domingo, 17 de junho de 2018

CONFIRMADO: Iêmen Destrói Navio De Guerra Da Coalizão Liderada Pela Arábia Saudita


Iêmen - A FRN confirmou as reivindicações do Movimento Ansarullah, liderado pelos Houthis, que é também o governo do Iêmen, que na quarta-feira atacou e destruiu um navio de guerra dos Emirados perto do porto de Al-Hodeidah, na costa do Mar Vermelho, no Iêmen. A destruição dos navios não foi instantânea, mas causou uma ruptura no casco e um incêndio que desativou o navio de guerra. 
Al-Hodeidah é atualmente a frente de batalha entre o movimento de resistência Ansarullah e os representantes iemenitas da Coalizão Árabe liderada pelos sauditas.
"Nossos gloriosos defensores das forças navais conseguiram atingir um navio de guerra de forças hostis saudita-americanas e fizeram o segundo fugir da área", disse Mohammed Ali al-Houthi, chefe do Conselho Supremo Revolucionário dos Houthis, no Twitter. 
De acordo com o líder da resistência, al-Houthi, o navio dos Emirados afundou com sua tripulação sendo evacuada por helicópteros . O líder da resistência chegou a sugerir que pode ter havido assessores militares dos EUA a bordo do navio operando em nível consultivo para os emirados pouco antes do início da agressão contra Al-Hodeidah.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita e seus representantes no Iêmen lançaram uma ofensiva em grande escala para capturar Al-Hodeidah, pois é a única linha de vida que a resistência liderada pelos Houthis tem para o mundo exterior e é também um ponto de entrada para a ajuda humanitária.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que lançou sua agressão em Al-Hodeidah depois que supostamente esgotou todos os meios políticos e diplomáticos e só ficou com uma resposta militar.
A Arábia Saudita, em sua tentativa de se tornar um importante ator regional, está se concentrando em assumir o Iêmen por meio de seus representantes. Seus esforços tornaram-se especialmente mais desesperados, já que falharam em sua projeção de poder na Síria desde 2011, no Líbano e no Catar no ano passado. Isso ocorre quando seu rival regional, o Irã, fez avanços significativos na Síria, no Líbano e no Catar. É por essa razão que a Arábia Saudita está priorizando o Iêmen, mesmo às custas de uma catástrofe humanitária que agora atinge mais de 8 milhões de iemenitas vivendo em condições de pré-fome.
A batalha por Hodeidah pode ter repercussões significativas no comércio global, já que mais de 20% do comércio passa pelo Mar Vermelho. Qualquer interrupção pode ver os preços do petróleo dispararem.




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