Rússia oferece caça de 5ª geração ao Brasil - Noticia Final

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Rússia oferece caça de 5ª geração ao Brasil

Por Anton Denisov

O comércio mundial de armas vai até bilhões de dólares, mas poucas dessas ofertas, atraem muita atenção da mídia como a concorrência para a compra de 36 aviões de combate pelo Brasil. Chamada de FX-2 no Brasil, ela inclui um acordo de produção de outros 84 aviões sob licença.

O interesse da mídia na concorrência cresceu após a presidenta Dilma Rousseff, que foi eleita em 1 de janeiro de 2011, anulou os resultados da concorrência anterior.
Um começo modesto

O núcleo da Força Aérea Brasileira - FAB, consiste de obsoletos caças F-5 americanos, construídos entre os anos de 1960 e 1970 e 12 Mirage-2000C/D franceses, fabricados na década de 1980. A FAB também tem mais de 50 caças bombardeiros AMX, modelo brasileiro-italiano e cerca de 100 Super Tucano de ataque leve, contra insurgência e aviões de treinamento-piloto desenvolvidos e fabricados no Brasil.
A Força Aérea Brasileira tem uma capacidade de combate abaixo do potencial econômico do país, especialmente considerando o quão difícil está sendo o trabalho para reforçar o seu papel político global.
A primeira concorrência conhecida como FX, foi anunciada em 1999, quando o Brasil planejava substituir os seus obsoletos caças Mirage III com um ou dois esquadrões de aeronaves modernas. O país estava pronto e disposto a gastar até US $ 700 milhões para comprar entre 12 e 24 aviões de combate.
Quase todos os principais fabricantes mundiais de aeronaves participaram da concorrência, oferecendo versões modificadas de suas aeronaves de caça multirole mais popular: F-16 da Lockheed Martin, o Mirage-2000BR, um 2000-5 que seria feito com especificações brasileiras, o Gripen JAS-39 da Suécia e o MiG-29SMT Fulcrum daRússia.

O fabricante do maior caça da Rússia, a Sukhoi, também tem interesse no mercado brasileiro e planejava oferecer o caça Su-35, um modelo inicial do Su-27 Flanker-E/F. No entanto, os franceses estavam bem cotados para ganhar essa concorrência.
Um crescente apetite

Mas, devido a problemas econômicos, a concorrência nunca se materializou. O Brasil optou por comprar provisoriamente 12 caças Mirage-2000C/D usados, permitindo-lhe adiar toda a questão da substituição até 2007.
Por esse tempo, o apetite do Brasil tinha crescido. Ele já não queria apenas para substituir o obsoleto Mirage III, mas também o F-5 e AMX aviões, e também aumentou sua meta de aquisição de 12 e 24 para 120 aeronaves. Desse número, 36 eram para compra direta e o restante fabricado sob licença no Brasil.
Uma vez que o preço do contrato subiu para US $ 6 – $ 10 bilhões, todos os fabricantes correram e passaram a oferecer ao Brasil os aviões mais novos. Os Estados Unidos que tinha oferecido caças F-16, também ofereceu o mais recente modelo de seus aviões de combate, o F/A-18E/F Super Hornet. A França, que não produz mais o Mirage 2000, lançou o Rafale. Um consórcio de três empresas europeias colocaram o Eurofighter Typhoon na mesa, enquanto a sueca Saab, mais uma vez ofereceu seu JAS-39.
A Rússia, por sua vez, revelou seu mais recente projeto, o Sukhoi Su-35 Flanker -E (anteriormente o Su-27M).
A concorrência era para ser ganha por qualquer participante que estivesse disposto a oferecer ao Brasil a tecnologia, isto é, a possibilidade de produzir mais aviões sob licença, com vista a melhorar a sua indústria de aeronáutica.
Os fabricantes europeus lideraram a corrida, enquanto a oferta dos EUA foi prejudicada pelas dificuldades para partilhar a sua experiência e know-how técnico.

A razão da saída da Rússia da concorrência foi mais complicada: o Brasil esperava comprar caças Su-35BM em troca de produção autorizada pela Embraer de aeronaves civis na Rússia. No entanto, isso teria um impacto negativo sobre o projeto da Sukhoi , o Sukhoi Superjet 100, e foi, portanto, eliminada.

A 5ª geração de caças

A segunda concorrência, o FX-2 teve um colapso devido aos preços exorbitantes dos caças europeus. Como resultado, o novo governo do Brasil tomou duas decisões: primeiro, que vai realizar ainda uma outra concorrência e segundo, entre outras opções, a Força Aérea deve considerar a compra do caça Su-35BM da Rússia.

Analistas dizem que a possibilidade de o Brasil comprar um avião da Sukhoi poderia empurrar as empresas europeias a serem mais flexíveis sobre os seus preços e até mesmo estimular os americanos a considerar uma transferência de tecnologia. No entanto, o Su-35BM ainda pode ganhar o concurso, especialmente porque, desde 2007, seu prestígio foi impulsionado pelo seu bom desempenho em testes e produção em massa para a Força Aérea Russa.

Em cima disso, a reputação da Sukhoi em toda a América Latina cresceu após a compra dos Su-30MK2 pela Venezuela.
O argumento final em favor da Rússia é o T-50, também conhecido como o PAK FA, que é a quinta geração de caças que a Sukhoi está desenvolvendo atualmente.

Rumores de que a Rússia e o Brasil podem unir forças em um avião de caça de quinta geração apareceu pela primeira vez na primavera passada, e não foram refutadas. A Rússia e a Índia são supostamente prontas para criar uma joint venture para fabricar o caça T-50 e a cooperação russo-brasileira nesse campo é agora uma possibilidade muito real, especialmente considerando as relações amigáveis dos dois países.
O fornecimento dos aviões Su-35BM, incluindo equipamentos e materiais de 5ª geração, poderia ser o primeiro passo para entregar o T-50. Se a Rússia faz esta oferta, é quase garantido que vença a concorrência.

O T-50 é o principal rival do F-22 dos EUA, que atualmente não está sendo exportado e não existem outros caças similares no mercado, com exceção do J-20 da China e os especialistas continuam divididos sobre as suas vantagens.
As opiniões expressas neste artigo são do autor e não representam necessariamente as da RIA Novosti.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Defesa Aérea & Naval

NOTA DO EDITOR: Grifamos uma parte do texto que mostra a visão estrangeira sobre nossa Força Aérea.

Poder Aéreo Naval

4 comentários:

  1. O que o Brasil precisa comprar é a licença para produzir os caças, por que compra 24 caças e se fossem destruídos e aí? tinha que compra de novo?
    O Brasil no minimo deveria ter uns 300 aviões assim.

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    Respostas
    1. Se ele tivesse trezentos aviões destes, ele teria somados os da rússia (60 da proxima geração), e dos EUA (181 raptor), isso geraria um rombo no força aérea insustentavél.

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  2. O BRASIL DEVERIA CONSIDERANDO-SE OS PREÇOS, OPTAR PELO MAIS MODRNO PARA QUE COM ISSO POSSAMOS DAR UM PULO NO ATRASO, NÃO SOU EXPECIALISTA NO ASSUNTO MAS VEJO OS CAÇAS RUSSOS COMO OS MELHORES ATÉ ENTÃO.

    SERGIO OTERO

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  3. O BRASIL DEVERIA CONSIDERANDO-SE OS PREÇOS, OPTAR PELO MAIS MODRNO PARA QUE COM ISSO POSSAMOS DAR UM PULO NO ATRASO, NÃO SOU EXPECIALISTA NO ASSUNTO MAS VEJO OS CAÇAS RUSSOS COMO OS MELHORES ATÉ ENTÃO.

    SERGIO OTERO

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