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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Aviação de Israel ataca Faixa de Gaza e rompe trégua de novembro

Hamas se manifesta em Gaza, ontem

A aviação israelense realizou na noite de terça-feira três ataques contra o norte da Faixa de Gaza, os primeiros desde a trégua acertada em novembro passado entre Israel e o Hamas, no poder em Gaza, segundo uma fonte da segurança palestina.

Os ataques, que aparentemente visaram campo aberto, não deixaram feridos, e ocorreram após o disparo de foguetes contra o sul de Israel.

O Exército israelense confirmou o "bombardeio de objetivos terroristas no norte da Faixa de Gaza. "O Exército responsabiliza exclusivamente o Hamas por toda atividade terrorista na Faixa de Gaza".

Segundo a polícia israelense, um foguete palestino atingiu uma zona desabitada na região de Eshkol, no sul de Israel, sem deixar vítimas ou danos materiais.

Em comunicado enviado à AFP, uma coalizão de grupos salafistas de Gaza, o Majlis Choura al-Moujahidine, reivindicou o disparo de dois foguetes contra Israel, em represália à morte do preso palestino Maisara Abou Hamdiyeh.

Condenado à prisão perpétua, Hamdiyeh faleceu nesta terça-feira, aos 64 anos, vítima de câncer no hospital Soroka de Beersheva (sul de Israel), uma morte que os palestinos atribuem ao governo israelense.

A morte de Maisara Abu Hamdiye desencadeou imediatamente protestos em pelo menos quatro estabelecimentos penitenciários, onde estão detidos presos políticos palestinos e para onde foram enviados reforços.

Também foram registrados confrontos em Hebron (sul da Cisjordânia), de onde Abu Hamdiye era originário.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, acusou o governo israelense de ser "arrogante e intransigente" e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de ser responsável pela morte do detento, que estava internado no Hospital Soroka desde o fim de de semana.

O diretor da associação de prisioneiros palestinos, Qadura Fares, também acusou Israel de ser responsável pela morte, provocada segundo ele por negligência médica e pela recusa das autoridades penitenciárias de liberá-lo para receber atendimento.

O prisioneiro se queixara de dor garganta há nove meses e depois teve um câncer detectado.

Abu Hamdiye, ex-general das forças de segurança da Autoridade Palestina, foi detido em 2002 e condenado à prisão perpétua em 2007 por tentativa de assassinato.

Ele era acusado de ter participado no recrutamento de militantes que pretendiam cometer um atentado em um café de Jerusalén em 2002.

AFP

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