou do programa de torturas cruel, bem como encomendou a destruição do vídeo com evidências.

"Note: Gina Haspel participou do programa de tortura que envolvia bater na barriga de uma mulher grávida (inocente), estupro anal de um homem com a comida que ele tentou rejeitar, e congelamento de um prisioneiro algemado até a morte. Ela pessoalmente escreveu o pedido para destruir 92 gravações das torturas da CIA", lê-se em seu Twitter.
Note: Gina Haspel participated in a torture program that involved beating an (innocent) pregnant woman's stomach, anally raping a man with meals he tried to refuse, and freezing a shackled prisoner until he died. She personally wrote the order to destroy 92 tapes of CIA torture. https://twitter.com/realDonaldTrump/status/997220260259487744 
O Senado dos EUA confirmou a nomeação de Gina Haspel como a próxima diretora da Agência Central de Inteligência com 45 votos a favor, de um total de 54, na quinta-feira (17). De acordo com as recentes gravações reveladas, ela supervisionou a tortura do prisioneiro, incluindo afogamento simulado e mandou destruir as evidências, declarou o Arquivo da Segurança Nacional dos EUA na Universidade de George Washington.

Na semana passada, o senador norte-americano, John McCain, recusou-se a votar a favor da nomeação de Haspel, por que acha que ela não convém para liderar a CIA devido ao "papel perturbador na supervisão do uso de torturas pelos americanos".
Durante as audições dela no Senado em 9 de maio, Haspel prometeu não renovar o programa de detenção e interrogação sob a sua liderança, embora não declarou que as táticas de tortura eram imorais.
Gina Haspel, de 61 anos de idade, será a primeira mulher na posição da diretora da CIA, que alegadamente vigiou a interrogação de um prisioneiro na prisão secreta na Tailândia, que foi afogado 83 vezes em um único mês durante torturas.

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