Palácio do Planalto manda abrir investigação
A espionagem dos EUA de e-mails e chamadas telefônicas de brasileiros pode ter sido uma alternativa encontrada pelos programas de monitoramento para conseguir ter acesso aos sistemas de países mais protegidos, como a China e o Irã.
Brasília - A espionagem dos Estados Unidos de e-mails e chamadas telefônicas de brasileiros pode ter sido uma alternativa encontrada pelos programas de monitoramento para conseguir ter acesso aos sistemas de países mais protegidos, como a China e o Irã, segundo disse jornalista norte-americano em entrevista ao programa Fantástico da TV Globo, exibido na noite domingo.
O governo brasileiro publicou domingo nota na qual informa que irá pedir esclarecimentos ao governo dos EUA e ordenou à Polícia Federal a abertura de investigações. Em declarações aos jornalistas, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a presidente da República, Dilma Rousseff, tinha manifestado indignação com as revelações.
O jornalista Glen Greenwald, radicado no Rio de Janeiro, tem revelado detalhes dos programas de vigilância norte-americanos. Greenwald esteve em contato pessoal com o ex-agente da CIA e ex-colaborador da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), Edward Snowden, em Hong-Kong.
Segundo o jornal "O Globo", o Brasil não só é um dos alvos da espionagem cibernética norte-americana, como é o país latino-americano mais monitorado. No continente, o país só fica atrás dos Estados Unidos, que tiveram 2,3 bilhões de mensagens e ligações monitoradas.
De acordo com Greenwald, o interesse pode estar no tráfego de dados na internet que passa pelo Brasil, já que toda a rede está interligada.
"Não temos acesso ao sistema da China, mas temos acesso ao sistema do Brasil. Então estamos coletando o trânsito do Brasil não porque queremos saber o que um brasileiro está falando para outro brasileiro, mas porque queremos saber que alguém na China está falando com alguém na Irã, por exemplo", disse o jornalista, citado pelo G1.
A NSA mantém parcerias com as maiores empresas de internet americanas. No último 6 de junho, o jornal britânico "The Guardian", do qual Glen Greenwald é correspondente, informou que o software Prism permite à NSA acesso a e-mails, chats online e chamadas de voz dos usuários dos serviços da Apple, Facebook, Google, Microsoft, YouTube, Skype, AOL, Yahoo! e PalTalk.
Segundo "O Globo", somente o Prism não dá à NSA acesso a todo o tráfego de informações e grandes volumes de telefonemas e dados na web não ocorrem nas ferramentas monitoradas pela NSA. Por isso, a agência desenvolveu outros programas com parceiros corporativos que possam fornecer acesso às comunicações internacionais.
O Fairview, por exemplo, permite a coleta de dados em redes de comunicação no mundo todo, numa parceria com uma grande empresa de telefonia dos EUA.
Essa empresa, por sua vez, mantém relações de negócios com outros serviços de telecomunicações, no Brasil e em outros países. Como resultado das suas relações com empresas não americanas, essa operadora dos EUA tem acesso às redes de comunicações locais, incluindo as brasileiras.
portugaldigital.com.br
segunda-feira, 8 de julho de 2013
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