"Impediremos que o Irã disponha de uma arma nuclear", afirmou Biden em declarações nesta sexta-feira ao jornal Süddeutsche Zeitung por conta do início da 49ª Conferência de Segurança de Munique, da qual participará, da mesma forma que o titular das Relações Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi.
O vice-presidente americano se mostra disposto a dialogar com o Irã, inclusive a negociações diretas se houver "tempo e espaço" para uma diplomacia bem-sucedida, mas adverte que "essa janela não estará aberta de maneira ilimitada".
As advertências dos EUA coincidem com o anúncio feito por Teerã à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que pensa em acelerar seus processos para o enriquecimento de urânio com a instalação de um maior número de centrífugas modernas.
Biden classificou de "ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos" o desenvolvimento potencial de armas atômicas por parte do Irã e ressaltou que seu país está interessado em alcançar uma solução diplomática.
Além disso, comentou que as autoridades de Teerã "descumpriram seus compromissos internacionais" ao obstaculizar o trabalho da AIEA e, por isso, conta com que continuem "as sanções paralisantes e uma crescente pressão", já que a contenção ou dissuasão perante uma ameaça nuclear não é suficiente.
Em relação ao crescente poderio da China e às tensões do gigante asiático com outros países da região, Biden exige de todas as partes, também de aliados tradicionais dos EUA como Japão e Filipinas, que evitem toda atuação que ameace a segurança e o bem-estar da região.
Secretário defende "todas as opções" para evitar Irã nuclear
O ex-senador republicano Chuck Hagel, nomeado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como novo secretário de Defesa, afirmou nesta quinta-feira que "todas as opções devem estar sobre a mesa" para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear.
"Estou totalmente comprometido com o objetivo do presidente de prevenir que o Irã obtenha uma arma nuclear e - como disse no passado - todas as opções devem estar sobre a mesa para conseguir este objetivo", sustentou Hagel durante sua audiência de confirmação para o cargo no Senado.
"Minha política é de prevenção, não de confronto", assinalou Hagel em sua declaração inicial, mas assegurou que se for eleito vai se assegurar de que o Departamento esteja preparado para qualquer contingência.
Hagel afirmou para o Comitê de Forças Armadas do Senado que assegurará aos aliados de Israel que mantêm sua "vantagem qualitativa" na região e disse que continuará apoiando sistemas como o de proteção antimísseis Cúpula de Ferro.
O ex-senador republicano fez referência a dois dos temas que causaram polêmica após sua nomeação já que no passado mostrou sua disposição a negociar com o Irã e declarou que não se sentia intimidado pelo "lobby judeu", em referência ao grupo de pressão Comitê Americano de Assuntos Públicos de Israel (Aipac).
Hagel também declarou que, se for confirmado, continuará trabalhando no plano de saída das tropas do Afeganistão em 2014 e o apoio ao Governo desse país na tarefa antiterrorista e de instrução de tropas.
Neste sentido assinalou que manterá "a pressão sobre as organizações terroristas que tentam expandir seus aliados no mundo" em países como Iêmen, Somália e Norte da África, investindo em operações especiais, inteligência e tecnologias de vigilância para apoiar na luta antiterrorista.
"Os recentes eventos no Mali e na Argélia nos lembraram claramente esta realidade", assinalou Hagel que advertiu também da ameaça cibernética emergente. Apesar de Hagel ter se mostrado a favor de trabalhar com os países-membros para garantir a segurança dos EUA e fortalecer as alianças no mundo, advertiu que "não duvidaremos em fazer uso da força militar americana para defender nossa segurança".
Por outro lado, mostrou seu compromisso de "manter um arsenal nuclear moderno, forte, seguro e efetivo". Se for confirmado, Hagel será o primeiro soldado raso que serviu na Guerra do Vietnã que chegaria ao cargo de secretário de Defesa.
Defesa Net


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