Síria diz que ataque de Israel é parte de conspiração contra regime e Responde com Ataque Hacker - Noticia Final

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Síria diz que ataque de Israel é parte de conspiração contra regime e Responde com Ataque Hacker

O governo sírio considera como parte de uma conspiração estrangeira que tenta derrocá-lo o ataque israelense contra um centro de pesquisa militar em seu território que denunciou há dois dias, informou nesta sexta-feira a agência de notícias oficial Sana.

Em reunião extraordinária realizada ontem, o Conselho de Ministros, presidido por Wael al Halqi, insistiu no vínculo entre a "agressão israelense" e os "grupos terroristas" no país. Em sua opinião, tudo isso "faz parte de um complô de Israel, Catar e Turquia com o objetivo de derrubar a estrutura do Estado sírio privando-lhe de elementos de seu poder militar e econômico e de sua união nacional".

Durante o encontro, o ministro da Defesa sírio, Fahd al Freich, informou ao governo os detalhes do "ataque terrorista" perpetrado por aviões israelenses na quarta-feira e lembrou que esta agressão "atroz" deixou dois mortos e cinco feridos, além de danos em um centro de pesquisa científica militar.

O ministro sírio reiterou que o ataque está relacionado com as agressões de grupos armados e negou que o motivo fosse destruir equipamentos e armas "preparados para serem transformados em outro lugar".

Por sua parte, o titular de Relações Exteriores, Walid Muallem, destacou que o objetivo foi "obstruir os esforços internacionais para resolver a crise na Síria mediante o diálogo e meios pacíficos".

Após a reunião, o Gabinete emitiu um comunicado no qual qualificou "a agressão israelense como uma violação flagrante da soberania nacional da Síria e dos princípios da lei internacional". Além disso, atribuiu à comunidade internacional, à ONU e ao Conselho de Segurança a responsabilidade de suas repercussões legais e fez uma chamada a que se adote uma postura "direta e séria frente à arrogância e à teimosia israelense".

O órgão também advertiu que a ação israelense é "um perigo que representa uma ameaça à segurança da região e seus Estados, assim como uma afirmação da hostilidade de Israel e uma transgressão de todas as normas e princípios". Por último, reiterou que "Israel nunca teria se atrevido a lançar este ataque a menos que os grupos terroristas armados não tivessem preparado as circunstâncias práticas para este ato por meio de alvos organizados contra os sistemas de defesa aérea e radares".

Há dois dias, as Forças Armadas sírias asseguraram que aviões de guerra israelenses entraram em seu espaço aéreo e bombardearam um centro de pesquisa militar no distrito de Jamraiya, na província de Rif Damasco.

Ontem, Damasco reivindicou seu direito de se defender frente à "agressão israelense" e apresentou uma queixa oficial perante o Conselho de Segurança da ONU. Por enquanto, as autoridades de Israel não confirmaram nem desmentiram o ataque.

Síria responde ataque aéreo de Israel com hackers

Exército Eletrônico Sírio teria invadido sites israelenses

Relatos recentes dão conta que jatos israelenses realizaram aparentes ataques dentro do território sírio, atingindo um centro de pesquisas ou um comboio de armas destinado a militantes do Hezbollah, no vizinho Líbano, ou ambos.

A Síria respondeu ao ataque aéreo israelense pelo ciberespaço. Um grupo de hackers do país, autodenominado Exército Eletrônico Sírio, apreciadores do regime do Presidente do país, Bashar al-Assad, anunciaram ter invadido sites relacionados a Israel em resposta a um bombardeio na quarta-feira, 30.

O ataque teria acontecido a um centro de pesquisas em Damasco, mas a imprensa ocidental noticiou que o alvo era um comboio de armas químicas e mísseis antiaéreos russos que chegariam ao Hezbollah. A Rússia, em nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros, divulgou que iria investigar o caso e, caso se confirmasse a veracidade, este seria uma grave violação do direito internacional.

A ONU, porém, não confirmou que o espaço aéreo sírio havia sido violado, conforme declarou o vice-porta-voz do secretário geral do organismo, Eduardo del Buey.

Defesa Net

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