segunda-feira, 9 de julho de 2018

Especialista sobre avião israelense atingido: 'Exército sírio já tem bastantes problemas'


No dia 8 de julho, surgiram notícias que sistemas de defesa antiaérea da Síria atingiram um avião da Força Aérea de Israel. O cientista político Andrei Suzdaltsev comentou esse assunto.



Sistemas de defesa antiaérea sírios atingiram um avião da Força Aérea de Israel que realizava ataques à base aérea de Tifor (T-4) na província de Homs, informou a agência síria SANA. Os militares israelenses não comentaram a informação sobre possível participação no ataque.

No início de julho, o Exército de Israel enviou forças blindadas e de artilharia adicionais à fronteira com a Síria no âmbito dos novos confrontos na região. Segundo os militares, o reforço com material militar das Colinas de Golã tem como objetivo preservar a segurança e não muda a política israelense de não intervenção nos assuntos de outros Estados.
O especialista russo em assuntos políticos, Andrei Suzdaltsev, em entrevista concedida ao serviço russo da Rádio Sputnik, comentou as ações de Israel.
"Israel é muito sensível não apenas em relação à retirada dos combatentes dos enclaves perto de Damasco na fronteira, mas também em relação ao envio dos militares iranianos a essas regiões", afirmou.
Irã tem poucos militares aqui, que representam pequenas divisões e conselheiros – é muito difícil encontrar ali bases militares iranianas.
"Israel está muito irritado com isso. Os combatentes de oposição a Assad [Bashar Assad, presidente da Síria], segundo israelenses, foram mais benéficos do que o exército sírio, com que eles [os israelenses] não têm boas relações. Periodicamente, Israel tenta apoiar a oposição, orientando-se, em primeiro lugar, ao Irã", explicou Suzdaltsev.
O analista lembrou que não é a primeira vez que sistemas de defesa antiaérea danificam aviões israelenses. Isso significa que Israel, até certo ponto, está envolvido nesse conflito, não ao lado do governo sírio.
"Hoje, o objetivo mais importante é conseguir a desescalada do conflito, não o transformando em uma guerra sírio-israelense de grande escala. O exército sírio já tem bastantes problemas em seu território", concluiu.
sputniknews



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