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domingo, 8 de dezembro de 2013

Coreia do Sul anuncia expansão de sua zona de defesa aérea

A Coreia do Sul anunciou neste domingo a expansão de sua zona de defesa aérea, em resposta à zona decretada unilateralmente pela China, uma decisão que pode intensificar as tensões regionais nos territórios disputados na região.

A nova zona sul-coreana se sobrepõe à chinesa e também inclui uma ilha de Ieodo, disputada por Seul e Pequim e chamada pela China de Suyan.

"Vamos coordenar com os países vizinhos para evitar qualquer confronto acidental e para garantir a segurança dos aviões", declarou o porta-voz do ministério da Defesa, Kim Min-Seok.

"A nova zona de defesa aérea cumpre com as regras e os protocolos internacionais de aviação", acrescentou.

Por sua vez, Washington indicou que a Coreia do Sul consultou os Estados Unidos antes de expandir sua zona de defesa aérea, que se sobrepõe à anunciada recentemente pela China.

Os líderes americanos "apreciam (…) os esforços de Seul para realizar esta ação de forma responsável, deliberada, mediante consultas prévias com os Estados Unidos e seus vizinhos, incluindo Japão e China", indicou o departamento de Estado americano neste domingo.

No dia 23 de novembro, Pequim decretou uma "zona de identificação aérea" (ZAI) que cobre grande parte do mar da China Oriental. Os aviões que pretendem cruzar esta zona devem apresentar um plano de voo detalhado, mostrar claramente sua nacionalidade e manter comunicações permanentes por rádio, para "responder de forma rápida e apropriada aos pedidos de identificação", sob pena de desencadear "medidas defensivas de emergência".

O anúncio chinês provocou a ira de Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. Estes países enviaram aviões militares à região, desafiando as ordens chinesas.

Pequim não fez comentários sobre o anúncio de Seul até o momento, assim como Tóquio.

Horas antes do anúncio sul-coreano, três barcos da guarda-costeira chinesa entraram brevemente nas águas territoriais do arquipélago das Senkaku, controlado por Tóquio e reivindicado por Pequim com o nome de Diaoyu, indicou a guarda-costeira japonesa.

Esta foi a primeira incursão chinesa neste perímetro desde que Pequim decretou unilateralmente a zona de identificação aérea, que cobre uma parte do mar da China Oriental, entre Coreia do Sul e Taiwan, e que engloba o arquipélago das Senkaku.

Na sexta-feira, Washington havia apelado para a China instalar um "telefone vermelho" com a Coreia do Sul e o Japão.

A nova zona de defesa aérea instaurada pela China levanta uma preocupação real, havia afirmado na quinta-feira em Pequim o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que também visitou Tóquio e Seul no âmbito de um giro pela Ásia.

Biden se reuniu na semana passada durante esta viagem com o presidente chinês, Xi Jinping, e com seu primeiro-ministro, Li Keqiang.

"Fui muito sincero quando expressei nossa firme posição e nossas expectativas em minha conversa com o presidente Xi", declarou o número dois americano em uma conferência de empresários, após sua reunião com Xi que durou quatro horas, mais do que o previsto.

AFP

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