terça-feira, 7 de agosto de 2018

Especialista desmente rumores sobre insatisfação da China com caças russos Su-35


No mercado internacional de armas, a Rússia é um dos países líderes. Anualmente, muitos países adquirem equipamento militar russo, gastando bilhões de dólares. Sendo assim, não é de surpreender que de vez em quando surjam matérias que põem em dúvida a qualidade das armas russas, escreve a edição Russkoe Oruzhie.
Caça Su-35 durante apresentação no salão internacional aéreo MAKS 2015 nos subúrbios de Moscou


Assim, recentemente na Internet surgiram informações de que a China estaria insatisfeita com os caças russos Su-35. Por exemplo, a agência de notícias Sina publicou um artigo em que analistas militares afirmam que o Su-35 é incomparável em suas características e capacidades de combate com o caça chinês J-16, o que pode resultar no cancelamento da compra dos caças russos deste modelo pelo Ministério da Defesa chinês.

Entretanto, analistas frisaram que militares chineses não declararam nada oficial sobre o assunto.
Em entrevista à revista Russkoe Oruzhie, o analista militar Aleksei Leonkov comentou os rumores. 
"São farsas que surgem na mídia não oficial para estragar relações entre os dois países. Na verdade, a colaboração na área militar e tecnológica com a China tem sido reforçada mais e mais com o passar dos anos", frisou.
De acordo com ele, se caças russos fossem de verdade ineficazes, a China teria parado de comprá-los, o que não aconteceu. 
Vale destacar que o Su-35 é exportado de tal forma que os chineses poderiam instalar neles suas próprias armas, por exemplo, mísseis das classes 'ar-ar' e 'ar-terra'. Sendo assim, a combinação destas armas com o avião deve ser perfeita, ressaltou Aleksei Leonkov.
De acordo com ele, hoje em dia, a indústria militar chinesa não consegue criar aviões com características técnicas superiores às dos análogos da Rússia. Além disso, a China continua comprando motores russos para aviões de quarta e quinta gerações, enfatizou o analista.
"Por enquanto, não conseguem criar algo mais ou menos seguro, por não possuírem experiência em construção de motores a jato que temos desde os anos 50 do século passado. Contudo, muitas armas chinesas são capazes de resolver seus problemas por conta própria", concluiu Leonkov.
sputniknews

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