Manifestação em Barcelona durante a Greve Geral - Foto: Renato Fogal
A greve geral que ocorreu no dia 14 de novembro na Espanha lotou as principais vias do país com mais de nove milhões de cidadãos protestando contra as políticas atuais do governo e contra a crise. Um movimento que não foi capaz de comover os líderes desse país que no dia seguinte seguiam com suas leis de recortes nas áreas de saúde, educação, serviços sociais e a carnificina dos despejos.
Até agora nenhum representante do governo espanhol anunciou medidas de geração de empregos. Pior, o presidente da CEOE, Juan Rosell, criticou a greve de “ataque de torpedo contra a recuperação econômica”.
Já para alguns líderes sindicais a greve “cumpriu suas metas”. “Diante de políticas que só contribuem para que o país entre em recessão e deteriore a vida, condenando a prisão mais de seis milhões de pessoas, tem que haver alternativas. Essas opções só surgirão a partir da pressão como o da luta contra os despejos”, destacou o Secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores (CCOO), Ignacio Fernández Toxo. “Que não descarta convocar mais greves gerais nos próximos meses.” “Isso está nas mãos do governo”, afirmou.
Até agora nenhum representante do governo espanhol anunciou medidas de geração de empregos. Pior, o presidente da CEOE, Juan Rosell, criticou a greve de “ataque de torpedo contra a recuperação econômica”.
Já para alguns líderes sindicais a greve “cumpriu suas metas”. “Diante de políticas que só contribuem para que o país entre em recessão e deteriore a vida, condenando a prisão mais de seis milhões de pessoas, tem que haver alternativas. Essas opções só surgirão a partir da pressão como o da luta contra os despejos”, destacou o Secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores (CCOO), Ignacio Fernández Toxo. “Que não descarta convocar mais greves gerais nos próximos meses.” “Isso está nas mãos do governo”, afirmou.
Manifestação em Barcelona durante a Greve Geral - Foto: Renato Fogal
Como todas as manifestações, o início foi pacífico, mas ao final acabou em tensão com gente correndo, gritos e ameaças. Em Barcelona foi mais equilibrada e só houve um pequeno incidente próximo a Via Laetana. Enquanto em Madrid, os agentes policiais lançaram gás lacrimogêneo e aviso sonoro, enquanto os grupos de manifestantes atiraram garrafas e outros objetos.
Eleições da Catalunha
Eleições da Catalunha
Até o próximo domingo toda a Espanha estará voltada para as eleições do Parlamento da Catalunha, que acontecerá no próximo domingo, dia 25 de novembro. Isso porque o candidato que for eleito decidirá se haverá ou não o “Referendum pela independência”. O atual presidente dessa Comunidade Autônoma, Artur Más (CIU), foi quem antecipou as eleições, inflamado pela “Diada Catalana”, que ocorreu no dia 11 de setembro, e é o candidato mais forte a ser eleito.
O estudo do jornal El Periódico com GESOP mostra a evolução dos candidatos nas últimas semanas. Temos Artur Mas (CIU) com 5,2%, Oriol Junqueras (ERC) com 4,8%, Joan Herrera (ICV) com 4,4%, Alfons López Tena (SI) com 3,5%, Pere Navarro (PSC) com 3,2%, Albert Rivera (Ciudadanos) com 2,5%, e Alícia Sanchez Camacho (PP) com 2,1%.
O Governo Espanhol tem feito muitas críticas e pressões contra a Catalunha nos últimos meses. Um sentimento que não é compartilhada pela União Europeia, segundo Francesc Vendrell, ex-diplomático representante da ONU para o Afeganistão e a Europa.


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