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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Discussões quentes nos gelos do Ártico

A Rússia poderá esperar atos de sabotagem contra as suas instalações no Ártico, declarou o vice-premiê Dmitri Rogozin, ao discursar em Moscou numa conferência dedicada aos problemas de segurança nacional:

"É bastante provável que as instalações russas de exploração de petróleo e gás possam vir a ser alvo de sabotagens encobertas por parte dos países concorrentes. É preciso compreender que os executantes desse tipo de sabotagens podem não ter ligações evidentes com os países seus clientes. Para realizar ataques de retaliação e determinar a escala de uso da força é necessário não só determinar quem são os executantes, mas também identificar os seus patrões. Para isso necessitamos de meios modernos de monitorização, capazes de funcionar eficazmente em ambientes tanto atmosférico, como aquático."

Os países da OTAN têm demonstrado, há muito tempo, um grande interesse no Ártico. Este tem ainda aumentado nos últimos anos, quando se tornou claro que os gelos do Ártico estão a derreter intensivamente. Desde 2007, na região são realizadas regularmente manobras militares com o nome de código Operação Nanook com a participação da Dinamarca, do Canadá e dos EUA. Em 2009, sob a égide da OTAN, decorreram as manobras multinacionais Loyal Arrow (Flecha Leal). No ano passado, as manobras denominadas Cold Response (Resposta Fria) envolveram mais de 16 mil militares de 15 países da aliança. Washington não esconde que vê o Ártico como "um novo campo de batalha estratégico".

Com todo este frenesim à volta do Ártico, o aviso de Rogozin relativamente às possíveis provocações é bastante atual. Os concorrentes da Rússia pode recorrer a um esquema a que já se recorreu mais de uma vez, considera o perito militar Viktor Murakhovsky:

"Nos países ocidentais existem as chamadas empresas militares privadas bastante desenvolvidas. Hoje em dia, elas contam com várias centenas de milhares de colaboradores. Essas companhias atuam ativamente por encomenda de governos e de empresas em diversos países: tanto no Afeganistão, como no Iraque ou na África. Por isso, Dmitri Rogozin sublinha que frequentemente é impossível identificar quem encomendou esse tipo de atividades: elas serão realizadas por estruturas militares privadas."

A política oficial da Rússia no Ártico prevê uma resposta equivalente a esse tipo de desafios. Está a ser desenvolvida a infraestrutura militar no setor russo da região do Ártico, a fronteira está a ser reforçada. De acordo com o perito, o governo tomou a decisão de criar um sistema único de recolha de informações na região ártica. Ele inclui Radares Além do Horizonte (OTH – Over the Horizon Radar), veículos aéreos não-tripulados (drones) e navios com sistemas de vigilância. Isso dá a possibilidade de detetar qualquer objeto em terra, sobre o gelo e no ar. O sistema irá funcionar em pleno já dentro de alguns anos.

Quanto à proteção das plataformas de perfuração offshore, ela será assegurada pela Marinha: pela Frota do Norte e pela Frota do Pacífico.

Voz da Rússia

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