No Estado Profundo: Medo e ranger de dentes - Noticia Final

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sábado, 19 de novembro de 2016

No Estado Profundo: Medo e ranger de dentes

Larchmonter445, The Vineyard of the Saker

Traduzido pelo coletivo da vila vidu

Todos no Estado Profundo estão ameaçados pela presidência de Trump. O Estado Profundo compreende que poder, dinheiro, estratagemas ideológicos e domínio sobre governo, mídia, academia, think tanks e ONGs estão no 'campo de luta', para usar o título do livro de um destacado alvo, que o Estado Profundo planeja destruir para salvar-se de Trump.

O tenente-general (aposentado) Michael T. Flynn, especialista três estrelas da Inteligência Militar, ex-diretor da Agência de Inteligência da Defesa, conselheiro de Trump já há 15 meses, é aliado vitalmente importante de Trump que o Estado Profundo está tentando desacreditar.

Assistimos ao ataque político feroz da mídia, de uma semana, contra Stephen Bannon, que começou no instante em que Bannon foi nomeado conselheiro estrategista n.1 de Trump. Bannon é o ideólogo do "Drenar o Pântano", a política de Trump para atacar o sistema de corrupção e de políticas catastroficamente desastrosas, e os burocratas que viabilizam tudo isso.

Lt. General (ret.) Michael T. Flynn

Para compreender Steve Bannon, dedique-se a ler essa transcrição ou ouça o áudio de Perguntas e Respostas de um evento de 2014 no Vaticano. Bannon expõe sua agenda filosófica e usou a campanha de 2016 para fazer avançar a guerra que move contra as elites.

Drenar o Pântano tem a ver com mais do que extrair do sistema a corrupção.

Steve Bannon

Bannon tem agora completo apoio de Trump para destruir o Partido-Único dos EUA, derrotar os globalistas, banir os belicistas reunidos no Complexo Industrial-Militar e ajudar a processar legalmente os corruptos. Essa é a Revolução para pôr fim à Tirania doméstica e ao Hegemon global.

As armas usuais de destruição pessoal foram todas disparadas contra Bannon para destruí-lo e privar Trump de seu conselheiro mais efetivo e marechal de campo. Bannon foi declarado racista, antissemita, suprematista branco, islamófobo e misógino. Em todos os fóruns e veículos da mídia, o meme de Bannon pintado como o pior ser humano do planeta foi repetido sem parar, com tanta fúria quanto a dos Democratas contra Trump durante a campanha.

Mentiras incansáveis, repetidas por todos os âncoras, por todos os entrevistados, por todos os troncos falantes e odiadores de todos os valores que Trump e Bannon defenderam foram cuspidas contra o nome de Bannon. Só mentiras e calúnias, muitas das quais só repetição de umas poucas manchetes escritas por Milo Yiannopoulos [espécie de Reinaldo Azevedo, o fascista] de Breitbart.com [espécie de revista Veja, a fascista], agitadores do movimento Alt-right, artigos de propaganda concebidos para coletar cliques, lucros para Breitbart e fama para Milo. Bannon chefe de Breitbart foi em seguida detonado por aquelas manchetes. Zombarias de Milo usadas contra Steve Bannon.

Era tudo de que a mídia precisava. Mas o Estado Profundo tinha bons motivos para coordenar a encenação. Bannon é o Cavaleiro Solitário que vem para destruí-los, todos eles.

Bannon é o Cavaleiro Solitário

Steve Bannon está dedicado a limpar o governo e o sistema financeiro controlado por todos que comandam os ataques para mudança de regime em países distantes, a transferência da riqueza e da renda dos norte-americanos médios para Wall Street, ações e riqueza, de derivativos a fundos hedge e líderes corporativos globais, trilhões para a elite, o 0,01%, todos os que habitam o ar rarefeito da classe dos ultra ricos, um novo feudalismo de bilionários e milionários.

A longa história de serviços prestados por Bannon, o muito que trabalhou ombro a ombro com judeus, negros, mulheres e muçulmanos ajudou a controlar a campanha de assassinato de reputação movida pela mídia-empresa. Mas a rotulação viciosa pode perdurar até bem depois da posse (Sobre Bannon, ver também 18/11, The Blitzkrig). 

O medo e ranger de dentes no Estado Profundo estão focados também contra outra nêmesis e ameaça mortal, na pessoa do general Flynn. Flynn desafia a incompetência do Estado Profundo, especialmente a ausência de resultados na luta contra o terrorismo. Flynn trabalhou com isso, nas guerras do Iraque e do Afeganistão. Escreveu um relatóriosobre o estado terminal da inteligência militar dos EUA e a necessidade de reformá-la para consertá-la.

Flynn é também perene indignado com o evento de 2012 em Benghazi, com o mascaramento da verdade, com as mentiras da Clinton e com o descaso que afeta a estrutura de comando da CIA, Pentágono, segurança nacional. A guerra na Síria, a tentativa de golpe de Erdogan e a carnificina comandada por maus policiais, líderes acovardados e métodos longe de serem satisfatórios para coleta e uso de inteligência motivaram o general a unir-se a Trump.

Flynn é agora guia de Trump no cipoal de relatórios, briefings e dados brutos de inteligência que chegam à presidência. O general Flynn é o analista pessoal de Trump para interpretação dos dados. Flynn preparou todos os briefings que Trump recebeu. Flynn está no poder e o Estado Profundo foi posto para fora. Assim sendo, o Estado Profundo montou seu contra-ataque no momento em que ficou claro que Flynn comandaria a reforma da comunidade de inteligência e trabalharia sob as ordens do presidente eleito.

Flynn recrutou mais de 200 generais e almirantes e 22 portadores de Medalhas de Honra, para a bem-sucedida campanha de Trump. Agora, alguns daqueles generais são indicados potenciais para o gabinete ou para subsecretarias de departamentos ou agências do estado.

O Estado Profundo está gravemente encrencado. O general Flynn provavelmente será diretor da Comissão de Segurança Nacional e acho que terá poder sobre 15 outras agências de inteligência. Flynn talvez tenha poder sobre amplas fatias do Complexo Industrial-Militar. Com certeza auxiliará na faxina para afastar neoconservadores e funcionários, gerentes, supervisores e diretores neoconservadores comprometidos e corrompidos.

Contra Flynn, o Estado Profundo está usando modelo mais tradicional de assassinato de caráter, do que o que foi usado no caso de Bannon. Muitos artigos escritos para mostrar que Flynn e Putin, Flynn e Rússia, Flynn e a rede RT são parte da gangue 'trumpista' de contatos pró-Rússia conectados ao Kremlin.

Imagem do general Flynn em jantar com o presidente Putin em Moscou. O general fala sobre o evento numa entrevista (ing.).

Outros supostos contatos entre Trump-Putin são Carter Page e Paul Manafort, ambos atacados há meses pela mídia-empresa a serviço do Estado Profundo. Renunciaram sob a furiosa pressão política aplicada mediante as empresas de comunicações.

Em troca, o Estado Profundo perdeu alguns dos que ele próprio tentou infiltrar na campanha de Trump, mas que foram detectados logo à primeira inspeção e foram desligados da equipe de transição da campanha de Trump.

Mas o mais provável é que Carter Page volte, logo que Trump tome posse. É homem que tem conexões com a Gazprom, é respeitado em Moscou e será uma ponte para as empresas norte-americanas de energia e talvez para joint ventures no desenvolvimento de campos de gás e na indústria de gasodutos. Trump tem vários amigos na indústria de gás e petróleo, e o mundo é uma aldeia, no que tenha a ver com energia. O Ártico, o Mediterrâneo oriental, o Mar do Sul da China e outras grandes zonas de desenvolvimento têm novos campos gigantes a serem explorados. Até a zona do Mar Negro, em torno da Crimeia, tem reservas de energia ainda intocadas.

O principal interesse da política exterior de Trump será fazer os EUA voltarem a ser país rico. O desenvolvimento da Eurásia já atraiu Trump na direção do projeto chinês das Novas Rotas da Seda ("Um Cinturão, uma Estrada") e do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, BAII. Também é muito provável que o projeto chinês das Novas Rotas da Seda e a União Econômica Eurasiana (UEE) da Rússia logo passem a contar com forte participação dos EUA. A diferença agora é que a palavra de ordem passou a ser facilitar, participar, investir e colher benefícios, em vez de obstruir, desestabilizar e financiar terroristas que se usaram até agora para boicotar aquelas iniciativas.

Para destruir Flynn e enfraquecer Trump aos olhos das comunidades militar e de inteligência, Washington tem usado uma de suas técnicas clássicas: longos artigos, com muitos comentários negativos repetidos de fontes "que pediram para não ser identificadas", manchetes e aberturas de parágrafo cuidadosamente esculpidas, tudo concebido para gerar feeds de noticiário extremamente negativos em Google Search.

O mais recentes desse 'produtos' trata de Flynn e "operadores turcos". É ler a expressão, e já se veem na imaginação alamedas escuras, ou passagens subterrâneas. Talvez num aparelho em Ankara, eh? Vai-se ver, não é nada disso.

Hilal Mutlu (left) and Ibrahim Kurtulus (center) with Retired Lt. Gen. Michael Flynn at Oct. 10, 2016 event. (Youtube screen grab)

Mas obviamente Flynn está sendo observado de perto pela CIA/Departamento de Estado. Sabem que Flynn está trabalhando sob instruções de Trump. E por boas razões, Trump precisa saber: para que lado tende a Turquia pós-golpe? Qual o nível de sensibilidade da questão curda na Síria? Quais as ramificações de EUA e Rússia trabalharem juntos contra ISIS na Síria? Turquia colaborará com zonas seguras para refugiados? Turquia deixará a Síria depois da guerra, ou tem planos de resistir contra Rússia e Assad? E quanto à OTAN? E quanto aos uigures que a Turquia protege? A China estará sendo forçada a vir com militares, para derrubar os uigures que há dentro do ISIS? Persistirá a questão da extradição de Fethullah Gulen pedida por Erdogan? Haverá condenação à morte, em massa, de golpistas que permanecem presos e de seguidores de Gulen?

Flynn tinha vasta quantidade de perguntas possíveis a serem respondidas pelos operadores enviados por Erdogan. E os turcos certamente tinham perguntas que gostariam de ver respondidas, com alguma pista sobre posições de Trump.

O Estado Profundo está rastreando Flynn e os turcos e agora está expondo os contatos dele, como consultor profissional. Nada de ilegal. Nada de suspeito. Nada inesperado ou fora do comum. Mas é o general Flynn, homem de Trump. Destruam a reputação dele. Completamente.

Por qual outra via essa informação poderia aparecer no Washington Post, exceto se o Estado Profundo a fornecesse? E se se conhece a história do Estado Profundo, o WaPosempre é a primeira escolha dele para vazamentos, briefings em profundidade, 'revelações' manipuladas para comprometer funcionários que atrapalhem interesses ou que aponte na direção dos fracassos, infrações e crimes do Estado Profundo. Ninguém jamais encontrará no WaPo artigos assinados por Sy Hersh.

O objetivo dos artigos sobre o general Flynn foi cobri-lo de vergonha, difamá-lo, mostrá-lo como homem de personalidade fraca, traidor do governo Obama. Foi investigado por passar inteligência a países estrangeiros – é o que nos dizem. Partilhou inteligência com os paquistaneses – é o que nos dizem. Leiam aqui o que generais seus contemporâneos dizem dele.

Imagine se o Estado Profundo decidisse que nenhuma Inteligência poderia ser jamais partilhada. Ora. Para começar, os EUA não teria aliados. Nenhuma nação une-se a outra em aliança de guerra, sem Inteligência sobre os militares aos quais se alie. Flynn, cuja carreira de mais de 30 anos transcorreu na Inteligência, sabe disso. E trabalhou nisso. Relatou tudo o que fez aos investigadores, e todas as acusações contra ele foram apagadas, exceto os registros oficiais e o noticiário sobre as investigações, que se leem/ouvem hoje na mídia.

A investigação foi ordenada, na verdade, para gerar um ponto 'negro' na ficha de serviços de Flynn a ser 'descoberta' mais tarde, por gente sem informação alguma sobre os eventos, no momento mais delicado. No caso presente, para enfraquecer Flynn, para enfraquecer Trump.

"Mike Flynn partilha Inteligência. Mike Flynn age sem se preocupar em afinar seus passos com os desejos do Estado Profundo." 

Mas se se examinam os registros reais, logo se vê que Flynn obteve aprovação para tudo que fez. E fez, simplesmente, o mais profissional. Atuou em seu campo de especialidade, que é sua profissão, conforme o juramento que prestou de cumprimento do dever, e no interesse do povo dos EUA que lhe paga salário para que ele ajude a proteger os EUA.

Há algo a aprender, de se estudarem as reuniões de Flynn com os operadores da Turquia. Aquelas reuniões indicam claramente que é pouco provável que Trump venha a fornecer armamento pesado aos curdos. Se o fizesse, estaria praticamente empurrando a Turquia para os braços de Rússia-Irã. Solução prática que vise a derrotar o ISIS e a Al-Qaeda e a pôr fim a guerra na Síria tem de evitar que se perca a Turquia. Trump não tentará derrubar seja quem for, por golpes. A sua é política sem 'mudanças de regimes'. Tampouco é apreciador das guerras secretas da CIA. Se alguma guerra for inevitável, que seja guerreada pelos militares, com plano que leve à vitória. Importante é que as guerras de Trump serão como as guerras do presidente Eisenhower: nenhuma, em oito anos.

Os belicistas e neoconservadores do Estado Profundo e do governo 'de superfície' tentarão influenciar todos e quaisquer nomes que Trump venha a indicar, na área da segurança e na arena política. Até agora Trump recusou-se a dar ouvidos a qualquer deles, embora alguns tenham sido convidados para as conversas em andamento. Mas não se sabe quem está falando diretamente com Trump e quem está apenas participando de seminários e painéis de especialistas que trabalham para sugerir nomes para os diferentes cargos a serem preenchidos. Uns poucos neoconservadores e belicistas, como John Bolton e o general Keane estiveram na Trump Tower. Mas Trump mastigou-os durante todos esses anos e também durante a campanha. Duvido que venham a ter voz ativa na política. Na opinião de Trump, todos esses são rematados fracassos.

Devem-se esperar sacudidas fortes na CIA e no Departamento de Estado. Minha opinião é que Flynn usará militares que conhece e nos quais confia, para as vice-secretarias e subsecretarias. O general Keith Kellogg e o general Ronald Burgess muito provavelmente estão sendo considerados para altos postos.

Tem de haver esse tipo de faxina no mundo subterrâneo do Estado Profundo. Se o presidente Carter livrou-se de 800 funcionários quando Stansfield Turner tentou limpar a CIA, calculo que haja lá 1.500 funcionários que precisam ser aposentados já.

Quanto ao Estado Profundo e a rede de corrupção de "só quem paga joga" dos Clintons, o problema é muito maior. Os 80 anos de dominação pela máfia cazariana no Departamento de Estado criaram a absoluta necessidade de que a coisa toda seja fechada e extinta, mantidos exclusivamente os serviços de vistos nas embaixadas e consulados (eu usaria o Departamento de Comércio, até que se tomassem outras decisões. Exceto serviços de vistos, todos os demais empregados e serviçais do Departamento de Estado têm de ser demitidos. E vedem com cimento todas as instalações do Departamento de Estado por dez anos).

Adendo: No início da campanha para as primárias, o general Flynn prestou serviços de consultor a cinco candidatos: Carly Fiorina, Scott Walker, Ben Carson, Ted Cruz e Donald Trump. Escolheu Trump como o único que queria ser presidente para consertar o país e devolver a grandeza aos EUA. Agora, Trump, Bannon e Flynn vão drenar o pântano, se sobreviverem.

(Flynn foi nomeado Conselheiro da Comissão de Segurança Nacional, com equipe de 400 funcionários de todas as demais agências de inteligência. Ou, pelo menos, é o que noticiaram Fox e Associated Press.)

FONTES: https://www.buzzfeed.com/lesterfeder/this-is-how-steve-bannon-sees-the-entire-world?utm_term=.gwwaQYvep#.wf932kX5l


Um comentário:

  1. Esperemos agora, que tomando posse, Trump inicie a tão esperada limpeza das sujeiras escondidas sob o tapete. Limpa a elite dos empresários americanos, certamente outros países seguirão os mesmos moldes, adequando as relações internacionais ao que Trump conquistará: Corrupção zero, imigração zero, guerra zero. Pena que ainda faltam 2 anos para eleições no Brasil, mas até lá, nossa Lava Jato já terá limpado nosso tapetão, preparando-o para um novo governo sério e comprometido com a pátria, que chegue direto ao governo. Esperemos!

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