O desenvolvimento do obuseiro Koalitsia-SV está sendo conduzido por projetistas da época soviética. O armamento, que remonta aos anos 1970, baseia-se na utilização de elementos de altíssima tecnologia que só recentemente foram aprimorados.
“Os trabalhos iniciais em torno do novo obuseiro permaneciam secretos sob a designação ‘Iset’. Agora, o programa é chamado de Koalitsia-SV [a sigla russa SV se refere a “Forças Terrestres”]. No âmbito deste programa foram desenvolvidas tecnologias que poderão ser utilizadas também em outros sistemas de armas, como, por exemplo, da Marinha”, contou à Gazeta Russa o especialista militar independente, Oleg Jeltonojko.
A principal característica do projeto é a presença de uma torreta não tripulada. Enquanto o atual obuseiro russo MSTA-S sofre com a falta de automação, o futuro Koalitsia-SV irá suprir totalmente essa lacuna. “Como o compartimento da tripulação não ficará na torreta, mas na parte frontal do veículo, o nível de proteção será maior”, garante o especialista Aleksêi Khlopotov.
“No caso do obuseiro alemão PzH2000, por exemplo, a operação do canhão oferece riscos à tripulação, tendo em vista que fica no mesmo recinto do mecanismo de disparo. No Koalitsia-SV, além da automação da torreta, os recursos de carregamento pneumático proporcionarão mais segurança contra incêndio. O mecanismo de disparo será por micro-ondas, melhorando o desempenho balístico do projétil”, descreve Khlopotov.
O Koalitsia-SV terá, em ordem de combate, peso de 48 toneladas, e suas dimensões serão menores do que o alemão PzH 2000. O projeto priorizou a estrutura das estradas de ferro russas, com a capacidade máxima de 50 toneladas. O peso leve do canhão também proporcionará o seu transporte aéreo.
Atualmente, o líder global de vendas entre os obuseiros é o americano M-109, caracterizado por sua simplicidade de uso e preço baixo. No entanto, os especialistas envolvidos no projeto russo acreditam que o novo armamento nacional será mais barato que seu homólogo americano.
Características técnicas
O Koalitsia pode ser considerado um obuseiro de nova geração: a arma será capaz de atingir alvos a uma distância de até 70 km e possui alta taxa de tiro devido ao mecanismo de recarga automático. Além disso, o obuseiro entrará e sairá da posição de tiro em menos de 1 minuto.
A tripulação será composta por 2 ou 3 soldados, dispostos em um compartimento altamente informatizado localizado na parte frontal do chassi.
Estima-se que o novo obuseiro substituirá os obsoletos MSTA-S em 2020. “ É uma transição qualitativa do atual sistema para um novo sistema modular, de carga propulsora flexível e carregamento automático. Essa tendência observada em sistemas de artilharia estrangeiros alcançou agora os sistemas russos”, afirma Jeltonojko.
Gazeta Russa
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