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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

América Latina instala na ONU caso de espionagem dos EUA

Nações Unidas, 7 ago (Prensa Latina) Uma chuva de críticas às ações ilegais de espionagem dos Estados Unidos e de pedidos para uma intervenção da ONU marcou a estreia da nova embaixadora estadunidense perante as Nações Unidas, Samantha Power.
Poucas horas antes da apresentação das credenciais da representante estadunidense ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, o próprio titular do organismo recebeu os chanceleres de cinco nações do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Os ministros da Argentina, do Brasil, do Uruguai, da Venezuela e da Bolívia foram ao escritório do chefe da ONU para denunciar o sistema de espionagem global praticada pelos Estados Unidos como uma violação dos direitos, da soberania e da independência dos países.

O repúdio do Mercosul a esse trabalho revelado pelo ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana foi ratificado anteriormente pelos chefes de Estado do Mercosul.

No entanto, essa rejeição não se limitou à reunião entre os chanceleres e Ban Ki-moon, mas concentrou parte importante de um debate aberto ontem no Conselho de Segurança.

A sessão esteve presidida pela presidenta da Argentina, Cristina Fernández, e foi a estreia da embaixadora Power no assento de seu país, que tem caráter de membro permanente e a mordomia do vetar decisões do órgão.

Em sua intervenção na reunião, a mandatária argentina aludiu ao problema de espionagem ao defender que a privacidade das pessoas constitui um valor inalienável que ninguém deve desprezar.

E foi além ao propor o estabelecimento de regras mundiais para garantir a soberania dos estados e a privacidade dos cidadãos e convocar a "viver e conviver em pluralidade e diversidade".

Na mesma sessão, o chanceler venezuelano, Elías Jaua, anunciou que o Mercosul começou procedimentos para promover na ONU uma discussão ampla de caráter multilateral que permita esboçar acordos para preservar a soberania e segurança dos estados contra essas práticas ilegais.

Por sua vez, o chefe da diplomacia do Equador exigiu ao Conselho de Segurança que, por sua vez, exija a um de seus membros permanentes (Estados Unidos) o fim "da vigilância global, massiva, discricional, sem limites".

"Todos - absolutamente todos - devedores e credores, amigos e inimigos, Sul e Norte, somos considerados suspeitos habituais pelas autoridades dos Estados Unidos da América", indicou.

Exigiu que sejam estabelecidos limites porque "qualquer limite que poderia existir se esfumaçou e a segurança nacional dos Estados Unidos foi elevada acima de todos os valores morais universais".

O que aconteceu constitui uma ameaça à paz mundial e uma responsabilidade do Conselho de Segurança, agregou, para afirmar que "é o momento da própria ONU enfrentar responsavelmente este assunto".

Na mesma linha, o chanceler do Brasil, Antonio de Aguiar Patriota, advertiu que "a interferência a telecomunicações e as ações de espionagem sobre nossos países são parte de uma conduta inaceitável contra a soberania" e em detrimento das relações entre as nações.

Sem dúvidas, a nova embaixadora estadunidense começou sua gestão na ONU com um forte vento contra vindo, também, do sul latino-americano e caribenho.

Prensa Latina

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